Episódios de As Notícias Mais Recentes da CBN

'Maior protagonista dessa comédia é o próprio Flávio', diz Thiago Bronzatto

14 de maio de 202612min
0:00 / 12:40
Thiago Bronzatto destaca as versões contraditórias de Flávio Bolsonaro sobre a relação com Daniel Vorcaro no caso do filme de Jair Bolsonaro. Ouça.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio4
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
V

Vera

Host
T

Thiago Bronzatto

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Versões contraditórias sobre financiamento de filmeFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Eduardo Bolsonaro · Saúde de Jair Bolsonaro · Filme de Jair Bolsonaro · Master · Fundo no Texas · Empresa Entre Investimento e Participações · PCC · Máfia italiana · Investigação da Polícia Federal · Contrato de confidencialidade
  • Crise na campanha de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Valdemar Costa Neto · Rogério Marinho · PL · PT · Campanha de Flávio Bolsonaro · Escândalo das rachadinhas
Transcrição35 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem. Mais volume, mais canais, mais decisões em tempo real. É aí que entra o Mercado Pago. A mesma tecnologia de soluções de pagamentos do Mercado Livre, pronta para ajudar grandes empresas a vender com mais segurança. Altas taxas de aprovação, integrando pagamentos online e offline. Mercado Pago, um parceiro à altura do seu negócio. Clique no banner e conheça nossas soluções.

E hoje nós temos Tiago Bronsato, diretor da sucursal do Globo em Brasília, já está conosco na linha. Boa noite, Bronsato. Boa noite, Vera, Carol, Debre. Boa noite, ouvintes. Oi, Bronsato. Boa noite. Tiago, a gente já tinha o nosso roteiro aqui para a nossa conversa um pouco antes da entrevista exclusiva concedida pelo Flávio Bolsonaro à Globo News. Ele abordou alguns dos temas que a gente trataria aqui também. Hoje, o que a gente...

teve de novidade, essa é a história de que a Polícia Federal deve seguir uma linha de investigação para tentar saber se os recursos depositados num fundo lá no Texas seriam para custear a estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O Flávio negou nessa entrevista.

disse que não, disse várias vezes que não. Mas o que a PF está investigando e por que essa passou a ser uma das linhas de investigação?

Pois é, Vera, o filme da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu o dinheiro do Master a pedido do Flávio Bolsonaro, seria uma produção de baixíssimo custo, como vinha sendo definido pelo próprio filme. Mas acabou custando 134 milhões de reais e superou, e muito, o orçamento de 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar.

Tudo isso chamou a atenção da Polícia Federal, que decidiu apurar se uma parte de todos esses recursos foi utilizado para bancar as despesas em dólares do Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Vale lembrar que ontem o site Intercept Brasil revelou que o Flávio Bolsonaro cobrou de vocairo que ajudasse a pagar as parcelas do filme de Bolsonaro.

O senador, que a gente sabe que é para candidato à presidência da República, chegou a chamar o banqueiro de mão, disse que estaria com ele para sempre e pediu sem meia conversa uma luz, uma luz meio carinha ali, de 134 milhões de reais. E parte dessa grana, de fato, foi repassada por meio de uma empresa que fazia negócios, convocaram para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, que é controlado por um aliado.

de Eduardo Bolsonaro. Essa empresa que recebeu o recurso do Master, chamada Entre Investimento e Participações, ela passou a chamar a atenção das autoridades quando encontraram ali movimentações atípicas no valor de 139 milhões de reais a firmas investigadas pela Polícia Federal por ligações com o crime organizado e com facções criminosas como o PCC e até com integrantes da máfia italiana.

Já esse fundo que recebeu dinheiro dessa empresa suspeita, ele é administrado por um advogado que é radicado no Texas e convive com o Eduardo Bolsonaro. Esse advogado chegou a emprestar várias vezes o seu escritório para o filho do ex-presidente fazer reuniões políticas lá. Então os dois têm uma proximidade muito grande. E diante dessas revelações, o que a PF está fazendo agora? Ela pretende seguir o caminho do dinheiro.

e aporar se essa grana do Master foi utilizada para financiar a investida do Eduardo Bolsonaro contra as instituições brasileiras no governo Trump. A investigação, a princípio, deve cruzar as mensagens de Vorkar, que foram reveladas pelo site da Intercept, e que estão também em posse dos investigadores, com documentos que foram apreendidos ao longo das operações, e fazer também uma quebra de sigilo bancário.

A dificuldade da investigação vai ser conseguir avançar numa segunda camada dessas transações, ou seja, para onde vai o dinheiro do Master quando cai na conta do fundo sediado no Texas. Talvez por isso o Flávio esteja tão confiante que não será atingido por esse escândalo.

Exatamente. Agora, hoje surgiu a informação, o senador trouxe a informação de que existia um contrato de confidencialidade, inclusive para todos os investidores do filme.

E também que ele não tinha nenhuma intimidade com o Daniel Vorcaro, que irmãozinho é gíria de carioca. Mas não é só isso, né? Que dá o tom da conversa. Não é só quando ele o chama de irmãozinho. O tom da conversa mostra que havia, sim, uma proximidade grande entre eles.

Sim, Débora, o roteiro mais confuso da história não é o do filme da vida do Bolsonaro, mas sim as versões dadas pelos filhos do Bolsonaro e pela própria produtora. Se a gente for olhar em retrospecto, há mais ou menos uns dois meses o Flávio disse que não tinha nenhum contrato convocário. Ou seja, ele mentiu.

E ontem, quando ele foi questionado antes do caso vir à tona, ele repetiu que era tudo mentira e ainda debochou do repórter que perguntou para ele. E depois da publicação da reportagem do Intercept Brasil, Flávio teve que mudar a versão dele de novo e admitir que mantinha contato com o Vocaro e que pediu dinheiro ao banqueiro, mas pediu uma ajuda, um patrocínio, nada além disso.

Mas, pelo jeito, o Flávio não aprendeu com o pai dele que a verdade liberta. E depois dessas idas e vindas do Flávio, a produtora do filme e o empresário Paulo Figueiredo, que é um aliado do Eduardo Bolsonaro, deram uma versão completamente diferente do Flávio. Eles disseram que o filme não recebeu um tostão do Master.

Só que nesse caso tem duas hipóteses, né, Débora? Ou de fato o filme não recebeu nenhum recurso do banqueiro Daniel Volcaro e o dinheiro foi parar em outro lugar no Texas, ou é apenas uma desculpa retórica para falar que não recebeu o dinheiro diretamente do Master, mas sim de terceiros.

De um jeito ou de outro, o publicitário Tiago Miranda, que intermediou a negociação com o Volcário para colocar dinheiro no filme do Bolsonaro, desmentiu o Eduardo Bolsonaro, o Paulo Figueiredo e também a produtora. Porque ele disse...

para a colunista Malu Gaspar do Globo, que houve, sim, recursos do Master na produção do filme. E, segundo ele, os repasses só foram suspensos porque o Master entrou numa crise sem precedentes. E ainda, o ex-publicitário disse que a ligação do vocário com o filme não aparecia publicamente. Ou seja, foi feito tudo ali de forma muito discreta.

Então, em meio a essa pressão para contornar essa crise política que contamina a campanha do Flávio, a presidência, os filhos e os aliados do Bolsonaro começaram a bater cabeça nessas versões. E aí sim, protagonizaram uma atrapalhada que será bastante explorada na pré-campanha como se fosse um filme de comédia. Bom, e o impacto disso nos bastidores da campanha do Flávio em Bronsato?

Olha Carol, quando a crise veio à tona, o Flávio correu para se justificar para o pai dele que está em prisão domiciliar. E ele disse que pediu dinheiro de Volcaro para financiar o filme que seria utilizado como material de campanha quando fosse lançado. Segundo o relato do próprio senador, a candidatura do Flávio foi mantida pelo pai.

mas mesmo assim isso não foi suficiente para debilar a crise no PL. Tanto o presidente do partido, o Valdemar Costa Neto, como o coordenador da campanha do Flávio, o senador Rogério Marinho, receberam uma série de ligações de aliados cobrando explicações sobre esse escândalo do Flávio.

A maioria fez a mesma pergunta. Por que o Flávio não contou que teve contato direto com o vocário? E aí o Valdemar e o Rogério Marinho não souberam explicar. Mas o Flávio foi sabatinado ontem lá no QG da campanha por cerca de 10 pessoas que participaram de uma reunião de emergência e todos eles questionaram o Flávio se tinha mais coisa do Master para vir à tona.

O Flávio jurou de pé junto que não tem nada além do que já saiu. Mas o problema é que os integrantes da campanha estão nutrindo certa desconfiança com o Flávio. Estão super temerosos de outras mensagens e outras histórias envolvendo o senador.

virem à tona. Um aliado do senador com quem eu falei hoje chegou até recomendar que o Flávio se afastasse de algumas pessoas que possam comprometer a campanha dele. E sugeriu que o filho do ex-presidente também dê as caras em público para repartir as acusações, como ele fez agora há pouco nessa entrevista.

a Globo News e como ele deve fazer também nas agendas públicas dele nos próximos dias que estão mantidas. E a estratégia da campanha do Flávio agora vai ser tentar, apenas tentar contra-atacar o PT e listar todas as relações de integrantes do partido com o caso Master. Esse cabo de guerra convocado, sendo puxado de um lado para o outro, pelo jeito está longe de acabar, Carol.

Agora, Tiago, você falou numa série de versões que ele foi enfileirando, e nessa entrevista de hoje, ele pode ter criado mais problemas para si do que soluções, porque ele saiu com uma nova tese, então já são três.

A primeira no quebra-queixo na frente do Supremo é mentira sua. A segunda é a nota e o vídeo de ontem na linha... Era um filme, não sei o quê, era um financiamento privado para um filme privado, etc. E hoje ele tirou da cartola essa história do contrato de confidencialidade.

um contrato de confidencialidade, e a Júlia Duelib questiona, mas é alguém que não faz favor para ninguém, não faz caridade. Qual era o interesse do Vorcaro? Ele falou que o interesse dele era obter lucro. Portanto, deve haver um contrato assinado prevendo qual é o lucro que o Daniel Vorcaro obteria dessa produção. A confidencialidade é meio óbvia, ela já foi por terra. Então, o contrato tende a aparecer. Me parece que o senador vai criando obstáculos para ele mesmo,

que uma hora podem complicar de vez essa situação política. Com certeza, Vera. Ficou claro que o maior protagonista dessa comédia é o próprio Flávio, porque são tantas versões de idas e vindas que ele acabou se complicando. Isso lembra também, Vera,

quando veio à tona o escândalo das rachadinhas. Lembra? Quando a primeira versão é que o Queiroz estava vendendo automóveis. Depois não era mais vendendo automóveis. É isso, bem errado. Depois ele só estava recolhendo o dinheiro das pessoas. Depois o Flávio falou que não existia nada de rachadinha. Então, assim, é um roteiro que está se repetindo nesse escândalo. E cada vez que Flávio fala e Eduardo fala uma coisa e os bolsonaristas batem cabeça...

vão gerando mais dúvidas sobre a disposição da campanha de esclarecer os fatos. E um detalhe, né, gente? Se tinha um contrato e o Vorcaro não repassou o dinheiro combinado, ele quebrou o contrato. E aí o Flávio manda mensagem, não questionando, dizendo, olha, temos um contrato. É assim, pô, meu amigo...

desculpa aí, incomodar, sei que você me deu liberdade, não quero ficar te cobrando. Ele não tem um tom de quem está cobrando o cumprimento de um contrato. A execução de um contrato. Ele está pedindo um favor, claramente. Pois é, fico na dúvida, Carol, se era um contrato, se era um favor, ou se era apenas uma luz, como ele pediu. Uma luz de 134 milhões de reais. Fiat Lux. Tá certo, fez-se a luz. Obrigada, Tiago, por hoje. Até semana que vem. Obrigado, uma boa noite.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho, bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

. .

Anunciantes2

Magalu

external

Mercado Pago

Soluções de pagamentos para grandes empresas
external
'Maior protagonista dessa comédia é o próprio Flávio', diz Thiago Bronzatto | Castnews Index — Castnews Index