Sabesp e Comgás têm até esta sexta (15) para prestar esclarecimentos sobre explosão no Jaguaré
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Marcela Inadédia
Pedro Fagundes
- Explosão no JaguaréPrazo para esclarecimentos · Sabesp · Comgás · Arsesp · Vazamento de gás · Demarcação errada · Perícia policial
- Auxílio EmergencialAmpliação do auxílio · R$ 5 mil · Famílias afetadas · Danos físicos e psicológicos · Comprovação de residência · Laudo
- Desalojamento de moradoresCosma Alves · Moradia há mais de 30 anos · Casa interditada · Desejo de mudança · Conexão com o bairro · Medo de novas explosões
- Novas explosões em TeerãAlexandro Ferreira · Francisco Albino · Falecimento no hospital · Velório no cemitério da Lapa
- Vistoria de imóveisCinco imóveis decretados como vermelho · 22 imóveis em condição laranja
Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido plug-in com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
O que você nos conta, Pedro? Bom dia. Bom dia, Marcela. Bom dia também aos ouvintes. Olha, nesse momento quem precisa prestar esclarecimento são as duas concessionárias Sabesp e Congas, porque a Arcesp delimitou o prazo desta sexta-feira, o prazo de hoje, para que as duas concessionárias prestem justamente esclarecimento.
com as informações prévias do que aconteceu exatamente no dia da explosão. Como durante a semana, no caso ontem, a gente conversou com um técnico terceirizado da Sabesp, que participou da escavação, que acabou atingindo uma tubulação, e ele chegou a revelar pra gente de que sim, haviam atingido a tubulação, que vazou gás por 1h15 e que teria sido culpa de uma demarcação errada da Congás.
Mas isso é apenas uma informação que foi dada para a gente, não é uma informação oficial. Inclusive, a Congás e a Sabesp depois soltaram uma nota enfatizando que informações que não estão ligadas à perícia não são tratadas como oficiais por eles e que eles aguardam justamente essa informação da perícia, da polícia técnica que está...
visitando e está visitando o caso, investigando o caso, mas essas são informações que nós temos. O que acontece hoje mesmo, situação de momento, é que há uma ampliação dos atendidos pela Sabesp para o auxílio emergencial. O auxílio emergencial de R$ 5 mil. Até então, esse auxílio estava sendo dado apenas às famílias diretamente afetadas, que estavam com as casas nas condições laranja, que são parcialmente interditadas.
ou condição vermelha, que são as casas que devem passar por demolição. De ontem para hoje, eu conversei aqui com os moradores durante esta manhã, a Sabesp ampliou esses atingidos que podem ser beneficiados pelo auxílio emergencial para toda a comunidade atingida, mesmo que indiretamente, com danos físicos ou mesmo danos psicológicos, porque acabaram de passar por uma grande explosão, que acabou na morte de duas pessoas. Então, isso é o que... aqui...
Desculpa, isso é o que faz que hoje, inclusive, se veja uma fila muito maior aqui nas imediações dos carros da Sabesp, que estão cadastrando as pessoas para elas receberem esse auxílio. Sobre isso, eu conversei com a Jéssica Leles, que já tinha vindo anteriormente fazer o cadastro e relatou alguns problemas. Vamos ouvi-la.
Hoje eu vim apresentar o laudo para poder refazer o meu cadastro para comprovar que eu moro aqui. Então, as pessoas de fora estavam se aproveitando da situação e acabaram vindo fazer também. Então, todo dia, pelo que eu entendi, os cadastros estavam sendo cancelados e estava tendo que ser refeito. Aí agora, com o laudo, tem que ter a comprovação, tudo bonitinho que você mora aqui, para poder ser ressarcido.
Esse laudo dito para a Jéssica é mais ou menos o seguinte, nos primeiros momentos, isso na terça-feira, logo depois do incidente, para as pessoas se cadastrarem precisavam apenas informar o endereço. Agora a Sabesp já realiza duas filas separadas, uma na qual as pessoas precisam apresentar um comprovante de residência e depois que apresentarem e fazerem esse laudo, eles podem então fazer o cadastro e receber o PIX no valor de R$ 5 mil.
No entanto, não são todas as pessoas que estão seguras, se sentem seguras de continuar aqui depois da explosão. Eu conversei com uma delas, que é a Cosma Alves, mora aqui há mais de 30 anos e falou um pouco sobre a sensação. A casa dela está interditada no Laranja e ela fala dessa vontade dela, dessa insegurança de continuar morando aqui no bairro.
Ele prometeu o CDHU, eu tenho esse direito, eu sou uma pessoa de baixa renda, tenho um problema de deficiência, tenho um filho menor e tem 15 gatos. Eu gostaria que ele me desse uma posição, porque assim, independente de eu estar aí, quem causou o problema foi essa besta, não fui eu. Se eu tenho a oportunidade de ter um lugar melhor, por que não? Não me sinto mais segura. Eu posso até ficar, mas não me sinto segura. Não é o que eu quero.
Desde ontem começaram as demolições justamente dos cinco imóveis, porque esse é o balanço. São cinco imóveis decretados como vermelho que terão a demolição, outros 22 laranja que estão ainda sendo estudados, se continuaram de pé, passaram por reforma ou podem evoluir para justamente...
Demolição. Quanto às vítimas, como falei, foram duas vítimas, uma no dia do acidente, o Alexandro Ferreira, e o outro, o Francisco Albino, que faleceu no hospital ontem, depois de alguns dias internado. O velório dele, inclusive, acontece hoje, às quatro e meia da tarde, no cemitério da Lapa. Marcela Inadédia.
Obrigada, viu, Pedro? Eu ia justamente perguntar como é que estava a situação hoje. Você que acompanhou a semana inteira por aí, né? As pessoas voltando aos poucos para as suas casas. Mas acho que essa última entrevistada deu bem o tom, né? Muita gente ainda não se sente segura completamente de voltar para essa região. Ainda mais, enfim, a gente acabou de noticiar um outro vazamento lá na Zona Leste.
acaba gerando uma certa preocupação. Queria a sua impressão aí de um momento, o que você tem sentido dos moradores, se de fato essa fala da sua entrevistada é uma tônica que vem sendo adotada por outras pessoas que moram na região. Você que acompanhou desde segunda-feira, o que você está sentindo hoje por aí, hein?
Então, Marcela, desde a segunda-feira, essa tônica tem mudado um pouco. Na terça-feira, isso era algo quase absoluto. Muitas pessoas, justamente pelo impacto, tinha acabado de ocorrer a explosão, as pessoas ainda com problemas, sem saber se voltariam ou não para casa, quando voltariam para casa, muita gente já decretava, ponto final, não me sinto seguro, não me sinto segura de retornar aqui para a região por conta desse histórico, por conta dessa explosão.
Então, alguns se sentiam seguros, outros não. Hoje, a perspectiva mudou um pouco. Algumas pessoas, muito por terem vivido a vida inteira aqui, se sentem ainda presas, se sentem melhor do que presas, se sentem muito conectadas à região, porque é onde cresceram, é o único lugar, eu ouvi isso de algumas pessoas, é o único lugar que eu aprendi a viver, é o único lugar que eu conheço.
Então, muitas pessoas ainda se sentem muito conectadas aqui e não gostariam de sair. No entanto, existe sim, mais do que apenas a Jéssica, na verdade, mais do que apenas a Cosma Alves, que foi quem o ouvi e disse dessa sensação de insegurança, de querer sair. Ouvi sim também de outras pessoas falando de que não sabe...
o dia de amanhã, porque pode ser que outra explosão aconteça amanhã, daqui a 10 anos, mas muitos relataram essa insegurança de fechar os olhos para dormir, sem saber se no dia seguinte vai acordar, porque a topulação continua embaixo de toda a comunidade e essas obras continuarão para os próximos anos. Então, sim, a sensação que existe hoje é de insegurança.
Tá certo, então. Obrigada, viu, Pedro, pelas informações. O Pedro Fagundes continua lá na região do Jaguaré, Zona Oeste, acompanhando esses desdobramentos.
Comgás
Dili
EX5 EMISabesp