PF vai analisar celular e tablet apreendidos com Cláudio Castro em operação
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Carol
Diogo Bugalho
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Vamos ao Rio de Janeiro falar sobre a operação da Polícia Federal, que teve como alvo o ex-governador do Rio, Cláudio Castro. Diogo Bugalho acompanhou. Oi, Diogo, boa tarde.
Boa tarde, Carol. Boa tarde para você que nos ouve. A PF agora vai analisar um celular e um tablet apreendidos com o ex-governador Cláudio Castro. Será feita também perícia técnica e itens obtidos nas buscas, feitas contra outras 14 pessoas. Nessa operação, que mirou um esquema para beneficiar a Refit, é a antiga refinaria de Manguinhos, é a unidade de produção de combustíveis no Rio de Janeiro. O grupo é controlado pelo empresário Ricardo Magro.
e deve R$ 52 bilhões em impostos. De acordo com os investigadores, o estado do Rio foi cooptado em benefício da empresa. A PF afirma que Castro editou leis e, inclusive, mudou o procurador-geral do estado e secretários, tudo com o objetivo de livrar o grupo das dívidas e relaxar a atuação dos órgãos de controle. Na manhã desta sexta, o mandado de busca e apreensão contra Castro foi cumprido na casa dele, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.
Já o empresário Ricardo Magro é alvo de um mandado de prisão preventiva e foi incluído na difusão vermelha da Interpol. O empresário mora fora do Brasil há mais de 10 anos e não pisa em solo nacional desde 2018. Paradeiro dele, nesse momento, é desconhecido.
Em documento enviado ao Supremo, a PF aponta que a Secretaria Estadual de Fazenda, durante a gestão de Cláudio Castro, virou uma extensão da estrutura empresarial do grupo Refit. Os investigadores encontraram uma vasta teia de contatos entre o alto escalão do governo estadual e os representantes da empresa.
O ex-secretário de Fazenda, Juliano Pascoal, e o ex-procurador-geral do Estado, Renan Saad, teriam inclusive sido nomeados pelo alinhamento com o esquema. Todos os investigados dessa operação de hoje com cargo público, incluindo um desembargador, foram afastados das funções. A defesa de Cláudio Castro diz que ele está à disposição da Justiça e nega irregularidades na gestão da Secretaria de Fazenda.
Já a refite nega fraudes fiscais e diz que as dívidas estão sendo discutidas nas esferas administrativa e judicial. Vamos seguir acompanhando os desdobramentos, Carol.
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