Nordeste é região com maior número de eleitores até 17 anos; veja perfil dos novos votantes
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Gabriel Alves de Almeida
- Calcificação do eleitoradoNordeste como região com mais jovens eleitores · Redução da diferença entre meninos e meninas no eleitorado jovem · Matheus Felipe da Silva · Ana Pacheco · Gabriel Alves de Almeida · Tribunal Superior Eleitoral
- Voto JovemDemocracia e decisão do futuro coletivo · Política como meio de garantir direitos · Estudo e compreensão da realidade para o voto · Valor do voto para escolher representantes
O Nordeste é a região com mais jovens aptos a votar nessa eleição. Um levantamento feito pela CBN com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral mostra que 40% dos brasileiros que terão 16 até outubro ou já têm 17 anos e tiraram o título de eleitor estão nessa região do país. Ou seja, 676 mil jovens num universo de 1 milhão e 700 mil eleitores.
Um deles é o Matheus Felipe da Silva, de 17 anos. Ele é morador de Caruaru, no interior de Pernambuco, e conta que decidiu tirar o título ao perceber uma mobilização entre os amigos para votar este ano. Os meus colegas tiraram sim o título, alguns tiraram no ano retrasado, quando completaram em 16, e outros tiraram esse ano.
As eleições são bem importantes porque elas definem o futuro do nosso Brasil, do nosso país. Eu entendo que democracia é o que faz você poder decidir não só o seu próprio futuro, mas o futuro do coletivo, do meio social que você convive.
Os dados finais do eleitorado ainda serão divulgados, mas a prévia já aponta uma tendência. Enquanto o engajamento dos adolescentes cresceu no Nordeste, Sul e Sudeste registraram queda na participação dos eleitores com menos de 18 anos. Mesmo em regiões onde o número proporcionalmente diminuiu, alguns jovens decidiram participar da eleição pela primeira vez.
É o caso de Ana Pacheco, de 16 anos, moradora de Belo Horizonte. Ela conta que partiu dela o interesse em tirar o título, por enxergar na política uma forma de garantir e conquistar direitos. Eu conversei com minha mãe, falei, mãe, eu estou querendo muito tirar o título de eleitor.
Porque eu já sabia que esse ano teria as eleições. O pessoal da minha idade, meus amigos de escola, eles não gostam muito de conversar sobre política. Dizer isso é política porque nós temos opiniões muito apostas, muito diferentes. Eu estudo tendo consciência de quanto é difícil para os meus pais me manterem dentro dessa escola. Eu acredito que a política seja o nosso principal meio de conseguir os nossos direitos. Procuro estudar, procuro um candidato.
Não precisa ser o mesmo candidato que o seu colega, que sua mãe, seu pai, mas procure estudar.
Procure entender a realidade que você vive. O levantamento da CBN mostra ainda que as meninas continuam sendo a maioria entre os adolescentes aptos a votar. Mas a diferença em relação aos meninos diminuiu nos últimos quatro anos. Entre os adolescentes de 15 anos, por exemplo, as meninas representavam 57% do total em 2022, contra 43% dos meninos. Neste ano, os rapazes já correspondem a quase 48% desse grupo.
O mesmo movimento aparece entre adolescentes de 16 e 17 anos. Aos 16, a diferença entre meninas e meninos caiu de 12 pontos percentuais em 2022 para 6 pontos neste ano. Já aos 17 anos, a distância passou de 8 para apenas 2 pontos. O Gabriel Alves de Almeida, de 17 anos, mora em Budazartes, na Grande São Paulo. Apesar de ainda não ter experiência em eleições, ele diz que já entende o valor do voto.
Para mim, a democracia é algo necessário, é o melhor meio de governo que a gente pode ter, sem uma responsabilidade muito grande. Mas eu sempre almejei poder escolher o nosso representante, as pessoas que vão governar por nós, e eu prezo muito para...
Em eleições cada vez mais apertadas, o voto dos adolescentes passou a ter um peso maior na disputa presidencial. Em 2022, a diferença entre Lula e Bolsonaro no segundo turno foi de 1,8 ponto percentual dos votos válidos.
Hoje, os eleitores com menos de 18 anos representam cerca de 1,1% dos aproximadamente 158 milhões de brasileiros aptos a votar. Para o cientista político Paulo Bahia, as campanhas devem continuar investindo na mobilização dos jovens e não apenas pelo número de eleitores, mas também pela capacidade de engajamento dessa faixa etária.
Existe esse viés de priorizar a juventude. Isso tem um certo histórico, na medida em que o país foi, durante muito tempo, um perfil basicamente juvenil. Esse perfil mudou. A faixa entre 60 a 69 e de 70 a mais compõem 25% do eleitorado. A faixa acima dos 25 anos é o conjunto majoritário dos eleitores. Mas é interessante.
A estratégia das campanhas é que os jovens têm capacidade de mobilidade, de ação. E isso é muito importante numa eleição que é tão disputada, que está tão acirrada. O prazo para tirar o título e assim conseguir votar nas eleições desse ano terminou no último dia 6. Mas os dados consolidados do eleitorado jovem devem ser divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral somente em julho. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro.
Com colaboração de Matheus Lins e Matheus Maciel, do Rio de Janeiro, Pedro Borenberger. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe.
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