Furto de cabos de sinais de trânsito já causa prejuízo milionário em 2026 no Rio; Zona Norte lidera casos
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Laís Vieira
Pedro
- Furto de cabos de sinalizaçãoPrejuízo milionário · Operação Caminhos do Cobre · Impacto na segurança pública · Medidas de combate ao furto
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Eu chamo a atenção aqui do nosso ouvinte para informações importantes sobre furto de cabos, Pedro. E não só de cabos, de outros equipamentos também que existem em sinais de trânsito e o quanto que isso está impactando a vida do morador do Rio, do motorista, do pedestre, né? Porque um sinal de trânsito que não funciona traz muitas consequências.
A informação é a seguinte, o furto de equipamentos de sinais de trânsito já causou um prejuízo de 2 milhões de reais à cidade do Rio só entre janeiro e março desse ano. Nesse período foram levados 34 controladores de sinais e cerca de 32 quilômetros de cabos em diferentes pontos da capital.
Os números se somam aos registros de 2025, quando a cidade teve 54 controladores furtados e 109 quilômetros de cabos levados, gerando um prejuízo total de quase 4 milhões de reais. A Zona Norte concentra a maior incidência dos crimes, respondendo por 21% das ocorrências. Só na Avenida Marechal Rondon e na Rua 24 de Maio, Marechal Rondon inclusive está sem sinal de trânsito desde ontem.
foram contabilizados 807 atendimentos relacionados a furtos desde janeiro de 2025. A região do Grande Meia registrou 2.297 casos no mesmo período. Bom, a Sete Rio informou que os locais com incidência de furtos são comunicados às Polícias Civil e Militar por meio de relatórios.
E o órgão diz também que realiza uma manutenção preventiva e corretiva em toda a rede de sinais, com equipes atuando 24 horas por dia para tentar garantir a segurança viária e o funcionamento dos sinais. E essa manutenção está sendo insuficiente diante do alto número de furtos.
Para tentar conter o problema, algumas medidas estão sendo adotadas, entre elas a soldagem das caixas que abrigam os cabos, a instalação de equipamentos em postes mais altos, com garras, antifurto e, em áreas mais críticas, o enterramento da fiação. Uma outra ação prevista ainda para esse ano é a substituição por cabos sem valor comercial para desestimular novos furtos. E aí você vê, né?
Num cenário em que há uma epidemia de furto de cabos, a Sete Rio vai ter que investir em cabos sem valor comercial. Vai ter que trocar tudo para ver se isso não acontece, já que o crime não é combatido. Bom, por falar no combate ao crime, a gente procurou a Polícia Civil, que diz que avança no combate ao furto e a receptação de cabos e metais no estado do Rio.
Tem aquela operação Caminhos do Cobre, que está em curso desde 2024. E a Polícia Civil diz que já fez mais de 580 fiscalizações em ferros velhos e que obteve resultados expressivos.
Essa operação é um desdobramento de investigações da Delegacia de Roubos e Furtos e tem apoio de outras unidades. A gente conversou, a nossa produção, a Laís Vieira e a Clara Argento me ajudaram nessa missão aqui sobre essa situação do furto de cabos. E a gente conversou com o delegado Tiago Neves, que é o titular da DRF.
Ele falou um pouco sobre o quanto que esse crime impacta no dia a dia, na vida do carioca e do fluminense. O furto de cabos de cobre não é apenas um crime patrimonial. Ele afeta diretamente a vida de quem está no sinal de trânsito, que não funciona, no posto de saúde sem energia, na câmera de segurança apagada. É exatamente aí que a operação Caminhos do Cobre atua. A lógica da operação é simples, atacar o crime na raiz.
Nosso foco é atingir toda a cadeia envolvida, desde quem pratica o furto até os receptadores e empresas que lucram com esse material ilegal. Ao sufocar financeiramente essas estruturas, a gente enfraquece também os grupos criminosos, que usam esse dinheiro para financiar outras atividades ilícitas. O desafio persiste. A legislação é leniente com reincidentes.
Mas a Polícia Civil não recua. Seguiremos investigando, prendendo e desarticulando essas redes quantas vezes forem necessárias. Bom, essa Operação Caminhos do Cobre é considerada uma das ofensivas mais importantes contra crimes patrimoniais no Estado e, como a gente falou, está em andamento. É uma das respostas das autoridades de segurança do Rio de Janeiro para tentar combater essa epidemia de furto de cabos.
E a Sete Rio orienta a população a informar sobre problemas em sinais de trânsito e a denunciar também quando vê qualquer furto, né? Por meio da Central 1746, disponível pelo telefone, pelo site e pelo aplicativo. Mas eu fiquei de verdade...
impressionada com o prejuízo. Ontem a gente falou já de prejuízos com depredação de patrimônio público, né, Pedro Bonenberg? A gente trouxe um valor altíssimo. E agora esse valor que você trouxe me deixou estar recido, Bianca. 2 milhões de reais em 3 meses. Dá para comparar com o ano passado, porque o ano passado foram 4 milhões, vocês apuraram aqui para a gente. Mas a gente está falando do ano inteiro, né, Bianca? Então já estamos falando de 2 milhões em 3 meses.
Até onde a gente vai com essa história, né? E como o delegado bem ressaltou, Tiago Neves, é impacto para a saúde, para a educação, para a segurança. Muitas vezes, crimes não elucidados, porque uma câmera não está funcionando, está desligada, está sem luz, né? Perto de ser aquela informação, perto de ser aquela pista. Então, é um impacto em cadeia enorme e a gente vai tendo a dimensão disso. Dois milhões de reais, Bianca. Para onde a gente poderia destinar esse dinheiro, né? Assim como ontem a gente falava sobre as homenagens que nós não fazemos.
quando a gente tem que refazer o que foi depredado, assim é também aqui, a rede elétrica que a gente perde e aí esse dinheiro tem que ir para a restauração em vez de ir para outras estruturas da cidade que tanto precisam de investimento também. São 2 milhões de reais em 3 meses. É verdade, é muita coisa.
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