'Órgãos de segurança pública trabalham em conjunto no combate ao crime organizado', diz superintendente
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- Crime Organizadoexpansão da FICO · integração de órgãos de segurança · novas bases em Guarujá e Paulínia · combate ao crime organizado
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Agora 11 horas 36 minutos e nós te contamos mais cedo aqui no CBN São Paulo, falando com o secretário de Segurança Pública do Estado a respeito de duas novas bases da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado que serão instaladas aqui em São Paulo. É um acordo, um convênio.
entre os governos federal e estadual, para ter duração de três anos. E o objetivo é justamente expandir a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado FICO aqui em São Paulo. Sobre esse assunto, trazendo mais detalhes de como deve funcionar e também explicar o porquê.
dessa expansão aqui no estado, a gente conversa com o doutor Rodrigo Luiz Sanfurgo de Carvalho, ele que é superintendente regional da Polícia Federal aqui no estado de São Paulo. Doutor Rodrigo, obrigada pela participação, bom dia. Bom dia, Marcela, tudo bem? É um prazer falar com você, Marcela, Guilherme Muniz também, a todos os ouvintes da CBN, é um prazer. Bom dia, doutor, muito obrigado pela sua participação.
Doutor, hoje o que a gente vê quando fala em crime organizado, facções criminosas, principalmente aqui em São Paulo, é que um dos grandes objetivos da inteligência da polícia e das autoridades que atuam no combate ao crime organizado é sufocar, asfixiar financeiramente esses grupos criminosos.
acredito que um dos objetivos e gostaria que o senhor detalhasse os demais objetivos também dessas novas bases da Força Integrada aqui em São Paulo, tem relação com essa parte financeira desses grupos criminosos, certo? Não, perfeito, Marcela eu acho que o importante que a gente tem corrente de fábula de força a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado
Já há muito tempo a Polícia Federal, a Secretaria de Segurança Pública, todos os órgãos de segurança pública trabalham em conjunto no combate ao crime organizado. Com troca de informações, com algumas parcerias, alguns acordos, trocas de sistemas. Então isso é muito usual. Nós andamos juntos todas as fontes de segurança, obviamente no combate ao crime organizado. Eu acho que o principal ponto quando a gente fala de FICO...
é a integração efetiva, ou seja, o que tem a FICO, por que ela é tão especial? Porque ela coloca numa mesma mesa todos os órgãos de segurança pública de São Paulo com o combate ao crime organizado. E quando fala numa mesma mesa, não é uma troca de experiência, um contato, não, mas pelo contrário.
A FICO conduz investigações e essas investigações são conduzidas por todos, ou seja, todos atuam em casos concretos. Então, a grande efetividade é quando você coloca diversos atores numa mesma estrutura, numa mesma investigação, a gente tem um cenário muito mais amplo, e mais.
uma troca de experiência e uma efetividade muito maior. Então, a FICO é a efetivação, de fato, da cooperação que deve existir entre as forças de segurança pública aqui no estado de São Paulo.
E isso num cenário em que a gente sabe que, politicamente, a gente acaba tendo, às vezes, muita bateção de cabeça entre representantes que, às vezes, não estão no mesmo espectro político. É muito bom ver que essas divergências podem ser superadas no âmbito técnico e poder avançar nas investigações, como o senhor está detalhando. Agora, explica para a gente, por favor. Agora, essas novas bases da FICO vão atuar, principalmente ali no Guarujá, Baixada Santista, e Paulínia, região de Campinas. Por que a escolha dessas duas localidades?
Bom, na verdade, a FICO é uma só, existe uma FICO por estado, então o estado de São Paulo tem uma FICO. Ao mesmo tempo, a gente pode, a FICO é um local, e isso é muito interessante, porque quando eu falo de tratores trabalhando numa mesma mesa, todos trabalham numa mesma casa, numa mesma estrutura, ou seja, existe uma estrutura física em que todos os órgãos de segurança trabalham 24 horas por dia no combate ao crime organizado.
Então, o sucesso da FICO no passado, que era especialmente aqui em São Paulo, fez com que nós chegássemos à conclusão da necessidade de abrirmos outra FICO em virtude do sucesso da ação que foi a FICO no ano passado. Então, nós escolhemos, nesse primeiro momento, a Baixada Santista.
Porque há ali as notícias de uma criminalidade que merece uma atenção muito especial de todos os órgãos de segurança e também a região de Campinas. A gente tem hoje a Paulina integrando, o prefeito é um grande parceiro nosso, cedendo inclusive um local físico para que todas as forças pudessem atuar. Então, em Santos, nós temos a criminalidade merecendo uma força maior no combate a essas forças criminosas. Temos o Porto de Santos.
E a região de Campinas, uma região extremamente rica e que há uma porta de saída que é o aeroporto de Viracópolis. Então, estrategicamente, nesse momento, era muito interessante esse passo que não exclui novos passos em outras bases que a gente pretende ainda, no momento oportuno, instalar aqui no estado de São Paulo.
É, acho que a Baixada Santista já é de conhecimento geral, né? Que foi por meio do Porto dos Santos que o PCC e, enfim, as facções criminosas começaram a exportar drogas para o exterior, né? Exportar e trazer também é um ponto de bastante atenção da Polícia de São Paulo e já era.
esperado que houvesse uma atenção maior, ainda mais agora com a FICO. Agora, o interior me chama um pouco a atenção. Tem algum motivo específico, com base ali nas investigações, que indiquem a necessidade de ter uma FICO ali, também nessa região ali em Paulínia, próximo ali? É um polo petroquímico também, né? Enfim, mas tem algum motivo específico também, doutor?
Tem, na verdade tem. A região de Campinas já tinha uma base, uma base que não era da FICO, mas uma base da Polícia Federal que combatia o roubo de cargas e que essa base prosperou. Ou seja, ela conseguiu realizar trabalhos muito positivos e ao mesmo tempo realizar esses trabalhos em conjunto com autoridades. Ou seja, nós já tínhamos uma base funcionando lá.
E aí nós, obviamente, pelo contato, pelo sucesso dessa base, nós resolvemos ampliar a efetividade dessa base. Então foram experiências positivas dessa base de roubo de carga que nós resolvemos ampliar a atribuição dessa base e contar com outras forças de segurança pública e dar atenção também a essa região. A intenção, no futuro, é justamente ter uma base não só na Baixada, como também na região de Campinas, mas também na região...
no Oeste, em outras regiões que merecem atenção e que vêm com bons olhos a atuação conjunta de todos os órgãos de segurança pública no combate ao crime organizado. Até porque tem uma previsão aí de uma atuação, se não me engano, uma renovação por três anos, se eu não estou enganado, dessa...
Da FICO, é isso que eu ia te perguntar. É um prazo meio protocolar? A previsão de vocês não é, de fato, desmobilizar essa estrutura, certo? Porque até pelo que o senhor acaba de mencionar, está no radar de vocês, inclusive, a ampliação desse esquema em parceria, correto?
Exato. Na verdade, a FICO tem um prazo de dois anos, então são dois anos. Então, a primeira fase termina agora esse mês, por isso que nós firmamos um novo acordo. Mas não, eu acho que o importante é o seguinte, independente...
do prazo, a intenção sempre vai ser continuar com a atuação integrada. Então, como é firmado um acordo de cooperação técnica entre todos os órgãos, porque, mais uma vez, você tem vários órgãos atuando em conjunto num espaço...
físico. Então é necessário esse acordo. Então, independente mais uma vez do prazo, o importante são os resultados. Então, os resultados da FICO no passado fizeram com que a gente prorrogasse. E eu tenho plena convicção de que os resultados da FICO agora com essa ampliação vão levar a gente a um ponto de... que nós não vamos poder retornar. Vamos ter que mais uma vez prorrogar e prorrogar, porque a FICO é uma história de sucesso aqui no estado de São Paulo.
Sem dúvida. A FICO, só para a gente destacar para o nosso ouvinte, é a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado. Qual é o papel de atuação? O senhor falou a respeito desses esforços do passado que fizeram com que houvesse essa ampliação agora.
É um trabalho de inteligência, de coleta de dados, é também um trabalho de campo, prisões sendo efetuadas, operações táticas. O que a FICO de fato faz? E quem atua? Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Polícia Civil? Quais são os órgãos que participam?
O interessante da FICO é que ela faz tudo, no sentido de que ela dá efetividade às investigações. Quando eu falo em FICO, eu não falo em trabalho da Polícia Federal. Quando eu falo em FICO, eu não falo em trabalho da Secretaria de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal, da Senapem, da Secretaria de Administração Penitenciária e agora da Guarda Seguida Metropolitana de Paulinha.
A FICO é a junção de todos, então é o trabalho de todos que começa, obviamente, com a prospecção, com a inteligência, com o inquérito policial, com a investigação, com o trabalho de rua, com as representações, com as prisões, com os relatórios, com as conclusões. Então a FICO, ela atua...
Desde o início da investigação até o final, tornando efetivo a desarticulação das organizações criminosas. Então, de fato, é uma força efetiva que atua, de fato, no combate ao crime organizado.
Perfeito. Agradeço muito, viu, doutor Rodrigo, pela participação aqui com a gente, todos os esclarecimentos a respeito da FICO, dessa ampliação que chega justamente para somar no combate ao crime organizado aqui no Estado de São Paulo e também com atuações em todo o país. Obrigada, doutor Rodrigo Luiz Sanfurgo de Carvalho, delegado de Polícia Federal, superintendente regional da Polícia Federal aqui no Estado de São Paulo. Obrigada e até a próxima.
Muito obrigado, Marcelo, Guilherme, Zovita Cedrini, muito obrigado. Muito obrigado, bom dia.
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