Peru prorroga horário de votação de eleição presidencial após problemas logísticos
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Marcela Marcos
- Eleições PeruProblemas logísticos · Keiko Fujimori · Roberto Sanches · Ricardo Belmonte · Rafael López Aliaga
- Eleições na HungriaVitor Orbán · Peter Maguiar · Partido TISA · União Europeia
Quem vai atualizar as informações para nós é a Marcela Marcos. Bom dia para você, Marcela. Bom dia para você também, Milton. Bom dia para os nossos ouvintes. Começando sobre o Peru, o Conselho Nacional Eleitoral prorrogou o horário de votação até às seis da tarde de hoje em pontos específicos do país. A decisão foi tomada com base em problemas logísticos que ocorreram ontem.
Mais de 60 mil eleitores foram prejudicados porque o material de votação não chegou a tempo a 15 pontos de Lima e dois distritos eleitorais nos Estados Unidos. Apesar da prorrogação, as apurações não tiveram pausa, mas não tiveram também a divulgação dos resultados. O Peru tenta eleger o nono presidente do país em uma década em meio a um cenário de fragmentação recorde com 35 candidatos.
Segundo as pesquisas de Boca Diurna, a candidata Keiko Fujimori lidera a corrida com cerca de 16,6% dos votos. Na disputa pelo segundo lugar estão três candidatos. Roberto Sanches com 12,1%, Ricardo Belmonte que tem 11,8%.
E Rafael López Aliaga, que aparece com 11%. Como nenhum candidato deve alcançar 50% dos votos, a eleição deve ir para o segundo turno, que será disputado no dia 7 de junho. Já na Hungria, houve comemoração pela decisão nas urnas. Milhares de pessoas saíram às ruas para festejar a vitória da oposição, que encerrou um ciclo de 16 anos de poder do líder da extrema-direita, Vitor Orbán.
O futuro primeiro-ministro deve ser Peter Maguiar, líder do partido TISA, legenda de centro-direita que conquistou 138 das 199 cadeiras no parlamento. Com dois terços do Congresso, o novo líder terá poderes constitucionais para reverter as leis aprovadas por Vitor Orbán. O partido Fidesz ficou com apenas 55 cadeiras. Foi o pior desempenho, inclusive, desse partido em décadas.
Iconidade à direita nacionalista e aliado dos presidentes Donald Trump dos Estados Unidos, Vladimir Putin da Rússia, Orbán reconheceu a derrota em um discurso que foi breve e classificou o resultado como claro e doloroso. A eleição na Hungria era considerada a mais importante da Europa neste ano e registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores. Durante os 16 anos como primeiro-ministro,
Orbán promoveu medidas duras contra direitos de minorias, liberdade de imprensa, enfraqueceu diversas instituições húngaras e foi acusado de corrupção. Ele também tensionou fortemente a relação da Hungria com a União Europeia e usou repetidamente o poder de veto para bloquear decisões que exigem unanimidade, como o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a vitória da oposição.
O futuro primeiro-ministro da Hungria tem 45 anos e é ex-aliado de Viktor Orbán. Ele promete reaproximar a Hungria do Ocidente, reduzir a dependência energética da Rússia e liberar 18 bilhões de euros em fundos que foram congelados pela União Europeia. Milton.
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