STJ vai decidir se Justiça comum ou Militar julgará tenente-coronel suspeito de matar a esposa
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Marcela Marcos
- Caso Geraldo NetoMorte de Gisele Alves · Feminicídio · Justiça comum vs Militar
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A Marcela Marcos está de volta aqui com a gente para explicar algumas novidades a respeito do caso da morte da PM Gisele Alves, aquela mulher que foi encontrada morta dentro de casa. Ela foi resgatada, enfim, mas depois acabou morrendo. E o marido, PM também, Geraldo Neto, o investigado como suspeito de ter matado a Gisele Alves. E aí tinha uma questão, Marcela, que era o seguinte. Havia duas investigações diferentes, uma investigação militar e uma investigação na Justiça comum.
O que tem de novidade sobre isso? Como é que vai se definir qual desses dois casos é o que deve prevalecer? O STJ Muniz, superior ao Tribunal de Justiça, vai decidir se a Justiça comum ou a militar deve julgar se o Tenente Coronel da PM, o Geraldo Leite Rosa Neto, foi o autor da morte da esposa, soldado Gisele Alves Santana. A promotoria de Justiça Militar fez o pedido após entender que tem um conflito de competência.
A solicitação já foi aceita, foi aceita e formalizada no dia 7 de abril. Gisele, a gente lembra, para retomar esse caso, ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro no apartamento onde ela morava, com o marido no Brás, região central da capital paulista. O tenente coronel afirmou que a mulher cometeu suicídio, mas a defesa dele afirmou que a justiça militar não tem competência para analisar e julgar o caso e que deveria, portanto...
ser encaminhado à justiça comum. A defesa da família da Gisele, então, é que defende que seja julgado pela justiça comum, inclusive para que vá à júri popular, que normalmente ocorre nesse tipo de situação. Laudos e mensagens trocadas pelo casal apontam para feminicídio, segundo a investigação. Inclusive, Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio e fraude processual nesse caso.
No dia 18 de março, a Justiça Comum aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo, tornou Geraldo Neto, como eu disse, réu por feminicídio e fraude processual. Portanto, o caso agora está com o STJ, é que vai tomar essa decisão. A família da Gisele, os amigos também, intermediados pelo advogado dela, defendem que seja levado para a Justiça Comum, justamente por essa questão do júri popular.
mas a defesa dele quer que permaneça, portanto, na Justiça Militar a investigação a respeito desse caso, Muniz.
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