Governo avança em programa para renegociação de dívidas e avalia uso do FGTS
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Luiz Alberto Guerra
- Renegociação de DívidasUso do FGTS · Descontos de até 80% · Famílias de baixa renda · Dívidas do cartão de crédito · Crédito rotativo
- Economia e Endividamento FamiliarEndividamento das famílias · Dados da Confederação Nacional do Comércio
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Temos informação de Brasília, Sardenberg. A Rani Veloso tá acompanhando aquelas discussões do governo federal sobre o endividamento da população brasileira. Rani, boa tarde pra você. O que você tem de informações?
Boa tarde, Muniz. Olha, a reunião aqui no Palácio do Planalto com o presidente Lula e ministros da área econômica acabou agora há pouco. Foram aí quase três horas de reunião e esse pacote de medidas para que os brasileiros possam quitar suas dívidas avançou, tá? Dentre as propostas avaliadas nesse novo programa de renegociação de dívidas, entram esses débitos atrasados de dois meses a um ano.
E de acordo com o Globo, há também a possibilidade de liberação dos recursos do FGTS para quitar os débitos. Mas isso ainda é avaliado com cautela, porque há uma preocupação do governo de que o trabalhador, por exemplo, em caso de demissão, fique sem uma reserva financeira.
E aí ele não vai poder usar todos os recursos do fundo para pagar esses débitos. Mas a gente sabe que a preocupação maior do governo é sobre o alto número de famílias endividadas neste momento, neste ano, que é um ano de eleições.
E por isso o ministro da Fazenda, Dario Durigam, que nesse momento está na Câmara dos Deputados, foi fazer uma visita de cortesia aos deputados, ele já havia falado sobre a possibilidade desses descontos chegarem a 80% e os outros 20% serem negociados.
com uma nova taxa de juros menor e aí também com a garantia do governo junto aos bancos por meio do fundo garantidor de operações. Quais são as dívidas que poderão ser renegociadas? As do cartão de crédito, principalmente do crédito rotativo, que essa é uma parte elevada dessas dívidas, além do cheque especial e do crédito pessoal, que é o empréstimo.
O foco principal do programa são os brasileiros com baixa renda, que ganham até três salários mínimos. E os outros que estão com as contas em dia, mas que tem aí peso de parcelas altas no orçamento, eles também poderiam entrar nesse programa, trocando a dívida por uma linha de crédito com juros menores.
Bancos, quintecs e operadoras de créditos também estão sendo ouvidos. O próprio Durigam falou que conversou com a Febraban na última semana. E a ideia também é oferecer um sistema mais simples do que o desenrola. O formato final, a gente sabe, depende do aval do presidente Lula.
A expectativa é que esse programa possa ser divulgado nos próximos dias, de acordo aqui com a fonte do Palácio do Planalto. Eles debateram sobre um panorama geral desse programa de renegociação de dívidas. Também falaram sobre combustíveis, mas não ficou ainda.
definido quando será esse anúncio. E só um detalhe é que é um momento crítico para o Bolso dos Brasileiros porque dados recentes da Confederação Nacional do Comércio apontam que 80,2% das famílias do país estão endividadas. É um recorde na série histórica, sendo que 29,6%
das partelas estão em atraso. Também participaram, além do Durigam, só aqui registrando, o vice-presidente Geraldo Alckmin, além dos ministros da Casa Civil, Miriam Belchior, do trabalho, Luiz Marinho, por isso a possibilidade do FGPS, também Esther Dueck, da gestão e inovação, Bruno Moretti, do planejamento e o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello.
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