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Justiça mira três suspeitos por tentativa de golpe contra herdeiros do fundador do grupo Unip/Objetivo

06 de abril de 20263min
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Um empresário, um ex-policial civil e um árbitro judicial são os principais alvo da Justiça por tentar aplicar um golpe milionário contra herdeiros do fundador do grupo Unip/Objetivo, João Carlos Di Genio. O empresário morreu em fevereiro de 2022 e deixou uma herança estimada em R$ 16 bilhões. Três meses depois, a empresa Colonizadora Planalto Paulista Limitada apresentou uma dívida de R$ 635 milhões à família do empresário referente à suposta compra de 448 lotes em uma área rural de Piraju, no interior de São Paulo.

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Participantes neste episódio1
L

Luiz Alberto Guerra

HostDelegado
Assuntos1
  • Tentativa golpe 8 janeiroHerdeiros do fundador do grupo Unip/Objetivo · Luiz Teixeira da Silva Júnior · Rubens Maurício Bolorino · Wagner Rossi Silva · João Carlos Di Genio
Transcrição8 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Um empresário, um ex-policial civil e um árbitro judicial são os principais alvos da justiça por tentar aplicar esse golpe milionário contra os herdeiros do fundador do grupo Unip Objetivo, o João Carlos de Gênio. O empresário morreu em fevereiro de 2022 e deixou uma herança estimada em 16...

bilhões de reais. E aí, três meses depois, a empresa colonizadora Planalto Paulista Limitada apresentou uma dívida de 635 milhões de reais à família do empresário. Seria referente à suposta compra de 448 lotes numa área rural de Piraju, no interior de São Paulo. A companhia tem como sócio o empresário Luiz Teixeira da Silva Júnior. Em 2019, ele foi investigado por uso de documento falso para tentar conseguir um diploma de medicina.

O homem também é investigado por falsificar a assinatura de um médico naquele laudo fraudulento divulgado por Pablo Marçal para associar o adversário Guilherme Boulos ao uso de drogas durante a eleição à Prefeitura de São Paulo de 2024. Quanta investigação, hein? Perícias indicaram que as assinaturas de João Carlos de Higênio teriam sido retiradas de documentos originais e inseridas digitalmente em contratos fictícios. Desconfiada, a família solicitou a versão original, mas nunca teve acesso. Obrigado.

Após ter o pedido negado pela justiça para tentar receber o valor antes da partilha dos bens, os suspeitos recorreram a outro mecanismo, uma sentença da Câmara Arbitral que determinava o pagamento da dívida, agora elevada para quase um bilhão de reais. A Câmara Arbitral funciona como uma espécie de justiça privada, com a sentença tendo o mesmo valor de uma decisão judicial.

Para isso, os suspeitos usaram a FONANSP, que é o Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação. O dono desse instituto, desse órgão, é o Wagner Rossi Silva. Ele tem passagens por tráfico de drogas, estelionato e crimes contra o patrimônio.

Os suspeitos ainda usaram o ex-policial civil Rubens Maurício Bolorino para dar aparência de legalidade ao processo, já que ele aparece como testemunha. Bolorino foi preso por duas vezes pela Polícia Federal, uma num esquema de venda de decisões judiciais e outra numa operação contra o tráfico internacional de drogas. Em entrevista ao programa Fantástico da TV Globo, o promotor de justiça Carlos Bruno Gaia da Costa afirmou que tudo não passou de uma encenação.

Esses criminosos identificaram essa vulnerabilidade de regulação para tentar obter grande vantagem indevida contra o espólio do senhor de gênio.

Bom, procurado pela reportagem, o advogado da Fonansp disse que entrou em contato com o Ministério Público e com a Polícia Civil para esclarecer essa situação. Já a defesa de Luiz Teixeira afirmou que ele entrou na empresa imobiliária depois que o contrato dos terrenos teria sido firmado com o digênio e que a perícia nos documentos não é oficial, mas contratada pela família do empresário. Os advogados de Jorge Alberto, Wagner Rossi e Rubens Bolorino não foram localizados.