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Grupos A e B reúnem anfitriões, reencontros e seleções em reconstrução

05 de abril de 202611min
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Jogo de abertura reedita duelo de 2010, enquanto Grupo B simboliza novo formato com 48 seleções e equilíbrio entre as equipes. Ouça o 'Raio-X das Seleções' e saiba mais!

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Participantes neste episódio1
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Leonardo Dahi

HostJornalista
Assuntos1
  • Copa do Mundo 2026Grupo A · Seleção do México · Javier Aguirre · Coreia do Sul · República Tcheca · Grupo B · Suíça · Canadá · Catar · Bósnia e Herzegovina
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Raio X das Seleções Vai ser exatamente num dia 11 de junho, exatos 16 anos depois do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2010, que México e África do Sul vão se encontrar de novo, agora para abrir o Mundial de 2026. Dessa vez, o time da casa é o México.

primeiro país a receber três Copas do Mundo em seu estádio azteca. Jogar em casa é um trunfo e uma esperança, porque das 17 Copas que disputou até hoje, o México só conseguiu terminar entre os oito primeiros, justamente em 1970 e em 1986. Agora é diferente.

A Copa não é só no México, e para estender a possibilidade de jogar em casa ao máximo até as oitavas de final, é preciso passar em primeiro lugar neste Grupo A. O ciclo até aqui foi turbulento. O primeiro técnico contratado foi o argentino Diego Coca, que foi embora depois de apenas sete jogos, faltando uma semana para a Copa Ouro. E o México venceu sob o comando de Jaime Lozano.

que conquistou ainda a Liga das Nações da CONCACAF antes de ser demitido com a eliminação na primeira fase da Copa América. Desde então, a seleção é treinada por Javier Aguirre, jogador da seleção na Copa de 86 e técnico nos mundiais de 2002 e 2010.

Justamente os únicos dois neste século em que o México não teve entre os seus goleiros Guilherme Ochoa, que hoje tem 40 anos, joga no Aéu Limassol do Chipre e voltou a ser convocado, ainda que como reserva nos jogos deste mês de março.

O treinador classifica Ochoa como um dos nomes mais importantes da história da seleção do México e faz questão de dizer que a convocação não se dá por nostalgia. Ele está em atividade e está trabalhando bem e isso foi fácil de verificar nesses dias de trabalho com a seleção mexicana. Vejam esses exemplos. Está ativo, está bem, está trabalhando, quero ver e já está aqui.

A primeira adversária da seleção mexicana não joga uma Copa justamente desde que sediou o evento em 2010. A volta ao grande palco do futebol vem com uma base formada por jogadores que atuam na Liga da África do Sul. Nove dos convocados para os jogos deste mês de março são do Mamelode Sandals.

time que chamou a atenção pelo jogo ofensivo e organizado na Copa do Mundo de Clubes. O momento, porém, não é bom. A seleção de Hugo Bross, um belga que não trabalhava como técnico desde que passou pela seleção de Camarões entre 2016 e 2017, caiu nas oitavas de final da Copa Africana de Nações e somou uma derrota e um empate nos jogos deste mês de março contra o Panamá, que foram os únicos deste ciclo contra uma equipe não africana.

Completam a chave, a Coreia do Sul e a República Tcheca. Os sul-coreanos aparecem em todas as Copas desde 1986 e poucas vezes chegaram com expectativas tão baixas. Apesar da campanha invicta nas eliminatórias, os sul-coreanos caíram para a Jordânia na semifinal da Copa da Ásia em 2024. A derrota custou o emprego do técnico alemão Jürgen Klisman.

E desde então, a Coreia do Sul é treinada por Hong Myung-bu, jogador da histórica campanha de 2002, quando a seleção chegou à semifinal. Hong Myung-bu foi treinador da Coreia do Sul na Copa de 2014. A equipe até conquistou vitórias importantes com um novo técnico sobre os Estados Unidos e sobre o Paraguai em amistosos de preparação. Mas nesses amistosos, sofreu também algumas goleadas, como 5x0 para o Brasil e 4x0 para a costa do Marfim. Já a República Tcheca...

volta à Copa do Mundo depois de 20 anos de ausência. Para chegar ao Mundial, foi preciso passar pela sempre dura repescagem europeia. E foi com emoção. Duas vitórias nos pênaltis. Primeiro sobre a Irlanda e depois sobre a Dinamarca. Tudo isso nos dois primeiros jogos sob o comando do novo técnico.

Miroslav Kubek, que só aos 74 anos de vida e 42 anos de carreira, chegou ao comando da seleção do seu país. A entrevista do treinador depois da classificação contra a Dinamarca escancara o nível de pressão de um país que é herdeiro da tradicional Tchecoslováquia.

mas até então só tinha se classificado uma vez para a Copa do Mundo, em 2006, como República Tcheca. Segundo o técnico, o trabalho primordial foi se aproximar dos jogadores, conversar com eles, perguntar o que eles achavam de cada coisa e fazê-los entender que era hora de entregar mais, porque em caso de fracasso, todos seriam considerados como uma geração perdida, que deveria ser jogada no lixo.

O vencedor do grupo A vai enfrentar na segunda fase um terceiro colocado, mas a chave está de alguma forma ligada ao grupo B, porque vai haver um confronto entre os segundos colocados desses dois grupos no primeiro mata-mata.

O grupo B é o grupo que de alguma forma simboliza essa nova Copa do Mundo com 48 seleções. Canadá, Catar, Bósnia e Herzegovina e Suíça. Só mesmo numa Copa com 48 times, para indiscutivelmente a Suíça ser a maior e mais tradicional equipe do seu grupo.

O time que antigamente era famoso pelo ferrolho, agora vai para a sua 13ª Copa, trazendo no histórico recente, jogos com muitos gols. Só nesse último um ano, teve 4x2 para cima do México, 4x0 em cima dos Estados Unidos e uma derrota por 4x3 para a Alemanha, nessa janela de amistosos do mês de março.

O técnico Murat Yakin comanda a Suíça pela segunda Copa seguida e não acha o grupo tão fácil assim. Elogia o Canadá pelo futebol apresentado na Copa de 2022, mesmo sem conseguir nenhuma vitória, com os seus jogadores que atuam na Europa e nos Estados Unidos. E vê também confrontos difíceis no duelo europeu e na partida contra o Catar.

Os outros times têm histórias curtas no principal palco do futebol. O Qatar estreou em 2022 como país sede e perdeu os três jogos. E teve nada menos do que cinco técnicos desde então. O ciclo começou com dois portugueses, o interino Bruno Pinheiro e depois Carlos Queiroz, que foi demitido e abriu caminho para a era dos espanhóis. De início, Tintin Marques, que conquistou o título da Copa da Ásia, mas sucumbiu aos resultados ruins no início das eliminatórias. Depois, Luiz Garcia.

que foi mandado embora por não conseguir classificar a equipe Catari diretamente para a Copa do Mundo. Foi Hulen Lopetegui quem, aos trancos e barrancos, superou a repescagem asiática para fazer a sua estreia na Copa do Mundo, oito anos depois de chegar à Rússia como técnico da Espanha, mas acabar despedido dias antes da estreia.

por ter negociado um acerto com o Real Madrid enquanto se preparava para o Mundial. Agora ele treina um time com dois brasileiros. O defensor Lucas Mendes, que surgiu no Coritiba e desde 2017 joga no futebol catare, e o atacante Edmilson Júnior, que nasceu na Bélgica, mas é filho de brasileiro.

e chegou em 2018 ao país que poderá defender na Copa. A Bosnia-Herzegovina é um país cuja independência foi conquistada numa sangrenta guerra com a Iugoslábia, que se estendeu de 1992 a 1995. A seleção de futebol começou a disputar vagas em Copas do Mundo em 1998 e foi bem sucedida pela segunda vez.

A primeira foi em 2014 no Brasil, quando caiu na primeira fase com uma vitória e duas derrotas. A segunda vem 12 anos depois, após duas vitórias nos pênaltis na repescagem europeia. Uma contra o País de Gales e a outra contra a Itália. O time que Serguei Barbares treina tem apenas dois remanescentes da aventura no Brasil em 2014. O zagueiro Kolasinac da Atalanta e o atacante Dzeko do Schalke 04, ex-jogador do Manchester City.

O Canadá, por sua vez, vai disputar a sua terceira Copa do Mundo. Já participou do evento em 86 e em 2022. Agora vai ser uma das sedes da Copa. Assim como no caso do México, será preciso passar em primeiro lugar para jogar em casa até as oitavas de final. O time treinado pelo americano Jesse Marsh é basicamente composto por atletas que atuam na Europa.

Mas poucos em times de destaque. As principais exceções são o artilheiro Jonathan David da Juventus da Itália e Alfonso Davies, o grande craque e capitão do time que joga no Bayern de Munique, mas tem enfrentado uma série de problemas físicos e lesões. E não joga pela seleção?

desde março de 2025. A presença na Copa do Mundo ainda é incerta. Otimista com a recuperação de Davis, Jess Marsh elogia também Jonathan David, mas explica que a utilização dele na seleção é diferente do que acontece na Juventus.

Ele prefere usar o jogador como um segundo atacante, porque sendo o atacante principal, ele fica muito marcado pelos zagueiros e tem dificuldade para encontrar espaços. Na visão de Marsh, é como o segundo atacante que ele tem maior liberdade e possibilidade de brilhar. De São Paulo, Leonardo D'Ai.

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