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'É um livro para qualquer pessoa que se relacione', diz Luciane Angelo

04 de abril de 202641min
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Em entrevista ao Revista CBN, a sexóloga e colunista da Vogue Luciane Angelo, fala sobre o lançamento do livro 'Mulheres e Relacionamentos'. A obra discute reúne histórias e reflexões sobre encontros, separações e recomeços, em um olhar honesto sobre afeto, sexualidade e amor-próprio.

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Participantes neste episódio2
P

Pétria

Host
L

Luciane Ângelo

ConvidadoSexóloga e colunista
Assuntos5
  • Dinâmica de gênero em relacionamentosLuciane Ângelo · Novelo Editorial · Autoestima e amor próprio · Relacionamentos saudáveis · Relações tóxicas
  • RelacionamentosMenopausa e sexualidade · Autoconhecimento e terapia
  • Relacionamento amoroso e segurança emocionalGhosting e suas consequências · Saúde emocional e relacionamentos
  • Comunicação em RelacionamentosRed flags em relacionamentos · Impacto da mídia na percepção de relacionamentos
  • Expectativas e realidades em relacionamentosIdealização do amor · Expectativas em relacionamentos
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Revista CBN, comportamento. Agora é o assunto que a gente gosta aqui no Revista CBN. Mulheres, relacionamentos...

um manual para se amar, redescobrir o prazer e viver relações afetivas mais felizes, eu vou conversar agora com a sexóloga Luciane Ângelo, agora escritora também, ela é colunista da revista Vogue e está lançando o livro Mulheres e Relacionamentos, um manual para se amar, redescobrir o prazer e viver relações afetivas.

mais felizes. E aqui nos bastidores a gente conversava, eu e a Luciane, como veio se transformando a própria comunicação a respeito, não só da mulher, mas dos relacionamentos. E a informação é muito importante pra gente conseguir viver vidas mais plenas, relacionamentos mais verdadeiros, não cair nas ciladas das nossas carências e dos enganos mesmo, daquilo que a gente é ensinada errado.

sobre relacionar-se, sobre se amar e amar o outro. Ela vai falar um pouquinho sobre isso comigo hoje, mas também não quero dar todos os spoilers do livro dela.

E esse livro que ela está lançando pela Novelo Editorial, que eu tenho o maior carinho do mundo pelo pessoal da Novelo, ela vai falar um pouquinho depois para a gente também. E estou aqui com a Luciane Ângelo, que também é jornalista. Há mais de 25 anos ela já trabalhou, já passou por várias redações de revistas, até como a Marie Claire. Hoje ela é colunista na Vogue Brasil. Vai contar um pouquinho para a gente sobre os desafios dos relacionamentos e vai falar, obviamente, sobre mulheres.

e relacionamentos, o livro que ela está lançando agora. Luciane, boa tarde. Boa tarde, Petra. Obrigada pela oportunidade de falar sobre o meu livro, de falar sobre as mulheres, relacionamentos, que é um tema tão presente nas nossas conversas, de amigas, de terapeutas. E esse livro, eu acho que é uma terapia informal para a gente também. Com certeza.

Bom, a tua formação é como jornalista, comunicadora, né? E aí você se especializou em falar sobre relacionamentos. O que você acha que vem sendo cada vez mais importante focar quando o assunto? Porque parece que a gente tem muitos avanços, muita informação.

Mas às vezes a gente cai nos mesmos erros históricos quando a gente se relaciona. Como é que você vem acompanhando e falando sobre esses temas? Eu acho que um avanço muito importante que a gente teve ao longo dos anos foi a questão dos relacionamentos abusivos.

Creio eu que quando eu era adolescente, muito jovem, você também, a gente não tinha nem ideia do que era isso. Nem existia um termo para isso. E eu acho que com o passar do tempo, a comunicação e as próprias publicações começaram a falar mais isso sobre as famosas red flags. Então, os jovens hoje já têm uma informação maior do que é isso.

e buscar relacionamentos mais saudáveis, que naquela época a gente não tinha. Eu falo isso porque eu passei por muitas relações tóxicas e não percebia. E você vê, não é só a formação acadêmica que te dá repertório, é a própria vivência e os erros e as dores.

Então, esse livro tem muito sobre o que eu vivi, sobre o que eu conversei com as minhas amigas, sobre o que eu converso com as minhas clientes. Porque, independente da idade, da classe social, nós mulheres temos os nossos mesmos questionamentos e dores. Então, eu juntei muito desses anos de escrita para as mulheres também, de atendimentos.

E eu fui criando temas, né? Então, eu dividi o livro em duas partes, com nós mulheres, que eu falo muito sobre o nosso amor próprio, a nossa autoestima, e depois relacionamentos. Então, quando a gente está numa convivência melhor com nós mesmas, a gente também consegue se relacionar de forma mais saudável. Eu tinha até marcado justamente aqui essa parte dos relacionamentos tóxicos. Eu queria, antes de entrar em...

questões do livro, falar ainda dessa questão que você tocou, até da adolescência, como é que a gente já vai sendo introduzido ao universo do outro, né? E dos relacionamentos. Outro dia tem uma filha de 11 anos, ela tava assistindo uma novelinha, essas novelinhas que a gente também assistia quando nós éramos pequenas, mas que seja novela, que seja filme, é desenhado, tô falando agora a gente que tá acompanhando aqui o Revista, a perspectiva da mulher, tá? Então homens que tão acompanhando.

ouçam e aprendam um pouquinho do que a gente vive em si, como a gente absorve, porque acho que essa soma é boa para todo mundo. Mas quando eu estava vendo essa novelinha que minha filha estava assistindo, se desenha o masculino de uma forma muito diferente do que realmente é. Muito idealizada, o que é o mocinho. Esse mocinho não existe.

E eu acho que a gente cresce muito com uma visão desse masculino, esse moço, que é irreal. Do masculino e do feminino, né? E do feminino também. Mas vamos falar aí do outro, né? Assim, nesse jogo de relações. E quão isso é danoso, né? Até como a mídia, como as novelas, como as revistas, são importantes.

pra gente, pra essa formação mais real, mais fidedigna de como a gente vai se relacionar com o outro. É, e desmistificar um pouco o papel dos gêneros. É. Pra gente trazer relações mais equilibradas. Muito bom.

Que isso está muito presente, né? Isso está muito presente. Mas eu tenho um amigo jornalista também que ele leu o livro. Aí ele falou, nossa, Lu, eu estou me encaixando aqui. Porque eu vivenciei também isso. Porque é isso. É um livro que, embora o público-alvo seja mulheres, né? Por eu ter experiência nesse lado. Mas é um livro para qualquer pessoa que se relaciona. Sim. E tem as mesmas dores também. Então, eu acho que a gente vive hoje uma transformação.

Muito importante, até porque os feminicídios estão aí, né? E os números só crescem e estão sendo mais divulgados e que bom, né? Então, existe um entendimento maior em relação à violência contra a mulher.

E as mulheres precisam também se conhecer mais para cair menos nessas ciladas. Por isso que já começa com essa questão do amor próprio, né? Exatamente. Eu tenho o texto de abertura que fala que nós merecemos o extraordinário, porque o extraordinário nada mais é do que o básico.

É a nossa saúde. Então, é alguém que te trate bem, é alguém que cuide de você e você também cuide dessa pessoa. E o respeito mútuo é essencial para qualquer relação. Então, o homem que não te respeita, por que você está com ele? Então, também é fazer uma autoanálise.

Por que você permanece nesse tipo de relação? Que são aqueles comportamentos repetitivos. A gente entra nas mesmas relações que tem os mesmos efeitos emocionais, mentais e às vezes, infelizmente, até físicos. Então, eu falo para as mulheres, gente, a gente merece o extraordinário, por que não?

E até as pessoas não acreditam nisso, são crenças que são construídas. Acho que culturalmente é tão difícil. É muito difícil, porque socialmente a gente cresce com esses dilemas. Por exemplo, eu tenho que ter um homem que me proteja, ou a famosa esposa-troféu. Não, você merece a sua independência, você merece fazer o que você quer.

Você merece ter um companheiro que te transborde, porque completas nós já somos. Exatamente. Então, eu acho que essa questão de relacionamento permeia muito no cuidado, no amor, entender se aquele homem trata as outras pessoas bem.

Porque ele não pode também só te tratar bem. Ele tem que tratar as pessoas em torno bem. É você analisar também o comportamento do outro. E tem um texto também que eu falo, dando um spoiler, que a gente espera muito o próximo amor. Quem será o nosso próximo amor? Mas a gente não pode esquecer que a gente é o próximo amor de alguém. Então, a gente também tem que se colocar nessa escolha.

Porque nós somos legais, né? Ninguém é tão ruim, ninguém é tão bom. Então, a mulher, às vezes, se coloca nesse posicionamento mais passivo de esperar o grande amor, mas entenda que você também é o grande amor de alguém. Quando você começa a trabalhar a sua autoestima, quando você começa a trabalhar o seu amor próprio, você vai limpando, de certa forma, esses pretendentes um pouco tóxicos, né?

que te colocam numa linha, às vezes, um pouco de submissão. Que é a grande cilada ainda, né, Luciane? É a grande cilada. Porque existe um dourar a pílula ali, e vem como um príncipe encantado, só que esse príncipe encantado, aos poucos, vai desmontando.

E isso não tem a ver com o que a gente falou agora há pouco, dessa história das crenças. E aí eu volto também à questão das idealizações, que a gente falava das novelinhas. Essa ilusão de que... Você está falando aqui no livro sobre mulheres e relacionamentos. De que o amor é esse frisson, é essa paixão. E você tem até uma passagem que você fala do amor e a simplicidade. Do amor...

E a construção do dia a dia, é uma calmaria. Ontem a gente falava isso aqui no programa com o professor Pasquale, ele falava sobre o amor, ter muito de amizade.

Porque o amor é rotina, né? É uma rotina. Tem a paixão, que é legal, né? Se sentir apaixonada. Mas a paixão tem uma loucura ali, né? Uma ansiedade, uma insegurança. Sair de si, né? E o amor é isso. É o dia a dia. É você conhecer a pessoa. É você chegar... Um dia você tem um dia não tão bom no trabalho. E você receber o abraço dessa pessoa. Ou essa pessoa, sei lá, fazer o jantar pra você. Porque ela sabe que você não teve um dia tão bom. Né?

Então, esse compartilhar, essa relação que você constrói, ela é fundamental. E é no dia a dia que você conhece aquela pessoa, né? Se ela é sua companheira ou se ela não é. E quando o relacionamento cai na monotonia em Luciane, como é que se faz? É possível...

recobrar esse amor? Porque muitas vezes você tem, mas o relacionamento... E não quer dizer que terminou. Como é que você vê isso? Como é que você recebe isso? Deve ter isso também em consultório, em cartas de ouvintes, né? De leitoras. É, eu tenho... Eu cuido, né? Muito de mulheres ali na perimenopausa, pós-menopausa.

Que tem já ali uma questão de libido ou de casamentos que estão já há muitos anos, né? E essa questão do desejo, né? Cai um pouco. É uma grande questão. Mas aí é verificar como que realmente está a relação, né? Você e o outro. Porque às vezes a gente entra numa dinâmica de mãe, pai e homem e mulher se esquece um pouco.

como está o seu tempo com a outra pessoa? Ou vocês estão o tempo todo com os filhos? Existe um momento que vocês conseguem ser um casal? Vocês se desconectaram? Vocês ainda dão beijo na boca? Vocês ainda se abraçam no mínimo cinco segundos? Ou vocês já estão naquele momento só dando beijo na testa? Então, precisa avaliar qual é a intimidade do casal no momento.

E aí eu vou passando alguns exercícios, né? Pra ela fazer, pra a libido dela melhorar também, né? Porque a libido tem a questão do tesão, mas a libido no dia a dia. Como tá o seu trabalho? Como tá a sua convivência com as suas amigas, né? Você está se sentindo feliz no seu dia a dia? Porque isso também se reflete na cama.

Não é somente só o desejo sexual, né? É o desejo ali da gente viver, da gente curtir o dia a dia. Então, aí depois a gente passa pro casal. E aí, como que vocês estão? Vocês estão dormindo juntos? Vocês estão se beijando? Vocês estão se pegando? Vocês estão fazendo encontros? Se não estão, aí eu começo a passar aí algumas técnicas de reaproximação. Mas, às vezes, tem casais que realmente precisam de um fim.

E recomeçar essa vida. Então, a gente precisa ir analisar o quanto faz bem também essa situação juntos. E é um processo terapêutico profundo. É profundo, né? Não é de uma hora pra outra também. Até o próprio fim não é de uma hora pra outra, né, Luciane? Não, o fim, ele começa aos poucos.

Não é um distanciamento de uma hora para outra. O distanciamento é um beijo que não vem mais, um abraço que não vem mais. Um não se escolher mais, fazer refeições juntos, ter vidas paralelas. E isso é aos poucos, não é de uma hora para outra. Só que os casais, eles não percebem, né? Porque é uma coisa ali, outra coisa lá. Quando você vê, é um...

balaio ali já, de situações de desconexão.

De ausências. De ausências. Então, são pessoas que moram juntos, mas não estão mais conectadas, né? Então, aí a gente precisa ver se essa conexão, ela volta, ou se realmente eles têm objetivos diferentes. Porque as pessoas, aí você falou, a gente vai conversar mais sobre isso aqui depois do Repórter CB, a gente vai continuar conversando. Mas você falou que cuida muito, né, de mulheres na pele menopausa.

menopausa, e está se abrindo todo um novo campo das mulheres nos últimos anos e agora de percepção que são transformações profundas.

O que as mulheres viviam no passado, né? Quando também passavam por essas transformações, talvez caladas. E eu acho maravilhoso, porque vem mulheres 60 a mais, pra mim, na terapia tântrica. Que legal! Se redescobrindo, ou descobrindo ali pela primeira vez o próprio corpo. Mulheres que nunca tiveram orgasmos com 60 anos, e a gente faz um trabalho corporal energético.

me emociona. Lógico. Mulheres que estão divorciadas, mulheres viúvas, mulheres que depois de um tempo sozinhas estão com um novo namorado e querem trabalhar melhor essa questão corporal e do desejo. Porque é isso, hoje a menopausa, ela não é mais o fim da vida. Claro. Ela é quase a metade da vida de uma mulher.

Então, por que você vai deixar de lado os seus relacionamentos íntimos, a sua sexualidade? Quase metade da sua vida? Por quê? E a sexualidade, ela está com a gente na nossa jornada inteira, desde que a gente nasce até o final da nossa trajetória.

Então, é muito como a gente lida com a nossa própria sexualidade. E eu acho que a gente tá num momento, as mulheres, claro, é um passinho de cada vez, né? Eu sei que às vezes a gente ainda tá falando assim, por uma bolha, né?

Mas já é um começo. Mas aqui nós falamos para o Brasil inteiro. E nós chegamos aos confins no Brasil maravilhoso. Mas essas mulheres que têm a coragem de dar espaço. Porque muitas vêm e me falam assim. Ai, Lu, eu demorei muito para vir aqui. Porque às vezes eu tenho medo de mexer em algo que eu não consiga mais voltar. Eu falei, você vai mexer em algo que é o seu autoconhecimento, que é a sua felicidade. Então, por que o medo?

Então, isso é importante. Então, vai, se conhece. Medo de um abismo, né? E não é um abismo, gente. Não é, gente. É uma ponte belíssima, florida, né? É uma ponte, não é um abismo. E as pessoas têm medo desse abismo quando se fala de autoconhecimento, né? De prazer. Porque ainda o prazer é muito associado a um lado negativo. Quando o prazer tem que ser associado à saúde.

o prazer, o orgasmo, o nosso entendimento do nosso próprio corpo, ele faz parte da nossa saúde global. Então, a gente tem a nossa saúde mental, a nossa saúde emocional, a nossa saúde física, espiritual, e a gente tem a nossa saúde sexual. Então, por que não se fortalecer com esses hormônios de bem-estar que também o desejo sexual e a prática sexual nos trazem?

E para isso a gente precisa ter autoconhecimento e se conhecer muito bem. Eu estou conversando aqui no Revista CBN com a Luciane Ângelo. Está lançando o livro Mulheres e Relacionamentos, o manual para se amar, redescobrir o prazer e viver relações afetivas mais felizes. Estou mostrando para quem está no YouTube o livro. Inclusive eu recebi aqui mensagem da nossa ouvinte, a Lúcia. Deixa eu ver se eu consigo achar aqui a mensagem da Lúcia.

Ela falou, Petra, estou ouvindo a entrevista sobre o livro que fala do relacionamento das mulheres e me lembrei de uma exposição na Casa Bradesco, na maravilhosa cidade de Matarazzo. Sou outro do outro.

De S. Devlin, simplesmente maravilhosa. Não perca, ela tá falando aqui. Ah, eu fui nessa exposição, é belíssima. Tem uma parte de espelhos, assim, é a coisa mais linda. Olha só, Lúcia, olha só. A gente vai pro Repórter CBN. Na volta, eu continuo conversando mais um pouquinho com a Luciana e Ângelo pra ela contar um pouquinho dessa... De como funciona essa terapia que ela faz. E qual é a importância, né? Até quando a gente fala sobre a questão do autoconhecimento, e a gente fala muito sobre isso aqui no Revista CBN,

Estar dentro do corpo de forma saudável é fundamental para se ter clareza, para absorver a vida, para ter prazer, para desejar prazer para os outros também.

para desejar uma cidade mais bonita. A gente tem que estar em equilíbrio com o corpo, com toda essa pulsão de vida, com esse desejo saudável. A gente vai falar um pouquinho sobre isso aqui com a Luciane, que é sexóloga, colunista da Vogue Brasil, está lançando o livro Mulheres e Relacionamentos, o Manual para se Amar, Redescobrir o Prazer e Viver Relações Afetivas Mais Felizes. Agora, duas horas.

Revista CBN. Comportamento. Mulheres e relacionamentos. O manual para se amar e descobrir o prazer e viver relações afetivas mais felizes é o lançamento da Luciane Ângelo, mostrando o livro dela aqui pelo YouTube Globoplay. Para você que está no Bom e Velho Rádio, esse é um livro que está sendo lançado pela...

Novelo editorial, a Luciane Ângelo, que é jornalista, é colunista de sexualidade e relacionamento da Vogue Brasil. Além de psicanalista, ela também é sexóloga, terapeuta sexual. Faz um trabalho voltado para esse redescobrir, muitas vezes, da mulher a respeito do próprio corpo, da sexualidade.

E a gente levantou a bola aqui antes do intervalo. E eu quero já perguntar pra ela. Bom, o livro tá lançando, né, Luciane? Tá lançando, já tá na Amazon. E eu vou fazer um evento de lançamento no próximo sábado, dia 11. Das 2 da tarde às 5 da tarde, na loja da Amacos, na Rua dos Pinheiros, 411. Então, estão todos convidados. Pode ir lá. E pegar o autógrafo. Que eu estarei lá, pegar o autógrafo, dar um abraço. Que a gente sempre gosta. Exatamente. Maravilhoso. Então, no dia 11.

Me conta um pouco do teu trabalho, porque você, até contei aqui para o ouvinte, você é jornalista, já escreveu para várias publicações.

E aí você foi pro caminho da psicanálise, da sexualidade. Me conta um pouco como foi essa transição, quando foi. E eu queria conhecer um pouco mais o seu trabalho também. Eu comecei a escrever sobre relacionamentos oficialmente em 2016, quando eu era editora de comportamento da Marie Claire. Então eu fiquei lá dois anos. E de tanto ouvir questões do feminino, de relacionamentos, eu comecei a estudar. Eu fiz pós em sexologia. E aí foi. Foi um caminho sem volta.

Aí ele saiu da Marie Claire, um ano depois eu fui pra Vogue. Então, desde 2019, eu sou colunista dele semanalmente. Mas já falando de sexualidade? Já, sempre amor e sexo. Então, todo sábado sai a minha coluna também.

E ali eu comecei a fazer diversas formações. Aí me formei em sexologia, terapia tântrica, fiz psicanálise. A última agora foi a formação em terapia sexual. Também tem todo um trabalho holístico de cristais. Porque aí eu vou trabalhando a mulher num todo, né? Sou numeróloga, então é muita informação, gente. Ela vai de A a Z. De A a Z. Cuidando das mulheres.

E a terapia sexual, eu gosto muito de falar, porque eu posso trabalhar com as mulheres online, ou seja, não tem nenhuma fronteira de distância, né? Então, a gente faz ali um trabalho, no mínimo, um ciclo de quatro sessões, né? No mínimo, um mês, uma por semana.

Vou aplicando técnicas. E eu gosto muito de trabalhar a terapia sexual. Por quê? Porque eu vou passando ferramentas para as mulheres fazerem no próprio corpo. Então, a gente pode trabalhar diversas situações. Desde o cansaço da menopausa até a libido. Ou redescobrir o próprio corpo. Às vezes, a mulher não sabe se masturbar.

nunca tocou o próprio corpo. Então, eu vou fazendo de forma online, ao vivo ali por Google Meet da vida. E eu vou passando essas ferramentas. Então, é um conhecimento que a mulher tem, mesmo que depois ela termine o trabalho comigo, ela tem para a vida inteira. Lógico.

E quais são as principais questões que vêm para você, assim, das mulheres hoje em dia? É relativo mesmo à sexualidade, ou não conhecer o corpo? Ou são outras travas, ou são outras questões?

A questão da libido também, ela é comportamental ou ela é física, é biológica, dá pra tomar suplemento? Como é que é toda essa questão? A libido eu acho que é a principal questão. Porque a libido, ela tem várias frentes.

Ela tem o cansaço da mulher, ela tem a questão hormonal. Então, são muitas causas ali. Às vezes, é um relacionamento que está desgastado. Que também causa isso. Que também causa. Então, a mulher, às vezes, ela não tem um desejo ali também, para ter um momento íntimo. Não é um problema dela, necessariamente. É uma conjuntura. Então, às vezes, eu trabalho os casais. Por exemplo, na terapia tântrica, eu atendo somente mulheres.

mas eu também dou curso de casal, porque às vezes você precisa fazer uma reconexão ali. E os homens topam? Topam, topam. E é muito interessante, porque às vezes você está casado tanto tempo com a pessoa, você não sabe tocar na pessoa. E eu sempre falo, a gente não pode também terceirizar o nosso prazer, porque se a gente não sabe quais são os nossos pontos-chave e aonde a gente tem prazer, como que a outra pessoa vai saber?

Então, essa questão de se tocar a mulher é fundamental. Porque você precisa conhecer o próprio corpo pra você orientar também a outra pessoa. Então, quando a gente faz essa questão aí do curso de casal, existe a conversa ali, existe também, às vezes, não é nenhum redescobrimento. É o descobrimento do corpo da parceria.

E muitos homens me procuram pra ter orientação, né? Para o casal, para a própria mulher. Falar, ah, eu gostaria que a minha mulher fosse até você, fizesse um tratamento, né?

E aí eu converso, e aí tem questões que a gente precisa trabalhar ali no casal. Não é somente da mulher. Com certeza. Mas, assim, a questão hormonal é muito importante nesse período. Porque vai oscilar também, né? Porque vai oscilar, né? Progesterona cai, estradiol cai, tudo cai, gente. Saiba. Saiba que em algum momento... Então, é importante a mulher também ter uma rotina médica.

Então, às vezes, eu trabalho junto com a ginecologista, junto com o psicólogo, né? E eu vejo muito nas minhas clientes de psicanálise que, por eu trabalhar com essa questão sexual, elas se abrem também pra esse lado. Aí, às vezes, elas falam, ah, isso eu nunca falei com nenhum terapeuta e tal. Ah, é que eu sei que você trabalha com isso.

Então, é bom, porque é uma porta de entrada pra gente também trabalhar alguns traumas que nunca foram olhados, né? E aí elas se abrem e falam também ali da parte sexual delas, que muitas vezes as mulheres têm vergonha. E por que essa vergonha, hein, Luciane? Porque a gente é programada para não ter prazer, para não ter desejo ainda, né? Infelizmente.

E a mulher que se impõe nesse sentido é mal vista, né? A mulher que impõe limites, ah, é a brava. Vira e mexe as pessoas, os homens, tá? Falam que eu sou brava. Eu falei, não, não estou sendo brava, estou impondo um limite. Estou dizendo o que eu quero e o que eu não quero. E você contou aqui pra gente no início da entrevista.

do livro que você traz. É uma somatória de saberes, de vivências também da tua formação profissional, mas de conversas com outras mulheres e de muitos relacionamentos tóxicos que você própria vivenciou.

Qual é o antídoto pra isso depois de viver, aprender, estudar, ouvir outras mulheres? Olha, eu acho que, acima de tudo, é a gente se amar mais do que amar qualquer pessoa. Quando você percebe que você está sendo ferida de alguma forma, você tem que parar e pensar o quanto isso vale.

E por que eu estou nessa situação? Então, é um caminho muito longo, né? E eu acho que a gente nunca está pronta 100% no autoconhecimento. A gente vai se autoconhecer a vida inteira. A gente vai cair em armadilhas. O processo de autoconhecimento não é uma subida, né? É um vale. Vai, sobe, desce. Mas o importante é a gente olhar pra isso.

E é isso, porque eu estou nessa situação novamente, porque eu estou me deixando em segundo plano. Você falou isso. Muitas vezes a situação repete, você termina o relacionamento e volta para alguma coisa parecida. Lacan já dizia, o prazer no desprazer. Mas por que eu continuo tendo esse prazer?

que está me fazendo mal, né? Por que que eu ainda tenho... Então, são questões até psicanalíticas que a gente precisa trabalhar, né? De autoestima, por que que eu tenho... Eu sempre acabo com o mesmo tipo de pessoa, né? Me relacionando com o mesmo tipo de pessoa. Tem algo aí a ser trabalhado. Então, hoje, eu sei muito mais do que eu não quero...

Do que eu quero, né? Às vezes, olha, isso aqui eu não quero. Então, eu aprendi a me ferir menos. E é um processo. É um processo, né? Eu tenho 47 anos, então eu sou de uma geração... O que é isso, gente? Não se falava de relações abusivas, de relações tóxicas. Engole e vai, né? Tipo, segura o choro. Ah, é assim? Ah, então tá. É algo muito recente ainda a gente falar sobre isso.

É algo muito recente. E são muitas gerações que não trabalharam isso psicologicamente. Tem muitos traumas. Então, até eu, gente, eu ainda trabalho muito na terapia. É pra vida inteira, né? É pra vida inteira. É pra vida inteira. Hoje eu me vejo num...

Num patamar, assim, saudável de relação comigo mesma. Eu passei por um câncer de mama em 2023. Tá. Então, eu tive que muito trabalhar a minha autoestima. Certo.

a questão de uma nova silhueta, né? Eu tirei as duas mamas, coloquei silicone. Então, eu também tive esse desafio. Físico também, que vai pro físico, né? Que vai pro físico, né? Emocional, físico. Então, eu fui aprendendo muito, né? Infelizmente, com a minha dor. Mas foi esse processo que eu tinha que passar.

E muitas vezes nesse processo é como se fosse uma morte psíquica, uma transformação muito profunda. Muito profunda, muito profunda. E é uma questão de você analisar o que realmente é a dor para você.

Então, às vezes, eu era muito aquela pessoa, nossa, sofria por amores que não davam certo, estava sempre com um, com outro. E hoje eu avalio, quando você vive essas situações muito extremas de vida e morte, é o aprender a se amar. Porque aí você dá menos peso para as outras pessoas. Então, se aquela pessoa está com você e quer ir embora...

Deixa. Vai. Eu tenho a minha companhia. Eu tive, teve uma época, muitos anos atrás, eu fazia Kung Fu, e o meu mestre falava, ele me via aquela menina de vinte e poucos anos, né, com os amores e tal, e aí onde ele falou, ai Lu, eu sou budista, eu vejo que você tá sempre aí, aflita e tal, aí ele falou, aprenda a desapegar.

né? Quando a pessoa estiver com você, fica 100% com a pessoa. Quando ela vai embora, tudo bem. Se ela voltar, melhor ainda. Senão você está na sua companhia. Aí eu falo, vai, mestre. Isso na teoria é lindo. Na prática, né? Mas hoje, 20 anos depois, quase, eu entendo isso que ele falava. Porque tem um texto que eu falo, é a paz que eu falo.

que a gente adquire. Eu acho que isso também vem muito com a maturidade. Eu ia perguntar isso, porque eu vivencio coisas, Lucene, que eu falo, gente, por mais que eu... Eu sempre fui muito estudiosa. Então, assim, por mais que eu estudasse, é coisa que a gente só aprende...

É um amadurecimento, é uma fruta que se torna madura. Não tem como antecipar certas condições, certas consciências. Não tem como. Então, por exemplo, essa paz que a gente fala, da gente ter mais calma, a gente começa a entender que nem tudo a gente controla. Nem tudo a gente controla.

Então, tenha uma paz naquilo que você consegue controlar e viver. Na sua vida vai acontecer sempre muita coisa.

E nem tudo estará ali ao seu alcance. De acordo. De resolver, né? Tem coisa que você não consegue resolver. Que tá além, né? Da sua decisão. E aí é louco a gente falar disso. Nesse ponto. Porque estamos falando aqui de relacionamento. Sexualidade. E você tá falando bastante da história de... Auto-amor, né? De se gostar.

Mas você tangenciou também aqui pra gente algumas questões das ferramentas que você usa de autoconhecimento, até pelo que eu entendi de espiritualidade.

E talvez o cultivo de uma espiritualidade saudável não traz também uma conexão com esse auto-amor? E com essa rendição que você fala, com esse let it go, com esse desapego, não tem como a gente também se desapegar se você não tem um estudo filosófico. Você sai um pouco de você e fala, cara, tem...

coisa acontecendo que não é sobre mim. Isso também é filosofia. Isso é espiritualidade profunda. Porque a espiritualidade, ela traz uma resiliência. É. Uma compreensão, né? Uma compreensão de que é o momento, você precisa passar por aquilo. Aprendizado, né? É um aprendizado.

É um aprendizado. E isso em tudo, né? Relacionamentos amorosos, relacionamentos de trabalho, amigo, familiar. Tem coisas que a gente precisa evoluir. Então, quando você também trabalha o seu lado energético, né? Que é uma parte do meu trabalho.

você encontra um equilíbrio melhor pra atravessar as questões do dia a dia. Que a gente vai atravessar, né? Que a gente vai atravessar, gente. A vida não é perfeita, né? A vida é feita de alegrias e desafios. Porque eu acho isso também. A pessoa às vezes te procura e fala Ah, eu quero resolver os meus problemas. Deixa eu fazer aqui essa técnica. Que vai me... Tum!

E não é assim, né? É, por exemplo, eu trabalho com radiestesia, né? Que tem muita questão de alinhamento energético, o pêndulo. Então, quando eu faço, eu falo, gente, a terapia é 50%, mas eu tô passando a informação pra você, pra você também fazer o seu 50%.

Que é muito importante. Aí tem uma parte também que eu falo que é algo muito comum hoje em dia dos ghostings, né? Ai, me fala. Que é muito sobre mais a pessoa do que sobre você. É uma indisponibilidade emocional. Então, a pessoa, se ela não está disponível emocionalmente...

Ela pode estar com uma pessoa incrível, ela vai sumir. Então, assim, e aí a pessoa que recebe o ghosting fica se sentindo muito mal. O que eu fiz? Será que era o meu cabelo? Será que era a minha roupa? Fica o ghosting para o nosso ouvinte que está aí entendendo. O ghosting, você encontra uma pessoa. Aquela noite é incrível, né? Perfeita. E no outro dia a pessoa some. Ou três encontros depois, a pessoa some, não responde mais.

Ou começa a responder ali de forma monossilábica, né? Meio já te deixando de lado. Você fala, gente, mas o que aconteceu? E na maioria das vezes, a pessoa que recebe isso se sente muito mal, né? A autoestima é muito afetada. Eu falo assim, poxa, mas era tão legal. Mas eu fui aprendendo também, gente, é sobre outra pessoa. Eu fiz o que eu podia fazer, eu fui uma pessoa legal, né? Eu me doei ali naquele momento. Se a pessoa sumiu, aquilo é dela.

Quando você joga isso para o outro, gente, você se fortalece de uma maneira tão incrível que aí depois dos próximos gols você nem liga tanto. Você aproveita que era aquilo que o meu mestre falava. Aproveite 100% do tempo quando você está com a pessoa. E investe, não tenha medo. É, não tenha medo. Porque é você ali 100%, é a sua vida. Não fica pensando tanto no outro. Você está vivendo a sua vida.

Então, não se anule para os relacionamentos. Viva! E se acabar... Você vê muitas pessoas que acabam ficando indisponíveis para o amor por causa do medo? Ah, tem muitas pessoas feridas emocionalmente, né? Então, que passaram por um divórcio, ou que passaram por um namoro que não deu certo. Ficam interrompidas. Ficam, e às vezes muitas dessas pessoas não fazem análise, né? Então, ficam ali patinando.

E você precisa de uma ajuda profissional em alguns momentos da vida, porque às vezes você sozinho não suporta tudo o que você vive.

Então, é importante mexer assim. As pessoas fogem de terapia, né? Por quê? Terapeutizar dói. Porque você vai olhar pra um lado seu que não é tão legal. Porque ninguém é o alecrim dourado, né? Então, você tem as suas sombras também. E as suas sombras fazem parte da sua psique. Então, é importante... Precisa olhar. Olhar. Você não vai tirar. Meu Deus. Faz parte da sua estrutura. Mas você pode administrar melhor seus defeitos.

Então, e esse livro, eu brinco que é tipo pílulas de minutos de sabedoria. Ai, que delícia. Que você pode abrir de qualquer página e ler. Tem os highlights de conselho da terapeuta. Então, você pode ler só o resuminho do texto. Olha, tem vários aqui que eu tinha separado, mas tem um aqui que ela fala assim. No livro, tá? Conselho da terapeuta. Entenda que os erros e os términos no amor não são falhas.

mais etapas essenciais para o seu crescimento e autoconhecimento. Cada experiência difícil prepara você para reconhecer e acolher o que realmente lhe faz bem. Aceitar esse processo com leveza abre espaço para uma relação mais alinhada e verdadeira com o futuro. Só que de forma geral, eu percebo isso. Eu falo muito sobre isso aqui no programa com relação à educação das crianças. Mas é algo assim, de forma generalizada, que a gente está muito despreparado cada vez.

para lidar com frustração, com erro. Eu até escrevi... Eu peguei um texto meu de 2020, que eu estava escrevendo assim, escrevi um texto e publiquei nas redes, postou assim e daí? Vamos fazer mais coisas novas, a gente pode errar.

E tá tudo bem se errar, se deu errado. E a mesma coisa pro relacionamento. Pode dar errado. Não, é assim. A gente não pode mais errar. A gente não pode mais ficar triste. Gente, a tristeza faz parte da nossa vida. A raiva faz parte. Não é porque eu sou terapeuta que eu não tenho raiva. Não, eu fico triste. Eu fico com raiva. Só que é isso. Você tem aquele momento. E aí, depois, você sublima. Você fala, pronto, vou seguir a minha vida. Mas esses sentimentos são genuínos do ser humano.

Então, às vezes, pra você superar algo, você precisa ficar triste. Pra você ter um entendimento do que você tá sentindo. Então, aí as pessoas não querem se relacionar. Ah, eu não quero mais ficar triste, eu não quero mais ficar ansioso, né?

E você vai deixando de viver um lado muito bom da vida. Então, você anestesia. Você anestesia. Que aí você não vai sentir nem o bom nenhum. Se distancia das outras pessoas emocionalmente. É. É isso aí. Gente, mulheres e relacionamentos. Esse papo gostoso com a Luciane Ângelo. Tá lançando o livro O Manual pra Se Amar e Descobrir o Prazer e Vivir Relações Afetivas Mais Felizes. Ela contou pra gente que já tá na Amazon. É um...

Título pela Novelo Editorial. Tem lançamento em São Paulo, dia 11, né, Lu? Dia 11. Dia 11 de abril. Fala de novo o endereço. Dia 11 de abril, das 2 da tarde às 5 da tarde, na loja Amacos, na Rua dos Pinheiros, 411, pertinho do metrô. E como é que você tá nas redes sociais, pra quem quiser te acompanhar? Redes sociais, eu tô Luciane Angelo, no Instagram. Tem até o link já direto pra comprar o meu livro, quem se interessou.

E eu tenho o site lucianeangelo.com.br Lucianeangelo, nossa conversa de hoje aqui pra você que tem alguma questão. Sexualidade, relacionamento. Se aprofunda, é importante a gente se letrar sobre nós mesmos. Pra viver melhor a vida com o outro. A gente precisa de um mestrado de nós mesmos, né? Ah, eu adoro, adoro. Muito bom. Luciane, sucesso com o livro. Parabéns e até uma próxima. Muito obrigada.

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'É um livro para qualquer pessoa que se relacione', diz Luciane Angelo | Castnews Index — Castnews Index