Musa mirim da Mociedade, de apenas 10 anos, é alvo de racismo em escola onde estuda
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Bruno Faria
Cássia
- Ações educativas anti-racistasSofia Paiva · Entrada Triunfal Jesus · Tainá de Paiva
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Vamos agora ao vivo ao Rio de Janeiro. Mais cedo a gente estava conversando com o Pedro Bonenberger, que nos trazia mais desdobramentos do caso daquela advogada, Agostina Paz, que foi flagrada sendo racista aqui no Brasil, ofendendo funcionários de um bar. Acabou sendo mandada de volta para a Argentina, chegou lá recebendo...
recebida com honras, inclusive por autoridades do país. Depois teve um vídeo do pai dela, mais uma vez, encenando ali agressões racistas. E agora o Pedro tem informação para a gente de um outro caso de racismo no Rio de Janeiro. Pedro, é isso?
Mas um caso sim, Cássia, e esse chama a atenção por envolver crianças. A Musa Mirim, da mocidade independente de Padre Miguel, a Sofia Paiva, de somente 10 anos, foi vítima de racismo dentro da escola onde ela estuda aqui no Rio, depois de ser chamada de escrava por um colega de turma.
Esse caso aconteceu na última quarta-feira, provocou forte abalo na criança, na família. Os pais dela, o mestre Sala da gremiação, Diogo de Jesus, e a Tainá de Paiva, se manifestaram nas redes sociais, contando que a menina chegou em casa chorando no dia da ofensa e que desde então passou a dizer que não queria retornar às aulas.
A família relata que, após o episódio, a escola reuniu os alunos para explicar a gravidade da expressão usada e acionou a direção que conversou com esse estudante envolvido. Na quinta-feira, os responsáveis se reuniram com a coordenação da instituição de ensino, que informou que vai adotar também medidas para lidar com a situação e que pretende dialogar com os pais desse outro aluno. A família aguarda agora o registro formal dessa reunião para dar entrada numa denúncia na delegacia especializada.
Enquanto isso, Cássia, segundo os pais, a prioridade tem sido o bem-estar emocional dessa criança, que segue a balada. A expectativa dos pais é que esse caso sirva de ponto de partida para ações educativas mais amplas dentro da escola, com foco em práticas antirracistas e acompanhamento psicológico para os envolvidos.
A direção da escola foi cobrada a implementar medidas que promovam a conscientização dos alunos e das famílias. O episódio que gerou repercussão nas redes sociais mobilizou manifestações de apoio. A própria mocidade independente de Padre Miguel publicou uma mensagem de solidariedade para essa menina, para a família.
reforçando a necessidade de combater o racismo desde a infância. Outras agremiações aqui do Rio também se manifestaram desejando um apoio para a família. Lembrando que no Brasil o racismo é crime inafiançável e imprescritível. Um abraço para a família da Sofia Paiva, Musa Mirim, da mocidade de Padre Miguel. Ela tem somente 10 anos. Cássia.
A solidariedade para a criança também, para a família dela. E sempre lembrando, isso se aprende em algum lugar. Então, quando você vê crianças reproduzindo esse tipo de discurso, em algum lugar aprendeu. E é isso que tem que ser apurado nessa escola, prestar atenção no que essas crianças estão ouvindo em outros ambientes e acabam reproduzindo no ambiente escolar.