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Corrida do Graacc mobiliza pessoas e ajuda a transformar vidas

03 de abril de 202613min
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Em entrevista ao CBN São Paulo, Tammy Allersdorfer, superintendente de Desenvolvimento Institucional do Hospital do GRAAC, fala sobre a 24ª Corrida e Caminhada do GRAAC, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer.

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Participantes neste episódio2
L

Luiz Alberto Guerra

HostDelegado
T

Tammy Allersdorfer

ConvidadoSuperintendente de Desenvolvimento Institucional
Assuntos2
  • 24ª Corrida e Caminhada do GRAACMedicina esportiva · Participação de pets na corrida · Necessidade de mobilização social
  • Cancer e SaudeDiagnóstico precoce do câncer · Qualidade de vida e esporte
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Há falado bastante aqui no CBN São Paulo sobre o crescimento das corridas de rua na capital paulista. É uma prática esportiva que está se disseminando aí entre várias pessoas. E hoje a gente vai falar um pouco mais sobre isso, mas sobre uma corrida específica que tem um pano de fundo muito especial. É a 24ª Corrida e Caminhada do GRAAC, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. Para falar sobre essa iniciativa, eu converso agora com o Tami Allersdorfer, que é Superintendente de Desenvolvimento Institucional.

do Hospital do Graac. Tami, bom dia. Muito obrigado pela sua participação aqui na CBN. Bom dia, Moniz. Bom dia aos ouvintes. Um prazer poder falar com vocês. Obrigada pela parceria e obrigada por ajudar a gente a divulgar essa corrida nossa que marca 35 anos do Graac. Para a gente é muito importante. Agradeço muito. Imagina, ainda mais especial. Que bom que a gente está podendo fazer, sim, essa conversa. Só para confirmar, eu falei seu sobrenome certinho? Allersdorfer?

Falou certinho, falou certinho. Fica tranquilo, tá? Tranquilo. Então vamos nessa. Me diz uma coisa, Tami. Explica para o nosso ouvinte qual que é a proposta dessa corrida que já acontece há algumas edições e que é desenvolvida aí pelo Graque com esse carinho todo, com essa atenção toda. Qual que é a proposta de vocês com esse evento?

Então, essa edição da nossa corrida é a 24ª corrida que a gente está fazendo. Seria a 26ª, mas a gente teve dois anos que a gente não pôde fazer em função da pandemia. E a proposta da corrida é fazer com que a pessoa possa correr por uma causa, que a pessoa que pratica esporte, ela possa ter também um apoio a uma causa social, que é a nossa. Então, para a gente, é muito importante relacionar a nossa causa à saúde, porque a gente trabalha com saúde.

Então, para a gente é muito importante ter muitas pessoas, porque isso, além de arrecadar recursos para o nosso hospital, a gente também consegue fazer com que as pessoas se mobilizem e possam praticar seu esporte favorito numa corrida que, além dela fazer o que ela gosta, ela também está participando e está ajudando a gente.

É muito importante assim, Muniz. É um dos maiores eventos que a gente tem de divulgação da nossa causa. E isso faz com que a gente também desmistifique um pouco a questão do câncer infantil. Então isso traz para a gente bastante visibilidade a esse assunto, porque muitas pessoas acham que a criança não tem câncer, mas ela pode ter câncer.

E quanto mais cedo ela chegar, mais cedo ela tiver o diagnóstico, vai ser maior ainda a chance de cura dela. Então a nossa proposta é levar a causa, levar o assunto do câncer infantil, levar a saúde, levar a divulgação e principalmente a arrecadação para o nosso hospital.

Eu ia te perguntar, Tami, qual que é a importância até da gente poder abordar e tratar um pouco da questão do esporte no tratamento do câncer e também de outras doenças. É que vocês têm esse foco específico no câncer, então por isso acho que a gente pode fazer esse foco. Para os pacientes, claro que tem essa recomendação de que possam integrar o esporte ao tratamento, seja durante o tratamento ou seja para aquelas pessoas que já estão em remissão.

Eu queria te ouvir como que um evento como esse pode trazer também um pouco dessa conscientização de como o esporte pode ajudar na qualidade de vida não só da população em geral, mas também, eventualmente, de quem esteja ou tenha passado por um tratamento.

Sim, a gente tem muitas pessoas que passaram por tratamento que são corredores. Então, pessoas que vivenciaram essa doença e que passaram a praticar esporte de forma constante. Então, a gente sabe que é muito importante, independentemente da pessoa ter tido ou não câncer, ela praticar esporte.

Esporte é bom para tudo na nossa vida. Então, a gente diz, as pessoas falam, o fato de eu praticar um esporte, de eu ter uma vida saudável, de eu não fumar, de eu não beber, de eu não fazer isso, não fazer aquilo, vai me impedir de ter um câncer? Não necessariamente, mas com certeza...

Quando você tiver que fazer qualquer tratamento do câncer e de qualquer outra doença, seu corpo vai reagir muito melhor se você tiver um corpo sadio. Então, a gente sabe que isso vai acontecer. Então, durante o tratamento, muitas pessoas que são esportivas, que fazem esporte, tudo tem que ser de forma moderada, obviamente.

A gente leva as nossas crianças, por exemplo, na nossa corrida, elas amam participar. A gente tem muito ex-paciente que já está curado, que caminha, que anda com a família, que participa. Os pacientes, obviamente, eles têm restrições de práticas esportivas durante o período do tratamento. Até porque eles estão numa situação muito sensível, eles estão enfraquecidos pelo medicamento. Então, tudo tem que ser feito com muita cautela, muito cuidado.

Mas a gente não deixa de estimular e sempre, não só nossos pacientes, nossos pacientes curados, mas a população como um todo a praticar atividades esportivas, porque isso é muito bom para a nossa saúde. E isso pode não impedir você de ter uma doença, mas com certeza você vai ter maior chance, porque o seu corpo vai reagir muito melhor, porque vai ser um corpo sadio, entendeu? Então a gente consegue ter...

um retorno bom em relação a isso. E das crianças, elas vão estar lá na nossa corrida com a gente, mesmo porque a gente tem alguns pacientes que a gente convida as pessoas para correr por eles, em especial, e eles amam participar. Para eles é uma coisa...

E é uma coisa que a gente acredita muito no nosso hospital, Muniz, que é fazer com que nessa jornada dele de uma doença muito difícil, ele possa ter recordações boas. E ele participar dessa corrida, ele ser um protagonista na nossa comunicação. Então, hoje a gente está em vários pontos falando da nossa corrida. E a criança que está lá, ela lembra disso com muita emoção quando ela sai do nosso hospital. E é isso que a gente quer que ela leve como lembrança da jornada que ela teve com a gente.

Muito bom. E até porque tem a restrição, né? Às vezes, em tratamento, a pessoa não pode fazer a prática esportiva e tal. Você já bem explicou. Mas na corrida de vocês, é isso que você estava mencionando. A família pode participar, eventualmente. E eu vi até que, além de crianças, também pets são aceitos. Dá para levar um cachorrinho, um animal? Como é que é isso, hein?

É sensacional. A gente tem mais de 300 cachorros que participaram no ano passado. E esse ano também as pessoas escrevem o cachorro, então colocam uma bandana e o cachorro vai. E aí é uma alegria a mais, né? Porque quem que não gosta de um animalzinho? Então fica aquela festa do monte de cachorro com as pessoas, andando, família. É assim, eu tô há muitos anos, eu tô desde a...

da segunda, eu participo, a primeira corrida foi, não foi uma corrida, foi uma caminhada.

dentro do Parque do Ibrapoera, para 300 pessoas, para você ter uma ideia, em 2001, que foi o ano que eu entrei no Graak. Só que eu não participei porque a corrida aconteceu em abril e eu entrei em agosto. E há 25 anos eu participo, tirando aquelas duas edições da pandemia, dessa corrida. E eu me emociono em dizer a energia que tem essa corrida. É uma coisa que é inexplicável. Você está convidado para estar lá com a gente?

E você vai ver como que é uma energia diferente, é uma emoção. Pode estar chovendo, pode estar sol, pode estar lotado, pode estar tudo. E todo mundo está numa sintonia. É uma emoção assim que a gente compara a uma emoção de torcida de time, sabe? Aquela coisa que é muito gratificante quando você consegue ter tão de perto, tantas pessoas motivadas.

pra correr por uma causa, pra correr pela gente. É uma emoção, assim, que não cabe no coração pra falar. Olha, eu vou trazer... É, eu não consigo traduzir em palavras, não é? Eu fico já emocionada só de pensar aquelas pessoas pela gente, sabe? Sim. Eu queria que você estivesse com a gente pra sentir isso. É muito bonito.

A gente é muito grato, a gente é muito honrado de ter tanta gente, assim, é muito emocionante. Eu sei bem como é essa emoção, porque não tenho um relato para fazer sobre a corrida do GRA, que ainda não participei, vou colocar aqui na minha lista para participar, mas a primeira corrida que eu fiz, Tami, foi uma corrida de um hospital de reabilitação, não era aqui em São Paulo, era em Brasília, e eu fui também despretensiosamente, foram só três quilômetros, treinei para isso, né, eu falei, bom, já que eu vou correr, eu vou tentar...

tentar fazer ali o melhor que eu posso. Vamos fazer bem feito. Vamos fazer bem feito, vamos fazer bonito. Consegui ali fazer uma corrida digna, digamos assim, mas de lá pra cá eu passei a correr de verdade, eu passei a treinar, hoje em dia já faço uma quilometragem muito maior e tinha muito esse clima mesmo dessa união, dessa festa, é uma diversão, então não participei ainda do GRAC, mas já participei dessas outras e recomendo muito, de fato é um clima muito legal.

E aí eu até aproveito pra te perguntar, tem quilometragens diferentes e também, pra além disso, tudo isso.

A pessoa não precisa ir lá para correr como se fosse um atleta de ponta, certo? Tem a possibilidade de caminhar, pode correr no próprio ritmo, é democrático para todo mundo, certo?

Com certeza, é super democrático. A gente tem corrida de 5km e 10km e a gente tem a caminhada de 3km, que é quase metade das pessoas que se inscrevem vão na caminhada. Então, a pessoa não precisa correr. Às vezes a pessoa fala, a pessoa não corre, mas você não precisa correr. Você pode caminhar com sua família, com seu pet. Então, a gente vê muita gente com pet, muita gente com carrinho de bebê que leva o filho para caminhar. É muito gostoso.

Fico feliz, Muniz, que você é um atleta, que você corre. Espero que seus ouvintes também comecem a desenvolver essa vontade de correr, porque a gente sabe que é uma prática que a gente é meio que contaminado, né? A gente fica com vontade de correr e quando a gente consegue, não para mais, né? Então é muito bacana. Então a gente tem esses três percursos e as pessoas não têm por que não ir. Como a gente diz...

A corrida é no dia das mães, a pessoa fala, é dia das mães, mas não tem problema, porque a nossa largada é super cedinho, a gente começa a largar às 6 horas da manhã, quando dá 10 horas, praticamente todo mundo já tá em casa de volta, dá tempo de fazer o almoço pra mãe, participar do evento, não vai interferir em nada, então é muito legal também. Há muitos anos que a gente faz essa corrida, nessa data clássica, que é o dia das mães.

Esse ritmo, esse clima que a corrida vai contagiando as pessoas para fazerem a prática esportiva, já está aparecendo aqui, viu, Tami? O Serginho Yariwaki, que é um ouvinte muito frequente da CBN e também pratica corrida, escreveu aqui que já vai se inscrever na Corrida e Caminhada do Graá, que está me chamando aqui. Vamos correr, Muniz. Mas o Serginho já se inscreveu, vai se inscrever. E a Simone...

E a Simone da Aclimação escreveu aqui que ela e o companheiro dela já se inscreveram, que eles vão todos os anos. Escreveu Viva ao Graak. Então o pessoal que está nos ouvindo ou já se inscreveu ou já está se planejando para participar, viu?

Ai, que bacana. Obrigada, obrigada, Serginho, obrigada também a Simone, que também vai escrever, vai com o companheiro dela. Eu faço questão de receber vocês e dar um abraço e agradecer pessoalmente. Eu não consigo agradecer e abraçar todo mundo que vai estar na corrida, mas eu gostaria de poder. Mas eu adoro, é muito lindo tudo que a gente faz lá e obrigada vocês fazem o Graak.

São 17 mil pessoas previstas para essa edição agora, é isso? Da corrida? Isso, o ano passado foram um pouco mais de 15 mil, e aí como teve muita gente que a gente não conseguiu escrever, porque a gente tem o prazo para inscrição que vai até o dia 1º de maio, porque senão a gente não consegue fazer a produção de tudo. Então, teve muita gente que acabou perdendo o prazo e queria, a gente não conseguiu colocar na corrida, mas esse ano a gente aumentou, a gente deu um aumento para mais 2 mil, então a gente está esperando 17 mil pessoas.

Muito bom. Então, quem perdeu aqui a... Então, você imagina a emoção, Luís. Ah, com certeza. Eu já estou assim, com o coração acelerado e eu quero muito que você possa ir para você sentir com a gente esse momento e também para eu poder te agradecer por ceder esse espaço para a gente poder falar um pouquinho do Graak e um pouquinho dessa corrida maravilhosa.

Imagina, já vou colocar aqui na minha agenda e passo lá para te dar um oi. Vai ser no dia 10 de maio, a partir das 6 horas da manhã, 24ª Corrida e Caminhada do Graak. A corrida vai ser ali pertinho do Parque do Ibirapuera, largada em frente à Assembleia Legislativa. Quem quiser mais informações, acessa o site do Graak, é o graak.org.br.

Lembrando que o GRAAC se escreve graacc.org.br e lá você consegue todas as informações para se inscrever para a 24ª Corrida e Caminhada do GRAAC. Tami Allersdorfer, muito obrigado pela sua participação aqui. A Tami é superintendente de desenvolvimento institucional do GRAAC. Obrigado pela sua participação, sucesso na corrida e nos trabalhos de vocês por aí, viu?

Muniz, muito obrigada. Obrigada a todos os ouvintes. Obrigada pelo apoio da CBN. Agradeço muito e espero todos vocês lá no dia 10. Boa Páscoa para você. Até mais. Ótimo dia. Para você também, Muniz. Tchau, tchau. Conforto para o seu dia a dia e atitude para o seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.

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