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Itamaraty acompanha caso de carioca desaparecido na África do Sul após proposta de trabalho

03 de abril de 20266min
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Joan Vitor dos Santos, de 27 anos, era morador de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, onde vivia com a família. Ele é casado, tem um filho de 3 anos e trabalhava como frentista em um posto de gasolina. Em fevereiro, recebeu uma proposta de um cliente pra trabalhar na construção civil em Joanesburgo, na África do Sul. A promessa incluía salário pago em dólar, além de ajuda com moradia e alimentação durante um ano.

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Participantes neste episódio2
L

Leandro

HostJornalista
D

Diogo Bugara

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • desaparecimento de João Vitor dos Santostráfico de pessoas · estelionato · extorsão internacional · Joanesburgo · Guaratiba · Rafaela Pereira · Jane Silva · autoridades sul-africanas
  • proposta de trabalho na África do Sulconstrução civil · salário em dólar
  • situação da família de Joãocasa pegou fogo · filho de 3 anos
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Estamos acompanhando o desaparecimento do frentista carioca que foi para a África do Sul em busca de trabalho. Esse é um caso investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como tentativa de estelionato e extorsão internacional e a suspeita de tráfico humano. O João Vitor Santos não faz contato desde o dia 13 de março. Diogo Bugara, suas informações.

Pois é, Leandro, caso preocupante, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que está acompanhando a situação desse carioca desaparecido na África depois que embarcou para lá para trabalhar. E como você disse, a suspeita é que ele esteja envolvido e tenha sido vítima de um esquema de tráfico de pessoas.

João Vitor dos Santos, de 27 anos, era morador de Guaratiba, na Zona Oeste, vivia lá com a família, ele é casado e tem um filho de 3 anos. Trabalhava como frentista em um posto de gasolina. Em fevereiro, ele recebeu uma proposta de um cliente para trabalhar na construção civil em Joanesburgo, maior cidade da África do Sul. Essa promessa incluía um saário pago em dólar, além de ajuda com moradia e alimentação durante um ano.

O João embarcou rumo ao país no dia 9 de março e manteve contato nos primeiros dias, mas, como você também disse, a partir de 13 de março parou de responder. A mulher dele, a Rafaela Pereira, disse que o João só aceitou essa proposta porque a família estava passando por uma situação muito difícil, a casa deles.

Tinha pegado fogo, ninguém se feriu, todos estavam fora de casa, mas eles perderam tudo que tinham ali. E aí, diante dessa dificuldade, dessa necessidade de refazer a vida, reconstruir a casa, o João acabou aceitando esse convite para ir para a África do Sul trabalhar na construção.

e ganhar em dólar, mas o que aconteceu é que ele respondeu para apenas quatro dias depois, não deu mais notícia para a família, a não ser em duas ligações específicas que a gente já vai detalhar. A família disse à TV Globo que no dia 23, a mãe de João recebeu uma chamada de vídeo feita por um número internacional, e aí...

Rapidamente eles se prepararam ali, gravaram tudo de forma meio improvisada, gravaram a tela do celular, mas o que dá pra ver é um homem de farda que parece militar, mostrando uma sala, falando e mostrando uma sala com várias pessoas deitadas. Na sequência o João aparece no vídeo.

se aproxima e diz que precisa de ajuda, diz para chamar a embaixada. São as poucas palavras que ele consegue falar antes dessa ligação ser encerrada. Essa ligação foi registrada pela família, está gravada em vídeo. Aí na semana passada, a família recebeu uma nova ligação, também foi gravada, e dessa vez era o João dizendo que tinha sido resgatado de um cativeiro por autoridades sul-africanas. A esposa dele, a Rafaela Pereira...

falou um pouco sobre as circunstâncias desse contato, dessa segunda ligação, e disse como está a família diante dessa situação toda.

E aí ele falava que estava sofrendo muito, que estava três dias sem comer e que já tinha tirado eles de lá. Ele estava pressionado a falar rápido, ele tinha pouquíssimo tempo para falar, só para falar que estava bem mesmo e pedir para a gente compartilhar e ir na TV para falar. A nossa família está arrasada, os filhos deles não param de chamar ele, a gente precisa que ele volte. E bem, a gente só vai sossegar enquanto ele estiver aqui com a gente.

Pois é, situação muito preocupante. Depois disso, não houve mais contato. Família não teve mais notícias. Apesar dele afirmar que foi libertado de um cativeiro, nesse momento, não se sabe onde ele está. A mãe do frentista, Jane Silva, contou o que ouviu quando a família procurou as autoridades da África do Sul. A vice-consul da África do Sul disse que isso é um golpe que está tendo na África do Sul e que há muitos golpes desse.

Pois é, nas mensagens antes do João viajar, essa pessoa que fez o convite, que se identifica somente como Tommy, inclusive apressava ele, dizia que precisava do passaporte o mais rápido possível, dos documentos o quanto antes, colocava pressão ali para ele aceitar e embarcar logo.

Depois disso tudo, a família registrou o caso na delegacia de Bangu e o Itamaraty disse que também já tomou conhecimento e está acompanhando por meio da embaixada em Maputo, capital de Moçambique, que é a responsável por aquela região. A Polícia Civil e a Polícia Federal, que tem a competência para investigar os casos transnacionais que envolvem crimes que cruzam fronteiras, elas não retornaram o nosso contato, ainda não temos um posicionamento.

Delas, a Embaixada da África do Sul aqui no Brasil também ainda não se manifestou. Situação muito alarmante, preocupante. As imagens estão gravadas. Mostram ali o João Leandro. Possivelmente...

refém de militares ou de paramilitares, a gente não sabe exatamente, mas pelo que parece se envolveu numa situação muito complicada, se envolveu ou não, foi envolvido numa situação muito complicada lá no continente africano, a gente também vai seguir acompanhando, Leandro.

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