Auditoria do BRB deve apontar rombo bilionário ligado ao Banco Master e listar envolvidos
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Fernando
- Assembleia do BRBBanco Master · Polícia Federal · Banco Central · governo federal · Moody's · capitalização do BRB · R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas · governadora Celina Leão · ex-governador Ibanez Rocha · Ministério da Fazenda · Rogério Siron · César Bergo
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Boa tarde, Fernando. Boa tarde a todos que nos acompanham. Pois é, a gente está próximo de, enfim, saber de fato o tamanho desse rombo aqui no Banco de Brasília, que em meio ao processo de capitalização deve entregar uma auditoria nas suas contas para apurar o rombo deixado pelos negócios com o Banco Master. A previsão é que essa documentação seja encaminhada à Polícia Federal e ao Banco Central até a semana que vem.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, o relatório deve trazer uma lista com o nome de possíveis envolvidos na compra de mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master. Esse relatório, já houve um documento preliminar, foi enviado ao PF no dia 29 de janeiro e ao Banco Central no dia 2 de fevereiro com achados relevantes, segundo o BRB.
A investigação independente é conduzida pelo escritório Machado Mera Advogados com o suporte técnico da Crol Brasil e a expectativa, portanto, é de que até semana que vem essas contas, essa auditoria, esteja finalizada. Apesar dos esforços da governadora Celina Leão em tentar uma ajuda do governo federal aqui para o Banco de Brasília, o governo Lula não parece disposto a se envolver nesse caso.
Celina vem adotando uma postura diferente do ex-governador Ibanez Rocha e procurando, inclusive, ativamente o Ministério da Fazenda para conversas. Apesar disso, o secretário-executivo da pasta, Rogério Siron, afirmou à CNN Brasil que não há nenhuma discussão ou intenção do governo federal de intervir no Banco de Brasília, sendo essa uma questão do governo do Distrito Federal. O BRD, pelo menos, vem contando com a boa vontade do Banco Central.
Segundo o economista César Bergo, é possível concluir o processo de capitalização do BRB até a data de maio, data proposta pelo BRB, e ele avalia ainda que os custos para salvar o Banco de Brasília são elevados, mas teriam um impacto menor no sistema financeiro do que uma quebra do BRB.
É que existe uma boa vontade do Banco Central, inclusive no próprio discurso do Galipo, dizendo que não é problema de liquidez, é questão de patrimônio. E por que eu estou dizendo isso? Porque eu acho que chega à conclusão de que é melhor resgatar o BRB do que deixar quebrar, entendeu? Do ponto de vista prático, o custo, não só financeiro, social, político, é bem menor se fizer o resgate do BRB. Ele vai ter mais um mês aí para poder...
acertar. Agora, não vai resolver o problema, obviamente, mas vai possibilitar que o BRB continue pelo menos solvente e trabalhando para a recuperação.
Ontem, a agência de risco Moody's rebaixou a nota do BRB, deixando o banco em nível de risco, informando, portanto, ao mercado que a instituição não é um bom local para os investimentos. Segundo o BRB, essa revisão na nota já era esperada, era um movimento esperado e reflete um momento específico relacionado ao processo de capitalização em andamento e a atualização das demonstrações financeiras. Fernando.
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