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Último dia para mudanças de partido por deputados movimenta o cenário político em Brasília

03 de abril de 20263min
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Levantamento aponta que mais de 100 parlamentares já trocaram de sigla nas últimas semanas, com destaque para o crescimento do PL. As mudanças podem influenciar diretamente o equilíbrio de forças no Congresso e nas eleições de outubro.

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Pétria

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  • Mudanca de ComportamentoMovimentação política · Eleições de outubro · Partido Liberal · União Brasil · Bolsonarismo
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Olhando para o que está acontecendo no Brasil, último dia para mudanças de partido por deputados movimentando o cenário político em Brasília, a gente vai direto para a Capital Federal, repórter Marina Dantas com a gente. Marina, boa tarde.

Pra você e pra todo mundo que nos acompanha. Acaba hoje o período de janela partidária para que deputados troquem de partido sem correr o risco de perderem o mandato. As mudanças acabam ocorrendo em função de arranjos políticos para as eleições de outubro. Segundo o levantamento realizado pelo Congresso em Foco, até as duas horas da tarde de ontem, pelo menos 110 parlamentares trocaram de sigla no último mês. Foram cerca de 101 deputados e 9 senadores.

Na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal, do ex-presidente Bolsonaro e sigla do filho Flávio Bolsonaro, que vai concorrer às eleições para a presidência do país, foi o partido com maior adesão. 21 parlamentares passaram a integrar a sigla, outros oito saíram do partido, mas o PL segue com um saldo positivo de 13 parlamentares ocupando cadeiras.

E é o partido com maior número de novos filiados. Nomes como Alfredo Gaspar e Mendonça Filho agora fazem parte da sigla.

Por outro lado, o União Brasil foi o partido com maior perda e conta com menos de 13 cadeiras. Para o cientista político Lúcio Renó, a movimentação do aumento de parlamentares no PL já vem acontecendo há algum tempo, liderado por Valdemar da Costa Neto, que é presidente da sigla, e embasado na força do bolsonarismo junto à população brasileira.

Então, aponta para um processo de ainda maior consolidação daquilo que começou como um movimento, vamos dizer assim, um movimento social, com uma participação muito engajada da população, se elevando para o nível das elites políticas e se organizando em torno de uma legenda partidária.

Renó explica que o crescimento da sigla aumenta também o controle sobre o processo decisório no Congresso.

Mas esse processo de institucionalização partidária do bolsonarismo através do PL, ele tem ambições de controle das duas casas. Certamente que o partido, aumentando o seu número de cadeiras, aumenta sua influência no processo decisório da Câmara, o que pode atrapalhar planos do governo de fazer avançar a sua agenda legislativa.

No caso do Senado, essa regra não se aplica, mas os parlamentares precisam estar filiados até amanhã para que sejam aptos a concorrer às eleições. Dentre as mudanças no Senado, o PL também saiu na frente com filiações de Efraim Filho e Sérgio Moro, que eram do União Brasil. Em 4 de outubro, os eleitores vão às urnas para o primeiro turno das eleições deste ano. Pétria.