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Linha 17-Ouro: Metrô de SP esclarece principais dúvidas dos passageiros

02 de abril de 202613min
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A operação assistida da linha 17-Ouro do monotrilho, que liga o aeroporto de Congonhas à Zona Sul de São Paulo, iniciou nesta semana após mais de uma década de espera. Em entrevista ao CBN São Paulo, Milton da Silva Júnior, gerente de operações do metrô, tirou dúvidas e explicou que os primeiros dias servem para identificar ajustes necessários e garantir que a operação plena ocorra de forma eficiente. Ele destacou que, apesar de pequenos problemas pontuais, como atraso de abertura de plataforma na estação Campo Belo, a operação até o momento foi positiva, sem intercorrências graves de segurança. A linha 17-Ouro conta atualmente com seis trens em operação, com previsão de aumento para 14 veículos nos próximos meses, conforme a demanda e a integração completa dos sistemas.

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Participantes neste episódio3
L

Luiz Alberto Guerra

HostDelegado
M

Milton da Silva Júnior

ComentaristaGerente de operações do metrô
N

Nadeja

Convidado
Assuntos1
  • Operação Linha 17-OuroIntegração com o metrô · Atrasos na operação · Sinalização nas estações · Velocidade do monotrilho · Frota de trens
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Bom, vamos mudar aqui de assunto, né? Essa semana a gente tem falado muito com vocês aqui no CBN São Paulo sobre uma das grandes novidades aqui desses últimos dias, que foi o início da operação assistida da linha 17 Ouro do Monotrilho, aquela linha que liga o aeroporto de Congonhas até a zona sul de São Paulo, linha aguardada há mais de uma década por aqui, desde o começo da semana. Você tem ouvido aqui como é...

o funcionamento do trem. Depois a gente teve a inauguração. Nossa reportagem já circulou pelo monotrilho para trazer para você as primeiras impressões. E agora a gente vai tirar as principais dúvidas sobre o monotrilho aqui de São Paulo, da linha 17 Ouro. E sobre isso a gente conversa com Milton da Silva Jr. Ele é gerente de operações do metrô aqui de São Paulo. Milton, bom dia. Obrigado pela sua participação na CBN.

Bom dia, Guilherme. Bom dia, Anadédia e aos ouvintes da Rádio CBN. Agradecemos o espaço. O Metrô de São Paulo, de forma muito importante, vem aqui contribuir com algumas informações sobre essa nova operação da linha 17 Ouro, que é uma nova linha em operação transitória, com tecnologia avançada.

Me dizendo que, Guilherme, esses primeiros dias servem justamente para a gente observar, ajustar e garantir que quando a operação plena chegar, o serviço esteja ali redondo para os passageiros. Então, por isso, é muito importante, uma pessoa sempre muito atenta e diligente com as observações e críticas dos passageiros, para que a gente possa ofertar um serviço ainda melhor.

Qual o balanço que vocês têm, Milton, dessas primeiras horas de operação? Ainda é o início mesmo da operação. Qual o balanço que vocês têm? E eu até pergunto já colocando uma questão. A gente sabe que está circulando e não teve nenhuma intercorrência séria, enfim, mas tem problemas pontuais, por exemplo.

Ontem nossa reportagem esteve na estação Campo Belo para embarcar logo às 10 horas da manhã e 10 e 10 a porta ainda estava fechada da estação. Atrasou ali cerca de 10 minutos, depois foi aberta e o pessoal pôde embarcar. Então aconteceu uma coisa ou outra. Te pergunto uma análise geral sobre essas primeiras horas de operação, o que você tem de saldo dessa operação do monotrilho e já aproveito para questionar sobre esse atraso na operação ontem, o que aconteceu, já foi corrigido ou hoje se repetiu, o que você pode nos contar.

Ler, primeiramente, em nome do Metro de São Paulo, pedimos desculpas aos nossos passageiros pelo transtorno. Evidentemente, não era o esperado. No primeiro dia, essa condição não aconteceu. Se tratou, evidentemente, de um erro operacional, porque ali você tem duas plataformas de embarque. E quando o centro de controle observou que parte dos passageiros estavam na outra plataforma, o centro de controle tomou rapidamente a decisão de aguardar o protocolo de início da operação.

para que esses passageiros pudessem ser conduzidos de forma correta, evitando, evidentemente, um prejuízo para esse passageiro em termos de experiência de viagem. Lembrando que essa condição, embora tenha sido um erro operacional, ela não teve nenhum impacto em termos de segurança e a gente tomou essa decisão rápida e assertiva para tentar minimizar esse impacto.

O saldo, na nossa visão, é absolutamente positivo. Precisamos lembrar e destacar que depois de 12 anos, o aeroporto de Congonhas agora passa a ter integração tanto com o metrô quanto com a ferrovia através da linha 17. Não tivemos nenhuma intercorrência operacional significativa e nem no âmbito de segurança pública. Então, na nossa visão, entendemos que a operação, ainda que com oportunidades de melhoria, estamos avançando nesse sentido também, Guilherme, foi absolutamente positiva.

Agora, Milton, só para esclarecer, os passageiros estavam numa estação errada, é isso? Numa plataforma errada? O que aconteceu? Não entendi, não ficou muito claro para mim.

Porque em geral, Guilherme, o que acontece? O trem, nessa modalidade shuttle, que é um pouco diferente do que o nosso passageiro está acostumado trivialmente, ele tem a oportunidade de se deslocar numa mesma plataforma, por exemplo, saindo de Congonhas até Morumbi e depois retornando pela mesma plataforma de Morumbi a Congonhas. Quando a gente abre a operação comercial, em geral, como operação transitória, o trem está partindo na plataforma 1 de Congonhas, sentido Morumbi.

e na plataforma 2 de Morumbi e sentido Congonhas. Então, na abertura da comercial de ontem, evidentemente por uma questão de protocolo que a gente já ajustou no dia de hoje, nós já não tivemos essa intercorrência hoje, dia 2 de abril, na abertura da comercial, parte dos passageiros estavam na plataforma oposta, que era a plataforma 1. Então, por isso, o Centro de Controle tomou essa decisão rapidamente.

Certo. Bom, eu queria perguntar também sobre a questão da sinalização, que nos pareceu e aos passageiros também que ainda não está completa. Até a nossa própria reportagem notou que as placas, em alguns casos, induzem a erro, o pessoal embarcando no sentido oposto ao que queria. Até o nosso repórter acabou descendo numa estação que não seria a intenção inicial. Eles viram que no aeroporto já está muito bem sinalizado os sentidos ali e em outras estações ainda sentiram falta, inclusive em uma delas.

tinha funcionário com megafone orientando para onde ir exatamente. O que mais vai ser feito a partir de agora para ter a sinalização completa nas estações?

Obrigado pela pergunta, era desde o metrô preocupado em evidentemente atender melhor os seus passageiros, prontamente já está avaliando a possibilidade de ampliar a sua comunicação digital, como já existem em outras linhas, e nesse momento a gente está ampliando também a comunicação fixa nas estações, especialmente nas transferências, como forma de orientar melhor os nossos passageiros.

mas também a gente implantou e ampliou nas plataformas a utilização dos megafones, que é uma boa prática, já utilizada não só pelo metrô de São Paulo, mas por outros operadores de metrô aqui no Brasil e fora, como forma da gente trazer uma informação de qualidade pronta para os nossos passageiros.

Por óbvio, é importante a gente fazer um destaque, os passageiros nesse momento, trata-se de uma operação diferente das demais linhas, quando a gente fala em uma operação em shuttle, por isso a importância dos passageiros estarem atentos não só às comunicações digitais e fixas, mas também em relação aos avisos sonoros dos nossos colaboradores.

Milton, nossa reportagem também percebeu e colheu as impressões dos primeiros passageiros, uma impressão de que os trens acabam balançando bastante. Ele tem ali uma movimentação lateral durante o percurso e até houve ali uma orientação de alguns funcionários.

para que as pessoas se segurassem, quem não pudesse estar sentado ali no momento do deslocamento, mas que se segurasse nas barras de apoio, enfim. Gostaria de entender se esse movimento dos trens faz parte desse momento de testes ou se é uma característica inerente do monotrilho e que é normal e esperado dessa operação.

No caso específico do trem da Frota N, que é esse trem que nós temos lá na linha 17 Ouro, Guilherme, ele utiliza uma suspensão primária e secundária que atenua, ela é muito mais eficiente à absorção de vibrações, por exemplo, se a gente fizer uma comparação com o monotrilho que nós temos da linha 15. Então, também já ouvimos vários relatos de passageiros em mídias sociais, na imprensa, dizendo que eles sentiram...

que evidentemente essa viagem é muito mais suave do que nós temos, por exemplo, na linha 15. Eventuais oscilações estão dentro dos limites normativos e de segurança que estão previstos em projeto, tá bom, Guilherme? No caso específico também da linha 17, há que se destacar que nós temos um trecho de super elevação na chegada da estação Congonhas.

E uma curva um pouco mais acentuada no sentido Morumbi, já chegando próximo da estação Morumbi. Então, nesse momento, como falei, as eventuais oscilações estão dentro dos limites de segurança e normativos previstos em projeto.

Perfeito. Queria saber também sobre a velocidade, se a velocidade dessa operação de testes já é a velocidade esperada para a operação definitiva. A gente teve impressão, principalmente de ouvintes que estavam na rua observando o monotrilho, acharam devagar, a gente até trouxe a informação de que é em torno de 50 km por hora, a gente sabe que pode ser uma percepção também, mas a velocidade é essa mesmo?

Na realidade, Nadeja, é sempre bom a gente frisar, o metrô segue protocolos internacionais de segurança, inclusive lá também temos uma particularidade que é a influência do vento e do clima em relação ao nosso trajeto. Sempre que necessário, nós teremos ali uma redução pontual de velocidade ou uma pausa preventiva sem nenhum tipo de risco ao passageiro.

Destaco também que podemos ter intercorrências triviais de operação influenciadas pelo próprio comportamento do passageiro. Então a velocidade hoje é compatível com o projeto, o metrô também se preocupa com o conforto, então a velocidade é adequada para que a gente tenha uma melhor experiência de viagem. Lá também temos uma outra particularidade da linha 17 Ouro.

que é a distância curta entre as estações, e nesse começo o tempo de viagem ainda não reflete o desempenho final da linha. Com a operação plena, os intervalos poderão ser reduzidos e a velocidade média também ajustada. Hoje a velocidade está em quanto, Milton?

A velocidade média, o trem tem capacidade para chegar até 80 km, por todas essas questões técnicas que eu falei anteriormente, Guilherme, hoje a velocidade média está ajustada para 50 km, tá? Tá, perfeito. Eu até tenho aqui uma dúvida de um ouvinte, o Ademir Antônio mandou ontem uma pergunta aqui para a gente e ela se encaixa bem para a nossa conversa.

que eu acho que é uma curiosidade que nós leigos temos e uma pessoa técnica como você pode explicar. O Ademir perguntou o seguinte, esse modo de testes não deveria ser antes da inauguração? E aí eu te pergunto, faz parte, é natural, que precisa que esses testes sejam feitos com aumento do público ou seria possível ter sido feito antes e evitado o teste agora? Como é que você explica essa questão para o nosso ouvinte Ademir?

Guilherme, agradeço a pergunta do nosso ouvinte Ademir. É importante esclarecer para os nossos passageiros, para o público mais leigo, exatamente que não tem informação, a propriedade técnica do tema, Guilherme, que o metrô não realiza operação com testes com passageiros. O que a gente está fazendo hoje é uma operação transitória, onde o que a gente faz é observar a integração de todos os sistemas, a complexidade entre...

sinalização, via, trem, sistema de telecomunicação, radiofrequência, para que a união de todas, ou a complexidade de todos esses sistemas possa ter uma melhor eficiência. Então, esse momento de operação transitória, ele serve exatamente para que a gente observe e evolua em termos de eficiência em relação à integração de todos os sistemas, ok?

A gente ouviu também ontem uma pessoa, a nossa reportagem entrevistou na plataforma, que estava com horário de voo para chegar no aeroporto, a gente ficou naquela agonia por causa do atraso, alguns ouvintes até escreveram para a gente falando, no primeiro dia de operação eu não iria, tendo ali horário para o voo. Quero saber, o passageiro que vai para o aeroporto de Congonhas, que tem horário para voar, já pode usar o manotrilho, confiando que a operação está estável, que vai dar tudo certo com o horário?

Veja, a resposta é sim, o passageiro pode sim utilizar, o sistema é absolutamente confiável, também no que tange à regularidade, nós estamos falando em um tempo de percurso médio de 14 minutos, mas é evidente, considerando uma viagem e a utilização do aeroporto, é importante que o passageiro também tenha um planejamento antecipado para que, evidentemente, intercorrências não interfiram no tempo total e garantam ali que o nosso passageiro consiga embarcar com tranquilidade.

Rapidamente, para a gente encerrar, Milton, a gente conversou com o pessoal da BYD no início da semana, explicando sobre os vagões que são construídos por essa empresa, e eles disseram, olha, já entregamos 12 veículos e vai chegar a um total de 14 nos próximos meses. Qual a previsão de aumento da frota? Quantos que devem ficar em circulação, de fato, no dia a dia nos próximos meses, Milton?

Ao todo, Guilherme, nós teremos 14 trens disponíveis para utilização e operação comercial na linha 17. Nesse momento, nós temos seis trens liberados. E, evidentemente, conforme a gente vai evoluindo com toda essa integração de sistemas, a partir da entrada da operação comercial da Estação Washington Luiz, a partir de 30 do 6,

Assim como, observada a demanda, nós tivemos uma demanda ontem, por exemplo, algo em torno de 4 mil passageiros, a gente vai adequando, evidentemente, o nosso programa horário de oferta de trens em função dessa demanda, podendo, no extremo, alcançar a entrega total de 14 trens.

Perfeito. Milton da Silva Júnior, gerente de operações do metrô de São Paulo, esclarecendo todas as principais dúvidas desse início de operação da linha 17 Ouro do monotrilho, ligando o aeroporto de Congonhas à zona sul de São Paulo. Milton, muito obrigado pelas suas informações aqui ao CBN São Paulo. Um bom dia para o senhor. Guilherme, na beija, muito obrigado pelo espaço. Um ótimo dia a todos.

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