Pb. Lucas | Providência em todo Tempo | 1 SAMUEL 9:1-27
Tema: Providência em todo Tempo Preletor: Pb. Lucas Texto bíblico: 1 SAMUEL 9:1-27______________📍 Igreja Cristã Evangélica de Brasília EQN 309/310 • Brasília, DF Somos uma igreja que adota, como única regra de fé e prática, as Escrituras Sagradas. Nossas diretrizes são: prestar culto a Deus em espírito e em verdade, por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo; estudar a Palavra de Deus, a Bíblia; levar os membros e congregados a viverem de acordo com os preceitos bíblicos, visando o crescimento e o amadurecimento espiritual, por meio dos diversos ministérios existentes na igreja.
Venha nos conhecer!
Pr. Ivan
Pb. Lucas
- Providência em todo Tempo1 Samuel 9:1-27 · Saúl · Quis · Samuel · Perda das jumentas · Busca por um rei · Decadência espiritual de Israel · Crise da Arca da Aliança · Arrependimento em Mizpá · Rejeição a Deus · Tribo de Benjamim · O servo anônimo · Vidente · Banquete com Samuel · Revelação divina · Misericórdia de Deus · Inversão de expectativas · Propósito de Deus
- Experiencia nos EUANascimento do filho e doença da sogra · Mudança de apartamento · Chá de fraldas · Mariana · André
- Instrumentos de DeusHerodes · Pôncio Pilatos · Jesus Cristo · Servo anônimo
- Série Sob PressãoPaulo em Roma · Guarda pretoriana · Filipenses 1:12-14
Bom dia, irmãos. Graças e paz. Convido os irmãos a abrirem suas Bíblias em 1 Samuel, capítulo 9. Hoje estamos dando continuidade à série de sermões que estamos tendo no 1º Livro de Samuel. E hoje a gente vai estar meditando no capítulo 9. Vamos lê-lo integralmente.
1 Samuel 9 diz o seguinte. Havia um homem de Benjamin, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeró, filho de Becorate, filho de Afias, Benjamita, homem de bens. Tinha ele um filho, cujo nome era Saúl, moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele. Desde os ombros para cima, sobressaía todo o povo.
extraviaram-se as jumentas de Quis, pai de Saúl. Disse Quis a Saúl, seu filho, toma agora contigo um dos moços de exponte e vai procurar as jumentas. Então, atravessando a região montanhosa de Efraim e a terra de Salisa, não as acharam. Depois passaram a terra de Salim, porém elas não estavam ali. Passaram ainda a terra de Benjamim, todavia não as acharam.
Vindo a eles, então, à terra de Zulfi, Saúl disse para o seu moço com quem ele ia, vem e voltemos, não suceda que meu pai deixe de preocupar-se com as jumentas e se aflija por causa de nós. Porém, ele lhe disse, nesta cidade há um homem de Deus e é muito estimado, tudo quanto ele diz, sucede, vamos-nos agora lá, mostrar-nos a porventura o caminho que devemos seguir.
Então Saúl disse ao seu moço, eis porém se lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforges se acabou e presente não temos que levar ao homem de Deus. Que temos?
O moço tornou a responder a Saul e disse, Eis que tenho ainda em mãos um quarto de ciclo de prato, qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho. Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia, Vinde, vamos ter convidente.
porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava Vidente. Então disse Saul ao moço, dizes bem, anda, pois, vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus. Sumindo eles pela encosta da cidade, encontraram umas moças que saíam a tirar água, e lhes perguntaram, está aqui o Vidente? E elas responderam, está.
Eis aí o tens diante de ti. A pressa te pôs, porque hoje veio a cidade, porquanto o povo oferece hoje sacrifício no alto. Entrando vós na cidade, logo achareis, antes que suba ao alto para comer. Porque o povo não comerá enquanto ele não chegar, porque ele tende a abençoar o sacrifício e só depois come os convidados.
Subi, pois, agora que hoje o achareis. Subiram, pois, à cidade. Ao entrarem, eis que Samuel lhe saiu ao encontro para subir ao alto. Ora, o Senhor, um dia antes de Saul chegar, o revelara a Samuel, dizendo, Amanhã, a estas horas, te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por príncipe sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo das mãos dos filisteus. Porque atentei para o meu povo, pois o seu clamor chegou a mim.
Quando Samuel viu a Saúl, o Senhor lhe disse, Eis o homem de quem eu já te falara, este dominará sobre o meu povo. Saúl se chegou a Samuel no meio da porta e disse, Mostra-me, peço-te, onde é aqui a casa do vidente? Samuel respondeu a Saúl e disse, Eu sou o vidente, sobe adiante de mim ao alto, hoje comereis comigo. Pela manhã te despedirei e tudo quanto está no teu coração, te declararei.
Quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não se preocupe o teu coração com elas, porque já se encontraram. E para quem está reservado tudo o que é precioso em Israel, não é para ti e para a casa de teu pai? Então respondeu Saul e disse, porventura não sou benjamita da terra das tribos de Israel, e a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim, por que, pois, me falas com tais palavras? Samuel.
Tomando a Saúl e ao seu moço, levou-os à sala de jantar e lhes deu lugar de honra entre os convidados, que eram cerca de trinta pessoas. Então disse Samuel ao cozinheiro, traze a porção que te dei, de que te disse, põe-na à parte contigo. Tomou, pois, o cozinheiro a coxa com o que havia nela e a pôs diante de Saúl. Disse Samuel, eis que isto é o que foi reservado.
Toma-o e come, pois se guardou para ti para esta ocasião. Ao dizer eu, convidei o povo. Assim comeu Saúl com Samuel naquele dia. Tendo descido do alto para a cidade, falou Samuel com Saúl sobre o eirado. Levantaram-se de madrugada e quase ao subir da alva, chamou Samuel a Saúl ao eirado, dizendo, Levanta-te, eu irei contigo para te encaminhar.
Levantou-se Saul e saíram ambos, ele e Samuel. Desciam eles para a extremidade da cidade, quando Samuel disse a Saul, diz ao moço que passe adiante de nós, e tu, tendo ele passado, espera, que te farei saber a palavra de Deus. Até aqui. Irmãos, é um texto um pouco longo, mas que nos introduz aqui um personagem novo no livro de 1 Samuel.
que é Saul. Uma figura bastante conhecida, talvez, da cristandade. Saul é reputado como um homem que começou bem e terminou muito mal.
O tema da mensagem de hoje é providência em todo o tempo. Parece que ao lermos essa mensagem aqui, o tempo inteiro, Deus está providenciando as coisas para que convirjam a um propósito, que é justamente de levar Saúl ao trono.
Quando a gente para para refletir um pouquinho nas nossas vidas, isso por acaso já aconteceu com você, alguma circunstância na sua vida em que Deus foi convergindo tudo ao seu redor para um determinado propósito? Eu me recordo quando...
O meu filho, ele estava prestes a nascer. A minha esposa, Mariana, estava no terceiro trimestre da gestação e no finalzinho da gestação nós descobrimos uma notícia muito triste, que minha sogra estava com um câncer terminal e a perspectiva de vida era de pouquíssimos meses.
E naquele período da nossa vida, a gente passou por um momento bastante turbulento em que nós tivemos que administrar a expectativa da chegada do nosso filho com a expectativa da partida da minha sogra. E em meio àquele turbilhão de coisas que estavam acontecendo, a gente procurou cuidar o máximo possível da minha sogra. E eu falava para a minha esposa, olha, quando o André nascer, a gente vê o que ele precisa.
A gente não vai conseguir, nesse momento, fazer um chá de fralda, fazer mobília, mobiliar um quarto. Eu já estava até com o quarto do André pintado, mas, por conta do câncer, nós tivemos que nos mudar. Tudo aquilo ficou para trás e, de repente, a gente estava no meio do furacão.
Eu me recordo que naquele período, meu coração ficou muito aflito de administrar essas duas expectativas. Por um lado, eu queria me alegrar muito com a chegada do meu filho, por outro lado, eu estava entristecido com a possibilidade da partida da minha sogra, que hoje está com o Senhor, graças a Deus. E naquele período, a gente viu a providência de Deus de uma forma inimaginável, que nos surpreende e nos impacta até hoje.
quando nós tivemos que nos mudar do apartamento que morávamos para o apartamento em que a gente ficou, até a partir da minha sogra, a gente não fez a mudança. O meu pequeno grupo foi até a minha casa, numa noite empacotou tudo, na manhã seguinte todo mundo levou tudo para o apartamento e várias pessoas aqui da igreja se mobilizaram para colocar as coisas dentro de casa no seu devido lugar.
Quando um dia nós viemos aqui para a igreja num sábado, fomos surpreendidos com um chá de fraldas para o André. Eu que estava preocupado se o André teria fraldas, sobrou fralda. Teve fralda que venceu, porque não usou. Um belo dia, a gente está indo para o aniversário do meu pai. Chegamos lá entre a família, outra surpresa, mais um chá de fralda.
E aquelas preocupações que nós tínhamos se a gente teria o necessário para a chegada do nosso filho, passou. Teve e teve muito mais do que a gente precisava.
É incrível como Deus provê as coisas que convergem para o seu propósito. Quando a gente olha aqui para o texto de 1 Samuel, algo semelhante acontece. Uma série de eventos vão desencadeando na história para convergir na ascensão de Saúl ao trono. E é justamente nessa perspectiva, irmãos, que nós vamos caminhar no texto nessa manhã.
Antes, entretanto, para que a gente possa compreender bem o texto de 1 Samuel 9, a gente precisa fazer uma breve recapitulação. O que nós vimos do início do livro até aqui? O capítulo 1, 2 e 3, a gente vê a decadência espiritual de Israel. A gente tinha o sacerdócio de Eli, que era completamente falido. Ele tinha filhos que eram corruptos, pecadores.
E havia ali uma tendência do povo em buscar a idolatria. E é nesse contexto que Deus levanta Samuel como profeta e como juiz, vindo de uma mulher estéreo, que é Ana.
Nos capítulos 4 ao 6, a gente vê uma crise que se instaurou também em Israel, que eles utilizaram a Arca da Aliança como um amuleto de sorte para poder ganhar a guerra contra os filisteus. E naquela ocasião, Deus humilha o povo de Israel e os filisteus ganham a guerra contra os israelitas e a arca é levada. Já no capítulo 7...
a gente vê que passados 20 anos, o povo se arrepende. E Samuel convida o povo para se reunir em Mispa, justamente para que eles se arrependessem e abandonassem os ídolos. E isso, de fato, ocorreu. Naquela ocasião, os filisteus atacaram, mas o texto diz que Deus trovejou e os israelitas ganharam.
Aquela batalha contra os filisteus. E por fim, no capítulo 8, o que nós vemos? Nós vemos uma rejeição justamente ao próprio Deus quando o povo procura Samuel e fala, nós queremos um rei, assim como as demais nações.
E é interessante a gente partir dessa perspectiva, porque no capítulo anterior, o povo procura Samuel e fala, olha, você já é idoso, os seus filhos não estão seguindo o seu caminho, e nós precisamos de um rei, a semelhança do que as outras nações têm.
E Samuel questiona a proposição do povo, falando, vocês têm certeza do que vocês estão pedindo? Um rei vai pedir impostos. Os seus filhos vão guerrear em nome do rei. Vocês têm certeza do que vocês estão pedindo? E ao final do texto nós vemos que o povo, a uma só, fala assim, é isso que nós queremos.
E então nós começamos o capítulo 9 nessa perspectiva de um anseio que havia entre os israelitas de ter um rei, assim como as demais nações. E é interessante que no capítulo 8 o próprio Deus fala que Samuel se acalmasse, porque eles estavam rejeitando ao próprio Deus. E a pergunta que fica é, em meio a um pecado, em meio a uma rejeição de Deus, que é um pecado, em meio a um pecado, em meio a um pecado, em meio a um pecado,
Como Deus pode transformar essa situação em bem para o seu próprio povo? E é justamente isso que nós vemos relatado a partir do capítulo 9. Apesar do povo rejeitar ao próprio Deus, ele ainda assim com misericórdia...
atende ao pedido do povo, mas com um objetivo específico, para mostrar que ele é suficiente e que nós não precisamos de outro, senão do próprio Deus. Nós vemos na história de Saúl que Saúl é um homem que começou muito bem.
mas que terminou extremamente mal. Isso para que ficasse claro que o povo precisava depender de Deus e não de homens. E é justamente nesse contexto que no capítulo 9 nós somos introduzidos a Saúl.
Então, nos versos 1 e 2, a gente tem um breve relato aqui sobre quem é Saúl. Saúl, ele é descrito aqui como sendo filho de Quis, da tribo de Benjamim.
E a tribo de Benjamin, meus irmãos, se vocês voltarem um pouquinho às páginas da sua Bíblia, lá em Juízes 19, 20 e 21, ela quase se extinguiu da terra de Israel por conta de uma guerra civil que houve, por conta de um pecado absurdo que ocorreu naquele tempo.
E Deus preservou a tribo de Benjamim para que a partir da menor tribo, aquela tribo que era insignificante dentro do contexto de Israel, Deus suscitasse aquele que reinaria sobre o seu povo.
E é interessante também, quando nós olhamos o texto, que o texto diz que Kis, que era o pai de Saul, era um homem de bens. E quando a gente vê isso relatado especialmente no Antigo Testamento, o fato de ser homem de bens significa que esse homem tinha muitas posses.
Então ele era um homem relativamente rico, que tinha realmente recursos financeiros. E as jumentas que se perderam aqui eram sinal da sua estabilidade financeira, porque naquela época você ter gado era um sinônimo de riqueza, de estabilidade financeira. E de repente essas jumentas se perdem.
E é a partir dessa perda do seu rebanho que nós temos o desenrolar da história que vai culminar na ascensão de Saul como rei de Israel.
Quis era um homem de bens, da tribo de Benjamim. E aqui também no texto nós vemos relatado quem era Saúl. Saúl é relatado como sendo um homem belo, um homem bonito, de boa aparência. De forma que, dentre todo o povo de Israel, ele era um dos mais bonitos, se não o mais bonito, como é dito aqui no texto.
Ele ainda era um homem muito diferente de mim, um homem alto, um homem que sobressaía ao povo. E tudo isso daqui são alguns relances que apontam para que aquilo que o povo queria era justamente o que Deus estava dando.
Um homem de uma boa família, de uma família rica, um homem bonito, um homem alto, um homem que se sobressai diante de todos os demais. Vocês não pediram rei? Então eu vou trabalhar todas as qualificações que destacam uma pessoa como sendo...
um bom rei, um potencial rei que vai governar sobre o povo. E é nesse contexto aqui que a gente vê como, apesar da falha, apesar do pecado do povo em querer justamente um rei,
Deus atende ao pedido para que ele possa ensinar ao povo que o povo depende dele. A providência deu ao povo justamente um espelho. Eles queriam um rei como as nações e Deus lhes deu o homem que mais se parecia com o rei das nações. E Deus muitas vezes, meus irmãos, nos dá exatamente o que pedimos ou o que o mundo valoriza para nos mostrar que só ele é suficiente.
Deus utiliza mesmo os pecados e as falhas para cumprir os seus propósitos eternos. A gente vê isso, meus irmãos, em Atos capítulo 4, quando João e Pedro são presos, e depois que eles saem do sinédrio e eles se reúnem juntamente com os irmãos na fé, eles passam a orar. E é interessante que Atos capítulo 4, versos 26 e 28, diz o seguinte,
É a oração deles. Levantaram-se os reis da terra e as autoridades ajuntaram-se a uma contra o Senhor e contra o seu ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo servo Jesus, o qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram.
De forma que tanto Herodes quanto Pôncio Pilatos foram instrumentos de Deus para cumprir o propósito eterno do Senhor. Não foi simplesmente esses homens que levaram Cristo à cruz, mas o próprio desígnio de Deus que levou Cristo à cruz.
Então, meus irmãos, quando a gente olha circunstâncias que muitas vezes têm uma origem pecaminosa, é possível que Deus utilize disso para trabalhar nas nossas vidas. Quantas vezes Deus não trabalhou na sua vida por conta de um erro seu?
Quantas vezes Deus não transformou uma situação que era desfavorável em algo que era favorável e benéfico para o seu crescimento espiritual? Deus faz isso. Nada, absolutamente nada, está fora do controle e da determinação de Deus. E Ele utiliza, até mesmo incrédulos, pessoas que são falhas, pessoas que são completamente distantes dEle, para fazer cumprir o seu propósito.
Deus utiliza pessoas que muitas vezes você reputa como sendo inimigos, mas que são instrumentos de Deus para trabalhar na sua própria vida. O povo havia rejeitado a Deus. E Deus atende ao pedido deles, pecaminoso, para trabalhar no povo. E aqui a gente vai ver lá na frente como que Davi era o oposto de Saul.
Davi, ele não era o bonito, o belo, que estava acima de todos, ele era o desprezado. Mas ele era o escolhido segundo o coração de Deus. Deus, ele é pedagógico no seu ensino. E Saul aqui é um instrumento de Deus para ensinar ao povo. Nos versos 3 ao 5, irmãos, nós vemos aqui então o incidente das jumentas. O texto diz que as jumentas se extraviaram, sumiram.
E aqui, Kis envia Saúl justamente para ir atrás dessas jumentas. E é interessante, meus irmãos, quando a gente para para olhar o texto, se as jumentas eram realmente a posse e os bens que aquele homem tinha, era muito importante que elas fossem encontradas, porque a gente está falando aqui de propriedade. E não é sem razão...
que quis enviar justamente o seu filho para ir atrás dessas jumentas. Então ele chama Saúl e fala, vai atrás delas e encontra elas. E Saúl leva consigo justamente também um servo aqui. E nós temos uma providência de Deus aqui a partir de uma inconveniência.
as jumentas se perderam. Que triste, que pena. Eu perdi dinheiro numa aplicação financeira. Eu tive um problema com um empreendimento que eu fiz. Que inconveniente. Mas, em meio a essa inconveniência, Deus vai fazendo as coisas convergirem para o seu propósito. E é em meio a isso, meus irmãos, que nós aprendemos com o apóstolo Paulo.
Em Filipenses, capítulo 1, quando ele se encontrava preso em Roma, e ele escreve em meio a uma inconveniência, que aquela circunstância estava sendo usada por Deus para o avanço do Evangelho. Filipenses 1, verso 12 ao 14 diz, Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho.
de maneira que as minhas cadeias em Cristo se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais. E a maioria dos irmãos estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus. Que inconveniente, Paulo estava preso.
Mas em meio à prisão, era a circunstância que Deus estava usando para o progresso do Evangelho. Paulo começou a pregar e até a guarda pretoriana estava se convertendo a Jesus Cristo. O texto diz, aqui em 1 Samuel, que Saúl então sai juntamente com seu servo atrás dessas jumentas. E ele faz um percurso muito longo. Quando a gente olha...
o mapa e o trajeto que ele fez, ele sai ao norte e ele faz um deslocamento para o oeste da terra dele. O caminho que vai de Efraim até Zufi, onde ele encontra o profeta Samuel. Esse caminho aqui, estimam que ele percorreu algo em torno de 35 a 50 quilômetros atrás dessas jumentas. Só que na época, meus irmãos, isso daqui não tinha carro.
Então, era no pezão, às vezes podia até ter uma jumentinha lá que ele ia montando para poder achar, era um caminho longo. E ele percorreu por vários dias esse caminho atrás das jumentas e simplesmente não achava. E a preocupação vai crescendo, ele vai em um determinado lugar, opa, não está aqui, vai em outro lugar, também não está aqui.
E chega um momento em que ele fala, olha, já era. Não vamos conseguir achar mais, não. Já andamos bastante e nós não achamos essas jumentas. O que nós vamos fazer? Vamos fazer o seguinte, vamos voltar para que meu pai não fique preocupado só com as jumentas e também comigo. Vamos voltar porque pelo menos ele vai saber que eu estou bem. E é essa a proposta que Saul faz ao servo.
E aqui nós temos justamente que Saúl, ele chega em Zuf e sem saber que Samuel estava ali, ele conhece Samuel. Por intermédio de quem?
do servo, o servo se dirige a Samuel e fala, ou melhor, a Saúl e fala, não vamos voltar agora, deixa eu te falar, tem um profeta aqui, e o texto ele chama de vidente, eu já explico, que ele, tudo o que diz, acontece, então, vamos nos encontrar com ele, e Saúl topa a ideia, vamos nos encontrar com ele.
E esse servo aqui, meus irmãos, ele é um homem anônimo. Qual o nome dele? Não sei. O que ele fazia? Não sei. O texto não diz muitas informações sobre ele. Mas esse homem, que inicialmente é reputado como sendo algo insignificante, um homem sem valor, é um instrumento de Deus para levar Saul até Samuel.
E muitas vezes, meus irmãos, a gente reputa que determinada pessoa não tem o valor que nós queremos para cumprir algum propósito, enquanto que Deus enxerga de uma forma diferente. E fala, não é essa pessoa mesmo que você acha que é insignificante, que é incapaz, que não presta para você, que Deus vai usar para abençoar a sua vida, para trabalhar na sua vida, para moldar o seu caráter.
Deus utiliza de pessoas que são desconhecidas, anônimos, insignificantes.
E é justamente esse servo que se torna um instrumento de Deus para levar Saul até Samuel. 1 Coríntios 1, versos 26 e 29, vai dizer isso sobre o Evangelho. E Paulo vai dizer, irmãos, reparai, pois, na vossa vocação, visto que não foram chamados muitos sábios, segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. Pelo contrário.
Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. E Deus escolheu as coisas humildes do mundo e as desprezadas e aquelas que não são para reduzir a nada as que são, a fim de que ninguém se vanglorie diante de Deus. Ninguém pode se gloriar diante de Deus.
Deus utilizou justamente daqueles que são insignificantes, daqueles que são reputados como humildes, que não são sábios, que não são os intelectuais desse mundo. Mas são essas pessoas que foram escolhidas para fazer o Evangelho ser proclamado e chegar até nós. E é justamente em meio a essas pessoas anônimas, desconhecidos, que Deus faz manifestar a sua vontade e o seu propósito.
E esse servo era um desses. Providência de Deus. Instrumento de Deus para levar Saúl até Samuel. E o texto continua avançando e Saúl tem uma preocupação aqui. Ele fala, o que nós vamos levar? Porque o pão que nós tínhamos já acabou. E naquela época era comum que você presenteasse, você levasse uma espécie de lembrança para um homem de Deus que fosse abençoar a sua vida.
E esse anônimo, desconhecido, insignificante servo, tem algo que é providência de Deus. Ele falou, eu tenho aqui um quarto de ciclo de prata, que era algo em torno de duas a três gramas de prata. E é isso que nós temos e que nós vamos levar para ele. Por que ele tinha isso em mãos?
Porque Deus quis, porque era necessário, porque, do contrário, talvez eles não iriam até Samuel. E esse homem não gastou esse ciclo de prata. Como é que você explica um servo, um escravo, ter um ciclo de prata? É Deus. Deus queria que ele tivesse esse recurso para poder dar uma lembrança, como um presente a Samuel. Uma solução providencial.
E aí, o texto, ele vai falar justamente sobre Samuel. E numa perspectiva que inicialmente nos causa estranheza. O texto aqui fala que ele era um vidente, que naquela época, os homens de Deus que revelavam aquilo que ia acontecer, eram videntes. Quando a gente ouve essa palavra vidente,
Nos causa muita estranheza porque a gente associa justamente a essas pessoas aí fora que são videntes e que enxergam o futuro, cartomantes, etc. Mas aqui é só uma questão de terminologia, meus irmãos.
No hebraico, a palavra utilizada aqui, raá, significa literalmente ver. E na época aqui de Samuel, os profetas tinham essa capacidade de enxergar mediante a revelação divina.
Era Deus quem revelava. Em nenhum momento deixou de ser Deus. Aquilo que Samuel revelava não era por conta dele mesmo, mas era porque Deus revelava. E ao longo da história dos profetas, a gente vê isso mudando gradativamente, de forma que os profetas deixam de ter meramente essa perspectiva de visão em relação ao que vai acontecer e eles passam a ter a questão da proclamação.
Eles proclamam a palavra de Deus ao povo. E na época, aqui de Samuel, existia essa perspectiva da visão. Tanto é que a proposta era, vamos lá em Samuel, vamos lá para ver se ele nos mostra onde que estão as jumentas. E é nesse sentido que o texto menciona aqui Samuel como sendo vidente.
E aqui nós temos, meus irmãos, alguns encontros também que são providenciais. O primeiro deles é que nos versos 11 a 13 nós vemos as moças que estão junto à fonte, em que eles entram justamente na cidade, encontram essas mulheres, e Saul pede informações e recebe instruções detalhadas.
sobre o paradeiro de Samuel, que ele estava chegando à cidade para oferecer o sacrifício que seria feito no alto de uma colina, e essas mulheres falam, corre para que vocês encontrem ele a tempo.
Providencial. Se tivesse chegado lá depois, talvez não teria encontrado. Se tivesse chegado antes, talvez também não teria encontrado. É um timing perfeito. Quando eles entram na cidade, Samuel vem ao encontro deles, que é relatado no verso 14. Também no momento preciso.
precisava ser naquele momento, naquelas circunstâncias, Deus providenciando e convergindo tudo para o seu propósito. Então, nos versos 15 ao 24, nós temos a providência de Deus na revelação divina.
A primeira coisa que nós vemos é que um dia antes, Deus já havia falado para Samuel que naquele momento, naquele dia, ele encontraria um homem que seria justamente ungido como rei sobre Israel.
E o texto diz que Deus ouviu o clamor do povo e atendeu ao seu clamor. A palavra utilizada ali para clamor, irmãos, descreve o grito de alguém que está sob opressão extrema. E era mais ou menos esse o cenário que Israel vivia na época. Os filisteus estavam o tempo inteiro os atacando, os aflingindo, os cercando.
E Deus fala que Ele ouviu o clamor. E meus irmãos, Ele ouviu o clamor, porque Ele é um Deus misericordioso, porque Ele é um Deus compassivo, porque Ele é um Deus que ouve as nossas orações.
muitas vezes, enquanto que o nosso coração pode até estar errado, inclinado de uma forma equivocada à sua vontade. E mesmo assim, Deus nos ouve. Deus age conosco com misericórdia. Não é sem razão que Lamentações 3, versos 22 e 23, Jeremias diz que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Renovam-se cada manhã.
grande é a tua fidelidade. Deus, Ele é um Deus compassivo, Ele é um Deus misericordioso, Ele é um Deus que não nos trata segundo as nossas obras, e graças a Deus Ele nos trata segundo a justiça de Cristo, que nos é imputada. E nós somos filhos de Deus, amados por Deus, e Deus nos trata como Pai.
Como pode Deus mostrar tanta misericórdia a um povo que acabou de rejeitá-lo? Deus é um Deus misericordioso, mesmo em meio à rebeldia do homem. Nos versos 18 a 21, preciso correr, nós temos uma inversão de expectativas aqui.
Nos versos 18 a 21, a gente vê Saúl ainda preocupado com as jumentas. Enquanto que Samuel já estava falando de outro assunto. Samuel já estava se dirigindo a Saúl falando, olha, você vai ser notável dentre o povo.
você vai ter domínio sobre Israel. E Saul ainda estava preocupado com as jumentas. Ele não estava entendendo nada que estava acontecendo ali. Ele estava preocupado ainda com as jumentas, enquanto que Samuel já estava anunciando para ele que ele seria rei sobre Israel. Uma inversão de expectativas. Aquela pessoa que só enxerga o palmo que está na sua frente,
Esse era Saul. Não enxergava o que Deus estava fazendo no processo. Isso também acontece muito na nossa vida, meus irmãos. A gente só enxerga a porta que está na nossa frente. A gente não vê o que Deus está fazendo no caminho, na nossa vida e como Ele está trabalhando e moldando o nosso caráter. Como que as circunstâncias que o Senhor nos coloca têm sido instrumento de Deus para trabalhar em nós.
Samuel convida, então, Saúl para um banquete para a comunhão. E, então, resolve o problema de Saúl. E fala, não se preocupe com as jumentas. Elas já foram achadas, tá? Agora, deixa eu te falar, você vai comigo para uma refeição, para um banquete.
E aí, isso era o que precisava para acalmar o coração de Saúl naquele momento. Então, nos versos 22 a 24, irmãos, nós temos esse banquete e essa porção de honra que é dada justamente a Saúl. Saúl é convidado para essa...
esse banquete, juntamente com Samuel. E o texto diz que estavam ali cerca de 30 pessoas, que provavelmente eram anciãos da cidade. E o texto diz que é reservado para Saúl o lugar de honra, um lugar que o colocava de uma forma notável entre os demais. Em meio aos anciãos, Saúl se assenta no lugar de honra.
E então, nós temos que Samuel pede para que o seu servo prepare a refeição e traga a porção que inicialmente, quando olhamos em Levítico, era reservada ao sacerdote e o entrega a Samuel, que é a coxa, que na época era tida como sendo a melhor parte da carne do animal que estava sendo comido.
E então, a coxa é dada justamente aqui para Saul, de forma que ele então tem uma honra em meio aos anciãos. A coxa era considerada a melhor parte do animal, reservada aos sacerdotes, e é justamente isso que é dado aqui a Saul. Por fim, irmãos, nós temos que dos versos 25 ao 27...
Samuel convida Saúl para uma conversa no terraço, em que ele dedica um tempo para instruir Saúl em particular, e também, logo em seguida, Samuel pede que o servo siga adiante para que ele possa declarar a Saúl a palavra de Deus. O que nós vemos nos versos, ou melhor, no capítulo 10, é que Saúl, então, é ungido como sendo rei sobre Israel. Tudo o que acontece aqui nessa história,
é providência de Deus. Deus convergindo uma sequência de fatos para cumprir o seu propósito. Na sua vida também, meus irmãos, não devem faltar circunstâncias em que Deus converge as circunstâncias para cumprir o propósito dEle em você. E a nós nos cabe confiar no Senhor.
confiar no processo. Deus está usando daquilo que Ele colocou na sua vida para moldar o seu caráter. Amém? Vamos orar?
Senhor Deus e amado Pai, nos colocamos diante da Tua presença e queremos Te louvar, Deus, pela Tua palavra. Obrigado, Senhor, por nos fazer entender que tudo aquilo que o Senhor coloca na nossa vida é para o nosso bem e que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Ainda que sejamos muitas vezes igual a Saúl e só enxergamos o palmo que está à nossa frente,
Que o Senhor nos faça enxergar além e compreender o teu propósito em como o que o Senhor utiliza de tudo ao nosso redor para trabalhar na nossa vida e nos fazer mais parecidos com o teu Filho Jesus. Nos ajude, Deus, a compreender esse propósito. É a oração que fazemos no nome do teu Filho Jesus. Amém.