#276 - Estética 2026, Toy Story, brinquedos
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👵🏼 Lorelay Fox é Drag Queen há quase 20 anos e, nesse loreverso, falamos sobre ETs, conselhos (ruins), dicas de maquiagem e assuntos cotidianos.
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- Estilo e Identidade em Design de InterioresConceito de 'vovó' e quebra de paradigmas · Velhice como conceito e espírito de vida · Expectativas sobre a velhice · Arquitetura e design minimalista vs. adornado · Eficiência operacional em estabelecimentos · Impacto da tecnologia e IA na vida · Ciclicidade da moda e design · Painel ripado e tendências de decoração
- Toy Story 4Crítica ao último filme de Toy Story · Crianças preferindo telas a brinquedos · Estratégias de marketing e brinquedos · Brincadeiras em casa e uso de tecnologia · Videogames e jogos online (Roblox, Free Fire) · Brinquedos mais vendidos (Hot Wheels, Barbie) · Popularidade do Slime e atividades manuais · Pulseirinhas de elástico e fenômenos virais
- Desafios PessoaisDificuldade em lidar com chefes preconceituosos · Capitalismo tardio e escolhas profissionais · Saúde mental e terapia · A importância do dinheiro em decisões de carreira · Apoio a podcasts exclusivos e campanhas de financiamento · O papel da coerência nas ações humanas
Olá, este é o podcast Para Tudo. Aqui é um lugar pra todo mundo, pra falar sobre tudo. Um lugar pra gente comentar aquilo que aconteceu na semana, pensamentos aleatórios, dicas interessantes ou não. E eu sou Lorelay Fox, então vem comigo. Alô, alô, criançada! A vovó chegou. Oi, pessoal, vocês que me acompanham aqui do podcast. Eu sei que tem gente que ouve mais o podcast do que assiste o canal. Vocês são one of a kind, vocês são tipo, oh my God, you're so crazy.
Ai, não sei mais falar palavras em português, gente. Como que se fala essas coisas que eu disse? Vocês são muito doidinha, vocês são biruleibe. Vocês não me chamam de vovó, né? Aqui no podcast a gente não tem um costume de me chamar de vovó. E as pessoas de fora, toda semana eu recebo alguém na Lore Live, né? E as pessoas questionam por que que, ai, por que você é vovó? Principalmente quando a pessoa é mais velha do que eu, tipo a Nanny People foi lá, a Gretchen também.
Por que que você é vovó? Porque você é vovó. As pessoas não entendem que ser vó é um conceito. Ser vó é um conceito, gente, é uma estética. E além de uma estética, é um espírito, é um espírito de vida. E não tem a ver com ser velho fisicamente, tem a ver com ter alma de senhora, do que a gente entende por senhora, porque também minha função enquanto influenciador digital que quebra paradigmas na sociedade brasileira é quebrar a ideia do que a gente tem que esperar da velhice.
Mas daí eu fico pensando assim, eu quero que a gente pense que a velhice pode ser super louca, maluca e doidinha e divertida e espontânea e colorida E ousada e abusada, mas daí eu falo, mas daí eu não tô indo contra o estereótipo da avó, que ao mesmo tempo eu quero ser avó, mas daí isso daí ninguém entende. Por vó é muito complicado lidar com estereótipos, né? Eu não sei o que fazer a respeito disso, só sei que eu quero ser uma velha maluca, eu vou ser uma velha— mentira, gente, eu vou ser uma velha preguiçosa.
E eu tava pensando assim, gente, será que eu vou estar me montando? Eu sempre trago esse assunto aqui, né? Será que eu vou estar me montando daqui a 10 anos, gente? Gente, porque daí eu vou estar com 50. Gente, será que é hora de parar? Se eu preciso dar um jeito de até os 50 anos eu ter uma casa minha, tá? Desculpa, eu sei que o povo fica me zoando que eu sou a única do grupo que não tem casa própria, não sei o que lá, não sei o que lá.
Mas gente, até os 50 tem que ter, né? O que que eu vou fazer? Eu já tenho que ter ido embora de São Paulo aos 50 anos? Será que eu vou estar mais feliz longe daqui? Será que eu vou sentir falta? Será que com 50 anos eu ainda vou postar vídeo na internet? Como serão os vídeos da internet? A gente vai será que vai ter um clone de IA fazendo tudo por nós? Ou melhor, agora eu parei para pensar, hein, será que vai ter um clone, não clone de IA, mas eu vou postar meus vídeos e aí a IA vai deixar minha cara decente?
Porque eu também me contradigo, porque tenho medo de ficar com uma cara de drag toda feia e enrugada e caída, mas ao mesmo tempo eu não sou empoderada de dizer que eu sou a vovozinha e contra os padrões e estigmas dessa dessa nomenclatura de velha. É muito complicado ser eu, gente. Meu Deus, como a blogueira sofre, hein? E você acha que você aí no seu 6x1 pegando o metrô sofre? Não, é a blogueira de frente para o computador pensando sobre ser velha.
Vamos agora falar sobre o que interessa, gente. Coisas que eu odeio e sempre aparece na minha timeline e me deixa com muita raiva. É um comentário curto, tá? Não vou me alongar sobre isso nesse podcast. Cês já viram esses posts que as pessoas colocam assim: "Ai, o fast food de antes era colorido e divertido, hoje em dia o McDonald's parece um consultório clínico." Daí também tem aqueles assim: "Ai, antigamente as portas eram todas adornadas e hoje em dia a porta é uma coisa reta." "O poste da rua era bonito, ele tinha detalhes e não sei o quê, e hoje em dia é só um pedaço de ferro." Gente, parem de ser chato.
Parem de ser chato. Essa coisa do McDonald's, eu tô vendo aqui um post dela que eu salvei, né, porque eu falei, nossa, preciso comentar sobre isso. Vou ler aqui para vocês. A arquitetura das grandes redes de fast food deixou de ser parte da experiência e passou a ser parte da operação. Gente, nitidamente um texto de ChatGPT, né? Ai, meu Deus, já me dá aquele frio na espinha. Durante décadas, muitas lojas funcionaram quase como pontos de referências urbano.
O telhado vermelho da Pizza Hut, os antigos Burger Kings de tijolos, os Taco Bells com inspiração mexicana e os McDonald's com Play Places coloridos não eram apenas fachadas. Olha como é isso daqui, é muito texto de ChatGPT. Não eram apenas fachadas, eram elementos de identidade, memória e reconhecimento. Antes mesmo de ver o letreiro, o consumidor já sabia onde estava. Primeiro que isso daqui é uma fonte gringa, porque nem Taco Bell no Brasil não tinha anos atrás.
Com o tempo, esse modelo foi substituído por construções mais padronizadas, minimalistas e funcionais. E por que isso é um problema, gente? Por que isso é um problema? Eu acho que é um reflexo da era que a gente vive. Hoje em dia, a decoração e a arquitetura são assim. O que eu acho chato é tentar não ser o que a gente é nessa época. Que se você olhar, tem, tinha aqui lá no, na Moka, tinha um McDonald's lá que você entrar, parecia que estava nos anos 80.
Era assustador, gente. Parece que você tá num pesadelo, parece que você tá no Iluminado. Vai vir uma criança assim andando com as rodinhas dela e vendo duas gêmeas no canto do corredor. Que que é isso, gente? Não dá. Fachadas retas, cores neutras, menos elementos lúdicos e mais eficiência operacional, tá? Onde que a arquitetura fala sobre eficiência operacional? Eficiência operacional Eu acho que é principalmente a substituição dos atendentes por aqueles totens horrorosos.
Isso eu acho uma decadência mesmo, né? Você tem que clicar ali, porque eu fico pensando, se eu sou uma senhora, tudo na vida a gente tem que pensar: se eu tiver 90 anos, eu vou estar conseguindo sobreviver aqui? Não vou. Você não consegue fazer um pedido no McDonald's se você não tiver, se você tiver 90 anos, porque você não vai saber usar aquele totem. Às vezes a gente não sabe Às vezes a gente se embanana, você vai conseguir subir uma escada?
É isso que você tem que pensar, gente. Empoderamento é da terceira idade. Ainda fala terceira idade? Não sei. A lógica passou a ser outra: unidades mais rápidas de construir, mais baratas de manter, mais fáceis de reformar e mais simples de replicar em escala. Acho que não é sobre isso, tá? Eu acho que a dificuldade de uma construção de hoje é a mesma de antigamente. Claro que os preços provavelmente mudaram, mas eu acho que a estética clean do McDonald's hoje não é mais mais barata do que a estética colorida de antes, porque afinal uma tinha telhado, outra não, não é como se fosse uma grande diferença.
Uma coisa que eu sinto que pode ter sido diferença na estética desses fast foods é que hoje em dia não se pode mais fazer propaganda para criança comer fast food, né? Existe ali o brindezinho, Mc Lunch Feliz e não sei o quê, só que isso não pode mais estar impregnado na estética delas. Antes era muito voltado para criança, hoje é ilegal. Ter isso voltado para criança. E não é óbvio que você daí, tá, uma vez que a criança não possa mais estar no mundo mágico no fast food, vamos ter que mudar aqui nosso público.
Quem que a gente tem que atrair? É mais uma experiência de um lugar mais para adulto, né, sendo que não pode mais ter elementos que cativem crianças. O resultado é uma mudança visível na paisagem urbana. Ai, gente, o fast food, que antes parecia um destino com personalidade própria, passou a se aproximar da estética de bancos, farmácias, lojas de conveniência e espaços corporativos genéricos. Mas eu fico perguntando, por que que você quer que quando você vai na porra do McDonald's você sinta que você tá indo para Disney?
Bicha, você quer comer um lanche, sabe? É isso que você quer. E que, qual é, onde você precisa tirar uma experiência de vida indo ali? Tipo, eu acho legal ter uma estética Concordo que não tem mais uma estética tão forte. Se você vai no Outback, por exemplo, tô falando Outback porque eu sou a louca de ir no Outback, gente, os hambúrgueres do Outback é uma delícia, pelo menos esse aqui do lado de casa, né, é muito gostoso mesmo.
Tem toda uma estética temática, parece um parque de diversão imitando lá a Austrália, né, porque diz que nem é australiano Outback de verdade, né. É bonito e tal, é temático. Acho que falta um pouco disso no Mac, mas Vocês entendem o que eu quero dizer? É legal para experiência? É. Mas você vai chorar se McDonald's não tem as paredes coloridas, gente? Melhorem, pelo amor de Deus. Daí agora olha esse outro post aqui: em algum momento o mundo começou a trocar beleza por eficiência.
É a mesma coisa, mas agora sobre outros pontos da decoração, tá? Portas, fachadas, luminárias, escadas, bibliotecas, cozinhas, lojas, pontes e até mesmo pequenos objetos do cotidiano deixaram de ser pensados como peças de identidade para se tornarem soluções funcionais, padrões padronizadas e fáceis de reproduzir. Durante séculos, o design carregava memória, território, prestígio e intenção. Outra frase típica do Chet Jepson, né?
Um prédio, uma maçaneta, uma cadeira, uma estação pública não serviam apenas para a função, eles também comunicavam cultura, cuidado, permanência e valor simbólico. Eu fico me perguntando, a pessoa vê uma tomada antiga aqui do século 20 É século 20, não, né? Tem que ser mais antigo que isso, que século 20 já tava feio. É, tem que ser mais antiga, tomadas antigas. E vê a tomada agora, bicha, não quer dizer que o de hoje é feio, é que só que o de hoje é o de agora, e o de agora a gente não consegue enxergar a beleza.
Mas de uma forma ou de outra eu enxergo beleza nas tomadas que tem aqui em casa, porque afinal a gente vai numa loja, você escolhe entre várias Tem as mais bonitas e as mais feias. Se fosse tudo horroroso, não ia precisar nem escolher, só ia ter um modelo só. Então a gente gosta de uma coisa e gosta de outra e tal. As coisas só não são mais rococó, gente. A gente só não é mais rococó. Ó, durante séculos o design carregava memórias, não sei o que lá.
O design ainda carrega as coisas. Como assim carregar memórias, gente? Uma tomada. Daí tem aqui exemplo de poste que eu falei, poste clássico, e na foto eles colocam um poste moderno lindo. Não é esses postes que tem na rua aqui da gente, na América Latina. Poste chique, um poste bonito, um poste todo clean, legal, sabe? Ele não é o poste rococó que tinha antes. Sim, porque primeiro a gente sabe que tem toda uma questão aí da produção em larga escala para baratear custo, não sei o que lá, não sei o que lá.
Mas eu discordo completamente que o design foi esquecido e que as coisas são todas feias hoje em dia. A gente ficar achando que as coisas bonitas é só essas coisas rococó, igual centro antigo das cidades. É lindo, é lindo, traz uma sensação, traz uma sensação, mas a gente precisa entender que a sensação que a gente tem vendo casas antigas e prédios históricos não é a sensação de quando esses prédios não eram históricos e sim contemporâneos.
A pessoa olhava para aquilo e falava: "Ai, mais um prédio, prédio é assim." Hoje em dia é bonito porque não tem mais tanto daquilo. Se tivesse só daquilo, a gente não ia achar tão bonito. Né, a gente precisa ter esse contraste, é o que eu acho, né. Lembrando que esse daqui é o meu podcast, estou falando as coisas que passam pela minha cabeça. Outra coisa também, lembro quando eu fui decorar aqui meu apartamento, que todo mundo fala assim: nossa, você gastou quanto nessa reforma?
Como irrita, né, abrir nossa vida pessoal na internet, escancarar, abrir as pregas do nosso aqui para todo mundo poder opinar. Mas é, primeiro não fiz reforma, só decorei. Na verdade, a gente só pintou as paredes escuras, sabe? É só isso que eu fiz. Daí a gente colocou um monte de painel ripado. Nossa, o que eu recebi de comentário! Ai, painel ripado já saiu de moda. Ai, painel ripado já saturou. Ai, painel ripado você vai se arrepender para limpar.
Ai, painel ripado, um monte de opinião que ninguém pediu. Mas, gente, não tô reclamando. Na época eu não reclamei, tô reclamando só aqui para vocês porque a gente é íntimo, é diferente aqui o podcast, né? Aqui eu posso falar como se eu tivesse falando com os meus amigos. A questão é: painel ripado também é símbolo de uma época, gente. É igual ter cabelo nos anos 80, cabelo horroroso nos anos 80. Se você viveu naquela época e não usou todos os elementos da moda, você não viveu aquela época plenamente.
É legal você olhar para uma casa dos anos 80 e ver o design dos anos 80 que foi naquela época, sabe? E não tentar ser outra coisa. A gente tem que tentar ser o que Não vou dizer de ser o que tá todo mundo sendo, mas existe um espírito da nossa época e é legal participar desse espírito se a gente tiver a intenção de, né? Se a gente não for completamente consumido e sugado para isso. Na verdade, não sei nem se a gente tem escolha de não participar desse espírito da época, né?
Do que, por exemplo, painel ripado é muito anos 2010 a 2020 e eu tive esse painel, gente. Então eu fui essa pessoa que viveu isso. Igual a gente vê aí Ai, eu amo falar, gente, ver como se você visse os mesmos lixos que eu vejo nas minhas redes sociais, né? Um post do menino falando assim: "Ai, como é que pode nossos pais terem vivido os anos 2000, anos 90, e a estética era tão legal, e as roupas da Britney Spears, e aquele cabelo, aquela maquiagem.
Nossa, que inveja!" Um post assim, tipo geração Z falando sobre os millennials. E eu penso: É isso, você tem que ter sido aquela pessoa que foi emo, sabe, em algum momento, ou alguma coisa parecida com isso, porque senão qual é a graça de você ter passado por aquela época? Então acho que isso vale para arquitetura também, isso vale para decoração da nossa casa, isso vale para as roupas que a gente veste. Lembrando também que as coisas são muito cíclicas, né, na arquitetura eu acho que nem tanto, mas pensa na moda, as coisas são muito cíclicas.
A gente voltou, gente, eu juro para vocês, sempre me choca saber que mullet é uma coisa que voltou eu tô com tudo. Revisitado, repaginado, sim, mas eu nunca achei que eu ia achar bonito, mano. A gente sabe, hoje em dia acho lindo os novos mullets, né, não aqueles mullets antigos. Mas bizarro. Bigode, bigode, gente, é uma coisa que sempre achei horrorosa e hoje em dia é um sabor, é ou não é? Daí você olha lá os caras nos anos 70 usando bigode, você pensa: nossa, realmente existe uma beleza nisso.
Homens voltaram a usar cropped, eu amo. Isso também tem uma questão ali da ausenticação da população, né? Mas enfim, ai, sejam as pessoas da sua época, sabe? Parem de ficar— porque também, gente, não adianta. Também tem isso, né? Não, eu sou alguém que é completamente a favor de reclamar, mas não reclamem de coisas que vão me irritar, porque não adianta. Não adianta você reclamar que o poste não é igual o poste do século 18. Tá, não vai voltar.
E ela não volta mais, não vai, gente. Se contenta, aprenda a ver beleza no que tem agora. É isso, é o que resta, é o que resta, tá bom? Não tem o que fazer, caso encerrado, bola para frente. Ai, gente, eu sei que não vou ter como evitar falar sobre esse tema que, olha, tá em todos os lugares do Brasil, tá? Não se fala de outra coisa senão do novo filme do Toy Story. Primeiro que ninguém pediu, né? Primeiro que o último já foi horroroso.
Toy Story 4 já foi horroroso. Foi tipo, por que vocês reviveram essa série para transformar nesse lixo que ninguém se importa? É um filme divertido, é um filme divertido, mas tipo, não acrescenta em nada. Sendo que a primeira trilogia, ela é completamente redondinha, perfeita, emocionante, personagens cativantes. Surgindo sempre, complementando a história. Agora, um garfo. Ai, gente, complicado, né? Complicado quanto a Disney tá perdida.
Mas não quero nem reclamar sobre isso, porque vai que eu fecho uma publi, né? Eu aqui fechando todas as portas para eu ter patrocínio para alguma coisa. Mas que eu quero falar, a questão da Toy Story de agora, eu amo que eu vou entrar numa seara da qual não tem a mínima noção do que eu tô falando, né? Basicamente isso vai estar na minha lápide: nunca teve noção do que falou. A questão do Toy Story de agora é as crianças não brincarem mais com brinquedos e elas preferirem as telas.
Gente, eu não sei se eu acredito nisso, tá? Eu não sei se eu acredito nisso, mas se eu acredito nisso é porque tem um motivo. Primeiro, eu acho que as crianças ainda gostam muito de brinquedos, porque eu vou em loja de brinquedo, tem muito brinquedo, tá? Senão as lojas de brinquedos iam ter falido. Tem muito brinquedo, as crianças gostavam de lá, bubu. Mais do que isso, as crianças ficaram obcecadas por livros de colorir recentemente.
Ai, mas tudo uma grande estratégia de marketing, assim como foram todos os brinquedos lançados na história da humanidade, né? A história da humanidade foi um exagero, mas vocês entenderam o que eu quis dizer. Então eu espero que isso seja na verdade um grande exagero que as pessoas estão vendo. As crianças não brincam mais na rua, óbvio, elas vão ser baleadas ou sequestradas. Né, aí fica complicado também se deixar as crianças brincar na rua.
As crianças vão ter que brincar em casa. Brincar em casa, o pai e a mãe não vai ter tempo para brincar com ela, né? Dela precisar se brincar sozinha. Vai brincar sozinha como? Aí vai brincar sozinha no celular. Meu Deus, não sai do celular! E antes saía da televisão, desgraça! Não saia da televisão também. Eu não saía da televisão, desculpa, gente. Meus pais não— se bem que era porque eu ficava quietinha dentro de casa, eu era tão dodóizinha.
Mas eu também gostava de Brincar com os meus bonequinhos. Não tem os bonequinhos aí que as crianças brincam hoje em dia? Daí eu tava pensando com o Marcos outra coisa. A gente entrou numa discussão parecida com essa. Daí a gente falou assim: "Ai, qual que é o brinquedo que as crianças mais querem agora?" Daí o Marcos falou assim: "Ai, o que toda criança quer é um videogame." Eu falei: "Não, videogame não é mais coisa de criança há muito tempo, né, gente?" Criança não se importa mais com videogame.
Claro que elas querem, claro que todo mundo vai amar e tal, mas... Os jogos famosos de hoje em dia, você não precisa ter videogame para jogar. Você vai jogar um Free Fire, você não precisa tá jogando no videogame, você joga um no computador, você joga no tablet, essas coisas. Aquele outro Minecraft, sabe? Esse outro que eu fiz até vídeo, como é que era o nome, gente? Roblox, gente, Roblox, né? League of Legends é computador também, mas são coisas assim meio espalhadas, não tem mais Ou isso é uma visão minha, gente?
Qual que é o jogo que as crianças estão amando agora que seja de videogame? Não tem, né? Também lançou PlayStation 5, esse PlayStation branco aí feio, é, não lançou nenhum jogo tipo relevante para PlayStation, né? Tipo, nossa, o jogo da década, qual, o Astro Bot? O jogo que veio para fazer propaganda do próprio videogame, que é muito legal, inclusive é um dos jogos mais legais que tem, mas enfim. É só uma reflexão inútil que eu tô discordando da Disney quanto a— entendo que as crianças estejam muito mais nas telas, mas entendo, não acho que é muito mais, sabe?
Eu acho que qualquer criança em qualquer era esteve entretida com coisas que a gente não julgava brinquedo, tipo, desde o surgimento da televisão, pelo menos. Não sei, tô exagerando? Tô exagerando, mas daí a gente fica naquela assim: "Ai, mas precisa ter dinheiro pra ter uma tela pra criança ficar grudada." Mas ao mesmo tempo, ter uma tela pra criança ficar grudada, às vezes é o único entretenimento que aquela criança ou até aquele adulto vai ter, justamente porque ele não tem acesso a mais nada de entretenimento na vida dele.
Não vai num parque, não vai num cinema, não tem tempo pra nada, não tem dinheiro pra participar de eventos sociais, coisas assim. Contraditório, né? A gente, ser humano, tem muito que acabar. Tem muito que acabar e tem que ser de uma vez só, gente. Achei aqui outra coisa, joguei aqui no Google, né? Brinquedos que mais vendem. Amo que minhas pesquisas parecem uma pesquisa de idoso mesmo, não sei usar o Google, sabe? Daí aqui, ó, Hot Wheels, que vende muito, bonecas e acessórios da Barbie, que é meio óbvio, né?
Mas a gente pensa, será que ainda tá em alta? Tá em alta. Mas daí a Key me deu outras opções que eu pensei: "Nossa, realmente esse brinquedo foi uma febre recentemente." E a gente que é fora do mundo das crianças não presta atenção nisso. Que foi o slime, gente. É slime atrás de slime, gente. Virou uma febre. Antes dos slimes também teve a febre. Acho legal essa coisa do slime porque é uma coisa de fazer com a mão, né? Você meio que produz seu slime em casa.
Claro que você comprava, mas também Virou aquela febre de você comprar os materiaizinhos pra você criar seu próprio slime, né? Eu achei isso muito legal. Como a gente fica desatento a quanta coisa de produzir manualmente, igual livro de colorir, né? Isso ainda tá em alta, eu acho que isso é uma coisa que evoca algo ancestral no ser humano, né? Produzir coisas com a própria mão. Outra coisa que ficou muito em alta eram aquelas...
Eu falei pro Marcos, ele nem sabia que isso existia, tá? Ou ele não lembrou, né, porque o Marcos esquece de tudo. Mas aquelas pulseirinhas de elastiquinho, faz o quê, faz uns 5 anos isso, a pulseirinha de elastiquinho, gente. Que, como que era o nome das pulseirinhas de elástico? Pulseiras de elástico, French braid, braid o quê? Aqui tudo pulseira de elástico, que ainda tem um monte de kit para as pessoas comprarem. E elas viralizaram muito, e as crianças, e era criança mesmo que fazia milhares de tipos de nós cores diferentes.
E super bonitinho, super fofo, e foi muito viral. E é um brinquedo, ao mesmo tempo que é tilê-lê, tá bom, porque lembra arte que vende na praia. É também uma coisa assim super manual, de tipo, parece coisa que véia faz, né? É meio que um tricô, um crochê, uma coisa assim. É muito legal saber que isso existiu recentemente. Então são esses pequenos fenômenos que ainda me fazem acreditar A figurinha da Copa, né, gente? Gente, você vai no shopping, dependendo do dia, se junta um povo lá para trocar figurinha.
É uma coisa que eu fico desacreditado, desacreditado. Diz que a Panini vai à falência, né? Porque parece que foi o último ano que eles tinham os direitos do álbum de figurinha da Copa, perderam os direitos. Agora vai para outra editora e a chance da Panini quebrar é grande. Não quebrem a Panini, gente! Os álbuns de figurinha da Panini são Bafônicos, salvem a Panini, Panayni. Ai, ai, mais um grande podcast inútil pra vocês. Gente, me desculpa de você ter esperado esse podcast sair e sair um lixo de episódio assim.
É que às vezes minha cabeça tá só pensando merda, tá só pensando merda. Eu tô há anos pensando: eu preciso roteirizar o podcast, preciso roteirizar o podcast. Eu não sei, sou louca, eu sou louca. Vamos agora para um pedido de conselho. Lembrando que eu tô aqui na campanha de você se tornar meu apoiador por um mês só. Gente, um mês só. Assina o Apoia.se, o Aurelo, para você ouvir os podcasts exclusivos com conselhos ruins. Você vai amar.
Mas se assina só um mês, não precisa assinar todos não. Se todas as pessoas do planeta assinarem um mês só, eu já vou me tornar bilionário, tá? E daí eu não vou mais pedir que ninguém faça mais nada. Tá bom, eu tô nessa campanha de todos os habitantes. Se eu pedir para todos os habitantes do Brasil, quantos habitantes tem o Brasil? 140 milhões. 140 milhões vezes 10 dá muita coisa, já vou ser bilionária. Daí eu deixo vocês em paz, não faz mais propaganda de nada, gente.
É isso, tá? Vamos aqui para um pedido de conselho. Lembrando que se você quiser que eu leia pedido de conselho aqui nesse podcast gratuito, manda para podcastparatudo@gmail.com. E escreve já no título do email assim: ai, é conselho para o podcast gratuito, conselho para o podcast não sei o que lá, para o Vitor já separar e não colocar no canal esses pedidos de conselho, e sim aqui, que é um lugar mais íntimo e aconchegante. E o nome desse quadro é: vou ler um conselho todo final de programa.
Oi, Laura e Vitor, meu pedido de conselho é meio baixo astral, mas preciso muito desabafar com uma pessoa de fora do meu meio. Ai, amei que ela vai desabafar comigo provavelmente vai acabar com a raça dela. Tem 21 anos e mora em outra cidade para fazer faculdade. O lugar que vim é bem turístico, então sempre que volto de férias consigo alguns bicos em restaurantes e lojas. Durante o meio de 2025, um amigo me recomendou por um bico perfeito em que eu trabalharia por 3 meses, no certo recebendo R$450 por sexta e fim de semana.
Duas vezes por ano eles precisam que eu cubra um funcionário e por isso emprego vira perfeito, levando em consideração minha situação. Nossa, mas quantos anos você quer passar cobrindo funcionário, gente? Não dá pra ser um plano da sua vida também, né? O problema— eu amo que às vezes nem é sobre isso o conselho que ela quer e eu tô aqui. O problema é que meus chefes são extremamente bolsonaristas. Ai, gente, mas tão te pagando.
Então é isso, tem que usar os bolsonaristas mesmo pra financiar os comunistas. Racista. A gente pensa assim também, não dá para você escolher também quem que vai estar te contratando, gente. Capitalismo tardio. Um casal de meia-idade, isso piora quando vem seguido de comentários racistas, homofóbicos e preconceituosos de todas as formas. Já ouvi do filho deles que enquanto eles trabalham tem mulher recebendo só porque levou uns tapinhas.
Como assim mulher recebendo só porque levou uns tapas? Enfim, sou mulher bi e negra. Esses comentários frequentes me fazem muito mal. Já chorei no caminho de casa muitas vezes porque ouvi absurdos. Tirando toda problemática, comigo eles são super prestativos e até diria carinhosos. Já fizeram bolo de aniversário e realmente me tratam muito bem. O que torna muito difícil é eu só ficar longe. Gente, é porque é muito difícil entender a cabeça dessas pessoas, né?
Tenho como me manter sem o emprego em si, mas minha renda muda de R$1.500 para R$3.600 quando eu trabalho. É, gata. Obrigada por ler o meu pedido de conselho, vovó. Amiga, você é muito estranho, né? É muito estranho. Eu sei porque eu sei o que é conviver com pessoas que são extremamente homofóbicas, mas que comigo elas são legais. Tipo, gente que apoia Bolsonaro, mas que comigo ela— a pessoa não liga uma coisa na outra. É muito estranho, gente.
É muito estranho a incoerência. Acho que todo mundo, todo ser humano coerente, né? Acho que a gente sempre se contradiz e tal, mas essas pessoas chegam no nível que a gente fica sem entender mesmo o que que se passa naquela cabeça, né? Acho muito estranho, acho bizarro. Mas ó, eles te tratam bem, você não sente que isso é uma afronta direta a você, eu entendo que saúde mental e blá blá blá, gente, mas a chance de você parar em outro lugar, que seu chefe seja bolsonarista também, é muito grande.
É muito grande. Não vou nem falar para você usar essa chance para tentar mudar a imagem que eles têm, já que eles enxergam você de uma maneira mais afetuosa e blá blá blá, porque aí ninguém tem paciência também, além de trabalhar, ter que ensinar velho a ser gente, né? Não dá, né, gente? Mas eu acho que é sobre engolir, tá? Você disse que o emprego é perfeito. É, tô sendo errada de falar isso? Eu sinto que eu tô sendo errada, gente.
Mas porra, a mulher vai perder R$2.000 e um emprego perfeito que ela diz, trabalha do jeito que ela gosta, que tá tudo ali alinhado com o que ela quer, sabe? Amiga, e o pior é que se você perder esse emprego, você vai arranjar outro nesse nível, do jeito que você gosta. As pessoas que estão ali você odeia, mas gente, é se blindar na terapia. Pega esse dinheiro, vai para terapia, se blindar. Eu queria muito que a gente pudesse realmente escolher onde a gente trabalha, mas a gente não pode escolher nada nessa vida capitalista.
Tá, eu acho que a gente tem que— se as ofensas fossem direcionadas a você, eu acho que seria outra história. E até fala para você continuar trabalhando para juntar provas e processar eles. Mas isso ainda pode acontecer, mesmo não sendo ofensas diretas a você, tá? Você ainda pode se vingar deles. Lembrando que estamos no ano da vingança no calendário Lorelay Fox. Mas é isso, né, gente? Continua, a bichinha vai ter que obedecer.
Aí lembrando aqui da agência que eu trabalhei, que as pessoas eram super legais comigo, mas ao mesmo tempo super homofóbicas, e foram homofóbicas comigo também. E pior, né, pior. Me senti acolhido, sim, mas não pelas pessoas que eram meu chefe. Isso é complicado, mas aí, bicho, a gente precisa do dinheiro. Suga o dinheiro das bolsominions, suga o dinheiro, desvia um caixa também, começa a ser filha da puta com eles. É isso. Ai, é mulher tá recebendo mais porque levou uns tapinha, dá um tapa na cara deles.
Ai, quer ganhar mais? Dá um murrão. É isso, gente. Chega um dia de fúria, chega um dia louca com machado na mão. Ai, gente, assisti um filme esses dias com o Marcos que chama They Will Kill You, Eles Vão Matar Você. Gente, uma palhaçada o filme, mas achei tão engraçado, me diverti tanto. Espero que vocês gostem, tá? Para mim você tem que chegar com a vibe daquele filme no seu trabalho qualquer hora. É machado na mão, é metralhadora, é uma mala cheia de bomba, explosivo, e acabar com a raça deles.
A louca, eu falando sobre uma revolução aqui, perdi completamente a linha do raciocínio. Desculpa eu não ter falado o que você queria ouvir, tá? Acho que ela queria ouvir que ela tem que largar o emprego, né, gente? Mas na verdade, gente, não façam o que eu falo. Eu falo isso para o Marcos, tipo, O Marcos, ele pergunta o que eu quero, o que eu acho, daí ele faz o que eu acho, daí às vezes eu acho que ele não quer que eu faça o que eu acho.
Façam o que vocês quiserem da vida de vocês, isso é uma coisa que eu faço na minha. A opinião das pessoas importa? Importa, mas só se ela tiver de acordo com o que eu realmente quero. Então se o que você quer é sair, é sair do emprego, sai do emprego. Ai, mas vou perder o dinheiro. Mas sai do emprego, se é o que você quer, faça. Faça, não se arrepende, olhe só pra frente, gente. Não olhe para trás, vê tudo que você deixou e blá blá blá.
A vida tá lá na frente, não tá para trás. É isso, é com essa que é, nessa que eu vou, tá bom? É nessa que eu vou, é nessa que eu fui. Um beijo e tchau!