#273 - Entrevista com Gisele Bündchen; o que você faria se fosse milionário?
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👵🏼 Lorelay Fox é Drag Queen há quase 20 anos e, nesse loreverso, falamos sobre ETs, conselhos (ruins), dicas de maquiagem e assuntos cotidianos.
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- Entrevista com Gisele BündchenAutocuidado e diários · Redes sociais e a vida após os 40 · Saúde mental e ataques de pânico · Nutrição, yoga e meditação · Gisele Bündchen · Marie Claire · Garnier Fructis Hair Food
- Bilionarios e CapitalismoSonhos e desejos de riqueza · Consumo e estilo de vida · Ambição e ganância · Capitalismo · Neymar · Sorocaba
- Estresse e saúde do cabeloMudança na textura do cabelo · Conteúdo sobre cuidados com cabelo masculino · Estereótipos de gênero em conteúdo online · Tratamentos capilares · Edutasterida · Minoxidil
- Geração Z e visões tradicionaisGírias e comunicação intergeracional · Discurso Red Pill e conservadorismo
Olá, este é o podcast para tudo. Aqui é um lugar para todo mundo para falar sobre tudo. Um lugar para a gente comentar aquilo que aconteceu na semana, pensamentos aleatórios, dicas interessantes ou não. E eu sou Lorelai Fox, então vem comigo.
Olá, pessoal. Eu sou Lorelai Fox. Eu acho que isso talvez você já saiba. Hoje a gente tá aqui pra falar não de mim, nem de você. Mentira, sobre você. A gente vai falar um pouco mais pro final. Mas eu quero falar sobre a Gisele Bündchen. Ai, gente, comprei uma revista. Que revista que é essa? Eu vou dar toda uma introdução. Comprei a revista Marie Claire de especial Dia das Mães.
Aí eu passei na frente da banca, vi que tinha Letícia Spiller e o Pedro Novaes na capa. Eu falei, é nessa que eu vou. Eu quero ter essa revista, eu quero ver as fotos deles. Primeiro que ela é linda, né? Nossa senhora, que mulher maravilhosa. E o Pedro Novaes, não vou nem me alongar, porque simplesmente é o...
maior galã que a gente tem na televisão brasileira atualmente, porque finalmente chegou um homem bonito que tem uma atuação boa, né? Tudo que eu vi dele nas novelas não é cringe, pelo menos. E bonito é pouco, né? Isso sim é padrão, gente. Estamos cansadas daqueles padrões, já que já estão tudo com 70 anos, Kawan Raymond, é... Qual que é o outro lá? O que é igual Kawan Raymond. Ah, enfim, não importa se macho mais.
Agora é Pedro Novaes. Inclusive, é sempre bom lembrar vocês que uma das maiores provas de que Pedro Novaes é...
É um cara hétero. É porque como alguém que tem a possibilidade de escolher o nome artístico, o sobrenome artístico, né? Ser Spiller, vai escolher o Novaes. Essa é uma piada que rola na internet há um bom tempo, mas não é uma piada, é uma ótima reflexão. Se eu fosse filho da Letícia Spiller com... É Marcelo Novaes, o pai dele? Eu até esqueci. Eu ia escolher ser Lorelai Spiller? Danilo Spiller?
Spiller, gente, isso sim é nome Kant, nome bapho, porque você escolhe o Novais, enfim, porque é mais de boa e também acho que é mais passável, não é tão marcante, não fica tão com cara de Nepo Baby, enfim, todas as escolhas dele foram certas já recortei essa revista inteira que eu sou recorteira de revista, viu
Tem uma série de outras entrevistas aqui sobre Napple Babies, né? Porque é um especial de Dia das Mães. Chatíssima. Uma gente assim que eu não vi graça nenhuma em me interessar. Mas uma das entrevistas que tem nessa revista é sobre... Sobre não, é com a Gisele Bündchen. Eu estou me perguntando, gente...
Essa entrevista foi gravada ao vivo? Ela foi por telefone? Foi uma entrevista que alguém respondeu um e-mail? Estou muito curiosa para saber isso. Eu recortei a primeira parte da entrevista, então eu não vou estar sabendo do que se trata. Mas tem algumas coisas aqui que eu achei interessantes.
Primeiro, perguntada sobre autocuidado. Gisele Bintin responde uma coisa que eu falei, nossa Gi, a gente é muito parecida, meu Deus, somos irmãs. Ela fala, mantive diários dos meus 14 aos 18 anos. Era uma forma de me observar, processar o que estava acontecendo e evoluir. Ai, que linda. Linda, linda, linda. Eu falo, escrevam diários. Daí tem outra pergunta que fala sobre redes sociais.
As pessoas dela falam assim. Eles só colocam um tema e ela disserta sobre, sabe? Eu não sei se funcionou assim na entrevista, mas é assim que tá escrito aqui. Redes sociais. As pessoas estão focadas demais em se mostrar. Se tem algo que quero dividir, paro e faço. Mas não vou viver minha vida pra isso. Agora que chega a frase que eu peguei pra mim.
Depois dos 40, você não quer provar mais nada pra ninguém. Gente, é essa mentalidade de loba que eu quero com os meus 40 anos. E os meus 40 anos, gente, falta o quê? Sete meses? Ai, meu Deus, eu já preciso planejar a festa, Senhor Jesus Nazareno. Eu quero a festa anos 80, na última Lorelay, usei uma peruca tão anos 80, tão bonita. Eu quero uma festa anos 80 assim, gente.
Daí tem outras coisas que ela fala sobre saúde mental. Comecei a trabalhar aos 14 anos e aos 20 e poucos tive um ataque de pânico. Viu, você acha que só nós feias passamos por isso? Não, as bonitas também. Mesmo com tudo aparentemente perfeito por fora, meu corpo estava pedindo atenção. Durou um ano e foi um dos momentos mais importantes da minha vida. Em vez de tomar uma pílula, escolhi outro caminho. O que ela foi fazer, gente? O que você fez, Gisele?
Ao invés de tomar pílula, fumou umzinho aí. Gente, será que a Gisele Bündchen fuma maconha? Ela tem cara de que sim, né? Se bem que todo mundo fuma maconha, as pessoas... Não existe uma cara de pessoas que fumam maconha, né? Mas lembrando que a Gisele Bündchen, ela é meio trampista, não é, gente? Não é meio colos errada, assim?
Não sei, mas eu gosto da Queen. Hoje em dia já não tô mais tão too woke assim. Afinal, derrubamos a escala 6x1. Derrubamos, derrubamos. Erika Hilton. Agora, o que me pegou aqui... Deixa eu ver qual foi a pílula que ela tomou. Graças a Deus e a minha avó que sabia tudo.
E sempre tinha um chá pra alguma coisa. Ah, ela tomou chá contra a síndrome do pânico? Hoje é tudo assim, me dá uma pílula pra resolver meu problema. Mas aquilo me dava medo. Como vou ficar dependente de um comprimido? Eu não era assim antes, como eu volto? Então comecei a estudar nutrição e praticar yoga e meditação.
E com isso veio uma consciência maior sobre minha respiração e o poder que eu tinha de regular meu estado emocional. Aos 23, comecei a jornada de ter meu corpo como templo. Hoje, não bebo álcool nem café e sinto a diferença.
Porque você é rica, né, minha filha? Você é milionária. Você é mais rica do que o jogador lá que você era casada. Você é uma das mulheres mais influentes da história da moda. E também, assim, fica mais fácil você viver sem tomar álcool, né?
Você consegue. Mas tá tudo bem, gente. Eu sou a favor de ricas que vivem essa vida de yoga. Porque eu acho que se eu fosse rica, eu ia querer viver a vida de yoga também. Eu já contei em algum lugar, talvez aqui, que sabe quando você tá assim, ai, preciso dormir. Ai, eu vou falar isso, eu morro de vergonha, tá?
Preciso dormir. Daí eu penso assim, tá, largar o celular, primeiro passo. Daí agora eu vou deixar minha mente assim, brisar. Vou ficar aqui tendo vidas imaginárias na minha cabeça. Gente, quando eu quero dormir, a principal vida imaginária que eu tenho na minha cabeça é e se eu fosse muito milionário? Ah, eu já falei isso aqui porque eu falei coisas que eu imagino se eu ganhasse na Mega Sena, né? Que eu faria se eu ganhasse na Mega Sena. Então eu sempre imagino assim, minha vida é se eu fosse um milionário.
A noite, antes de eu dormir. Tipo, se eu... Mas milionário, assim, não no tipo Neymar, tá? Não milionário do tipo, assim, eu tenho dinheiro infinito, tá? Nada, assim. Bem menos milionário. Milionário do tipo milionário pobre. Sabe alguém que é milionário, mas pobre? Alguém que tem ali uma renda de uns 300, 400 mil por mês. Que pode gastar esse dinheiro. E que, tipo, isso daí é o lucro dos seus investimentos. É tipo... É tipo...
Sabe? Porque afinal a gente vive no capitalismo É isso daí que traz conforto pra nossa mente Daí eu sempre começo a brisar Nossa, eu ia ter uma vida muito saudável Eu ia ser meio Gisele Bündchen Eu ia ter uma casa na natureza Será que eu ia deixar de beber? Ou ia beber coisas ainda mais caras? Porque eu acho que a bebida é uma fuga Esse tipo de diversão que a gente tem É uma fuga? Ou não? Não sei, mas eu sempre imagino Que era alguém que...
contratar um cozinheiro babadeiro, pra todo dia ter uma comida maravilhosa pra eu comer. Eu fiquei pensando, juro que eu tava pensando isso esses dias, mas eu vou contratar na escala, qual escala? Porque eu penso assim, a pessoa ia ali cozinhar pra mim todo dia? Não precisa, né? Porque a pessoa ia ter que fazer comidas diferentes todo dia, coisa meio irritante.
Eu pensei, não, acho que alguém cozinhasse três vezes na semana pra mim, já ia tá bom, né? Daí faz umas marmitinhas e a pessoa ainda pode descansar na casa dela. E eu ainda pensei assim, mas essa pessoa vai ter que ser registrada. Porque eu não quero que seja PJ, não. Eu quero que a pessoa... Que louca, gente, as brisas. Outra coisa que eu quero ter, eu quero ter motorista. Ah, mas você não quer aprender a andar de carro? Sim, mas eu pensei, putz, vão aprender a andar de carro?
Ok, pego meu carrinho pra visitar minha mãe, não sei o que, não sei o que lá, porque eu vou morar lá em Sorocaba, né, na... Como é que é? Na Chacaramaria? Santa Maria? Tem lá uma... um dos vários condomínios, só que tem esse condomínio que é de pessoas muito milionárias, que tem lá em Sorocaba, é lá que eu ia morar, né, se eu fosse milionário assim.
E deu a querer ter um motorista porque quero sair e beber. E é isso. E óbvio que o motorista ia ser alguém extremamente sedutor. Como se fosse o guarda-costas. Tem que ser assim, gente. Pra trabalhar com a vovó, tem que ser bonita.
Daí eu fiquei pensando, será que eu teria um personal trainer? Será que alguém que fosse na minha casa me passar exercícios? Mas Deus já me pega ali na preguiça, porque eu não gosto de conversar. Será que se eu fosse muito rico, eu ia gostar mais de conversar do que eu gosto agora? Acho que não, acho que ia gostar menos, né?
E o que eu ia fazer? Eu juro que eu fiquei pensando assim, de todos os trabalhos que eu faço, qual que eu ia continuar? Porque, né, a gente gosta do que a gente faz, a gente e eu, né? Você provavelmente odeia, por isso que você tá tentando abstrair da sua vida me ouvindo. Mas eu gosto muito de gravar podcast, por exemplo. Eu pensei, putz, eu ia ter mais tempo pra gravar o podcast. Ou já que o podcast também, gente, é uma coisa que não me traz dinheiro, né?
É, o podcast de apoiador traz, né? É verdade, então o podcast realmente é uma coisa muito lucrativa. Mas eu não ia mais focar nisso. Será que daí eu não ia ter mais o podcast de apoiador? Eu ia passar o podcast de apoiador pra ser gratuito? É, gente? Ia ser isso? Não sei o que eu ia fazer. Mas voltando a falar do personal trainer, acho que eu não ia querer porque eu não quero alguém do meu lado conversando por uma hora e meia comigo. Gente, esse é o meu maior pesadelo, na verdade.
Eu ia fazer mais artes. Eu ia querer fazer minha coleção de adesivos. Ilustrações. Zines. Meu sonho é fazer zine, gente. Zine é aqueles livrinhos de artes autorais. Pra vender na CCXP. Eu ia querer muito fazer isso. E ia continuar fazendo Corrida das Blogueiras. Nossa, eu ia pagar pelo Corrida das Blogueiras, né? Eu ia entrar como investidora no Corrida das Blogueiras. Inclusive até na Dia TV. Ia continuar com a Lore Live, gente? Eu acho que eu ia.
Ai, mas vamos voltar pra Gisele Bündchen, porque o ponto que eu quero chegar... É, gente, que eu olhei pra... Eu tava lendo a entrevista daí, até que eu olhei pra revista e falei assim... Ai, mulher, também aí não se faça, né? Olha só. Perguntada sobre rituais de beleza. Sempre que posso, deixo meu cabelo secar naturalmente e faço uma massagem suave no couro cabeludo ao lavar. Também gosto de fazer uma trança depois do banho e deixar secar assim.
Também adoro as máscaras Fructis Hair Food da Garnier. Ai, amiga. Especialmente banana e aloe para uma nutrição profunda, meu amor. Primeiro, essas moéguas a Gisele Bündchen nem lavar o cabelo em casa elas lavaram. Elas só lavam em salão. Será que a Gisele, ela é tão assim, pé no chão e... Ai, como ela é diferentona.
Que ela lava o próprio cabelo. Agora aí eu até acredito. Tipo, você lava o seu próprio cabelo. Mas você dizendo que você usa a máscara de hidratação Garnier. Que você faz propaganda na televisão. Aí você já tá forçando demais, né? Aí a publi bateu forte. Daí eu também penso assim. Eu imagino minha vida de rica. Ai, não ia mais querer fazer publi, né? Ia me contentar ali. Vivendo com os meus 200 mil por mês. A Gisele Bündchen.
que deve ter um lucro de milhões por mês pra ela, de todos os investimentos que ela tem. Continua querendo ganhar dinheiro dessas marcas? O dinheiro é uma coisa que vicia a gente a querer cada vez mais. Queria ganhar cada vez mais, mais, mais. E daí você fica presa nisso, abaixa o capitalismo, gente. Porque às vezes eu me pego pensando, tá? Quando eu trabalhava em agência de publicidade, não sei o que lá.
que eu ganhava um salário de 1.500 reais, o que era muito bom na época, inclusive. Muito bom não, né? Era pouco, eu ganhava menos do que todos os meus amigos. Mas acho que o máximo que eu ganhei foi 2.300, alguma coisa assim. Depois eu fiz um acordo, comecei a ser home office, e daí ficou em 1.500. Gente, eu fico pensando assim, eu ganhava 1.500. É muito pouco, né?
Mas mesmo assim é bastante. Eu morava com os meus pais, né? Mas daí eu pensava assim, nossa, se eu ganhasse 5 mil, nossa, eu ia estar muito bem de vida. Daí comecei a ter meu canal, ganhei 5 mil. Daí você pensa assim, putz, mas realmente dá pra você...
ser mais ambicioso, daí você vai ganhando mais e vai precisando de mais. E daí a gente fica preso nessa vida onde a gente quer cada vez mais, e quando a gente chega num ponto que lá atrás a gente sonhava que seria o ponto ideal e a gente não teria mais necessidade de buscar algo além, isso não existe. E como que pode isso não existir? E as pessoas falam assim, não, mas então você precisa olhar bem pra sua vida.
colocar as coisas em perspectiva e blá blá blá, mas não dá no mundo que a gente vive, tudo que a gente, tudo que existe à nossa volta, obriga a gente a querer ter cada vez mais a querer ser cada vez mais produtivo é o mal dos nossos tempos sim, não acredito que isso seja inato do ser humano tá, eu acho que isso é o mal dos nossos tempos pra servir ao sistema no qual a gente vive e que consome a gente então eu, sinceramente não vou lutar contra isso, porque se a Gisele Bündchen Música Música
que é toda espiritualizada, que faz yoga, que escrevia diário como eu, não consegue ir contra esse desejo da ganância dela, de vender a verdade dela pra Garnier, que a gente sabe que ela está mentindo, quem sou eu pra lutar contra o capitalismo, querida?
Bora, bora se vender, bora vender a alma. É isso, é nessa que eu vou. Gente, vou aproveitar que eu tô falando sobre cabelo, marcas, me patrocinem. E eu vou usar de verdade, ao contrário da Gisele Bündchen, porque eu não sou alguém que vive de salão.
Eu contei em algum lugar. Nossa, tudo que eu falo aqui, eu já contei, né? Então, o que é isso? Já contei por Junogueira? Eu não tô entendendo. Mas é que eu fico com vergonha de você já ter me ouvido falar disso em outro lugar. E eu falar como se eu não soubesse que eu já disse, entendeu? Porque eu detesto.
Quando eu escuto algum podcast e a pessoa está repetindo o mesmo assunto pela milésima vez, como se fosse a primeira vez, eu quero deixar claro que as coisas que eu repito, eu tenho consciência de que eu estou repetindo, mas é porque a vida é esse assunto cíclico que não termina nunca, né? Deixa eu continuar. Meu cabelo mudou completamente a textura dele, completamente.
De 3, 4 meses pra cá, meu cabelo está muito cacheado. Está muito cacheado. Muito. Muito. Eu sempre tive o cabelo ondulado. Quando eu era novo, adolescente, meu cabelo tinha cachos largos. Mas agora, gente, está bem, bem enrolado. Bem enrolado. Eu não sei o que fazer. Eu caí...
Acabei caindo na... Não vou dizer na besteira. Mas na tristeza. É isso. A resposta é na tristeza. De cair em conteúdos de como cuidar de cabelo masculino. Gente, que conteúdo ruim que tem na internet. Meu Deus. Gays.
Gays, cabia vocês salvarem esses conteúdos ou eu que não achei esses conteúdos, gente. Cabelo cacheado, masculino. Tipo, eu quero pelo menos saber um produto pra eu comprar, pra ele ficar bonitinho. E os produtos que eu comprei, achei eles horrorosos. Acho que, ai, ficou uma coisa horrorosa.
Eu tô exagerando muito, porque na verdade eu nem ligo muito pra cabelo, mas eu só queria saber o que fazer agora. Tipo, ah, é divertido, né? Cuidar do cabelo. É uma coisinha a mais pra gente poder gastar nosso dinheiro. E por que esse conteúdo é horrível? Porque, gente, conteúdos de hétero, falando sobre cuidados pessoais, é um mundo, assim, assustador do quanto eles têm medo de parecerem LGBTQIAB e N+. E aí
Eles têm medo. E é uma cafonice intrínseca que o hétero não consegue ir para um mundo de estilo sem ele estar atrasado pelo menos uma década. Então é muito, muito assim. Ai, meu Deus, eu não quero ouvir essa pessoa falar. E tentando falar. Sabe igual quando um homem vai dar receita na internet e ele precisa ou hipersexualizar a receita ou fazer tudo com muita raiva para mostrar que ele não é delicado e uma coisa assim?
É a mesma coisa com o conteúdo de cuidados pessoais de homens, gente. Meu Deus do céu, isso é insuportável. E insuportável me ajuda a criar hábitos de cuidar do meu cabelo. Eu acho que isso começou a acontecer por causa da edutasterida que eu tomo e do minoxidil que eu tô tomando também.
E meu cabelo tá crescendo muito, muito, muito, então provavelmente mudou muito ali o meu bulbo capilar, se é assim que se fala. E certeza que é isso, porque é a única coisa que eu fiz diferente no último ano, né? Já deve fazer um ano que eu tô tomando, então agora realmente tá chegando ali no auge.
Então mudou muito meu cabelo, eu não sei o que fazer. Quero que ele fique com cachos bonitinhos e não cheio de friso. Marcos provavelmente me diria assim, você tem que ir num cabeleireiro e cortar seu cabelo. Eu me recuso também. Ai, gente, tenho meio preguiça. Primeiro que eu tenho preguiça, que também é ali uns 40 minutos que você tem que passar.
conversando com alguém, me desculpa gente, adoro cabeleireiros, inclusive meu marido é um deles, né, mas eu não quero conversar, e também tem o fato de que toda semana eu tenho que raspar o lado do meu cabelo, então não vai ficar bonito mesmo, sabe, eu meio que já entreguei minha vida na mão da drag, né, eu raspo minha sobrancelha, não posso ficar com barba, estrago meu cabelo toda semana, é isso, eu só quero, ai gente, eu não sei nem o que eu quero de verdade.
Mudar de assunto. Quero fazer uma reclamação aqui também, gente, sobre uma pauta que tá rolando aí muito na internet, que eu até anotei pra falar nódios do mês, mas não sei se eu vou falar nódios do mês. É o quanto de conteúdo que tá tendo de mães e pais e familiares mesmo. Tipo, ai, meu sobrinho, né, tias e tios falando de sobrinho, não sei o que lá. Tipo assim, ai...
A gente não consegue mais entender o que eles estão falando. Ai, o que é isso que eles estão falando? Farmar aura? Ai, Sik7. Ai, não sei o que. Gente, isso tá me dando uma raiva. Ai, bicha, não se faça que você não tá entendendo o que essas pessoas estão falando. Então é porque você não tá ouvindo a conversa delas. Porque um minuto que você escute alguém falando sobre farmar aura, você já entende o que aquilo significa naquele dialeto.
Tá me irritando tanto, gente, as pessoas falarem tanto desse farmaraura. Não é quem fala o farmaraura. É quem finge que, tipo assim, ai meu Deus, que jeito louquinho de falar. Para ser tonta. Para ser tonta. Todo ano tem gíria nova, burra.
Bora se atualizar. Gente, o meu maior medo, e talvez eu já seja essa pessoa, eu preciso me policiar, preciso que vocês me apontem mais sobre isso. Meu maior medo é ficar com esse sentimento de que tipo, ai, já não me encaixo mais nesse mundo, viu? Ai, perdi. Ai, não entendo mais nada dessa geração. Se...
a gente pode não entender nada dessa geração mas isso não importa talvez o fundo da minha da minha raiva seja tipo, por que vocês estão se importando com isso? de estar entendendo uma gíria que nitidamente não é pra você se comunicar com essas pessoas porque você não vai usar isso quando ela fala assim com você
Provavelmente você vai entender Ou ele não fala assim com você Lá eu não tô nem sabendo explicar O inferno que eu tô sentindo a respeito disso Sabe? Eu tô achando extremamente Irritante pessoas reclamando de gírias De adolescente, e olha que geralmente Eu acho adolescentes irritantes na internet Tá? Mas dessa vez eu vou ter que Tá do lado deles, nossa que gente chata
Ai, nossa, realmente eles falam outra língua agora, não você que é burra. É, eles tão falando a mesma língua. Todo mundo tem gíria, meu anjo, você tinha gíria na sua adolescência. Não finja que você não tinha não e que seus pais entendiam tudo que você falava. Ai, gente, é muita preguiça. Matéria do G1, eu te explico. Farmar aura, gag, tancar. Como entender as gírias das gerações Z e alfa e se comunicar melhor com os filhos? Gente, ai, meu Deus do céu.
Farmar aura, ficar gag e tancar são gírias usadas frequentemente por jovens nascidos nos últimos anos da geração Z ou alfa. Geração alfa é de 2010 a 2025. Gente, quem nasceu em 2010 já tem 15 anos. Essa comunicação própria gera um sentimento de pertencimento entre os mais novos, mas pode virar uma barreira linguística durante uma conversa com pais ou responsáveis.
Gente, por que estão fingindo que inventaram gírias agora? Eu não estou entendendo como isso é um tópico. Todas as gerações tiveram gírias. E ficar gag, eu tenho 40 anos e estou falando. Então não tem muito a ver com idade não, gente. Tancar também é uma coisa que todo mundo fala, não fala? Todo mundo que é mais velho, sei lá o quê. Ah, é insuportável esse tema.
Agora vamos falar sobre uma gíria que é problemática? Quer dizer, né? Tem tantas gírias problemáticas por aí. Talvez a maioria delas. Quando as pessoas falam, tem essa, farmar aura, tem gag, tem tankar. E tem essa que é Betinha, gente. Betinha chama alguém de beta. É uma gíria que vem diretamente dos discursos redpill. É com isso que vocês de mim estão se importando sobre seus filhos terem contato, tá?
Chamar alguém de beta é inferiorizar a pessoa porque ela não é uma pessoa alfa. Isso daí faz parte de toda essa construção imagética do discurso Red Pill, de que homens alfa são os que mandam e os homens betas são os que obedecem, eles são menos homens, blá blá blá. Isso é tão problemático e como é que as pessoas não estão vendo que isso daí é um sintoma do quanto esses discursos estão aí enraizados já.
criando toda uma nova geração preconceituosa e bastante conservadora, da qual eu tenho muito medo do futuro. Mas é aquilo também, né? Eu acho que vai crescer uma geração conservadora, já está crescendo, né? As pessoas aí que tem 20, 20 e poucos anos são muito conservadoras, mas depois eu acho que volta uma geração muito louca, só que daí eu já vou estar véia também pra sentir isso, né?
A gente vai ficando cada vez mais cansada. Velha no sentido político mesmo, sabe? Eu acho que talvez seja tarde demais para as mudanças sociais que eu espero ver enquanto eu ainda estou agindo na sociedade do jeito que eu vivo. Enfim, prestem atenção nas gírias, parem de ser tonta. E tentem prestar atenção principalmente de onde vem essas gírias desgraçadas que seus filhos estão usando. E não se faça que você não entende não, porque você entende muito bem.
E já que o tema desse podcast durante algum tempo foi, hoje pelo menos, né, foi sobre eu ficar rica, que tal você me ajudar nisso? Está nas suas mãos? Usar seu rico dinheirinho pra enriquecer essa pobre senhora, tá bom? Que já está desanimada com os rumos da sociedade.
Usando seu dinheiro para pagar pelo clube exclusivo de apoio da vovozinha Lorelay. Também conhecido como Conselhos Ruins. Eu tenho esse podcast exclusivo para apoiadores. Onde eu leio conselhos dos apoiadores, né? Por apenas 10 reais mensais.
O que dá R$2,50 por semana. Se você fizer as contas, R$2,50 por episódio. O podcast é Gag Dela Gag. Eu farmo muita aura, gente. Só Betinhas não assinam meu podcast.
Ai, Deus do céu. E aqui eu dou um gostinho de como funciona. Vou pegar aqui um pedido de conselho que vocês enviaram pro podcastparatudo.com. Pode mandar lá seus pedidos de conselho. Coloca assim, ó. Conselhos pro podcast gratuito. Eu vou ler aqui no podcast que todo mundo pode ouvir, tá bom? E o nome desse quadro é Vou ler um conselho todo final de programa.
Olá vovó, peço que leia meu e-mail no podcast normal. Sim, o outro é anormal, amei. Me chamo Priscila, tenho 22 anos. Nasci, fui criada em um município da Baixada Fluminense, mas me mudei no final do ano passado pro município da minha noiva, com 22 anos, pois consegui um emprego por aqui. Meu primeiro emprego, gente, primeiro emprego ela já tá noiva. Gente, tô gag, tô gag, achei que farmou muita aura.
Que inferno. Eu vou começar a usar a farmá-ora, tá? Não tô tancando. Sou auxiliar... O Didi, né? Tentando falar gírias de jovem também. Sou auxiliar de produção em uma fábrica e trabalho pesado por aqui. Pego peso, enfrento calor escaldante. No fim do dia, meus pés doem, ficam sensíveis e minhas mãos inchadas de tanto ter que usar força pra arrumar os pacotes que produzimos.
Meu problema começa por aqui. No dia que comecei a trabalhar, o líder do setor me designou para uma parte da produção para formar uma equipe de três pessoas. Eu não sou de fazer amizades, mas consegui ter uma relação profissional e de coleguismo com uma das meninas. Só que com a outra menina, ela é insuportável. Ela me odeia, vovó.
E eu conseguiria lidar bem com isso se não afetasse o meu desempenho no trabalho. Só nas primeiras semanas tiveram fofocas, deboches e formas de me prejudicar pra eu pedir pra sair. Mas não irei, pois tenho um objetivo maior e essa baranga não vai me parar. A gente vai precisar sabotar ela, né? Lembrando que isso daqui é um spin-off do Conselhos Ruins. Conselhos que você não deve seguir, mas que a gente sabe que é a vontade de todo mundo fazer.
Diante dessa piranha tentando me fuder o tempo todo, o auxiliar do líder se aproximou de mim aqui. E aqui começa a segunda parte do problema. Eu não sei se estou doida ou se ele tem segundas intenções comigo. Provavelmente ele tem, tá bom? Ele é um cara gentil e amigável, mas comigo eu sinto que é até demais.
Paro o trabalho dele pra me ajudar, conversa de forma doce, olhando nos meus olhos, sempre me elogia, e agora está entrando na fase de toque físico. Ai, que que é isso, gente? Foge desse macho. Esses tempos, aconteceu uma situação da qual não fui almoçar pra poder arrumar uma cagada enorme que tinha acontecido na produção. Ele queria usar o tempo dele de descanso pra arrumar por mim, enquanto eu iria almoçar. Ele não sabe que você é sapatona, ou que pelo menos você é casada com uma mulher, gente.
Ele não tá entendendo isso? Vovó, eu sempre fui uma mulher de manter uma postura inacessível e rígida. Com ele, eu me sinto intimidada. Não por ter sentimentos por ele, mas por me sentir menor em defesa. O pessoal do chão de fábrica já notou e obviamente não perdem tempo em fazer fofocas. E por isso tento evitá-lo ao máximo. Mesmo ele sendo um cara legal comigo.
Seja por segundas intenções ou não. Já conversei com a minha noiva e pontuei com ela. Não faz sentido um cara sentir atração física por mim, pois sou desfem e não represento nenhum pingo de feminilidade. Gente, ainda é uma sapatão caminhoneira. Ele dando em cima da sapatão caminhoneira.
Gente, mas às vezes o hétero não tem esse olhar, tá? Desculpa, às vezes a gente pode ser igual. Eu sou uma garota feminina, feminadíssima. Tinha menina que estava em cima de mim. Tipo, amiga, você não está entendendo o que é isso aqui? Sabe? E provavelmente o mesmo pode acontecer com você. Ela achou engraçada a situação com esse colega de trabalho e disse que se incomodar ou ver que está passando os limites... E aí
Era pra conversar com ele. E sobre a outra menina, é 60% de chance que ela tenha ciúmes desse cara, pois ela fica três vezes pior comigo quando eu interage com ele. Meu Deus, essa menina é uma desgraçada, tá? Qual a sua opinião sobre isso? E como proceder no trabalho sem querer partir pra violência com a baranga que trabalha comigo? Sororidade é o caralho. Gente, sororidade é um tema... É...
que não é necessariamente individual. Eu acho que é um tema coletivo. Então, você não precisa ter sororidade com pessoas que fodem sua vida. Sororidade é um sentimento mais coletivo também, entendeu? Tipo, para com as mulheres. E não é obrigatório ter para com a mulher que tá fodendo a sua vida, tá? Ela também pode ser alvo de sororidade de outras pessoas que não tenham a mesma relação que ela tem com você. Posto isso, a gente precisa destruir ela.
Tá bom? Não fisicamente. Eu sou contra a violência. Mentira. Sou bastante a favor em alguns casos. Mas nesse caso, eu acho que você precisa sabotar quem ela é. Passar ela pra trás. Ou começar a dar em cima dela. Fala assim, ah, eu fico doidinha quando você fala assim comigo. Ah, minha namorada quer te conhecer. Começa a jogar a louca de sapatão pra cima dela. Você não deve ser assumida no mercado de trabalho, né? É complicado, amiga.
Mas eu acho que se você se assumisse pra esse cara, ai gente, será que ele também ia ficar contra você? Homofobia, homofobia, eu não sei o que você tem que fazer. A verdade é que pra todo mundo, o maior desafio de se trabalhar é conviver com as pessoas, né?
Sua função aí é super pesada, você sai desgastada e tal, mas você tiraria tudo de letra se o ambiente de trabalho com as pessoas com as quais você convive fosse super de boa e gostosinho. Mas não, né? As pessoas são insuportáveis, o mundo é podre, só tem gente podre. Por que você não tentar agir como as patricinhas Beverly Hills? Em vez de lutar contra eles, agora é conselhos bons, tá? Tenta juntar os dois.
É isso que a Cher faria, sabe? É isso que você tem que pensar. Esse cara dá em cima de você, você não quer pegar ele. A menina fica brava porque ele dá em cima de você, fala pra ele assim, amigo, então, eu sou noiva, não vai rolar. Se bem que ele não foi tão explícito assim com você.
mas você fala assim, amigo, obrigado por você ser tão fofo e tal, eu sei que você é um cara super do bem, justamente por isso eu acho que você devia ficar com a fulaninha. Fulaninha, ela é tão afim de você, você já olhou pra ela, eu acho que ela quer alguma coisa com você. E pra ela, uma coisa que pode deixar ela muito irritada, é fazer, pode deixar, mas não sei se você vai conseguir, tem que ter meio sangue de barata, ser meio aquariana, é você fingir que nem sabe, nem percebe que ela tá tentando te fazer mal.
E chegar pra ela agindo como se fosse super amiga. Ai, gente, eu gosto quando acontece assim. Você odeia uma pessoa e você dá mais corda pra ela. Tipo assim, ai, você é incrível. Ai, amo você. Ai, adoro você. A pessoa fica ali tentando te atingir. E você só mostra que, tipo, você não tá entendendo, tá entendendo errado. Isso, eu já fiz isso. Eu acho engraçado.
É uma diversão pessoal. Muitas vezes a pessoa nem sente isso. Mas pelo menos te alivia desse peso. E daí nessa sua aproximação. Você tenta arranjar ela para outro cara. Assim ele larga de você. E fica com ela. E tudo vai dar certo. Pergunta também para essa sua amiga. O que ela acha dessa situação. Já que são três pessoas. E você acaba.
sendo mais próxima dela, ela já sabe dessa situação, enfim. A verdade é que esteja preparada para essa menina conseguir te derrubar, tá bom? O mercado de trabalho é assim, é seu primeiro emprego, e vai ser assim para sempre na sua vida, infelizmente. Não, vão ter momentos melhores, momentos piores e blá, blá, blá. Mas o que eu quero te dizer é, se esse cara também se oferece para ajudar você, ai, aceite, deixa ele se fuder no seu lugar, sabe? Também é isso, também use a boa vontade dos outros, mesmo que ele tenha a intenção.
Ai, eu vou perder meu horário de almoço, mas ele quer me ajudar, então deixa ele te ajudar. Ai, amiga, também seja assim. Você não precisa ser correta no mercado de trabalho, não. Você tá vendendo sua vida ali, sabe? Faça o mínimo. Faça bem feito, faça bem feito. Porque também se a gente faz mal feito, sobra pros outros consertar nossas merdas, né? Faça bem feito, mas faça o mínimo. Faça o que você tem que fazer. E se os outros quiserem te ajudar, deixa ajudar. Ai, com intenção, sem intenção, não importa.
E também acho que você é muito nova. Comece a se blindar com provas do que essa menina tá fazendo, tá? Não tenha medo de ir pro RH falar o que tá acontecendo. Cavar em alguma coisa. Vai pro RH e fala assim, ó, acho que ela tá tentando me sabotar. Por que eu sou o sapatão? E ela descobriu isso provavelmente.
Porque você já joga ali uma homofobia. Será que ela não tem raiva de você justamente por você ser sapatão de esfém? Pode ser também, gente. Vai aí tentando se munir de todas as coisas pra você usar contra ela quando você precisar. Porque essa hora vai chegar, tá bom? Espero ter ajudado ou pelo menos ter te distraído um pouco. Meu nome é Lorelay Fox. E é nessa que eu vou usar meu garnier, gente. Vou lá lavar meu cabelo. Beijo!
Orelo