Episódios de Podcast Para Tudo

#281 - Deixar de seguir pessoas, low profile e senhas

24 de julho de 202633min
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Graças à uma noia sem noção da minha cabeça (sem terapia), eu entrei no meu próprio Instagram e fiz uma limpa nos meus seguidores. Isso me trouxe reflexões sobre a vida e o que a gente mostra e o que deixa de mostrar nas redes.
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👵🏼 Lorelay Fox é Drag Queen há quase 20 anos e, nesse loreverso, falamos sobre ETs, conselhos (ruins), dicas de maquiagem e assuntos cotidianos.
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Participantes neste episódio1
L

Lorelay Fox

HostDrag Queen
Assuntos4
  • Genero e RelacionamentosDiferença de idade em relacionamentos · Identidade bissexual · Transição de gênero · Inseguranças em relacionamentos · Monogamia
  • Limpeza de seguidores no InstagramCritérios de eliminação de seguidores · Reciprocidade em redes sociais · Influenciadores digitais · Perfis inativos · Low profile
  • Morte e LutoSensação de seguir pessoas que não existem mais · Mensagens de verificação de vida · Redes sociais como autorretrato
  • Exposições culturaisSeguir ilustradores e artistas · Feiras de arte e cultura pop · CCXP · Contas de repost de arte
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LFLorelay Fox

Olá, este é o podcast Para Tudo. Aqui é um lugar para todo mundo para falar sobre tudo, um lugar para a gente comentar aquilo que aconteceu na semana, pensamentos aleatórios, dicas interessantes ou não. E eu sou Lora Life Fox, então vem comigo. Ai, gente, é muito babado, né? É muito babado, tá babando horrores, tá babadeiro, babado, baby. Bayblade. Estou doidinha hoje. Se tem uma coisa que me irrita muito no mundo tecnológico, não sei se irrita vocês, mas cara, eu preciso— cara, olha, ela fala cara, gente.

Eu preciso, gente, tirar um tempo. Eu acho que eu vou colocar isso nas resoluções do meu ano, tá? Vou tirar um tempo, sentar a bunda na frente do computador e passar 4 8, 12 horas refazendo todas as minhas senhas. Porque eu acho, não sei se vocês também estão passando por isso, é que a maioria das pessoas hoje em dia não usa mais computador, computador pessoal, né? Eu percebi isso já, tipo, as pessoas usam só celular para as coisas delas.

Não sei se você que usa celular também está passando por isso, mas quem usa computador, eu pelo menos, não sei se é geral, Tá aparecendo aquela mensagem alerta do Google. Vou até abrir aqui, que eu acabei que eu abri no outro email isso daqui, ó. Alerta crítico de segurança. Alerta crítico de segurança é para burnoutar, né? Algumas das suas senhas salvas foram encontradas online. Algumas das suas senhas foram encontradas em um vazamento de dados de um site ou aplicativo usado por você.

Sua conta do Google não foi afetada. Para proteger suas senhas, o gerenciador de senhas do Google recomenda que você mude as senhas imediatamente. Gente, imediatamente tudo que eu faço na minha vida está sendo pedido para ser feito imediatamente. Eu vou estar fazendo imediatamente? É óbvio que não, porque assim que eu abri meu email aqui, um dos meus emails, ali também tava, além desse email de falha crítica na segurança, alerta crítico, tinha um email da Steam com novos jogos em promoção.

Óbvio que eu falei assim, ai, deixa eu ver o que que tá em promoção, menina. Nesse tempo eu podia ter alterado uma senha pelo menos. Né, poderia ter alterado uma senha. Daí eu tava lá assistindo o canal Teclas, que eu falo para vocês que eu assisto, que é sobre tecnologia. Ele fez todo um vídeo explicando qual é a forma mais segura, ou pelo menos de você aumentar a segurança das suas senhas para elas não vazarem e não sei o que lá.

E daí eu assisti o vídeo, eu pensei, caralho, realmente você precisa tirar um tempo, sabe? Você precisa tirar um tempo, você precisa baixar um programa para criar senhas Dificílimo para você, você precisa. Ai, gente, porque, né, eu tô rezando assim para que a tecnologia sirva para alguma coisa que não seja para estressar a gente, porque parece que é só para isso que serve, parece que é só para isso que serve, né, estressar a gente.

Eu queria que tivesse como não precisar mais de senha. Ai, gente, não devia ser tudo livre assim? Tipo assim, ai, vamos Vamos ser livre na internet. Não digo o quê, por exemplo, no meu teclado aqui devia ter um botãozinho que eu aperto que ele lê minha digital. Daí eu uso minha digital para as coisas, porque das pessoas não vão conseguir copiar digital. Mas se bem que a digital pode ficar, tudo pode vazar, né? Mas eu acho que precisa de um jeito mais difícil de vazar senha e mais fácil da gente memorizar senhas, que para ter uma senha para cada coisa.

Daí a dica lá do canal Teclas era realmente ter uma senha para cada coisa e uma senha mirabolante gerada por um gerador de senhas e não sei o que lá. E daí você fica assim, meu Deus, eu vou ficar assim, meu Deus. E esse sentimento de invalidez que a gente tem perante a internet e a vida online, porque eu me sinto inválido, eu não sei lidar com vazamento de senha, eu só aceitei. Tem mais de ano que tá aparecendo essa mensagem aqui para mim de vazamento de senha.

Eu falei assim, gente, vamos deixar esse copo transbordar. Eu vou deixar esse copo transbordar sim, porque eu juro para vocês que se der uma pulga atrás da minha orelha, principalmente porque já invadiram minhas contas, né? Vocês lembram que eu tive 2 B.O.s com o celular? Um é quando o celular foi roubado, levaram todas as minhas fotos e tal, eu quis morrer. É, outro foi quando clonaram o meu número de celular. Através dessa clonagem de número conseguiram acessar minhas redes sociais.

E foder com meu cuzinho, tá, sem autorização. Desculpa o palavreado, gente. Eu sei que pessoas aqui que não falam palavrão estão, mas realmente a minha vontade de me jogar da ponte foi essa. E daí eu fico assim, mano, eu estou vulnerável e nem assim eu sei o que fazer porque eu esqueço as senhas. Ai, mas você tem que salvar senhas em um programa que guarda essas senhas secretas aí para você. Gente, eu salvo no bloco de notas, me desculpa.

Se invadirem meu computador, é nessa que eu vou. Só que no bloco de notas eu também não escrevo a senha lá, eu escrevo as dicas de uma senha que eu vou lembrar, entendeu? Porque também acho que facilita, tipo, olha, a senha desse daqui tem tantas letras, tem tantos números, porque tem, também tem isso, né, gente? Tem lugar que a senha precisa ter maiúscula, tem lugar que não precisa ter maiúscula. Tem lugar que precisa ter caracteres, tem lugar que não pode ter caracteres.

Por quê? Por que que vocês fazem esse inferno? Por que que não é tudo igual? Por que que não pode ser tudo igual, gente? Ai, meu Deus, eu tô desesperada com senha, eu tô desesperada com senha. Senha é uma coisa insuportável, eu tô muito triste, sabe? Eu tô sentindo que estou prestes a perder tudo o tempo inteiro. Tá aí uma coisa que o mundo analógico não tinha, né? Senhas pras coisas. Mas também você não acessava nada, né? Você tinha senha do banco, uma coisa assim.

Ai, gente, péssimo, péssimo, péssimo. Eu quero que leia minha retina, quero que tenha reconhecimento facial. Por que que não tem reconhecimento facial no meu computador? Eu tenho uma webcam, devia ser tudo reconhecimento facial pra entrar nas coisas. Gente, como não inventaram essa tecnologia ainda? Ou uma digital ou reconhecimento facial. Desculpa eu ter perdido aqui 6 minutos esse podcast para tá reclamando, mas eu vou escrever aqui, vou manuscriver e mandar para alguma autoridade.

Quem é a autoridade que a gente manda reivindicações tecnológicas? Deus? Porque eu não sei, as big techs não estão nem aí. Aí, próximo tópico, próximo tópico ainda tem a ver com tecnologia. Eu percebi que eu passei de 1000 seguidores, seguidos na verdade, no meu Instagram de Lorelay_Folk. Box. Eu nunca segui mais do que 1000 pessoas. A hora que eu entrei ali e vi que tinha 1001 pessoas que eu tava seguindo, eu falei: isso não tá certo.

Eu falei: isso não tá certo. Vocês sabem que eu tenho esse toque, que é algo que eu devia tratar realmente em terapia, mas vocês sabem que eu também não tô terapeutizada. Eu tô é louca, né? Eu tá surtando com 100, eu tô é louca. Falei: gente, eu vou olhar uma por uma das pessoas que eu sigo e vou eliminar sem dó. E tive algumas surpresas. Tinha gente, influenciadores que eu achava que me seguia, não me seguia mais. Eu tava lá seguindo a pessoa e eu— ai, gente, de verdade, foi até engraçado.

Várias pessoas que eu sigo e que nem aparecem mais pra mim, tipo, eu sigo assim por uma questão de cordialidade e formalidade de trabalho. E tá tudo bem, eu sinto que isso precisa ser feito, sabe? Tem que ter essa reciprocidade. Daí às vezes eu ia entrar no perfil da pessoa, daí eu ficava torcendo assim: ai, não me siga, não me siga. Tipo, torcendo para que a pessoa não tivesse me seguindo, porque assim eu podia dar um unfollow sem peso na consciência.

Aconteceu algumas vezes. Teve pessoas que eu seguia mesmo não gostando, pensando assim, tá, eu acho que a gente tem que se seguir. Daí quando eu entrei no perfil da pessoa, ela já não me seguia, e eu tava com esse peso, e tipo assim, ai, temos uma questão que eu preciso seguir essa pessoa, né? Porque enfim, já fizemos trabalho juntos, ou já alguma coisa e tal. Mas enfim, me senti agraciada por certas pessoas não me seguirem. Não porque eu não goste delas, mas porque eu pude diminuir o número de pessoas que— só sei que eu deixei de seguir umas 90 pessoas.

Não, quantos que eu tô seguindo agora, gente? Deixa eu ver, que também não vou ser hipócrita, tá mentindo para vocês também, né? Também não vou ser hipócrita. Ó, tô seguindo 936 pessoas. Tá bom, né, gente? 936 pessoas. E isso quer dizer que eu parei de seguir 65 pessoas. Ah, tá bom, né? Podia ter sido pior. Só que daí aconteceu outra coisa também. Eu comecei a descer, descer, descer, descer, vi um monte de gente que eu seguia e tal.

Daí pessoas que não são influenciadores, sabe? Daí eu fui entrando no perfil. Gente, tá com tempo, né, filha? Tá com tempo para mudar senha, ela não tem tempo, mas para isso daqui é. Não, na verdade eu fiz isso daqui enquanto eu tava viajando de ônibus, que eu fui para Sorocaba. Então calma down, Beyoncé. Né, vamos ficar calmas. Eu entrei no perfil dessas pessoas que não são influenciadores e comecei a ver, tipo assim, tá, essa pessoa está ativa na rede social?

Porque eu comecei a criar critérios de eliminação. Eu comecei a criar critérios de eliminação. Essa pessoa está ativa na rede social? Ela tem postado? Tipo, postou nos últimos 3 meses? Tudo bem, beleza, não vou deixar de seguir, é alguém que eu conheço na minha vida pessoal. Postou há mais de um ano, é unfollow. Ah, postou há mais de um ano, só que teve algumas pessoas que eu falei assim: putz, não posta há um ano, será que morreu?

Gente, eu comecei a ficar com medo que as pessoas ali tivessem morrido. E eu comecei a ter a sensação de tipo: estou seguindo pessoas que nem existem mais. Olha a pira que eu entrei! Estou seguindo pessoas que nem existem mais e o perfil delas está ali. E é muito estranho, muito estranho. Muito estranho, uma sensação bizarra. Só que daí eu comecei a ficar, gente, olha que loucura, ela tá com muito tempo mesmo. Umas pessoas eu mandei mensagem, falei assim, oi, tudo bem?

Que tipo, mesmo sendo pessoas próximas minha, porque tipo, se fosse próximo eu saberia que não morreu, né? Mas tipo, sabe aquele conhecido que você conhece desde, sei lá, há 15 anos atrás e você segue porque você frequentou a mesma escola, ou você, e alguém que você tipo, ah, Essa pessoa pode estar ali, sabe? É menos, mesmo que ela não poste e tal, ela pode estar ali. Eu só preciso saber se ela tá viva. Mandei mensagem, gente, umas 3 pessoas.

Daí teve um menino que eu mandei mensagem. Ai, será que eu posso ler a mensagem que ele mandou? Eu vou achar aqui, gente, pera aí. Eu comecei assim: oi, tudo bem, amigo? Daí ele respondeu, tipo, tempos depois. Não, respondeu no mesmo dia. Ué, mas então não tá postando, mas tá ali vendo, né? Tá postando, mas não tá tão offline assim, não tá postando, mas enfim. Daí, oi amigo, quanto tempo, estou bem sim, e você? Gente, daí eu devia estar, sei lá, em mania, não sei.

Ah, eu tava aqui parando de seguir um monte de gente. Gente, eu me expliquei ainda. É que, Mico, eu tô achando que eu fui micoso, né? Agora assim, relendo, sabe quando você se relê e você pensa assim, ai, Mico, B, B, B, está se passando, tá? Aí eu— é porque também do nada. Quando foi a última mensagem que eu mandei pra essa pessoa? Foi tipo em 2024. Tipo, do nada eu apareço assim, tipo: bicha, você tá viva? Eu falei assim: ai, eu tava aqui parando de seguir um monte de gente e tava entrando no perfil de todo mundo que eu sigo.

Daí entrei no seu e vi que você não postava há séculos, fiquei preocupado. Stallou o profile? Que idiota. Stallou o profile? É kkkkkkk. Nossa, essa bicha daqui eu conheço ela, acho que é do Madonna Mix, gente. Gente, uma balada, que a primeira balada onde eu trabalhei, não sei o que lá, não sei o que lá. Ai, gente, então aqui, ó, ó, minha noia. Daí ele respondeu assim: hahaha, foi assim que eu descobri que o fulano tinha falecido.

Daí ele falou um amigo em comum que a gente tinha. Gente, eu não tô certa de achar que as pessoas podem ter morrido, juro. E eu mandei essa mensagem para essa bicha nessa, com esse raciocínio. E ele tinha passado por isso. É por isso que eu quis trazer essa reflexão, porque você talvez esteja seguindo assim alguém que muito pesado, sabe? Daí ele continuou falando assim: ah, eu tô tipo, eu tô low profile, eu ando meio com pavor de rede social.

Até a outra conta que tenho, que é de trabalho, eu quase não posto. Não segui a conta dele de trabalho, né? Devia ter seguido para saber que a bicha não tinha morrido. Tive muito problema de ansiedade, aí na terapia descobri que um dos gatilhos era rede social. Aí fui largando de lado. Foi largando de lado, mas tava ali respondendo na hora que eu mandei, né? Na hora não, mas tipo no mesmo dia. Então largou mesmo? E aí, bi? E aí, te peguei no pulo, queridinha?

É um personagem que você criou para me enganar? Não sei. Vamos que vamos. Hoje em dia não posto absolutamente nada pessoal, só raramente uma fotinho para não acharem que morri. Deixa eu ver quando que foi a última foto que essa bicha postou. 21 de agosto de 2025. Bicha, dá para achar que você morreu porque faz um ano, né? Dá para achar que você morreu porque faz um ano. Até eu comentei: vai fazer um ano sua última foto, bicha.

Mas que bom que está bem e fugindo dessa loucura que são as redes sociais. Daí eu ainda falei: também sinto que me prende muito. Bicha, se tem alguém que tá presa, acorrentada nessa rede, sou eu. Porque para eu criar uma nóia de que eu preciso diminuir o número de pessoas que eu sigo só para o número não passar de 1000, que é um toque isso daí, deve ser um toque meu, eu acho que é um toque, mas ao mesmo tempo eu acho meio chique seguir muito pouco proporcionalmente, sabe?

Tipo, 1000 pessoas é bastante, mas não quando você é seguido por 700 mil. Ai, eu sou tão famosa! E ainda estou acorrentada não só por ter esse toque bizarro, mas por começar a entrar na nóia de que as pessoas ali podem ter morrido, eu não quero seguir pessoas que morreram, e também não quero que pessoas que não interajo. Gente, eu só queria seguir quem eu interajo de verdade, sabe? E sem problema, gente, podem parar de me seguir pessoas que são próximas a mim, influenciadores, tá, gente?

Que eu, se não sei, não, não parem de me seguir, gente, senão eu perco o público, entendeu? Tipo, gente, vamos aliviar a coisa de seguir, né? Acho que tá tudo bem. Ele falou assim, ai, eu postei uma esses dias, mas apaguei depois. Olha, a bicha tá precisando de terapia mesmo, né? Uma loucura mesmo. Acredito que pra você deve ser ainda pior. Haja terapia. Mal sabia ele que, bicha, não é autoexplicativo que eu não estou indo pra terapia o fato de eu ter te mandado uma mensagem assim aleatória?

Enfim. Daí, ai, gente, a coisa só piora. Porque teve outro amigo meu também que eu entrei no perfil e daí quis saber como é que a pessoa tava. Foi muito estranho porque nesse daqui eu entrei no perfil pessoal, entrei no perfil profissional. E nada estava sendo atualizado. Eu falei, gente, morreu, essa bicha morreu. Daí ela responde assim, aí vou encurtar a história, tá? Tive que vir para o estado tal, meu pai está com metástase, larguei tudo, tô em casa cuidando deles.

Gente, por que que eu comecei a me enfiar nesse buraco, né? Porque as pessoas largam as redes sociais por motivos Sei lá, acho que nunca são motivos bons, né? Nunca são motivos bons, mas me deu uma sensação muito estranha, me deu uma sensação muito estranha. Daí eu fico pensando, se eu descubro que a pessoa realmente faleceu, que essas duas daqui que eu comentei não, as outras não me responderam, outras que eu mandei mensagem, então talvez dá para saber, né?

Mas enfim, o que que a gente faz com isso, né? Eu segui já pessoas que eu descobri depois que tinham falecido, e daí eu dei unfollow. Mas é uma sensação muito estranha de dar unfollow, é uma sensação muito estranha mesmo de saber que tipo ali era um, é uma sensação estranha porque parece que é algo da pessoa, né? A gente meio que personificou humanizou. E não sei se humanizar é a palavra. A gente olha para um perfil em rede social, não é como se a gente olhasse para uma carta que a pessoa escreveu, ou para algo que pertencia a ela.

Não, é meio que ela ali, né? É meio que a essência dela. Por mais que ela poste muito pouco e tal, foram as coisas, foi a forma como ela quis ser vista pelo mundo ali. Tipo, é a pintura que ela fez de si mesma, né, o autorretrato dela nas redes sociais. Por mais que não seja verossímil, por mais que seja um autorretrato super editado, e mais uma vez, como ela gostaria de ser vista, isso reflete muito sobre quem ela é, pelo menos psicologicamente, né.

E deixar de seguir aquilo é meio que você rejeitar esse lado da pessoa. E não sei, entrei em várias nóias, gente. É nóia minha? Será que tudo isso daqui foi nóia minha? Vou mudar nome desse podcast. E se esse podcast chamasse É Nóia Minha, gente? Aí não, nome ruim, né? Não gostei não, nome sem criatividade. A louca, estou dando um shade no podcast de uma amiga minha, gente. Mas talvez você também esteja se perguntando por que que eu passei de 1000 pessoas que eu tava seguindo, porque eu falei assim, ah, eu vou realmente começar a seguir pessoas que eu quero ter o contato.

E não tipo assim, ai, ser amigo, não. Eu comecei a seguir um monte de ilustrador que eu gosto de comprar as coisinhas deles nas feiras que eu vou. Então segui tipo mais de 10, 20 assim de uma só vez, porque eu fui na PokéCon, comprei um monte de coisinha, daí os que eu consegui o arroba eu comecei a seguir e tal. E tem outra coisa meio bizarra sobre isso também. É que os artistas que eu gosto, eu anoto no papel, no meu diário eu tenho anotado o arroba deles, como faziam os maias, tá?

Como se a gente anotasse o número de telefone numa caderneta. É isso que eu fiz. Por quê? Porque daí vai chegando, por exemplo, vai chegando a CCXP, daí eu tenho ali anotado, eu não preciso entrar no meu Instagram, procurar tudo lá para achar eles. Eu entro ali baseado no que eu anotei, vejo se eles vão estar nesse evento, pego o número da mesa deles e anoto para quando eu for no evento. Então é dica de organização, de frequentar eventos.

E também acho que são pessoas que eu acho que eu tenho que reverenciar o trabalho, são pessoas que eu espero que continuem trabalhando, são pessoas que eu quero incentivar o trabalho. Então para mim é importante seguir essas pessoas. Outra coisa que eu parei de seguir também, né, Eu falei aqui sobre um monte de— por que que esse episódio todo é sobre isso? Que lixo de episódio. Mas enfim, eu parei também de seguir um monte de conta de arte que era tipo, que não é de uma pessoa, sabe?

E sim repost de um monte de coisa. Tipo, ai, uma conta que só postava artes de fantasia medieval, uma conta que só postava artes de animes e tal. Por quê? Porque essas contas nem aparecem no meu feed. Não tem por que eu tê-las ali hoje em dia. Antes eu seguia porque elas realmente apareciam, o que elas postavam apareciam ali, tipo, sempre artes diferentes e tal. Hoje em dia não aparece mais no nosso feed, só aparece quem tá mais em alta, quem tem mais like, quem tem mais visualização dentro do nosso meio, ou com quem a gente interagiu mais, né?

Então isso para mim não faz mais sentido, principalmente porque quando eu seguia essas contas nem existia esse explorar do Instagram, que hoje em dia você entra ali no explorar, tudo que você gosta meio que tá aparecendo ali, né? Então essas são minhas dicas para você dar aí um detox nas coisas que você posta, que você segue. Parar de seguir— ai, tem que parar de seguir bolsominion, blá blá blá. Gente, tem amigo meu que é bolsonaristíssimo, eu não tive coragem de parar de seguir porque eu ainda interajo com a pessoa e tá lá.

Ai, gente, pior que tem um amigo meu assim, só que também é aquele Aquela dor e aquela delícia, né? Que tipo, eu fico curioso para saber as coisas de Lujanal que a bicha tá postando. Daí passo raiva, daí tiro print, daí mando para outros, mas ainda interajo com a pessoa. Tô sendo falsa? Será? Acho que tô. Mas essa pessoa sabe meus posicionamentos também, não parou de me seguir. Então é uma coisa assim, estou curiosa para ver a próxima barbaridade que essa bicha vai postar.

Mas como é alguém que eu conheço mesmo assim, ai, gente, desculpa, eu não devia nem ter confessado isso. Ah, mas quem que— você também deve ter alguém que você segue só pela delícia de ver a pessoa passando umas vergonhinhas, né? Tô com vergonha, vergonhinha. É isso. Agora, gente, eu quero ler um pedido de conselho para vocês que mandam um pedido de conselho aqui para o podcast aberto para todo mundo. Pode mandar para o podcastparatudo@gmail.com.

Recebi bastante pedido de conselho exclusivo aqui pro podcast, fiquei bem feliz porque tava acabando, né? Eu peço pra que vocês no título escrevam assim: ai, conselhos pro podcast, porque a maioria dos conselhos que vão pra esse email que eu falei aqui vão lá pro canal, né? Então é bom que eu alimente aqui também, tá bom? É isso. Lembrando que pode ser conselho sobre absolutamente tudo, não precisa só ser sobre macho. Tá, gente?

Pode ser sobre trabalho, família, pode ser para eu tirar tarô, tá? Porque lá no grupinho do Telegram não, né? Também no grupo do Telegram, mas digo, não no meu podcast para apoiadores, que é o podcast com seleções. Volta e meia eu tiro tarô, gente. Eu tenho um tarô da Hora da Aventura que eu ganhei da minha amiga Lívia. A Lívia não deve fazer ideia o quanto eu uso esse tarô, viu? Preciso mandar falar para ela. Ela não ouve meu podcast, não acompanha nada do que eu faço.

Mas ela me deu um tarô de Hora de Aventura, tarô desses baratinho, deve ser da Shein o tarô. Nossa, mas eu adoro Hora de Aventura e é tão fofo esse tarô. E gente, realmente funciona, tá? As tiragens que eu tenho, olha, é porque eu também sou wicca católica, né? Eu sou assim, é um sincretismo religioso babadeiro aqui. Wicca católica blogueira realmente é uma ancestralidade cultural e tecnológica que eu tenho que abre portas para mim.

Para o mundo espiritual. Vamos ver se esse caso que mandaram aqui precisa de tarô. E o nome desse quadro é Vou Ler um Conselho Todo Final de Programa. Lory, por favor não fale meu nome, eu gostaria que lesse no seu podcast. Queria começar dizendo que sou muito sua fã e viciada em seus conteúdos há anos. Você faz muita companhia morando sozinha e tenho muita vontade de ir na sua plateia um dia. Diva demais. Meu pedido de conselho, acho que é mais um desabafo ou a necessidade de um chacoalhão.

Sou uma mulher cis de 25 anos e namoro um rapaz de 21 há quase 2 anos. Ai, gente, tudo novinho, né? Meu Deus do céu, gente, dá para ser meu filho. Esse rapaz podia ser meu filho. Esses dias eu tava parando para pensar, tipo, caralho, se eu tivesse tido filho com 18, 19 anos, meu filho já ia ser um adulto funcional. Talvez mais funcional do que eu. Ai, mas muito novo para ter filho. Mas ao mesmo tempo, não ia ser legal ter um amigo de 21 anos agora, tipo, filho?

Achei meio fascinante essa ideia pular aí, pensar não na fase dele criança, nem todos os perrengues de ser pai de alguém. Mas é uma coisa meio Gilmore Girls, né, gente? Enfim, nosso relacionamento é ótimo, nos damos muito bem de cara e começamos a namorar depois de um mês. Até hoje nos vemos praticamente todos os dias, damos muita risada juntos, o sexo é incrível e eu realmente sinto que nos amamos, nos respeitamos e planejamos um futuro junto.

Mas o que que vem aí, né, gente? Eu quero ver desgraça para dar engajamento. A grande questão começa logicamente pela nossa diferença de idade, tá, gente? São 4 anos de diferença, acalma lá, né? Só que também 4 anos de diferença nessa fase é muita coisa, né? Tipo, se você tem 30 e namora alguém de 34, Não faz tanta diferença, porque meio que você já tá ali estabelecido, né, enquanto pessoa, enquanto adulto. 40, 44, 50, 54, sei lá, né, é isso.

Agora 34, 38, é tudo a mesma coisa. Mas nessa fase dos 20 é muita coisa mesmo. Desde o começo foi uma questão que me incomodava apenas por ele ser bem mais novo do que eu. Algo que no dia a dia nem parece, pois ele é extremamente maduro, responsável e com consciência de vida, sabe? Consciência política, social, de gênero. Mas isso se entrelaça ao fato dele ser bissexual e ter tido poucas relações com mulheres, mas principalmente não ter tido nenhuma com homens.

Amiga, então é você que vai apresentar o Casal Luar para ele. Joga aí no Twitter: Casal Luar. Gente, não façam isso em público, tá? Porque é um perfil +18. Mas existe todo mundo a ser vivido em casais, tá? Também. Lore, eu sou vivida e já peguei geral por aí. Tive minhas experiências boas e ruins, mas tive. Juntando com meus ciúmes, paranóias, inseguranças, penso que de alguma forma posso estar tirando isso dele. E pior, ele pode ter curiosidade de experimentar.

E pior, até gostar mais. Amiga, mas você privar alguém de viver não impede que ela vá viver, tá? E não impede que ela vá gostar. A gente não consegue impedir nada do outro, gente. Nada, nada, nada, nada. Tudo que a gente tenta impedir no outro é um sofrimento nosso e é uma imposição negativa ao relacionamento. Tem que deixar a pessoa livre para ela gostar do que ela quiser gostar. Claro que vocês têm que entrar em acordos e tal, mas não tem como a gente proibir a pessoa de sentir, né?

Essa paranoia se ramifica no fato de eu também já ter ficado com homens e mulheres, mas até hoje não saber se me identifico como bissexual. Beijando mulheres, já senti tesão por elas, mas nunca cheguei aos finalmentes, até por medo meu mesmo. Ao mesmo tempo, por achar que a culpa cristã me assombra, mas também reconhecer que talvez eu só seja uma bifestinha mesmo. Bifestinha é o termo usado para pessoas que beijam outras pessoas.

Do mesmo gênero, e só quando estão em festas, só quando estão bebadinhas, a louca, só para se divertir, né? Eu acho que isso não invalida a bissexualidade, tá? Mas vai do sentimento que você teve, se é uma coisa constante ou se foi só para experimentar, não sei, vai de cada um mesmo saber como se identifica, né? Aí chegamos na parte que acaba comigo, me pondo de frente com minha parte mais blé. Algumas vezes, desde que nos conhecemos, ele já apontou para mim que não se identifica tanto com o sexo masculino, que muitas vezes já pensou que gostaria mais de ser mulher.

E todas as vezes que ele me disse isso, não teve uma sequer que eu não tive um surto interno de 2 segundos pelo medo de perder meu namorado. Eu sei, eu sei, eu sei, uma coisa não necessariamente leva a outra, mas eu também não sei como seria. Se isso se concretizasse. Na real, eu já perguntei pelo menos uma vez se ele se via fazendo uma transição de gênero e ele disse que não. Tudo isso, Lore, roda e roda na minha cabeça pelo menos duas vezes no mês.

Eu amo o meu namorado, falamos sobre casar, temos os nomes dos nossos filhos, nunca me deu motivos para desconfiar dele e ele me jura que nunca terminaria comigo. Ai, gente, eu detesto casal que é nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, até a vida te dar um soco no estômago, né, gente? Não vamos pensar em nunca. Ai, eu sei, para mim é uma coisa opressora dizer nunca vou te deixar. Não, gente, nunca prometa esse tipo de coisa.

Tipo, enquanto nós quisermos ficar juntos, ficaremos juntos, sabe? Eu escolho estar com você, né? Eu acho que é isso. Mas eu acho que tudo isso me impede de acreditar 100% que passaremos a vida toda juntos como planejamos. Que vida vida toda. Você não sabe da vida toda. Que vida toda, gente? Amiga, calma, calma lá, gente. Não tem nada acontecendo não. Você só tem o dia de hoje para viver, o resto da vida não tem não. Sei também que relacionamentos são isso, são assim.

Quer dizer, a vida, né? Não temos certeza de nada. Ele é meu primeiro namorado. Isso explica tudo, gente. E já é muito mais do que viver com várias outras pessoas. Mesmo assim eu sei que minha vida seguiria. Sei lá, Lore, só tenho medo de que minhas inseguranças sejam verdadeiras ou que elas acabem com meu relacionamento, ao mesmo tempo que não quero barrar nem privar ele de descobrir outros lados dele. Algum conselho para essa netinha?

Grande beijo. Observação: sou a terceira namorada dele e ambos somos bem monogâmicos. Amo monogamia. É, gente, muitas questões, né? Uma questão de transgeneridade, uma questão de pessoas se descobrindo. Existe uma beleza tão grande nisso, né? É o que eu falei, e pelo visto é o que você diz aqui no final. Não dá para barrar isso nas pessoas. Eu acho que a gente tem que permitir. Também não dá para você se impedir de ficar insegura.

Eu acho que é super natural, compreensível, e qualquer um se sentiria inseguro, ainda mais quando a gente é muito novo, quando a gente tá no começo da relação. É, esse é o primeiro namorado, a gente acha realmente que a pessoa completa tudo que a gente é na nossa vida, quando na verdade ninguém consegue fazer isso. E a gente só descobre isso com o tempo. E é tão bonito perceber isso, sabe? Parece que é uma coisa negativa, mas é o mais positivo possível, porque tira um peso imenso da costa dos outros.

Não é ele que vai te fazer feliz, nada ali. É você sempre, sabe? É você, suas escolhas, seu modo de enxergar um relacionamento. Mas isso tudo a gente aprende com o tempo. A verdade é que vocês têm que conversar bastante sobre isso. Acho que vocês são muito novos. Eu acho que você precisa pelo menos colocar na sua cabeça que a vida e o futuro não se resume aos planos de relacionamento que a gente tem, sabe? Tudo vai muito além disso e a vida surpreende a gente sempre.

É uma coisa que eu acredito muito. Se a gente tá aberto para isso e se movimentando em cima disso, Então esteja disposta a viver assim profundamente o que você tem agora e sabendo lidar com esse medo. Não vou nem falar deixando o medo de lado nem nada disso, porque é muito impossível, né? Mas se jogando no agora. Porque às vezes quando esses medos começam a crescer muito, a gente começa a ficar, a se impedir de viver o que a gente tem, né?

Daí quando a gente termina, a gente passa: putz, passei tanto tempo sei lá, os últimos 2 anos dessa relação, os últimos 1 ano, os últimos 6 meses só com nóias na minha cabeça e tal, enquanto eu podia ter ligado um grande foda-se e pensado, nossa, olha o que eu tenho agora, é isso, é incrível. Já namorei um menino que a gente também tinha uma diferença de idade, ele era mais novo do que eu e tal, e eu tava muito apaixonado e tal, na minha fase emo, e ele já falava sobre ele pensar que ele queria ser uma pessoa trans e tal.

Sobre ele ser— gente, isso há 20 anos atrás, tá? É muito bizarro isso, porque há 20 anos atrás isso não era pauta na internet, né? Isso não existia, esse assunto na internet. Não existia nem YouTube, gente, do jeito que é hoje, nem redes sociais do jeito que é hoje. E hoje em dia ele é uma mulher trans. Doido, né, pensar nisso, que tipo a pessoa tava lá e já comentava isso comigo, e eu mesmo eu sendo completamente ignorante naquela época, aquilo me dava muita insegurança também.

Eu não lembro de ter essa coisa de pensar, provavelmente eu pensava, tá, mas isso já não me lembro, de, sabe, vamos passar o resto da vida juntos e não sei o que lá, não sei o que lá. Mas eu lembro que eu ficava muito inseguro também, que eu não ia saber como eu ia me sentir com isso, não ia saber como, que pessoa ele ia se tornar, sabe. E enfim, É muito louco pensar isso, mas é aquilo, a gente não tem poder nenhum sobre essas coisas.

E a maior prova de amor que a gente pode dar para as pessoas é deixar elas serem quem elas são, sabe? E colocar nosso ego de lado. É isso. Não sei se te ajudei de alguma forma, mas também você quis mais desabafar, né, amiga? Bora para terapia então. Um beijo e é nessa que eu vou, gente. Eu amo.