#280- Ser julgado, sair sozinho, Lorelive especial com Érika Hilton
Por fim, dou um Conselho Ruim a um ouvinte.
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👵🏼 Lorelay Fox é Drag Queen há quase 20 anos e, nesse loreverso, falamos sobre ETs, conselhos (ruins), dicas de maquiagem e assuntos cotidianos.
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- Erika HiltonErika Hilton · Quadro 'Pra Quem Você Tira a Peruca' · Crítica a Malafaia · Liberdade de expressão
- Evitar julgamentos e autoconhecimentoSair sozinho em bares e baladas · Medo de ser julgado por sair sozinho · Liberdade individual e autossuficiência
- Identidade e AutoestimaRelacionamento amoroso conturbado · Reciprocidade em relacionamentos · Lições de relacionamentos passados · Autoestima após término
- A vida social de Lorelay FoxGosto por sair e ir a baladas · Imagem pública vs. realidade · Viagens a trabalho e cansaço
- Preconceito e Julgamento SocialPercepção de julgamento em público · Julgamento mental vs. intervenção · Liberdade de se vestir como quiser · São Paulo
- Infância e AutoestimaChá de revelação e escolha de nomes · Dar o próprio nome aos filhos · Autoestima e vaidade
Olá, este é o podcast Para Tudo. Aqui é um lugar para todo mundo para falar sobre tudo, um lugar para a gente comentar aquilo que aconteceu na semana, pensamentos aleatórios, dicas interessantes ou não. E eu sou Lorelay Fox, então vem comigo. Olá pessoal, eu sou Lorelay Fox e você está aqui no podcast que para, para, o pod para tudo. Ai, que delícia! Pode parar, parou. Ai, devia ser uma coisa assim se eu fosse uma é blogueira hétera que só tá criando um podcast porque, sei lá, meu pai é rico, porque sei, quero fazer publi de bet.
E se chama Pode Para Tudo. Pode, pode, pode parar, pode. Aí eu ia amar ser básica, gente. Eu ia amar ser básica. Ai, gente, eu não sou básica, né? Ai, meu medo é ser básica. Ai, mas também ser básico é É mais fácil, né, gente? Mas quem quer uma vida fácil também, né? Não precisa. A gente quer algumas dificuldades também. A dificuldade da criatividade é uma dificuldade que eu aceito, tá? Tudo para a gente não ser básica. Acho que é mais revolucionário.
Não, não sou uma gay básica não, gente. Sou uma gay que entrega entretenimento. Sou uma gay louca. Começa por aí. Eu sou uma gay louca. Sempre recebo assim mensagem, sempre não, quer dizer, sempre, mas vou comentar porque eu li hoje uma mensagem assim: ai, Lorelay, eu sou muito parecido com você. Ser não sei o que lá, minha forma de pensar, não sei o quê, não sei o quê. Então seja bem-vindo ao grupo das não básicas. Mas daí eu olho o Instagram da pessoa, eu falo assim: nossa, mas parece ser louca.
Daí eu também fico pensando: se eu postasse minha vida pessoal sem ser meu trabalho, eu ia aparecer não básica? Acho que não, porque eu não sou louca. Eu não escrevo, eu não escrevo, eu não me visto igual uma doida, eu não vou para rolês malucos, eu não faço nada. Ah, inclusive quero falar outra coisa: esses dias tava passeando aí no centro com Marcos A gente foi dar um rolezinho ali pelo Copan, foi tomar um drinkzinho. Tem um bar ali que se chama Cordial, o nome, bem ali em frente ao Copan.
Gente, uma delícia o drink dali, o Garibaldi, o nome do drink. Ai, já sei até o nome do drink, gente, sou velha cachaceira. Mas enfim, tava andando por ali, que que eu ia falar mesmo? Ah, é, encontrei umas meninas que pediram foto comigo, não sei o quê. Delas, ai, a gente tava comentando comentando que se a gente quisesse encontrar alguém na rua seria você. Não acredito! Inclusive, só uma coisa que as pessoas têm comentado bastante: pai, quem eu queria encontrar andando por São Paulo?
Você! E a pessoa me encontrou. Então realmente, gente, dá para profetizar desgraça para sua vida, elas realmente acontecem. É a lei da atração. Enfim, elas me encontraram, delas falaram assim: ah, é porque a Lorelay nunca sai, não sei o quê. Eu falei assim, gente, eu perguntei para elas: nossa, eu nunca saio, por que que as pessoas têm essa imagem de mim? E daí eu entendi que as pessoas têm essa imagem de mim, eu cristalizei isso nas pessoas.
E a partir de hoje eu vou mudar isso em vocês. Gente, eu sou alguém que gosta muito de sair. E principalmente eu gosto muito de ir pra balada. As pessoas falam assim... Eu postei 2 dias que eu fui pra balada, 2 dias seguidos. Acho que eu comentei aqui que eu fiz um Reels lá inspirado em Hit the Driver. E daí eu fui num dia numa balada, no outro dia em outra. E as pessoas no Reels comentando assim: nossa, ela teve que sair 2 dias, 2 dias...
Gente! Por mim, eu ia para balada todo dia. Eu adoro ir para balada, adoro, adoro, adoro sair para dançar, adoro virar a noite dançando. Tudo bem que eu quero voltar para casa antes do sol amanhecer, mas isso desde que eu era jovem. Mas eu gosto de sair, eu não gosto de passar o final de semana em casa, a não ser que eu esteja muito cansado. Mas se você me chamou para um barzinho, topo. Se você me chamou para uma baladucha, topo também.
Gosto de sair. Eu não vou para Sorocaba, eu saio sexta, eu saio sábado, só não saio no domingo porque às vezes não tenho o que fazer lá, né? Mas, gente, mudem essa imagem que vocês têm de mim, tá? De que eu sou, ai, sou uma véia cansada, não gosto disso, não gosto daquilo. Eu gosto de ir para balada, tá? Outras coisas não. É porque também eu comentei muito que eu não gosto de fazer viagens, que é outra coisa, porque viagem é uma coisa que me cansa, gente.
Quer dizer, gosto de viajar, mas não igual as pessoas gostam por aí, que o povo vive para viajar, né? É uma coisa que eu não tenho muita paciência. Acredito eu que pelo fato de eu trabalhar muito viajando, você meio que pega um bode de viagem, gente. Você tem que, se você é obrigado a viajar muito, hoje em dia eu já não viajo tanto a trabalho, mas sei lá, nos primeiros 6, 7 anos da minha carreira eu viajei muito a trabalho. Então, porque agora tô flopada, ai, não tô flopada não, né, gente?
Não tô flopada, né? Enfim, é isso. Queria só que vocês mudassem essa imagem que vocês têm de mim, de que eu não gosto de sair, de que vocês não vão me encontrar por aí. Vamos encontrar porque eu tô sempre batendo perna, tá bom? No final de semana eu e Marcos, é raro a gente ficar só dentro de casa, a gente tá sempre indo para algum lugar. Isso quando a gente não vai para as baladas de fato, enfim. Do grupo da Dia TV, gente, eu sou a que mais sai, eu sou a que mais sai, caralho.
É que eu não posto, eu não posto eu na balada, eu não posto, eu não aviso nem meus amigos em Sorocaba quando eu tô lá em Sorocaba, que eu vou para o pub, que eu vou para o Asteroide, que eu vou para algum bar. Ou eu chamo eles, que é muito raro, ou eu vou sozinha. Sozinho, porque tipo, ai Deus, decido para onde eu vou, decido que hora que eu chego, fico lá sozinho. Ai, mas você sai sozinho e não sei o quê lá. Tá aí outra coisa que eu comentei esses dias com alguém que me encontrou sozinho numa balada.
A pessoa assim, nossa, mas você vai sozinho? Eu, é, para mim é normal, eu gosto, não sei o quê lá. Daí a pessoa fala assim, ai, mas tenho medo que as pessoas olhem e achem meio triste eu sair sozinho e tá aqui sozinho. Acho que a pessoa, acho que a gente começou a trocar ideia e não foi nem sobre balada, foi sobre cinema, alguma coisa assim que a pessoa comentou. Daí eu falei assim, não, amigo, reflete comigo, Triste é você ser alguém que não consegue fazer as coisas sozinho.
Isso é triste, você depender de outras pessoas, porque isso é coisa de quem já tem 80 anos e não consegue se locomover, né? Triste é você se impedir de fazer as coisas só porque não tem outra pessoa ali com você. Gente, vocês têm que mudar essa ótica que vocês têm de quando você vê alguém sozinho numa balada, sozinho no restaurante, sozinho num barzinho. Sabe, triste é quem não consegue fazer as coisas sozinho. Desculpa, eu sinto pena, eu sinto pena.
Você vai ter que mudar isso em você. Você tá me ouvindo, né? Aí, eu queria tanto fazer não sei o quê sozinho. Vai, faz. Ai, mas vão ficar me olhando. Não vão, gente, não vão. E se a pessoa te olhar, tipo, é coitada dela se ela te julgar, porque ela não tem essa liberdade que você tem, sabe? Eu penso, mas daí, tipo, ai, eu não sei o que fazer se eu tô na balada sozinho. Gente, eu tô lá no pub sozinho, eu fico lá em cima. Peço um drink, sento ali, vejo o povo dançando lá embaixo também, porque fico lá sentadinha, porque dançar sozinha é uma coisa que eu não consigo também.
Hoje em dia é mal dançar junta. Não, mas é pior que eu dou uma dançadinha sozinha, viu? Ai, gente, a bebida entra, a gente não tem mais, né? Mas daí você faz o quê? Você pode ficar no celular. Eu também, eu penso assim, ai, vem aqui para ficar no celular? Sim, não estaria no celular na minha cama. É melhor eu estar aqui ouvindo música e bebendo. É ou não é? Ai, gente, nada te impede de fazer nada, nada, a não ser sua própria cabeça e os seus preconceitos.
Faça o que você quiser, tá? Desde que você não seja desagradável com os outros, faça o que você quiser. É isso. Tá na balada, pode ficar sentado só ouvindo música, pode não beber, pode chegar lá assim: ai, só vim para ouvir música aqui no cômodo e passar uma horinha e meia, tô aqui. É que em Sorocaba a balada é mais barata do que aqui em São Paulo, né? Porque Você pagar só pra entrar também aqui já é uma facada no seu coração.
Mas enfim, você pode fazer o que você quiser, seja livre, viva, aconteça. Porque vai chegar uma hora que você não vai conseguir levantar de uma cama e você vai pensar: nossa, tanta coisa eu podia ter feito e eu não fiz só porque eu não tinha alguém, só porque meus amigos não queriam, só porque me impedi de viver, sendo que naquela época eu tinha vida e hoje não tenho. Tá bom? Sempre pensem, é o que eu falei, é minha grande resolução desse ano, que são as reflexões que me ocorreram.
O que que, o que que daqui uns anos você vai pensar: nossa, eu devia ter feito isso antes, por que que eu não fiz? Eu só estava me sabotando. O que que você está se sabotando agora que no futuro vai se tornar um arrependimento? Vai lá e faça. Vai lá e faça, porque no final você vai morrer, vai dar 2 meses, ninguém vai lembrar do seu cadáver enterrado, tá bom? Ninguém vai se importar. E por quê? Ai, porque você é uma sozinha. Sim, mas seja uma sozinha que viveu feliz, que viveu plena, tá bom?
Não tem essa. No final, gente, tá todo mundo sozinho. Você nasceu sozinho, você vai morrer sozinho. Pode ter 30 pessoas à sua volta, todas essas pessoas são reflexo da sua mente, da sua realidade. Cada um tá vivendo o seu próprio mundo ali. No seu mundo só você existe. Eu, eu vivo muito dentro desse raciocínio, que todo mundo que existe à nossa volta é um reflexo da nossa consciência em cima delas. Tipo, as pessoas existem, não tô falando que o mundo não existe, tá?
Só que nossa visão sobre ela, o que a gente vê dos outros, é tudo quem a gente é, né? Só existe a gente. Gente, ela já tá doidinha, né? Aí muda de assunto, gente, bora. Deixa eu falar outra coisa. Fiz uma Lore Live ontem, gente. É assim, tem momentos da nossa carreira, que do carreirão da vovó, que realmente entram para nossa história. Fiz uma live com a Erika Hilton ontem e eu já sabia que seria incrível, porque a Erika Hilton, além de ser extremamente relevante, inteligente, é ótima comunicadora e ela é uma pessoa muito divertida, né?
Ela é uma pessoa que entrega energia de vamos ser doidinha. E além de tudo, estávamos belíssimas, belíssimas. Nossa, Miguel arrasou demais no meu look, look de brechó, hein? Miguel comprou aquela, o meu blazer que eu usei num brechó, daí ele fez as aplicações ali e pronto, virou um lookão, bapho de labafo. É a peruca que a Luna Scarlet fez também, enfim. Foi tudo incrível. Mas o que que eu quero comentar para vocês, gente? O que me deixou gag com a Érica é que realmente, gente, é raro encontrar alguém que fala tudo sem medo, né?
Puta que pariu, gente! Logo na primeira peruca que ela foi tirar— eu tenho um quadro lá que se chama Pra Quem Você Tira a Peruca, né? Daí tem nomes ali, ela comenta se ela gosta da pessoa, se ela não gosta. O primeiro foi Silas Malafaia. Já começamos nesse nível. Ela já começou abrindo falando: não tem como tirar a peruca para uma maricona dessa. Depois chamou ele de cafetão da ferra. Meu Deus, eu juro que ali eu estalei meu olho, falei, caralho, realmente é alguém que não tem medo de nada, gente.
E realmente, né, ela não vai ter medo, ainda mais ela tava indo num lugar super safe. Claro que tudo que ela falou tá viralizando agora, mas é alguém que passa por momentos tão mais piores que ela fala essas coisas na cara dessas pessoas, né. A gente esquece disso. Nossa, deve ser muito libertador. Muito libertador, muito libertador. É realmente um fresh air, sabe? Uma coisa que rejuvenesce a gente estar do lado da Erika Hilton.
E realmente senti que foi auge de los auges. E saber que a gente tava bonita nas fotos também me ajuda muito. Gente, eu vou comentar aqui uma história, mas vocês deixem bem baixo, tá? Saí com uma amiga esses dias, dela tava contando que ela foi num chá de revelação. Como é que chama? É chá de bebê? Não é chá de bebê? Chá de revelação? De gênero das crianças, revelação de sexo, né? Sexo é a questão biológica do seu corpo. Gênero, querida, bora construir.
Mas enfim, sem esses lacres, porque eu vou falar uma coisa bem mais básica do que isso. É, tava nesse chá aí que não sei o que lá. Ai, menino ou menina ou menine, a louca. E daí, ai, beleza, vai ser menino, não sei o quê, não sei o que lá. Daí, ai, todo mundo ficou feliz e tal. Daí o pai me solta o seguinte: Aí eu vou trocar os nomes, deixa eu pensar aqui. O nome do pai é Danilo, vou usar meu nome aqui. E daí ele soltou assim: ai, que lindo, vai ser menino, não sei o que lá.
Todos os amigos vibrando: ah, então o nome vai ser Panilo. Inventei um outro nome aqui. Ou melhor, o nome do filho vai ser o nome do pai com uma única alteração, tá? Nomes fictícios, ninguém vai se chamar Panilo, né? Mas era bem nesse nível o nome, tá? Daí os amigos falaram assim, ai, você tá zoando, né? E todo mundo, kkkkkkkkkkkkkk. Não era zoeira, gente. Do nada tá, explode assim, no telão tá escrito o nome Panilo mesmo. Gente, a discussão que eu tive com a minha amiga não era nem que o nome era feio.
Porque o nome também não é, não achei o nome feio, mas era um nome do tipo assim, o pai quer que o filho tenha o mesmo nome. Eu sempre achei isso meio bizarro, mas ok. Só que a reflexão que a gente chegou é do tipo assim, a pessoa tem que ter uma autoestima muito grande para querer dar o nome para o filho o próprio nome dela, não tem? Tipo assim, nossa, gente, eu tenho certeza absoluta que essa pessoa usa a própria foto dela na tela do celular O que tá tudo bem, essa minha amiga também usa, eu tenho um pouco de inveja dela.
Mas daí eu fiquei assim, gente, você ama tanto seu nome, você acha que seu nome é tão gag de la gag que você vai pegar ele, vai alterar uma única letra e vai falar, ó filho, você também pode desfrutar dessa maravilha. E não é legal, não é legal, porque não era um nome comum, era um nome estranho. Daí eu fico assim, gente, seu nome não é tudo isso que você tá achando. Sabe, seu nome não é esse grande muse. E isso vale para todos os nomes.
Nenhum nome é um grande muse a ponto de você querer dar o seu para alguém, sabe? Tipo assim, a partir de agora você também pode ter o mesmo nome que eu. Nossa, desculpa aí, rainha dos nomes, que que é isso que tá acontecendo? Enfim, sei que talvez eu seja muito criticada sobre esse raciocínio. Vocês aqui que tem muitas mães que me seguem Deem seus nomes para suas filhas, para os seus filhos, para suas filhas, e tá tudo bem, né?
Tá tudo bem, só que eu vou julgar também. Ai, falando em julgar, gente, tenho pensado muito num Reels que eu vi aí de uma menina falando assim: ah, em São Paulo ninguém vai olhar para você. Daí ela comenta que realmente em São Paulo, se você tá no metrô vestido de palhaço, ninguém se importa. Se você tá andando pelada na rua, talvez você seja presa, né? Mas tipo, ninguém vai se importar. Se você tá fazendo maquiagem no ônibus, ninguém se importa.
Não sei o quê, não sei o que lá, não sei o que lá. Gente, calma lá também, né? Calma lá também. As pessoas não terem uma reação sobre você estar na rua daquele jeito não quer dizer que elas não estão te julgando. Elas só não vão interferir. Elas só vão olhar e fingir que não viu, mas vão olhar e vão pensar. Porque, desculpa, tem aqui 7 milhões de pessoas nessa cidade. Eu acho é por aí, né? Eu pelo menos vou estar julgando. Desculpa, gente, eu julgo o que eu vejo na rua, eu comento mentalmente e tá tudo bem.
As pessoas fazem isso quando me veem e tá tudo bem também. Não venham com esse papinho de ai, ninguém te julga. Julgam sim, gente, julgam sim. As pessoas olham, elas só não comentam, elas só não interferem em você. Realmente pode ir vestido de Lorelay Fox no metrô, ninguém vai falar nada, a não ser meus fãs, né? Porque daí eu sou famosa, é outro nível. Inclusive posso dar meu nome para vocês, a louca. Mas que as pessoas vão olhar e vão julgar, vão.
Não vamos também criar essa ilusão de que ninguém— ai, no Japão você pode andar do jeito que quiser, em Nova York não sei o que lá ninguém te julga. Julga sim, gente, as pessoas julgam, elas comentam, elas olham, elas olham fingindo que não viram. É isso. Vamos também deixar de se fazer, né? As pessoas estão te julgando sim. Só que o fato delas te julgarem e não fazerem nada, para mim a evolução da sociedade é essa. Pode me julgar, pode achar que eu tô igual uma palhaça ou que eu tô maravilhosa, mas tu fique na sua, porque ninguém é obrigado a nada, entendeu?
Ninguém, eu não sou obrigada a saber da sua opinião, não quero saber na verdade, a não ser que seja uma opinião positiva, né? Mas o brasileiro não tem esse costume mesmo, né? Eu lembro, já comentei aqui também, que quando a gente foi para Nova York andando lá com Diva Depressão e Nossa, até eu fui parado na rua para as pessoas comentarem. Acho que comentaram do meu tênis, comentam muito das tatuagens deles, do cabelo deles, da roupa deles, porque elas se vestem mais louca do que eu, né?
Eu sou a básica do trio ali, do trio das gueizinhas. Mas é legal, as pessoas reparam e elas comentam positivamente. Aí tudo bem. Mas enfim, só queria dizer para vocês, venham para São Paulo do jeito que vocês quiserem, ninguém vai interferir na minha vida, não, tá? Mas vão estar julgando sim, desculpa. Aí, gente, quando você vai de chinelo no shopping, as pessoas olham para o seu pé sim, desculpa. Isso acontece sim. Talvez seja porque eu frequento o shopping aqui que é mais de rica, talvez, mas não importa.
Estão te olhando, estão te julgando, desculpa. Ai, e eu vou de chinelo sim, vou de chinelo sim. Sei que povo de São Paulo tem ódio a chinelo, eu sei, porque é uma cidade extremamente suja, né? Nojento andar por que tinha nela. Mas às vezes acontece, tipo, ai, tô com pressa, vou descer, vou passar ali, resolver um negócio, não sei o quê. E é nessa que eu vou, gente. Próximo tópico. Nossa, gente, tenho recebido tanto essas ligações de telemarketing, eu não atendo mais nada.
Realmente acabou a telefonia no Brasil, né? Que bosta! E ninguém faz nada para— Erika Hilton, cabe a você resolver esse problema para gente. Meu Deus do céu! Bora lá, que que eu vou fazer agora, gente? Tem um podcast especial que é exclusivo para apoiadores, que é o podcast Conselhos Ruins, no qual eu leio pedido de conselho dos apoiadores. Mas aqui neste podcast gratuito eu pratico um serviço, é, como é que chama quando se faz um serviço caridoso?
É a caridade, né? Você pode mandar seu conselho aqui também para eu ler no podcast gratuito. Se você não tiver ali R$10 para ajudar a vovó. E realmente, o meu apoiador, o meu podcast de apoiadores, é o que sustenta todo o meu canal, toda a minha criação de conteúdo. Custa apenas R$10 mensais para você ter ali acesso a 4 episódios, às vezes 5 episódios de mais de 40 minutos, lendo conselhos e sendo completamente absurda. E é conselhos ruins mesmo, tá?
E tem conselho de tudo que é tipo. Enfim, todo mundo que entra para os apoiadores não se arrepende, gente. Tem grupinho do Telegram também. Aí vou entrar no grupinho hoje do Telegram, ver o povo comentando sobre o quanto eu brilhei na Lorelive de ontem, porque eu quero ser elogiada, gente. Me elogia as coisas que eu faço, eu também preciso ter autoestima no meu trabalho. Vou pegar aqui um pedido de conselho que enviaram para o email podcastparatudo@gmail.com.
Se você quer que eu leia um conselho aqui no podcast gratuito, envia para esse email, tá? podcastparatudo@gmail.com. Escreve já no título conselho para o podcast, tá? Porque senão eu posso acabar lendo lá no canal. É isso. Vamos ler aqui um conselho que tem o título de pedido de conselho para o podcast. Chique. Então vamos descobrir comigo o que que vem aí. E o nome desse quadro é vou ler um conselho todo final de programa. Olá, vovó, sou muito sua fã há muitos anos.
Amo as edições do V que Adoro Ua. Adoro sua voz e sua companhia. Sinto que somos amigas. Sou uma mulher cis hétero de 34 anos e venho pedir um conselho para me empoderar depois de uma história de amor conturbada, cheia de idas e vindas. Ai, gente, vou tentar ser breve. Estava num relacionamento de 11 anos, PQP, gente, já meio capenga, apenas com sentimento de amor de amizade pelo meu parceiro. Comecei a fazer aula de violoncelo.
Meu Deus, do nada, gente! Não vamos julgar, tamo em São Paulo, aqui a gente não julga. Comecei a fazer. Ai, gente, desculpa, deixa eu comentar mais uma coisa, uma coisa que eu vou julgar, tá? Quem torce para Argentina nessa final da Copa? Ai, gente, não tá dando, né? Tem muito Brasil. Se você é de família de Argentina e tal, eu vou passar esse pano para você, tá tudo bem, acho que faz sentido, mas não dá, né? Não dá, gente. Comecei a fazer aula de violoncelo com professor muito legal e ele era muito bonito.
Desde o início senti uma tensão muito grande durante as aulas. Ai, que coisa mais de filme, né? Professor de violoncelo com uma mãozona assim. Acabamos nos tornando amigos, sempre dávamos rolês juntos depois de ensaios, junto com outros amigos dos grupos de música. Meu relacionamento acabou de uma forma bem honesta e pacífica. Achei que era com seu ex de 11 anos. Não, o problema vai ser, gente, já falei para não namorar músico.
Já falei para não namorar músico. Vocês acham que eu tô zoando? Não tô zoando não, gente. Namorar pode, porque eles precisam namorar também. Eles não podem morrer sozinho, a louca. Mas deixa eles namorar entre eles. Aí, se bem que se você tá fazendo aula de música, você também se torna uma música. Ah, então vocês se merecem. Eu e o professor acabamos ficando depois de um concerto, pois ele sempre me xavecava de alguma forma. Eu já estava encantada há algum tempo.
É que eles são encantadores mesmo. Mesmo, né? Ficamos sempre convivendo, ficando juntos, mas também ficávamos com outras pessoas. Não havia nenhum compromisso, pois ele sempre disse que era livre. Ai, gente, esses papinhos de macho livre, meu Deus do céu! Isso durou uns 2 anos, mas acabei me apegando. Ele é leonino e eu aquariana. Gente, opostos complementares, opostos complementares! Aí é difícil de fugir mesmo, amiga. Agora sim você lacrou.
Ele acabou sendo demitido por questões políticas depois da mudança de gestão da prefeitura da cidade. Fazia um mês que não nos falávamos direito. Ele tinha parado de falar comigo do nada, disse que tava focado no trabalho. A mãe tava demitida? Tinha parado de convidar para jogos online, estava frio e distante, sendo que estávamos muito próximos antes. Acho que ele estava se sentindo pressionado da relação estar ficando séria, já que estávamos ficando só um com o outro.
Ai, gente, que red flag, né? Tipo, chega uma hora que você tem que esclarecer as coisas. É o que eu acho. Ai, por isso que essas coisas de ir ficando, ficando, ficando, chega uma hora que tá só ficando com a pessoa. E daí ninguém fala que é namoro, mas você sente uma obrigação de namoro, sente uma vontade de namorar. Mas também, gente, quando eu acho que quando não começa recíproco, aí eu já sei, não é, não acho que é assim uma regra, mas ai, gente, não é legal, né?
Quando ele foi demitido, mandei uma mensagem mesmo depois dele estar distante, querendo saber se ele tava bem, pois sabia que aquele projeto era a vida dele. Ele tava muito mal. Kkk, amei, gente! Isso mesmo, vamos maltratar esses machos. E disse que eu era a única pessoa que ele queria ver e me chamou para ir para casa dele para a gente ver um filme e tentar se distrair. Óbvio que foi tudo muito intenso e caloroso quando nos vimos.
Eu falei sobre como estava decepcionada por ele me ignorar por tanto tempo. Ele deu a desculpa do trabalho e disse que ia tentar melhorar porque não queria queria me ver triste. No dia seguinte, ele me pediu em namoro. A primeira coisa que eu disse foi: está zoando com a minha cara? Ele disse que não. Gente, que momento estranho! Claro que você queria namorar, mas ele tava meio distantinho. Mas também ele foi demitido. Vamos ver, será que tem outra pessoa por aqui metida nessa história?
Depois veio a mudança de cidade, pois ele dava aula em outra cidade também. Acabamos nos vendo apenas nos finais de semana. Ele não vinha para cá, pois tem alergia a gato, e eu tenho 5. Então era sempre eu que ia. Tudo lindo, tudo certo. Gente, só você ir não é tudo lindo, não é tudo certo. Reciprocidade. Ai, toma aí um remédio antialérgico, não sei, gente, se vira. Venha, mas não fica na sua casa, arranja um lugar. Ai, não sei, não dá para só um dos dois ir.
É esse, é o segredo para desgastar uma relação: só um tem que se deslocar atrás do um para o outro. Gente, desculpa. Ficamos assim por cerca de 6 meses, até que na segunda-feira de carnaval desse ano estava com a minha mochila pronta para ir para a cidade dele passar uns dias e o meu aniversário juntos. Logo depois de tocarmos juntos, comemos um pastel. O meu pastel veio errado, mas não fiz a moça fritar outro e jogar fora o que já tinha dado umas mordidas.
Então tivemos uma discussão boba entre ela errou o nome que chamou ou o sabor, e isso pouco importa, tá? Quando fui lavar as mãos, ele me chamou de canto e disse que achava melhor eu não ir com ele, pois sentia que a gente ia acabar brigando. Não via motivos possíveis para isso acontecer. Depois de algumas desculpas dele de estar chato ou rabugento, eu disse: se você não quer ficar comigo, você precisa falar, não precisa procurar desculpa em outras coisas.
E ele desconversou e disse que estava animado para ficar junto Mas não era o momento. Gente, que coisa estranha, que coisa estranha. Fui embora com a minha— então você tinha se programado de passar seu aniversário com ele, passar uns dias com ele? Ai, gente, não, termina, termina. Mas tá precisando se empoderar. Por que que você falou lá no começo se empoderar? Porque parece ter sido uma história meio normal. Fui embora com a minha mochilinha de Dora Aventureira para casa e ele me mandou uma mensagem de desculpas.
A conversa foi indo, ele disse que era melhor só sermos amigos, que nunca deveria ter ficado comigo. Ai, que pesou, né? Que não sentia a mesma atração, que não conseguia falar eu te amo, que fui eu que insisti em ficar com ele desde o começo e ele não queria estragar a amizade desde sempre, que não ia conseguir retribuir toda atenção que eu dava para ele, que forçou tentar se apaixonar por mim por esse tempo e não conseguiu. Meu Deus, gente, feliz aniversário, amiga!
Que pesado, meu Deus, ele falou coisas muito pesadas, ele falou coisas muito pesadas que ninguém merecia ouvir. Agora, Lore, me diga, 2 anos e meio nessa, no começo ele dizendo que estava apaixonado, balbuciou alguns eu te amo para mim quando estava bêbado ou dormindo, tínhamos uma relação aberta, nunca cobrei nada. Gente, se ele nunca falou eu te amo abertamente Eu entendo que tem pessoas que têm dificuldade de externalizar sentimentos, mas tem alguma coisa aí, né?
E quando eu confrontei pessoalmente, ele foi um sabonete, escapou da conversa para terminar por mensagem. Amiga, antes terminar por mensagem do que continuar te enrolando ao vivo, né? Me senti uma palhaça, pois acreditava no que ele dizia. Depois que ele falou, mas ainda quero ser seu amigo, eu só mandei um, desculpa, irmão, não vai rolar. Acha que foi muito radical? Não, acho que tá tudo bem. Você desde o começo queria pegar ele, né?
Você nunca viu ele como um amigo. Eu acho que eu sempre falo que super rola virar amigo de ex, tá? Porque também acho que ele não fez um— tá, foi chato, foi chato, mas podia ter sido pior, né, amiga? Já vimos histórias bem piores aqui. Ele podia estar mamando a rola do seu padrasto né, na cama da sua mãe, e que já vimos histórias assim por aqui. Vamos com calma. Mas acho que demorou muito para ele ser sincero. Por quê? Porque ele é um frouxo.
Ele é um frouxo. Fiquei mais triste pelo fato de estar numa relação postiça sendo idiota do que do fato dele falar que não gosta de mim de forma amorosa. Me ajuda a reencontrar minha autoestima também? Ai, amiga, eu não sou boa de autoestima, tá? Eu sou boa em esquecer pessoas, isso eu sou boa, desaparecer completamente de pessoas, mandar elas se foderem, é isso, bloquear de tudo. Mas ó, você tá melhor do que muita gente, gente, vamos ser sincera.
Mesmo ela estando nessa relação aí e tal, que você teve essa paixonite por esse cara, você continuava pegando outras pessoas. Então você não perdeu tanto tempo assim, você investiu bastante. Mas aprenda essa lição, tem que ser recíproco. A história que você descreve já mostra o que ele falou no final. Ele não fazia esforço para ficar com você, ele não tava nem aí, ele não se dispunha e tal. Aí não falava eu te amo, tudo bem, mas falar eu te amo muita gente fala.
Demonstrar é que a gente precisa. Faz falar eu te amo quando a pessoa não é carinhosa, quando a pessoa não é recíproca, quando ela não faz você se sentir especial e tal. Só que você não tinha nenhum dos dois, né, amiga? Nem falava eu te amo, nem te colocava nesse lugar de prioridade, né? Porque eu acho que a gente, enquanto relacionamento, a gente precisa estar num lugar de prioridade. E prioridade não tipo assim, ai, tudo a pessoa tem que me incluir.
Não, mas do tipo assim, essa pessoa precisa de um carinho diferente, uma atenção diferente. A minha energia vai ser depositada nela e ela vai estar lá por mim. A gente vai se ajudar nos momentos difíceis, a gente Vai um em busca do outro, sabe? Eu acho que essas são as demonstrações de eu te amo. A gente vai entender o outro, vai respeitar o outro, vai entender que o outro não tá ali para ser o que eu espero de alguém, mas sim vou amar ele enquanto ele é como pessoa.
Precisa de ter essa troca imensa. Então você aprendeu essa lição, que você ainda é muito jovem, minha netinha, tá bom? De que nunca mais vai aceitar menos do que reciprocidade e as pessoas sentirem que te amam. Porque falar não adianta nada, gente. Balbuciado ainda, mas parece que quanto menos eles entregam, mais a gente quer ficar em cima, porque a gente quer, quer acreditar que a gente consegue tirar esse amor deles. Tipo assim, não, eu vou conquistar o eu te amo dele.
Ai, gente, não vai, não vai. Nossa Senhora, me vem tantas histórias na minha cabeça. Não adianta, gente, você precisa de alguém que ame do jeito que você ama, sabe? E tipo, se você é mais frio, pega alguém que seja mais frio. Se você é mais calorosa, pega alguém mais caloroso. Se você quer mesmo, pega alguém que quer mesmo. Não sei, eu acho que reciprocidade é a regra. Mas para aumentar sua autoestima, não sei o que falar, só tô te falando para olhar para as lições e olhar que podia ter sido muito pior, tá bom?
E tá tudo bem, que pelo menos você se livrou de um macho frouxo desse. Demorou muito para ele tomar uma atitude de ser sincero sobre quem ele era, e agora vai ferver, amiga. É isso, vamos para balada sozinha, bem lobas, tá bom? Vai para aquele barzinho que você sempre quis ir, nunca teve coragem. Eu amo. Bota o peitão para fora, é isso, bate a tetinha. Ai, gente, que delícia, né? Como é bom meu trabalho de falar o que eu quiser para as pessoas.
Mas fique bem, viu, amiga? Cuide dos seus gatos. É isso. Espero que vocês tenham gostado desse episódio. Não sei se eu só falei besteira aqui, mas é isso, gente. É nessa que eu tô indo. Obrigado, tá, por dividir essa meia hora do seu dia comigo. Um beijo. É nessa que eu vou, uau.
Lorelay Fox
Podcast Conselhos Ruins