Episódios de Podcast Para Tudo

#270 - Os insetos pensam? Show da Shakira e Benjamin Franklin

08 de maio de 202636min
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Vovó voltou do show da Shakira totalmente enlouquecida! Hoje falo sobre as invenções de Benjamin Franklin e Thomas Edison, a vida dos insetos e mais. Venha surtar comigo!
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👵🏼 Lorelay Fox é Drag Queen há quase 20 anos e, nesse loreverso, falamos sobre ETs, conselhos (ruins), dicas de maquiagem e assuntos cotidianos.
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Assuntos6
  • Picadas de insetos e dorCérebro descentralizado (gânglios) · Reação em tempo real vs. reflexão · Processamento por algoritmos de decisão rápida · Consumo energético e ausência de sentimentos complexos · Senciência (sentem o mundo, mas não têm autoconsciência) · Receptores de dor (nociceptores) vs. sofrimento emocional · Interação baseada em química e física, não afeto · Sensores: antenas, olhos compostos, pelos microscópicos · Audição através de membranas ou vibrações · Ectotermia (dependência do calor externo) · Medo como reflexo de fuga · Fome como sinal químico de baixa energia · Receptores de sabor nas pernas
  • Legado de Franklin MartinsLentes bifocais · Para-raios · Fogão Franklin e lareira da Pensilvânia · Harmônica de vidro (Glass Harmonica) · Contribuições elétricas (cargas positivas e negativas, garrafa de Leiden)
  • Invenções de Thomas EdisonFonógrafo · Cinematógrafo e cinetoscópio · Sistema de distribuição de energia elétrica · Bateria de níquel · Lâmpada incandescente comercial viável
  • Apple smart glassesInvenção das lentes · Invenção das hastes laterais · Popularização dos óculos
  • Show da Shakira no RioAtraso do show · Experiência de perto
  • Conselhos e DicasAmizade superficial e interesseira
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Olá, este é o podcast para tudo. Aqui é um lugar para todo mundo para falar sobre tudo. Um lugar para a gente comentar aquilo que aconteceu na semana, pensamentos aleatórios, dicas interessantes ou não. E eu sou Lorelai Fox, então vem comigo.

É, querida, você achou que eu não ia estar aqui, né? Pois eu vou estar aqui, gente. Arrependida, arrependida. Doente, doente. Voltei do Rio de Janeiro, do show da Shakira. Shakira, Shakira. Voltei adoentadinha.

Porque realmente foi pesado pra vovó, viu? Nossa, como o meu pé doeu de ficar montada há tanto tempo. A Shakira atrasou uma hora e meia de show. Menina, eu tava lá montada. Shakira, por que você fez isso comigo com a vovó? Shakira, mais respeito, a louca.

Mas assisti o show bem de perto, gente. Levei meu óculos, sim, porque eu queria assistir o show de verdade. Ai, mas tá montada, usou óculos. Sim, percebi que às vezes eu preciso fazer um óculos feminino, bem dragzucha, pra que eu possa usar montada. Porque realmente, gente, eu falei, eu não vou. Por mais que eu estivesse perto, eu tava perto mesmo, tá?

É assim, bizarro ainda mais porque tinha uma passarela no meio do povo ali, do VIP. E quando ela ia pra passarela, nossa, eu vi ela muito perto assim. E daí quando eu coloquei meu óculos, eu falei, meu Deus, eu tô realmente vendo a Shakira Shakira. Foi uma experiência assim que eu agradeço a todo mundo que inventou óculos de grau. Quem que inventou óculos de grau, gente? Eu vou descobrir aqui, vou agradecer essa pessoa. Quem inventou óculos de grau?

Salvino de Marte em 1200 1285 na Itália em Pisa ou Veneza pisar mais, pisar mais ai gente, ele pisou muito muito, muito, muito primeiras lentes, antes de 1285 pedras transparentes eram usadas para ampliar a leitura

Ah, então as pessoas já tinham entendido que uma coisa ali transparente conseguia ampliar as coisas. Eu não teria esse tipo de entendimento, gente. Mas também o povo tinha um tempuxo livre. Você pega uma pedra aqui transparente, você fala, olha, uma pedra transparente. Daí você olha através dela, daí você vê que as coisas ampliam. Ai, também é uma coisa meio óbvia de se pensar, né?

É, mas eu não consigo pensar o óbvio hoje em dia. Se bem que hoje as descobertas, elas são diferentes. Elas não são do mundo físico, né? Elas são do mundo, assim, metafísico, teórico. Não teórico, né? Elas são do mundo da IA, gente. É isso. Ai, eu não tô sabendo descrever o que eu tô querendo dizer. Mas vocês entenderam, né? Enfim, óculos é uma invenção italiana. Só que, olha...

Esse salvino de armate, ele inventou óculos, mas as hastes laterais para apoiar nas orelhas foram criadas séculos depois, em 1730, pelo britânico Edward Scarlett. Olha, da família da Luna Scarlett, um beijo para o Edward. Daí eu penso assim, quantos anos que foi? Quatro, quinhentos anos depois?

Porra, mano, demoraram mais 500 anos pra pensar nas perninhas do óculos. Daí eu já tô achando vocês meio burra. Já tô achando vocês meio lerda. Mas também o que tinha acontecido, eu acho. Eu amo que a minha história inventaram na minha cabeça. O Salvino, ele inventou ali as lentes, né? Que eram as coisinhas redondas. Que você provavelmente segurava pra olhar. E era uma coisa muito difícil de se fazer, gente. Pensa-me 200.

É uma coisa cara, uma coisa difícil. Ninguém tinha acesso. Então quase ninguém usava óculos. Quando a coisa foi se popularizando, foram pensando assim, putz, o que a gente vai fazer? Óticas Carol, né? Fundaram a Óticas Carol. Não, a gente precisa inventar a perninha do óculos. Porque eu também acho que com o passar do tempo, as pessoas foram sentindo cada vez mais a necessidade de ler. Será que uma coisa está atrelada à outra, gente?

Porque antes as pessoas não liam, ninguém tinha acesso a livro. À medida que os livros foram se popularizando, se tornando mais populares, né? Se popularizou, as pessoas foram sentindo necessidade de estar cada vez mais com óculos na cara até que o Benjamin... O quê? Não, não é o Benjamin... Ai, gente, meu Deus, peraí. Para tudo que o Benjamin Franklin vai entrar na história.

Gente, são muitos gags delas gags entrando aqui. Olha só. Não, até que... Vou voltar à minha história. Todo mundo começou a usada e por 1730, o Edward Scarlett, ele inventou as perninhas do óculos. Só que anos depois, Benjamin Franklin inventou as lentes bifocais. Meu Deus, é o Benjamin Franklin que a gente tá pensando? É alguém que tem um nome parecido, gente? Porque eu acho impossível.

Você ser uma pessoa tão lendária assim, tá? Benjamin Franklin. Quais são as invenções de Benjamin Franklin? Meu Deus, eu sou muito historiadora. Eu não sei o básico. Benjamin Franklin inventou o quê? Eu sei que ele inventou a lâmpada, não é uma coisa assim? Será que a gente... Ai, meu Deus, se eu estiver falando uma merda aqui. Peraí, deixa eu ver. Inventou para raios.

Gente, é uma coisa que ninguém se importa hoje em dia com o para-raios, né? De tão naturalizado que já tá a existência de para-raios. Lentes bifocais. Daí eu te pergunto, meu filho, você não tinha muito um foco na sua pesquisa, né? Que pra você sair da lente bifocal pro para-raio, né? Assim, tipo...

Realmente, lente bifocar é uma coisa que pra mim não faz sentido nem alguém ter pensado sobre isso. Mas é uma coisa tão útil, quer dizer, pra você enxergar de perto e de longe. Porque tem gente que não enxerga bem de perto e enxerga bem de longe. Não, geralmente é o contrário, né? Enfim, não importa, porque eu também não me importo. O que mais que o Benjamin Franklin inventou? Fogão Franklin, a lareira da Pensilvânia. Ah, isso daqui realmente é uma invenção inútil que ninguém se importa.

qual que é a diferença disso? harmônico de vidro glass harmonica, um instrumento musical que produzia sons tocando em taças de vidro giratória isso daqui gente, tá bem cara de que ele inventou alguma coisa com o que sobrou das lentes bifocal que ele tava fazendo

Sabe assim, ai gente, não sei o que fazer com esse resto de vidro. Daí ele fez lá um negócio de vidro que começou a fazer uns barulhos e ele jurou que criou um instrumento. Eu vou jogar aqui no Google pra eu ver a cara desse instrumento. Que coisa boa não deve ser não. Ai gente, que coisa tosca. Uma coisa tosquíssima, beija-me. Passou vergonha, hein? Passou vergonha um instrumento que ninguém quer, ninguém se importa.

Bonito, mas horroroso ao mesmo tempo. Achei uma coisa horrorosa, Benjamin. Aí eu vou tirar um pouco da sua nota de apresentação, tá bom? Contribuições elétricas, vamos lá. Ele demonstrou que os raios são elétricos.

Meu Deus, alguém precisou demonstrar isso um dia. Se bem que hoje em dia talvez a gente tenha que demonstrar também, né? Com tanto de gente negacionista. Ai, o raio não é eletricista. A gente quer apostar que se algum desses... Se o Olavo de Carvalho, aquele velho demônio que morreu. Se ele tivesse falado que os raios não são elétricos. Que eles são, sei lá, outra coisa.

o povo ia começar a desacreditar o Benjamin Franklin. Gente, a Franklin ia ficar passada, ela ia ficar eletrificada de tanta raiva. Ele demonstrou que raios são elétricos, conceituou cargas positivas e negativas e utilizou a garrafa de Leiden para armazenar eletricidade. Gente, como assim uma garrafa? Eu vou ter que jogar no Google de novo.

Não, na verdade eu sei do que tá falando, é que eu quero mostrar pra vocês. Gente, é uma garrafinha, é um pote de vidro. Ele adorava um vidro, né? Pelo visto ele era aquele... Não tem aquele reality show de pessoas que sopram vidro? Aí é muito legal, gente.

O que foi a garrafa de Leiden? Graças a sua capacidade de armazenar quantidades significativas de carga, as garrafas de Leiden permitiram que os cientistas experimentassem com eletricidade de uma forma nunca antes possível.

Meu Deus. As pessoas não tinham como usar eletricidade pra fazer experimento. Gente, retiro tudo que eu disse sobre essa garrafa ser tosca, tá? Mas agora eu tô curioso. Como que fica a eletricidade presa ali dentro? Gente, porque é um pote. Parece um pote que você coloca, sei lá, palmito.

E tem uma bolinha de metal em cima. E provavelmente é um experimento que as pessoas fazem em escola hoje em dia. Porque tem uma versão aqui, umas fotos super tosca. De gente fazendo de qualquer jeito. Uma coisa que uma bicha, uma bicha toda encaracolada. Porque a Benjamin era essa pessoa. Ela era encaracolada? Não sei, gente. Porque nessa época eles faziam o babyliss deles, né?

E as pessoas hoje em dia fazem assim com uma facilidade. Olha, uma salva de palmas pro Benjamin Franklin, gente. Realmente, você entregou tudo. Eu não sei nem onde eu estava.

Na minha história, gente, do que eu tava falando. Óculos, né? Nossa, show da Shakira. Meu Deus, Benjamin. Olha como a gente viajou juntas, Benjamin. Ai, meu Deus. Peraí, não foi ele que inventou a lâmpada? Quem inventou a lâmpada, então? Não, Benjamin Franklin não inventou a lâmpada. Ai, gente, me desculpa. Foi Thomas Edison.

Ele inventou o para-raios, é isso. Ai, que mais que o Thomas Edison inventou, gente? Eu tô amando essas pessoas que inventam coisa que ninguém se importa. Como a lâmpada, por exemplo. É verdade, porque você inventou, Thomas Edison, uma lâmpada que não é de LED. Hoje em dia, ninguém se importa com lâmpada que não é de LED. Sua burra! É isso mesmo, gente.

Ele é bem recente, né? Olha, ele nasceu em 1847 e morreu em 1931. Nossa, quando eu escuto falar de Thomas Edison eu pensava assim, meu Deus, ele é tipo muito antigo, mas não é não, tá? Não é tão antigo não.

Que bizarro, né? Tipo, meu pai nasceu em 45. Então, tipo, 15 anos antes, esse homem daqui morreu. E tá tudo bem. Foi Gag Delagay. Tá. Qual foi a maior invenção de Thomas Edison? Não, né? Ai, vamos ver, né?

fonógrafo, a primeira máquina capaz de gravar e reproduzir som que lhe deu fama internacional ai querida isso ele inventou em 77 gente, ele inventou com 30 anos um negócio desse, ai eu sei que não é certo a gente comparar o sucesso das pessoas com a nossa idade, sei lá o que mas

Enfim. Cinematógrafo cinetoscópio. Contribuiu significativamente para a criação da câmera de cinema e a exibição de filmes. Ah, ele tinha uma coisa assim que ele queria ajudar artistas, né? Porque ele inventou uma máquina pra gravar som e depois ele inventou um negócio pra reproduzir filme. Sistema de distribuição de energia elétrica. A Enel. Ele inventou aqui em São Paulo a Enel, né? Desenvolver uma infraestrutura pra levar a eletricidade às casas. Gente.

Isso daqui é que eu realmente acho gag, viu? Eu acho gag dela gag, porque você precisa ter uma coragem, uma força, uma inteligência. Porque não basta só você capturar a energia elétrica.

Primeiro, né? Fazer energia elétrica acontecer. Porque o outro teve que pegar o negócio do raio pra descobrir como é que funcionava as coisas. Eles pensam, não, a gente vai conseguir produzir isso daqui sim, querida. Ou eu não me chamo desocupada do século XIX, tá? E foi isso que elas fizeram. Além de armazenar, descobrir como é que se distribui isso, gente. É muito bizarro. Bateria de níquel.

Também ninguém se importa, só que mais eficiente para o início da indústria automotiva elétrica e tudo bom. A gente chega de ver a invenção dos outros, né? Enfim, ele inventou a lâmpada incandescente comercial viável. Ah, então é porém do porém do porém. Provavelmente já tinham inventado lâmpada incandescente não viável, já tinham inventado lâmpada, já tinham inventado do inventado aqui. Ela pegou e ela adaptou, uou, uou.

Mas tá tudo bem. O que importa é que ele barbarizou, gente. Olha, aulas e aulas de história aqui com ele. Chega desse assunto, né, meninas? Bora. Eu tô aqui uma coisa mais científica hoje, né? Por isso eu vou aqui pedir licença pra minha amiga Elfa dos Insetos. Sigam ela lá no Instagram, no Twitter. Elfa dos Insetos, com dois S no final, a Elfa. Ela fez um post.

Gente, que é uma dúvida que passa na minha cabeça. É uma coisa que eu converso às vezes com o Marcos sobre isso. Que é como é que os bichinhos pensam, né? Como que os animais pensam. E ela fez um post. Como um insetinho percebe o mundo. Gente, vocês não se perguntam às vezes?

Como é que os bichos pensam? Se os bichos pensam, como que a coisa acontece dentro da cabeça deles? Eu sei, quando você olha pro seu cachorro, pro seu gato, isso é meio automático, você traz esse tipo de reflexão. Mas eu penso muito sobre os outros tipos de bichos, sobre animais em geral, porque insetos são animais.

Nós somos animais, nós somos da família dos insetos, a louca. Não somos da família, mas somos todas vizinhas, né? Todas moramos junto a você, essas baratas que ficam debaixo da sua cama. Como que a baratuxa pensa quando ela te vê? Será que ela tem tanto nojo de você quanto você tem dela? Vamos ver. O post é como um insetinho percebe o mundo. Gente, teve 70 mil likes no post. Ela tá bombando!

Caralho, mulher! 4 mil compartilhamentos. Vamos lá. Insetos têm cérebro. O cérebro de um inseto é uma rede descentralizada. Eles têm gânglios, que são centros de comando espalhados pelo corpo. Aqui, eu já fiquei gag.

Aqui eu já começo a pensar assim, isso não parece uma coisa muito mais evoluída do que a gente? Claro que nosso cérebro provavelmente tem muito mais capacidade de cerebrar do que esse tipo de gânglio que eles têm. Mas não seria legal se a gente tivesse nosso cérebro espalhado pelo corpo igual um polvo? Polvo não é essa?

Não, o povo tem vários corações, não é? Ou é vários cérebros? Ah, eu sou muito burra, vamos continuar nos insetos. Diferente de nós que centralizamos tudo em um único cérebro que cria histórias, o inseto é um sistema de sensores espalhados pelo corpo. Ele não pensa o mundo, ele reage ao mundo em tempo real. Então, quer dizer que ele não lembra, ou ele lembra a gente?

Ai, não sei. Insetes pensam. Ai, chegamos à grande pergunta. Eles processam, não refletem. O pensamento humano envolve abstração e dúvida. O inseto opera por algoritmos de decisão rápida. Amo o chat GPT dentro dos bichos. Estruturas cerebrais que processam consciência e abstração são as mais caras da natureza.

Elas consomem uma quantidade absurda de oxigênio e glicose. Para um inseto, que opera com um orçamento energético limitadíssimo, sentimentos são inúteis. Ai, que frase bonita. Será que é ela que escreveu? Achei bonito. Achei termos bonitos. Achei poético. O que quer dizer? Para pensar, gente, precisa comer muito. Tá bom? Baixo de lática. Acabei de tomar um sorvetuxo também.

Vocês falam assim, ai, não precisa ficar com essas besteiras, precisa. É nossa reserva energética pra ter abstração, que é uma das coisas mais caras da natureza. Os bichinhos que não tem como se alimentar tanto assim, não conseguem pensar. Aí, ó. Ai, mas também não sofreu, né? Quem não pensa, não sofre. Pensamentos e sentimentos não são brindes.

Há um preço alto em calorias. Insetos estão na base da teia alimentar e vivem, em sua maioria, por pouco tempo. Cada gota de energia deve ser convertida em ação imediata. Fugir, comer e glube, glube, glube, glube, glube, glube. Insetos têm consciência? Aqui é uma pergunta já filosófica. Eles têm sensiência, ou seja, sentem o mundo. Calor, luz, toque, danos físicos.

Mas não eu. Tipo, eles não conseguem se perceber, né? Não existe um observador interno. Coisa interessante. Mas a maioria dos que tem consciência, né? São mamíferos, não são? São conscientes da sua própria existência. Diz que elefante é assim. Golfinho, baleia. Acho que polvo, né? Polvo é tão inteligente. Os bichos, eles têm consciência de si. Mas também...

Não sei se todos os mamíferos são assim. Por que eu tô querendo falar de mamífero tentando tirar o foco dos insetos? Deixa o inseto ter o protagonismo dele, próximo. Os insetos sentem dor? Os insetos possuem receptores chamados nociceptores. São sensores que detectam calor extremo, pressão ou cortes, mas não dor como sofrimento. E isso daqui já fez o povo querer matar barata, hein?

Insetes têm sofrimento emocional, eles têm estados fisiológicos, não emoções. Não sentem amor ou amizade, eles sentem reconhecimento de sinais. É química e física, não afeto. Por isso que eles acabam interagindo entre si, eles criam as famílias deles pensando em abelhas. Ah, tanto é que tem uma abelha nesse post aqui. Porque realmente eles vivem como uma grande comunidade. Você pensa, nossa, eles realmente gostam um do outro? Não.

É uma coisa química. Mas o amor é química, né? Não é, gente? Pra quem também pensa igual a gente. Então não é tão diferente, não. Só que diferente da gente, né? Eles não sentem raiva, né? Porque a gente só pensa nos sentimentos bons. Eles também não têm sentimentos ruins. E certos sentem afeto? Não. O afeto é uma construção social e hormonal de mamíferos burros e aves para garantir o cuidado com a prólia ou a coesão do grupo.

No mundo dos insetos, isso é substituído pela validação de sinais. Antenas. Amo que não é do posto sobre antenas. Elas são o nariz e o GPS do inseto. Elas lêem as moléculas de cheiro no ar. É por elas que o inseto sabe onde está a comida ou a parceira a quilômetros de distância. Chique. Olhos. São olhos compostos.

Eles não veem uma imagem nítida como a nossa, mas são imbatíveis em detectar movimento. Para eles, o mundo é uma sucessão de mudanças de luz e sombra. Ah, é um pesadelo também, né? Sem silas. Pelos microscópicos espalhados pelo corpo todo. Cada pelo é um sensor que detecta a menor corrente de ar. Uma mosca sente o deslocamento do ar da sua mão antes de você chegar perto. Ah, então é pelo deslocamento do ar, não é pela imagem.

Que a mosca vai tá conseguindo fugir. E é por isso, então, que uma raquete funciona bem pra conseguir matar a mosca. Porque a raquete, por ela ser um... Ai, do nada eu pensando numa coisa que provavelmente é burra, né? A raquete, pelo fato dela movimentar menos ar, porque ela é toda vazada, ela faz com que o inseto perceba menos o que tá acontecendo.

Eu acho que foi um raciocínio inteligente o meu, tá? Não acho que eu tive um raciocínio tão burro, não. Mas eu achava que era visual e não sensitivo. Eles ouvem sons? Podem ouvir através de membranas, tímpanos, localizados nas pernas, como os grilos, ou no abdômen, como os gafanhotos. Aqui você já me desculpa, a elfa pra mim é mesmo bicho, grilo e gafanhoto, tá? Mas agora eu já vi que eles têm uma diferença tremenda.

Que um escuta pela perna, outro escuta pela barriga. Pelo amor de Deus. Outros ouvem apenas as vibrações do som através de seus pelos sensoriais. Pra eles, o som é um toque à distância. É, porque afinal o som é uma vibração. Se o pelo vibra, é como se ele tivesse ouvido, né?

Eles sentem frio ou calor? Eles são ectotérmicos. Eles não sentem frio ou calor como um desconforto emocional. O sol é a bateria. O calor liga os motores biológicos, como o movimento, a digestão, o voo. No frio, a química interna desacelera e eles travam.

O bicho para porque os músculos e nervos simplesmente perdem a energia para funcionar. Ah, eu também me sinto um pouco inseta. Eu me sinto um pouco assim. A gente fica mais burocochou no frio, né, gente? É uma coisa que vem junto com os insetos. Eles sentem medo, não como uma angústia. O medo do inseto é uma descarga de adrenalina, octopamina, que dispara um reflexo de fuga.

Ele não fica traumatizado depois. Se o perigo passa, ele volta instantaneamente ao que ele estava fazendo. Ah, realmente, essa daqui não precisa ir para terapia, né? Sem traumas, sentiu medo agora, mas se a situação de risco passou, querida, já estou ótima, estou pronto para a próxima. Eles sentem fome. A fome neles é um sinal químico de baixa energia. Isso liga o modo busca automaticamente. Tem que ir atrás da comidinha.

Abre o delivery aí, minha querida. É nessa que eu vou. Olha que interessante essa pergunta. Essa daqui eu nunca tinha pensado. Eles sentem sabor? Eu acho que não, porque tem inseto que come bosta. E aí, gente? Mas também, né? Tem humanos que também passam por isso. Muitos insetos, como as moscas e borboletas, têm receptores de sabor nas pernas. Eles provam o alimento apenas ao pousar sobre ele. O quê?

Eu achava que a borboleta chupava as coisas com aquele canudinho horroroso que elas têm na cara. Não, é com a perna que ela sente sabor. Palpos e maxilas. Eles funcionam como dedos sensoriais que tateiam e provam a comida antes mesmo do bico morder. O inseto...

Não é um pequeno humano, nem um robozinho vazio. Ele é uma existência soberana que não precisa de pensamentos para ser completa. Ele é a própria vida em execução. Ela quis lacrar aqui nesse comentário final e acho que ela realmente conseguiu.

Viu? Muito Lacres de los Lacres, amiga. Você entregou demais aqui nesse texto. Achei bonito, achei poético, achei que veio aí. E vocês gostaram? Eu tinha adorado esse post, tá? Milhares de compartilhamentos. Fiquei muito feliz pelo sucesso.

Da incetóloga. Tá bom? Incetóloga. Muito chique isso é isso. Vamos agora então para um pedido de conselho. Recebi esse e-mail daqui. Lá no e-mail podcastparatudo.com Que é para onde vocês mandam os pedidos de conselho. Que vocês querem que eu leia. Aqui no meu podcast aberto e gratuito. Para todo mundo.

Lembrando que eu também tenho um podcast só de conselhos, que é pago. E ele é muito legal, divertido e me ajuda a manter tudo que eu faço, tá bom? Vou ler aqui o caso que se chama A Bruxa Performática. Falou de bruxa, eu já vou querer ler, gente. Me desculpa. E o nome desse quadro é Vou Ler Um Conselho Todo Final de Programa.

Boa noite, Lore e Vitor. Acompanho o canal há algum tempo e gosto muito de vocês. São minha companhia no trabalho e nas minhas rotinas do dia a dia. Desejo um excelente ano para vocês e para todos os inscritos. Ai, que bonitinho. Peço que leia no canal, se possível. Iiiiii! Iiiiii!

Não foi no canal que eu li, não. Desculpa, tá? O pedido de conselho que venho trazer hoje é sobre uma amiga ou ex-amiga. Vou chamá-la de Mirella. Amo MC Mirella. Nos conhecemos na faculdade de publicidade e propaganda e nos demos bem logo de cara.

Gostávamos das mesmas coisas, dos mesmos artistas e dos mesmos criadores de conteúdo, além de odiarmos as mesmas pessoas na faculdade, o que é mais importante, com certeza. Ela é uma mulher hétero cis e um homem gay cis, ambos com 21 anos na época. Fazíamos trabalho juntos, matávamos aulas e entediamos conversando pelos corredores, íamos a shows conhecendo amigos um do outro.

Ela gostava muito de tarô, horóscopo, dizia ser wicca, e tinha um estilo de roupa bem marina cena. Ai, performática, né? Ai, gente, eu total na faculdade. Na verdade, eu era assim no colegial, né?

com 15 anos, isso há 23 anos atrás, 24 anos atrás, consumia conteúdo de criadores gays, dizia ser aliada da comunidade, ai quer apostar que ela vai arranjar uma rola e ela vai ir contra tudo que ela pregava, gente, vamos ver se não é isso, tá? Vamos ver se as pessoas não são previsíveis, tá bom? Mais previsível do que um inseto.

Vivia atualizada dos memes, do TikTok, do Twitter. Republicava vídeos falando mal de homens. E se autodeterminava uma mulher viado. Aí pra mim já é uma red flag. Elas não podem se autodeterminar. Quem tem que categorizá-las assim é uma gay. É o viado que anda com ela. Porque tem mulher e tem mulher viado. Eu tenho amigas muito próximas minha que não são mulher viado, gente.

É uma hétera só. Desculpa, amiga. Ela nem ouve meu podcast, mas tudo bem. Mas, por exemplo, Jana Rosa, mulher viado. Jenny Prioli, mulher viado. Agora minhas amigas que eu não vou citar os nomes não são mulher viada.

Até então uma diva. Mas aí vem um problema, Loury. O discurso dela era muito diferente da prática. Ah. Ela começou assim, vai, ó. Ai, meu Deus. Ela começou a se envolver com um cara extremamente masculino e homofóbico. Sempre que saímos, ela dava um jeito de enfiar ele no rolê. Criando um clima desconfortável. Ai, se afasta. Ai, gente, não dá pra... Não é sobre ele ser hétero, ela ser hétera, tá? Meus amigos viados mesmo. Quando arranja namorado que ninguém gosta, a gente tem que parar de sair.

Ai, porque eu não vou querer passar meu tempo com essa pessoa. Me desculpa. Seja feliz. A gente não perde a amizade. Continue sendo seu amigo. Mas não quero te chamar pras coisas. Vamos conversar só pelo WhatsApp. Ai, daí quando vocês terminarem, eu volto a amizade de boa. Pra mim não tem essa. Ai, parou de falar comigo quando namorava. Agora eu não quero mais voltar também. Não, volto sim, gente. Ai, pra mim se foda. Eu sou muito autossuficiente, a louca. Então não me faz falta também.

Mas vamos que vamos. Uma vez, ele comentou sobre o jeito de um amigo nosso dizendo que não gostava de sair com a gente quando ele estava presente. Ela até repreendeu na hora, mas depois disso começou a aparecer cada vez menos. Ah, então, por favor. Passou a falar menos com a gente para dar atenção a ele. E nos poucos rolês que saímos sozinhos, a máscara caía. Numa livraria, por exemplo,

Vimos um livro sobre feminismo na prateleira e ela soltou um eca. Ai, que preguiça, meu Deus. Em outro momento, criticou um menino que tinha andado em cima de uma amiga nossa, dizendo que ele era afeminado e que homem pra ela só sendo masculino e bruto. Ai, Jesus. Que se fosse pra ficar com homem feminino, ficava com mulher. Foi aí que eu comecei a perceber que ela era o tipo de mulher que tem amigos gays como chaveirinho. Ô, bicha, demorou pra cair tua ficha, hein?

Demorou pra perceber que você era a pet dela. Não como aliada de verdade. Não podia ver dois gays que já queria shippar, apresentar, forçar interação. Ai, Bi, mas vocês são tudo muito novinho, né? Quando notou que não gostávamos do namorado, foi se afastando mês a mês. Ah, então é nessa que ela vai mesmo. Deixa ela ser feliz, tá bom?

Além de começar a curtir algumas publicações controversas, principalmente sobre política. Gente, a típica pessoa que perde completamente a personalidade quando tá com um macho e começa a agir igual o macho agiria. Eu não tenho pena, eu não quero alertar, eu não quero avisar de red flag, eu quero que se foda. Depois que se fuder, vai vir reclamando, vai vir reclamando, eu vou só rir da cara dela. Do nada reapareceu super próxima.

Tinha terminado. Aí, meu Deus, eu previ. Juro que eu não tinha lido, gente. Tinha terminado e estava arrasada. Contou que descobriu uma traição numa calorada e que tinha perdoado. Nem nos contou na época por vergonha. Meses depois, descobriu que ele nem dizia que namorava e que passava o rodo nas meninas do CAC. Não sei o que é CAC.

Terminou de vez. Acolhemos, aconselhamos e chamamos pra sair tentando animá-la. Ela estava tomando remédios e bem abalada. E quem não tá tomando remédio e quem não tá abalada? Ai, gente, eu não tenho mais pena nenhum. Eu sinto empatia. Mas não acho que a pessoa tá pior do que os outros. No mundo que a gente tá vivendo, tá todo mundo muito mal.

Ela não tá pior do que você aí com seus problemas também. Isso tudo até ela conhecer outro bofe na academia. Mandou foto no grupo, perfil do Instagram, prints de conversa. E aí descobrimos que ele já era pai de uma criança de 3 anos. Ah, eu não sei se isso é um problema. Às vezes a pessoa é até mais responsável. Claro que eu tô jogando no mundo ideal, né? Ai, gente, mas vamos ver o que espera.

Pouco tempo depois, ela simplesmente sumiu do grupo, sem explicação. Só postava fotos com ele nos stories. Lembra que eu disse que ela era wicca? Pois bem, do nada, começou a postar fotos em igreja. Vamos ver, e havia uma postagem dela sendo convertida no palco chorando. Era a igreja do namorado.

passou a postar frases sobre abandonar pessoas e ambientes que levavam ao pecado. Olha, bicha, você! Ai, que chique dizer que é gente que leva ao pecado. Isso eu entendo que é uma coisa extremamente homofóbica e preconceituosa, mas acho que traz um poder tão grande, né? Quiseram eu ter esse poder de levar os outros pro pecado e pro inferno.

Saiu do grupo do WhatsApp sem dar satisfação. Trancou o curso e só falava com a gente pelo Instagram pra mandar lives da igreja ou chamar pra célula. Diz que tinha trocado... Sabe o que você tem que fazer? Mandar uma foto do seu c*** bem aberto pra ela. Você tem que fazer isso. Você tem que traumatizar ela de vez.

Tá bom? É isso que você tem que fazer. Saiu de todos os chats. Diz que tinha trocado de celular, mas nunca pediu pra voltar pro grupo. Paramos de correr atrás também, quem precisa, né? Mês depois, vimos pelos stories que ela ia noivar. Tinham comprado carro juntos, buffet pago, vestido, espaço alugado. Parecia algo bem sério, gente. Ela vai terminar de novo? Espero que sim.

Até que perto da cerimônia, ela apagou o Instagram. Encontrei ela por acaso num ônibus. Ai, você devia ter fingido que nem conhecia ela, porque agora eu já tô com raiva dessa menina. Conversamos e ela contou que tinha terminado tudo. Diz que rede social não mostra a realidade. Ai, jumentona!

Que já estava infeliz havia muito tempo. E que tinha até aumentado a dose dos remédios por causa dele. Pois ela que se foda. O Estopim foi uma briga no aniversário do pai dele. Ai gente, ela já virou homofóbica. Ela virou crente. Ela virou a puta que te pariu. Eu não vou ter acolhimento não.

Isso porque no começo do caso eu falei, não, a gente acolhe. Mas, gente, também preguiça, né? Estupim foi uma briga no aniversário do pai dele numa chácara. Ambos bêbados. Ele queria ir embora. E ela queria ir embora e ele não queria levá-la. Começaram a discutir. E a briga escalou pra empurrões, tapas, bebidas sendo jogadas. Precisaram ser separados pela família dele. Que ficou do lado dele. Óbvio, né? Quem que vai ficar do lado da mulher se não as gays? Pois ela eliminou as gays que tinha na vida dela?

Agora é ela e Deus, né? Ele pegou o celular dela e arremessou no chão. Olha o que ela fez, gente. Ela ainda tem salvação, tá? Já tô voltando atrás. Ela pegou o PS4 dele, que ele tinha levado, e jogou na piscina. É o que eu digo. Uma vez, loba sempre loba. Pode acolher ela de volta.

Pode ser amiga sim, tá bom. Ela pediu um Uber e foi embora sozinha, decidindo encerrar a relação por ódio dele e da família. Nossa, que bom que ela percebeu antes de casar, né? Falei que sentia muito e que, que pena, é nessa que eu vou, é isso que você devia ter falado. E que achava ela corajosa, porque muitas pessoas sustentariam o casamento aos trancos e barrancos, apenas pelo medo do que os outros iriam pensar e pela vergonha de cancelar algo que já estava quase pronto.

Disse que ela estava certa em priorizar a própria felicidade. Ela respondeu que tinha sido exatamente por isso que deletou o Instagram. Pra evitar olhares e críticas. E você mandando a história dela aqui, né? Ai, eu amo. Eu disse que ela era um amor. Mas que se perdia muito por causa dos homens que arrumava. Ela pediu desculpas pelo afastamento. Não, não precisa pedir desculpa, não fez falta. Você pede desculpa quando alguma coisa que você causou um transtorno. Mas não, amiga. Você só sumiu, tipo. Quem é você?

Não fez diferença nenhuma. É assim que vocês têm que fazer com essas pessoas, tá? Diz que tinha se afastado da igreja porque limitavam muito a vida dela. Que sentia saudade da gente e que achava não ter sorte no amor. Que não existia homem pra ela. Brinquei dizendo que se não existia homem, pode existir mulher. Ela riu e disse que era a única alternativa. Também em tom de brincadeira. E que devíamos marcar algo. Eu disse que sim, mas na realidade não quis. E não quero reatar a amizade. Porque não tem amizade nenhuma aí, né?

Você nem sabe quem é essa pessoa. Não vou dar essa brecha. Tenho certeza de que o ciclo se repetiria e não quero ser o amigo satélite novamente. O que você bem diz, vovó? Estou errado e deveria dar uma nova chance a ela, especialmente nesse momento vulnerável? Ou realmente devo me priorizar e colocar um limite definitivo nessa relação? Obrigado por lerem. Beijo. E se tiver atualização nos próximos meses, traga uma devolutiva. Bem...

Eu li no podcast, você não quer que eu leia no podcast, então azar o seu também, mas você tá certa, não vale a pena investir nessa amizade. Ai, mas agora ela tá sozinha, ai, parece que ela realmente recobrou a consciência. Sim, mas sem tempo, irmão. Sem tempo. Por que eu vou ter que mudar a trajetória da minha vida, abrir espaço de novo no meu ciclo de amigos, porque a gente já tem pouco tempo.

O tempo que a gente tem, a gente quer dedicar quem tá ali e merece nossa dedicação. Daí você vai ter que abrir mão de dedicar pessoas que estão sempre com você pra ter um tempo pra essa menina que daqui a pouco vai sumir de novo só porque ela tá fragilizada, por causa daquilo, rede de apoio, rede de apoio. Gente, mas essa rede também, né? Chega uma hora que ninguém mais balança. Complicado ela que deu os pulos dela.

erradíssima, chata, podre, burra. Ai, mas e se ela mudou? E se ela aprendeu? Se ela mudou, se ela aprendeu, ela vai ter novos amigos, tá bom? Porque eu desejo tudo que é de melhor pra ela. Porque o que é de pior não precisa desejar, porque ela já garante pra si mesma, né? Então é uma coisa assim. E faça você isso também com seus amigos, tá?

seja a mesma pessoa que não tá nem aí pra eles, se eles não tiverem nem aí pra você. Aí sempre muda. Como eu falei, eu aceito de volta. Aceito, mas acho que ela passou dos limites. Acho que ela virou uma conservadora, falando até, o namorado falando até mal de viado. Ai, gente, não deu não. Peguei ranço, peguei raiva.

E a bicha aqui também nem liga pra essa menina, né? Senão ele ia estar mais balançado sobre isso. Mas é isso, não marque nada não, tá? Se ela marcar alguma coisa e te convidar, e você puder ser uma bicha bichona bichérrima, daí você vai. Veja o que ela vai fazer pela relação. Não seja você também a ficar abrindo.

É aí pros outros entrarem de volta, tá? Não precisa, gente. Ai, vamos ser autossu... Ai, mas eu também tô tão sem amigo. Ai, fica sem amigo mesmo. Vai ouvir um podcast, sabe? Vai fazer uma viagem sozinha. Fica num hostel, gente. Hostel, todo mundo sai com um amigo, tá? Porque o povo adora fazer amigo em hostel. Coisa chata. Ai, é isso, gente. Um beijo é nessa que eu vou. Tchau, gente. Falei demais hoje. Tchau.