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EU ME LIBERTEI PARA VIVER O AMOR | HISTÓRIA DA EDILEUSA | QUEM AMA NÃO ESQUECE 01/04/2026

01 de abril de 202615min
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A Edileusa namorava o Edgar e quando engravidou, eles se casaram. No começo, parecia um sonho, mas logo vieram as dificuldades financeiras e ela percebeu que o marido era imaturo, alcoólatra e agressivo. Depois de uma briga, ela se separou, criou as duas filhas sozinha e recomeçou a vida com muito esforço. Com o tempo, Edileusa se estabilizou, viu as filhas crescerem e voltou a aproveitar a vida. Recentemente ela conheceu o Marco Aurélio e decidiu dar uma nova chance para o amor. Hoje, ela tem um relacionamento à distância, por causa do trabalho dele, mas sabe que já sofreu muito para não aproveitar a vida e o amor.
Participantes neste episódio1
E

Elan

Host
Assuntos3
  • História de EdileusaRelacionamento abusivo · Recomeço após separação · Amor à distância
  • Relacao Emocional com DinheiroDificuldades financeiras · Alcoolismo e agressão
  • AutoconhecimentoReconstrução pessoal · Importância do amor próprio
Transcrição36 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM Ninguém chega na sua vida por acaso Na Band FM, quem ama não esquece Eu sobrevivi Eu sobrevivi

Me reconstruí e aprendi a ser feliz sozinha. Mesmo assim, em algum lugar aqui dentro, meu coração nunca deixou de acreditar que o amor pode voltar a acontecer. Todos os dias de manhã, eu pegava o trem com os meus amigos para ir para o trabalho. Era nesses momentos que os meus olhos cruzavam com os olhos do Edgar.

Sempre rolou aquele clima, sabe? Tela tensão. Mas nunca acontecia nada além disso. Até que uma amiga percebeu e resolveu bancar o cupido. E deu super certo. A partir daí a gente passou a se conhecer melhor. Veio o namoro e logo, logo, eu acabei engravidando. Eu me casei aos 22 anos, já grávida da minha primeira filha.

Construir uma família sempre foi o meu maior sonho. Eu já sabia que se fosse menina, o nome seria Janaína. Eu sempre achei esse nome lindo e quando ela nasceu, foi exatamente como eu imaginei. Linda, perfeita, cheia de saúde.

Quando eu e o Edgar fomos morar juntos, nós tivemos que alugar uma casa. Eu ainda estava grávida, com a barriga enorme, e precisei parar de trabalhar no final do gestação. E foi aí que a realidade começou a apertar. As despesas só aumentavam. Aluguel, buz, água, gás, as coisas da bebê. Tudo bem complicado.

O Edgar era mais novo que eu e faltava maturidade para ele. Ele reclamava de tudo, de trabalhar, de ajudar em casa, de cuidar da filha. No fundo, ele ainda não tinha virado homem. E com o tempo ficou bem pior. Ou ele arrumava desculpa para não ir trabalhar, ou, quando ia, voltava à tarde da noite, bêbado, fedendo a álcool.

Peraí, peraí, peraí. Você ouviu isso? Eu acho que estão me chamando no portão. Deixa. Não deve ser nada. Para. Não, não, não. Peraí, peraí. Vou lá. Vou lá rapidinho. Peraí, peraí. Edgar, é sério? Agora? Mas a gente estava... Só um minutinho. Peraí, eu volto já. Eu já volto. Sério. A gente estava no meio do nosso momento de casal e ele saiu dali como se não tivesse a menor importância. E simplesmente sumiu.

Ele só apareceu no outro dia completamente bêbado, sem nem conseguir acertar a chave da fechadura. Aquelas coisas me doíam de um jeito que eu nem sei explicar. Quando eu abri a porta pra ele naquele dia, ele simplesmente caiu no chão estatelado e ali ele ficou. Com muito esforço, arrastei ele até o corredor e deixei ali mesmo, ali no chão. No dia seguinte ele acordou sem nem saber onde é que estava.

E em vez de vergonha, por incrível que pareça, vieram uns xingamentos. Palavrões atrás de palavrões, me chamando de tudo que você pode imaginar. Eu me sentia a pior mulher desse mundo. Mas como se não fosse o bastante, eu lembro exatamente do momento. Eu estava na cozinha, fazendo carne com batata quando ele veio pra cima de mim.

Você não fez nenhum almoço ainda. Você é uma folgada. Folgada é você que chega nesse estado. E o que eu tava fazendo no chão do quarto, hein? Eu deixei você ali pra você aprender. Eu não vou dormir com bêbado na minha cama não, tá bom? Sua cama não. Essa casa é minha. Tudo aqui é meu. Ah, pelo amor de Deus. Respeita pelo menos a sua filha que tá vendo tudo isso. Mas cala a boca, vai de Leuza. Cala a boca. Senão você vai ver só o que te acontece.

Eu enfrentei. Mandei-lhe ser homem de verdade, ter coragem então de me bater na cara. Como ele estava me ameaçando. A Janaína tinha uns quatro aninhos. Ela acordou com essa gritaria toda. Ela ficou parada no corredor assistindo tudo aquilo e... Nossa, acabou comigo isso. Foi um dos piores dias da minha vida porque ele veio... Ele veio pra cima de mim.

Mas quando ele veio pra acertar o meu rosto, eu abaixei e aí o soco pegou na janela. Na hora, na mesma hora, o vidro estourou e abriu o corte no pulso dele. O sangue começou a jorrar e eu entrei em desespero. Eu comecei a gritar pro socorro e aí o meu cunhado que morava do lado apareceu com a minha cunhada. Minha sogra também veio e já chegou gritando, dizendo que eu tinha machucado o filho dela, que eu queria matar o Edgar.

Tava tudo um caos. E pra piorar ainda mais, uma viatura apareceu na minha porta. Até hoje eu não sei quem foi que chamou. Eu só sei que de repente eu me vi com dois policiais dentro da minha cozinha e um deles querendo se mostrar já foi logo me dando voos de prisão. Eu não tava entendendo mais nada, sabia? Eu não tinha feito nada. O Edgar é que veio pra cima de mim. Foi ele. Eu só desviei, eu só me defendi, eu só tentei me proteger.

Enquanto isso, meu cunhado já tinha enrolado o braço dele num lençol e levado ele para o hospital. E eu fiquei ali. Fiquei ali sendo acusada. Quando o policial foi me algemar, o outro percebeu o sangue no vidro da janela. E não em nenhuma faca, como a minha sogra insistia em dizer. Foi aí que tudo começou a mudar.

Eles ainda quiseram levar todo mundo para a delegacia, mas eu me recusei. Aí no fim, graças a Deus, entenderam que era tudo mal entendido. Depois de algumas horas, o Edgar voltou do hospital com 15 pontos no braço. Eu nem olhei na cara dele. Eu já tinha ligado para o meu irmão e só estava esperando ele chegar para me buscar. Peguei minhas coisas e fui embora sem olhar para trás, direto para a casa da minha mãe de criação.

Amor, volta pra casa, vai. Volta, me perdoa, por favor. Olha, eu prometo. Eu vou parar com a bebida. Eu vou parar. Como que eu vou acreditar nisso, Edgar? Como? Eu juro pra você. Juro pela nossa família, pela Genaína. É a última chance, você entendeu? A última.

Eu não vou errar de novo. Agora eu vi como é que é ficar sem você. Eu não posso te perder. E você nunca mais vai levantar a mão pra mim, Edgar? Nunca, eu prometo. Nunca. Olha, eu nunca vou me perdoar pelo que eu fiz. Eu vou te provar. Eu mudei. Eu queria mesmo acreditar. Eu queria tanto, meu Deus.

E nessa nossa reconciliação eu inclusive engravidei da nossa segunda filha, a Mariana. Mas a promessa dele não durou nada. Ele não cumpriu como ele disse, não mudou e eu terminei de vez como eu tinha dito que faria. Ele até aceitou bem.

Aceitou o fim do casamento, ele até que aceitou. E no começo vinha a ver as meninas com frequência, até três vezes na semana. Depois passou para duas, depois sócio nas de semana. Aí teve mês em que ele simplesmente não apareceu. Ele também nunca ajudou com nada e só começou a apagar alguma coisa quando eu coloquei ele na justiça. Mesmo assim eu fui forte. Eu trabalhei muito, eu fiz o que eu precisava fazer.

Eu cheguei inclusive a trabalhar com a minha ex-sogra, que me pediu perdão.

Depois de um tempo, decidi que era melhor mudar de áreas e eu fui morar numa outra cidade com a minha irmã. Lá, eu recomecei do zero. Eu arrumei um emprego, eu fui pra multa, como sempre, né? Comecei na limpeza, depois eu virei com a operação e mais tarde eu passei a ser telefonista. Quando eu cheguei lá, eu não tinha nada. Mas eu tinha as minhas filhas. E tudo que eu pude fazer pra ver elas bem, eu fiz. Eu fiz. No fim, eu acho que deu certo.

O tempo passou, elas cresceram, começaram a namorar, seguiram o caminho delas e hoje as duas já estão casadas. Elas são a minha vida, meu maior orgulho. A gente se dedica tanto aos filhos que às vezes esquece que também precisa viver. Sair, se divertir, sentir a vida de novo. A gente precisa disso também. Eu, por exemplo, sempre gostei de forró e eu nunca mais tinha ido num... A gente precisa ir, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians, Corinthians,

Eu amava cantar, dançar, estar no salão. E um dia eu voltei a frequentar as festas. Minha irmã sempre me incentivava a sair e aquilo foi virando rotina pra gente. Todo final de semana nós duas saíamos pra dançar. E como a gente se divertia. Até que numa dessas noites eu vi um homem que chamou a minha atenção. Ele andava pelo salão com uma cervejinha na mão, só observando tudo ao redor.

Eu mostrei ele pra minha irmã e na hora ela falou, vai lá, vai lá falar com ele. Mas eu rio e falei que não, que eu não ia e que geralmente é o homem que chega pra conversar.

Só que, no fundo, eu não conseguia parar de olhar. Tinha alguma coisa ali. Alguma coisa diferente. Sem querer dar o braço a torcer, eu comecei a dar um jeitinho de ficar por perto. Esperando, sabe? Na expectativa de que em algum momento ele viesse falar comigo. E a gente ficou assim a noite inteira, só trocando olhares. Até que, finalmente, ele veio e me chamou pra dançar.

A gente conversou, dançou e ele me chamou pra tomar uma cerveja com ele. No meio da conversa, ele comentou que ele era militar, bombeiro. E na hora, meu cérebro travou. Eu sempre tive uma queda por homem de fada. Quando a gente voltou pra pista, ele me puxou pela cintura e tentou me beijar, mas aí eu virei o rosto. Ele até riu e me chamou de orgulhosa, mas eu não sou de ficar saindo assim e beijando campeão, né?

E foi logo depois que aconteceu. E eu senti um tapa no meu traseiro. Na hora eu congevi. Eu fiquei besta. Eu mal conheci aquele homem e ele estava. Naquela audácia toda. Eu chamei ele de doido, falei tudo que me veio na cabeça. Virei e fui embora. Quando eu olhei para trás, para ver se ele ainda estava lá, ele já tinha sumido.

A noite acabou, a vida seguiu e eu nunca mais encontrei com ele no forró. Mas para ser sincera, de vez em quando, eu até me pegava pensando nele.

Na gente dançando, a farda. Parecia até que tinha sido coisa da minha cabeça, sabe, um sonho. Porque, apesar do jeito ousado dele, a nossa conversa foi tão boa. Tinha alguma coisa ali. Alguma coisa que parecia antigo, como se, sei lá, como se a gente já se conhecesse. Mas o tempo foi passando. Anos, na verdade. Até que um dia eu encontrei ele numa rede social.

Ali, de farda, bombeiro. Ai, meu coração disparou na mesma hora. Eu fiquei naquela briga interna, sabe? Uma parte de mim queria mandar uma mensagem pra ele e a outra falava que não. Não, não, não, não. Ai, eu não aguentei, né? Eu chamei. A gente conversou por três meses até marcar o encontro. E no dia que ele apareceu, adivinha como ele veio? Fardado.

Quando eu vi, o meu coração quase saiu pela boca. A gente conversou tanto. E no meio da conversa, começaram a surgir várias coincidências. Nós dois já tínhamos morado no mesmo bairro e frequentávamos os mesmos lugares. Mas mesmo assim, a gente nunca tinha se encontrado.

Ele também falou que depois daquele dia ele chegou a me procurar por muito tempo, mas olha como são as coisas. Esse reencontro demorou 20 anos para acontecer. A gente nunca mais se esbarrou. Parece até coisa do destino, né? Desde que esse reencontro aconteceu, eu me apaixonei por ele de uma forma que eu não consigo nem explicar. Aliás, eu nunca nem imaginei que seria possível isso. Mas tem um problema.

Ele é bombeiro e policial e quase não tem fogo. Às vezes a gente passa 15, 20 dias, até um mês sem se ver. E é aí que a dúvida começa a apertar o meu peito, porque por mais forte que eu tente ser, eu sinto falta do básico. Sim, falta de ter alguém por perto, de dividir o dia a dia, os momentos simples, o carinho, a rotina.

E aí eu fico nessa, né? Continuo insistindo nisso ou desisto desse namoro complicado? Eu fico tentando entender se o amor é suficiente para sustentar uma distância assim, porque eu amo tanto ele, tanto, tanto. Eu amo de verdade. E ele sempre diz que não vai desistir de mim. Mas é difícil viver assim, né? Quem já tem um relacionamento distância sabe do que eu estou falando.

E no meio de tudo isso eu paro e penso. Eu já sobrevivi a tanta coisa. Mas agora, pela primeira vez em muito tempo, eu não quero só sobreviver. Eu quero viver esse amor. Mesmo com medo, mesmo com a distância, mesmo sem saber o que vai acontecer.

Porque lá no fundo, eu sinto que ele não entrou na minha vida por acaso. E talvez, só talvez, dessa vez, vale a Atena ficar. Quem ama, não esquece. Band FM

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