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POR TRÁS DO SORRISO, UMA BATALHA! | HISTÓRIA DA PRISCILA | QUEM AMA NÃO ESQUECE 23/03/2026

23 de março de 202617min
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A Priscila conheceu o Neto pelas redes sociais e os dois construíram um amor verdadeiro. Eles decidiram formar uma família e veio a tão esperada gravidez de Maitê. Após o nascimento, ela já enfrentou uma alteração no rim e uma abertura no coração, que depois se fechou. Maitê cresceu alegre e cheia de vida, até que, em um exame de rotina, veio o diagnóstico de nefroblastoma (tumor de Wilms), um tumor no rim. A partir daí, começaram os tratamentos intensos, com quimioterapia, cirurgia e radioterapia, além do acompanhamento por metástase em linfonodos. Mesmo diante da dor, Priscila se manteve forte, sendo espelho para a filha. E é justamente Maitê, com apenas 4 anos, quem surpreende a todos com sua coragem, leveza e alegria. No meio do tratamento, ela dança, canta e espalha amor por onde passa, enquanto a família segue firme na fé pela sua cura.
Assuntos8
  • Tratamento QuimioterapiaQuimioterapia intensiva · Cirurgia oncológica · Radioterapia · Metástase em linfonodos · Biópsias · Efeitos colaterais · Ciclos de tratamento
  • Força e Resiliência ParentalMantém otimismo e fé · Demonstra força para a filha · Processamento do trauma · Esperança no tratamento · Fé religiosa como sustentação
  • Saude ClinicaDescoberta em exame de rotina · Tumor de Wilms · Tamanho de 12 centímetros · Risco alto · Necessidade de remoção cirúrgica
  • Construção da CoragemMaturidade emocional precoce · Colaboração com tratamentos · Realização de exames com calma · Conforto a outros pacientes · Dança e alegria durante tratamento · Disseminação de esperança
  • Impacto Inspiracional da HistóriaInspiração para outras famílias · Mensagens de apoio recebidas · Influência nas redes sociais · Exemplos de resiliência · Esperança para outros pacientes
  • Formação família gestaçãoDesejo de formar família · Processo de tentativa de gravidez · Descoberta da gravidez · Nascimento de Maitê
  • Problemas Cardíacos CongênitosAlteração no rim ao nascer · Abertura no coração (comunicação interatrial) · Cirurgia cardíaca aos 2 anos · Recuperação e fechamento natural
  • Relacionamento OnlineEncontro por redes sociais · Construção de amizade virtual · Transição para relacionamento presencial · Química e conexão imediata
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Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM. Se seu dia está mal, se inspire na Maite. Cante. Dança. Na Band FM, quem ama não esquece. Dançar, cantar, sorrir e ainda desejar o bem ao próximo. Mesmo em meio a dor. Isso é pra poucos. E é exatamente assim que a minha filha vive. Todos os dias, quando eu olho pra ela, eu vejo nos seus olhos o brilho de quem acredita. Tudo vai ficar bem.

de esperança, de coragem, de quem, mesmo tão pequena, já entendeu que sempre existem motivos para continuar vivendo e espalhando amor. Eu conheci o neto pelo Instagram. A gente tinha alguns amigos em comum e começamos a nos seguir. A gente nunca tinha se visto pessoalmente, mas logo de cara, eu gostei muito dele. E a conversa foi fluindo, fluindo. Era tão natural que parecia que a gente já até se conhecia há muito tempo. Depois de alguns dias falando só pelas redes sociais,

eu passei o meu número de telefone para ele. E a partir daí, a nossa amizade só foi crescendo cada vez mais. Naquela época, eu estava muito ansiosa com algumas questões e o neto também estava enfrentando alguns problemas financeiros. A gente acabou se ajudando muito, sabe? Mesmo sem estar perto um do outro, a gente sempre dava um jeito de estar presente. O neto me fazia companhia, ele cuidava de mim, ele se importava de verdade comigo.

E parecia que a gente já se conhecia há anos. E às vezes até de outra vida. Os meses foram passando. E sempre que a gente tentava se encontrar pessoalmente, alguma coisa acontecia e nunca dava certo. Até que um dia, bem no dia da mulher, dia 8 de março, ele simplesmente apareceu na porta da minha casa. Eu de casa. Ué, gente. Tô esperando ninguém hoje? Priscila, abre aqui. Nossa. Nossa, eu conheço essa voz. Neto.

Mentira que você tá aqui na minha casa! Surpresa! Nossa, você... Você é ainda mais bonita pessoalmente, sabia? Meu Deus! Ai, vergonha que eu tô sentindo! Ai, meu Deus! Era pra você ter me avisado, né? Olha só como é que eu tô! Imagina! Eu pagaria pra ver essa cena linda de novo! Foi a primeira vez que eu vi o Neto. E pra ser sincera, foi incrível! A gente ficou conversando por horas, rindo de tudo, como se a gente fosse super íntimo.

Também rolou o nosso primeiro beijo. Eu nunca tinha sentido nada parecido com o que eu senti naquele momento. Nunca. Parecia que tudo estava exatamente no lugar certo. Na hora certa, com a pessoa certa. Era tudo tão perfeito. Depois daquele dia, nós começamos a ficar. E não demorou muito pra ele me pedir em namoro. A gente namorou por cerca de dois anos. Até que decidimos dar um passo a mais e fomos morar juntos.

começo o neto sempre dizia que tinha o grande sonho de ser pai. Mas ele falava que queria viver isso com a pessoa certa. Eu já tinha presenciado o jeito todo especial que ele tem com criança e por isso eu morria de vontade de construir uma família ao lado dele. Eu estava com 30 anos e ele com 34. Eu sabia que não podia demorar muito, né? Mas eu também nunca tive muita pressa. No fundo eu sabia que na hora certa Deus ia nos dar o nosso

Então eu decidi procurar uma ajuda médica só para confirmar se estava tudo bem. Só que antes mesmo de fazer qualquer teste, eu decidi que a gente não ia fazer nenhum tratamento naquele momento. Eu resolvi deixar tudo nas mãos de Deus. Nós dois sempre fomos pessoas de muita fé. E eu sabia que Ele estava com a gente em todos os momentos. E foi justamente quando a gente descansou o nosso coração. No momento em que a gente confiou nele, que eu consegui.

engravidar. O neto sempre dizia que queríamos ser pai de menina. E quando eu engravidei, a gente sentia que esse sonho ia se tornar realidade. Eu sentia isso no meu coração. E assim foi. Deus nos enviou uma princesinha, a Maitê. Mas, infelizmente, quando ela nasceu, ela precisou ir direto pra UTI. Eu nem tive tempo de ver o rostinho dela direito. Eu não tive tempo de pegar a Maitê no colo e nem de amamentar.

Aconteceu rápido de mar e sabe, foi um momento difícil pra mim, porque depois de toda a gestação, de tudo que a gente já tinha vivido, tudo que eu mais queria era poder ficar com a minha filha. A Maitê nasceu com o rim aumentado e precisou ficar internada pra que os médicos pudessem investigar melhor o que tava acontecendo. Já eu, dias depois, estive alta e eu precisei ir embora. É, eu fui embora do hospital sem ela. Nossa, aquela foi uma das piores dores que eu já senti na minha vida.

Assim, eu me agarrava ao pensamento de que aquilo era necessário, que ela ia sair da vi e que ela estaria melhor quando saísse. Eu ia até o hospital para amamentar. Enquanto isso, os médicos faziam vários exames. Eles precisavam checar se o rim estava funcionando normalmente e se era só uma alteração no tamanho ou algum outro problema. Além disso, ela também tinha uma deitura no coraçãozinho e isso precisava ser acompanhado pelos médicos.

Por volta de um ano de idade, essa abertura se fechou sozinha. Já o rim precisou ser acompanhado por mais tempo. Durante cerca de dois anos, nós fizemos consultas e exames. Mas aos poucos, tudo foi se normalizando até que o rim ficou dentro do tamanho esperado. Apesar de todo esse cuidado e acompanhamento, a Maite sempre foi uma criança diferenciada. Muito alegre, muito simpática, tranquila, cheia de vida.

Desde bebê, ela tinha uma coisa muito marcante. Ela sorria com os olhos. E conforme ela foi crescendo, isso foi ficando cada vez mais forte. Minha filha era feliz. Tão feliz. Ela amava brincar, correr e se divertir como qualquer outra criança. Mas tinha uma coisa curiosa. Às vezes, no meio das brincadeiras, ela parava do nada e dizia que ela estava cansada. É, podia ser só um cansaço normal de quem vem com muito, mas na verdade,

Aquele cansaço já tinha outro motivo por trás. Algo que a gente ainda não sabia. A Maitê sempre teve uma alimentação normal. Ela comia bem, mas não era raro ela vomitar. A gente pensava que era porque tinha tomado muito líquido. Não precisava ser nada demais porque ela logo voltava a ficar bem. No geral, a minha filha era tranquila, uma criança doce, calma, muito abençoada. Até que, numa consulta de rotina, tudo mudou.

no nariz e na garganta. Era pra conseguir respirar melhor e por isso precisava fazer alguns exames também. Durante a consulta, eu aproveitei e falei que ela tinha intestino preso e que muitas vezes ficava com a barriguinha dura. Só que quando a doutora começou o exame físico e foi apalpando a barriguinha dela, de repente ela parou e disse que estava achando aquilo estranho demais. Ela explicou que parecia que a Maitê estava com o baço aumentado, porque normalmente quando o médico aperta

aquela região, a mão afunda. Mas no caso dela, não. Isso não estava acontecendo. Na mesma hora, ela pediu um ultrassom de emergência. É claro que eu fiquei super preocupada, mas eu confesso que naquele momento eu ainda não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo. Parecia, parecia tudo muito estranho, sim. Eu consegui marcar o exame logo no dia seguinte. E quando nós fomos fazer o ultrassom, a Maitê ficou quase uma hora dentro da sala. Aquela demora começou a me deixar tão angustiada.

Alguma coisa não estava certa. Meu coração já estava sentindo isso. Quando o exame finalmente terminou, a médica veio conversar comigo e disse que a Maite, a Maite estava com uma massa. Um nódulo de cerca de 12 centímetros no linho esquerdo. Eu nem tinha muito conhecimento sobre essas coisas. Eu não sabia exatamente o que estava significando aquilo que ela falava, aquela massa. E nem tinha noção do que aquilo poderia significar de fato. Oi, alô Priscila?

Exame? Eu não sei. Mas como assim? O que aconteceu? Que voz é essa? Eles disseram que ela está com um módulo de 12 centímetros no rim. Eu não sei o que isso quer dizer. Eu não sei. Eu estou com medo. É só isso. Eu só estou com medo. Calma, calma. Olha, não vai ser nada. Ela é uma criança saudável. É forte. A gente tinha esperança de que fosse alguma coisa simples, sem gravidade, um tumor benigno. Mas é óbvio que nós estávamos apavorados.

A gente começou o acompanhamento com uma médica oncológica que me explicou que era um tumor que poderia crescer muito rápido e que, por isso, a gente precisava agir com rapidez. A minha filha foi internada para fazer um monte de exame. E depois de dias e mais dias de muita angústia, veio o diagnóstico. A minha filhinha, ela estava com nefroblastoma. Tinha um tumor maior no rio esquerdo. E tinha também uma lesão pequena no direito. Aquele foi o pior dia da minha vida.

Parecia que eu tinha desabado num buraco escuro, sem fundo. E eu senti o meu corpo todo em alerta. Todo tenso, todo duro, com medo que eu nem sabia que eu podia sentir. Só que não existia tempo pra sofrer. A Maitê precisava começar logo esse tratamento. Primeiro ela fez quimioterapia pra diminuir o tumor. Depois veio a operação. Nessa cirurgia, os médicos conseguiram remover todo o tumor principal.

dela, que antes parecia que seria totalmente perdido. Depois nós fizemos uma biópsia e o resultado, bom, o resultado mostrou que era um nefroblastoma de grau 3, ou seja, de alto risco. Meu Deus, que dor. Que dor eu senti quando eu fiquei sabendo disso. Mas mesmo com essa notícia tão ruim, eu sabia que eu precisava ser forte pra minha filha. E junto com o medo e com a dor, veio também uma força.

sabia que eu tinha, não sabia. Depois da cirurgia, os médicos ainda encontraram quatro linfonodos comprometidos. Dois deles já tinham metástase. E por causa disso, o tratamento da Maite precisou ser ainda mais intenso. Mesmo com a retirada do tumor, ela teria que enfrentar uma quimioterapia mais forte e também sessões de radioterapia para garantir que todas as células doentes fossem eliminadas do corpo dela. E é aqui que nós estamos agora.

Esse tratamento que a gente segue fazendo até hoje não é fácil. Em muitos momentos é bem doloroso. Cada ciclo de quimioterapia é diferente. O corpo reage de uma forma. Surgem novos desafios. Às vezes tem queda de sangue, queda de plaqueta, queda de leucócitos. As células de defesa ficam baixas e isso exige ainda mais cuidado. Até hoje eu me surpreendo com a força que eu encontrei para estar ali firme.

É, eu sei que a Maitê se espelha muito em mim, nas minhas reações, no meu jeito de enfrentar as coisas. Por isso, eu sempre tento mostrar pra ela a minha versão mais animada. É um caminho difícil. Mas a gente segue, a gente segue com fé, com esperança e tentando manter a alegria, mesmo nos momentos mais duros. Porque no fundo, é isso, é isso que nos sustenta.

aquilo que a gente coloca fé e energia de alguma forma volta para a nossa vida. Então, desde o começo, eu procurei enxergar tudo isso como um processo. Um caminho que a gente precisava atravessar, enfrentar, mas acreditando que no final a gente vai vencer. Ao mesmo tempo, ver a forma como a Maite tem enfrentado tudo isso é algo que me impressiona todos os dias. Ela tem uma maturidade que não dá para acreditar. Ela colabora com tudo que precisa ser feito.

Facilita muito o trabalho de quem está cuidando dela. Faz os exames, toma os remédios, passa pelos procedimentos e quase nunca chora. Alguns exames que antes precisavam ser feitos com sedação, hoje ela consegue fazer acordada. Ela entra sozinha na maca, espera, tudo com calma. A calma que muitas vezes surpreende até os médicos. A minha filha escolhe sorrir mesmo em meio à dor que ela está sentindo.

E acha isso o máximo? Ela sabe que tudo isso faz parte do tratamento. Claro que não entende exatamente o que é a doença. Mas entende que precisa passar por tudo isso agora para melhorar. Ela já sabe que quando o tratamento terminar, a gente vai voltar ao hospital. Só algumas vezes. Para poder fazer exame de rotina. Mas que por enquanto, nós ainda precisamos vir muitas vezes. E ela aceita. Ela aceita tudo isso com uma força que emociona a gente.

É a cura da nossa filha. Coisa que no meu coração eu já acredito que ela tenha. O que a gente quer agora é só terminar esse tratamento com sucesso e ver a Maitê continuar sendo essa luz na vida de tanta gente. Porque através da alegria dela e da força e da forma também como ela encara tudo, ela tem inspirado tanta gente. No hospital ela dança, ela canta, ela faz amigas. E o que mais impressiona é a preocupação que ela tem com outras crianças.

Quando ela percebe que alguém não está bem, ela já vai lá, já vai na porta do quarto para dizer que vai tudo ficar bem. Nas redes sociais eu recebo muitas mensagens de pessoas dizendo o quanto ela tem dado força para quem está passando por um momento difícil. Minha filha enfrenta tudo, tudo, com muita coragem. E mesmo sem saber, ela me ensina muito todos os dias sobre força, sobre resiliência.

também inspire você que está ouvindo agora a encontrar motivos para viver todos os dias. Não desanime. Brilhe, dance, cante. É isso que a Maitê ensina para todo mundo aqui no hospital. Todos os dias.