Episódios de Quem Ama Não Esquece

O MENINO ABENÇOADO QUE VIU DEUS | QUEM AMA NÃO ESQUECE 27/05/2026

27 de maio de 202622min
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A Greisse e o Davi viviam uma vida simples com os filhos Miguel e Manuela. Até que em julho de 2023 tudo mudou. O Miguel começou a passar mal e sofreu uma convulsão. Ele estava em estado gravíssimo, com falência dos órgãos e risco de nunca mais acordar. Descobriram que ele recebeu uma superdosagem de um medicamento: dez ampolas quando o máximo seria uma. Desesperada, a família inteira se ajoelhou no hospital para orar. Foi então que Greisse percebeu um sinal inesperado: o xixi de Miguel, que estava preto, começou a clarear. Depois disso, ele abriu os olhos, chamou pelo pai e começou a dizer que tinha visto Deus. Após 12 dias internado, o abençoado Miguel recebeu alta e a família vem dar o seu testemunho de fé e esperança depois do milagre.
Participantes neste episódio4
D

Davi

ConvidadoHistoriador
G

Greisse

Convidado
M

Manuela

Convidado
M

Miguel

Convidado
Assuntos5
  • Milagre de AlessandraSuperdosagem de medicamento · Falência de órgãos · Risco de coma · Sinal de clareamento da urina · Visão de Deus · Alta hospitalar
  • Fé e EsperançaOração em família · Entrega nas mãos de Deus · Testemunho de esperança · Cura e reconstrução pessoal
  • Impacto em Testemunhas e AmigosConversão de não crentes · Restauração da esperança · Prevenção de suicídio
  • História de amor Luísa e CaioPrimeiro encontro · Reencontro e pedido de casamento · 14 anos de casamento
  • Carreira na enfermagemDificuldades financeiras · Arrecadação de fundos · Gratidão e fé
Transcrição50 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM, quando todo o resto acaba, a fé continua. Na Band FM, quem ama não esquece.

Tem momentos em que a gente entende que já não está mais segurando nada. Nem a própria força, nem a esperança, nem a vida de quem mais ama. Naquele hospital eu ouvi palavras que mãe nenhuma está preparada para escutar. E foi ali, entre o medo, o silêncio e a oração, que eu aprendi que a fé só revela sua força quando todo o resto acaba.

Eu conheci meu marido na saída de uma festa. Ele mexeu comigo, fez algumas brincadeirinhas, tentou puxar conversa. E eu simplesmente nem dei bola. A vida seguiu e um ou dois anos depois a gente se reencontrou de novo. E no lugar mais improvável possível. Na frente da mesma festa. O Davi estava dentro do carro porque na verdade nem queria entrar.

Mas quando ele me viu chegando, mudou de ideia na mesma hora. Saiu do carro, veio atrás de mim e simplesmente falou. Eu vou casar com você. Na hora eu ri, eu até achei graça, mas não é mesmo que ele estava certo. Eu e o Davi namoramos, nos casamos, estamos juntos há 14 anos e construímos uma família linda com dois filhos. O Miguel e a Manuela.

E olha que a verdade é que eu nunca fui aquela mulher que cresceu sonhando em ser mãe. Não, nunca foi mesmo. Eu cresci em meio a muitos problemas familiares dentro de casa. Sempre enxerguei a maternidade mais com medo do que com o desejo.

Quando a vida ensina cedo demais o peso das dificuldades, às vezes a gente aprende a ter medo até das coisas mais bonitas. Já o Davi sempre sonhou em ter filhos. E foi por causa dele que eu conheci os maiores amores da minha vida. Nossa vida era boa. Tranquila. Normal. Uma vida normal. Mas em julho de 2023, no mês de aniversário do Miguel, tudo mudou completamente.

Naquele dia, o Miguel acordou estranho, sem força. Ele estava com febre. Tremendo, estava enjoado. Não era ele. Sabe quando mãe percebe que tem alguma coisa diferente? Foi exatamente assim. Eu achei que fosse só uma virose. Mas como ele estava fraquinho, eu resolvi levar ele comigo para o salão em que eu trabalhava.

Eu não fazia ideia de que poucas horas depois a nossa vida ia virar de cabeça para baixo. Algumas horas depois, a minha sogra passou no salão para buscar o Miguel. Eu fiquei trabalhando, cheguei a ligar para ela para perguntar do jantar e fui rapidinho para o mercado. Cinco minutos. Cinco minutos. E foi o suficiente para tudo acontecer.

Cinco minutos depois de desligar o telefone, o meu celular tocou. Quando eu olhei a tela, eu vi que era meu irmão. E alguma coisa dentro de mim gelou. É estranho explicar isso, é muito estranho, mas antes mesmo de atender, meu coração já parecia saber que alguma coisa estava errada. No segundo em que eu coloquei o celular no ouvido, o meu mundo parou.

Ele gritava desesperado. Disse que estava levando o Miguel para o hospital. Que o meu filho estava convulsionando. E eu lembro que por alguns segundos eu simplesmente não conseguia entender o que ele estava falando. Porque existem palavras que a mente da gente se recusa a aceitar. Eu saí correndo e assim que eu cheguei na avenida principal da cidade. Que era uma cidade pequena. Eu vi o carro do meu irmão passando em alta velocidade.

E eu fui acelerando atrás. Eu não lembro dos sinais. Eu não lembro. Não lembro do caminho. Não lembro de mais nada. Quando eu cheguei no hospital, eu vi a minha sogra descendo do carro com o Miguel nos braços. E eu... Eu nunca... Nunca vou esquecer aquela imagem. O corpinho dele estava mole. Sem reação. Os olhos arregalados. Perdidos. Naquele instante, eu achei que eu tinha perdido meu filho.

Eu comecei a gritar desesperada pedindo para salvarem ele. Foram levando o Miguel. Ele estava entrando sozinho naquela sala e eu não podia fazer nada, nada. Eu não podia pegar ele no colo. Eu não podia proteger. Eu não podia nem segurar a mão dele. Gracie, olha para mim. Olha aqui. Cadê o Miguel? Davi.

Como é que você chegou aqui? O hospital me ligou. Disseram que o Miguel tinha dado entrada. O que foi? O que aconteceu? Eu não sei. Eu não sei. Ele estava tão bem. A sua mãe buscou ele no salão. Ele estava bem. Aí eu fui no mercado e... Espera, calma. Respira, respira. Eu não entendi nada. Meu Deus do céu. Eu não entendi o que aconteceu com o nosso filho. Eu não sei. Olha aqui. Olha pra mim. Calma. Calma. Me conta. Me conta o que aconteceu desde o começo.

Eu contei o que minha sogra tinha falado. Que ele tinha acabado de sair do banho quando ouviu um barulho vindo da sala. Ela saiu correndo e encontrou Miguel caído no chão, convulsionando. E o pior de tudo é que minutos antes, ele estava brincando, ele estava rindo e aí do nada tudo aconteceu. Nós demos entrada no hospital por volta das oito da noite.

As horas passaram e ninguém explicava nada. Médicos entravam, médicos saíam, pessoas andando pelo corredor e nada, e nada, nada, nada. Depois disseram que o Miguel precisaria ser transferido para Porto Alegre. Mas foi só isso. Sem mais respostas, sem mais explicações. Eu e o Davi fomos em casa pegar algumas roupas porque ninguém sabia quanto tempo ficaríamos fora.

Mas quando a gente chegou em casa e abriu a porta, eu desabei. Os brinquedinhos do Miguel ainda estavam todos espalhados pela sala. Tudo tinha ficado exatamente do jeito que ele deixou. Horas antes, o meu filho estava correndo pela casa. Ele estava brincando, ele estava falando. Ele estava vivendo e agora?

Agora ele estava lutando para sobreviver. A transferência só aconteceu às duas da manhã e eu fui sozinha na ambulância com ele. Nunca vou esquecer aquela cena, nunca. O Miguel estava todo inchado. Estava desacordado, usando só uma fralda, deitado naquela maca gelada. Tão pequeno. Tão frágil.

Olhar para ele daquele jeito não parecia real. Parecia que eu estava vivendo a vida de uma outra pessoa, porque mãe nenhuma imagina sair de casa com o filho pela mão e, horas depois, encontrar ele daquele jeito. Cada apito dos aparelhos fazia o meu coração parar, porque a cada som eu achava que ele estava morrendo ali, bem na minha frente.

Eu segurava as mãozinhas dele, tentando passar força, como se ele pudesse sentir, como se eu pudesse proteger ele de alguma forma. Mas não tinha ninguém segurando a minha mão. O Davi e meus sogros vinham atrás da ambulância de carro e ali, naquela ambulância, eu nunca me senti tão sozinha.

Então eu só rezava. Porque chega um momento em que a gente entende que já não tem mais controle de absolutamente nada. Eu entreguei o meu filho nas mãos de Deus porque já não existia mais nada que eu pudesse fazer.

Quando nós chegamos, começou um entre-sai desesperado dos médicos. Porta abrindo, gente correndo, pessoas falando. Termos que eu não entendi o que eles estavam falando. Eu fiquei ali naquele corredor tentando decifrar tudo o que estava acontecendo. Qualquer olhar, qualquer expressão, qualquer mudança no rosto de alguém, qualquer sinal que pudesse me dizer se meu filho ainda estava comigo. A equipe era maravilhosa, era humana, muito atenciosa.

Mas existe uma sensação que uma mãe não consegue explicar. E no fundo da minha alma, eu sentia que tinha alguma coisa muito errada acontecendo. Cerca de uma hora depois, a médica voltou. E bastou olhar para o rosto dela. Tem notícias que chegam antes das palavras, né?

Naquele instante eu entendi que vinha a pior notícia da minha vida. Ela explicou que o caso do Miguel era gravíssimo. Os rins estavam entrando em falência, o xixi dele estava preto. Existia risco de falência múltipla dos órgãos e eles não sabiam se...

Eles não sabiam se o meu filho voltaria a acordar. Depois ela começou a falar sobre hemodiálise, tentativas, possibilidades, procedimentos, mas que o corpinho dele não estava reagindo. E eu confesso que chegou um momento em que eu nem escutava direito o que ela estava falando.

Porque quando alguém fala sobre a possibilidade de perder um filho, parece que o mundo inteiro fica longe. A única frase que ficou presa aqui na minha cabeça foi só o que eu poderia fazer. Esperar. Esperar.

Esperar para saber se o Miguel sobreviveria até o amanhecer. Sinceramente, não existe dor maior para uma mãe do que olhar para um filho cheio de aparelhos e encarar a realidade de que você não pode fazer nada para salvá-lo. Foi só muito tempo depois que eu descobri a verdade.

Naquela época, no meio do desespero, ninguém me explicou o que tinha acontecido. Eu só sabia uma coisa, o meu filho estava entre a vida e a morte e ninguém conseguia me dizer o porquê. Mas quando eu descobri, a dor voltou. E voltou de um jeito diferente porque eu precisei lidar com uma revolta que até hoje é difícil colocar em palavras. Naquele primeiro atendimento aconteceu um erro médio.

o Miguel recebeu uma super dosagem absurda de um medicamento. O máximo que uma criança do tamanho dele poderia receber era uma ampola. Uma. Mas sabe quantas ampolas aplicaram no meu filho? Dez. Dez. Dez ampolas. Dez. E foi aquilo que fez o organismo do meu filho entrar em colapso.

Cara, essa, Grace, o que a médica falou? Davi. O que foi? Fala comigo, fala aqui. A médica disse que o Miguel, ele... Ele pode ficar em coma pra sempre. Como assim? Como? Falou que os órgãos dele estão falhando, que... Talvez ele... Talvez ele nunca mais acorde.

Não, não, olha aqui. Quem determina o destino do nosso filho não é médico nenhum. É Deus. A gente vai orar e o nosso filho vai lutar. Deus vai nos ajudar. Meu sogro, minha sogra, meu irmão, meu cunhado, meu marido, todo mundo.

Todo mundo caiu de joelhos no chão daquele hospital para orar pelo Miguel. Eu nunca vou esquecer desse momento. Enquanto os médicos corriam pelos corredores e os aparelhos apitavam por todos os lados, a minha família inteira estava de joelhos. Estava pedindo a Deus para não levar o nosso menino.

No meio da nossa oração, os médicos chamaram o Davi para entrar no quarto. O meu marido levantou e entrou, sem saber que estavam chamando ele para se despedir do próprio filho. Mas naquele mesmo dia aconteceu uma coisa que eu nunca vou conseguir explicar.

Menos de 30 minutos depois da pior notícia da minha vida, aconteceu uma coisa que eu nunca vou conseguir explicar nunca. No meio de todo aquele caos, daquele medo, daquela dor absurda, eu senti como se Deus falasse comigo. Não foi uma voz, não foi, foi uma certeza. Uma sensação muito forte dentro de mim, que me mandava ir olhar o xixi do Miguel.

Xixi que até aquele momento saia pela sonda preto que nem carvão, mas... Quando eu olhei, ele tinha mudado. Ele estava clareando. Pode parecer pequeno para quem está ouvindo hoje, mas naquele momento eu soube. Eu soube que alguma coisa estava acontecendo. Foi naquele instante que tudo virou. Eu saí correndo pelo corredor, chorando, gritando. Minha cunhada se desesperou. Ela achou que eu tinha enlouquecido, mas não.

Pela primeira vez, depois de horas vivendo dentro do pior pesadelo da minha vida, eu senti esperança. É esperança. Depois daquilo, Miguel começou a melhorar muito rápido. Ele começou a dar sinais de que queria acordar. E pela primeira vez, depois de dias vivendo dentro do medo, eu senti o peso no meu peito diminuir um pouquinho.

Foi em um daqueles dias que eu conheci, melhor, uma técnica de enfermagem que cuidava do Miguel como se fosse o filho dela. Quem vive dias dentro de um hospital sabe que existem profissionais que Deus coloca no caminho da gente. Conversando comigo, ela contou que estava passando dificuldades financeiras. E com vergonha perguntou se tinha sobrado alguma coisa do hospital para ela levar para os filhos. Aquilo.

Apertou meu coração e eu resolvi postar a história dela para tentar ajudar. Em quatro horas nós arrecadamos quatro mil reais. E nunca vou esquecer do sorriso dessa mulher. Ela repetia emocionada que Deus não faz nada por acaso. E até hoje eu penso nisso porque no meio da pior fase da minha vida, Deus ainda estava usando a nossa dor para alcançar outras pessoas.

Dias depois, eu e o Davi estávamos ao lado da cama quando Miguel abriu os olhos. Você ouviu? Ele falou pai, filho, filho. Filho. Você falou com o papai, filho. Eu estou aqui, meu amor. Eu estou aqui. Ai, obrigada, Jesus. Obrigada. Ai, meu Deus, obrigada. Obrigada.

Tá vendo, Grace? Eu falei pra você. Eu sei. Deus não abandonou o nosso filho. Mesmo nos piores momentos, eu sentia Deus segurando o nosso filho. Eu sentia ele segurando ele aqui. Eu sentia. E esse é só o começo. O mesmo Deus que trouxe ele de volta vai terminar a obra completa na vida dele. Você vai ver. Naquele momento.

Nós desabamos chorando, porque pela primeira vez, desde que tudo começou, parecia que o nosso menino estava voltando para a gente. Depois disso, começaram a acontecer coisas que arrepiavam todo mundo. O Miguel começou a falar coisas que ninguém entendia. Ele dizia que tinha visto Deus. Falava que Deus tinha dado sangue por nós. E ficava repetindo que ia conseguir.

Eu nunca vou esquecer. Ele falava com uma certeza tão grande, com tanta força, que não parecia vir de uma criança. Tinham momentos ainda mais difíceis de explicar. Às vezes, o Miguel chorava e começava a cantar ao mesmo tempo. Enquanto isso, pessoas da igreja fizeram uma corrente gigantesca de oração e muita gente viajava horas só para visitar ele.

Aos poucos, o nosso menino foi voltando para a vida. Até que no dia 9 de agosto ele recebeu alta. Foram 12 dias vivendo dentro daquele hospital. 12 dias em que o tempo parecia ter parado. Meu marido dormia dentro do carro enquanto eu ficava ao lado do Miguel. Nossa família inteira se revezava naquele quarto, vivendo aquela batalha minuto por minuto.

E durante todos aqueles dias, nós esperamos por um milagre. Um milagre que veio. Por quase dois anos eu tive medo de dormir. Medo de fechar os olhos. Medo de acordar e descobrir que estava vivendo tudo aquilo de novo. Medo de perder o meu filho. Uma parte de mim nunca saiu daquele hospital.

E o pior é que o Miguel nunca teve epilepsia. Nunca existiu um diagnóstico anterior. Nunca teve um histórico. Foi um episódio único. Mas trauma não escuta explicação. Eu simplesmente não conseguia tocar nesse assunto sem desabar. Muita gente me aconselhou a colocar a médica e o hospital na justiça, mas eu não tive coragem. Por quê?

Para lutar por aquilo, eu precisaria abrir cada ferida de novo e doía tanto, meu Deus. Hoje eu entendo que Deus precisou primeiro me reconstruir antes de me dar coragem para testemunhar tudo isso, porque antes de contar a história do Miguel, Deus precisou cuidar da minha. No ano passado, eu fui para um retiro espiritual por estar em depressão.

Exausta. E naquele lugar eu fui curada também. Eu recebi uma profecia dizendo que Deus queria que eu testemunhasse tudo o que tinha acontecido. Então eu gravei um vídeo, sem imaginar a proporção que aquilo ganharia. Pessoas que não acreditavam em Deus começaram a acreditar. Pessoas me escrevendo dizendo que voltaram a orar.

que recuperaram a esperança, que desistiram de tirar a própria vida depois de ouvir a nossa história. E foi ali que eu entendi que Deus usou a vida do Miguel. Usou a nossa dor. Usou o pior momento das nossas vidas para tocar milhares de pessoas. Porque existem coisas que a medicina explica, mas existem outras coisas que só quem viveu consegue entender.

E eu sei disso porque eu vi, eu vi, vi médicos perderem respostas. Eu vi, eu vi uma família inteira cair de joelhos no chão do hospital. Eu vi, vi meu marido entrar em um quarto sem saber que estavam chamando ele para se despedir do próprio filho. Eu vi o medo, eu vi o desespero, eu vi tudo de perto, eu vi a dor. E depois, depois eu vi o meu filho voltar.

Naquele dia eu descobri que existem notícias que mudam uma vida inteira. E existem orações que mudam destinos. E desde aquele dia eu nunca mais duvidei de uma coisa. Quando todo o resto acaba. A fé continua.

Quem ama não esquece.

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