Episódios de Quem Ama Não Esquece

A ÚLTIMA VIAGEM EM FAMÍLIA | QUEM AMA NÃO ESQUECE 26/05/2026

26 de maio de 202622min
0:00 / 22:38
O Marcelo e a Patrícia eram casados há 13 anos e tinham dois filhos, o Gabriel e a Sofia. Com o tempo, a rotina e o cansaço os dois se afastaram e o casamento virou só discussões e silêncio. Tentando salvar a relação, Patrícia marcou uma viagem em família, mas na estrada, os dois brigaram e o Marcelo disse que se arrependia de tê-la conhecido. Minutos depois, um caminhão perdeu o controle na chuva e bateu no carro deles. Patrícia e as crianças partiram no acidente, e Marcelo sobreviveu carregando a culpa pelas últimas palavras que disse à esposa.
Participantes neste episódio2
C

Carlos

Convidado
M

Melina

Convidado
Assuntos2
  • A jornada para se tornar maestroCirurgia de apendicite aos 13 anos · Relacionamento à distância com Carlos · Dificuldades para engravidar · Tratamento de fertilização in vitro · Síndrome de hiperestimulação ovariana · Processo de adoção · Depressão e ansiedade · Yuri
  • Propósito do CasamentoCiclos de término e volta no relacionamento · Fortalecimento do casal durante as dificuldades · Carlos
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Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM, Deus não se atrasa, Ele capricha. Na Band FM, quem ama não esquece. Tem sonhos que nascem tão cedo dentro da gente?

que parecem fazer parte de quem a gente é. Sonhos que não chegam por acaso. Mas às vezes, entre a promessa e a realização, existe um caminho longo. Um caminho de espera, de dor, de silêncio. E perguntas sem resposta. E é justamente aí que a fé da gente é colocada à prova.

Eu só tinha 13 anos quando eu comecei a sentir muitas dores. Muitas dores fortes na barriga. Mas quando minha mãe me levou ao hospital, o médico só passou um remédio e me mandou voltar para casa. No dia seguinte eu acordei ainda pior.

E a minha mãe me levou outra vez ao pronto-socorro. E assim que nós chegamos, eu já fui internada. A minha barriga estava tão inchada. E nenhum exame conseguia mostrar o que realmente estava acontecendo. Mas eu lembro até hoje da expressão dos médicos tentando entender alguma coisa. Depois de alguns dias sentindo muita dor, os médicos disseram para fazer uma cirurgia, já que nenhum exame mostrava exatamente o que estava acontecendo ali.

Foi só ali, na sala de cirurgia, que descobriram que eu estava com uma apendicite suporada. Meu abdômen já estava cheio de pus e eu tive várias complicações. Foi muito mais grave do que imaginava. E eu fiquei um mês internada tentando me recuperar de tudo aquilo. Mas graças a Deus eu sobrevivi.

Eu começo a minha história por esse momento porque, mesmo sem imaginar, foi ali que a minha vida mudou para sempre. Porque anos depois eu descobriria que aquela cirurgia que salvou a minha vida aos 13 anos também deixaria marcas que eu nunca poderia prever.

Eu me recuperei, eu tive alta e eu fui tocando a vida, crescendo, amadurecendo, e cada ano que passava o sonho de ser mãe ficava mais forte dentro de mim. A verdade é que esse sonho não começou na fase adulta, não. Desde criança, eu sempre tive um instinto materno muito forte. Eu não podia ver uma criança que eu já queria chegar perto, que eu já queria brincar, pegar no colo, cuidar. Eu adorava brincar de boneca.

Adorava fingir que estava cuidando dos meus filhos. Ser mãe era uma vontade que morava dentro de mim. Quando eu tinha 15 anos, eu conheci o Carlos. Ele foi o meu primeiro namorado e desde o começo a gente vivia grudado. Além de morarmos perto um do outro, a gente estudava na mesma sala. Então a gente passava o dia inteiro junto.

Uma das coisas que eu mais amava nele era justamente o fato de a gente sonhar parecido. A gente tinha os mesmos valores, os mesmos pensamentos e, principalmente, os mesmos planos para o futuro. A gente já estava namorando há alguns meses quando eu me mudei com a minha família.

E foi ali que eu e o Carlos começamos a sentir o peso da distância. Logo na primeira semana longe, começaram as brigas por coisas pequenas. A gente tentava continuar, mas aos poucos vieram as desconfianças, o ciúme, as inseguranças. E aí a gente começou a entrar num ciclo cansativo de terminar, de voltar, terminar de novo, voltar outra vez. Foi ali.

Ali que eu descobri o quanto um relacionamento à distância pode ser difícil. Porque amar nunca tinha sido o problema. O difícil era lidar com toda a situação. Quando eu fiz 18 anos, ainda vivendo naquele ciclo entre idas e vindas, o Carlos me ligou. Mas naquele dia tinha alguma coisa diferente na voz dele.

Mel, eu preciso conversar muito com você. Eu acho que isso aqui não está dando certo. A gente não nasceu para ficar longe. Estou tão cansado de brigar com você. Tá, e o que você quer dizer com isso? Quer dizer que eu quero coisa séria. De verdade. Sério? Tipo... Tipo casar? Isso! Eu quero casar e a gente vai. Mas eu só saio aqui de São Paulo. Com uma data marcada para o nosso casamento.

Naquele momento eu percebi que o Carlos não estava para brincadeira não.

Ele estava decidido. E foi exatamente o que aconteceu. Nós marcamos a data para um ano depois daquela ligação e começamos a construir os nossos planos. Depois que nós casamos, eu e o Carlos nos mudamos para a cidade onde eu morava. E foi tudo muito bonito. Simples, mas cheio de amor. Eu acho que uma das coisas que mais me emocionava era perceber que mesmo quando eu ainda era imatura, em muitos momentos, ele nunca desistiu da gente.

Ele sempre fez de tudo para dar certo. Assim que a gente se casou, nós combinamos de, nos primeiros dois anos, viver intensamente o nosso casamento. Viajar, curtir a vida, dois. E só depois a gente ia começar a tentar ter filhos. E nós fizemos exatamente isso.

Nós aproveitamos ao máximo e dois anos depois eu parei com o anticoncepcional. No começo eu até achava que era só uma questão de tempo, sabe? Mas aí os meses foram passando e nada acontecia. Aos poucos a ansiedade começou a tomar conta de mim e eu fui ficando bem desesperada.

Nós resolvemos investigar se tinha alguma coisa errada e eu fiz vários exames. Fiz consultas, eu passei em vários profissionais até chegar numa médica que pediu um exame para avaliar as minhas trompas. Mas quando eu cheguei ao consultório, que eu levantei a blusa para o médico me examinar, ele olhou a minha cicatriz de uma ponta a outra da barriga e disse que não poderia fazer o procedimento.

Por causa da gravidade da cirurgia que eu tinha feito aos 13 anos, o risco era muito alto. E ele tinha medo de perfurar o meu intestino durante a tentativa. O doutor já foi logo me falando sobre a fertilização in vitro e eu, que nunca tinha ouvido falar, comecei a pesquisar assim que eu saí do consultório. Mas aí veio um outro balde de água fria. O tratamento era muito caro, totalmente fora da minha realidade.

Mesmo assim, a gente não desistiu e eu e o Carlos começamos uma longa busca por clínicas mais acessíveis. Eu procurava alternativas de todas as formas possíveis. Eu pesquisava, eu ligava, eu estava disposta a fazer o que fosse necessário. Mas mesmo empenhada, nenhuma tentativa dava certo. Então, pela primeira vez, eu senti vontade de desistir e entregar o nosso futuro nas mãos de Deus.

Só depois de três anos eu consegui, finalmente, um encaminhamento. E aí eu entrei na fila para tentar ter uma chance de fazer o tratamento pelo SUS. Quando aquela oportunidade apareceu, eu agarrei com tanta força. Agarrei com tudo que eu tinha. Todos os dias eu precisava tomar as injeções e o hospital ficava em outra cidade. Eram duas horas de carro.

A gente ia e voltava todos os dias. Foram 15 dias, vivendo completamente em função desse sonho. Minha vida, meus horários, meu corpo. Tudo passou a girar em torno da esperança de finalmente ser mãe. Depois, eu fiz a coleta dos óvulos e a transferência embrionária. No dia da coleta, quando os médicos disseram que tinham conseguido retirar 18 óvulos, meu coração se encheu de esperança outra vez.

Mas aí a esperança começou a diminuir aos poucos. Dos 18 óvulos coletados, só quatro viraram embriões. Depois só três continuaram evoluindo e, conforme os dias iam passando, alguns também não vingaram.

Mesmo assim, chegou o momento da transferência para o meu útero e eu... Eu queria demais acreditar que finalmente ia dar certo. Só que no dia seguinte eu comecei a sentir tanta dor, tanta dor.

Muita dor mesmo. Eu passei a noite inteira sofrendo. E aí, quando eu entrei em contato com a equipe médica, eles disseram que eu precisava ir para o hospital. Quando eu cheguei lá, eu fui direto para a internação. E lá começou mais uma luta na minha vida. Eu sentia dor o tempo todo. Era como se meu corpo estivesse entrando em colapso. E ao invés das coisas melhorarem, só pioravam. Eu vomitava demais. Eu não conseguia comer. Eu não conseguia reagir.

Não conseguia melhorar de jeito nenhum. Depois de tantos anos lutando para chegar até ali, eu comecei a perceber que, mais uma vez, estava dando tudo errado. Foi então que os médicos descobriram que eu estava com a ciste e hiperestimulação ovariana.

Meu corpo começou a encher de líquido, os órgãos estavam sendo comprimidos e eu fiquei desesperada. Pela segunda vez na minha vida eu quase morri. Foram dias tão difíceis, fazendo exame atrás de exame, sendo furada o tempo todo, sem saber quando aquilo ia passar. Eu fiquei mais quatro dias internada até a Assiste começar a melhorar. E no meio de tudo isso veio outra dor enorme.

O embrião não implantou. Eu e o Carlos ficamos em choque. Depois de tudo que nós tínhamos enfrentado, depois de toda a dor, do medo, das internações e da esperança que a gente carregava, eu não estava grávida.

É, já são sete anos, né, de tentativas. Sabe o que eu acho melhor? A gente cuidar um pouco da gente agora. Eu tô com 32 anos, Carlos. Não dá. Não dá pra esperar. A gente precisa correr contra o tempo. Olha aqui. Não dá pra gente querer realizar esse sonho de qualquer jeito e... E no fim, acontecer algo pior com você. Eu sei. Mas é o meu sonho, entende? Eu só quero te ver bem, Melina. Esses tratamentos todos já judiaram demais de você.

E foi assim que, depois de sete anos de tratamento, a gente decidiu parar. Não parar com sonho, mas parar de viver em função de exames. Parar de viver em função de médico, de hormônio, de tentativa. Pela primeira vez em muitos anos.

nós decidimos respirar e começar a olhar de novo para o nosso casamento. Durante um ano, nós aproveitamos a vida de outra forma. Descansamos, viajamos e, principalmente, voltamos a ter tempo um para o outro. E isso faz toda a diferença, porque durante aqueles anos eu vi muitos casamentos se perderem no caminho quando um sonho demora demais para acontecer.

Mas com a gente não. Com a gente foi diferente. A cada tentativa frustrada, ao invés de nos afastarmos, a gente se unia mais. Olhando para trás hoje, eu percebo que durante todos aqueles anos, enquanto eu lutava para ser mãe, Deus também estava cuidando do meu casamento.

Depois daquele um ano, nós voltamos a pensar em ter filhos. Os médicos disseram que eu poderia tentar de novo, mas... Ao mesmo tempo, muita gente começou a falar sobre adoção. E sim, sim, a gente pensava nisso também. Mas eu tinha muito medo. Eu queria viver a maternidade desde o começo, desde o nascimento. E tinha receio de não conseguir criar vínculo com uma criança maior.

Mesmo assim, eu e o Carlos resolvimos procurar o fórum para entender como é que funcionava todo o processo. Mas era tudo tão burocrático, que aos poucos, aquilo começou a me desgastar emocionalmente. Parecia que todas as portas continuavam se fechando para mim. Eu já tinha esperado tanto. Eu tinha lutado tanto. E mesmo assim, sentia que continuava parada no mesmo lugar.

Aquilo foi levando a minha esperança embora e junto com ela chegou a depressão. Eu fiquei ansiosa, fiquei frustrada, completamente presa no sonho de ser mãe. Enquanto a vida seguia para todo mundo, eu sentia que a minha estava parada. E aí em 2020 chegou a pandemia. E um dia eu estava assistindo televisão e nós vimos uma reportagem dizendo que o fórum estava funcionando de forma remota.

Naquele momento, a gente sentiu que talvez ainda existisse uma chance. O Carlos ligou, perguntaram se a gente queria adotar e a nossa resposta foi imediata. Sim! Passaram um e-mail, pediram os documentos e já nos colocaram no curso de pretendentes à adoção. Eu fiquei tão feliz que eu só conseguia sorrir. Depois de tanto tempo, eu finalmente senti a esperança voltar.

Nós fizemos o curso, ouvimos histórias de outras famílias, passamos por entrevistas com psicólogos e assistentes sociais. E aos poucos, fomos vivendo cada etapa do processo. E pela primeira vez em muito tempo, eu sentia que estava no caminho novamente em direção ao meu sonho de ser mãe.

Quando chegou a hora de preencher a nossa ficha, colocamos que aceitaríamos duas crianças. Dois irmãos caso fosse um casal e com idade entre 0 e 6 anos. Mas no fundo eu ainda carregava uma esperança muito específica. Ser mãe de um bebê. Viver tudo desde o começo. E depois de um ano. Em 2021, nós finalmente entramos para a fila da adoção.

A partir dali começou outro tipo de espera. Não era mais por exames ou tratamentos. Era por uma ligação capaz de mudar a nossa vida inteira. Nós entregamos nas mãos de Deus, mas a ansiedade batia todo dia. Eu dizia que aquilo ainda iria demorar muito porque nossa cidade era pequena e no processo de adoção eles priorizavam primeiro a região, depois o estado e só depois o restante do Brasil.

Então na minha cabeça aquela ligação ainda parecia bem distante. E com o passar do tempo, eu comecei a perder completamente a perspectiva de vida. Eu não vivia. Eu não vivia, eu só existia. O Carlos fazia tudo dentro de casa. Cuidava de mim da forma que podia. E hoje eu percebo o quanto ele me sustentou naquele período.

Eu comecei a fazer terapia, eu passei com psiquiatra, eu tentei buscar ajuda e eu só piorei. Eu tinha medo de encontrar pessoas, de conversar, de sair de casa. Para mim tudo era muito pesado. E os anos foram passando. 2022, 2023 e quando eu percebi eu já estava perto dos 40 anos.

Aquilo me frustrava tanto, porque eu nunca imaginei ser mãe perto dos 40. Não era como eu tinha sonhado. E no começo de 2024 eu cheguei num ponto em que eu já não conseguia mais carregar aquela espera. Eu falei pro Carlos que eu queria cancelar o cadastro da adoção, porque não fazia mais sentido continuar alimentando uma esperança que parecia nunca chegar. Eu tava cansada.

Cansada de esperar, de acreditar e de me decepcionar. Mas decidimos esperar o cadastro vencer. E se realmente não acontecesse nada até lá, entenderíamos que não era pra gente ser pais. O tempo passou. Até que chegou agosto de 2024. Dia dos pais.

Era por volta de umas 10h40 da manhã e eu estava tentando voltar a viver aos poucos quando o telefone tocou. Eu atendi achando que era algo sobre o vencimento do nosso cadastro, mas não. Era o fórum. Disseram que tinha aparecido uma criança dentro do nosso perfil. Um bebê. Um bebê. Um menino que tinha nascido no dia anterior. E perguntaram se a gente tinha interesse.

E a gente tinha muito interesse. Pediram para nós dois irmos ao fórum às duas da tarde para assinar o termo de guarda provisória. Quando eu desliguei o telefone.

Eu comecei a tremer, eu comecei a chorar sem parar. Eu não conseguia parar, meu Deus. Meu Deus, meu Deus, era um bebê. Era um bebê de apenas um dia de vida. E naquele momento, depois de tantos anos de dor, de espera, de frustrações, tudo que eu conseguia pensar era, meu Deus, eu vou ser mãe.

Carlos. Fala logo. Carlos, Carlos. Que voz é essa? O que aconteceu? Carlos, Carlos. Meu Deus, calma. Espera aí, espera aí. Respira, respira. Carlos. O que foi? Carlos, a gente precisa ir para o fórum. Acabaram de ligar. Tem um bebê. O nosso filho? É. Sim, meu amor. Se arruma. Se arruma, eu vou na sua empresa. Eu vou te buscar e a gente vai para lá. O nosso filho chegou? A gente foi para o fórum sem acreditar no que estava acontecendo.

Eu olhava para o Carlos, o Carlos olhava para mim e parecia que nós dois ainda estávamos tentando entender se aquilo era real. Lá, a assistente social explicou a história dele. Disse que ele era filho de moradores de rua e usuários de drogas. Mas enquanto ela falava, uma coisa já estava muito clara dentro de mim. Em nenhum momento nós tivemos dúvidas. A única coisa que passava pela minha cabeça era, aquele é o nosso filho.

Ela explicou que assim que ele recebesse alta, teríamos apenas dois dias para organizar tudo. E depois de 15 anos esperando, a nossa vida virou de cabeça para baixo da melhor forma possível. A família inteira se mobilizou. Foi aquela correria gostosa, cheia de amor. Contamos para todo mundo e parecia que depois de tantos anos torcendo juntos, aquela espera finalmente tinha chegado ao fim.

E então chegou o dia de buscar o Yuri no hospital. Eu não consigo nem explicar o que eu senti. Eu só lembro que eu chorava. Porque depois de 15 anos esperando, eu finalmente estava pegando meu filho nos braços. O meu filho. Um momento que por muito tempo eu achei que nunca chegaria.

Quando o Yuri fez um mês, a minha família organizou um chá de bebê para ajudar com o que faltava. E a gente ganhou praticamente todo o enxoval. Depois a minha comadre, que hoje é madrinha dele, fez outro. E minha irmã organizou mais um. No total foram três chás de bebê. E quando o Yuri tinha apenas três meses, já tínhamos recebido fraldas e leite suficientes para praticamente um ano inteiro.

Aquilo mexeu tanto comigo porque parecia que Deus estava cuidando de cada detalhe. Hoje o Yuri tem um ano e se tornou a realização do nosso maior sonho. Um sonho que demorou 15 anos para chegar, mas que quando chegou fez tudo ganhar sentido. Depois que ele chegou, a minha depressão e a minha ansiedade começaram a ir embora aos poucos. Antes eu precisava tomar quatro remédios, hoje eu tomo apenas um.

porque o Yuri trouxe alegria para a nossa casa. Mas mais do que isso, trouxe vida de volta para mim. Foram 15 anos de espera, de dor, de frustrações e momentos em que eu achei que Deus tinha se esquecido de mim. Mas olhando hoje para trás, eu entendo que valeu tudo a pena.

Eu sempre pedi a Deus um bebê e Ele me ouviu. Talvez não no meu tempo ou da forma como eu imaginei, mas da maneira mais perfeita que poderia acontecer.

E eu continuo acreditando que sonhos colocados por Deus no coração da gente não existem à toa. Às vezes demora, às vezes até dói. Mas no tempo certo, tudo encontra o seu lugar. E a minha família é a prova disso.

Quem ama não esquece. Band FM

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