Episódios de Quem Ama Não Esquece

ACOLHER A DOR DO OUTRO É AMOR | QUEM AMA NÃO ESQUECE 18/05/2026

19 de maio de 202621min
0:00 / 21:58
Elisângela reconstruiu a vida depois do divórcio ao lado de Rafael e encontrou na fé um novo propósito para continuar. Juntos, eles enfrentaram a dor de duas perdas gestacionais, momentos que abalaram profundamente a família e fizeram os dois questionarem até a própria esperança. Quando já estavam cansados de sofrer, uma profecia trouxe de volta a fé de que eles ainda teriam uma filha chamada Rebeca. Algum tempo depois, Elisângela descobriu uma nova gravidez, marcada por medo, oração e muitos desafios, incluindo uma gestação de risco e uma internação delicada. Com apenas 33 semanas, Rebeca nasceu pequena e precisou ficar na UTI, mas se tornou a maior prova de que eles não desistiram da fé mesmo depois da dor. Hoje, Elisângela olha para a filha como o maior testemunho de que Deus esteve presente em cada detalhe da caminhada deles.
Participantes neste episódio5
E

Elan

Host
F

Fabrício

HostEstudante, Poeta, MC de Batalha
L

Lauro

Host
E

Elisângela

Convidado
R

Rafael Fischmann

Convidado
Assuntos5
  • Luto pela impossibilidade de gestarPrimeira gravidez e aborto espontâneo · Segunda gravidez e aborto retido · Questionamento de Deus
  • Gravidez contra as oddsDescoberta da gravidez e medo · Gestação de risco e internação hospitalar · Nascimento prematuro de Rebeca · Internação na UTI neonatal
  • Testemunho pessoal e religiosoAlta de Rebeca e gratidão a Deus · Agradecimento aos profissionais de saúde · Fé como força para superar a dor
  • Novo relacionamento e recomeçoDivórcio e retorno à cidade natal · Reencontro com Rafael · Início do relacionamento
  • Diálogo ReligiosoMudança de prioridades e aceitação de Deus · Casamento civil · Batismo
Transcrição54 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM, a sua fé está te esperando. Na Band FM, quem ama não esquece.

Às vezes a gente passa tanto tempo tentando entender os planos de Deus que esquece que nem tudo precisa fazer sentido na hora. Tem respostas que só chegam com o tempo. E tem promessas que nascem justamente depois da dor. Eu já estava em São Paulo há quase seis anos. Foi quando eu me divorciei do pai do meu filho.

Eu era uma menina do interior e aí, com a separação, os meus pais tentaram me convencer a voltar para a minha cidade. Eles achavam que eu estaria mais protegida perto da família. Mas, mesmo com todos os desafios, eu já tinha me apaixonado por São Paulo. E, no fundo, eu sentia que era ali que eu poderia reconstruir a minha vida. Depois do divórcio, eu estava, de certa forma, reaprendendo a viver por mim mesma.

Até que o Rafael chegou na minha vida. Na verdade, eu já até conheci o Rafa de vista. Ele tinha trabalhado como segurança no mercadinho perto da minha casa. E sempre brincava com o Matheus quando ele estava comigo. Era aquele tipo de pessoa, gente boa, que chama atenção pelo jeito simples de tratar todo mundo.

Nossa, Elisângela, quanto tempo! Como é que você tá? Faz tempo que eu não te vejo por aqui. Oi, Rafa. Eu tô bem. Ai, que a vida tá corrida, viu? E você, como é que tá? Ah, tô indo, indo. E o Matheus, hein? Como é que ele tá? Tá bem, tá bem. Tá com o pai dele hoje. Ah, agora entendi. Faz tempo que eu não vejo ele por aqui. Achei até estranho. Aconteceu alguma coisa?

Nessa época o Rafa tinha passado a trabalhar como motorista de lotação e um dia, enquanto eu voltava para casa, a gente se encontrou por acaso. E quando ele perguntou do Matheus, eu contei sobre a minha separação. Foi uma conversa muito rápida, muito simples, mas de alguma forma aquilo ficou aqui, na minha cabeça.

Mas mesmo depois daquele encontro, cada um seguiu a sua vida. Alguns meses depois, minha amiga Laide me contou que o Rafa tinha pedido meu número para ela. Na hora eu até falei que não queria nada sério porque relacionamento, imagina, era a última coisa que eu estava procurando naquele momento. Mas a Laide só sorriu e me disse uma frase que eu nunca mais esqueci.

As melhores coisas da vida chegam justamente quando a gente para de procurar. O Rafael foi exatamente assim. Na mesma semana, ele me ligou. E aquela ligação que parecia ser só uma conversa qualquer, durou horas. A gente falou sobre trabalho, sobre relacionamentos, sonhos, medos, planos, tudo, tudo, tudo.

Com o Rafa, o tempo parecia passar diferente. As horas voavam e, mesmo assim, parecia que ainda faltava assunto. A nossa conexão foi mesmo assim imediata. A gente começou a namorar e, com só um mês juntos, o Rafa foi morar comigo.

Pode parecer precipitado para quem jurava não querer mais se envolver com ninguém, né? Mas quando a pessoa certa aparece, o coração entende antes mesmo da razão conseguir processar. E naquele momento nada mais fazia sentido sem ele perto de mim.

A gente era bem diferente, sim. O Rafa era mais calmo, era reservado. Ele gostava de ficar na dele. Quase não saía. Já eu, totalmente diferente. O oposto. Eu amava casa cheia, música alta, gente em volta, dançar, tomar minha cervejinha. A gente não combinava em quase nada. Mas isso nunca foi um problema, não. Pelo contrário, parecia que um equilibrava o mundo do outro.

Mas depois de dois anos de relacionamento, alguma coisa dentro de mim começou a mudar. E não foi de uma hora pra outra. Foi aos poucos. Eu comecei a sentir um vazio estranho depois das festas, das saídas, das coisas que antes pareciam tão importantes pra mim. Era como se nada mais preenchesse de verdade. Até que eu consegui entender.

Eu entendi o que significava tudo aquilo. Assim, Elisângela? Como assim? Você tá doida? A palavra me tocou, Rafa. É uma decisão minha, uma coisa que veio do meu coração. Não, eu sei. Eu só achei estranho. Você gosta de sair, de dançar. Todo mundo pode mudar.

Eu aceitei Deus na minha vida, Rafa, e eu vou deixar os meus gostos de lado e eu vou fazer o que ele me pediu. Tudo bem, meu amor, tá tudo bem. O que você quiser. Eu vou estar aqui com você sempre, viu? Sempre. No começo foi bem difícil. Eu me afastei de algumas amizades. Precisei abrir mão de muita coisa que fazia parte da minha rotina.

Mas a cada semana que passava, parecia que aquele chamado ficava mais forte dentro de mim. Pouco tempo depois, o Rafa começou a ir comigo para a igreja também. E foi assim que a gente iniciou uma nova fase na nossa vida. Juntos com Deus no centro de tudo.

A nossa relação também ganhou um novo propósito. Desde o começo do nosso relacionamento, eu já tinha vontade de ter mais um bebê, mas o Rafa achava que ainda não era a hora, e aí eu acabei deixando esse desejo de lado. Com essa nova fase da nossa vida, o fato da gente não ser casado começou a pesar, pra mim e pra ele. A data do nosso batismo estava chegando e eu queria já estar casada, pelo menos que fosse no civil.

No dia 6 de dezembro de 2012, nós nos casamos. Não teve festa, convidados ou qualquer coisa do tipo de comemoração. Foi só nós dois. Nós dois e a decisão que queríamos tomar juntos. Fomos ao cartório numa quinta-feira de manhã. E quatro dias depois, no dia 10 de dezembro de 2012, nós nos batizamos.

Foi sem dúvida a semana mais especial de nossas vidas. O tempo foi passando e algum tempo depois eu descobri que eu estava grávida. Todos nós ficamos felizes, eu, o Rafa, o Matheus. Todo mundo se abraçou e chorou muito. Era muita emoção. Mas aí, infelizmente, depois de dois meses, eu tive um sangramento e junto dele... E aí

Um medo que eu nunca tinha sentido antes. Quando eu vi, eu fui correndo para o hospital tentando acreditar que ainda ia ficar tudo bem. Mas aí quando a médica me examinou, ela disse na hora que eu tinha perdido o bebê. Ai, meu Deus seu. Eu nem sei. Foi como se o ar sumisse para mim. Era um vazio, era um silêncio.

E para piorar naquele momento eu estava completamente sozinha. Ninguém sabia que eu estava ali. Não tinha ninguém para segurar minha mão, ninguém para me abraçar ou dizer qualquer coisa. Eu só lembro de ficar sentada na maca, sem reação. Tentando entender em que momento tudo tinha mudado tão rápido. Na minha cabeça eu só perguntava por quê. Por que aquilo estava acontecendo comigo?

O que é que eu tinha feito para merecer uma dor dessa? E pela primeira vez desde que eu tinha me aproximado de Deus, eu questionei, eu questionei a vontade dEle. Questionei porque Ele tinha permitido que algo acontecesse assim comigo.

Quando eu encontrei o Rafa, eu simplesmente desabei nos braços dele. Eu chorei, mas eu chorei como eu nunca havia chorado antes. Era uma dor tão grande, mas uma dor tão profunda, tão difícil de explicar, que parecia que alguma coisa tinha sido arrancada de dentro de mim. A perda daquele bebê abalou muito a gente.

Mas ao mesmo tempo, também nos uniu de uma forma ainda mais forte. Porque no meio daquela dor toda, a gente decidiu continuar caminhando junto. Mesmo com medo. Mesmo sem entender os planos que Deus tinha. Mesmo tentando juntar os pedaços do nosso coração.

Algum tempo depois eu fui fazer alguns exames para entender como meu corpo tinha ficado depois de tudo que aconteceu. Antes de começar, a médica perguntou quando tinha acontecido o aborto e eu respondi que fazia algumas semanas. Mas durante o exame ela parou por alguns segundos e perguntou de novo se eu tinha certeza. Na hora eu até estranhei a pergunta.

O meu coração, eu confesso que até acelerou, mas eu ainda não imaginava o que eu estava prestes a ouvir ali. Até que veio a notícia que virou a minha vida de cabeça para baixo. Mais uma vez, né? Eu estava sofrendo um aborto naquele exato momento, ali, naquela sala, de um bebê que eu nem sabia que estava na minha barriga.

Eu não consigo explicar o que eu senti naquele instante. Foi como se o chão desaparecesse dos meus pés. Em poucos segundos eu saí de um dia comum da minha vida para voltar de novo para dentro do pior pesadelo. A médica perguntou se eu estava sozinha. Só que dessa vez o Rafa estava comigo. Quando ele subiu correndo para me encontrar, eu olhei para ele. Senti as pernas fraquejarem na mesma hora.

Era como se meu corpo não aguentasse mais receber tanta dor. A doutora mandou a gente ir imediatamente para o pronto-socorro, porque aquilo também estava colocando a minha saúde em risco. E eu lembro de andar pelos corredores daquele hospital completamente anestesiado, tentando entender como que a vida tinha mudado de novo em questão de minutos. Era difícil acreditar, difícil de aceitar, difícil até de respirar.

Eu precisei, precisei enfrentar tudo outra vez. O luto, a frustração, o medo. Aquela sensação horrível de vazio. Só que dessa vez parecia ainda mais cruel porque eu nem pude sonhar. Eu nem sabia que aquele bebê existia.

Depois daquilo eu fiquei muito perdida. Por um bom tempo, inclusive. Teve momentos em que eu já não sabia mais no que acreditar. Eu orava, mas a dor estava ali. Ela não ia embora. Eu tentava ser forte, mas por dentro. Parecia que eu estava quebrando aos poucos. E foi justamente quando eu achei que toda esperança tinha acabado.

Foi nesse momento que uma coisa totalmente inesperada aconteceu.

Elisângela, profecia, Elisângela. Profecia, eu recebi profecia. Calma, Rafael, calma. Fala devagar, respira. Não tô entendendo. O que você recebeu? Eu recebi uma profecia. Um rapaz lá do meu trabalho falou comigo hoje. A gente tava conversando sobre filhos e aí... Tá, mas... E aí o que ele falou? Ele olhou pra mim e disse... O Deus que eu sirvo vai dar uma filha pra vocês. E ela vai se chamar Rebeca.

Naquele momento, o tempo pareceu parar porque não era só um nome. Não era só uma frase dita por alguém. Depois de tudo o que a gente tinha vivido, aquelas palavras entraram no meu coração de um jeito impossível de explicar.

Pela primeira vez, depois de tanta dor, eu senti a esperança voltando para dentro da nossa casa. E eu lembro exatamente dessa sensação. Era como se Deus estivesse dizendo para a gente não parar, para a gente não desistir. Como se mesmo em silêncio, Ele ainda estivesse cuidando de tudo. Naquela noite.

Eu fiz uma das orações mais sinceras da minha vida. Eu entreguei para Deus toda a dor que eu sentia, eu entreguei todo o medo, a frustração e também aquele sonho que ainda continuava. Bem vivo dentro de mim. Eu pedi que se fosse da vontade dele, nós ainda viveríamos a alegria de ter um filho. Mas se aquele sonho não fosse mais para acontecer.

Que ele arrancasse aquele desejo do nosso coração. Porque eu já não aguentava mais viver entre a esperança e o medo. E foi ali que eu entendi uma coisa que mudou a minha vida. Ter fé não é acreditar só quando tudo dá certo, não. Ter fé também é continuar confiando mesmo quando a resposta de Deus dói. O tempo foi passando e eu tentei aprender a conviver com a espera.

Até que um dia, a minha menstruação atrasou. Eu tentei não criar expectativa nenhuma, porque o medo ainda estava ali na minha vida, fazendo parte de tudo, né? Mas no fundo, alguma coisa dentro de mim dizia que aquela vez seria diferente. Eu comprei um teste de farmácia e quando eu vi o resultado positivo, eu senti tudo ao mesmo tempo. Eu senti felicidade, eu senti medo, eu senti esperança.

E como se nada daquilo fosse por acaso, no dia seguinte era dia dos pais. Então eu organizei uma surpresa no café da manhã para dar notícia para o Rafa. Mesmo felizes, nós decidimos não contar para ninguém por um tempo. A alegria existia, mas o medo estava lá com a gente ainda, né? Ela continuava lá o tempo todo.

Cada exame era uma mistura de esperança e apreensão. Eu comemorava cada semana que eu estava vencendo, mas o receio de dar errado outra vez não ia embora. Tudo foi correndo bem até chegar às 28 semanas, quando, num exame de rotina, a médica percebeu que a minha pressão estava muito alta. E nós precisamos acompanhar com mais atenção.

Pouco tempo depois eu precisei ficar em observação no hospital. E com 31 semanas a pressão voltou a subir. Eu tentei acreditar que não era nada grave, só que os sintomas começaram a piorar. E aí, uma semana depois eu passei mal e fui internada para não sair mais. Foi naquele hospital que eu mais enxerguei o cuidado de Deus nos detalhes.

Desde as pessoas da limpeza até os médicos e enfermeiros, todos, todos pareciam ter sido colocados ali para sustentar a gente num momento mais difícil. Duas semanas depois, com apenas 33 semanas de gestação, os exames vieram muito alterados e os médicos decidiram que não dava mais para esperar. E eu lembro. Eu lembro do medo que eu senti naquele momento.

Depois de tudo que a gente tinha vivido, parecia impossível não pensar que alguma coisa ainda podia dar errado. Mas, na manhã seguinte, às 8h59, a Rebeca nasceu. E naquele instante...

Foi como se toda a dor que a gente carregava há anos perdesse a força de uma vez por todas. Todo medo deu lugar a um amor impossível de explicar. Enquanto eu olhava para minha filha pela primeira vez, eu só conseguia agradecer a Deus por ter sustentado a gente até ali.

E o nome Rebeca já não era só um nome. Era a prova viva de uma promessa. A lembrança de todas as lágrimas, de todas as orações, de todas as vezes que a gente pensou em desistir. Mas a gente continuou acreditando mesmo assim.

Ela nasceu com apenas 1,6 kg e 40 cm. Era tão pequenininha, tão frágil. Dava até medo de pegar ela no colo. Mas ao mesmo tempo existia uma força nela que eu nunca vou conseguir explicar. A Rebeca precisou ficar internada por um tempo. E eu descobri que existe uma dor muito específica em sair de um hospital sem poder levar o seu filho junto.

Eu ia para casa com o coração dividido, tentando ser forte, enquanto eu deixava um pedaço de mim dentro daquela UTI. Foram dias de muito medo, de muita oração, de aprendizado e esperança, até que finalmente chegou o dia que eu tanto esperei. O dia de levar a minha filha para casa.

Eu carregava comigo um voto de gratidão que eu tinha feito para Deus durante todos aqueles dias difíceis. Eu prometi que quando chegasse o momento da alta da Rebeca, eu sairia daquele lugar de joelhos, agradecendo por tudo o que Ele tinha feito por nós. Pode parecer algo simples para algumas pessoas, mas para mim aquilo significava tudo.

Porque só eu e o Rafa e Deus sabíamos tudo o que existia por trás daquele momento. Cada oração feita em silêncio, cada medo escondido, cada madrugada chorando sem saber o que ia acontecer no dia seguinte, mesmo sendo algo que normalmente não era permitido, o hospital abriu uma exceção quando conheceu a nossa história. E foi exatamente assim que eu saí dali.

De joelhos e com a minha filha nos braços. Foi uma das cenas mais emocionantes da minha vida. As enfermeiras cuidaram da Rebeca com um carinho que eu jamais vou conseguir esquecer. Elas vibraram com cada grama que minha filha ganhava. Comemoraram cada pequena evolução e caminharam com a gente durante todo aquele processo.

No dia da alta, elas fizeram uma homenagem emocionante para Rebeca e compartilharam aquele momento sem imaginar na repercussão que isso daria. Mas aquele vídeo nunca foi sobre aparecer ou viralizar. Sempre foi sobre fé, sobre gratidão, sobre testemunho. Hoje, olhando para trás, eu consigo enxergar Deus em cada detalhe da nossa história.

Não só nos milagres, mas também nas dores, nas esperas, nos medos, em todos os momentos em que eu achei que eu não teria força para continuar. Porque muitas vezes o milagre não acontece da forma que a gente imagina, né? Às vezes o milagre é simplesmente não desistir.

Depois de tudo que nós vivemos, eu entendi que Deus nunca abandonou a gente. Nem nos dias em que o silêncio dele parecia difícil demais de suportar. Ele estava lá o tempo inteiro. Ele estava nos sustentando, ele estava nos cuidando, preparando cada detalhe dessa caminhada. E se essa história me ensinou alguma coisa, foi que fé não é acreditar só quando dá certo. Fé é continuar confiando mesmo depois da dor.

Mesmo depois das perdas, mesmo quando o coração está cansado.

Hoje, quando eu olho para a Rebeca, eu não vejo só a realização de um sonho. Eu vejo a prova viva de que Deus nunca perdeu o controle da nossa história. Nem nos dias em que a gente achou que tudo estava acabado. Porque no fim, a nossa maior prova de fé nunca foi esperar por um milagre. Foi continuar acreditando mesmo depois da dor.

Quem ama não esquece.

Anunciantes1

Band FM

external