Episódios de Quem Ama Não Esquece

A FÉ QUE ME TIROU DO FUNDO DO POÇO | HISTÓRIA DO ELAN | QUEM AMA NÃO ESQUECE 16/04/2026

16 de abril de 202621min
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O Elan sempre sonhou em ser pai, mas ainda jovem, se perdeu no mundo das drogas. Ele conheceu uma pessoa e formou uma família, mas a dependência o fez perder momentos importantes, como o nascimento do próprio filho. Elan passou por internações, recaídas e o fim do relacionamento. Em meio à reconstrução, ele conheceu a Jennifer, com quem viveu uma conexão inesperada. Eles se casaram e tiveram um filho, o Noah, mas enfrentaram uma dor imensurável ao perdê-lo após o nascimento. Diante do luto e de novas recaídas, ele decidiu lutar pela sobriedade, sustentado pelo amor da esposa e pela fé. Aos poucos, ele foi se reerguendo, reconstruindo a vida e o casamento. Hoje, à espera do pequeno Théo, eles vivem um dia de cada vez, com cicatrizes, mas também com gratidão, entendendo que cada dia limpo já é uma grande vitória.
Participantes neste episódio1
E

Elan

Host
Assuntos1
  • História de superaçãoDependência química · Perda de um filho · Reconstrução familiar · Fé e espiritualidade
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Hoje, no podcast do Quem Ama Não Esquece da Band FM, para uma pessoa um dia limpo, já é uma grande vitória. Na Band FM, quem ama não esquece.

Quando a nossa vida pesa demais e cobra caro, a gente aprende que viver um dia de cada vez não é pouco. É sobrevivência. É o que mantém a gente de pé. E às vezes, muitas vezes, é tudo o que a gente tem.

Desde muito novo, eu já sonhava em ser pai. Eu sempre fui aquele tipo de cara que se dava bem com criança, sabe? Então, eu tinha certeza de que um dia eu ia construir a minha família. Mas ainda na adolescência, infelizmente, me apresentaram o caminho errado. E aos 16 anos, eu tive o meu primeiro contato com a droga.

No começo foi coisa bem leve. Só diversão mesmo. Só pra me enturmar com os amigos. Mas aí com o tempo, as influências foram aumentando. E eu, eu fui me envolvendo cada vez mais. Aos 19 anos, eu já tinha caído na pior delas. O crack. E mesmo assim, eu ainda vivia com aquela falsa sensação de que eu tava dando conta que eu podia parar.

Eu tinha rotina. Levava uma vida que, por fora, até parecia normal. Eu trabalhava numa empresa grande e lá ninguém, ninguém desconfiava de nada. E justamente por conseguir manter uma vida aparentemente normal, eu achava que estava no comando. Que eu só usava quando eu queria. O problema é que eu queria cada vez mais. Foi nessa empresa que eu conheci a Rosane.

A gente foi se aproximando aos poucos, mas nessa fase eu já não passava um dia sequer sem usar.

E no fundo eu sabia que eu estava me perdendo. Por isso, com menos de três meses de namoro, eu resolvi abrir o jogo com ela. Falei que eu precisava de ajuda e que já não estava mais conseguindo me controlar. Eu sabia que era um risco. E eu... eu podia assustá-la e ela ia embora. Mas ela decidiu ficar. E mais do que isso, ela quis me ajudar de verdade. Propôs até que a gente fosse morar junto. Eu nem acreditei.

Mas aceitei, porque eu vi ali uma chance real de mudar minha vida.

Ali, eu comecei a me encher de esperança. Mas pouco tempo depois, a Rosane engravidou. E apesar do susto, encarei aquilo como um recomeço pra mim. Ia ser difícil, mas estava sendo bom. Perto então do nascimento do meu filho, eu me segurei bastante. Fiquei até uns dias sem usar nada. Mas aí eu não aguentei. Acabei recaindo.

Quando meu filho nasceu, eu estava sozinho em casa. E eu não vi o nascimento dele. Quando eu me dei conta, eu fiquei arrasado. Foi nesse momento que eu entendi que eu realmente precisava mudar de uma vez por todas. E eu admitia ali que eu já não dava mais conta sozinho. Então eu me internei. Fiquei oito meses numa clínica. Longe da minha esposa, longe do meu filho. Tentando recuperar a minha vida.

Mas quando eu saí, eu tive outra recaída. E precisei voltar para a reabilitação por mais oito meses.

Depois disso, eu consegui me manter por um tempo. Voltei a trabalhar, organizei minha vida, conquistei algumas coisas. E ali eu acreditei mais uma vez que daquela vez seria diferente. Só que o meu relacionamento já não era o mesmo. Eu sentia a Rosane muito distante. Então a gente sentou pra conversar e ela confessou que enquanto eu tava na clínica, ela tinha se envolvido com outra pessoa.

Naquela altura, ela já não sentia mais a mesma coisa por mim. Olha, eu tava tão mal comigo mesmo nessa época, com a autoestima tão baixa, que eu perdoei. Eu perdoei. Mesmo assim, não foi a mesma coisa. Eu passei a desconfiar de tudo. Qualquer coisa que ela falava, eu duvidava. Por isso, a gente acabou se separando.

Nesse tempo, cada um seguiu sua vida. Eu fui tentando me reconstruir e ela seguiu o caminho dela. Mas depois de um tempo, a gente acabou voltando e fomos morar juntos de novo. Já fazia oito anos que a gente estava nessa história. E eu queria muito que desse certo, sabe? Mas não dependia só de mim.

Um dia eu peguei a Rosane de conversa com o ex. E aquilo me bateu de um jeito, mas de um jeito. Me deixou tão decepcionado, tão frustrado, que eu acabei recaindo de novo. Ela então me mandou embora de casa. E eu fiquei sem chão.

Pensei seriamente em ir pra rua, em desistir de tudo. Pra mim, naquele momento, nada mais fazer sentido. Mas mesmo assim, eu tomei uma decisão diferente. Resolvi procurar uma outra clínica de reabilitação. Nessa, eu fiquei por seis meses. E foi nesse período que eu conheci o neto. Um amigo que fez muita diferença na minha vida.

Quando eu saí da clínica e voltei a morar com a minha mãe, ele continuou presente. Porque sair daquele ambiente e voltar para a sociedade não é nada fácil. Mas com a amizade dele eu não ficava sozinho. Ele sempre me mandava mensagem, perguntava se eu estava bem e me chamava até para ir para a igreja. Ali eu entendi que eu precisava mesmo cuidar da minha vida espiritual. Então eu resolvi ir e foi muito bom para mim.

Fui conhecendo as pessoas, me sentindo acolhido. E foi nesse ambiente que eu também conheci a namorada do neto. Logo de cara, ele já me avisou que não era pra eu me confundir. Porque ela tinha mais duas irmãs que eram iguais. Elas eram trigêmeas. As primeiras da cidade. E eram muito parecidas. Mas ao mesmo tempo, também eram muito fechadas. Não eram de muita conversa.

Alguns meses depois, o neto me convidou para ser padrinho do casamento dele. E para fazer par comigo, os noivos convidaram a irmã da noiva, a Jennifer. Foi tudo bem corrido no dia do casamento. A gente só se encontrou já perto de começar a cerimônia. Mas foi ali que eu comecei a reparar nela. Já fazia um ano que eu estava separado da minha mulher. Então eu me permiti olhar.

Comecei a reparar nos detalhes, no jeito, no sorriso, em tudo. E ali eu tentei puxar qualquer assunto. Tá sim, tá tudo lindo. Nossa, tá mesmo, né? Você tá nervosa em ver sua irmã casando? Eu? Não, eu não. Você não é muito de falar, né? Xim, pronto, começou. Eu tô muito nervoso, sabe? Acho que eu vou até chorar, porque eu gosto muito do Neto, muito.

Vamos, vamos, chegou nossa vez de entrar.

Ela era meio quieta. Mas depois daquela cerimônia, eu comecei a ver uma Jennifer diferente. Eu vi ela brincando com os sobrinhos, toda alegre, leve, espontânea. Vi ela se divertindo, curtindo. E eu fui me encantando. Fiquei por perto, mas na minha, sabe? Só observando, sem falar muita coisa. E quando o casamento acabou, eu fui embora. Só que ela não saiu mais da minha cabeça.

No dia seguinte, eu puxei assunto com ela pelas redes sociais. Agradeci por ela ter sido madrinha comigo. E aí, aos poucos, a gente foi se aproximando. Mas muito aos poucos.

Eu fui então conhecendo mais sobre a vida dela. E isso só aumentou o meu interesse. A Jennifer vinha de uma família da igreja. Era envolvida, tinha história com Deus. E eu ali, ainda começando e aprendendo tudo. Na época, eu já estava com quase 30 anos. E já estava até mais envolvido na igreja. Por isso, um dia, eu chamei ela para orar comigo.

Naquela mesma noite, eu acabei tendo um sonho. E quando eu acordei, eu tinha certeza. Aquela era uma resposta para mim.

O que você sonhou, hein? Fala, amor. Dá pra sentir o nervosismo daqui. Não, Jennifer. Eu sonhei que a gente... A gente tinha um carro. E nós estávamos com uma mala. Como se a gente estivesse chegando de viagem. A gente tinha dois filhos. E olha, a gente estava tão feliz, mas tão feliz. Mentira.

Eu... Eu também tive um sonho com a gente. Você jura? Juro, mas... Não, eu não quero contar. Não vamos criar expectativa, não. A gente nem se conhece direito. Ah, me conta, vai. Conta, por favor. Ai, tá, tá. Tá bom, vai. Era o dia do nosso casamento. Só que... Em vez de eu entrar de noiva... Eu que tava te esperando no altar e você que vinha na minha direção. Jennifer, isso é uma resposta. É uma resposta. Sinceramente.

Eu também não acredito que seja só coincidência, não. Na mesma hora, a gente combinou de ir comprar as alianças. A gente nunca, nunca tinha nem se tocado, nem se beijado, nem nada. E mesmo assim, nós fomos escolher as nossas alianças de compromisso. Mas tinha um lugar que eu fazia questão de ir com ela.

A praça onde eu brincava quando eu era criança. Que era inclusive a mesma praça onde eu também me perdi nas drogas. Eu queria dar um novo significado pra aquele lugar, sabe? Então eu levei a Jennifer pra lá. A gente conversou bastante e foi lá. Foi lá que eu a pedi oficialmente em namoro.

A partir dali, nós fomos nos envolvendo cada vez mais. E desde o começo, eu fui totalmente sincero com ela. Falei sobre o meu passado e tudo o que eu já tinha vivido. E mesmo sabendo sobre a minha vida, ela decidiu ficar. As coisas então foram acontecendo rápido. A gente já tinha certeza do que queria. Então, a gente decidiu se casar.

Foi uma época muito feliz. Em pouco tempo, veio mais uma surpresa linda. Ela descobriu que estava grávida. Foi uma alegria imensa para nós. A gestação foi muito tranquila. Tudo estava caminhando bem, até o dia em que a bolsa estourou.

Ela me acordou desesperada, três e meia da manhã. A gente foi correndo para o hospital. E ela já chegou com contrações. Mas os médicos disseram que ainda precisava esperar porque estava com pouca dilatação. Olha, ela gritava de dor. Gritava. E a gente ali sem poder fazer muita coisa.

Mandaram banho quente, colocaram ela na bola, tentaram de tudo. Mas parecia que nada resolvia. A dor só aumentava e a dilatação nada. Deram medicação, o tempo foi passando e ela completou 24 horas em trabalho de parto. Eu tava muito abalado. Com vontade até de sair dali e... E usar droga, fugir de tudo, tirar aquela pressão do meu peito.

Mas ao mesmo tempo, eu sabia que eu não podia fazer aquilo. Eu precisava ficar ali. Então finalmente chegou a hora de ir pra sala de parto. A Jennifer tava fazendo força, tentava de tudo. Mas o nosso filho, o Noah, não saía. Os médicos pediam mais, mais, insistiam, mandavam. E no meio daquele desespero, eu só pensava, vai, vai, tenta mais uma vez.

E depois de muito esforço, muito mesmo, o nosso filho nasceu. Só que em função de toda aquela situação, ele nasceu molinho. Não chorou, não abriu os olhinhos. Na hora, pegaram ele e começaram a tentar reanimar. Estimulavam, apertavam e nada, nada. E comecei a entrar em desespero.

Na hora, eu ajoelhei ali mesmo e comecei a rezar. Chamaram outro médico, fizeram uma manobra para entubar e disseram que ele tinha batimentos, mas que não reagia. O doutor então levou o Noah para a UTI. E avisou que a gente só poderia ver o nosso filho no dia seguinte. Imagine você passar por isso.

Na UTI, cada visita era uma mistura de esperança e medo. Muito medo. Os médicos não tinham muitas respostas. Não sabiam exatamente o que tinha acontecido. Marcaram então um exame neurológico. Vieram médicos de outras cidades. Mas os dias iam passando e ninguém conseguia dar um diagnóstico claro.

Nosso filho foi até para um hospital em outra cidade. Fazer um procedimento diferente. E ali, só a Jennifer poderia acompanhar. Então eu fiquei sozinho em casa. E eu só pensava que eu queria tanto ver meu filho bem. Para brincar com ele. Para conviver com ele. Mas o medo foi tomando conta de mim. E foi aí. Foi aí que eu acabei recaindo.

Eu não aguentei. Medo, pressão, angústia. Eu recaí. Voltei para a droga e usei por quatro dias. No último dia, eu tomei uma decisão. Eu precisava parar. Precisava estar bem quando a minha esposa voltasse. Precisava estar ali por eles. Só que quando ela voltou, ela percebeu.

Você estava usando esses dias. Desculpa, Otávio. Não aguentei. Foi muita pressão, sabe? Eu sei. Eu sei. Mas você precisa ser forte. Eu acho que... Eu preciso me internar de novo. Então se interna. Se interna. Eu apoio você. A gente precisa de você bem. Pela nossa família.

Ela também estava muito cansada com tudo o que estava acontecendo com o nosso filho. E eu sabia que ela podia não suportar de me ver daquele jeito. Mas ainda assim, ela ficou do meu lado. Ela me apoiou. Antes de ir, eu pedi para minha mãe, se acontecesse qualquer coisa com o Noah, que ela fosse me buscar na clínica antes de tudo.

Quando eu cheguei lá, eu conversei com a equipe, expliquei a situação e pedi mais flexibilidade nas ligações para eu conseguir falar com a Jennifer. Eu precisava ficar ali por pelo menos dois meses, me tratando, para depois voltar mais forte. Porque no fundo eu sabia que se eu ficasse aqui fora, sozinho, eu podia não resistir.

Quando estava perto de completar 60 dias, ali na clínica, era um domingo, a minha mãe apareceu lá, junto com o pastor. Perguntou se eu estava bem e eu estranhei. Mas comecei a juntar minhas coisas para ir embora. Entrei no carro feliz, achando que eu estava voltando para casa, que ia estar do lado da minha esposa e do meu filho. Mas antes, a minha mãe disse que precisava me contar uma coisa.

Olha, na hora eu gelei. Gelei. Foi aí que ela disse que durante a madrugada o Noah, o meu filho, tinha partido. Quando ela me disse isso, eu fiquei em choque. Parecia que eu não estava entendendo o que estava acontecendo. Parecia que aquilo tudo não era verdade.

Quando eu cheguei no hospital, a minha esposa estava lá. E estava destruída. Eu abracei ela e aquele foi um dos momentos mais difíceis para mim, sabe? Olhar para o meu filho. Ali. Sem vida. Só de fraldinha. A única coisa que eu fiz foi dar um beijo na cabeça dele.

O velório foi muito triste. Era de cortar o coração. Quando tudo terminou, eu fiz um pedido. Pedi uma salva de palmas pra mãe dele. Porque mesmo no meio de tanta dor, a Jennifer foi muito forte. Muito.

Depois disso, ela acabou entrando numa depressão profunda. Não queria sair, não reagia, chorava o tempo todo. E se culpava de tudo. Foram dias difíceis. A gente também não conseguiu voltar pra casa. Nós achamos melhor ir pra casa da minha mãe. Nessa fase, um amigo me chamou pra trabalhar num lavar rápido. Só pra distrair a cabeça. E isso me ajudou muito.

Porque no começo, era disso que eu precisava. Pra não ficar o tempo todo preso na dor, sabe? Pensando só na tristeza. Com o tempo, o meu patrão, o Douglas, que também virou um grande parceiro na minha luta pela sobriedade, me chamou pra trabalhar com ele, numa estética automotiva que ele tava abrindo. E ali, as coisas começaram a andar de novo pra mim.

Bem aos poucos, bem aos poucos mesmo, a gente também foi se reerguendo como família. Nós começamos a construir a nossa casa, perto da igreja, e em meio a tudo isso, veio uma surpresa que mudou tudo outra vez. A Jennifer me deu um bilhete. Ali, ela me contou que estava grávida.

Aquela notícia, a notícia da chegada do Theo, veio como um presente pra nós. Não pra substituir o Noah, mas pra trazer um pouco mais de alegria pra dentro da gente, sabe? Depois de tudo que a gente passou. Na nossa cabeça, é uma nova página. É um novo momento. Nós ainda estamos esperando. A Jennifer tá grávida de cinco meses. Mas tá correndo tudo bem.

Eu não vou mentir. Ainda dói, ainda é muito recente. A gente ainda passa por momentos muito difíceis. Porque perder um filho dessa forma deixa marcas para sempre. A gente também ainda está tentando se reencontrar com Deus. Nós ficamos um pouco afastados da igreja. Não por escolha, mas porque a dor de alguma forma fez a gente se perder, sabe?

Mesmo assim nós estamos aqui, tentando seguir, tentando ser felizes dentro do possível. E uma das coisas que eu mais amo na Jennifer é a força dela. A força como ela leva a vida. Ela sempre diz, não leva pro coração, não leva.

E eu fui aprendendo com ela. Fui aprendendo que nem tudo que vem de fora precisa estar dentro da gente. Hoje eu sou muito grato pela minha sobriedade. Porque depois de tudo, eu escolho todos os dias me manter firme por mim e pela nossa família.

O nosso casamento hoje é diferente. É mais forte, é mais unido. E mesmo com todas as cicatrizes, a gente segue um dia de cada vez. Para uma pessoa como eu, um dia limpo já é uma vitória. Dois dias já vira um motivo de festa. Hoje eu entendo que viver um dia de cada vez não é pouco.

É exatamente o que me mantém em pé. Quem ama não esquece.