Episódios de Minipod Literário

Minipod 313: Star Wars é fantasia ou ficção científica?

07 de maio de 202656min
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Salve, salve, patrulhemos, androides e colonos. Mais um minipod no ar! No programa de hoje, no mês oficial de Guerra nas Estrelas, descubra de Star Wars, afinal, é fantasia ou ficção científica. E ainda: aprenda a abordar a magia negra e a bruxaria na literatura; veja como elaborar charadas para seus jogos de RPG; entenda como não abandonar a escrita de um romance, por mais tempo que ela leve; e se prepare para participar da sessão de autógrafos em Fortaleza, no dia 23 de maio. 

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Assuntos6
  • Escrevendo um livroTempo de mercado editorial · Revisão e copydesk · Uso de Inteligência Artificial em capas · Ilustração de capas por autores · Investimento no trabalho autoral · Fluxo de escrita e edição · Divisão de livros em volumes · Ritmo e hábito na escrita de romances · Traçar metas de escrita · Romance como maratona
  • Star WarsElementos de fantasia em Star Wars · Elementos de ficção científica em Star Wars · A Força como elemento fantástico · Midichlorians · Naves espaciais como elemento de ficção científica · Homem vs. Máquina em Star Wars · Sabres de luz e a percepção de fantasia · Comparação com Duna
  • Magia FiccaoConsequências do envolvimento com magia negra · Dobrar a natureza e suas tragédias · Magia negra vs. Magia branca · Influenciar a vontade do outro · Pacto com o diabo · Magia e insanidade · Obras de Mariana Enriquez
  • Ficcao CientificaDuna (Frank Herbert) · Obras de Isaac Asimov (Eu, Robô, Fundação) · Obras de Arthur C. Clarke (Encontro com Rama, Fim da Infância, Cidade das Estrelas) · O Fim da Eternidade (Isaac Asimov) · Jogador Número 1 (Ernest Cline) · Frankenstein (Mary Shelley) · Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
  • Regras e Coerência no WorldbuildingTécnicas de criação de mundos · Micro para macro e macro para micro · Worldbuilding em fantasia e ficção científica · Ambientação em obras literárias
  • Histórias de RPGFunção narrativa de enigmas em RPG · Contextualização de charadas em calabouços · Exemplos de charadas em RPG (Senhor dos Anéis) · Charadas como passagens ou desafios
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Fala, galera! Meus amigos do Telegram, mais uma que eu te referi, Thiago. Mais um Minipod no ar. Tudo tranquilo aí, cara? Contigo? Fala, Dudu! Minipod 313, cara. Tudo tranquilo, Dudu. E aí? Mais uma gravação com a galera aqui da nossa...

confraria, a diretoria da confraria. Já online com a gente nesse momento aqui, a Alba, Bruno Banar, Carol Engel, Daniel Renatini, Daniel Silos, a Fernanda, Guilherme Rezek, Leandro Lima do Santos, Luan Gomes, Filipe Oliveira, Priscila Nunes e Vinícius Gama. Daqui a pouco entra mais aí, tá, galera? Excelente. E você, Thiago? Tudo tranquilão aí? Beleza? Tudo tranquilo, cara. Graças a Deus. Estamos na correria aí do retiro, né, cara?

Hoje eu passei o dia inteiro trabalhando nas aulas do retiro, cara. Exatamente. Mas estão legais. Estão muito legais.

Mas fala uma coisa, Dudu. Vamos lá. O chope literário desse mês vai ser dia 27, né? Exatamente. Vamos já nos preparar para o chope, galera. Então é o seguinte. Bom, quem for com frade e VIP, não precisa se preocupar. Quem for com frade e literário ou não estiver no nosso grupo de assinantes, faça a subscrição porque vai ser muito maneiro. A gente está testando os formatos diferentes esse ano, né? Aos pouquinhos e tal. E a gente já...

Fez o formato entrevista, que começou no ano passado. Fizemos com o Drevian, que fizemos com o Solana. Em janeiro a gente fez um formato de videoaula, mais ou menos, que a gente falou sobre dicas para divulgação dos escritores da internet. Eu fiz uma...

uma espécie de uma aula, uma curta aula ali, falei, dei uma curta palestra ali para a galera e tal, e então o show pretéria desse mês vai ser nesse modelo, nesse formato, vou fazer uma videoaula aí sobre criação de mundos fantásticos, quer dizer, não é, claro que eu vou analisar alguns mundos da fantasia e da ficção científica, mas como é que você faz para criar um mundo fantástico, seja um mundo...

literário, seja no RPG, seja no cinema, se você quiser e tal. Então como é que você faz pra criar um mundo fantástico? Quais são as dicas que você pode obter com isso? Como é que você faz, por exemplo, como é que você começa? Se você começa pequeno, vai do micro pro macro, do macro pro micro. Então isso que a gente vai falar vai ser uma parada muito maneira. Quando a gente tem esse modelo de videoaula

Minha fala é um pouco maior, né? Geralmente quando tem um modelo de entrevista eu quase não tenho fala, já vou entrevistando a pessoa e tal. Temos um modelo que foi um pouco diferente também, que foi um bate-papo maior, foi do último retiro, do último chopp, que se chama sobre o Marte, né? Então eu fiz uma fala de 15 minutos, tá? Então foi muito...

curta, e a gente foi discutindo sobre as obras e tal, então, e tem um modelo tradicional que é, eu falo uns 25 minutos, meia hora sobre um assunto, né, sobre um autor sobre uma obra, etc, então nesse modelo aqui, modelo de videoaula eu falo mais ou menos uma hora talvez um pouquinho menos e tal, e a gente vai trocando ideia, a gente vai fazendo perguntas respostas e tal, então sobre criação de mundos fantásticos, eu acho que é um se relaciona comigo comigo comigo

tema, cara, que é um tema que é muito útil pra galera que nos acompanha, certo, Tiago? O que você acha? Certíssimo, cara. Acho que vai ser muito legal, cara. Assim, é uma parada que acho que é uma coisa que a galera que participa aqui da confraria e tal gosta bastante, né, cara? Essa parte de world building, de construir o mundo.

É muito interessante e, assim, para quem é da fantasia, da ficção científica, é um fator determinante, né, cara? Claro. O engraçado é que quinta-feira agora, hoje, né, na quinta-feira, que saiu do aula do meu curso, eu vou falar sobre o world building, cara. Interessante. Na verdade, eu vou falar sobre ambientação, né? Não vai ser world building mesmo. World building é semana que vem só. Legal. Vai, legal.

Muito maneiro, então vai ser no dia 27 de maio, né? A gente já tá em maio, né? Hoje é o dia 7 de maio, então daqui é 20 dias, dia 27 de maio. Sempre naquele horário, né? Uma quarta-feira, sempre naquele horário de 20 horas. Então, quem quiser participar, eu vou deixar... Eu já compartilhei o link na segunda-feira na timeline do Telegram. Agora eu vou deixar nos comentários do Telegram. E, enfim, nas outras plataformas vai estar o link no descritivo. Beleza, Tiago? Muito bem, Dudu.

Agora eu que vou te perguntar, falando em Retiro Literário, como é que está aí o grupo de WhatsApp do Retiro? A gente está superando. Já está aberto, cara. A galera está falando já, está participando, a pessoa já se apresentou. Cara, e assim, falar nisso, vale lembrar também o pessoal que acabaram as vagas, né, Dudu? Sim, sim. Já terminaram as vagas, isso aí.

Então, tá cheio. Porém, Dudu, eu vou te falar, cara, tem gente que ainda não acertou o retiro. Tá inscrito, não acertou, né? Exatamente. Exato. Tá liberando as vagas, né? Exato. Então, que nem já aconteceu essa semana de um rapaz que desistiu e já entrou alguém, tinha um pessoal na lista de espera já, que já pegou essa vaga. Então, é interessante aí, pra quem tá empolgado e tal, a gente tem a lista de espera, vai respeitar.

a ordem da lista de espera, claro, mas assim, vagando, liberando vagas, a gente vai acionar a lista de espera e aquele negócio, né, cara? A lista de espera, isso é uma coisa que é legal de falar, Dudu. A lista de espera é assim, ó, eu acionei a lista de espera, a pessoa precisa responder ali prontamente, né? Claro. Porque a gente não pode deixar de preencher as vagas, né? Então assim, se a pessoa não responder...

prontamente, ou então responder a pô, eu não sei, pode segurar. Até seguro um dia, mas eu não seguro muito mais que isso, porque a gente precisa preencher essas vagas que foram liberadas. Exatamente. E também, preencha o formulário se você também quer participar de algum retiro no futuro, algum evento presencial, por exemplo, que a gente vai guardar o seu nome lá. Também tendo retiro, sei lá, em 28, sei lá, quando for teu próximo, a gente avisa a galera também. Enfim, mesmo você não podendo ir nesse, fica na nossa lista.

Exato, deixa, porque assim, é interessante, Dudu, porque a gente vai ter esse e-mail, né, e sempre quando abre, vai abrir o próximo retiro. Provavelmente ano que vem não tenha, né? Mas vai, que abre no dia 2028. A gente tem o teu nome lá, tem os teus dados e tal, antes de abrir, de fato, falar aqui no Minipod e tal, a gente envia um e-mail para essa galera. Então, assim, quem participou do retiro, do primeiro, recebeu o e-mail antes da gente divulgar...

E assim vai ser também com os próximos retiros. A gente sempre dá essa preferência para quem já está, para quem já se demonstrou interesse. Como a gente sabe que as vagas são limitadas, se bem que o retiro demora para acabar as vagas, mas a gente sempre dá essa preferência, dá essa prioridade para a galera que já fez o retiro ou que já demonstrou interesse em fazer o retiro. Exatamente. O que mais de recados da paróquia que temos na nossa pauta?

Cara, vai estar... Fortaleza, né, cara? Evento de Fortaleza, tu vai divulgar o...

Fortaleza, hoje divulgarei aqui o link, vou botar aqui no descritivo do áudio, o link do LinkedIn, e vou estar em Fortaleza de novo, no dia 23 de maio, sábado, 18h30, e vai a leitura do Shopping Beira Mar. Uma coisa que eu ia falar também, Thiago, aqui a gente já falou várias vezes aqui sobre Fortaleza, vai continuar perturbando a galera, sem sombra de dúvida, mas é uma coisa que a gente sugere, é pra que você que vai no evento, leve um amigo, né cara, ou uma amiga.

porque isso é uma parada muito legal o evento literário é muito bacana em geral é um programa cultural na realidade muita cidade que tem carência de evento cultural é sempre bacana e o nosso é sempre legal você já teve vários eventos meus

Já mediou eventos meus e tal. É sempre muito bacana. E aí, cara, além de você ter uma companhia, é bom pra todo mundo quando você convida um amigo. Porque, digamos assim, mesmo amigo que não conhece o meu trabalho. Porque além de você ter companhia, eu tenho certeza que ele vai curtir, vai gostar. E, quem sabe, é um novo leitor que você consegue trazer pras minhas obras e tal.

Então a pessoa vai lá, pô, nem conhece o Eduardo, mas gostou da palestra, gostou do papo, comprou o livro, curtiu o livro. É uma maneira excelente de você apresentar o meu trabalho pra essa pessoa. Então, enfim, é uma sugestão que a gente dá de convidar um amigo. Pô, todo mundo que fez isso, me lembro que lá em Goiânia, a Vanessa Campos Silva, cara, que é a nossa amiga aqui do Minipod, ela levou uma amiga, a amiga falou que gostou pra caramba e tal, acabou lendo os livros e tudo, né? Então a gente sugere isso aí.

Beleza, Tiago? O que mais? Ah, lembrando também, para finalizar aqui o jabás de agenda, eu estou para confirmar Brasília, eu vou avisar para vocês aí, e Travessa de Lisboa, Tiago, dia 22 de janeiro de 2027, estaremos lá. Vou falar muito sobre isso. Se tiver em Portugal nessa época, o próximo ali, né, cara? A pessoa que vive na Europa, tem que ir, né, cara? Tem bastante tempo para se programar, cara.

exatamente, bem tranquilo os voos pra lá, quem for, né, tanto de vaga vaga, pede folga na quinta-feira aí você vai na, pô, na quinta-feira passa sexta lá, passa o fim de semana volta no domingo de manhã é bem tranquilo, vai ser muito legal, beleza? Muito bem, Dudu bora pros e-mails? Vamos lá, cara Vamos lá, Dudu, primeiro e-mail de hoje Victor Azaf de São Paulo, capital ele fala assim, salve nobres confrades

No minipod 108, foi usado o termo hard sci-fi para categorizar alguns outros livros contemporâneos ao Duna. Pesquisei sobre o tema e descobri que Star Wars é considerado soft sci-fi. Mas para mim, a saga do Jorge Lucas seria mais fantasia do que ficção científica.

O que vocês acham? E aproveitando, quais obras de hard e soft sci-fi vocês indicam? Do aeroporto de Confins, Belo Horizonte, um forte abraço a vocês, que Deus os abençoe, Victor Azar Gonçalves da Silva. E aí, Dudu? Essa discussão é muito... Bom...

Star Wars, né? Voltou essa parada do Star Wars. Recentemente a gente teve uma notícia, um rumor explosivo, né, cara? Que parece que a Disney vai refazer a trilogia, parece, que vai desconsiderar a trilogia da Rey, aquela trilogia do Finn. Tem um rumor de que eles vão desconsiderar isso, vão fazer uma outra trilogia sequência aí da...

da saga principal, tal, que isso é confusão do caramba, tal. Eu já falei várias vezes, cara, pra mim a melhor coisa que se pode fazer com Star Wars é não mexer mais na parada, sabe? Tipo, não lança mais nada, deixa o cara lá, deixa o parque, o parque é maneiro, por exemplo, sabe? Então deixa lá, vai aproveitando que já tem. Agora essa discussão de se Star Wars é fantasia ou ficção científica, ela é longa, ela é longa e antiga, né, Tiago? Que... ...

Cara, Star Wars tem vários elementos ali que lembram uma história de fantasia, como a própria clássica jornada de herói, como o fato de ter, por exemplo, toda uma organização meio que medieval no espaço, ter o cavaleiro negro, o cavaleiro branco, o príncipe, a princesa, tudo isso aí e tal.

Mas eu não sei, cara. Eu acho que quando a gente fala de obra de gênero, de uma obra, a gente tem que ir sempre, na minha opinião, ir naquilo que chama mais atenção. Então, por exemplo, enfim, se fala, a gente tem um debate se o Frankenstein é ficção científica ou não. Eu acho o debate muito bacana. Eu considero que não, porque o que chama atenção no Frankenstein não é as questões científicas, a ficção científica.

O que chama atenção mesmo é a situação do monstro, né, cara? A situação psicológica do monstro e tal. Então, é isso que é bem clássico do gótico ou do romantismo sombrio, coisa assim e tal. Enfim, essa discussão, o que chama mais atenção? E no caso do Star Wars, enfim, eu acho que chama mais atenção a coisa mesmo do espaço, a coisa dos robôs, né, cara? Então, não sei, eu acho que a gente pode considerar até ficção científica, mas, afinal das contas, isso importa pouco, cara, né, cara?

Importa muito pouco, né, cara? Se é ficção científica, se é fantasia, se é aventura. O que importa, no final das contas, é a qualidade da obra. Se a obra funciona, se a obra não funciona. Enfim, e eu acho que é por aí. Agora, obras de hard, safai e soft, que eu recomendo.

Cara, vamos lá. Eu acho que obras, por exemplo, de soft sci-fi, na literatura você tem o Duna, que eu não considero uma obra de hard sci-fi, de ficção científica pesada. Duna não é uma ficção científica pesada. E nem a maioria, a maior parte dos livros do Ozimovil. Eu, Robô, por exemplo...

só tem que entender as três leis da robótica você não tem que entender tecno-bubbles pra você, né, então, sei lá são obras interessantes já quando você está falando de, por exemplo Arthur C. Clarke, né, muitas obras dele são de ficção científica hard, né, como o próprio encontro com o Rama, como o fim da infância, por exemplo, apesar de ter uma discussão sociológica, acho que tem uma coisa, e no caso do Asimov, tem uma obra excelente de hard sci-fi que eu considero que é o fim da eternidade, fim da eternidade se relacionam comigo

acho que é Fim da Eternidade, que é sobre viagem no tempo, cara, assim, é confuso é muito maneiro o livro, mas é confuso pra caramba mistura paradoxos temporais e tal, então assim eu tenho até bastante leitura de ficção científica, eu tô tentando pensar aqui em outras obras de ficção científica mais pesada, né, mas acho que talvez seja por aí, o que eu tô lembrando agora, daqui a pouco eu lembro de outras e você, Tiago, pra você, o que que é o Star Wars e fala umas obras de ficção científica que você...

Cara, hard, eu não, acho que eu nunca li nenhuma ficção científica hard, porque só esse nome já me assusta. Porque eu não sou da ficção científica, né, cara? Eu não sou um grande leitor de ficção científica. Eu sempre escutei falar que o Clark era um cara, é o cara da ficção científica hard, né? É soft, cara. Eu acho que, porra, nunca eu li há pouco tempo. Pouco tempo não, faz bastante tempo, mas foi um dos últimos ficção científica que eu li.

Eu acho que aquele jogador número um, eu acho que ele é bem soft, porque é muito mais focado na aventura ali, né? No que acontece do que de fato na tecnologia mesmo. Não tem explicação muita da tecnologia. Então, mas é muito bom, o livro é muito bom mesmo. Cara, Star Wars, eu não acho que seja fantasia. Eu acho que tem elementos fantásticos, mas não é fantasia. A força a gente pode considerar como um elemento fantástico, tá? Porque é uma coisa que tem ali...

A não ser que tu leve em consideração os midichlorians lá, né? Que aí eu ignoro isso. Sinceramente, pra mim, não existe isso. Mas, assim, a força ela seria uma coisa mais fantástica. Mas o padrão do...

do Star Wars, cara, é ficção científica. Tem nave, cara. Não dá pra ter nave, entendeu? Pra tu ver, o Spelljammer, ele é considerado uma fantasia com sci-fi porque tem nave. E a nave do Spelljammer é feita com bagulho de magia. Tem aquelas bolhas que carregam as naves. Então, assim, é diferente. Se tem nave, cara, e a nave não é um detalhe do enredo. Ela é importante, entendeu? A Death Star é, porra, é uma nave...

que destrói o planeta, sabe? O Luke, quando ele vai destruir a Death Star, ele está numa nave. Ele usa a força para pilotar a nave. E mais, né? As grandes discussões do Star Wars é uma discussão que é muito clássica da ficção científica, que é o homem versus máquina. Então, quando, por exemplo, o Obi-Wan diz que o pai dele, no caso, o Vader, nem sabia que era o pai dele.

ele agora é mais homem do que máquina, é corrompido pela maldade. Isso é uma discussão clássica, Thiago, da ficção científica. Lembra quando a gente jogava o Cyberpunk, que tinha a parada de que tinha uns níveis de humanidade, lembra no RPG? Se você tivesse muito implante, você ia perdendo a humanidade e tudo. Então, isso é uma discussão de ficção científica também.

É, assim, o que tem de fantasia, vamos lá, acho que a força, e tem uma parada, cara, por mais que seja tecnológica e com força também, é o bagulho da espada, entendeu? Quando tu traz a espada, a galera já visualiza a fantasia, então acho que isso ajuda a confundir também um pouco.

O Duna tem isso também, né? Tem aquela espada que vibra e tal. Então traz essa ideia, essa roupagem de fantasia. Mas, cara, eu acho que é ficção científica no tal. É uma soft ficção científica, mas é ficção científica.

lembrei um livro do, eu tava olhando aqui na estante por isso que eu me afastei aqui, tava lembrando um livro do Clark que eu li também que é o Cidade e as Estrelas esse livro também é ficção científica pesada não sei se alguém do chat leu aqui e o Clark, cara, é, o pessoal fala muito disso porque ele ele é um tipo de autor que tem muita gente que não gosta dele, tá Tiago, por quê? porque ele é um autor

que não desenvolve muito personagem. Eu acho que isso no cinema seria um problema. Na literatura você até aceita, porque é quase como se fosse um tratado mesmo ali. Tem a narrativa... Parece que ele tem uma ideia, tá? De um conceito e mete uma narrativa no meio. Só que o conceito dele é tão maneiro que você aguenta ler essa narrativa, entendeu, cara? Então, Necessitade e as Estrelas, por exemplo... Cara, o livro é dos anos 50, se não me engano, sei lá.

bem antigo, e começa assim com uma simulação, como se fosse uma Matrix. O livro começa assim, que os caras estão numa cidade, eles não podem sair da cidade, mas eles saem da cidade como se fosse num jogo mesmo, tipo uma Matrix, entendeu? Imagina o cara pensar nisso nos anos 50, cara.

Entendeu? Isso que eu tô falando. As coisas dele, tipo, ele desenvolveu o conceito de celular, de satélite, tudo, falam que muito foi por causa dele que desenvolveu. Então, é, o Clark, ele tem essa ficção científica mais pesada. Tem livros dele que, assim, que eu também não gosto muito, assim, porque são livros, assim, que, sabe, são... Vai muito nesse lado do conceito e tudo, mas é um cara que é uma... Eu acho maneiro a gente ter essas opções, né?

O Clark é como um cara mais de conceito, de rádio sci-fi. O Asimov como um cara é...

traz essas paradas dos robôs, sabe? E é uma literatura até simplista, no bom sentido, tá? Do Asimov. É uma literatura simplista, ele não desenvolve muito a prosa e tudo, mas ele, enfim, traz essas questões que eu acho interessante e tal. E tem o Bradbury, que é o ABC da ficção científica, né? O Asimov, Bradbury Clark. E o Bradbury, ele ser um cara, aí sim, o Bradbury é o cara mais poético, sabe? Os textos do Bradbury são muito mais elaborados e tudo, né?

escreveu uma distopia muito importante, que foi o Fahrenheit 451, que saiu um pouco da coisa da ficção científica, trouxe discussões mais sociais e tal. Enfim, é muito legal, cara. E eu acho que é isso. Cara, eu, de novo, eu conheço um pouco de ficção científica, mas o que eu conheço, normalmente eu li o soft, porque como eu não tenho, como tu falou, o outro é um tratado, cara, eu já acho que eu não ia gostar, sabe?

É, na tua cara não. Eu também preciso dar uma chance também, né, cara? Eu preciso me aventurar. Porque tem tanta coisa para ler aqui. Eu sei que eu vou me empolgar para ler coisas que eu não tenho certeza, fica difícil. É, tem uns elementos que é legal falar também, que são clássicos da ficção científica. O Clark traz muito aqui a da curiosidade. Aquela coisa da caixa de mistério, sabe? Sabe esse conceito literário de caixa de mistérios?

Que você tem uma caixa, você vai abrindo a caixa, a caixa leva alguma outra coisa. Lembra outra caixa, sim.

que aliás foi usado no Lost que é a história da Hatch que sempre acabava a temporada e tinha um novo mistério só que a gente não chegou a lugar nenhum esse recurso ele é exaustivamente usado no encontro com o Hammer é uma nave que se aproxima da terra ninguém sabe o que é e aí pousa uma nave em cima dela eles vão abrindo a nave e vai chegando e realmente vai abrindo as câmaras então tem muito isso

Então só respondendo aqui o Leandro Lima dos Santos, que ele perguntou se Cidades Estrelas não é um livro de contos. Não, não é isso. O livro de contos deve ser outra coisa. O Cidades Estrelas é um romance do Ciclark. Muito bem. Próximo e-mail, Dudu. Danilo Oliveira Ribeiro, de Valparaíso, Goiás. Ele fala assim...

Salve, meus amigos. Recentemente assisti ao filme Faça Ela Voltar, em que uma mulher perde a filha em um acidente e descobre um ritual macabro que poderia trazer a menina de volta. Percebi que todas as histórias que assisti, ouvi ou li, as pessoas que se envolvem com magia negra acabam sendo tomadas por um tipo de loucura.

Gostaria de saber a opinião dos senhores em relação a isso. Dentro da trama, o que essa mensagem significa para nós, que consumimos essas histórias? Atenciosamente, Danilo Oliveira Ribeiro. E aí, Dudu? Danilo é o nosso confrade de muitos anos aí na Miripod. E eu acho que essa questão que ele trouxe é muito importante e muito interessante, né, cara? Então vamos lá. Para responder essa questão, primeiro eu vou falar um pouco sobre o cemitério lá do Stephen King, né?

que o tema principal de quando a gente trata dessas coisas é a gente tentar dobrar a natureza, né? Quer dizer, homem versus natureza. Então, no cemitério, por exemplo, você tem a história do cara que o filho dele morre e ele enterra lá no cemitério, né? No pet cemetery e tudo, e o filho dele volta. Ele sabia que... Sabia que ia voltar.

que ia voltar de uma forma distorcida. Só que ele fica ali, o filho dele morre e ele, desesperado, faz isso e acaba levando a uma tragédia. Qual é a mensagem? Tanto é que o cemitério é um cemitério índio, né, Tiago? Não sei se você lembra. Os índios representam a natureza nessa história. Quer dizer, os índios conhecem a terra, cara. Eles conhecem a natureza. Quer dizer, então, os índios sabiam utilizar aquele poder, né? Enquanto as pessoas comuns ali não sabem e vão utilizar se relacionam comigo, né?

pra ganança, né, cara? Pra dobrar a natureza de uma forma não natural. Isso aí é um tema que eu acho fascinante, muito legal, sabe, Tiago? Porque é o que fala, a morte faz parte da vida, a morte é natural. Todo mundo vai morrer um dia. Então, quando você tenta desafiar a morte ou dobrar a morte, você pode ter certeza que isso vai levar à tragédia.

Essa é a grande mensagem, né, cara? Pra gente mesmo, né? Diante de coisas que são... Que a gente não tem como mudar, entendeu, cara? Então as histórias, elas falam sobre isso, né? O filho dele morreu. A gente fala, cara, ele morreu e isso passou. Que por mais doloroso que seja, tem que entender que ele tá em paz agora. Se você tentar dobrar a natureza, vai dar um problema. E aí, agora a gente vai pra história da magia negra, Thiago. Eu vou invocar aqui. Olha só.

invocar, é que a gente tá falando de magia o Paulo Coelho, cara, o Paulo Coelho ele falava sobre essa história da magia negra, né ele falava, qual é a magia negra, a diferença da magia negra pra magia branca, ele fala, cara a magia negra, ela é quando você tenta influenciar a vontade do outro então quer dizer, pode até acender uma vela pra Nossa Senhora

Se eu acendo essa vela e falo, ah, eu quero que aquela mulher se apaixone por mim. Isso é magia negra, por definição, segundo ele falou, né? Embora, sei lá, cada um possa ter um entendimento do que é, do que não é, tal, o conceito faz muito sentido, entendeu, cara? Quer dizer, você entender que você não tem como dobrar a natureza, você não tem como invadir o espaço do outro, né, cara? Não tem como você fazer isso. Então, eu acho que essas histórias falam muito sobre isso, quer dizer...

Quando você se envolve com coisas que não são naturais, isso acaba levando à tragédia. É como a velha história, Tiago, do pacto com o diabo. O pacto com o diabo não tem um preço nas histórias. Vai pagar uma hora, Ló. Você vai pagar uma história. E várias histórias que tratam de pacto com o diabo, eles levam isso. O cara tem fama, tem sucesso e tal, mas...

A coisa não é bem por aí. Então acho que é sobre isso que essa história se trata. Eu acho um tema fascinante, sensacional, e porque ele se comunica com a gente, se comunica com o que realmente acontece no universo, entendeu, cara? E é traduzido por meio dessas narrativas aí.

É engraçado que, assim, acho que, na verdade, Dudu, se a gente for para pensar, toda tecnologia é a gente tentando dobrar a natureza de alguma forma, né? Mas, assim, só que tem coisas que são muito pontos desses... Tu falou uma coisa, me lembrou muito o Frankenstein. Frankenstein prometeu moderno...

Por isso, porque ele desafia Deus, né? Desafia o criador, a criação. Não o criador, não Deus, necessariamente. Mas prometeu desafiar os seus, tal. Então, assim, quando ele coloca isso, é que quando você tenta fazer algo que sai do natural, pode ter certeza que vai vir o preço. Eu acho interessante que ele comentou. Eu não sei, eu tô tentando lembrar aqui.

Se sempre que tem na literatura, sempre que envolve magia negra, a pessoa fica maluca, tem algum problema de cabeça. Eu acho que não, cara. Eu tô tentando lembrar de alguns livros aqui que eu li que tem a magia negra, que tem a magia em forma geral. E eu acho que nem todos levam a insanidade. Isso é uma coisa mais do que tudo.

Mas esse tema, eu acho que quando existe, é por esse motivo. Você está indo além do que você é capaz. Exato, além do teu entendimento. O próprio Cotullo, acho que trabalhava exatamente isso. Ele te colocava alguma coisa que o teu cérebro não consegue processar. E aí tu cria um caos no teu cérebro.

Eu acho que tem um livro da Mariana Henriquez, eu não vou lembrar o nome agora, que fala de magia, ela mistura um pouco de Cthulhu, Stephen King, é muito bom esse livro, por sinal. O que fazemos de noite, se eu não me engano. Eu acho que é esse o nome. Peraí, eu tenho aqui, deixa eu ver o nome. A gente, na gravação do vivo, tem essa vantagem.

É, exato. Mas eu não vou saber... Aqui, ó. Nossa Parte de Noite, o nome do livro. Então, assim, o livro da Mariana Henriquez, Nossa Parte de Noite, ela trata de magia e não trata de insanidade propriamente dita, tá? Tem um médium nesse livro que é quem se comunica com um ser astral, não sei o que é um ser...

Uma entidade, né? Entidade, exato. E ele sofre muito, mas fisicamente. Ele fica mal, ele fica doente, fica muito desgastado. Mas não afeta a mente dele. Tanto é que ele é o protagonista. Ele e o filho, na verdade, são os protagonistas. Cara, esse livro é muito bom, muito bom mesmo. Vale a pena. Quem não conhece, a Marina Henriquez é uma escritora argentina maravilhosa. E ela é muito influenciada pelo Cthulhu e pelo Stephen King nessa obra.

Então se passa na época da ditadura argentina, é muito, muito bom. Mas eu não lembro, cara, se todas elas... Esse é um exemplo de uma obra que trata de magia negra, mas não traz a insanidade como uma coisa. Eu acho que assim, uma coisa que coloca...

da magia negra. Foi o que tu falou, né? Acho que esse conceito de magia negra, quando você tenta influenciar na vida de alguém, ou você tenta, você usa magia pra ter ganhos absurdos. Nesse caso, nesse livro, é uma sociedade que eles querem ser eternos. Só que as pessoas passam por cima de qualquer coisa pra isso. E aí, realmente, assim, algumas pessoas, o que acontece?

cria-se uma fixação, uma obsessão por esse poder, que isso beira uma loucura. Eu acho que tem isso também. Então, muitas vezes, acho que a gente acaba puxando por esse lado. Mas eu não acho que sempre tenha loucura, loucura não. Mas...

Mas a lógica eu acho bacana em termos narrativos. Com certeza. O que eu estou perfeito que você falou, só para circular aqui, eu acho que a gente, como contador de história, a gente tem que pensar nessa coisa do que não é natural e quais são as consequências quando a gente destrava esse tipo de coisa.

Você falou uma coisa muito legal com essa questão da tecnologia, né? De fato, sem dúvida, né? O Joseph Campbell falava que as ferramentas eram uma maneira que o ser humano tinha, né? Desde o osso, digamos assim, que é dobrar a natureza e, enfim, influenciar a natureza e tal. Mas tem coisas que, claro, você... Isso é maneiro também, né? Que você falou, né? Tem coisas que você pode influenciar a natureza no sentido de que você é parte dela, né? Exato.

Claro que uma árvore que cresce em cima de um muro está influenciando aquilo, né? É sendo sobre dúvida. Agora, existem, vamos dizer assim, certas situações, ou enfim, certas matérias que a gente não deve mexer. Apolam, exato. E aí que é coisa que é fascinante, porque qual é esse limite, Tiago? Qual é esse limite? Quer dizer, a morte. A morte sabe que é um limite que a gente não pode ultrapassar.

E aí a gente... Por quê? Aí que começam as questões, né? Por quê? Tem uma coisa a ver com o sobrenatural, se está atravessando alguma coisa, e aí a nossa mente viaja para a gente criar as nossas histórias, né? Exato. A morte é um negócio bem interessante, porque a morte... Pô, o que é um ser vivo? É um ser que...

nasce, cresce, se reproduz e morre. Se você mexe nisso, você está mudando o que é o ser vivo para a gente. Isso é muito interessante. E a própria magia, se você considerar que a magia não é alguma coisa, digamos assim, sistemática, porque também tem isso, tem essa compreensão da magia como algo que é matemático. Beleza.

Se você considerar que é algo que a gente não compreende e você vai entrar nessa seara, você pode se dar muito mal também, né? Atravessar um braço que você não conhece. Tudo isso é super bacana pra gente, pra gente escrever. Eu acho que é rico pra caramba pra se explorar em literatura, em arte, de forma geral. Muito bom. Muito legal, Dudu.

Próximo e-mail, cara. Igor Girão, de Fortaleza, Ceará. Ele fala assim, Oi, Eduardo e Mestre Cabelo. Acabei de ouvir o Minipod 281 e tive uma dupla surpresa. A primeira foi porque nem lembrava mais que tinha escrito para vocês. A segunda é que, justamente na semana em que escrevi essa mensagem, finalmente consegui enviar meu manuscrito para a editora. Estou aprendendo que o mercado tem mesmo seu próprio tempo. E já estou mais tranquilo com isso. A grana acabou ficando curta para a leitura crítica do cabelo.

mas tenho a intenção de levar o próximo livro para a apreciação do mestre. Aliás, essa minha nova obra já está quase no fim. O motivo é simples. Era um livro enorme que acabei dividido em dois. Deixo aqui uma pergunta. Depois de vocês considerarem...

Um livro terminado? Já aconteceu de notarem que precisava acrescentar alguma coisa? Um capítulo, um diálogo, uma cena? Já aconteceu de mudarem de ideia sobre algo que parecia dispensável e depois perceberam que fazia falta? Abraço de Fortaleza e Gorgirão. E aí, Dudu?

Igor Girão, grande Igor Girão, que se tudo der certo, ele vai encontrar com a gente lá na livre-leitura do Rio Mar. Igor, que já participou de vários eventos meus, né, cara? E eu me lembro muito ativo da nossa comunidade, né, cara? Um talento, assim, que porra, já fizemos mini-pod.

Me pode contar com ele e tal. Então que bom ele estar com a gente aí, cara. Mais uma vez, um excelente e-mail. Vamos lá, duas questões que ele pergunta aqui, né? Se já aconteceu de, no meu caso, de precisar acrescentar alguma coisa depois, né, cara? Isso já aconteceu comigo e pra mim é muito difícil. Eu até prefiro fazer uma emenda no final, porque...

eu preciso de um fluxo de escrita entendeu, então assim, eu tenho que começar eu faço o roteiro, como eu falei, né começo e vou do início ao fim de repente inserir uma coisa no meio fica um Frankenstein muito sinistro, eu tenho dificuldade, até escrevo coisas que já escrevi e tal etc, mas isso aí não é certo nem errado, Tiago, só uma maneira que eu tenho de operar, porque tem gente que começa a escrever pelo meio, tem gente que começa a escrever pelo final e tá tudo e aí

certo, então não existe certo e errado nisso, pra mim é muito, muito difícil eu fazer esse tipo de coisa, porque eu tenho um fluxo de escrita, tá, e aí ele pergunta também aqui se aconteceu de mudarem algo de ideia sobre alguma coisa que parecia dispensável depois, então cara, mesma coisa, pra não ter esse problema, porque vai quebrar meu fluxo de escrita, eu tento trabalhar

muito o roteiro antes de começar a escrever. Já falamos disso várias vezes e tal. Porque aí eu consigo manter esse fluxo e aí eu não me embolo no meio, entendeu, cara? Porque você começa a mexer muito e tal e até você começa a mexer e aí vê que talvez não faça. Aí o perigo é você colocar uma pecinha ali ou tirar uma pecinha e aí sabe quando eu castralo de cartas ele cai todo? Sim, sim.

porque está tudo no ritmo certo está tudo armado, você quer tirar um para a peça e colocar outra, ou colocar mais uma então isso aí é um perigo, como se estivesse mexendo num dominó armado enfim, numa coisa assim, pode dar certo? pode, mas eu acho para mim, extremamente perigoso

Agora, não sei, eu acho que cada um na sua, Tiago. Você conhece algum escritor que faz isso, mexe no meio? Cara, então, eu acho que assim, eu acredito que deve acontecer com bastante gente, Dudu. O cara, depois que entregou a obra, parar e falar que podia ter colocado isso aqui diferente, que podia ter feito isso aqui diferente, essa trama que podia ter mudado. Eu falo isso porque eu entreguei o meu livro, mas o meu é de não-ficção.

Mas eu entreguei pra editora, agora tá sendo editado. E outro dia eu tava relendo ele. Cara, eu reparei que eu esqueci. Não é que eu esqueci. Eu poderia ter colocado uma outra informação ali, entendeu? Tinha coisa que eu falava, putz, acho que talvez se eu fizesse dessa forma, ficaria mais claro, ficaria melhor. Mas, cara, eu acho que isso é normal também, entendeu? Você vai olhar pra sua obra daqui a um tempo e falar, putz, eu poderia ter feito isso aqui diferente.

Beleza, mas faz parte. Porque na hora que você fez, na hora que você escreveu, você pensava de um jeito. Passa um tempo, um ano, dois anos, tu pensa de outro. E é normal.

você ter essa atualização, pelo menos na sua cabeça, né? E acho que aí cabe pra uma próxima edição ou alguma coisa assim, você acrescentar alguma coisa ou retirar alguma coisa, acho que faz parte também. Se bem que, eu acho que ficção, eu não acho legal você mexer. Eu acho que é legal a ficção deixar marcado mesmo, assim. Essa aqui foi a época que eu escrevi e eu escrevi assim. Então, como vai ficar no próximo, a gente vê. Eu faço outro livro, escreve outro livro, sabe? Não fica pirando também nas coisas que você já escreveu.

Porque se não, o que acontece? Você nunca acaba também, né? Se você ficar com esse medo, você nunca vai acabar e nunca vai entregar. Então o ideal mesmo é você, ponto final, e não ficar pensando nisso, cara. Senão tu enlouquece. Essa parada que você falou, então, isso já aconteceu muito comigo. Aí eu já considero uma outra coisa de realmente pensar e fazer diferente. Eu já também falei várias vezes sobre essa experiência do Anjo da Morte e como é que eu fiz o Paráis Perdido.

Anjo da Morte é um livro... Pô, eu não tô falando mal do livro, eu gosto pra caramba e tal. Mas ele tinha aqueles...

flashbacks, na verdade ele é um grande flashback com flash flashbacks, na verdade, né? Porque ele, assim, a história principal é a história do passado do Daniel, nos anos 40, etc, etc. Mas aí várias vezes tem um salto pro tempo presente que vai contar a história da Kyra, do Huracan e do Ismael, né? Que eles estão lá no futuro, no presente.

E aí, cara, quebrava muito, assim, sabe? Porque você tá num fluxo de história grande do passado e, de repente, vai contar uma outra história totalmente diferente, entendeu, cara? E aí, ia intercalando alguns... Na verdade, tinha, tipo, assim, três ou quatro capítulos de Daniel, um capítulo da Kyra. Três capítulos de Daniel. Pô, isso aí, assim, tipo, quebrava muito o ritmo da parada, entendeu, cara?

Não estou falando mal do livro, não. Eu gosto pra caramba e acho que foi importante. E aí, quando eu li o livro, Thiago, eu vi esse problema. Mas o que eu ia fazer? Tipo assim, porra, sabe? Já está feito, né? Já está publicado. Exato, é isso. Isso é a coisa mais comum de fazer. Aí o que eu fiz? Aí você vai...

Você falou, na próxima edição, na próxima oportunidade, você vai se corrigir na edição do livro, não mexendo no livro. Aí quando eu escrevi o Paraíso Perdido, como é que eu fiz? Eu fiz um bloco de história. Então, quer dizer, a primeira parte do livro se passa lá em Asgard, a segunda se passa no mundo antes de Luviano, que é outra história do Ablon, da Star e todo mundo e tal. E aí na terceira parte essas histórias se misturam, se convergem.

você já sabe o que aconteceu com o cara com Kyra, Huracan, Daniel e com Ablo, Star, todo mundo sabe o que está acontecendo e lá no final eles se encontram, que é ambos batalhando contra o Metatron e aí funcionou, eu acho que não quebrou, porque você está lendo por exemplo Asgard, você lê toda a história de Asgard

Você tá lendo a história do mundo antiluviano, você lê tudo. Então, assim, é isso, entendeu? Você percebe os problemas, imagina se no próprio... Cara, num dos dois eu tentei mexer, deu uma cagada, cara, eu falei, isso vai dar um problema, eu vou ter que mexer em tudo, altera as coisas, porque eu escrevo uma coisa que eu já falei no início, entendeu? Exato, exato. Então, esse que é o grande lance, eu não sei se é uma boa.

tem aí uma coisa que tem que ser feita com muito cuidado também, né? eu ia dizer que na não ficção talvez seja um pouquinho diferente você pode querer incluir um parágrafo mas mesmo na não ficção eu acho que existe um fluxo de trabalho você trabalhando nesse livro com certeza existe e na verdade o que acontece o que eu mudaria não é nem foi uma coisa, cara, esse é o meu problema eu não paro de estudar então tem um negócio que eu li há pouco tempo de um artigo que eu li que acrescentaria se relacionaria comigo

um detalhe num capítulo do livro. Nesse caso, eu acho melhor se deixar por uma outra... Uma corredição, exato, é isso, é isso. É, porque não adianta, não vou chamar, não vou mandar para a editora, ó, vem cá, não imprime ainda, me dá de volta que eu vou me alterar de novo. Pô, já passou por leitura crítica, tá em revisão, vou falar, revisou, para aí. Não dá, entendeu? Então, acho que já foi, é isso. Na verdade, assim, não perde nada, tá?

É só, eu poderia acrescentar alguma coisa a mais. Mas, beleza, não tem grandes problemas também, não. Boa.

Muito bem, Dudu. Vamos para o último e-mail antes das curtinhas? Vamos lá. Ricardo Michilize. Ele fala assim. Olá, mestres. Meu nome é Ricardo Michilize. O cabelo deve se lembrar de mim como o cara do quase. Quase faço os cursos, quase participo do show literário, quase faço parte do retiro online ou presencial. A verdade é que sobra vontade e falta condições. De qualquer modo, queria, neste e-mail, abordar certas polêmicas.

Lancei meu primeiro livro por uma plataforma on-demand, não passando pelo crivo de revisão ou copydesk. No caso da capa, acabei utilizando IA, que ficou muito bonita, por sinal, mas gerou aquele incômodo na galera. Sou ilustrador e designer gráfico e optei por usar IA justamente por não querer eu mesmo desenhar a arte da capa. E não tinha dinheiro para pagar outro ilustrador.

Só que esse embrólio gerou críticas, principalmente pelo fato de eu próprio ser desenhista. No final das contas, tirei o livro do ar por me incomodar com a falta de revisão e com a ausência de um tratamento minucioso de um profissional. Agora busco esses serviços e procuro relançar o romance por uma editora com uma capa feita por mãos humanas.

No mesmo fluxo, estou na metade do meu segundo livro e tenho dois contos escritos que foram submetidos a antologias, aguardando as respostas. Agora, quero fazer da maneira correta daqui em diante. Edição, revisão, copydesk, capa orgânica e lançamento por editora. Seria esse o caminho correto? Um abraço, Ricardo. E aí, Dudu?

Posso ser um pouco, não vou dizer duro, posso ser um pouco realista aí, Thiago? Claro. Eu acho assim, que se você quase investe no seu trabalho, você vai ter um quase sucesso, entendeu, cara? Então, eu acho que tudo é proporcional ao seu investimento, entendeu, cara? Investimento não é um investimento de grana, cara, é o que eu tô falando. Eu acho que as pessoas têm que ter essa... A gente vive falando isso.

Ele vai repetir sempre que vier esses e-mails. E aquela coisa, você quer fazer um trabalho profissional, só que você não está encarando a si próprio como profissional. E aí quando a gente fala isso, a gente tem que ter muito cuidado, porque a gente dá cursos, retiros, etc. Então fica parecendo que a gente está falando do nosso trabalho, está querendo fazer jabado. E juro por tudo que é mais sagrado, a gente faz jabado do nosso trabalho, mas não é disso que eu estou falando agora. Eu estou falando de você procurar.

Uma ajuda não só porque... Não é só aprender a escrever, mas você investir, né, cara? Procurar revisão, procurar cursos, procurar você fazer... Essa história da capa, por exemplo, eu não tenho nenhum problema. Eu não tenho problema com IA, mas, assim, aquela coisa que a gente fala, IA, você não pode ser preguiçoso.

Não sei nem se é o caso do Ricardo, tá? Desculpa, mas faça uma imagem e tal. Não, tem que pegar, mexer, misturar, entendeu? Tem que revisar tudo, etc. Então, o que eu tô falando, eu tô falando isso, porque a questão não é de dinheiro. É uma questão de mentalidade, porque ele falou aqui. Eu quase participo do Shopping Literário. O Shopping Literário é 30 reais. Não é possível que ele não tenha 30 reais. Então, não é dinheiro. Isso que eu tô querendo botar na cabeça do Ricardo.

O problema dele não é dinheiro. O problema dele é que ele não está querendo investir no trabalho dele. Aí se eu estivesse com o Ricardo aqui do meu lado, ele ia falar assim, claro que eu estou querendo investir. Imagina, pô, a coisa mais importante para mim. Mas às vezes as pessoas acham que querem, entendeu, cara? E não conseguem dar esse passo adiante. Entendeu o que eu estou falando, Tiago? Sim, sim, sim. É isso que eu digo. Então a gente tem que incutir na cabeça da galera para investir.

Não é investir, você tem que ir no shopping, você tem que ir no retiro, não, cara, é investir de correr atrás da maneira que você preferir, mas tem que ter um investimento. Porque tudo tem que ter um investimento, entendeu, cara? Tudo tem que ter um investimento e não é só dinheiro, é de tempo, é de investimento emocional, entendeu? Emocional, bastante emocional, exato.

Então, quando ele falou, sobretudo, essa parada do shopping, eu olhei e falei, cara, não é grana. O problema dele não é grana, entendeu, cara? O problema dele é você acreditar. Até foi uma coisa meio, vou dizer assim, autoajuda. Ele acreditar no trabalho dele, acreditar nele. Se ele não acreditar, como é que os outros vão acreditar? Exato. Se ele não procura uma revisão pra pagar, cara. Então, quer dizer...

É, e assim, Dudu, revisão, cara, não dá, gente. Pelo amor de Deus, por melhor que você entenda de português, por melhor que você escreva bem, cara, não lança sem revisão profissional, cara. Procura um revisor. Isso eu posso falar com muita tranquilidade, que não é já, porque eu não faço revisão, entendeu? Eu não me sinto cap...

Capa mesmo, Tiago. Capa mesmo. Deixa eu só fazer uma intervenção, sem que ele te interromper. Mas assim, eu também não sou modelo pra porra nenhuma, tá? Não vem com essa, eu não sou santo nem nada. Mas assim, eu me lembro quando teve a capa... Tem a história da capa do Batalha do Apocalipse, né? Que a capa chegou até mim, eu tinha capa, só que eu falei, cara, pra lançar esse livro, eu vou ter que pagar esse sujeito, cara. Porque eu tenho que pagar, porque eu até poderia... Ele nunca ia saber.

Mas eu fui atrás dele, eu paguei a primeira edição, eu paguei com o meu dinheiro, eu paguei o cara, porque eu queria investir, fazer questão, entendeu, cara? Porque é uma mentalidade de investimento. Você não vai querer pegar a nossa, mas continua. Exatamente. Então, é isso, eu acho que a revisão é o mínimo, cara. A capa com o IA, e acho que aí é a polêmica que ele levantou. Ele é ilustrador, eu acho que ele poderia ter ilustrado, eu não vejo nenhum problema.

Ele escreveu o próprio livro, tá vendendo o próprio livro, né? É, já. Não imagineu o problema do próprio autor ilustrar sua capa. Eu acho que na verdade, eu acho que até legal, porque ninguém entende mais do livro dele do que ele mesmo. E a capa tem que ser um reflexo, né? Então assim, tanto é que você passa briefing e tudo mais pro ilustrador, pra ele tentar fazer uma capa que se encaixe com o que você quis dizer com o livro. Mas tirando isso, tirando a capa com IA, eu não sou contra usar IA pra capa.

De novo, eu acho que eu concordo muito com o Eduardo. Eu só acho que eu sou contra você usar a IA por preguiça. É, fazer um prompt e foda-se. Acabou. Foda-se. Pega aquilo ali e vai. Não. E outra coisa. Por quê? Porque eu não concordo com essa ideia do protecionismo. A IA vai acabar com o emprego. Cara, provavelmente vai acabar com muitos empregos. E não adianta a gente tentar lutar contra isso.

Exato, e outros surgirão, outras atividades surgirão. Não adianta, não adianta a gente tentar lutar contra isso. É o progresso, né? E sempre vai ter espaço para ilustrador. Lógico. Entendeu? É que agora, pô, um autor independente, cara, o cara não tem grana, entendeu? Pô, se o cara não tem grana para pagar um ilustrador, por que ele não pode usar a IA que está aí, sabe? E criar, lógico, ele precisa criar. Não é só criar com a IA, é fazer alguma coisa bem feita. Exato.

um bom trabalho e tudo mais, entendeu? Agora, tem muita gente, cara, que realmente não gosta de capas feitas por IA e beleza, assim, tem, o mercado hoje está muito resistente, mas eu acho que o discurso, eu acho que o grande discussão em volta disso é uma questão de protecionismo para o ilustrador, para o capista e eu acho que essa discussão, para mim, ela é vazia, porque ela é uma discussão perdida.

Ela pode demorar um tempo para cair, mas ela vai cair. Porque a IA vai chegar para pegar mesmo, não adianta. Assim como, cara, o uso da IA para escrever já é uma realidade. Eu não acho que, de novo, não é mandar a IA escrever o livro. Mas assim, você usar a IA como... Eu vou até fazer um curso sobre isso, tá pronto?

curso, vamos ver se eu lanço já nas próximas semanas, Dudu. Mas assim, você usar IA pra te ajudar a escrever, eu acho, cara, não tem como a gente fugir disso. Vai facilitar a vida do escritor. Vai tornar a vida de muita gente que tinha dificuldade de escrever um livro e agora vai conseguir escrever? Acho que sim. E eu não vejo isso como uma coisa ruim, entendeu? O cara não tinha lá, o cara tinha problemas pra poder organizar o livro dele.

Cara, com a ajuda da IA ele vai conseguir fazer isso agora. Eu não acho um problema isso, entendeu?

O importante é o conteúdo O importante é a escrita propriamente E as ferramentas que você usa Você pensa que Isso no audiovisual é clássico, né Tiago Você pensa que Cara, hoje em dia no YouTube Cada um tem o seu canal de televisão Antigamente isso era impossível E é uma coisa boa, né cara

É isso aí, é uma ferramenta que facilita. É isso, é isso. E a IA, cara, tem que ser uma ferramenta. Eu acho que a gente não tem que ter tanto medo da IA como um problema grande. Não, assim, uma coisa que é, aceita que dói menos, cara, assim. De novo, eu não acho que vai acabar, não vai ter mais ilustrador. Eu não acho isso, eu acho que... Não, muito pelo contrário.

Os que vão sobreviver são aqueles que já estão na frente, já estão se adaptando, já estão usando o IA, e esses vão lá. Exato, isso aí. Muito bem, Dudu. Vamos para as curtinhas, cara? Vamos lá, cara. Vamos lá, primeira curtinha de hoje. Victor Azaf, de São Paulo Capital, pergunta como elaboramos enigmas e charadas para o RPG.

Cara, eu acho o seguinte, né? Você tem... É muito fácil você encontrar enigmas e charadas na internet. Isso é muito simples de fazer. Agora, o que eu... Quando a gente fala de RPG, eu acho mais importante é aquilo ter uma função narrativa, entendeu, Thiago? Vou dar um exemplo aqui. Eu já falei isso. Não sei onde é que foi. Acho que eu fiz um áudio sobre isso uma vez. Por exemplo, eu particularmente não consigo fazer...

desenhar um calabouço, um dungeon, uma coisa assim, é genérico. O que a galera chama de fan house. Que tem, sei lá, o cara abre uma porta, tem um orgue. O cara abre outra porta, tem um goble. Eu não consigo fazer esse tipo de coisa. Eu nem acho legal, tá? E quando é que eu consigo fazer um bom calabouço? Quando eu entendo a história do calabouço. Quer dizer, aqui foi um templo perdido. Então o que temos em tempo perdido? Podemos ter múmias, zumbis e tal. Podemos ter goblins? Podemos, mas esses goblins talvez tenham entrado.

Vieram da onde? Esses Goblins invadiram por uma outra passagem, estão fazendo uma toca ali, e aí você encontra. Entendeu? Você tem que ter o contexto da coisa. Então, as charadas em si são muito simples e muito fáceis de você encontrar na internet, é ridículo, tá? Mas como é que se aplica o RPG com o contexto? Como é que você vai colocar essa charada? Muitas charadas são usadas, por exemplo, por passagens, como a famosa história das fins, né, Thiago? As fins já era isso, né? Exato, é isso.

Fazer uma pergunta pra se você pode passar E tudo mais e tudo Então é isso, é só você aplicar E aí você, de acordo com a história que você vai querer contar É, eu acho que é exatamente isso, Dudu E é engraçado que essa coisa da charada Ela ficou muito marcada Acho que por causa do Senhor dos Anéis, por causa do Gollum Sim

Eu acho que marcou a galera da RPG. Marcou a galera, é. Ficou uma coisa que ficou muito... Mas assim, eu acho que foi o que tu falou. Eu acho que tem que ter uma justificativa narrativa para isso. Tem que acontecer por alguma razão. A charada pela charada, eu acho que perde até o...

O Guilherme Reza que está dizendo aqui Sabemos um pouco sobre seus calabouços de RPG Dudu, que a gente jogou Com a turma dos apoiadores, foi muito maneiro O calabouço tinha até Algumas charadas Na porta final Para a galera entrar

Tinha duas maneiras das pessoas entrarem. Uma é o cara tentar abrir. É um ladrão com ferramenta. E só que era difícil pra caramba. Dificuldade altíssima. Não sei se vocês lembram. E a outra era por meio de música. Tinha umas linhas assim, que eram tipo linhas de partitura, né? Sim. Então o bardo tinha que tocar lá a música correta, né? Pra poder abrir a porta. E aí o Bruno Barnard jogou um no primeiro teste.

E aí, cara, aí restou ao Ladino, que eu não sei quem foi que abriu não sei se foi um dos Ladinos, não sei se foi o Guilherme ou se foi o Leandro, que chegou lá, não, deixa comigo aí chegou lá, pegou a ferma de ladrão e tal, jogou, pá, aí conseguiu abrir a porta então é assim muito legal

Não foi bem uma charada, né? Mas foi uma charada no sentido de vocês olharem e verem o que representava aquilo. Se vocês conseguirem lembrar no chat quem foi que abriu a porta, não sei se foi o Leandro ou se foi o Guilherme, que os dois tinham a habilidade de abrir porta. Muito bem, Dudu!

Próxima curtinha, o Wesley Matias lembra que o Dudu já comentou sobre livros que ele escreveu e que nunca chegou a publicar. O Ellis pergunta então se o Eduardo não cogita reescrever essas obras e trazê-las à luz do dia. E aí, Dudu? Cara, sinceramente, são coisas assim, na verdade, o que talvez nem tem como fazer isso, porque tá tudo em caderno espiral, né? Tem algumas coisas no computador, sim. Mas...

não sei se reescrever, mas pegar a ideia e talvez transformar em alguma coisa nova. Exato, acho que é mais isso. Até porque foi outra época, né, Dudu? Sim, foi outra época, completamente diferente. E aquela coisa que você falou, você evolui muito e tal. Exato.

Até a tua visão de mundo é muito diferente. Tem um livro que eu escrevi, eu já falei no Nerdcast do Cavaleiros do Apocalipse, que, enfim, esse é o que terminei. Eu não sei nem se foi um livro, porque eu não sei nem as páginas, eu não sei se aquilo é um conto, se é uma novela, se é uma noveleta, não sei mais. Só que eu escrevi um outro, que esse era grande, já chegaram a ter dois cadernos.

Nem lembro o nome, como é que era, Operação Terra, que misturava fantasia... Não, esse era ficção científica. O Cavaleiro Zodíaco era fantasia e ficção científica. Esse era ficção científica só. Só que o lance é que eu ia escrevendo e ao longo eu não tinha planejamento, entendeu, cara? Então, eu vi um filme que eu gostava e a história mudava, entendeu?

conforme a maré, né? Então é... Enfim, é bacana essa coisa da... Mas aí você vai aprendendo, né? Eu acho que realmente as ideias, acho que pode ser uma coisa até porque as ideias estão no teu subconsciente, né? Então pode ser que, pô, tu vai pensar pra um próximo livro, vem uma ideia que tu já trabalhou lá e traz, ela retorna com ela, com uma nova visão, com uma nova roupagem, provavelmente diferente do que era, né? Excelente. Muito bom.

Muito bom, Dudu. E a última curtinha de hoje, Samiri Santana, de Maués, Amazonas, pergunta como lidar com a morosidade durante o processo de escrita de um romance, especialmente quando o autor já se encontra em estágio avançado da obra.

Então, você leva basicamente um ano, ou às vezes mais, escrevendo romance, né? É comum isso. E como é que você lida com isso? Eu acho que tem uma fórmula, tem uma dica, digamos assim, que é ritmo, tá? Ritmo. Que é você escrever todo dia. Quando você escreve todo dia, aquilo fica assim, ah, mas eu não posso escrever porque eu trabalho com outras coisas. Tem muita gente que faz outra coisa e tal. Mas tenta escrever...

pelo menos um pouco a cada dia nem que seja um pouquinho, porque você fica em contato com a obra e fica empolgado com a obra fica animado com a obra e você consegue dar prosseguimento porque realmente o problema é esse o problema de fato é você estar na metade do livro e aí você tem que parar pra fazer alguma coisa e você perde o fio da meada eu acho que é o único jeito eu acho que tem duas coisas tem uma primeira coisa que é preliminar a escrita se relaciona comigo se relaciona comigo

que é você escrever algo que realmente você está apaixonado por aquilo. Que é isso que vai te prender na obra. É um tema, é alguma coisa que tem naquela obra que você realmente gosta. E aquilo vai ser, pelo menos, a fagulha para te prender. E o hábito, foi o que tu falou.

o hábito de escrever todo dia. Vai chegar momentos, claro que vai, vai ter picos e vales, vai ter momentos que vai estar muito empolgado para escrever e vai ter ali uma parte do livro que não é tão, mas, cara, tem que escrever para alcançar a próxima parte ou o próximo pico.

E você tendo um roteiro, né? É melhor, um roteiro bem feito, porque você sabe que você está no caminho certo também. A gente se fala assim. Exato. Tu sabe que eu estou aqui, mas já já eu vou chegar naquele ponto lá que vai ser... Entendeu? E outra coisa do que eu acho legal também, que facilita um pouco essa coisa de você, de te manter engajado na escrita, é traçar pequenas metas.

Entendeu? Então assim, eu vou escrever o primeiro ato em dois meses, ou em um mês. E aí ele tem quatro, cinco capítulos, beleza, eu vou escrever um capítulo por semana. Beleza, então assim, é uma pequena meta, bate essa meta, que te empolga pra bater a próxima e assim vai, entendeu? Eu acho que isso é uma maneira de te fazer ficar empolgado com a obra ali, e não deixar dispersar. É muito comum, o romance, gente, é uma maratona, não é uma corrida de cem metros, sabe?

Então é um negócio que você precisa estar realmente imbuído com aquela missão de acabar aquele romance. Então é uma coisa desgastante, vai ter momentos que tu vai querer desistir. E assim, tem que ser firme, tem que estar apaixonado pelo tema. E aquilo, hábito, hábito, sempre escrever, sempre escrever.

Posso comparar também com uma longa caminhada de hiking, né? O romance, porque atravessando de uma ponta a outra da montanha, que você vai ter rote, várias coisas, você vai descer pro vale, você vai subir, vai parar pra beber água, né? Tudo isso aí vai acampar e tudo, né? De maneira, uma analogia até interessante. Legal, legal mesmo.

Alguém tem algo a comentar? Ou algo a perguntar aí nos comentários? Temos a turma aí dos nossos confrades aí. Se tiver, manda aí que a gente... Vamos esperar. O Daniel colocou aqui, o escritor Michael Connery aconselha que deve se inscrever ao menos 15 minutos por dia para se manter em contato com a história. É isso, eu concordo. Eu diria mais, se você conseguir uma meia horinha, eu acho que é legal.

15 é realmente o mínimo, o mínimo de 15 minutos, sabe? Mas se você conseguir sentar no computador, não pensar em mais nada, só na sua história, durante meia hora, escrever... Assim, por mais que você escreva cinco parágrafos e apague quatro, beleza. Você está pensando naquilo, né? Você está dentro da história, entendeu? Exatamente, você está dentro da história, você está focado na história. Beleza, você avançou muito pouco, beleza, mas você escreveu, você se preocupou, você trabalhou na história durante esse tempo, e isso te mantém conectado com a narrativa, né?

É, com certeza absoluta. 15 minutos está ótimo, mas para mim, eu demoro 15 minutos para pegar. Às vezes, pego no tranco. Para pegar no tranco, exato. Quando ele for 15 minutos, achei pouco por causa disso também. É, você tem que se concentrar, fazer todo um trabalho de concentração e tudo mais. Exato, exato.

Alguém teve uma pergunta pra gente? E o Daniel só lembrou aqui do Gadriman. Gadriman é o personagem dele, guerreiro, né? É tipo aquele arquétipo do guerreiro mesmo, com armadura, aquele fortão, tudo, né? Apanhou pra caramba, coitado. Esse realmente, enfim, apanhou muito. O Guilherme pergunta aqui. Sobre as capas, comentei ali em cima sobre a história por trás delas, a do Duke.

por exemplo, foi a esposa ilustradora fantástica que fez, já tem um outro fator interessante e curioso é o Duke, né, você acompanhou o Duke, né sim, sim, sim, sim, é cara e o livro ficou muito legal, né a esposa dele realmente, ela é muito boa, cara, eu acho que é isso assim, o fato, a gente tava falando, pô, a esposa ilustrou a capa dele, entendeu eu acho que tem uma história por trás, eu acho que isso adiciona realmente a obra, ficou lindo, ficou lindo ficou muito legal mesmo, excelente, eu acho que é esse tipo de coisa mesmo que é isso, eu acho que é isso

Já gosto que é isso. Beleza? Muito bem, cara. Lembrar, galera, então, para continuar escrevendo para eduardespor.com lembrando que todos os e-mails são lidos, cara. A gente demora, a gente sabe que tem uma fila grande, mas a gente só demora porque a gente dê todos os e-mails. O que a gente aconselha para o pessoal é...

escreve, desencana, vai acompanhando a gente toda quinta-feira, que um dia você vai ser surpreendido com o seu e-mail sendo lido aqui. Beleza, consegue participar do nosso grupo de assinantes, confira os planos e recompensas do catase.mea.minipod e se você estiver escutando esse áudio para outras mídias agredidas nas plataformas, acesse e confira o nosso canal no telegram.dst.me barra edos.com. Fechou o Tchero. Fechou, Dudu. Valeu, galera. Até semana que vem. Até a próxima. Um grande abraço e tchau, tchau.