Falando no Diabo 162 – Sexo é igual a filme de terror: é bom até quando é ruim
- A Camisinha AssassinaCrítica ao conservadorismo e à crise da AIDS · Personagem Babette e representatividade trans · Metáfora sobre sexo seguro · Crítica ao fanatismo religioso · Efeitos práticos e legado cult
- Vagina DentadaCrítica à figura masculina abusadora · Representação da virgindade e castidade · Jornada de autodescoberta e empoderamento feminino · Medo da castração e mistérios femininos · Necessidade de educação sexual e consentimento · Lendas históricas sobre mulheres perigosas
- Corrente do Mal (It Follows)Maldição transmitida pelo sexo · Medo da perseguição e da morte iminente · Solidariedade versus egoísmo na salvação · Interpretações sobre amadurecimento e sexualidade · Atmosfera enigmática e ausência de respostas claras · Trilha sonora e cinematografia marcantes
- Sexo e cinema de terrorErotismo subjetivo e censura · Revolução sexual e punição · Sexo como morte no cinema slasher · Crise da AIDS e vigilância moral · Metalinguagem e torture porn · Consentimento e empoderamento no terror
- Menções honrosas e considerações finaisDrácula de Bram Stoker e a obsessão sexual · Crash de Cronenberg e o tesão no body horror · The Devils de Ken Russell e a exploração sexual · Alien e Hellraiser como terrores com subtexto sexual
Olá pessoas, eu aqui começando mais um episódio do Falando no Diabo e hoje estamos especiais em chutos e para falar de um tema muito gostosinho. Vamos ver o que vai sair daqui hoje, mas antes de falar do tema, deixa eu cumprimentar meus coleguinhas, então boa noite Samuel.
Olá, Sil, olá, colegas. Hoje eu estou com moças, mas devido ao nosso tema de hoje, eu vou fazer uma entrada meio vulgar, que é, se eu tivesse um pau de 32 centímetros, eu não seria nem CLT, nem concurseiro. Então, é só pra registrar que a minha vida seria muito diferente do que é hoje, tá? É isso.
Tem uma frase maravilhosa, desculpa, rapidinho, que fala desse jeito, né? Que se todos os homens do mundo tivessem um pau de 19 centímetros, não haveria guerras. Eu adoro essa frase. Eu acho que ela foi marcante quando eu li. Eu acho marcante também. É pra refletir, você ouvinte.
Muito bom. A nossa próxima participante aqui, eu não vou reapresentar porque ela já passou por aqui algumas vezes. É da casa. Então, bem-vinda de volta, Nath. É da casa, é isso. Muito obrigada. Boa noite, ouvintes.
colegas, é isso, né? A gente tem que falar de coisa boa, a gente tem que falar de meteção, sexo, putaria e afins, que o mundo tá conservador demais, né? E que gênero melhor pra falar de coisa gostosa do que o terror, né? Então eu tô prontíssima.
É isso, acho que será uma aventura novamente. Então estamos aqui só nós três, mas como eu estava falando com os meus colegas antes, o último episódio que nós gravamos só nós três, que foi sobre a beleza, de que adianta ser bonita se a gente tem o mesmo problema que as feias, foi muito bom. Gente, escuta, esse episódio ficou muito legal.
Eu amo! Ai, muito! E acho que hoje será igualmente bom. Então, bora falar dos filmes que selecionamos aqui. Mas alguém quer falar alguma coisa antes da gente entrar nos filmes? É rapidinho, Sil. Eu acho que a Nath deu uma frase muito boa, que é qual o gênero melhor pra falar de sexo no cinema, em geral, do que o terror, né? Porque, cara, tem umas coisas. Quando a gente para pra pensar na relação do sexo com o universo cinematográfico de terror, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso
Tem umas mudanças, que é drástico o conceito quando a gente para para ver. Primeiro que quando a gente lembra que nas décadas de 30 e 50, o erotismo só podia ser subjetivo. Era a época da censura do Código Reis nos Estados Unidos. Então, qualquer representação explícita de sexo...
Não podia na cultura pop, no geral. No cinema, então, Deus me livre. O sexo era simplesmente simbólico. Eram metáforas dos relacionamentos. A gente tem o Drácula, por exemplo, de 1971, que a mordida no pescoço era claramente uma metáfora para o ato sexual, para a perda da pureza. Então, é um exemplozinho de como era a representatividade sexual.
E nos anos 60, 70, a gente tem uma revolução, onde nós temos o fim dessa censura, uma contracultura surge, é uma época de revoluções sociais e comportamentais da sociedade, mas o cinema começa a levar o sexo como algo explícito, mas ao mesmo tempo punitivo.
Porque ele vem acompanhado, sim, de uma carga moralista muito pesada. Em Psicosos dos anos 60, a cena do chuveiro, a Marion Crane foi simplesmente punida. Pô, você é gostosa demais. Então, ela é gostosa, maravilhosa, golpista, independente. Ela morre no começo do filme, depois de quase uns 40 minutos.
Provando que pessoas bonitas e gostosas também sofrem. Vocês acham que é só um rostinho bonito? Uma voz bonita de veludo igual essa que vocês estão ouvindo agora? A gente também tem problemas, sabe? Sim. Que nem eu falei uma vez com um amigo meu, que ele tava numa conversa meio moralista, eu falei, olha, a gente feia também transa. Aí ele virou pra mim e falou, às vezes mais que os bonitos.
Enfim E aí mostra Que o contexto da intimidade Ele na verdade Era julgado de uma forma muito moralista O próprio nascimento dos slashes O Halloween O Massacre da Serra Elétrica Eles estabelecem a regra de ouro Dessa época
sexo é igual à morte quem transava morria primeiro e a final girl sobrevivia justamente por ter aquela pureza aquela castidade ela ser uma pessoa moral para realmente sobreviver nos anos 80 a gente vai até falar um pouquinho mais disso nos nossos filmes né
Tem o tropo e a crise da AIDS. Eles consolidam o terror como um gênero de vigilância moral, principalmente para os jovens. O Sexta-feira 13 vem com tudo disso. O desenho da Final Girl vira definitivo com essa franquia. O sexo é gatilho direto para a chegada do assassino. São sempre as primeiras pessoas a morrer quem faz sexo. E tem todo o subtexto de saúde pública.
Gente que sugere que a brutalidade contra jovens sexualmente ativos refletia o pânico social em torno da epidemia da HIV AIDS. Então, toda aquela contracultura que existiu nos anos 60, 70, de uma sociedade até mais, isso é realizado em muitas obras, muitas análises. Toda essa contracultura de uma juventude...
mais divertida, mais sexualmente ativa, mais livre, começa a cair por terra com a Cris Dides. Foi algo assim devastador aqui no Ocidente. E levantou novamente um julgamento moral e de discriminação extremamente pesado, né? Que refletiu no cinema. Nos anos 90 e 2000, a gente tem tanta metalinguagem como pânico.
como o nascimento do Torture and Poor, com o albergue, né? O sexo é usado como atrativo para vítimas nesse filme. No pânico, o SPV brincou com as regras do terror. O público já esperava a punição sexual e ela vem, então...
Então esse é o bacana Acho que da sequência pânico De todas as sequências pânico E agora com o terror dos anos 2000 A gente tem o Consentimento, a ideia do consentimento Tem um filme que a gente vai falar Que entra nessa leva A gente tem algumas ideias De empoderamento como o X A Marca da Morte, que eu adoro esse filme
É um slash basicão, mas muito bem feito, com uma ideia muito boa, com uma equipe de produtores de filme pornô sendo as vítimas. Então, cara, sensacional. Assistam, né? Então é isso, assim, o grande resumido. O setinho do cinema, o grande resumido mesmo, gente. Eu tô extremamente resumindo.
Mas é como o sexo é bem retratado dessa maneira, de diversas formas ao longo das décadas no seu filme de terror. Falando nisso, acabei de ver agora há pouco que vai ter uma amostra do Bruce Labrussi aqui em São Paulo. Meu nome dos filmes dele, ainda não vi o último. Divo! Eu também não vi o último. Eu vi, hein? Muito, muito, muito ver. Tu viu, né, Nath? Eu vi.
Eu vi só o trailer e achei babado. Bom, gente, como sempre, a gente escolheu os três filmes pra comentar aqui hoje, né? Já vou dizer que dois deles eu não tinha visto e que, pra mim, seus títulos eram autoexplicativos e eu estava redondamente enganada. Então, vamos começar por um deles, que é A Camisinha Assassina, ou Killer Condom, ou...
Ai gente, eu não vou saber alemão Das condom desgras Das grans, né? Eu errei também, desculpa quis me meter e já falei errado
Eita, como são alemãs. É, muito alemões. É um filme de 96, que foi dirigido pelo Martin Wals, que também escreveu o roteiro junto com o Ralf Koenig, talvez, que também é o autor dos quadrinhos, né? Esse filme é baseado em quadrinhos. Então, bom, antes da gente adentrar nos pormenores, Samuel, dá uma sinopse pra gente, por favor.
A camisinha assassina clássico dos clássicos. Gente, que filme maravilhoso. Pelo amor de Deus, assistam. Já digo isso, né? É uma história que se passa e uma Nova York decadente e sombria filmada na Alemanha. Então, ainda assim, com todos os personagens falando alemão e com o nosso detetive Luigi Macaroni que é um investigador italiano. Então, olha só a suruba já de nacionalidades nesse filme.
O Luigi é um investigador durão, superbrutão, baita machão e viado, totalmente viado. Ele é designado para investigar uma série de ataques misteriosos em um hotel.
Extremamente fuleiro chamado Quickie E o que está acontecendo nesse hotel? Que é um ponto de prostituição Escancarado Vários homens foram mortos E a morte foi Porque seus pênis foram decepados Durante o ato sexual Então o Macaroni ele vai No Quickie Investiga lá, dá uma olhadinha Mas na verdade ele fica Muito afim E aí
De um garoto de programa. Que ele encontra lá. Eu esqueci o nome. Acho que é Billy. Ai, acho que é. E ele um twinkzinho. E aí ele vai dar uns pega no twinkzinho. E quando ele coloca a camisinha. Percebe que tem algo errado. Há um movimento ali. A camisinha simplesmente tenta arrancar o pau dele. Mas o pau dele é tão grande. Ele se glorifica dos seus 32 centímetros. Que ele perde só um.
Corta pra essa cena tenebrosa Na vida de um homem Temos lá o Luigi usando Óculos escuros, fumando um charuto no hospital Discutindo com outros policiais Por que uma Camisinha tentou arrancar O pau dele e arrancou na verdade o ovo
A polícia não está aceitando essa história e eles estão querendo culpar o Billy pelo acontecimento. Então a gente vai ter o Luigi investigando mais a fundo para tentar descobrir o que está acontecendo ali naquele cenário.
onde mais e mais pessoas vão perdendo seus pênis por causa de uma camisinha cheia de dentes e uma gengiva sangrenta. Ele se une ao Billy, no fim das contas. Começa a nascer uma relação entre os dois, além disso. A cena do elevador, gente, a cena do elevador. Até eu aplaudi quando terminou, porque todo mundo aplaude ali ao redor, né? Sensacional, sensacional.
E quando as investigações vão andando, a gente descobre que o buraco é mais embaixo. Existe a camisinha assassina, mas ela foi criada por um grupo de pessoas que... Na verdade, uma dupla, né? Que faz isso pelo conservadorismo. E esse filme tem uma mensagem muito, muito pesada. Representa um período...
que eu já cheguei a comentar, né, o período do auge da AIDS no ocidente. O quadrinho é sobre isso, é essa metáfora sobre o sexo seguro, que hoje é uma expressão que a gente conhece pra caramba, usa pra caramba hoje, mas que começou naquela época, né.
E os motivos da camisinha existir são justamente porque duas pessoas querem que aqueles que transam, aqueles que têm uma vida sexual livre, aqueles que não são cristãos nesse sentido, minorias, simplesmente não sobrevivam, não querem que essas pessoas vivam.
Porque o grande vilão desse filme é o Cristian Dias. O Cristian Dias é fanático, só pra deixar bem claro, né? Então o Luigi, ele consegue derrotar esses vilões. E tem um final muito fofo com o Billy.
E vale lembrar que tem uma personagem trans nesse filme Que é a Babette Que é um ex-policial Que foi pego no flagra Transando com o Luigi na delegacia E aí ele se entendeu como uma pessoa trans E só assim, a título de curiosidade Que é um personagem que incomoda No começo, quando é apresentado A maneira como é apresentada parece muito Pejorativa Mas tem um arco completo Essa personagem E é muito bom
E aí eles vivem ali praticamente um triângulo amoroso no filme. O Luigi, a Babette e o Billy. E os três se resolvem, né, de certo modo. Inclusive de uma forma bastante madura. Então, é isso. Acho que é o que dá pra falar por enquanto desse filme aqui.
Na moral, é maravilhoso. Olha, eu não estava esperando muita coisa. Na verdade, eu estava esperando me divertir. Aí o filme já começa com um professor levando uma aluna para esse hotel quick para ela comprar uma nota melhor para passar de ano. E aí o professor se lasca porque, afinal...
As camisinhas que eram deixadas nos quartos, assim, para as pessoas pegarem. E é mais barato comprar fora da embalagem, assim, tipo, a granel. Então, ficava tudo largado lá, assim. Enfim, surgem esses monstrinhos e atrapalham os planos desse professor. Eu falei...
interessante. E depois toda essa crítica, né, que tá incluída aí num tom de comédia que é impossível de... assim, se fosse um filme levado a sério assim, gente, jamais daria certo, né? Só ele ser um filme alemão, ambientado em Nova York, com todo mundo falando alemão, igual o estadunidense faz que não importa em que parte do mundo o filme se passe e todo mundo fala inglês eu já achei hier E aí
Incrível também. Então me diverti sim. Mas adorei também. Todas essas camadas. Que estão incluídas aí nessa história. Esse é um das minhas trecheiras favoritas. E eu quero dizer. Que eu acho muito fofo. Que a camisinha faz barulhinho. E ela dá risadinha.
Sabe? Ai, gente, é tudo pra mim. E o bom que é assim, né? Tem homem flertando desde o começo. Tem a personagem da Babette. Tem motel, gente transando, gemendo o tempo todo. Então, ele é um filme realmente que, pra época, se fosse levado a sério, não funcionaria. Tem muita gente que fala mal dele porque...
Ah, eu queria ver mais Camisinha Assassina e Pênis Decepado. E tive pouco. Só que, tipo, é um filme tão rico em crítica. Ele critica tanta, tanta, tanta coisa. Tem tantas camadas que o fato de poucas aparições da Camisinha Assassina com o dentinho. Faz, gente, pipipipi.
Aqui não me incomoda. Talvez se fosse um filme, entre aspas, mais raso, eu ficaria incomodada. Cadê a camisinha assassina que eu não tô vendo? Mas aqui, cara, nossa, pra mim é absolutamente tudo. Os personagens são muito boas as dinâmicas, as sátiras que ele faz. Cara, o detetive chama a Macarone ser siciliano morando em Nova Iorque. E aí ele faz aquela narração.
tipo o detetive no ar assim, né, de estadunidense que olha pela janela e fala essa cidade é obscura e não sei o que ai, muito bom, cara muito, muito bom ainda tem isso, né, ele faz essa, como se fosse um filme no ar né, é uma treche tão bem feita inclusive, assim, vale lembrar que o responsável pelos efeitos práticos que hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou hou
Foi o Giger, né? Eu não sei dizer se essa pronúncia é correta. Que é o pai do Alien, cara. E se eu não me engano, o próprio Ralph Koenig, ele não gostou muito do filme. Ele não curtiu muito. Mas numa entrevista ele falou, os efeitos práticos estão maravilhosos.
a camisinha é sensacional como ela é feita como ela está ali no filme é tecnicamente impecável esse visual dela, desses dentes finos, afiados é muito bom mas como, novamente reforçando o que a Nath falou, é um filme com um subtexto que quando você para pra pensar e entender e entende um pouco do cenário da época ... E aí
o quanto ele é significativo porque é um filme que fala sobre minorias, grupos sexuais grupos de pessoas que trabalham com sexo quantos filmes retrataram isso essas pessoas como personagens a Babette também faz programa é uma transexual que faz programa depois que foi expulsa da polícia o Luigi é uma quebra de estereótipo
É todo um subtexto, um contexto muito rico. A crise da AIDS foi devastadora nos Estados Unidos e em Nova Iorque. Principalmente assim, você vê alguns documentários, vê o quanto a cidade de Nova Iorque foi impactada, sabe? E eu gosto dessa ideia de, ah, essas pessoas agora estão procurando sexo seguro. Estão tratando...
Usando o sexo seguro para se proteger e continuar tendo uma vida sexual sem medo. Tentar uma vida sexual sem medo. E aí você surge com uma camisinha assassina que vai tirar toda a sua segurança. É criar um novo terror depois de um terror que foi, entre aspas, contornado com a ideia do sexo seguro. Total. Total, não é assim?
tem cenas, claro, é um terrível esse filme, a cena do Luigi dando um discurso cercado de anjos, pelo amor de Deus eu fiquei, acaba acaba, acaba mas é um filme que causa muitos sentimentos essa reflexão você fica um pouco
Triste, lembrando de algumas coisas desse período. Você ri com os acontecimentos. Novamente, a cena do Luigi e do Billy fazendo reconciliação. Transando no elevador do hotel. E todo mundo esperando a porra do elevador e ele não chega nunca. E ele desaba com o sexo que os dois fazem. E quando ele termina, ele sai. A gravata chega até endireitada, sabe? E aí as pessoas batem palma.
É maravilhoso, é maravilhoso. Gente, assista esse filme. Porque ele não é um... Eu até valo pra todos os filmes que a gente tá falando aqui. Não são filmes onde o sexo, ele é uma sublinguagem. O sexo faz parte de forma explícita. E faz parte de forma explícita muito bem. Deixa a coisa rica, gira em torno disso. Clássico. Vale lembrar que é um filme que deu prejuízo. Ele não rendeu quase nada de lucro. Ele ia pra festivais.
E as pessoas vendiam o filme, aí os distribuidores pediam, tipo, manda o filme. Aí os produtores mandavam, e quando os produtores do festival abriam, era só uma caixa de camisinhas. Eles perguntavam, pô, cadê o filme? Aí depois que eles mandavam o filme, virou um clássico cult. Tá remasterizado esse filme numa versão 4K, facílima de achar na pirataria, né? Porque é impressionante como não está em lugar nenhum pra assistir. É um crime esse filme não estar disponível.
Tem no YouTube inteiro, legendado em inglês. Tá uma bomba, né? Isso tá péssima a qualidade. Tá uma bomba, mas é uma maneira. Eu recomendo aquele torrentezinho maroto de restauração Blu-ray. Aí você vai ver um negócio bacana. E vale a pena. Vale a pena ver esse filme remasterizado.
E assim, gente, em que outro lugar você vai encontrar uma cena de um detetive dando tiro numa camisinha que pula por aí?
Ele tenta matar, tiro a camisinha. Eu acho incrível. O discurso no final é incrível. É tudo incrível. O fato dele ser um homem de 32 centímetros, um pau de 32 centímetros, não acho incrível. Talvez meus amigos do mundinho LGBT gostem. Eu sou do mundinho LGBT, não gosto. Mas assim, há quem goste, né?
E isso não é uma grande coisa também, né? Porque não fica falocentrado de Nossa, é o pauzudo mesmo, ele é o conhecido ali do motel Porque ele tem um pau grande Então assim, tá, ele é um cara que tem um pau de 32 centímetros E a vida segue, sabe? Uma outra coisa que eu gosto muito também deste filme É que a Babette, a travesti, ela faz terapia, tá? Tá bom pra vocês?
Então assim, terapia como algo positivo Num filme Merece todo o meu reconhecimento Um beijo A gente podia falar um vídeo Sobre, fazer um dia um programa Sobre psicologia, né Psicólogos retratados no filme de terror Geralmente não é bom não Geralmente não é bom não Eu vou precisar fazer terapia depois de gravar esse episódio É isso
Só o comentário ali do gancho da Nath, né? Eu com 32 sentimentos, eu só ia viver de olifã, gente. Olifãs e prostituição em Dubai. Só isso. Só isso. É isso, gente. E uma, como é que é? Um jargão do mundo LGBT, lembrado pela Nath. Deus fez o porquê cabe. É. Deve ficar bem alguém.
Ah, eu só queria dizer, bom, vocês já falaram bem sobre essa... As críticas, né? Eu acho legal só... Tem uma cena, né? Que acho que isso fica mais claro ainda, que é... Bom, tem um candidato, tem um possível futuro candidato à presidência, né? Dos Estados Unidos. Ah, tem essa subtrama. Que tem a frase... Ele tá dando um discurso lá e uma frase que ele fala é Make America Strong Again.
E a bandeira tá na vertical, né? Bem fascistinha. Aham, aham, exato. E ele acaba sendo atacado por uma dessas camisinhas, né? Que inclusive tava fazendo os barulhinhos dela em cima de um patinho de borracha, assim. Se divertindo ali, curtindo o momento. E aí vira um problema, porque...
quem votaria em um candidato à presidência é emasculado, não é mesmo? Então, e depois o delegado fala, tipo, é que aí vira um problema, assim, já tinha virado um problema pro Macaroni, mas ele era totalmente desacreditado ali pela força policial, né? Mas aí, depois desse acontecimento, o delegado fala...
com essas palavras mesmo, né? Enquanto eram só prostitutas e viados, tava tudo bem. Agora virou outra coisa. Então são vários momentos, assim, ao longo do filme, até chegar nessa revelação final, né? De que as camisinhas tinham sido... Tavam sendo feitas por uma mulher homofóbica e cristã, enfim, tudo isso.
Então, mas até chegar lá, a gente tem vários exemplos ali desse preconceito mesmo, mas eu gosto muito também de como relações homossexuais e o trabalho sexual são retratados ao longo do filme de forma muito positiva. Nesse hotel...
Uma espelunca, assim, mas em que todas essas pessoas convivem sem problemas, assim, e são bem aceitas e, enfim, gosto muito. E queria destacar também que esse filme foi distribuído nos Estados Unidos e no Canadá pela Troma Querida, que também levou esse filme pra Cannes, acompanhado de uma estátua de, sei lá...
quantos metros de... quantos metros, enfim, uma altura de uma pessoa, né, de uma das camisinhas assassinas. Eu até procurei foto e não encontrei. Vou procurar melhor depois. Se eu encontrar, depois eu deixo no post desse episódio. Mas, queridos. Troma, vocês são tudo. Um beijo.
Quer dizer, agora eu não vou defender muito pra agora não, mas a troma dos anos 80 ali, um beijo. Já de hoje eu tenho algumas ressalvas, mas fica pra outro dia. Muito bem, gente. Então, seguindo aqui pro nosso próximo filme que, novamente, eu não tinha assistido, achava o título autoexplicativo, estava errado. Vamos falar de Vagina Dentada. Amo. Ou Teeth.
de 2007. É um filme que foi escrito e dirigido pelo Mitchell Liechtenstein. Por mais que ele tenha esse nome, ele é estadunidense. Mas, antes da gente entrar, então, no assunto, Samuel, por favor, assinamos.
Eu acho curioso de Vagina Dentada é que se A Camisinha Assassina é um filme que ainda assim tem uma mensagem explícita, mas bem trabalhada em subtexto, as mensagens de Vagina Dentada a gente pode considerar que são um elefante numa sala de cristal. O filme do Liechtenstein, ele trata da história da Dawn, que é uma adolescente cristã.
Ela é o rosto de um grupo de apoio local que principalmente promove a castidade até o casamento.
Então ela é aquela tradicional representação de como deveria ser uma jovem perfeita americana. Branca, olhos azuis, loira, semblante angelical e puro. E ela realmente acredita nisso e que deve ser de forma realmente drástica esse elemento de pureza. Mesmo vivendo em um ambiente familiar bem disfuncional, com um irmão que é um perturbado.
Meio irmão, na verdade. Mas as coisas na vida da Dawn começam a... Eu ia falar buraco abaixo, desculpa. Abaixo pode ser adentro, já não garanto. Pois é. Elas começam a ir muito mal quando ela conhece o Tobin, né? Que é um rapaz assim que vende... É como se estivesse muito apaixonado por ela.
vivendo um amor gigantesco comprometendo a ideia da castidade sabe e aí durante um encontro que começa com um banho de cachoeira e depois eles vão para dentro de uma caverna
Olha aí as mensagens do filme. As coisas saem do controle. O que era para ser um encontro gostoso. Vira uma tentativa de estupro. E o corpo da Dawn. Ele reage de uma forma instintiva. E biologicamente diferente. Porque a Dawn possui dentes na vagina dela. Quando o Toby tenta violentá-la. A vagina dela arranca o pênis dele. You go girl.
E o Girl Girl. Ele morre, inclusive, com esse acidente. E isso causa um despertar na vida da Dawn. Um evento traumático que faz com que ela entre agora numa jornada de autodescoberta.
Só que ao mesmo tempo é uma coitada. É uma jornada de autodescoberta. Onde ela vai passar pelos piores exemplos de homens possíveis para a coitada passar. Porque inicialmente ela fica horrorizada. Ela vai buscar ajuda médica. O ginecologista está violentando ela com a mão. E aí acontece um outro acidente.
dente, né? Ele perde ali parte dos dedos num show de horrores. Inclusive, esse filme retrata extremamente bem decepações, tá? Então, se você, garoto, homem, menino, que está ouvindo esse podcast, não quer ficar muito com a imagem de, talvez, como seria esse meu pernete de vacina arrancado por uma vagina dentada, não assiste não, tá? Porque tem...
É o filme que vai te pegar muito nesse ponto, tá? A Dawn, assim, na jornada dela, ela vai descobrir que essa normalidade nela, inclusive, mais uma vez, o Elefante Lançado de Cristal, aparece diversas vezes a cena de que a Dawn mora bem ali pertinho de uma usina nuclear. Então, ela é uma...
mutação, ela é o Homem-Aranha, né? O Homem-Aranha é os dentes do escorpião, tá mais pra isso, na verdade. Inclusive, tem uma cena que mostra a Dahl encarando um filme e é os dentes de um escorpião. E ela fica imaginando ali, basicamente, como seria, como tá sendo a vagina dela. E aí, ela entra, mais ainda, nessa jornada, né? De uma... Digamos que ela é uma vítima e ela começa a entender que ela, na verdade, é uma força da natureza.
Então, ela vai conhecendo homens cada um pior que outros. Ela é enganada por homens, né? Os que se vendem como pessoas que vão aceitá-la e entendê-la. E, na verdade, só querem usar ela sexualmente. E o filme vai se desenrolando, se desenrolando. Quando nós temos o clímax, que é o confronto dela com esse meio irmão abusivo. Eu não vou entrar em detalhes. Entendam como eu meio que estou deixando claro.
Como é esse confronto E a transformação de vez da Dao Que sai e perde essa inocência Esse medo dela mesma Pra entender quem ela é E que talvez ela tenha um papel Nesse mundo É basicamente isso Que a gente pode dizer no momento sobre Vagina dentada Tem um momento que ela pesquisa Sobre ela mesma E ela fala em latim Vagina dentada Alguma coisa assim
Ela tentou. Ela tentou, né? Ah, eu gosto muito quando ela pesquisa. Na verdade, quando ela fala o que ela descobriu pro outro menino lá da escola, né? O que eu achei que fosse ser um bom homem. E também não era.
Não há. E ela fala basicamente, tipo, as teorias da psicologia e da literatura e cinema de terror, assim, pra falar sobre a vagina dentada, sabe? Sobre o medo da castração, trauma de nascimento, o herói que tem que conquistar essa...
esse monstro, sabe? Porque ele tem medo dos mistérios femininos, da fraqueza, da impotência. Ela fala várias coisas que eu fiquei, caraca! Mudou, hein? E numa cena super, tipo, ela vomitando todas essas informações de uma vez, assim. Eu acho ótimo. Quem quiser entender um pouco mais, basta assistir Vagina Dentada, que vai identificar tropos de muitos filmes ali só nessa explicação.
Eu acho que tem pênis decepados De menos E abusos sexuais demais Feita essa crítica Amo este filme Por quê? Eu concordo Sobe os créditos Pensem comigo se este filme Tivesse sido escrito e dirigido por uma mulher Pois No, eu hougo flâgo No, eu hougo flâgo
Seria perfeito, eu acho. Eu acho que ele tem uma crítica muito válida, que é isso, né? Toda figura masculina é um abusador em potencial, basicamente, porque não existe uma figura masculina segura nesse filme. Nenhuma. Então, são locais de apoio, figuras de poder. Então, gente, tem um médico, tem um irmão.
Tem o namorado, tem... Enfim, né? Qualquer figura masculina é um estuprador em potencial e tal. Eu acho que essa virada de chave podia ter sido um pouquinho melhor escrita, mas foi um homem, né? Como o Silvana disse.
Essa virada de chave dela de vítima para justiceira. Rape e revenge é uma categoria que eu desprezo veementemente, porque tem mais rape do que revenge, na maioria dos casos e tal.
Mas é isso, eu acho que ele começa bem e aí se repete em algumas coisas, mas pra ela virar essa heroína, eu achei que deu uma deslizada.
aí nessa questão. Mas assim, ele também tem um outro problema, que é ele tenta ser uma comédia comediona, assim, kkk, risos, e não uma trecheira. Inclusive, eu acho que esse filme foi vendido muito errado, porque ele é muito conhecido, muito vendido como uma trecheira, né? Eu não acho ele uma trecheira, eu acho que ele tentou ser uma comédia misturando...
esses elementos críticos que é, né? Do jeito que é. E aí ele não se segura como comédia, porque não tem esse... Não é uma comédia, quer dizer, né? Tento. Mas eu acho que isso falha mais ainda do que o resto, né? Então, não sei. A primeira vez que eu vi, eu gostei muito. Mas eu acho que... Ai, não sei. Eu acho que vale a pena ver pela crítica.
mas podia ter sido melhor, mas ao mesmo tempo eu gosto, não sei, será que é um lugar de carinho afetivo, assim não sei pode ser eu acho que a atriz a Jess Weichler tá muito bem, assim e assim, como eu disse eu achava que era auto-explicativo e de fato são filmes cujo título é sim auto-explicativo
Mas tem outras coisas, né? E já me pegou muito de surpresa a Dawn ser essa representante do ProERD ali e que leva essa coisa pra palestras em escolas, assim, que, tipo, é um negócio super nocivo.
Sabe? Pra esses adolescentes, assim. E ela ter essa visão de mundo tão bizarra, era uma coisa que eu não esperava nesse filme. E eu gosto da primeira cena, assim, também, que eu acho que aí, sim, ele já mostra um pouco...
Assim, é uma boa abertura que é quando a Donna é criança e tá naquela piscininha, né? Com o Brad, o irmão dela, que já é um escroto desde lá. E aí ela já morde o dedo dele e ninguém sabe, né? O que aconteceu ali, assim. Mas eu acho que ele tem vários problemas, mas tem seus bons momentos também, né? Aí fico com esse ressentimento mesmo de...
De não ter sido feito por uma mulher que acho que poderia ter tomado rumos bem mais interessantes. Mas tem seu valor. Me divirto assistindo. No final ainda aparece aquela mensagem. Nenhum homem foi machucado na produção desse filme. Mas me divirto. Acho que tem seus bons momentos ali.
Eu acho que inclusive uma questão que é importante nesse filme, que assim, homens choram bastante quando a gente fala de sexo, de corpo feminino, etc.
A Dom, ela é essa representação muito padrão da mulher, né? Ela é magérrima, loira, do olho azul, branquela, enfim. E de que tem essa questão, a gente pode fazer, inclusive, um paralelo muito paralelo. Muito paralelo não, porque eu acho...
que dá para perceber, mas a gente pode fazer um paralelo com o vaginismo também. E para além do vaginismo, a questão do consentimento. Então, quando ela descobre com esse amigo que ela começa a transar...
ela descobre que o sexo pode ser prazeroso, que ela não está fadada a arrancar fora todos os pênis que ousarem adentrar neste local sagrado. Então, a partir do momento que ela entende o próprio corpo, que existe consentimento, que não é violência, etc., que não é violência, etc.,
que os dentinhos da vagina dela ficam de boa, né? Então, assim como no começo a Sil tava falando, ela tá passando essa...
mensagem conservadora, puritana, moralista, eu acho que podia ter um pouco também desse contraponto, principalmente no terceiro ato, ao invés dela ser a justiceira matadora, castradora de homens, que podia ter um pouquinho de espalhar a palavra do consentimento, né? Mas é isso. Total.
Vocês falaram completo, preciso falar mais nada. Ele é um filme que é muito bom, apesar de todos os seus defeitos. Acho que é o resumo geral. As duas mensagens gritantes, que são educação sexual, é necessária. E o limite, que é o não. Disse não é não. Ele tá ensinando ali pra homens, não é não, da pior maneira possível.
Eu acho que são os dois pontos chaves, assim. Mas, realmente, tem que, sei lá, ter um remake dirigido por uma mulher. Isso é essencial. Eu acho. Eu não sei muito como é que foi. Esse remake eu apoio. Eu acho que é um filme que precisa de um remake, sabe? Merece pra caramba. Já deu 10 anos, já pode fazer. Alguém pode fazer já. Cadê as minhas diretoras mulheres do body horror? Amiga, não deu 10 anos, deu 19.
É isso, já deu 19 anos.
Não, essa conta tá errada. A gente tá errada. Gente, realmente dos início dos anos 2000 já tá fazendo 20 anos como assim. Gente, para! Para de expor. Tá vendo? Vamos botar isso pra funcionar. Bora fazer vagina dentada 2.0. O inimigo agora é outro. Na verdade, o inimigo é o mesmo. O que é o quê? O patriarcado! O patriarcado.
E tem, essa lenda da vagina dentada é meio que é uma coisa real, né? Coisa de folclore antigo, daquelas coisas que descrevia mulheres como perigosas, várias culturas, né? A mulher sendo um ser perigoso e monstruoso. E isso era a justificativa para o controle. Tem realmente um subtexto histórico real aí, não é? Não inventaram isso pra esse filme, sabe? Sim, total. É isso, né? É tanto... É...
Essa explicação que a Dawn dá, é isso, vem de toda essa tradição de várias culturas que tem várias coisas em comum. Até essa coisa do herói que conquista o monstro é muito comum mesmo nessas...
Nessas lendas. Eu até separei um trecho aqui do que ela fala. Que acho que resume bem. Que é o mito imagina a relação sexual como uma jornada épica. Que todo homem deve fazer de volta ao útero. O vaso escuro que o gerou. E isso é muito comum. E assim. Gente, vocês pegam.
o útero monstruoso que é um tropo muito comum no cinema de terror inclusive em muitos filmes feitos por homens vem tudo do mesmo lugar sabe, que por um lado é fascinante e por outro é muito triste e acho que a gente tem exemplos bons e ruins aí no cinema acho que até no dia que a gente tá gravando esse episódio eu acabei de sair de uma live com
lá no Eu Não Acredito em Nada, que a gente falou de possessão do Zulowski, né? E a gente falou brevemente sobre o The Blood, do Cronenberg. E acho que isso tá muito presente lá também, poxa, é uma mulher que sente tanto que ela dá origem a um monte de filhos.
Pelo lado de fora do corpo, assim, tipo, é um body horror, né, claro. Mas é muito fácil, o que eu quero dizer é que é muito fácil achar esses exemplos, né. Aqui no Vagina Dentada tá mais óbvio, mas é um tipo de tema muito comum, assim, no cinema de terror. Esse medo.
masculino. É isso que eu ia falar, o homem não entende nada de mulher, não quer entender. É tão burro medroso que vagina, vi, precisa criar lendas, mitos, horripilantes sobre uma vagina, né, cara? E assim, ouso dizer que é 2026,
Mas tem gente que se ouvir falar desse mito agora, não pode muito usar a palavra mito também, né? Tem que ter um cuidado. Tem que ter um cuidado. Então, difícil. Total. É isso, gente. Bora pro nosso último? Bora pro nosso último.
Vamos falar de... Esse eu já tinha assistido antes, mas na época que saiu foi uma grande surpresa. It Follows, de 2014, ou Corrente do Mal, como saiu por aqui. Filme que foi escrito e dirigido pelo David Robert Mitchell. Então, Samuel, por favor, a sinopse.
Corrente do Mal, It Follows, né, de 2014. Cara, esse filme foi um evento, né, pro mundo dos filmes de terror. Foi. Dos nossos filmes que a gente trouxe hoje, realmente é o único terror, terror. A camisinha assassina é um terrível. Vagina Dentada é considerada uma trashera, né, pela maioria das pessoas, por mais que a gente não considere tanto assim. Mas ainda assim, também busca um lado cômico de terrível. Agora, Corrente do Mal, realmente, é um filme de puro terror.
Corrente do Mal começa com uma jovem fugindo de casa. Ela abre a porta de casa e sai correndo pra rua de uma forma muito assustadora. Tem uma mulher ali com... Ela tá muito assustada, ela tá muito nervosa. Tem uma mulher ali, ela pergunta se ela tá bem. Ela diz que sim. Ela dá uma volta na calçada.
contornando algo, entrando em casa, onde o pai dela pergunta se tá tudo bem, o que aconteceu com ela, ela pega sapatos e sai correndo definitivo com o carro pela rua. Poucos segundos depois a gente tem a cena dela numa areia, ela atende a ligação do celular do pai dela, ela tá sendo iluminada pela luz do carro, ela diz que ama o pai dela, de uma forma como notavelmente fosse uma despedida.
e ela olha pro nada. Depois que ela olha pro nada, a gente tem um corte brusco, que é o corpo dela dobrado, quebrado, na praia. Corta pra gente acompanhar.
A vida da Jay, interpretada pela Michael Monroe, né? Que contou que esse filme criou uma imagem muito boa pra ela. Ela é uma jovem que vive no sublime de Detroit. Ela tá ali com uma vida bem tranquila. Ela é uma jovem muito bonita. Cercada de um bom grupo de amigos. Uma irmã muito boa pra ela. Ela tem uns problemas ali com a mãe. Notavelmente tem problemas com álcool, mas...
Não é aquela coisa dramática, explosiva, não. É uma tristeza de lab, digamos assim, que existe ali naquela vida. E ela tá saindo com um rapaz chamado Hugh. Eles têm dois encontros. E no encontro que é ali no cinema, acontece algo muito estranho. Eles fazem uma brincadeira sobre a vida das pessoas. O Hugh aponta pra uma mulher e diz, ah, aquela rede amarela eu acho que é tal coisa. Ela fala, cadê? Não tô vendo. E ele diz, aquela, aquela rede amarela.
E aí ela novamente, eu não tô vendo, não tô encontrando. E aí ele diz, vamos sair daqui, eu não tô vestindo muito bem. Eles saem, eles têm um lanche. E acho que é no segundo encontro, né? Eles transam no carro dele. Depois que eles se transam, a Jay fica ali.
Confabulando, falando uma coisinha ou outra E ele vai por trás dela Com um sonífero e a faz dormir Quando a Jay acorda Ela tá amarrada numa cadeira de rodas Num prédio abandonado Com o Hyugi dizendo que não vai machucar ela Mas que ela precisa ouvir ele com atenção Ele olha pra todos os lados de uma forma muito nervosa E quando ele olha pra baixo Ele diz, ali, estou vendo Ele pega ela num carrinho de rodas Numa cadeira de rodas E aí
Leva ela para a beira do prédio. Ela está em pânico, ela está em desespero. Não tem nada que está acontecendo com ela, com medo. E ela vê uma mulher nua andando na direção da entrada do prédio. Poucos segundos depois, ela está ali junto com eles no mesmo andar. Ele pergunta se ela está vendo. Ela diz que sim.
e ela está indo na direção da Jay então o Hulk espera isso para confirmar que a pessoa não está vindo atrás dele e conta que a partir de agora ela estará cercada dessa entidade que vai assumir várias formas pode ser alguém totalmente desconhecido e pode ser alguém muito próximo a você caminha de uma maneira muito lenta e você precisa passar isso para frente transando com outra pessoa ele leva ela para o carro
E abandona ela na frente da casa dela Onde ela é encontrada pela irmã e pelos amigos A partir daí A vida da Jay vai virar um grande inferno Porque ela vai estar cercada Dessa entidade Sempre está ali, espreitando, rodeando Perseguindo Ela vai tentar dividir isso com os amigos dela Pessoas próximas a ela Mas que nunca vão estar realmente entendendo E acreditando o que está acontecendo com ela Principalmente porque eles não são capazes de ver Essa entidade E aí
Eles tentam diversas estratégias de manter a Jay bem, manter ela segura, eles não entendem, mas estão ao lado dela. E depois de um segundo reencontro com o Hugh, ela percebe que só tem uma maneira de se livrar disso. Então a gente vai ver os dilemas que a Jay vai passar na tentativa de passar essa maldição pra frente. Mas ao mesmo tempo, os riscos que isso impune, as consequências drásticas que também são levantadas.
E acho que é isso que a gente pode falar no momento desse filme que é uma maldição que é passada através do sexo. Gente, esse filme é a primeira vez que eu assisti.
eu precisei parar um pouco, porque pra mim é um terror absoluto. Assim como o David Robert Mitchell disse que a ideia inicial, que não tinha nada a ver com sexo, veio de um sonho recorrente que ele tinha, justamente de alguém, de estar sendo perseguido por alguém, não importava quanto ele fugia, esse alguém sempre chegava.
E eu tinha muito esse tipo de sonho também. Então, quando eu comecei a ver esse filme, eu falei, não? E deixei pra ver depois, porque acho muito assustador. Ele disse que depois, quando ele começou a desenvolver a ideia, né? É que aí, tipo, tá, mas de onde vem essa entidade aí? Quais são as regras, enfim, né?
Que aí entrou essa questão da relação sexual, que eu achei uma sacada muito boa. Ele é o tipo de diretor que não gosta de explicar as coisas. Porque a gente tem, inclusive, uma cena bastante expositiva, mas nesse caso faz todo sentido ela existir. Quando o Hill fala pra Jay, quando ela tá presa na cadeira, que ele explica.
O que é esse rolê. Ele tá explicando pra ela, ele tá explicando pra gente também. E normalmente isso é ruim em filmes, né? Tipo, o personagem que vem pra explicar tudo. Mas aqui é necessário. A gente tem que entender de alguma forma. E a Jay também.
Porque é uma coisa urgente, ela precisa passar isso pra frente. Porque tanto será ruim pra ela se não passar, como vai ser ruim pro Hulk, porque se a pessoa não passa, a entidade vai matar e voltar pra pessoa anterior, né? Desculpa se eu só abordando a reforção desse...
que é muito curioso isso que tu falou ele explica no começo do filme como a coisa funciona só que ao mesmo tempo ele explica a partir da vivência dele o que a gente tem da explicação é o que ele viveu, o que ele sentiu não é, ah, eu descobri num livro uma maldição que é passada de certa forma sexualmente e aí as regras são essas não, não, nós não entendemos como aquilo vai funcionar 100%
precisa ser no pelo, precisa gozar dentro essas regras não são explicadas sabe? e é muito bom porque você tá sempre com a dúvida tanto que quando a Jay se vê na necessidade de passar pra frente pela primeira vez a outra pessoa não acredita mesmo sabendo as regras ele não entende não entra na cabeça dele ele não vai entender aí a gente tem a ideia de um ciclo sem fim total STG, Sexually Transmitted Demon STG
querido mas é isso então a gente tem essa explicação como o Samuel disse de um ponto de vista dessas regras mas a gente nunca sabe não tem aquela coisa tão comum dos personagens sei lá, irem até uma biblioteca pra pesquisar
Ou então ter um personagem, o mágico, sábio, né? Que vai explicar tudo o que tá acontecendo. A gente não tem nada disso. Assim como esse filme tem espaço pra muitas interpretações e o David Robert Mitchell, ele opta por... Não dá. Tipo, eu vi uma entrevista com ele que a jornalista fala Ah, eu tenho uma teoria. E ela fala pra ele e ele fala, tipo, Legal, curti. Mas ele não fala... Ele falou, tipo, se você vai esperar que eu confirme ou negue,
Eu não quero, eu quero que todo mundo tire suas próprias conclusões, interprete da forma que cair melhor, assim, né? E eu acho isso bom também, porque senão a gente já tem tudo tão mastigado, sabe? É isso que...
dá graça pro filme, é pra isso que a gente tá aqui pra gente, a gente aqui, nós três conversando sobre ele também porque cada um de nós talvez tenha uma interpretação diferente, e isso que é a parte mais legal. Pô, os caras só foram pensar em ver o bicho que era invisível jogando lençol em cima no final do filme gente, que isso? Terror one on one
tem que tacar cor enfim, eu gosto muito desse filme, eu acho que ele tem uma atmosfera muitíssimo bem criada imageticamente casando som com imagem então as técnicas de filmagem a câmera me lembrou muito Long Legs também
que a câmera fica parada, aí ela vira um pouco para a direita, aí você não está vendo nada. Isso aí vai aparecer, vai aparecer, aí ela volta. Você não está vendo nada ainda, mas está esperando que vai vir. Para dar esse senso dessa perseguição, que sempre tem algo à espreita.
Então é uma câmera que ela vira e aproxima lentamente. Não é um filme que tem pressa, né? Ao mesmo tempo que os protagonistas estão sempre fugindo. Enfim. Então eu gosto muito disso. Eu acho engraçado como nenhuma experiência é individual. Principalmente quando a gente fala de sexualidade humana. Apesar de ser...
Uma experiência sentida individual? Nenhuma experiência individual, né? Mas a mina tá lá pra morrer com uma maldição, um demônio, uma entidade, sabe-se lá o que é.
E aí ela fala assim, vou transar com o boy gostoso vizinho aqui. E aí o amigo dela que gosta dela tá assim, ô, você podia ter transado comigo, né? Eu gosto de você. O cara tá disposto a morrer pra comer buceta, entendeu? Isso é muito coisa de adolescente virjão, sabe?
Então sim, não criticando, porque quem nunca se colocou em risco por uma foda?
que atire a primeira pedra, mas eu gosto como isso é retratado, tipo, na inocência, assim, sabe? Ele toda hora tá olhando, assim, tipo, por que ela vai transar com ele e não comigo? Eu tô aqui há tanto tempo, sabe? Enfim, né? Mas tem uma cena que eu acho muito bonita visualmente, apesar de, na minha cabeça, ela fazer uma analogia...
muito triste, que é, eles estão sentados numa roda no meio do parque, assim, um de frente pro outro, falando sobre a maldição e tal, e aí a Jay, que é a protagonista, ela tá arrancando pedaços de grama e colocando no braço, na perna, sei lá, e pra mim, eu achei que é uma analogia de imagem a ela se cortar, né?
Então, por mais que não vai mostrá-las cortando nem nada, mas a gente vê que, tipo, a mina tá depressiva.
Ela tá em pânico, várias coisas, tá todo mundo falando e só tá focando nela, assim, ó. Colocando uma linha de grama do lado de outra linha de grama, outra linha de grama. Então, é um filme que eu gosto muito. Eu tenho medo de que as pessoas achem que a mensagem é...
Fique celebatário, não transe. Porque, igual vocês estavam falando, não tem uma regra clara. Só vai passar se for no pelo. Se tiver com camisinha, não passa. A minha impressão é de que foi no pelo pra gente fazer aí uma...
Paralelo com doenças sexualmente transmissíveis, né? ISPs, na verdade. Não é nem doenças que fala mais hoje em dia. É infecções sexualmente transmissíveis. E assim, porque se for no pelo, ok. Mas também, no final, me deu um gostinho amargo de... A solução é virar um casal e só transar com seu parceiro. Então, monogamia agora?
De que daí acabou a maldição. Porque daí... Quer dizer, não acabou, né? Não sei, mas enfim. Ficou meio amargo esse final deles andando de mãozinha dada, sendo um casal que claramente existe uma disparidade de sentimentos ali, né? Mas enfim.
Não faz sentido eles virarem monogâmicos, porque... Aí, beleza, ok, você transou aqui com o seu parceiro, passou pra ele, ele tá aqui do seu lado. Aí ele te devolve, você tá aqui. Não, mas eles passaram pra frente. A ideia é espalhar. Mas eles passaram pra frente, porque ele foi buscar... Mas no final tem aquele caminhante lá atrás, né? Tipo, voltou pra eles, gente.
achei que a minha antes lá atrás. Eu achei que ele foi passar pra prostituta e aí pra mim ficou na dúvida se eles estavam sendo perseguidos ou não. Eu achei que não. Pois é. Novamente, uma das sacadas muito boas do... Toda essa situação é aberta. Uma das sacadas muito boas do diretor. Isso tá totalmente aberto. Não tem nenhuma resposta.
Nada. Mas na minha leitura, aquilo não durou. Eu tenho certeza que aquele menino contratou a prostituta, transou com ela. Duvido que ele explicou o que ia acontecer em seguida. Meu primeiro pensamento, a prostituta vai passar que é um cliente.
se aproximando, já deve ter se aproximado um monte de doido delas, só mais um mas ela é prostituta, ela vai passar pra todo mundo também, né? vai passar pra todo mundo, né? não sei, garoto, qual é o seu trabalho essa maldição era uma pirâmide insustentável a pior que a Alex Frey
uma hora ela vai ruir uma hora ela vai ruir esse é o bom desse filme é explicado e a gente fica cheio de perguntas a gente não tem a resposta agora, você terminou, Nath desculpa se eu te interrompi não, eu só tenho uma crítica a fazer a David Robert Mitchell neste momento eu posso morder a minha língua daqui um tempo mas eu não acho que é um filme que precisava de uma sequência então assim ah não
Vai ter? Lógico que vai, meu anjinho. Já tá confirmadíssimo. Chama Day Follow. É, girl. E aí no cast nós temos a Maica Monroe e o Gilchrist. Não sei que era um adolescente estranho jurandir qualquer e virou um grandissíssimo gostoso. Mentira! Eu preciso ver isso agora.
Eu gosto da Maica Moreau, a nossa final girl aí, Gen Z, que ela tem uma cara de energia baixíssima, assim, ó, em tudo que ela faz. Ela tá sempre, tipo, abaixo. A bicha não vai gritar alto, ela vai com uma cara de cu e um sonho, sabe? Gente, ouvinte, eu acho que a Nath vendeu gato pro lebre. Eu tô vendo só foto feio desse menino. Ah!
Ai, amigo, ele é músico, né? Ele tem um apelo pra mim, infelizmente. Ai, não. Gente, mulheres héteros, todas sabem que não... Geralmente já sabem por experiência própria, que não é pra ficar com músico, gente. Gente, não fiquem com músicos. Serve nem pra transar. O povo chato de suportar... Tóxicos.
Eu também acho. Evitem músicos, gente. Evitem galera da música, da cena. É só ladeira abaixo mesmo. Mas é isso, né? Fica aí. Quem sabe a gente volta aqui pra falar da continuação, né? Deste filme. Não, gente. Foi alarme falso mesmo. A Nath tá maluca. Esse mingo tá horroroso.
Inclusive, falando... Falando da Maica Monroe, vocês sabem que brasileiríssima, né? Passou ano novo aqui. Postou foto de latinha de Skol no Instagram. Já recebeu o CPF. Vou ter que seguir ela imediatamente no Instagram.
Ela tem aquelas coxas gostosas de mulher brasileira, que aí, tipo assim, eu adoro essas imagens, que é a mulher gostosa da brasileira, coxuda, aí dizendo, a minha coxa, a do meu namorado. Aí realmente é a do quê? Mas, amigo, às vezes... Ai, ouvintes, vamos pensar um minuto assim. Às vezes a pessoa gostosa, ela não é gostosa,
De corpo definido igual o nosso amigo Samuel aqui. Eu não tenho corpo definido. Ai, Samuel. Mas vamos parar, hein? Mas vamos parar aqui já. Essa palhaçada de biscoito. Que eu não vou tirar biscoito, não.
ó, apesar de que eu acabei de dar, né, no meu argumento, mas enfim, é, tem gente que é gostosa de ter molho, sabe, às vezes a pessoa, é, às vezes a pessoa não é bonita, ela não é padrão, ela não é definida, mas ela tem um negocinho ali, ela tem um molho, um molho de gente gostosa, e este ator tem um molho pra mim.
Mas eu não sou muito parâmetro pra muita coisa, sabe? Eu não vou mais julgar minha amiga, desculpa. Eu vi, inclusive, um reels hoje, né? Que era a menina chorando no vídeo aí falando Gente, meus amigos, por que vocês não me mostraram que ele era uma pessoa tóxica?
Aí corta pros amigos, fazendo toda sinalização pra avião, sabe? É isso. Assim, ainda sobre corrente do mar, diverte, diverte, a gente tem que voltar pro tema. Perdão, perdão. Eu já assisti esse filme pra gente gravar e eu fiquei um pouco com sentimentos de alguns conflitantes. Por um lado, genial. Como esse filme é, assim, absurdo de bem escrito.
Ele é aterrorizante. Essa ideia de ter alguém. Lhe perseguindo. Com um passo lento. Mas que está ali atrás de você. E que uma hora. Vai lhe tocar. E se lhe tocar. Vai lhe matar. E você sabe. Não é alguém que precisa dizer. Você sente. Os personagens ali. Eles estão sentindo. Essa ameaça. Mas ao mesmo tempo. Fiquei com algumas coisas. Tipo. Gente. Que povo velho.
Que povo é burro.
A gente tem, claro, muito bem representado na Michael Monroe, essa ideia da solidariedade versus egoísmo. O tempo todo ela é acolhida, o tempo todo ela é abraçada, o tempo todo as pessoas estão preocupadas com ela, mas não tem jeito, ela só vai se livrar disso se ela transar com uma pessoa e passar isso pra frente. É a ética da salvação. Ela só salva a própria pele se ela condenar a outra pessoa. E ela hesita o tempo todo, ela não se sente capaz de fazer isso.
Até o momento que ela faz. Pior, ela precisa fazer duas vezes. Três, né? Três, né? Que ela vai com os caras lá no barco. Ai, nossa, tem essa cena do barco. Eu tinha esquecido. Também não sabemos, né? Da primeira vez não sabemos. Mas ela volta chorando, gente. Claro que rolou. Foi, ela volta chorando. Não acho, amiga. Não acho que é tão claro, não. Realmente, se eu parar de falar agora, eu acho que ela não conseguiu, não.
Eu acho que tanto essa cena do barco como a das prostitutas, nenhuma responde. E a cena final, que eles estão andando de mãos dadas e tem uma pessoa andando lá atrás, pode ser uma pessoa andando lá atrás, sabe? E pode não ser. E pode não ser. Então nada fica claro. Desde a... A partir da cena do barco, pra mim, nada é óbvio ali. Será que esse filme aconteceu? Nada é definido. Boa interpretação, viu?
realmente, impressionante como esse filme é sem resposta, ele dá um monte de resposta e ele não deu nenhuma e aí vai lá fazer um segundo, pra que cara? tomara que seja eu dou o direito a dúvida mas fico com receio, agora ainda falando sobre o filme, eu odiei eu já tinha odiado da primeira vez a ponto de ter esquecido completamente e só lembrar assistindo agora novamente, que foi esse filme tem uma batalha final e é uma batalha final e aí
Estúpida, estúpida Ela não faz nenhum sentido Eles botam ela No meio de uma piscina olímpica Cheia de eletrodomésticos Ao redor Por que você pensa? Eles vão atrair a entidade Para dentro da água E quando a entidade entrar vão ligar Alguns dos objetos e jogar Para
para eletrocutar o bicho. O que acontece? Primeiro que ele tira essa ideia do cu. O menino fala, confia em mim, confia em mim, eu tenho uma solução. Que solução, meu espírito? Tu tirou isso de onde? Tu tirou isso de onde? Novamente, eles não foram numa biblioteca, eles não foram pesquisar nada naquele aparelho móvel da conchinha, que é uma tecnologia única desse filme, né? E aí o bicho vem, inclusive no formato do pai dela, né?
E joga as coisas ao redor da piscina nela. E joga com vontade. Tá machucando ela de verdade. E foram os amigos dela que fizeram essa porra. Aí o menino lá, ele puxa uma arma. Diz, cadê ela? Cadê ela? Cadê ela? Ele atira. Ele atinge a outra amiga dele. Vai se fuder. Nossa, foi flop essa. Aí do nada eles resolvem. Não, vamos jogar um cobertor. Por que ninguém tinha pensado nisso antes?
Se eles já tinham tido Se eles já tinham tido Eventos sobrenatural com a entidade Lá na praia, sabe? Pelo amor de Deus, essa cena é meio patética E por isso porque Ao que parece, não serve pra nada Mas novamente, a Sil traz uns questionamentos Que a gente fica, funcionou ou não funcionou? Funcionou ou não funcionou? Porque ele ainda vai tratar com as prostitutas depois, né? Ou pelo menos é o que parece Não é mostrado, será que ele realmente conseguiu transar? Então, temos ali A pessoa atrás andando A pessoa atrás andando
Será que é uma pessoa andando a entidade? Nunca saberemos. Ou talvez saberemos com o segundo filme. Eu passo um pano pra ser patético porque essa cena... Porque eles são adolescentes, né, cara? E eu gosto que também dá um senso de que meio que não importa em que época que se passa esse filme. É legal isso. Total. Se tá nos anos 80, se tá nos anos 2000, se tá meio que não importa, assim, né?
Eu gosto que ele consegue passar isso também. E assim, eu acho meio enigmático, e eu fiquei pensando, eu não cheguei a resposta nenhuma, igual meus amigos, que na hora que a amiga que levou um tiro tá no hospital, ela tá recitando um poema, e ela tá falando alguma coisa de... Não é nada pior que eu não sei o quê, quando...
a alma sai do seu corpo e você deixa de ser uma pessoa, não sei o quê, e aí tá mostrando o foco no gostosinho, olhando pro nada, enfim. E, inclusive, o outro gostoso cabeludo lá que não acredita, ele fala, mas eu não tô sendo perseguido, né? Ele fez aquele filme que ele é um serial killer na TV lá. Garota da Vez.
E acho ele muito subestimado, acho ele um ótimo ator. Aqui ele só tá fazendo papel de gostoso, que tudo bem, né? E aí acho que também esse filme traz um questionamento que é uma bênção ou uma maldição você ter que transar com pessoas pra poder sobreviver, sabe? Porque assim, né? Botando na balança...
Tem algumas ideias Que podem até causar alguma confusão Algumas pessoas podem achar que It Follows é um filme moralista Não, não é Definitivamente não é Por todo esse subtexto, toda essa questão
que ele trata eu não considero algumas pessoas consideram que é uma metáfora pro medo do amadurecimento que após o despertar sexual que seria a entrada pra vida adulta você percebe que o tempo tá andando na sua direção algumas pessoas tem essa visão e eu acho legal essa ideia, parece um pouco muito com isso, são jovens sabe
Quando a gente é jovem, a gente se inicia na vida sexual, as coisas mudam e mudam drasticamente. Principalmente nós LGBTs, a gente tem uma... Nós, tô falando eu, gente. Eu sou LGBT também, não me exclui, hein? Não, eu não tô excluindo. É porque vai que você não queria revelar tudo no programa, mas o céu é. Sendo invisibilizada, como sempre. Lá vem. Olha, você é uma mulher branca. É um homem negro.
O B de bissexual é de Beyoncé.
O B é sempre de Beyoncé, não tem jeito. Desculpa, amigo. Enfim, o início da vida sexual pode representar uma mudança drástica de vida. O filme meio que é sobre isso, sabe? Esses jovens não vão ter mais pais depois que eles iniciam os comportamentos sexuais deles. Enfim, é um filme brilhante. Primeiro filme da carreira do David Robert Mitchell. Vocês chegaram a assistir aquele outro que ele fez com Andrew Garfield?
Eu assisti e eu odiei. Ai, eu adorei. Mas eu entendo que as pessoas odiaram esse filme, mas eu adorei. De verdade. Nossa, achei chato.
Ele é estranhão, ele é muito estranho Mas não é um estranho exatamente Uau, é um estranho Mas eu gosto E a trilha sonora Desse filme maravilhosa Ela é de sintetizadores Muito, muito boa Já falamos como o filme é filmado É incrível, as câmaras 360 Aquelas câmaras circulares
que esse filme traz são muito boas. Então assim, não tem como... Eu falei, né? Eu odeio aquela sequência de batalha final. Eu esqueci, tinha saído da minha memória, de verdade. Mas... A gente consegue passar.
Mesmo porque a gente vê também A Jay Ela é entrando em colapso Ela tá entrando em colapso no caso disso Tem duas filmes que eu acho perturbadoras nesse filme Que é aquela que a menina aparece no corredor E eles tão com medo achando que tem alguma coisa subindo Mas é só a amiga E ela tá tipo, ah, o que vocês tão vendo? E aí sai um homem De mais de dois metros de trás dela Com os olhos fundos Puta
Que pariu essa cena Nossa, cagaço É um cagaço do caralho Não é um jump scare E ainda assim é um cagaço da porra E a outra que eu acho que é muito boa Que é a morte do garoto Que ela passa, né A maldição
que ele não tá acreditando, passam-se dias e ele não vê ninguém, ele já tá bem descrente de que isso realmente vai funcionar com ele, e aí a primeira pessoa que aparece, a Jay vê pela janela a entidade entrando na casa e aí ele aparece com a forma da mãe dele, e aí ele abre a porta, ele vê e fala, ô mãe, o que é isso? aí por aquele centésimo de segundo ele entende que ela não é a mãe dele e aí ele morre pra ela é uma outra cena
Muito, muito, muito foda. O filme é realmente incrível. A maneira como ele transformou o sexo numa coisa realmente aterrorizante. Eu só queria, acho que pra finalizar, dizer que a minha maior obsessão neste filme, e sei que não estou sozinha, é o leitor de livro, né? De concha. A Yara, em forma de concha. Amo. Eu sou uma pessoa menos feliz por não ter um desse. Eu também.
Ter um desse curar e onde dói. Eu amei. É isso. E esse é mais um ponto nessa coisa do não sabermos quando esse filme se passa, né? Porque tem carros antigos e novos. As roupas também, eu tava lendo que tipo, de dia todo mundo usa blusa e de noite todo mundo fica de short, roupa de calor e ninguém parece estar desconfortável com o clima em momento nenhum. Então você não sabe quando, no ano.
Você não sabe onde sabe que, inclusive, Detroit, sempre que aparece... Sempre que algum filme se passa em Detroit, a cidade é muito marcante, né? Principalmente quando vão para os subúrbios, assim, aquela parte mais abandonada, decadente, né? Mas eu acho muito legal a gente não fazer ideia de quando esse filme se passa. Nem época do ano, nem ano, nada, assim. Acho que adiciona ainda mais a atmosfera que ele traz, assim.
Mas é isso, queria muito o leitor. Enquanto não tiver, serei uma pessoa menos feliz. Libera o link da Shopee, David Robb Mitchell.
é tipo um como é que é, é um Kindle, né até o formato que a gente vê na tela uma coisa especial péssima de Kindle o idiota de Dostoyevsky apenas muito bom, gente é isso então, encerramos é isso, é isso
Quero saber se vocês têm alguma menção honrosa e considerações finais, por favor. Eu tenho uma menção honrosa. Já falamos de muitos times com o tema que o sexo está muito presente. Mas um que, assim, quanto mais eu reassisto, mais eu amo. É tipo seis de cinco estrelas, de verdade. Eu acho assim, fabuloso. É.
Drácula de Bram Stoker. O que ele transforma da obsessão, da doença do vampirismo em sexo. Nossa, como esse filme é bom. Como esse filme é gostoso de assistir. É um negócio surreal. As interpretações, a direção de arte. É incrível como é um filme todo feito em estúdio. É fechado. Ele é fechado e ao mesmo tempo tem um...
Uma amplitude muito grande Que eu acho lindo, lindo, lindo Os corpos, o desejo A vontade É uma mocinha A Mila que começa ali na pureza Ela vai entendendo Sentimentos e vontades E desejos que ela não tinha antes Ah, sensacional E a consideração Que eu tenho é que A Nath mandou uma foto do Do Cur E ok, eu ia E aí
Esses bracinhos tatuados branquinhos E essa carinha de Botou um óculos e um bonezinho Porra, eu ia Ai, o moquinho Eu falo mal de música, eu caio com música Impressionante É só pra sentar Músico serve pra sentar Serve pra você sentar Passar uma entidade demoníaca
e cair fora. É pra isso que um músico serve. Vocês já aprenderam isso em Garotas Malvadas. Não se envolvam com músicos. É isso. Ah, eu tenho menção honrosa.
Você que é tesão e body horror, meu amorzinho que está ouvindo agora este episódio, você vai ter que assistir Crash, do Cronenberg. Porque, ah, que delícia! Outro filme que é tesão nas alturas, que inclusive saiu neste dia desta gravação, notícia que foi remasterizado em 4K versão do diretor. No, isso era hora de usar, isso era hora de usar, Tchau.
The Devils, do Ken Russell, onde tem uma cena gostosa da Vanessa Redgrave lambendo seios masculinos exorbitantes de Oliver Reed. Então, assim...
Que gostoso Fora isso, se você não quer sexo Extremamente explícito Ou que pelo menos Tenha aí Uma analogia Sutil Entre aspas, né? Você pode assistir um dos meus filmes preferidos Da vida, que é Alien Ou o oitavo passageiro Ou se você quer não tão sutil assim Hellraiser Tão bom
Ótima seleção. Obrigada. Eu gosto de sexo, eu gosto de terror e eu gosto dos dois juntos. Então, assim, que honra ser convidada pra esse episódio. Eu amo. Ah, e tem um produtor de conteúdo adulto, que é o Pipo Olímpio. Se você tiver ouvido isso, beijo nos seus seios. É o que ele disse hoje. Ele disse hoje no Twitter. Ele falou desse jeito. Ao que parece, é a unanimidade que homens gostosos gostam de filmes de terror. Eu sim.
é a Ionso ai muito bom muito bem então gente obrigada por mais essa gravação então adorei essa conversa como eu esperado esse trio acho que combina muito bem então voltaremos a esse formato me chama que eu venho eu também, junho eu tô aí tá meninas, a gente vai sair
Eba! Vamos! Junho tá aí já! Tá aí, duas semanas e meia, já tô aí. Maravilha! E obrigado, ouvintes, por estarem com a gente durante mais esse episódio. Tragam suas indicações também, seja nas nossas redes sociais, lá no Spotify, no site, onde vocês preferirem. A gente gosta de conversar, como vocês sabem.
Então, obrigada, obrigada, amigos, e até uma próxima. Até a próxima, tchau, tchau. Até a próxima, recarregando o vibrador hoje mesmo.