Rainhas do Grito 37 – Glorious, com Bela Eichler
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Olá pessoas, Sil aqui começando mais um episódio do Rainhas do Grito e hoje estamos cósmicas, estamos roxas, rosas e com convidada. Mas daqui a pouquinho eu apresento ela e o filme que a gente vai comentar. Deixa eu primeiro cumprimentar minhas colegas, boa noite Nath. Boa noite Sil, migas, convidada especial e ouvintes.
Olha, eu já tô pronta aqui porque a paleta cósmica que é a própria bandeira bissexual tá sempre na minha vida. Então eu já tô representada pelo menos na corzinha. Me sinto pronta.
Ah, muito bom. Boa noite, Cessy. Boa noite, Sil. Boa noite, Nath. Boa noite, convidada. Boa noite a vocês que estão chegando aqui agora neste episódio. Estou eu aqui com uma notebook, dentro, trancada num banheiro e falando pra um buraco na parede.
É isso, é assim que a gente grava, ouvintes. É, pra quem tem curiosidade. Então hoje a gente tá com uma convidada que já passou pelo Falando no Diabo, mas aqui no Rainhas é a primeira vez que aparece. Então, bem-vinda, Bela Eichler. Oi, meninas, mulheres empoderadíssimas. Gente, que prazer estar aqui com vocês. Ainda mais falando de horror cósmico, né, que é um gênero assim tão peculiar, tão diferente. Como vocês falaram, tão rosa e roxo. E tô empolgadíssima. Bora nessa, obrigada pelo convite.
Eba, obrigada por ter topado gravar esse com a gente, Bela. E pra quem não te conhece, fala um pouquinho de você. Bom, meu nome é Bela, eu tenho canais, não nos dentes, mas no YouTube, no Instagram. Nossa, que piada horrível, gente. A quinta série às vezes bate de um jeito. Amiga, nós nem começamos o episódio ainda, você vai ver que...
Pode piorar. Vai piorar, vai piorar. Vai piorar, é assim que eu gosto. Enfim, tô lá no Instagram, tô lá no TicTac, também tô no YouTube, falo sobre ficção científica, futurologia ou tecnologia. Inclusive, Horror Cósmico é um dos meus subgêneros favoritos. Então, se vocês curtem sci-fi, eu só falo sobre sci-fi por lá e futurologia também.
Todos os links estarão no post, não deixem de seguir a Bela. É um conteúdo que a gente gosta muito também e tenho certeza que nossos ouvintes vão gostar. Então, bora hoje falar de Glorious, um horror cósmico de 2022. Mas quem vai passar a ficha completa, então, é a Céssia. Glorious é um filme de 2022.
filme curtinho, tem só 1 hora e 19 minutos acho que isso, vamos falar sobre esse tempo aí do filme mais pra frente filme dirigido pela Rebecca McHenry, que tem aí outras produções aí na sua carreira, tal qual ela também dirigiu uma das sequências do Contos de Halloween de 2015 é roteirizado pelo Todd Rigney pelo Joshua Hu, David Ian McHenry
E temos também um filme estrelado pelo Ryan Walton. E a icônica voz de J.K. Simons também está aí no filme, só pra atitude de curiosidade. E, Nath, dê a sinopse pra gente. Bom, em Glorious, a gente acompanha o Wes, que ele tá dirigindo por uma estrada, mas tá dando umas pescadas aí. E aí ele percebe que se ele não der uma paradinha, vai dar ruim caputar esse carro.
E a gente percebe ele com muita raiva, uma certa mistura com uma tristeza. Até que ele encontra uma saidinha assim na beira da estrada com um... Como se fosse um posto, mas não exatamente. É um ponto de descanso, né? Acho que eles chamam assim. E nesse ponto de descanso ele tá sozinho. Aí tem uma mulher misteriosa, de repente, que também já vou ter questões logo menos. Mas...
Em algum momento, ele decide ligar o foda-se e fica ali sozinho. E ao invés de só dormir pra descansar, ele enche a cara, bota fogo nas próprias calças, nas coisas que ele tem, guarda uma foto da ex no bolso da camisa. E no dia seguinte, ele acorda todo cheio de ressaca. E pra dar uma gorfadinha, ele sai correndo pra dentro dessa parada no banheiro.
E assim que ele entra no banheiro Faz tudo que tem que fazer Que dura um tempo muito considerável Inclusive, ele ouve uma voz Na cabine do lado Falando com ele, e essa voz Está insistindo aí Numa conversa, insistindo Insistindo, até que A voz revela que é Um deus De outras coisas Alinhadas, atreladas A história dessa voz E muitas coisas
vão acontecer. E um detalhe importante que pra mim acho incrível, remetendo ao título desse filme, é que obviamente vai ter um buraco entre as cabines que conhecidamente no mundinho como um glory hole, né, garotas? Então ele conversa com uma criatura cósmica, um titã, semi-deus, enfim, por um glory hole num banheiro público. E agora nós vamos para além desse resumo.
Eu acho que só a informação... Você não sabe nada. Filme de terror cósmico com Glory Holes. Não precisa de mais nada pra atiçar a minha curiosidade, assim. É isso. Foi assim que eu fui parar nesse filme a primeira vez. Uma mistura bem atípica, né? Não é?
Eu só queria adicionar uma informação Que a Rebeca McHenry também tem um podcast Já que estamos em um O podcast dela é o Colors of the Dark Tá no Youtube e nas plataformas Então normalmente ela faz entrevistas Tipo em Zoom Não é estúdio também, ela é como nós E grava de casa
Então, e fala de filmes de terror, assim, de festivais também. Então tem bastante filme novo. O próprio Glorious passou muito em festival antes de ir parar na Shudder, né? O streaming lá que só está disponível em países de língua inglesa. A gente é o Esquecido no Churrasco. E a gente tem, então, esse terror. Porque, assim, tem essa coisa de falar horror cósmico e inspirado em Lovecraft e tal. Mas muitas vezes...
São inspirações mais indiretas, né? E aqui a gente tem, de fato, um deus que tá nas histórias do Lovecraft. Ele apareceu pela primeira vez no conto Vindo dos Eons, de 1935. Então, é legal também, eu acho, trazer algo mais diretamente, assim, dos contos do Lovecraft.
E eu gosto bastante da forma como é trabalhado nesse filme, com bastante comédia, né? Porque afinal, com essa premissa do Glory Hole, eu acho que não teria muito como fugir de algum humor. Mas eu acho que ele toma rumos inesperados, assim, se você vai sem saber muita coisa sobre ele. Eu sei que, Bela, você não tinha assistido ainda.
Cara, não tinha assistido e eu confesso que eu fiquei bem surpresa com esse filme, porque geralmente o pessoal lá no canal, eles estão muito antenados em tudo que tem de novo, que é interessante, né? Então me salva muito, porque nem sempre a gente tá ligado em tudo que tá rolando no cinema, nos séries, nos jogos. Então eles me ajudam muito e até então, né? Esse filme é de 2022 e até então eu não tinha ouvido falar sobre ele, então...
Foi uma bela surpresa, assim. Eu me diverti muito assistindo. Eu confesso que eu adoro o filme independente. Eu acho que esse é o caso. Eu confesso que eu não cheguei a pesquisar o budget desse filme. Mas pelo minimalismo ali, né? A questão de o filme inteiro acontecer dentro de um lugar só. Eu acredito que seja um filme de baixíssimo orçamento. E eu sou uma grande admiradora de filmes, assim...
Óbvio que filme de guerrilha a gente não tem como defender tanto Pela questão de que não necessariamente todo mundo tá trabalhando com dignidade ali, né Mas eu fiquei impressionada como que às vezes as pessoas conseguem ser criativas com pouco E eu acho que é o caso aqui e é muito legal, cara, eu adorei esse filme Eu fiquei um pouco surpresa que a nota dele no IMDB não tá tão alta Eu acho que tá 5.6 ou alguma coisa assim Mas eu achei o filme bom
muito interessante, apesar de acontecer em um lugar só, dentro do banheiro ali, o diálogo é legal, é bem articulado, o embate que ele tem com essa entidade cósmica aí também eu achei bastante incrível, fiquei presa no filme o tempo todo, eu acho que eles conseguem criar uma balança legal entre a comédia e o horror aqui, né, que eu acho difícil de ser feito também, eles tem timing pro humor, mas ao mesmo tempo eles sabem pesar no horror, cara, eu gostei muito desse filme, me surpreendeu bastante, inclusive pretendo comentar lá no canal também.
Que bom que você gostou, que bom que a gente escolheu bem pra te chamar. Pois é. E assim, metade do orçamento, metade não, né? 80% do orçamento eu tenho certeza que foi só pra pagar o J.K. Simons, né? Ou talvez. Provavelmente. Gente, como, né? Que conseguiram esse cara. Como que você chega? Olha, J.K., queria te convidar pra fazer um filme. E aí você explica o que é, sabe? Você é um monstro dentro de um glory hole. É. E um banheiro nojento.
Eu queria muito ter visto essa conversa. Eu vou falar uma coisa pra vocês. Eu vivo falando assim, quem é ouvinte sabe, às vezes eu comento que, ai, vi de novo o filme, achei esse filme assim, pra mim ele diminuiu uma nota, diminuiu a minha pontuação. E o que eu sinto com Glories é o...
contrário, assim. Eu sinto que cada vez que eu for reassistir, vai melhorar a minha experiência, justamente por ser um filme que traz tantos elementos, e ele até completamente nonsense. E eu gosto dessas ideias malucas, eu acho que, quase que independente da execução, o filme já tem um ponto por conta...
da premissa, como as meninas bem disseram, de trazer essa coisa do Terry. Eu, particularmente, me divirto muito com o Terry. Quando mistura horror e comédia, é muito difícil dar muito errado. Aqui, eu sinto que algumas piadas eu acho que são muito sutis.
Justamente porque é um filme que cria uma atmosfera muito boa. Então, isso é um ponto positivo. Porque a gente não tem aquela coisa extremamente muito escrachada. Você consegue fazer piada com detalhes, assim. Até tem um momento que ele tá fazendo xixi. Enquanto a entidade conta a sua história de origem. Então, assim...
Com apenas essa coisa do visual. O contraste dele contando uma história super... Com um tom dramático tão pesado. E o personagem fazendo xixi. E ele parando pro personagem fazer xixi. Com esse detalhe, você já consegue criar um clima bem engraçado do filme. Então, eu gosto desses momentos. Os momentos que eu menos gosto é quando perde-se essa sutileza cômica. Digamos assim, né? Quando você tem um excesso de explicação. Enfim, quando...
Eu tenho o meu único problema com esse filme. Eu acho que o principal. O único não, né? Mas o principal é essa coisa de que ali pro segundo ato. Eu acho que as coisas começam a ficar um pouco circulares demais. Assim, em termos de texto, né? De acontecimentos. Mas acho que os pontos altos, eles são justamente quando você consegue fazer rir com detalhes. Assim.
É igual a Céssia falou, uma coisa que eu acho que onde esse filme me ganha é essa questão do contraste, que eu acho que eles conseguem definir muito bem aqui, porque é uma premissa extremamente simples e absurda também de muitas formas, e propositalmente absurda, mas o que me impressiona também nesse filme é que, apesar disso, a coisa toda vira algo filosófico. Então, a gente tem esse contraste central entre o cósmico, uma coisa infinita, grandiosa, um deus,
Só que dentro de um banheiro, dentro de um glory hole, e com a humanidade no seu maior ridículo. Que seria o cara bêbado ali, vomitando, mijando na frente dele, enquanto ele conta a história do universo, de como surgiu a vida no universo. Então eu gosto muito desse contraste, assim como a Ceci comentou aí. Então eu acho que é um filme que traz também, apesar das besteiras todas, uma camada de responsabilidade moral humana também. Um tema central ali que gira em torno de culpa, responsabilidade.
rendenção também. Eu queria inclusive falar com vocês depois com relação ao final, que é pra mim onde existe o dessabor da coisa mas eu vou deixar pra falar sobre isso depois que a gente estrinchar melhor o filme aí. Finais são o negócio né? Mas realmente. Eu sou muito fã de filmes absurdistas que eles não tem medo de exagerar e saber dosar o humor, assim. Eu gosto desse recorte também que é bem isso. Igual o Bela tava falando vocês também de
pegar uma coisa bem simples e é muito difícil você sustentar um filme com basicamente um ator em tela só na base do diálogo em um cenário insalubre, enfim eu também acho que em alguns momentos ele começa a dar uma patinada assim, a dar... então eu acho
que é difícil sustentar isso. Acho que consegue bem, até certo ponto. Acho que é colocado também de uma maneira que funciona, pra mim, a questão dos flashbacks, né? Não é um filme que se apoia totalmente nos flashbacks pra dar uma profundidade pro personagem, até porque nem precisaria muito, a não ser que fosse pra dar esse gancho final aí. Mas...
Ele é um filme que é a segunda vez que eu assisto Eu acho que comigo aconteceu Não o contrário, a primeira vez que eu assisti Eu falei assim, caralho, foda Essa aqui foi um tá Ainda acho foda, mas acho que Outros detalhes me irritaram Um pouco
mais do que da primeira vez que eu assisti, mas assim, nada que estrague a experiência e tal, e eu gosto que tira um pouco da seriedade dessa questão de, ai, coisas lovecraftianas, criaturas lovecraftianas, porque é uma fórmula tão repetida, a gente vê...
tudo sempre igual ou tudo muito parecido quando tentam pegar essas mitologias, enfim e aqui você poder usar isso com comédia mas também não precisar ser 100% uma trecheira o que eu também amaria, por sinal nada contra, 100% a favor mas eu acho que tem muito mérito por criatividade mesmo, eu já sou fã da gata
Apesar de que eu assisti um outro filme dela, que é do Jogo do Elevador, que é um dos piores filmes que eu já vi na minha vida, mas isso a gente deixa em parênteses. Como é que chama o filme? Eu acho que é o Jogo do Elevador. Elevator Games, em inglês. Ela gosta de fazer filme num lugar só, é? Bom, tô imaginando que esse seja dentro de um elevador, mas talvez... Pois é. É Elevator Games mesmo. Elevator Game, não é games, é game. Também é num lugar só. Ai, menina, mas não é fácil não, é isso aí, viu?
Nossa, gente. Então ela acertou nesse, né? Eu gosto muito de filmes de um ambiente só, assim. Mas acho que esse é especialmente difícil, assim. Porque, primeiro que esse filme foi filmado na pandemia. Então o Ryan Kwan tentava sozinho. O J.K. Simmons não esteve no set nunca. Eles ensaiaram online antes. Aí, durante a gravação, o produtor que acompanhou os ensaios...
entendeu mais ou menos como que o J.K. Simmons fazia as falas dele e tal, pra ele estar nesse banheiro atuando com o Ryan, né? Então é basicamente uma pessoa atuando sozinha, só tipo meses depois, quando já tava amenizando um pouco a pandemia, é que eles puderam gravar as falas do J.K. Simmons.
separado assim. Então eu acho que foi essa montagem, a gente que edita vídeo e áudio a gente sabe que às vezes cincar as coisas montar as coisas é um caralho então eu imagino o trabalho que deu pra fazer. Deus me perdoe. Você tá louco
Eu acho que ele se segura muito bem só no diálogo e com um ator só em cena, sabe? Tem um momento ali que aparece uma outra pessoa. E é até bom que apareça pra gente ver tipo... Ai, mas o que aconteceria se chegasse alguém? Né? E chega. E aí a gente vê. E com aqueles flashbacks e tal. E que eu acho legal como ele vai desencapando essa história assim aos poucos, né? Porque até certo ponto...
Do jeito que o Get está falando, parece que está se montando apenas uma grande piada de pinto. Não, porque você vai precisar me satisfazer e não sei o quê. Então, tipo, vai levando, assim, sabe? Então, eu acho que depois, quando tudo se junta e se revela, de fato, o que o Get precisa e o que está acontecendo, etc., eu acho que ele faz um ótimo trabalho, assim, de montagem e com esse negócio de um ambiente...
praticamente uma pessoa e uma voz. Então, acho que funcionou muito bem do jeito que ele foi feito. Não, total. E assim, eu não sei se funcionou pra vocês o humor, mas cara, eu dei muita risada vendo esse filme. Eu acho que é o tipo de humor idiota que eu gosto. Vou dar um exemplo besta aqui, pra mim foi o que eu ri demais. É que o cara falou, ah, você vai ter que me satisfazer. E aí o brother coloca a mandioca ali dentro do negócio do glory hole, né?
Então vamos, né? Vamos salvar a humanidade, etc e tal. Até porque essa é a exigência, né? Já que estamos falando de spoilers.
O monstro, bom, pelo menos foi isso que eu entendi, vocês me corrigiram se eu estiver equivocada. O monstro diz que ele, pra voltar à sua forma etérea, né, ele precisa de algum sacrifício humano ali. Ele precisa que a sua forma material se satisfaça. E o cara entende que tem que botar a mandioca dele ali dentro do negócio. Só que acaba que ele fala, não, meu filho, o que é isso? Não tem nada a ver com isso e tal. E aí ele fala, é um pedaço do fígado? É.
É. Gente, eu amo essa cena aqui. Aí eu fiquei assim, gente, eu não saberia onde fica o meu fígado. Como que esse cara vai arrancar um pedaço do fígado dele? E aí é justamente isso que acontece na cena, gente. Cara, não, é do outro lado. Porque ele vai com a faca ali, né? Posiciona a faca ali, o moço fala pra ele que é do outro lado. Aí eu achei genial, gente. Eu acho o humor muito bem colocado, assim.
Pelo menos eu achei o timing de todos os momentos muito bons, assim, muito engraçados. O que me impressiona mais é isso. Eu não tô acostumada a gostar muito de ter rir. Eu confesso, assim, que eu acho que... Eu acho que foi a Ceci que falou que geralmente é difícil de dar errado. Né? Nossa, eu não sei. Pra mim, eu vejo de outra forma, sabe? Pra mim, eu acho difícil de dar certo. Risos.
porque ou é isso, é uma parada muito escrachada ou o humor não fica bem colocado ali, então fica uma sensação um pouco suspensa de qual que é o gênero do filme, né? Não fica tão afirmado assim, mas nesse pra mim eu acho que funciona funciona de um jeito bem usado, que é pra trazer essa questão aí da moralidade humana como foco e não a nossa insignificância que geralmente é o mote das histórias do Lovecraft mostrar o
quão insignificante a gente é. Aqui a gente tá falando mais de um cara tentando salvar a humanidade também. Talvez exista ali alguma história de redenção levando em consideração o final. Eu não sei se vocês querem falar disso agora, mas eu tô muito curiosa pra saber as teorias de vocês com relação ao final. O que vocês acharam? Sobre o que que é essa história? É, inclusive eu queria até fazer esse adendo, porque eu acho que esse filme ele pesa o clima de uma maneira muito...
Eu já havia pescado porque eu tava, desde o início, me regogizando com a tortura psicológica do personagem principal, que eu não simpatizei com ele desde o início. Acho que é um pouco do querido, um pouco do trabalho do querido, mas o coitado teve que atuar com ninguém, praticamente, então vamos estar dando esse desconto a ele.
Mas eu tive essa dificuldade de conexão com o personagem, justamente. Por isso, eu tava achando engraçadíssimo o fato dele estar sofrendo. Ah, não sei o que, minha namorada. Sabia que tinha alguma coisa a ver com a caixa. Eu falei, tem caroço nesse angu, né? Tem alguma coisa que tá errada aí. Porque eu não dizia expressamente o que havia acontecido com ela. Então, eu já imaginei. E por se tratar de um sacrifício, eu falei, não sei. Talvez tenhamos algum motivo para não gostar desse cara.
E aí, quando... Já que nós estamos falando aqui sobre arco de redenção. Ou um possível arco de redenção. Quando a gente tem a revelação no final. Atenção ouvinte. Mais uma vez. Spoiler. Como todo episódio. Mas enfim. Só porque é o final do final mesmo. A gente descobre que ele é provavelmente um...
serial killer, né? Que dá a entender ali porque são fotos de várias garotas que a namorada dele descobre em situação minimamente questionável, porque elas estão sempre com a expressão de assustadas, em situações questionáveis e tal, e aí ela descobre essas fotos dele e ele vai lá e dá a entender que ele mata ela.
Na verdade, a sensação que ficou pra mim, eu não pensei em nenhum momento em arco de redenção. O que ficou pra mim foi somente um sentimento de grande desesperança. Porque a gente tá falando de salvar a humanidade durante o filme inteiro. E aí a gente descobre que o nosso protagonista, o nosso salvador, era, na verdade, um assassino de mulheres. E aí a gente, de fato, se sacrifica pela humanidade. A sensação que fica é de que, de qualquer forma, nós estamos fudidos.
Eu não sei, assim, eu tive essa impressão. Então, por isso que eu não consegui levar a cabo essa questão da redenção, sabe? Porque não me pareceu, inclusive, que houve um processo de arrependimento ou algo do tipo, sabe? Ou que ele foi, de fato, confrontado minimamente, eticamente, pelo que ele fez, enfim. Isso em nenhum momento do filme realmente aparece ou dá a entender, sabe? Então...
A gente tá a todo momento num papo mais existencialista. Coisa como as meninas bem disseram. Que é a vibe aí da discussão do Lovecraft. De quão pequeno nós somos. Do universo. Lá lá lá. Mas isso nunca vira uma discussão. Uma reflexão acerca das atitudes do personagem. Sabe? Então isso fica meio que jogado ali no final. Exatamente. Aí está o meu dissabor. Você falou tão bonito que eu não preciso nem falar nada. Sobre os creves.
só descreve mas nossa, pra mim é exatamente isso ficou jogado, né? agora sim, eu preciso parabenizar pela capacidade de detecção de red flags porque eu tava adorando esse protagonista olha, eu ia ser assassinada é
Eu estava achando a atuação dele muito qualquer coisa, de verdade. Eu não sou especialista, mas dava muito pra perceber que ele estava precisando de alguma... Sei lá, talvez a falta da voz, a coisa de ter ensaiado online apenas com a voz do dia que saimos.
Na minha cabeça. É, é uma atuação difícil. Vamos colocar assim que ele teve um desafio muito grande. Eu achei ele bom. Não me incomodou não, a atuação. Gente, é o irmão da Suke Stackhouse, né? O Jason, no True Blood. Que também a atuação era ele ficar sem camisa e ser puto. Puto.
Era isso. Isso aí ele fez bem. É isso. Mas eu sabe que eu fui pra um outro caminho de raciocínio? Eu fui pra um outro caminho de raciocínio. Porque igual vocês estavam falando. Que um dos pontos comuns nas narrativas do Lovecraft. É essa questão da insignificância, né? Quando deu esse plot.
twist, assim, também me deixou um amargo, mas eu fui pelo lado de meio que uma justiça cósmica, assim, sabe? Sabe aquela coisa assim, ai, o senso comum, né, os dizeres, assim, ai, a que se faz, a que se paga. Então,
de que... Porque a entidade fala pra ele o tempo todo, nós somos seres de destruição. Não importa o que acontecesse, a gente seria atraído um pelo outro. Se o caminho estava traçado a chegar até aqui, esse encontro ia acontecer. Enfim. Então, me deu um pouquinho esse senso de justiça que não sei se funciona tão bem. Também não sei se é claro o suficiente de que...
É isso aí. Então, mesmo que você não saiba, a coisa vai acontecer. Você vai pagar de alguma forma e aí esse cara tá ali sofrendo, se fudendo da maior maneira possível. A maneira mais aleatória, nojenta, extrema. Até porque, ao longo dessas conversas, ele também fica jogando frases assim...
Ah, é porque o universo me odeia. Porque o universo fica cagando na minha cabeça. Tudo dá errado. Ele joga a cartinha do homem coitado. Eles adoram essa. Aí você entende que, hum, ah, então não é tão coitado assim, né? Então eu achei que foi pra dar um, ah, sabe, um gostinho igual, assim. Eu falando por mim, não posso falar pelas minhas colegas.
Mas quando a gente tem aquela satisfação assistindo o filme de vingança, assim, né? Você vê assim, ai, toma, filha da puta. Mereceu. É isso mesmo. Aí dá uma satisfação, né? Só que como isso veio muito no final...
Pra mim, isso não funciona muito bem, né? Não dá a satisfação assim, ah, então beleza, mereceu, tá vendo? Que isso, você tá vendo de um ponto de vista, de um narrador aí que depois a gente descobre que é um narrador não confiável e tal. Mas eu achei que não acertou nesse punch, assim, no ápice do último ato, como foi acertando nos outros tons durante a construção.
Dessa história, então meio que Ficou muito morno no final Talvez, grandes talvez Pudesse ser diferente aí Mas eu fui mais por esse lado Que por mais insignificante Que você seja, que ninguém sabe Nananana Meio que aqui se faz, aqui se paga Nem que for, não precisa ser Deus Homem de barba branca, com uma túnica Limpinha, mas Pode vir um Deus da destruição Aí de outra, enfim E aí
Cara, essa leitura é bem legal, assim, uma questão kármica mesmo, né? Que ele tá ali pra se ferrar pelos, vamos dizer, pecados, pelos crimes, né? Eu acho interessante. Eu juro que eu pensei nisso, principalmente porque no final ali, quando ele liberta a intimidade,
entidade, parece que o banheiro tá super limpo de novo, só ele que tá todo lascado, todo sangrando, né? Então, eu acho que uma possibilidade também, uma possível leitura desse desfecho poderia ser que tudo foi algo psicológico, né? Simbólico, que aconteceu só dentro da cabeça dele. Então, essa entidade, não sei, poderia ser vista como manifestação de culpa interna, então...
Eu acredito, assim, sendo um filme feito por uma mulher e que traz essa questão de um serial killer que mata mulheres, né? Que é o que parece, né? Que o filme não deixa explícito, mas ele sugere. Poderia ser, sim, eu acho que um debate sobre punição. É. Não necessariamente de redenção, né? E eu acho que cairia super melhor. E assim como a Nath falou, talvez trazendo isso um pouco antes, eu acho que também teria um efeito mais impactante de... Cara, ele mereceu passar por tudo isso. E daria esse gostinho pra gente também.
Então assim, eu acho que seria uma leitura muito legal de... O monstro não é a entidade, mas a própria humanidade nesse caso. Acho que poderia reverter legal aí essa mensagem. Subverter o horror cósmico clássico, trazendo esse foco mais humano mesmo. Eu concordo que poderia ter a revelação acontecido talvez um pouco antes. É que é um filme muito curto também, né? Ele não perde tempo de começar e acho que até em...
benefício, assim, porque se fosse muito mais longo, acho que também ia ficar muito arrastado, mas eu gosto muito dessa fala, desse diálogo no final, que o Wes fala, tipo eu sou um herói, e o Gat fala, tipo, não, nós dois nenhum de nós é herói, né o que a gente merece como seres de discussão
É o esquecimento mesmo. E é isso que a gente vai ter. Talvez, né? Se isso tivesse se desenvolvido um pouco mais. Acontecido um pouco antes e tal. Também acho que poderia ter sido mais impactante. Mas mesmo assim, eu ainda gosto muito dessa conversa final que eles têm. E o Wes ainda sai do banheiro, né? Mas acaba morrendo logo ali na porta mesmo. E é isso aí. Uma coisa que ficou na minha cabeça em relação a isso que a Sil disse. É que eu fiquei pensando. Tá, o cara é um serial killer.
E aí ele decide salvar a humanidade. Mas eu entendo. Eu acho que é uma coisa de suspeição, de descrença. Por quê? É, exato. Porque parece que ele... É porque senão ele não vai ter vítima pra matar. Ah, mas eu não sei. Eu acho que ele já está...
Tava numa vibe de autodestruição, né? Porque ele tava bebendo, né? Então tem toda uma vibe. O filme constrói isso. Minha questão com esse personagem é que é isso, assim. Desde o início, parecia que ele tinha alguma coisa de culpa. Porque eu fiquei, na verdade, em dúvida se ela tinha morrido ou se ela tinha terminado com ele, né? Eu nunca conseguia...
entender se era uma ou outra. Então, pra mim, isso já era uma coisa que trazia um questionamento, assim, né? E aí, depois, a cena onde ele fica bêbado, eu achei muito esquisito, assim, as coisas que ele falava quando ele tava bêbado. Parecia mesmo que era que ele tava se sentindo culpado e tal.
E o fato dele estar em uma viagem, que também ficou muito dúbio, assim. E aí, depois, eu acho que outro estranhamento que eu tive é essa questão ética dele de querer salvar a humanidade. Porque ele... Há um processo de convencimento ali. Ele não faz só porque ele quer sair, né? Tem todo um processo. Tanto que o... É Gat... Gat... Eu esqueço o nome dele. Segura a língua aí, Prima. É, botar a barra... O dedinho... Liga pra fora... Assim. A arpa.
É gata anotoa É, o gata anotoa Convence ele falando da ex Fala assim, ah, ela merece Daí eu já tava bem confusa Porque eu já não sabia o que era Eu questionei um pouco essa decisão ética dele De querer salvar a humanidade Mas enfim
Pra quê, né? Realmente essa parte incomoda. Não dá pra dar sentido nisso, né? Por que o herói vai ser um cara que é um criminoso, um serial killer, né? Eu acho que talvez por isso é justificativo de deixar tão pro final. É. Essa revelação. Talvez trazendo antes aí mesmo que a nossa suspensão de descrença não ia existir. Ah, por quê? Ou então eles aumentassem um pouco o filme pra trabalhar esse processo de culpa que seria gerada nele através do monstro.
ali. Aí também eu acho que pega meio estranho pro monstro, porque geralmente essas entidades Lovecraftianas, né, elas são muito indiferentes. Então, isso é uma coisa que me incomodou um pouco também, não sei se vocês... Eu sei que existe uma vontade ali de criar o humor, até no monstro, né, por mais que ele seja um ser de outra dimensão e incompreensível das suas formas, né.
Mas ele também é uma criatura que parece que fica ali Pedindo pro Wes voltar pra realidade Pra ele não enlouquecer Pra ele ouvir o que ele tá falando Então ele parece que tem até uma certa empatia Uma certa paciência com a humanidade Óbvio que ele tem os interesses dele ali Mas eu achei ele um pouco humano demais Eu acho que uma entidade Lovecraftiana Seria um pouco mais escroto do que o monstro Que eles criaram aqui, mas aí de novo Eu acho que teria a ver com humor Mas eu acho que é muito
É muito isso, assim, eu acho que se eles tivessem trazido antes essa questão dele ser um serial killer, eu acho que a gente teria achado pior ainda o fato dele escolher ser herói na história. Eu acho que sim. Se aumentasse o filme também, né, aí eu acho que ia ficar mais cansativo ainda. Enfim, virou um dilema aí, que eles tiveram que fazer alguma escolha, provavelmente.
É, e eu também fiquei incomodada com essa coisa do Gat ser tão simpático, assim. Ele fala, eu gosto de como ele conta a história dele, assim, que aparece aquelas animaçõezinhas, né, na parede e tal. Achei bonitinho. Mas ele fala, ai, eu me afeiçoei à humanidade, sabe? E eu, tipo, não faz muito sentido. É.
Mas é esse, pelo bem do enredo, a gente dá pra entender, assim, por que foram feitas essas escolhas, mas é isso. Também achei um pouco estranho essa... Se é um pouco mais raiz, assim, Lovecraftiano, então não deveria ter afinidade nenhuma, não. É, ele realmente foi isso que falou a palavra certa. É simpático demais, né, esse monstrim aí. Ele é fofo. Melhor escolha possível, o J.K. Simmons, que a voz dele tá excelente, assim. Achei que foi a escolha perfeita pra esse personagem.
Não querido, né? Ai, gente, eu dei uma viajada mental. Preciso que vocês segurem na minha mão que eu vou compartilhar aqui. Pra que lado minha cabecinha foi enquanto vocês estavam falando? A primeira vez, e no começo dessa segunda, eu também tava em dúvida, igual vocês falaram, se ela tinha morrido ou se ela só tinha abandonado ele, né? Tipo, descobriu, terminou e fugiu. Tanto que a primeira teoria que eu tinha feito era que... Teoria, né? Os pontos na minha cabeça se juntaram.
cara dessa maneira, de que ela tinha conseguido se livrar dele, de alguma forma, e que ele estava indo atrás dela. Então, além de estar fugindo, porque ele tá com a vida inteira dele dentro do carro, ele também estaria indo atrás dela, porque ele liga pra ela. No começo do filme, ele fica ligando pra ela, gritando, mandando um milhão de mensagem, de voz lá. E aí eu...
Ah, tá. E aí, nessa segunda assistida, na minha cabecinha, eu concluí que sim, ele matou ela. Até por isso que fica mostrando várias vezes ela falando, mas você disse que eu era diferente. E aí fica nesse flashback dela reforçando que na cabeça dele ia ser diferente. Bom, essa questão do psicopata que quer salvar a humanidade, pra mim, pega menos ainda, né? É...
É um negócio que não me convence, mas assim... Não sei se foi Cessi ou Bela que falou que podia ser um rolê meio que da cabeça dele, né? Tudo isso, uma metáfora e tal, por conta dessa cena final e etc. E aí eu dei uma viajada na minha cabeça que assim... Talvez não fosse sobre salvar a humanidade, mas trazendo mais pra um lado egocêntrico da coisa, assim...
Porque, ai, na cabeça dele, em algum momento, essa mina era diferente. Mas no fim não era, né? Hora a hora. Que surpresa. E que talvez o que levasse ele à loucura não é o fato de, ai, a mulher que ele amava, ele matou a mulher que ele amava, né? Mas sim dele ter sido descoberto por ela e se sentir na obrigação de matá-la, né? Porque talvez, na cabeça dele, ele, em algum momento, algo deu esse, ai, então...
Talvez eu vou deixá-la viva aqui. Puts, não vai dar não. Vou ter que arrastar a gata pra baixo mesmo. Então, e essa questão da culpa corroendo, realmente, né? Se você é um serial killer, que você guarda souvenir das suas vítimas e leva com você, inclusive, esse souvenir, é meio difícil acreditar que existe toda uma culpa, um arrependimento aí, uma salvação de que todo mundo tem humanidade enterrado fundo de si, enfim, né?
E que daí essa conversa toda acontecendo dentro da cabeça dele fosse mais sobre ruir mesmo as estruturas daquela questão de nunca serei pego, né? Hora a hora. Já aconteceu tantas vezes, tantas vezes. E assim, isso estou tirando fonte voz da minha cabeça.
cabeça, né? Porque nada disso é mostrado, nada disso é falado, enfim. Mas o lidar com as consequências de uma vida depois dessa, né? Porque ao ponto do cara precisar fugir, botar tudo no carro e ir embora, por que dessa vida?
Então acho que foi meio que Essa ruptura dele com ele mesmo Enfim E é isso aqui, é isso né Eu vou salvar a humanidade Ai talvez não, talvez seja mais uma Questão igual vocês falaram de Autodestruição, mais uma culpa De você, putz Talvez até se dar conta de que não tem Salvação pra você mesmo, é assim Pronto, acabou, mas ainda assim são elementos Muito conflitantes e que é Difícil de dar uma engolida
Então, talvez, muito talvez, assim, Rebeca, convidada pra vir falar no nosso podcast aqui, quando você quiser. Dá essa explicada. Mas talvez seja, possa ter ido por esse lado mais simbólico mesmo. Só que faltou também elementos...
Pra dar ao público esse, ai gente, era tudo vozes da cabeça do Divo. E é isso, porque igual o Sil falou, né? Ele fica, a entidade fica chamando ele de volta, volta pra realidade. E assim, né? Se você, desde o começo, tá falando assim, bicho, não olha pra mim, que tu não vai aguentar o tranco.
Não, hein? E ele não? Só uma espiadinha. Só uma espiadinha. Ele dá várias espiadinhas também, né? Só que é isso, né? Quem garante não. Desde o começo mostra que a mente dele já não tava das melhores, né? Então, não sei. Eu acho que se fosse um pouco... Talvez criasse um pouco mais desse ponto de interrogação.
Ponto de interrogação ser mais nítido no final de Ele estava delirando ou aconteceu? Talvez aí ficasse um pouco mais crível, né? Porque assim, nada como um ego masculino do homem branco cis no alto do seu poder de privilégios, enfim, achar que pode salvar a humanidade, né? Dentro do banheiro, arrancando o próprio fígado, né? Não sei.
Eu amei a viajar. Cara, eu acho que assim, eu também achei muito legal. A Nath traz umas viagens boas. Mas cara, eu acho legal essa questão de finais também que geram múltiplas interpretações. Porque daí dá discussão, né? Dá embate, dá reflexão, né? Não acho de todo ruim não que o ponto de interrogação tenha ficado tão marcado. Mas é interessante esse ponto que a Nath trouxe, porque eu fiquei viajando aqui também. Então já virou uma viagem com a sua.
Vamos juntas. Geral. Porque eu fiquei pensando assim, será que a humanidade não tá representada só nela? Tipo assim, eles estão gerando, criando uma metáfora mais hiperbólica, assim, pra falar de uma questão que é muito particular dele? Será que ele se mata pra não continuar caçando ela, já que ela fugiu e descobriu?
Porque assim, na minha cabeça, igual vocês falaram, no início do filme ele tenta falar com ela. Então pra mim ela não tá morta. Pra mim ela fugiu, descobriu o segredo do cara e foi embora. Então assim, ele tem a opção de caçar essa mulher pra ela não meter a língua nos dentes, né? E o cara não virar um foragido. Ou ele tem a opção de ficar na dele. Ou acabar com a própria existência, né? Que eu acho que acaba acontecendo ali no final. Então será que eles não colocam a humanidade aqui só com essa pessoa?
específica e as próximas que viriam também. Então, como ele criou talvez um afeto maior por essa que ele disse ser a namorada dele, né? Talvez ele tenha decidido por salvar ela. Então, o filme talvez traga essa interpretação maior de que ela representa a humanidade toda aqui. Não sei, tô viajando também, tá, gente? Tô só criando mais uma interpretação aí pra ver se a gente consegue descobrir por que que colocaram como herói um psicopata.
Pois é. Indo por esse lado de que tá tudo acontecendo na cabeça dele, né? Tudo é mais simbólico e psicológico do que parece.
Aliás, eu tenho uma pergunta para todas as minhas colegas. Que é... A gente tá falando de símbolos aqui, né? Interpretações. E o que vocês acham da mulher no começo do filme, né? Porque ele chega lá nesse posto de descanso. Tem uma caminhonete velha, assim, né?
E tem essa mulher que tá ali comendo, fazendo nada, parada, não falando nada. E aí ele vai tentar pegar um chocolatinho na máquina e tá emperrada, ele começa a socar, a gritar. E aí, de repente, essa diva, sem olhar pra ele, só fala assim...
Pode ser que só esteja quebrada ou que parou de tentar. E vai lá e tira o chocolatinho e dá na mão dele. E aí ela fala, ó, você podia dar um jeito aí no banco de trás, dormir aí. Acaba, a participação dessa mulher é apenas isso. Como que vocês leem essa personagem olhando agora, né, de trás pra frente? Porque só tem esse pitaco no começo do filme, mas agora olhando como um todo, vocês acham que significa?
Alguma coisa? O que vocês acham? Eu não tenho ideia. Aceito sugestões. É isso. Eu também não faço ideia. O que eu fiquei pensando é que em contos do Lovecraft, assim, sempre tem o culto, né? Os seguidores dos deuses antigos e tal. E aí eu pensei nela talvez como uma seguidora desse deus.
semideus no caso, que tá lá meio que de guarda de vigia, alguma coisa assim porque é uma pessoa, tipo, ela fica amassando cortando papelzinho e amassando e fazendo uma filazinha, né, ali então é uma pessoa esquisita então eu pensei nela como, tipo, alguém que sabe que esse deus tá lá dentro e aí porque o Wes fala, ai, eu devia ter parado em outro ponto de descanso e o Gat fala, isso não ia...
ter mudado nada, é o seu destino então de qualquer jeito a gente ia ter se encontrado então eu acho que pode ser uma pessoa que tava lá assim, nesse sentido de guardiã, de vigia e quando o Wes chega é isso que era pra acontecer o papel dela acabou ali e ela vai embora foi tudo que eu consegui pensando no Lovecraft mesmo mas também não sei se é algo assim porque fora isso também não sei o que pensar uma facilitadora, né?
Ai, fica aí. Dá um cuncilinho. É, porque o que dá a entender é isso, né? Que essa pessoa que foi fazer o sacrifício, ela foi escolhida mesmo. E deveria ser ele, desde o início. Então, pode ser. Eu acho que é a única, assim, na minha cabeça é a única interpretação imediata que eu tenho, né?
Gente, mas qual que é a do docinho? Se ele continuar tentando, se ele pagar mais uma moedinha, o docinho sai. Eu achei que ela tava falando dele, porque ela fala assim, ah, pode tá só quebrada ou parou de tentar. E aí me remeteu a essa questão da sanidade dele, né? Porque, bom, se ele é um serial killer, entre muitas aspas, ele tá quebrado por dentro.
E ele tá tão lutando aí Dessa luta interna Porque ele tá expressando raiva Ele tá chorando, ele tá quebrando, ele tá batendo Ele tá socando o volante E aí quando entra nesse contexto Do banheiro, etc Para de tentar também Tipo, ah, eu só vou abraçar o caos, né? O que me resta do absurdo É abraçá-lo e aceitá-lo como um absurdo E aí tudo entra em ruínas Eu acho Pode ser Eu sei
Agora eu tô ficando irritada com esse filme Sério, é porque começa a me irritar Esse tipo de coisa Porque eu tava pensando no que a Bela disse Sobre o fato dela poder representar Toda a humanidade Eu acho que resolveria muita parte Assim, uma boa parte dos problemas que eu tenho com esse filme Pelo menos de subtexto
Os problemas de subtexto, acho que a maioria iriam. Porém, por que ela quer a todo custo mostrar que a mulher morreu? Porque realmente, não é que não é verbalizado. Porém, tem uma cena onde mostra a personagem com sangue na barriga e tudo aquilo. Fica muito dúbio, sabe? Então, eu acho que algumas dubiedades eram dispensáveis. Aquilo ali, eu tinha entendido como algo que revela o que ele faz. Não necessariamente que ela morreu. Não necessariamente que ela morreu.
E as fotos já faziam isso. Já, né? Você achou desnecessário, né? Achei desnecessário. E até, assim, tem uma cena, inclusive, que mostra uma faca de relance, entendeu? Eu acho que já dá a entender que ele já não é uma pessoa confiável e tal. E existiriam outras formas de se fazer isso também, eu acho. Minha teoria de que ela representa a humanidade, que ele tá tentando se matar pra salvar ela, cai por água abaixo, né?
Não, eu acho que seria excelente. Mas eu não sei se é o caso. É, não, eu digo assim, se ele matou ela, não faz sentido todo esse enredo. É, realmente. Aí é realmente eles tentando criar o herói em cima do psicopata. O que fica bem complicado. É, dona Rebeca. Sim. Ai, gente, eu sei que a gente falou muito, mas eu fiz uma lembrança aqui das minhas anotações.
Que é, a gente falou da Mina, falou da ex, da coitada e da vítima. Mas e o Gary, hein? Esse é um coitado, né? E o Gary? Existiu? O Gary também representa algo? Ele só veio pra ser o Tolkien do personagem negro que morre gratuitamente? Ora, ora. Ora, ora.
Ora, ora. Eu acho que a exceção desse personagem, ele vem justamente nesse buraco aí do segundo ato, que eu acho que fica muito repetitivo. E pra mim ele é um recurso narrativo pra deixar a história menos monótona. E pra provar o poder da entidade também, né? Que até então tava muito nebuloso, né?
Ele não estava acreditando, assim, né? Digamos assim. Ele ainda estava naquela de se questionar. Então, ela usa... Aí que tá também, né? Eu acho que é pouco... Uma das coisas que eu mais gosto, uma das cenas que eu mais gosto, é quando ele entra no tubo de ventilação pra tentar sair. E ele volta pro mesmo lugar, que é um pouco antes.
Do Gary aparecer. Eu gosto do uso criativo do espaço. Sabe? Essa coisa. Mas isso só acontece uma vez. Né? Depois a gente não vê isso. Então acho que talvez tivesse mais um momento desse. Sim. Sabe? Enfim. Tivesse me prendido mais. Porque de fato. Da metade do segundo ato pra frente. Até o finalzinho. Que quando a gente tem a resolução. Eu fiquei um pouquinho entediada. Eu confesso. Coitado do Gary.
É, tá vendo? Eu acho que foi sacanagem com o Gary, também acho. Então vai lá só pra morrer mesmo. Eu peguei pra ouvir uns anos atrás, a gente gravou um episódio do Falando no Diabo sobre filmes da Shudder, e a gente falou um pouquinho sobre Glorious, mas foi curtinho assim, né? A gente tinha pego vários filmes. Foi no mesmo ano que saiu o Nope, do Jordan Peele, e eu falei lá que
Eu achei que veria só uma chuva de sangue no cinema esse ano. E vi duas, né? Eu gosto muito. Por mais que coitado do Gary. Mas eu gosto dessa cena. Do sangue chovendo mesmo dentro do banheiro, sabe? É uma exagerada, assim. Que eu acho interessante. Porque é isso, as coisas vão escalando, né? Então eu achei uma escalada bem-vinda, assim, no gore. Porque a gente vê, já é uma situação gore. Porque é isso, logo ele chega no banheiro no começo do filme vomitando.
E aí depois ele põe as mãos na cara e fica desesperado porque colocou a mão na privada e depois colocou no rosto. Isso é desesperador de fato. Essa nojeira vai ficando mais explícita assim, né? E eu gosto de como ele cresce nesse sentido e acho que a chuva de sangue foi um ponto alto pra mim. Apesar de coitado do Gary.
Serviu o seu propósito com louvor ali, né? Me lembrou muito o final de A Substância também, né? Que é aquele exagero, aquela coisa. Eu acho que funciona legal. Ainda mais pro horror cósmico, que é um horror muito mais visual e psicológico, né? Do que jumpscare e tal. Apesar de que rolam alguns jumpscarezinhos, né? Pelo que eu me lembro aqui. Alguns sustinhos. Mas é pouco.
Tem uma cena que o Wes tá no carro, uma dessas que ele tenta olhar pro Getty, e aí ele tem alguma visão assim, e a Brenda tá sentada no carro do lado dele, e começa a sair uns tentáculos dos olhos dela, assim. E aí vem com aquele som mais alto e tal, clássico. Mas tem, tem um pouquinho, sim. Bora para os nossos sabores e dessabores, então. Vamos começar pelos sabores, e vamos começar pela nossa convidada, Bela. O que mais se destacou positivamente pra você nesse filme?
Cara, eu acho que diante de todo o debate que a gente teve aqui, pra mim, o maior acerto do filme é transformar uma ideia que parece piada em algo genuinamente desconfortável e reflexivo. E esse contraste entre horror e humor muito bem equilibrado. Pra mim, o sabor tá aí. E você, Nath?
Ai, o meu sabor tem 100% a ver com bobaginhas. Vocês vão me perdoar. Mas eu gostei muito de piadinhas específicas. A primeira delas é quando ele fala... Mas o que é isso aqui? É um RPG? É um LARP? E assim, né? Eu tenho um grupo de amigos. Um beijo. Não sei se meus amigos me ouvem. Fica aí.
a falha e a prova de amizade, né? Se for amigo de verdade, vai vir e fala assim, ouço sim, amiga, enfim. A gente tem um grupo mensal de RPG e a gente nunca jogou nada de Cthulhu, Lovecraftiano, enfim, mas a galera curte. Tem vários sistemas aí que usam criaturas de Lovecraft e tal. É bom.
Cthulhu e tudo que tá no horror cósmico aí, colocou seus tentáculos em todo tipo de mídia, tanto literatura quanto esses roleplaying games, jogo digital, tem muito jogo de tabuleiro também, inclusive, enfim, então essa foi uma piadinha que eu que jogo fiquei ah lá, fez referência
Essa foi pra um fandom muito específico Rebeca, obrigada, gostei Também gosto dessas cenas Igual você falou, dele Imaginando ela e aí Tá saindo tentáculo do olho dela Queria que tivesse usado mais Elementos visuais de loucurinha Mas tudo bem
E eu gostei muito da piadinha do Glory Hole. Que quando eles vão escalonando esse... Ai, mas eu preciso que você satisfaça a minha necessidade corpórea. E aí ele... Putz, vamos lá, né? Vou botar meu pau aqui no buraco. E aí na hora que ele bota o pau no buraco, a entidade fala assim... Meu querido, seu genital não significa nada. E o... Ai, yes, girl! É isso. Então assim... E aí
Essa foi também uma piadinha. Ao mesmo tempo, se tivesse arrancado, teria sido legal, tá? Teria sido ótimo. Teria sido ótimo. Mas o fato de desvalorizar o falo... Nossa, pra mim foi um show. Então, meu sabor são essas piadinhas. E a luz e a eliminação bissexual no topo. Sempre.
Muito bom. Se esse você... Ah, eu ia falar da iluminação. Porque apesar das nossas piadas, de fato, a iluminação desse filme é muito legal. Tá vendo? Porque ela, de fato, contribui pra uma atmosfera cósmica. E aí, já que a gente falou pouco sobre as questões mais, entre aspas, técnicas, porque eu não...
Eu não sou uma especialista, gente. Mas eu acho que tem alguns elementos aqui. Que são realmente muito interessantes. E a iluminação é uma delas. Então, como a gente está num espaço muito apertado. É um banheiro. Tem uma amplitude, mas é um banheiro. E é o único cenário. Então, a luz entra muito com esse papel de transportar a gente.
Outra coisa que eu gosto, que tem a ver com essa parte mais visual, é a utilização de efeitos práticos. Quando acontece, é muito bem utilizado. Tem até uma cena onde ele consegue ver por baixo da cabine uma espécime de bolha, né? E aí aparece uma mão, assim. Eu gosto muito desse efeito, né? Do efeito prático mesmo. Já que eu falei dos outros sabores, eu acho que vou destacar esses dois, né? Que tem a ver com a estética.
A gente sabe que a gente divide neurônios, então, Nath, eu vou te acompanhar nas piadinhas bestas. Essa do, você achou que seu pau vai salvar o universo, é ótima. Ri muito. Junto com a do, não saber onde está o fígado, com essa ri e me identifiquei, assim como a Bela. Mas eu gosto também de toda essa construção que ele faz, levando pra um lado e depois revelando que não é nada do que a gente tava achando. E mudando de direção, assim, então eu gosto bastante.
Agora então vamos para os nossos Dessabores, Bela Pois é, o dissabor acho que a gente deixou claro aqui Talvez seja uma coisa compartilhada Entre nós, não sei, vamos ver Mas pra mim é a coisa do herói errado Do herói quebrado, de ter que engolir Que quem tá salvando a humanidade É um cara psicopata, matador de mulheres Pra mim esse foi o problema Eu acho que a ideia é boa, mas a execução desse arco Desse protagonista podia ser mais clara Ou então ir por outro caminho Pra dar mais peso pro desfecho
pra mim o de sabor principal tá aí, e eu acho que assim, o filme também quer ser muito ambíguo, dessa questão de que o filme ele quer dizer muitas coisas ao mesmo tempo, ela morreu, ela não morreu a ex, a vítima, foi ela que tinha que ser salva, enfim as coisas podiam ficar um pouco mais claras pra não ficar ambíguo demais esse desfecho
E você, Nath? Acho que a cena do vômito é eterna. Não precisava. Ai, meu ex-trauma de gorfo. Toda vez, sabe? Todo filme precisa ter alguém gorfando. Não precisa, né, Gema? Enfim, se estendeu demais. Ao contrário das minhas amigas...
Eu achei que quebrou Eu gosto das piadinhas Mas achei que quebrou um pouco o ritmo Quando ele faz aquela piadinha Que ele tá mijando E o Garty tá contando as coisas Aí ele para, aí ele mija um pouco Aí ele começa a falar, aí ele mija um pouco e para Não
Ai, pra mim... Ah, amiga! Nossa, pra mim quebrou, assim. Pra mim deu o efeito contrário. Eu fiquei assim, ai... Eu acho que, assim, ok. Mas também repetiu um pouco demais, sabe? Porque ele me já, sei lá, umas três, quatro vezes nessa de... Ai, ok. Vamos seguir? Mas enfim. E também o final ficou agridoce pra mim. Concordo.
E você, Ceci? O meu de sabor, eu concordo com a Bela sobre a questão do excesso de elementos. Parece que quer dizer muita coisa, além do que necessário, assim, pra proposta do filme. E até mesmo pra discussão que ele tá colocando, né? Como subtexto. Eu acho que acaba ficando muito confuso em alguns momentos. Eu também tenho um pouco de preguiça quando o filme parece que tá muito rocambolesco demais. E aí... Enfim... E aí...
uma via de mão dupla, porque gera debate, mas em algum momento a gente para e fala assim, bom, é essa teoria aqui que eu acho mais provável, ou essa aqui que não. E aqui eu não consigo fazer isso. Então, virou apenas uma confusão na minha cabeça, porém, continua sendo um filme muito divertido, muito original. E a outra coisa que eu quero colocar como de sabor, já que eu estou repetindo as minhas amigas aqui,
É o contrário, né? Praticamente, do sabor. Eu não gosto da inserção de CGI desse filme. Eu entendo que é baixo orçamento, de fato, um filme que foi feito ali com uma coxinha e um aguaraná, provavelmente. Mas tem uma cena em específico que me incomodou muito, que é quando as paredes do banheiro estão rachando. Assim, eu não sei. Aquela cena ali realmente me deu uma...
Nem a cena do poderzinho rosa em volta do banheiro me incomoda, porque eu entendo que é uma escolha estética mesmo. E eu gosto dessa escolha estética, dessa coisa da cor e tudo mais. Mas a do banheiro me quebrou um pouquinho, assim como a parede quebrada.
Gente, o que eu não gostei muito, ainda que eu também gostei muito de ter efeitos práticos, né? De ser, pelo menos, a maior parte dos efeitos serem práticos. Mas eu não gostei do Get ter aparecido no final.
E o próprio pai dele também, que no caso é o Cthulhu, naquele céu, assim, né, no espaço, ser aquela coisa meio nuvem, meio tentáculo, assim. Eu acho que é muito difícil de dar certo, perde um pouco desse impacto, porque, porra, se é um negócio que você não pode olhar, porque você vai perder a sanidade, assim, então é melhor não mostrar nunca.
Sabe, deixa a gente só pensar até onde a nossa cabeça vai. Por mais que, assim, achei um monstrinho simpático. Acho que ok aparecer, tipo, o tentáculo ali passando pelo Glory Hole. Às vezes a gente vê por baixo, né, aquela geleca, assim, beleza. Mas quando abre a porta e o monstro aparece inteiro assim, eu preferia que não. Mas também era um monstro, acho que de efeitos práticos e...
bonitinho, mas é isso, era muito bonitinho pra ser um negócio que vai fazer enlouquecer. Cara, esse ponto é muito bom, viu? A blow, viu, Diva? A blow. Realmente, agora ela falou. Eu tinha me tocado nessa. A blow, a blow. É, é isso aí. É isso aí. É um mostro mais terrível que a gente não vê geralmente, né? Eles usam muito assim.
Cloverfield isso acontece, né? Raramente a gente vê o bicho. O Alien é o oitavo passageiro também, mais pro final, que a gente entende o que ele é. É muito mais legal quando a gente completa na nossa mente, né? Porque aí as possibilidades são infinitas. Inclusive, eu achei ele um fofo. Não dá medo nenhum. É uma gelequinha tentacolosa, né? Ele também parece um algodão doce ali.
Até tem um meme, depois eu vou mandar pra vocês verem. É uma foto, assim, de dois caras. Uma foto preta e branca, né? Aí tem aquela legenda. Um tá falando. E aí, Lovecraft, você que é o bichão, conta pra nós como que é esse monstro aí. Aí o Lovecraft responde. Era algo indescritível, alguma coisa assim. Aí o outro responde. Brabo. Não entendi.
É só isso, é só uma inscrição, a gente nunca sabe. Nunca vai saber. A gente sabe no máximo dos tentáculos. E as asinhas, tem asinha. É, exato. É bom ponto. Ai, mas muito que bem. Vamos de notas então, de 0 a 5. Bela, quanto você dá pra esse filme?
Cara, eu tinha achado ele super legal, mas eu sou uma pessoa muito influenciável e vocês desceram a nota pra mim, mostrando muitos defeitos. Então... Acho que eu vou dar uns... Era assim que eu dou três e meio, vai. E vocês? E você, Nath? Três e meio também. Se esse... É três. A nota aqui varia sempre meio pra cima ou pra baixo.
Meio ponto pra cima, meio ponto pra baixo. Da outra vez que eu assisti, eu tinha dado 4. Agora eu também baixei pra 3,5. Mas é aquilo, gente. 3,5 é uma nota ótima, assim. Continua sendo uma experiência muito satisfatória, eu acho. Pra pouca grana, é criativo e nojento, né? Eu gostei muito. É isso, ele prende, né? Ele diverte. Vale assistir, mesmo não sendo o filme 5 Estranhos. Ele ainda...
É um bom entretenimento. Exato. Vale super. Com certeza. Ai, não. E Deus nos livre assistir só filme cinco estrelas, gente. Deus nos livre. A gente precisa de uns descansos também. É isso aí. Então, pra gente finalizar, vamos de indicações. Bela, pra quem gostou, pra quem não gostou, o que você indicaria?
Cara, eu queria indicar pra vocês um filme que pra mim é o que mais traz elementos lovecraftianos raiz, sabe? Que é um filme que se chama Aceita Maligna. Eu não sei se vocês conhecem esse filme, se já assistiram, mas é um filme de baixíssimo orçamento também. E a história é mais ou menos sobre pacientes e policiais que ficam presos ali em um hospital. Que tá cercado por pessoas encapuzadas, figuras misteriosas.
Enquanto eles descobrem que estão no centro de um ritual. Envolvendo entidades cósmicas. E um terror indescritível, vamos falar assim. É um filme que tem efeitos práticos. Bem feitos. É um filme que eu acho que gera uma angústia, uma aflição. E é um filme muito barato. Então eu acho que ele tem o seu valor aí. Recomendo pra quem gosta de ver elementos lovecraftianos mais clássicos. Aceita a maligna é uma boa dica, viu? Chama The Void, em inglês.
Eu gosto muito desse filme Adoro os efeitos dele Acho que é muito bem feito mesmo Até precisava rever, faz tempo que eu assisti Mas é muito bom mesmo Ai que bom que eu vou falar primeiro Que as minhas amigas Porque é
A gente divide neurônio aqui, sabe, Bela? E às vezes... Sim, aí você vai roubar a chance delas. A gente fica se repetindo. Então eu vou roubar realmente. Bom, o primeiro filme que eu queria indicar é The Blob, de 88. É um remake que é, em português, a bolha assassina. Eu acho que esse filme...
Tem um marketing errado. Ele é muito vendido. Muito lembrado. Por ser um filme trash. Como ele é um filme do final dos anos 80. Ele tem muito efeito prático. Muito mesmo. E é uma bolha assassina. Então as pessoas esperam que seja objetos inanimados.
e podreira, enfim só que esse filme ele é um ótimo filme de horror cósmico, tem aí a nossa paleta de cores, afinal é uma geleca que cai do céu, e aí ninguém tá entendendo, e é uma geleca que vai engolindo tudo e todos ao seu redor, enfim, deem uma chance para a bolha assassina
E eu tava em dúvida entre dois filmes, mas os dois tem o nosso querido Nicolas Cage. E aí eu vou indicar A Cor Que Caiu do Espaço, que foi lançada aí em 2019. Eu lembro que quando anunciaram, foi assim, pronto, né? Com o Nicolas Cage ainda? Porque A Cor Que Caiu do Espaço também é um conto do Lovecraft. E, obviamente, em comparação de mídias, tem aí suas grandes diferenças. Mas no filme...
É o famoso. Vai chegar o momento que o Nicolas Cage estará interpretando ele mesmo em surto. Apesar de não ser um dos melhores que existe, também é um filme que diverte. Também é um filme que trabalha essa questão da loucura, da insignificância e paleta de cores. Adoro Nicolas Cage. Um querido. Só queria deixar registrado. Um querido. Um divo. Maravilhoso. Aqui em casa eu não posso falar mal de Nicolas Cage, não.
Aqui também não Que casa Uma defesa Olha, eu vou fazer uma indicação que eu não sei porquê Mas me lembrou Eu acho que pela época do filme Quando eu vi, eu achei Nonsense, eu sou uma jovem Quase adolescente, então
Vou perdoar. Mas eu vou indicar O Segredo da Cabana, de 2011, que também tem muitos elementos e envolve aí entidades. Quase como um spoiler. E eu vou indicar também uma graphic novel que adquiri recentemente, que é o Chamado de Cthulhu pela Darkseid, né? Inclusive Darkseid, estamos aí. Muito legal. Tem uma ilustração lindíssima.
Uma gráfica nova. Acreditada pelo Lovecraft. E editada pelo Baranguer. O François Baranguer. Eu não sei pronunciar francês, gente. Mas é muito legal. Pra quem curte Lovecraft. E quem gosta de livros de figurinhas. Como eu digo, geralmente. Ele é muito legal. Muito bonito. E assim, muito diferente. Se passa uma aventura marítima. Enfim, legal. Pra quem gosta.
Cara, eu tenho essa edição, é lindíssima. Eu tenho o chamado de Cthulhu e de Nas Montanhas da Loucura. É legal demais. Apesar de Lovecraft ser infernal de ler. Nossa, eu acho muito difícil. Meu Deus do céu. É muito escritivo, né? Muito específico. As figurinhas ajudam. As imagens ajudam muito. Tá muito bonito. As figurinhas ajudam. A edição da Dark Side tá bem legal. É bem bonito mesmo.
Eu entrei num buraco aqui porque eu quero indicar dois filmes relacionados, mas eu posso falar muito pouco sobre eles pra não estragar nada. Então eu vou fazer o meu melhor e vou pedir que vocês confiem na minha indicação. Eu acho que a Bela já deve ter visto esses filmes, inclusive, porque são mais pro sci-fi.
Então, começando pelo Resolution, de 2012, que foi dirigido pelo Justin Benson e Aaron Moorhead. É sobre dois amigos. Um amigo que leva o amigo drogado pra uma cabana, na floresta, pra tentar tirar ele das drogas.
E eventos estranhos começam a acontecer nesse lugar. E depois, um pouco mais pra frente, saiu o The Endless, de 2017. Dos mesmos diretores, e eles também são os protagonistas do The Endless. Eles são dois irmãos, que quando eram pequenos moravam num lugar que era um culto. E eles conseguiram sair, mas agora eles receberam uma fita. Fita VHS, pra quem não conhece, procurem, né? Não sei quão jovem são os nomes.
nossos ouvintes. Mas eles recebem uma fita VHS vinda desse lugar, que ainda existe. E o irmão mais novo quer, porque quer voltar. E os personagens de Resolution estão dentro do The Endless. Tem um arco deles ali dentro do The Endless. Então, assim, os filmes têm alguma relação. Eu assisti o The Endless primeiro e fui ver o Resolution depois. Eu queria ter feito...
Na verdade, eu fico até hoje, tipo, eu falo, eu queria esquecer os dois filmes pra assistir na ordem inversa, porque eu acho que as duas funcionam muito bem. Então assistam como quiserem, mas deixo de indicação, os dois são muito legais. É bem puxado pro sci-fi, mas tem um pezão no horror cósmico ali.
E o fun fact é que os dois diretores são os protagonistas do The Endless, pelo menos, né? São, no Resolution eles não estão. Trabalha, né? A galera trabalha. Em português. Gente, eles são a produção toda em uma pessoa só, né? Ninguém, eu... Cinema independente é isso, gente. Eu tô passada que ninguém indicou Mandy. Eu achei que alguém ia indicar Mandy hoje.
Era essa a minha torcida? Não, eu vou guardar. Vou deixar a minha amiga falar. Qual que é? Mande. Sabe do Panos com os Matos? Que nominho, né? Que também é com o Nicolas Cage. A gente não tem medo do que isso. Também tem paleta de cores. E é bem loucurinha. Quase não tem fala. Eu amo esse filme. Muito bom.
Chama Mandy Sede de Vingança? Esse aí. É legal, né? É muito bom. Eu acho que ele foi, tipo, a volta do Nicolas Cage, assim, sabe? Porque o Nicolas Cage teve esse rolê de fazer muito filme de ação nos anos 90. Depois começou a fazer muito filme duvidoso. E aí ele fez Mandy, daí fez A Cor Que Caiu do Espaço, aí fez, tipo, esse terror meio doido, assim, onde a atuação costumeiramente exagerada dele se encaixa perfeitamente. Eu acho que foi aí que ele se achou.
inclusive, vocês já viram um filme dele que chama Dream Scenario? Amo! Gente, eu adoro esse filme, mano vocês tem que ver. Eu viajo nesse filme Eu ainda não vi. Eu sei do que você tá falando, mas ainda não vi. Não Basicamente é uma história que todo mundo começa a sonhar com o mesmo cara é isso a história
E o cara, no caso, é o Nicolas Cage. As repercussões disso. É muito legal, gente. Assistam. Factível. Bela, obrigada de novo por ter topado essa gravação com a gente. Então, por favor, suas considerações finais. Seu jabá. Fique à vontade. Ai, Belinas. Eu que agradeço. Foi muito legal participar de um podcast. Raríssimo, né? Falando só com mulheres. Nem sempre eu tenho oportunidade de falar só com mulheres. Foi muito legal. A gente trocou muita ideia maluca, doida. O filme ficou mais cheio de defeitos. Mas eu acho que vocês estão super certas.
Mas eu achei, no geral, eu gostei muito dessa indicação, gostei do papo, agradeço o convite. Já vou incluir aqui, não só as recomendações de vocês que tem muitas que eu não vi ainda, como também Glorios pra apresentar pro pessoal lá do canal. No Instagram é arroba canal futurices e no YouTube é só futurices, tô por lá falando só de sci-fi. E é isso, muito obrigada. Obrigada, amiga. Muito bem, links estarão no post, ouvinte.
A maior que temos no sci-fi. Ah, obrigada. Sim. Temos recados. Pra você que ficou até agora com a gente, isso é um sinal que você tem que curtir esse episódio, mandar pro seu coleguinha, mandar pro seu familiar que adora um horror cósmico, que é viciado em Lovecraft ou não, que você quer que essa pessoa se surpreenda, manda nosso episódio, curte os episódios anteriores, compartilhe os episódios anteriores.
Deixe seus comentários. A gente sempre tá lendo tudo que vocês comentam, tá? Segue a gente no Instagram também. Arroba Rainhas do Grito Cash. Lá vocês vão encontrar mais informações sobre nossos projetos. Nossos episódios. Nossas lives. Tem bastante conteúdo lá no Instagram.
Temos o canal no YouTube Onde a gente produz, a gente fala sobre cinema de horror no geral Não só filmes dirigidos por mulheres Mas sobre todo esse universo Lá no YouTube a gente também realiza lives toda última quinta-feira do mês Então fiquem ligados aí no nosso Instagram Que a gente sempre tá divulgando Quando será a próxima live Com antecedência pra você se organizar E se você é um ouvinte recorrente Se você gostou do nosso projeto Considere ser um...
um apoiador. A gente tem lá várias recompensas que cabem no seu bolso lá no apoia.se barra rainhas do grito. Você conhece melhor as faixas de preço, quais são as recompensas. A gente precisa muito do apoio de vocês pra continuar o projeto. Vocês sabem, um projeto feito por mulheres independentes. Segue aí, senão o gatão vai comer o fígado de vocês.
Lembrando também que pelo Apoia-se nós temos inclusive episódios extras e exclusivos sobre filmes lançamento, filmes que acabaram de chegar e estão na boca do povo, enfim.
E pra quem for de São Paulo SP, nós temos um clube de leitura voltado ao terror, que é presencial e gratuito lá na Poison Books, que é uma livraria presente na zona leste de São Paulo.
O clube acontece todo último domingo do mês e nós temos aí disponível o cronograma completo do primeiro semestre. Logo, logo está para sair o cronograma completo do segundo semestre. E todo mundo é bem-vindo a participar, conhecer gente que gosta das mesmas coisas da gente. Vai ser um prazer recebê-los no nosso clubinho. É top, viu? A gente lê gente viva, gente morta, gente latina, gente BR, enfim.
Tem uma variedade boa aí. Então obrigada, amigas, por mais essa gravação. Ouvintes, obrigada por estarem aqui com a gente e até a próxima. Beijo. Agora sim, tchau. Será que Glory Hole pra mulher é colocar o peito assim, um buraquinho? Aquelas. Dois buraquinhos. Será? Duas peitinhas.
E aí