II - 2026.44 - O detento e a carcereira mais cruel do Brasil
VEM PRO BONDE!
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ALÔ, CURITIBA! Dia 29/08!
Lançamento do livro “Juízo Final”, um manual sobre a tentativa e fracasso do golpe no Brasil, da Gabriela Biló em parceria com o designer Pedro Inoue e o Medo e Delírio (local e hora ainda a confirmar, aguarde e confie!) Evento gratuito e aberto pra todo mundo!
Festa do Medo e Delírio em Brasília - 20h
Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio
Ingressos: https://app.ciaticket.com.br/e/MEDOEDELIRIO
Com:
Dj Matias Pinto (sim, ele mesmo, do Xadrez Verbal!)
La Cumbia Artificial
Mixtape do Medo e Delírio
Beatmacumbia
DJ Mitay
Bora? <3
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- Flávio Bolsonaro e VorcaroPedido para adiar tarifas · Críticas ao governo Lula · Defesa do Mercosul · Audiência pública nos EUA · Paulo Figueiredo
- Brasil na Copa do MundoNeymar · Noruega · Cobrança de pênalti · Atitude dos jogadores
- BolsonaroPressão de Jair Bolsonaro · Reunião com Valdemar Costa Neto · Impacto na rejeição de Flávio
- Mandado de Segurança CPI Banco MasterEnvolvimento de políticos · Conexões com o crime organizado · Relação com o governo
- Dissonância Cognitiva e Falsa HarmoniaRejeição da verdade factual · Busca por propósito · Identidade de grupo
Central 3. Esse episódio aqui é um oferecimento do Bonde. Bonde, aprender e mudar as coisas. Agora vamos para abertura. Vai para porra, Brasil! Que porra de jogo foi esse? Como é que pode a gente perder para porra da Noruega, que é um cara que existe e o resto ninguém sabe quem é nessa porra? Mano, cu, vai para puta que pariu todo mundo aí nessa porra! Bela participação do Neymar no jogo para quem esperava que ele se decidir a Copa do Mundo pro Brasil, tá aí arrumando briga na reta final da partida.
Pra isso que ele veio? Deu errado. Todo respeito, rapaziada, eu sei que tem uma legião de fãs do caralho, mas agora desculpa, Neymar Júnior tomando 2 da Noruega, discutindo goleiro na hora de bater o pênalti, querendo tirar onda com goleiro, sendo eliminado da Copa do Mundo. Vai tomar no cu, meu irmão! Que porra é essa? Que porra é essa, gente? O cara discutindo com goleiro, tomando 2 da Noruega, sendo eliminado. Que porra é essa, meu irmão?
E não é só Neymar não, é todo mundo, todo jogador. Mas você tá de sacanagem, meu irmão? Que porra é essa? Que mundo você tá Tá fora de órbita, porra! Caralho, tá maluco? Pega a porra da bola, leva correndo pro meio de campo e vai jogar bola, meu irmão! E corre atrás do 2x2, tá de sacanagem? Mas não, ele faz o gol, dá um sorrisinho, ele dá um sorriso, tira uma onda e vai pegar a bola sorrindo, andando no meio de campo, perdendo pra Noruega na Copa!
Deu errado! O Brasil foi mal contra o Marrocos, o Brasil pegou o Haiti que era carne assada, contra o Japão teve dificuldades em ganhar, não é isso? E chegou agora com a Noruega, jogou menos, jogou mal e Isso, e perder, foi eliminado e terminou de forma melancólica e ridícula. Essa cobrança de pênalti do Neymar provocando o goleiro mostra bem o tipo de atitude de um ex-jogador em atividade. E a agressão ao Odegaard, né, sabe? Parece o último ato do Neymar.
O futebol do Brasil há muitos anos é o que há de mais desprezível como comportamento humano. Esse cara não nasceu para ser ídolo de ninguém a não ser do próprio umbigo. Então ele entra faltando 20 minutos para acabar o jogo, não faz rigorosamente nada, mas nem podia. A culpa aí é do Ancelotti, não é dele. E faz o que faz, dá um pontapé no melhor jogador em campo, o Odegaard. Depois vai lá e arrelia o goleiro que tá se classificando e ele não, e ainda perde tempo de fazer bobagem.
A última imagem do cara em Copas do Mundo, no estádio que ele começou a trajetória dele com a camisa da Seleção Brasileira, termina com o Brasil tomando 2 a 0 para Noruega. Uma seleção xexelenta O Brasil é eliminado e o cara tá rindo para o goleiro porque ele achou que era o pênalti da Kings League, porra, que valia 2. Não é possível, porra. Eu fico pensando naqueles que fizeram campanha para o Neymar vir para Copa falando que ele ia decidir o jogo, que ele tava bem, que ele não tava machucado.
Muitos da imprensa, muitos influenciadores, muitos fizeram campanha, né? A convocação final da Copa do Mundo, aquela festa cafona, ridícula, patética que a CBF fez. E hoje, hoje nós estamos voltando para casa, a seleção brasileira tá indo fora. E a Noruega, a Noruega tá seguindo em frente. Então o que eu digo é o seguinte: se não mudar tudo nessa CBF, se não mudar tudo nessa seleção brasileira, nós vamos continuar passando vergonha e cada vez pior.
Eu jamais ficaria feliz com o enaltecimento, a consagração de uma geração cujo maior ídolo é o Neymar, cujo maior ídolo é um cara que não só não joga futebol há muitos anos e nem faz questão de fingir que é um atleta, né? Um cara que há muito tempo não esconde quais são suas prioridades. Então quem o levou para da Copa do Mundo deveria saber disso e tem que ser responsabilizado por ter levado um cara que é um ex-jogador em atividade e uma grande celebridade, que é isso que o Neymar é, mas que sobretudo é um péssimo exemplo como pessoa, um péssimo exemplo como pessoa.
Alguém que só nos tempos recentes agrediu um jovem companheiro de equipe, traiu a mulher grávida. A gente sabe que ele paga uma pensão, né, para essa filha que ele teve, né, em paralelo com a filha do casamento. Ele paga uma pensão ínfima comparado com o dinheiro que ele ganha. A filha dele não tem o mesmo padrão de vida que ele tem. Ele tem um histórico de tratamento das mulheres também abismal, né, com a Luana Piovani, mandou enfiar um sapato na boca dela.
A Nike rompeu unilateralmente o contrato com ele da noite para o dia. Pesquisem por quê. Exatamente. E assim, no geral, como pessoa, alguém que escolheu monetizar cada minuto da sua vida sem nenhuma preocupação com o impacto disso nos outros. Inclusive, o primeiro post que ele fez depois da convocação foi um post de bet, e ele faz propaganda de poker, né. Ele é um cara assim que fez escolhas para sua vida que se não prejudicassem a vida de ninguém, eu não teria nenhum problema, né?
Cada um com as suas decisões. Só que não, as escolhas do Neymar fazem muito mal. E o Neymar como um grande ídolo de adultos e de crianças é uma temeridade. O Neymar não ter mais espaço e não ter mais um palco para ser aplaudido por ser uma péssima pessoa e um ex-jogador de futebol é uma vitória. A gente não pode esquecer disso. Vocês não têm a capacidade de entender O quanto que as pessoas precisam de jogadores igual o Neymar.
Um cara que só chora. Se fosse Copa do Mundo de choro, nós íamos ser campeão. Porque esse cara só chora. Ele chora no Santos, ele chora em casa, ele chora, só chora. Entra no campo de futebol pra brigar com o cara quando ele tá fazendo a zero. Um treinador que vai ganhar 300 milhões, 300 milhões até 2030. Todos vocês mentiram em relação ao Neymar. Vocês mentiram em relação ao Neymar de não estar machucado e depois mentiram que ele tinha condição de jogar.
É tudo uma mentira, é tudo sem-vergonhice. Ué, por que que vocês da Globo aí não fazem o surf agora? Os caras fizeram o surf do Mateus Cunha porque ele fez 2 gols contra o Haiti, pô. Só vai fazer o surf da casa do cacete. É uma vergonha vocês acharem que vocês querem reencarnar em Neymar. Um cara que entra, que dá risada na hora do pênalti, bate o pênalti, em vez de pegar a bola e correr, vai lá não, ele quer discutir. É uma vergonha, isso é mentira de choro.
Jesus não vê porra nenhuma de jogo, Deus não vê nada disso. Isso é vergonhoso. Vocês tão pensando que vocês são o quê? Vocês são uns Aneba! Quando fala no Briga, quando toca o hino da Colômbia, os caras se arrepiam. O Cabo Verde perdeu pra Argentina lutando, porra, lutando, porra. A seleção do México perdeu pra Inglaterra ontem, os caras suando sangue. Vocês são uns banana, vocês não merecem vestir a camisa dessa seleção. 2 dias de folga, churrasco, churrascaria, jogador machucado.
Seu Neymar tava machucado e tava na churrascaria. Perde o jogo, fica com a mamãe, com a vovó, com a titia, com o filhinho, e se exploda a família, irmão. Joga, vocês são uma vergonha, vocês são pipoqueiro, vocês são covarde, geração de jogador bilionário que acaba o jogo fica com a porra do brinco de diamante. Ninguém gostou, gostou. Quem não gostou, ele só olhava minha cara. Aí o Neymar não merece socialização, vai se foder, manteiga, caralho, tio.
Perdeu para Noruega, bicho, perdendo para Noruega. Os cara não passou uma dificuldade lá, porra, a vida lá é um chandele, mano. Aqui nós cresce no ódio, na dificuldade, mano. Única coisa que era para nós saber fazer era jogar bola, caralho. Agora nem isso, mano. E você falando, ai, coitado do Neymar, não merece isso. Porra, quem não mereceu eu, caralho. Os O cara tocou bola o jogo todo, não fizemos porra nenhuma. Marcação com distanciamento social, pênalti valendo a paz mundial, coloca Bruno Guimarães para bater.
Imagina, mano, cirurgia no teu coração, teu Dr. House e o Dr. Bumbum, qual que você escolhe? Porra, bicho, inacreditável, mano. Meu filho, depois desse jogo aí eu quero ver o Neymar protagonizando jogos mortais, caralho. Se todos os jogadores da seleção amanhã tiver caçando pombo para almoçar, eu não vou derramar uma lágrima sequer, caralho. Pior merda que existe, esse orgulho aí, mano. Ai, que blá blá blá, nós Jogador falando pro banco do Japão, que tem 5 títulos, fazendo 5 com a mão.
Meu filho, você não tem porra nenhuma, você não ganhou nada. Eu acho que o Neymar, ele tinha que começar a pensar num plano de carreira pra ele mais sério, que é uma bola que tá quicando na área pra ele e ele não chuta pro gol. É o quê? É abrir um OnlyFans, é abrir um Privacy. É porque o Neymar tem 30 milhões de seguidores. Se ele abre um OnlyFans, imagina o perfil dele no Instagram com um historiezinho fixado, Meu Mundinho. Aí você entra lá, tem Laranjinha, Canalzinho de Prévias, Peque do Pezinho.
A quantidade de dinheiro que ele ia ganhar vendendo nudez, a quantidade de jovens de 20 a 25 anos que ia pagar para ver o Neymar pelado, ele não ia precisar não. Eu acho que seria mais digno do que vender bet. 2006 foi um meião. 2010 foi o cartão, 2014 os alemão, o 7 a 1 no Mineirão. Ô, em 18 os belgas, 22 Croácia. Em 26 quem teve audácia foi Haaland com 2 golzão. É sim, eliminação. O que mais me entristece, Daniel, nessa derrota aí é que não foi uma goleada, aquela goleada do ódio, Daniel.
Que é o sentimento mais fácil que tem. Também não foi aquela derrota na prorrogação, Daniel. Foi uma derrota na derrota. Exatamente. Na derrota, dentro da derrota. Foi uma derrota normal. Difícil até de explicar, Daniel. Sensação de que, como se quando você perde um ônibus. Esse, Sérgio, isso que aconteceu, essa é a pior derrota que tem. É a derrota normal. É a chamada pequena depressão, Sérgio. É isso que assassina a nossa alma.
As grandes depressões são românticas, são redentoras, servem pra alguma coisa. Nem precisa fazer até uma música, Daniel. Essa derrota nem é engraçada. Medo e delírio em Brasília. Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto, eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho?
Você viu a Fernanda à toa? Cristiano, seu lixo! Cristiano, seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Calma, aquele verme maldito! E aí, Brasília, depressão. Como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Brasília. Beijo pra eles. Medo e Delírio, hein? É um programa que, pô, mano, meio duvidoso, né, mano? Foda-se o Medo e Delírio em Brasília, pô. Eu não ouço Medo e Delírio.
É escrito por Pedro Doutro. Um abraço, Doutro. Meu queridíssimo Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiro. E um beijo pro Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 44 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva?
Bora! Bora! Bora! Bora! O detento e a carcereira mais cruel do Brasil. Tamo de volta, senhoras e senhores, e o sul do país tá de parabéns, hein? Depois da festa lotada na 512 em Porto Alegre, agora o Medo e Delírio lotou a Bugio lá em Santa Catarina. E a festa foi incrivelmente do caralho, hein? Obrigado a todo mundo e um beijo pra galera da Bugio. E ó, quem tiver em Florianópolis tem que ir lá na Bugio, hein, porra? E alô, galera de Curitiba!
Já vai se preparando aí, porque dia 29 de agosto vai ter lançamento do Juízo Final num local e horário ainda a serem revelados. E depois, às 8 da noite, a festa do Medo e Delírio na Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio. O lançamento é aberto, gratuito para todo mundo, mas a festa tem que ser cobrada, senão a gente não paga tudo, né, pô? O link para comprar os ingressos tá na bio do nosso Instagram ou no descritivo desse episódio aqui. 29 de agosto, hein, gente, não é 29 de julho.
E os ouvintes mais atentos devem estar se perguntando: ah, mas e o Nordeste, como fica? Por que que não tem os eventos do Nordeste? Vai ter, porra, calma, calma, Ursita. Provavelmente ainda não esse ano, que a gente já tá com coisa demais, tem eleição e a gente não quer cantar com o Bornaltinho. Oi, pessoal, eu sou o Bornaltinho, seu amiguinho. Vamos cantar? Não, a gente ainda tá tentando viabilizar uma turnê de algumas capitais do Nordeste para fazer o lançamento do livro.
Se rolar, a gente vai avisar por aqui. Calma, meu amigo, Festa já é uma parada muito mais complicada, então infelizmente a gente vai deixar para depois. Mas enfim, vamos entrar no episódio. A gente precisa falar da harmoniosa família Bolsonaro. Vamos retomar a história de amor entre o detento e a sua carcereira. Agora voltar para o comecinho dessa história. Então é, a gente nessa apuração toda, né, sobre a vida da Michelle, nós acabamos conhecendo um brigadeiro da Aeronáutica, o Brigadeiro Adslamaya.
Que dá muitos detalhes saborosos. Ah, que sabor! Sobre o começo do relacionamento da Michele com o Jair. É a pior coisa que você poderia fazer. Porque o próprio Brigadeiro de Maconha conta que teve um relacionamento prévio com a Michele Bolsonaro, um relacionamento amoroso que durou cerca de um ano e que foi por meio dele que ela chegou à Câmara dos Deputados. A Michele trabalhava numa vinícola em Brasília, na Vinícola Aurora.
Talvez o meu atitude maior é pisar ruas, daí minha fraqueira. Legal. E tava ali carregando caixas, fazendo demonstrações de vinho e conheceu esse militar que na época não era brigadeiro, de maconha, e que ao ver a Michele ali naquela situação pensou, bom, essa moça podia estar num trabalho melhor. Então ele recomendou a ela que fosse à Câmara dos Deputados, a apresentou a um deputado que ele conhecia, e assim ela chegou à Câmara.
E ali ela conheceu o Jair Bolsonaro naquele ambiente. Tortura! E no começo, né, segundo consta, a Michele não tava exatamente muito interessada no Jair. Por que será? Nojento! Esse cara é nojento. É, relutou um pouco quando soube do interesse dele. Por que será? Mas foi convencida de que talvez fosse uma boa ideia, uma péssima ideia, né, dar ali uma certa chance a ele. Tortura! De fato, depois que a Michele começou a namorar o Jair, eles se casaram, a vida dela ficou uma merda, teve uma grande transformação.
E o Sócio Tênis Cavalcante, o deputado federal Sócio Tênis Cavalcante, nos cometeu essa inconfidência. Olha a merda aí, ó! Disse que a Michele teve que ensinar o Jair Bolsonaro a beijar na na boca, porque ele não tinha exatamente muitas habilidades ali no trato. Chega! E nesses bastidores são muito bons, né? Quem falou aí foi a jornalista Adriana Negreiros, mas daqui a pouco a gente volta com ela. Aqui a gente volta aos dias de hoje com o melhor bastidor do vídeo do Michel.
Lauro Jardim no Globo no dia O vídeo bomba de Michele Bolsonaro só foi assistido pelo marido na madrugada de sexta para sábado, ou seja, duas noites após ter explodido nas redes sociais. Olha, nos parece que se ele tivesse preso na Duas Letras, Bolsonaro ia saber do vídeo em questão de minutos. Mas ao que parece, a sua carcereira é incrivelmente cruel. Imagina Imagino quão merda tem que ser a sua casa pra você preferir uma cela da PF do que a prisão domiciliar.
O Jair tá sendo torturado não só pelo próprio corpo, como aparentemente pela própria esposa também. E é pouco, é pouco, cabe mais. A Michele é o Ustra do Jair, mas tá tudo certo, né, Jair? Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso. Por outro lado, a Michele também é heroína do Jair. Coronel brilhante Ustra, meu herói, um herói nacional. E o Jair certamente tem mais medo dela do que do careca. O Alexandre de Moraes é um violador internacional de direitos humanos, terrorista, torturador, violador de direitos humanos, que é Alexandre de Moraes.
E que destino maravilhoso foi reservado pro Jair, hein? Anos, nada, só 8 anos. De acordo com relatos de aliados próximos de Flávio, Bolsonaro detestou o que viu. É um eufemismo, né? E o tempo fechou. Escrota, filho da puta, vagabundo, foda-se, fodido, cacete, putaria, foder. Michele não recebeu o ok de Bolsonaro pra publicar o vídeo. 2 dias depois, Bolsonaro vetou a publicação do vídeo publicado 2 dias antes. Jair bagunçou a malha do espaço-tempo.
Porra, imagina a cena. Imagina a Michelle mostrando o vídeo pro Bolsonaro. Os dois dividem a mesma casa, o Bolsonaro fica vendo televisão o dia todo, porra. E não viu essa merda? E se não viu, a Michelle demorou 2 dias pra mostrar, porra. Imagina quantas horas o Jair demorou pra ver todos os 27 minutos. De 30 em 30 segundos o cara devia pausar pra ofender alguém e enfiar a cabeça numa quina na parede. Vamos seguir, vamos seguir.
Infelizmente esse rapaz da extrema-direita tá aparecendo muito nos últimos episódios. Vamos continuar ignorando o nome dele. Você não precisa conhecer essa pessoa. Bolsonaro, ele mandou a Michele Bolsonaro desistir da candidatura do Senado. Quem manda sou eu, eu tenho poder de veto. Você é um presidente banana agora. Tiveram uma discussão sem noção. Essa discussão foi ouvida inclusive pelos seguranças lá, pelos policiais, foi ouvida por muita gente ali na sala.
Ele chegou a falar a frase: você quer que eu fique mais 27 anos preso? Então assim, Michele já comunicou Só que o Valdemar não aceitou, Celina Leão e Damares também não aceitaram. Só que ela vai precisar tomar a decisão dela. Quer dizer, ela já comunicou seguindo a orientação de Jair Bolsonaro. Então assim, há uma percepção inclusive que se ela mantiver a candidatura ao Senado aqui pelo Distrito Federal, ela será usada para baterem no Flávio.
Não briguem, se matem! Se bobear, aquela arma prendida é coisa da Michele. Ela tratou de esconder as armas e tirou todas as facas do alcance do Jair. Mas tem duas versões na praça, e a outra versão é de alguém que entende bem demais a Michele. Adriana Insiders, que já está conosco aqui no estúdio. Foram muitos meses de pesquisa, né, Adriana? Foi muito difícil apurar esses bastidores de Michelle. Pois é, Fabíola, foi bastante tempo.
Eu comecei a acompanhar Michelle pelo Brasil em julho do ano passado, numa primeira agenda dela pelo Pele e Mulher aqui em Guarulhos, e viajei pelo Brasil atrás da Michelle. Tortura! Sempre acompanhando a agenda da Michelle pelo Pele e Mulher e tentando compreender um pouco quem é essa personagem que é tão enigmática. Essa é a grande questão que nos atormenta. Tortura! É muito difícil compreender a Michelle e acessá-la também.
Ela é muito cercada, ela não gosta de dar entrevistas, exceto para mídia aliada, exceto ali para os canais bolsonaristas. Então nós não conseguimos, por exemplo, entrevistá-la. A apuração toda teve que ser feita no entorno da Michelle. Agora para o tal vídeo. Olha, o que eu apurei, Fabíola, é que a briga não existiu. O que que foi? Como assim? No entorno de Michaely disse esses dias que essa briga é uma fantasia. Uma pequena crise, né?
O mundo não me entender é muito mais fantasia. Isso é mais uma notícia plantada por aliados do Flávio Bolsonaro. E que o Jair, desde o começo, sabia que a Mishaeli gravaria esse vídeo. Calma, porra, peraí. Aí sai demais do personagem. Com todo respeito aí à apuração jornalística. Pô, todo respeito. Coisa que essa dupla de inúteis aqui é incapaz de fazer. Eles são burros. Mas essa reação de paz, tranquilidade, não tem cara de Jair Bolsonaro.
Não tem. Esse aí é um Jair de Dark Horse, um Jair ficcional. My name is Jair Bolsonaro. Running for president. Bom, vai lá, o Jair tá mudado, tá até defendendo direitos humanos de presidiário. O mínimo que ele deveria ter é essa domicília humanitária em casa. Mas em que mundo o Jair veria aquele vídeo dois dias depois? Dado que isso é verdade. E não ficar completamente revoltado. Merda! O único cenário em que ele não ficaria revoltado é se ele caísse duro no começo do vídeo da Michelle.
Morreu. Desculpa. E se diz inclusive que não é verdade que o Jair estaria tentando dissuadir a Michelle a se candidatar ao Senado pelo Distrito Federal. Essa seria mais uma notícia plantada por aqueles que têm interesse na vaga, que há uma disputa ali pela vaga e que portanto seria um boato espalhado para quem tem o interesse de prejudicar a Michelle nesse sentido. Bom, conhecendo o Jair, desça daí, seu corno! Desça, Jair! Desça daí!
Seu corno, desça já aí! Se depender dele, a Michelle não se elege nem pra síndica de condomínio. Mas essa apuração traz outro detalhe maravilhoso pra história. E que bate com a outra versão. O que eu apurei é que o vídeo foi feito na segunda-feira à tarde. E que ali demorou um certo tempo, porque a equipe de comunicação do PL Mulher é reduzida a 4 pessoas. Reduzida é a nossa, que somos só 3, pô. É, e que após a gravação foi necessário um tempo pra que se editasse.
E que não era uma edição convencional. Sim, a edição era extremamente convencional. Mas o mais trabalhoso seria colocar a tradução em Libras. Que terrível, Cristiano! Um trabalho horroroso, extremamente complexo. Depois que o tradutor, a tradutora de Libras está filmada, não tem o que fazer, pô, é só colocar na edição. É que por isso isso se estendeu durante toda terça-feira e o vídeo só ficou pronto mesmo na quarta-feira. Pô, Medo e Delírio tá mais ágil, hein?
E o pessoal da edição de vídeo deve receber por hora trabalhada, pô, só pode ser. Eu sou rica! E o vídeo só ficou pronto mesmo na quarta-feira, minutos antes do jogo. Jogo, que teria sido por isso que o vídeo teria sido lançado nessa ocasião, não por alguma, alguma razão específica, né, para que houvesse ali uma certa tentativa de brigar com o jogo, mas porque foi naquele momento que o vídeo finalmente ficou pronto. Pô, a PL, mulher, tá no nível precariedade, medo e delírio, hein.
E o que me contaram também nesse entorno de Michele, presta atenção que é importante, pessoal, foi que o Bolsonaro sabia, sabia, sabia, sabia que o vídeo seria feito, sabia qual seria o conteúdo daquele vídeo, mas que não pôde ver o vídeo antes porque ele está, tem limitações em relação a isso. Pois é, não é motivo de cegueira, é mais por motivo de pegar no meu telefone, pegar no meu telefone, pegar no meu telefone. E que a Michelle não deve poder nem mostrar o celular para o Jair.
Pô, mas não mostrou o roteiro? A Michelle obviamente estava lendo no teleprompter aquilo, não contou. Só isso aí já E vocês se preparem, vocês também estão começando a ficar com pena do Jair? É óbvio que não, é óbvio que não. Pois é, a gente também não. Pois é, depois do Jair ver o vídeo, a Michele se reuniu com o senhor Valdemar e o clima foi esse aqui, ó. Ex-primeira-dama Michele Bolsonaro deixou em aberto a possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal depois de anunciar a saída da presidência do PL Mulher.
A decisão foi comunicada durante reunião com o presidente do partido. Segundo os relatos que me chegaram dessa conversa, Clarissa, Valdemar Costa Neto— esquece isso— não teria sugerido a Michele Bolsonaro que ela gravasse um novo vídeo. Qual seria o objetivo? Conter os danos de toda essa crise que foi exposta, uma crise que não vem de hoje, que tem camadas familiares e políticas com pré-candidato à presidência da República. Em teatro de Michele, senador Flávio Bolsonaro.
Segundo o relato que eu tive, Clarissa, Valdemar Costa Neto teria sugerido que Michele dissesse que errou nesse novo vídeo ao gravar e fazer a publicação expondo tudo aquilo que ela colocou a respeito das situações que ela teria vivenciado com Flávio Bolsonaro. E para além de dizer que errou, Valdemar Costa Neto também teria dito para que Michele endossasse tudo com um tom de arrependimento. A resposta que ela teria dado a Valdemar Costa Neto, segundo a minha apuração, é de que ela jamais faria isso.
O famoso nem fodendo. E o estrago do vídeo da Michele foi grande, hein? A rejeição de Flávio entre as mulheres bateu em 55%. É pouco, é pouco. Em 19 de maio, portanto, 10 dias antes o patamar era 10 pontos percentuais menor, 45%. Então, no dia 19 de maio, ele tinha rejeição entre as mulheres de 45%. 10 dias depois, no dia 29, ele já tinha 55% de rejeição entre as mulheres. De quanto que devia ser, Bolsonaro? Obrigado. O levantamento, que passou a ser feito diariamente, também mostrou um recuo nas intenções de voto do senador no público feminino.
Enquanto Lula no início da semana marcava 43%, Flávio chegou a 24%. Em maio marcava 30% nesse segmento do eleitorado. E de novo tá parecendo que as mulheres vão salvar o Brasil. Ele carrega essa ojeriza do eleitorado feminino, assim como o pai dele. Esse é o presidente que falam que não gosta de mulheres. E sabemos todos quais são as razões, né? O Bolsonaro é um personagem misógino, misógino. Eu confesso, a primeira vez que falaram, gritaram misógino para mim, não sabia.
Pega aí rapidinho, o que que é misógino, para eu saber se eu tô sendo xingado ou elogiado, não sei, né? Quando agredia jornalistas, ele tinha predileção pela agressão às jornalistas do sexo feminino. Você é uma idiota, você é uma analfabeta, você tá censurado. O senhor utilizou em algum momento, deputado, o dinheiro que você recebia de auxílio-moradia para pagar esse primeiro apartamento? Como eu tava solteiro naquela época, esse dinheiro do auxílio-moradia e usar para comer gente.
Tá satisfeito agora? Não. Você tá satisfeito agora? Tô satisfeito. Você tá satisfeito? Não, que essa resposta que você merece. Fez uma declaração de muita infelicidade sobre venezuelanas com as quais cruzou aqui na periferia de Brasília, insinuando que as venezuelanas que lá estavam tinham atuação sexual, atuavam como prostitutas. Eu vi que apareceu mais uma, mais outra. Eu desci da moto: posso entrar? Entrei. Tinha umas 15 meninas nessa faixa etária, 14, 15, 15 anos, todas muito bem arrumadas, tinham tomado banho, tava fazendo o cabelo.
Venezuelanas estavam se arrumando para quê? Alguém tem ideia? Quer que eu fale? Não vou falar. Para fazer programa. Para fazer programa. Olha a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, 3, 4 bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinha num sábado numa comunidade. E vi que era meio parecidas. Então pintou um clima, voltei. Posso entrar na tua casa? Entrei. Pintou um clima, voltei. Posso entrar na tua casa? Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas sábado de manhã se arrumando, todas venezuelanas.
Eu pergunto: Meninas bonitinhas, 14, 15 anos, se arrumando sábado para quê? Ganhar vida. Você quer isso para tua filha que tá nos ouvindo aqui agora? Então ele tem um comportamento muito, muito agressivo em relação às mulheres. Falam que ele não gosta de mulheres. Eu empregaria com meu salário. Chegou a dizer que uma colega sua, quando era deputado, não merecia, não seria estuprada por ele, porque não merecia ser estuprada. Jamais estuprar você, porque você não merece, vagabunda!
Chora agora, chora agora! Foi processado. Deputada Maria do Rosário, o processor no Supremo. Enfim, é um caso conhecido. Então ele tem, disse que quando nasceu a filha dele com a Michele veio uma menina porque ele fraquejou. Então todo o histórico do Bolsonaro é um histórico que estimula essa aversão. E o Paulo Figueiredo ainda deu aquele show de misoginia para foder com a porra toda, né? Mulher em geral vota muito mal. A sua mãe, meu Paulo.
E ainda teve isso aqui, ó. Olha, no final de semana teve toda uma movimentação porque a Michelle colocou lá um elogio a uma medida do governo Lula. Desça daí, seu corno, desça já aí! E as pessoas falando: aí, ela tá falando sobre política, ela tá aí demonstrando que realmente tá contra Flávio Bolsonaro. Imagina o Jair sabendo disso 2 dias depois. E aí ela voltou a falar sobre esse assunto, e ao dizer que a defesa da pauta da comunidade surda está acima de qualquer ideologia ou partido, afirmou que sempre foi uma defensora das pessoas com deficiência.
E citou Jair Bolsonaro como exemplo, afirmando que o ex-presidente deu uma demonstração clara de que o bem das pessoas deve prevalecer sobre diferenças partidárias. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria! Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein! Petralhada, vai tudo vocês pra ponta da praia! E aí, ela também disse que já tinha elogiado a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, dizendo que é uma realização de um grande sonho essa iniciativa que inclusive foi lançada pelo Ministério da Educação do governo Lula.
Tá aí, ó. Bom, esse tópico acabou, mas não a cobertura da família Bolsonaro. Mas antes disso, vamos de bonde? Se você perdeu a live de lançamento do bonde com a aula inédita de ninguém menos que Ailton Krenak, calma que não é o fim do mundo. Pelo menos não desse mundo. A boa notícia é que agora você pode assistir o curso completo do Ailton Krenak. E como a gente trata muito bem quem escuta o Medo e Delírio, pelo menos a gente tenta, a gente conseguiu um cupom de desconto exclusivo.
Mas antes, se liga aí no convite do Ailton Krenak. As inscrições para o curso Encarar o Fim de Mundos com Coragem e Rebeldia estão abertas. Vem com o bonde! E não é só o Ailton Krenak que tá no bonde não, hein? Assinando a plataforma, você tem acesso a diversos cursos e encontros com ativistas, comunicadores e grandes nomes que estão pensando o Brasil. Além disso, tem a chance de se conectar com pessoas que acreditam na ação coletiva e que também estão tentando mudar as coisas.
Olha só os nomes que vêm por aí: Alessandra Orofino, Siddhartha Ribeiro, Rita Von Hunt, Thijs Surui, Marcos Nobre e muito mais. Toda semana vai ter aula nova chegando por lá. Mas agora, para ganhar desconto na assinatura, usa o nosso cupom MEDO10. O link tá na descrição do episódio. Entra lá no link, usa o cupom MEDO10 e vamos de bonde! Bonde, aprender e mudar as coisas. O filho mais burro do Jair. A gente não sabe, tá difícil de saber.
Bom, o Flávio tá fazendo de tudo pra ganhar o concurso de filho mais burro do Jair. É chato, né, gente que compete, né? A competição é absolutamente brutal. Pois é, o Jair também tá sendo torturado pela burrice astronômica dos filhos. E ainda tá pouco sofrimento pra esse arrombado. Mas bora pro filho que, de maneira inacreditável, se colocou na frente dessa disputa. Disputa. Há uns meses, o Flávio atravessou a rua e pulou na areia movediça.
É inacreditável! Mas não foi um pulo normal. Ele não é normal. Ele pulou dando mortal e abraçando as pernas pra afundar bem. E agora ele tá se debatendo pra tentar sair. E não tem como não dar errado. Vai dar errado. Nessa distopia em que a gente tá se enfiando, tá tendo uma troca de cartas constrangedora entre o senador Lesa Pátria e o governo dos Estados Unidos. É só uma carta de amor. Porra, podcast de política com periclão só aqui, hein?
Porra! Bom, pra quem não lembra, o Flávio mandou aquela cartinha pro Marco Rubio implorando pro Trump desistir da segunda onda de tarifas pra cima do Brasil. O Rubio respondeu dizendo que não era com ele, que era com o Jameson Greer, que a posição do governo tava mantida. E esse Jameson Greer é quem foi o destinatário da carta mais recente do Flávio. Mandou mais uma carta. Pô, toda hora isso, cara, insuportável. Valeu o carinho, valeu a cartinha.
Dessa vez ao escritório de representação, ou do representante de comércio dos Estados Unidos, pedindo que os americanos troquem as tarifas por sanções. De preferência ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro. Quem será? Cláudio vai participar da audiência pública sobre a investigação comercial contra o Brasil na próxima sexta-feira. Esse é o plano dele. E a carta em inglês é basicamente isso aqui. E desde já, desculpe por esse hino americano em português, uma fonte infinita de perturbação mental.
Bom, bora pra carta do Flávio com uma tradução que a gente pescou da revista Fórum. A posição do comentador é declarada sem ambiguidade logo logo de início. Bom, sempre que aparecer comentador aí, é Flávio Bolsonaro, é Flávio Bolsonaro. E lá para o final isso vai ser importante. Ele solicita respeitosamente ao representante comercial, por favor, que suspenda a ação proposta e abra imediatamente um mecanismo de negociação bilateral cobrindo todas as 6 áreas identificadas no aviso, com uma agenda e calendário definidos sob arquitetura execução descrita na parte 6.
Eu sou apaixonado pelo povo americano, pela política americana, o país que é os Estados Unidos. Eu nunca neguei isso desde meu tempo de garoto. O senador não pede ao representante comercial que abandone o histórico dessa investigação. Ele pede ao representante comercial que use uma ferramenta que o próprio estatuto já prevê: a suspensão ou adiamento da implementação de uma ação, porque a ação proposta, com base nas evidências já apresentadas à agência, não obterá a eliminação das práticas que visa combater e, em vários aspectos, produz o oposto do seu objetivo declarado.
Luiz Inácio Lula da Silva vai estar eleito presidente da República. Nesse evento, primeiro evento público desde que deixou o Brasil, Bolsonaro disse que o novo governo de Lula não vai durar muito tempo. Pode ter certeza, pouco tempo teremos notícias, né? Ou por si só, se esse governo lá continuar na linha que demonstrou nesses primeiros 70 dias, Deu errado. Em uma única frase, as tarifas propostas recompensariam os próprios infratores que pretendem punir.
Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela exata estratégia que ele tem perseguido: obstruir negociações sérias, provocar Washington a retaliar, mais ou menos, e em seguida converter essa retaliação em uma vitória política interna. Agora sim, minha gente! Ao pedir hoje por carta que o governo americano desista de impor as tais tarifas ao Brasil, na prática o senador Flávio Bolsonaro afirma que Trump é burro.
Maravilhoso! Ele é burro! E por tabela, o próprio irmão Eduardo Bolsonaro, que aplaudiu as tarifas em diversas ocasiões. Tarifa Eduardo Bolsonaro, tarifa Paulo Figueiredo. Depois escreveu Flávio, em carta ao governo de Washington. Desde que as tarifas foram impostas, Lula ficou mais popular. Por que será? Você não sabe como eu ficava feliz. E elas podem até ajudá-lo na campanha eleitoral, prosseguiu Flávio. Deus te ouça, hein?
Sabe-se lá quem entre os acima citados tem menos inteligência política, mas tá claro que os irmãos Bolsonaro não entenderam a natureza da aplicação de tarifas por parte do governo americano. Trump parece pouco interessado em ajudar a este ou aquele político estrangeiro. Ele acha que tarifas servem sobretudo aos próprios interesses dos americanos e trata aliados ou amigos até pior do que adversários. Só ver como anda a relação entre o Narendra Modi e o Trump.
Os dois fizeram comício eleitoral para o Modi nos Estados Unidos e o Trump tá pouco se fodendo para Índia. Era óbvio que o apego dos bolsonaros por Trump iria apenas criar um buraco do ponto de vista eleitoral, mas continuam cavando. Volta pra carta. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros e americanos que investem no Brasil, mais comprometidos com um relacionamento construtivo e mutuamente benéfico com os Estados Unidos.
A postura do comentador É de restauração. Por mais de 80 anos, desde que o Brasil e os Estados Unidos se uniram como aliados na Segunda Guerra Mundial, as duas maiores economias do hemisfério ocidental mantiveram uma parceria de genuíno benefício mútuo. Pois é, meu amigo, mas a Europa tem uma história ainda mais longa de relação com os Estados Unidos, e o Trump tá cagando, meu irmão, nos europeus sempre que pode. Essa parceria foi deliberadamente tensionada pelo governo em exercício.
Mentira, que afastou o Brasil da parceria americana, promoveu a desdolarização, é mentira dele, e tratou o confronto com os Estados Unidos como um ativo político interno. Tarifa Eduardo Bolsonaro, tarifa Paulo Figueiredo. Então eles entregam mais uma vez de bandeja, como eu falei, o reforço do discurso que importa para o governo brasileiro na eleição de 26, que é soberania. Brasil é dos brasileiros, esse é o slogan do Lá desde o ano passado, desde o primeiro tarifaço.
Acho que até antes, né, antes do tarifaço, porque teve a história da bandeira americana que eu falei aqui da Paulista. Foi essa imagem aí, ó, de uma enorme bandeira dos Estados Unidos que foi esticada por parte dos manifestantes que ocuparam a Avenida Paulista no Dia da Independência do Brasil. Bastante preocupação pelo fato de se estender uma bandeira dos Estados Unidos, com medo de que esse movimento poderia indicar de certa forma uma subserviência referência desse grupo aos Estados Unidos, o que poderia aumentar a crítica e garantir inclusive também um aumento de popularidade ao presidente Lula nesse momento, que tem utilizado muito desse discurso para falar da soberania do país.
Inclusive, a soberania foi o tema do desfile cívico lá em Brasília. Ele fez o boné do Brasil é para os brasileiros, tal. Então eles conseguiram trabalhar em cima disso em meio a crises, em meio a problemas do governo, que como todos os campos políticos, cada um com seus B.O.s. Mas é como se Flávio Bolsonaro jogasse o tempo todo a família Bolsonaro uma boia. Vocês estão tendo que resolver aí, mas calma, calma, a gente pode ajudar.
Toma aí um tarifácio para depois da eleição, mas calma aí, tem um vídeo da Michelle aqui a 10 minutos do jogo do Brasil. Roda, play. Impressionante, Val. Obrigado, amigo, você é um amigo. Volta para carta. Uma questão preliminar resolve grande parte desse procedimento. Cuidado, Cui Bono. Foi isso que eu disse, o famoso Cui Bono. Quem tá se beneficiando? Quem, quem subiu nessa e quem desceu nessa? Quem se ferrou e quem se— é, que tipo de setores se favoreceram?
Cui Bono, quem se beneficia? O PT acertou, miserável! Obrigado! O registro apoia uma resposta única e desconfortável. Que delícia! A parte que ganha com a ação proposta é o atual governo do Brasil, cuja conduta o aviso descreve e cujo tratamento em relação à oposição política foi identificado pelo próprio presidente dos Estados Unidos como a razão para essa medida. É tudo delicioso demais! Não só o Flávio dá tiros no próprio pé, como insulta loucamente o Trump e o governo dos Estados Unidos, e o próprio irmão e o melhor amigo do próprio irmão.
Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo. Bora seguir com a carta, porque de forma inacreditável Flávio, o senador X9 lista o que ele classifica como provocações do governo brasileiro. O primeiro tema caguetado pelo Flávio versa sobre a tal defesa da desdolarização, promoção pública em ambientes domésticos e internacionais de arranjos de pagamento e mecanismos de reserva projetados para reduzir a dependência do dólar americano e do sistema de liquidação Você é burro, cara?
Que loucura! Obrigado, Deus! E é uma loucura, porque se o que as últimas duas décadas ensinaram, e aqui começou com Obama, é que os Estados Unidos começaram a sancionar indiscriminadamente. E pra além disso, o mundo naturalmente tá se descolando do dólar. Porque caralho você vai ter a sua riqueza numa moeda que pode ser confiscada ao bel prazer do governo dos Estados Unidos? Não é só porque o império tá em declínio, não. Que o próprio império tornou o seu próprio sistema tóxico, tóxico, depois de um show de sanções politicamente motivadas.
E o Lula, até o momento pelo menos, não desdolarizou porra nenhuma. Que tem uma conversa dos BRICS para não usar o dólar, para não precisar de dólar para transações entre esses países. Não seria melhor que Brasil, quando tá comerciando com a China, não precisasse usar o dólar? Porra, óbvio, é óbvio. Porque caralho a gente tem que ficar pagando pedágio para o governo dos Estados Unidos e para Visa e Mastercard, sei lá mais quem?
Bom, mas o Flávio também cagueta, entre outras coisas, ataques repetidos de altas autoridades aos Estados Unidos. Assistimos há pouco aí um grande candidato à chefia de Estado dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia, levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né, Ernesto? E quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão não funciona. Ele fala também, recusa em negociar.
Isso faz de nós um páreo internacional Então que sejamos esse páreo. E se sai com o inacreditável nenhum engajamento de boa-fé em nenhuma das 6 áreas ao longo de 11 meses. Mas o último item da lista do X9 versa sobre instrumentalização eleitoral. Um instrumento destinado a pressionar o governo em exercício está de forma mensurável fortalecendo uma pesquisa mostrando o governo visado ganhando terreno no exato momento em que os Estados Unidos consideram impor tarifas ao Brasil não é uma fraqueza no argumento, é a prova deles.
Ah, bate a merda, cara. Porra, puta que pariu. No fim das contas, essa carta só faria sentido se o Lula tivesse colocado uma arma na cabeça do Flávio e obrigado ele a assinar uma insanidade dessa. Tá maluco, cara? A primeira onda de tarifas veio como uma ameaça pro STF liberar o Jair. Nessa carta, Lourival, que anuncia a sobretarifa de 50% em cima dos produtos brasileiros, que Trump tivesse incluído em primeiro lugar No primeiro parágrafo, o julgamento de Jair Bolsonaro tem que parar imediatamente.
Pois é, ameaçaram, mas deu errado. E essa segunda onda versa sobre uma investigação comercial, a tal investigação da Seção 301. Volta para carta. A Seção 301-B determina que a ação seja tomada para obter a eliminação do ato, política ou prática em questão. Medido contra ele, as tarifas de 2025 já foram testadas e já falharam. Elas não alteraram nenhuma conduta judicial. As tarifas de 50% não mudaram uma única decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil.
Os principais processos judiciais contra a oposição avançaram e uma condenação foi proferida com as tarifas plenamente em vigor. Elas não eliminaram nenhuma das 6 práticas. O instrumento não pode ser considerado eficaz para obter a eliminação de uma prática que comprovadamente se intensificou sob ele. Pra caralho! A família fez de tudo pela intervenção do Trump e agora o Flávio tá desesperado implorando pro Trump não foder ainda mais com a eleição dele.
Coerência! O comentador solicita formalmente, por favor, primeiro a suspensão da ação negociação proposta. E segundo, o estabelecimento imediato de um mecanismo de negociação bilateral com uma agenda definida em todas as 6 áreas e um calendário fixo de 180 dias, com um mecanismo de retorno automático das tarifas, snapback, caso não haja progresso de boa-fé. Como é que ele tá rejeitando o tarifação? Não está. Ele tá dizendo que o tarifação pode ser uma possibilidade desde que não atrapalhe o pleito, desde que não atrapalhe as eleições, de forma discreta, estrategicamente discreta.
E a gente aposta dinheiro que isso aí é Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo. O cara só pensa nos Estados Unidos, é incapaz de medir os seus próprios atos com a régua do Brasil. Essa carta só faz sentido para os Estados Unidos. E é impossível não lembrar disso aqui que o Eduardo Bolsonaro falou lá atrás, incentivando empresários brasileiros a ir para os Estados Unidos. O Brasil é mais complicado para você investir.
Ele tá fazendo um convite aqui aos brasileiros: olha, eu tô aqui colocando 50% de tarifa no Brasil por causa do seu presidente, né, do Lula, e por causa principalmente do Alexandre de Moraes. Mas se você, empresário brasileiro, quiser investir nos Estados Unidos, em semanas, tá, não vai ter preconceito não. É só vir para cá que em semanas a gente coloca o seu processo adiante. E isso daí realmente faz muito sentido, porque Estados Unidos é mais fácil do ponto de vista tributário, né, tem mais benefícios, você exporta para praticamente, né, o mundo inteiro.
Você vai ter acordos de livre comércio com vários países do mundo, com vários blocos do mundo. Então realmente é um convite tentador. Caralho, bicho! E aí eles fazem uma carta que é uma carta de subordinação. Sim, essa é uma carta de pedido de arrego. Por favor, pedido arrego, covarde frouxo! Ou não faz isso agora não, covarde frouxo, não bate na gente agora não, bate depois. É um negócio assim, é infantil, é primário, é tosco, e mostra— vou usar as palavras da Flávia— um despreparo para alguém que quer ser chefe de uma nação.
Júlia, essa carta do Flávio Bolsonaro, ela tem muitas curiosidades, mas acima de tudo ela me parece embutir uma espécie de toma lá dá cá. Por favor, vocês me ajudem a ganhar eleição segurando tarifação um pouco, tá? Exatamente isso. É que eu tô aqui apresentando um cardápio de medidas que podem ser do interesse dos Estados Unidos. É um pedido de intervenção, né? No limite, vocês dão uma mexidinha, uma ajudinha aqui uma intervençãozinha aqui que depois a gente negocia.
E é um pedido de ajuda recheado de insultos pra cima do governo Trump. Aí depois desse resumo de 4 páginas vem muita coisa escrita aprofundando os pontos. E tem coisas maravilhosas, tipo isso aqui, ó: os Estados Unidos mantêm um superávit comercial com o Brasil. Porra, vai tomar no cu, porra! Porra, os bolsonaristas nunca usaram esse argumento até aqui. Por quê? Porque isso contrariaria o Trump. O Brasil é um dos poucos grandes parceiros comerciais com os quais os Estados Unidos registram superávit na balança de bens.
Uma retaliação brasileira com base em sua lei de reciprocidade econômica exporia cerca de 40 a 50 bilhões de dólares em exportações americanas. Pois é, sabe quem dizia isso lá atrás? Eles alegam que eles têm déficit comercial com o Brasil, eles têm um superávit em 15 anos de 415 bilhões de dólares de superávit comercial. Mas a família Bolsonaro aplaudia. E aqui, voltando para carta, vem a parte mais deliciosa. O sinal decisivo seria um compromisso legislativo de que o Pix não será interligado a sistemas de liquidação transfronteiriça de países não ocidentais.
China, China, China, China all the time. Aí você pode estar se perguntando, né, por que caralhos alguém algum brasileiro limitaria o alcance de uma ferramenta tão foda como o Pix. Por que que o Brasil não usaria isso pra projetar influência globalmente? Por que que o Brasil não usaria o Pix, possível sendo, pra facilitar o seu comércio com seus parceiros comerciais? Diz aí, Eduardo. Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle.
Quem é o Pix dos Estados Unidos aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá pra você sentar, dá pra negociar. E o Flávio também promete manter outros setores do o próprio mercado bancário brasileiro longe do Pix, para delírio de Visa e Mastercard. Mas de um lado você tem o governo fazendo dois tipos de programa de renegociação de dívidas: o Desenrola e o Desenrola Adimplentes.
Um para quem já tá com a corda no pescoço, não conseguindo pagar o que deve, e outro para quem tá conseguindo pagar o que deve, mas tá ficando apertado. Então você tem de um lado o governo olhando aquele que está devendo para o cartão de crédito, do outro o que vai socorrer as empresas de cartão de crédito cujos juros giram na casa de mais de 100% ao ano. Então assim, é muito doido. E pior, aí o senador ainda disse que, olha, se for o caso, por favor façam o tarifação depois da eleição.
Ficou muito difícil assim. Pois é, a quantidade de dinheiro que as operadoras de cartão de crédito devem ganhar com juros sobre dívida no cartão não tá no gibi. Mas calma que vai tudo piorar. Volta para carta. Sim, isso que vai seguir tá na carta. A segunda questão é o escândalo do Banco Mastercard, fica com Deus, cara, descrito como a maior fraude bancária da história do A pergunta é: por que diabos o Flávio falaria do Banco do Vorcaro?
Era melhor ter desmaiado antes desse parágrafo. Tem alguém passando mal ali? É difícil, né? É difícil, difícil. É assim, como é que você vai andar ali? Porque a gente— eu não sei, eu também não sei te responder. Eu tô mesmo perplexo. A gente já tava suspeitando que tudo isso aí era coisa do Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo. Agora parece que dá para cravar, hein? Vocês lembram disso aqui, ó? Já me aborreci duramente com o Flávio, inclusive no caso do Dark Horse.
Já me aborreci, porra, não tem um dia que eu não fique puto e aborrecido e que eu não seja contrariado. Mas eu estou fazendo tudo que eu posso. Ô Paulo! Pô, o Paulo tá se sentindo traído pelo Flávio no caso do Dark Horse e resolveu falar do Master na carta só pra fustigar o Flávio. É a única explicação possível, porra, senão não faz muito sentido. Faz muito sentido. Volta pra carta. A segunda questão é o escândalo do Banco Master, descrito como a maior fraude bancária da história do país, cuja investigação revelou uma rede de proximidade entre o controlador do banco e a estrutura governamental.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado como consultor. O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia também foi contratado pelo banco pouco depois de sua saída do ministério. O senador Jax Wagner, líder do governo no Senado, citado em conexão com benefícios indevidos, e o próprio presidente da República, cuja agenda registra um encontro fora da agenda oficial com o financista, que teria aconselhado esse a não vender o banco em dificuldades.
Tá de sacanagem, né? Ó, não falou do Ciro Nogueira. Hoje, assim, o que eu ouço falar é que o Ciro Nogueira já publicamente manifestou essa vontade. Com relação a vice, que eu saiba, que tá ali, que já levantou e eu acho que tem todas as credenciais para ser, é o Ciro. Não falou do Ibanez. Nada mais natural do que esse apoio agora no segundo turno ao presidente Bolsonaro. Não falou do Cláudio Castro. Um grande amigo meu, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Meu amigo governador Cláudio Castro, não é de agora que a gente tá junto caminhando na política. Pô, aí a gente tem que voltar a apelar para o Celso Rocha de Barros. Celso Rocha de Barros. Vamos pegar aqui os envolvidos nesse caso. Eu já falei aqui, entre os entes federativos que aplicaram dinheiro de aposentado no Banco Master, mais ou menos 90% são de direita. Com deputados na lista de contato do Vô Caro, 100%. 100% de direita.
Deputados que apresentaram ou emenda constitucional ou projeto de lei para aumentar o limite do FGC e salvar o Master, 100% de direita. Governadores que tentaram salvar o Master com dinheiro público, só tem um, tudo bem, mas é o de direita, é o Ibanez. E o que eu acho mais interessante, pega por exemplo o Zé, o Fabiano Zé, o cunhado do Vocário. O cunhado do Vocário deu dinheiro e botou o avião à disposição para vários políticos.
Ele é o maior doador individual da campanha do Tarcísio, da campanha do Bolsonaro, e ele deu jatinho para o Nicolas viajar pelo Brasil fazendo campanha para o Bolsonaro. O Ciro é o amigo da vida, né? Enquanto o Banco Central tava julgando o caso Master, partidos no Congresso Nacional assinaram requerimento de urgência para um projeto que lhes permitiria demitir diretores do Banco Central por maioria simples no Congresso. Desculpa, gente, isso aqui não é uma crise do sistema político brasileiro, isso aqui é uma crise da direita.
Pois é, o Flávio não citou quem mais mesmo. Ah, pô, claro, aí fica a pergunta de novo: por que caralho justamente ele ia falar do Forcaro? Você é maluco, é? Ou você é idiota? Esse escândalo alcança o sistema financeiro americano, prejudicou os cidadãos dos Estados Unidos e pode até mesmo estar ligado ao crime organizado. Envolvendo ao menos uma das organizações recentemente designadas como organizações terroristas estrangeiras.
O cara não mencionou a Alerj. Pelo menos metade dos deputados estaduais do Rio de Janeiro tem ligação com o crime organizado. Conversava com o diretor-geral da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebem mesadas do jogo do bicho. Deus tenha piedade do Rio de Janeiro. A gente pode lembrar que Flávio Bolsonaro é o cara que condecorou Adriano da Nóbrega miliciano, que empregou mãe e mulher de miliciano por intermédio da Rachadinha no seu gabinete.
Em matéria de proximidade com crime organizado, sabemos quem é quem. O cara não falou do Bacelá, do TH Joias? Porra, meu irmão, olha aqui, ó, Rodrigo Bacelá, governador em exercício, e o senador Flávio Bolsonaro conversando reservadamente Mas os dois escolheram um cantinho ali, ó, para conversar. Será que estão falando? Mas voltando a Brasília, o Flávio não falou do Antônio Rueda, do União Brasil, etc., etc. Só falou dos pouquíssimos ligados à esquerda que tem algum envolvimento no caso.
Ó, o Flávio diz que o escândalo chegou no cabeça de ovo e fala do contrato com a Dona Virgem, inclusive sublinha o valor de R$129 milhões. Mas ele ia receber mais dinheiro que a esposa do Xandão, né? O contrato com o Vorcaro era de R$134 milhões. E disso ele não fala, porra. Caralho, porra. A conduta do ministro Alexandre de Moraes foi o que deu origem a toda essa questão. E aqui ele tá falando da primeira onda de tarifas. E os Estados Unidos já possuíam e utilizaram um instrumento especificamente calibrado para atingi-lo, uma designação nos termos da Lei Global Magnitsky contra o próprio ministro, sua esposa e a empresa patrimonial da família.
E aí, o que que aconteceu, Flávio? Diz Essa medida foi posteriormente revogada durante um processo de reaproximação com o governo em exercício. Ele parecia ser um cara muito legal, na verdade. Ele gostava de mim, eu gostava dele. Tínhamos uma ótima química. Sabe, não pintou química, pintou uma indústria petroquímica. Em seu lugar, propõe-se agora uma tarifa de 25% sobre toda a economia brasileira, fundamentada justamente na conduta da mesma pessoa que já havia sido alvo da sanção anterior.
Em outras palavras, retira-se a medida direcionada ao responsável, enquanto se avança uma medida incapaz de atingi-lo, recaindo em vez disso sobre exportadores brasileiros, importadores americanos, consumidores dos Estados Unidos e a oposição política, que é a sua principal vítima. Principal? E como se não fosse pouco insulto, o Flávio, tal qual humilhei, atacou o Mercosul ao falar da acusação americana sobre tarifas preferenciais injustas.
Teu cu! O Brasil de fato mantém tarifas excessivamente elevadas em diversos setores, e o comentador Flávio Bolsonaro, assim como o presidente Trump, acredita em um comércio justo e recíproco. Quanto à solução, o Brasil não pode revogar unilateralmente essas preferências, pois elas estão incorporadas aos instrumentos da ALA de Mercosul, cuja flexibilização depende de negociação entre as partes e não de decisão unilateral. O Flávio vai falando dos caminhos para solução desse problema.
Problema e buscar de forma vigorosa maneiras de estabelecer acordos bilaterais que promovam o comércio e os investimentos entre as duas nações. Presta atenção que isso aqui é importante. O Brasil procura formas de libertar-se das amarras impostas pelo Mercosul. Foi lá, foi lá, foi lá, foi lá, foi lá! Que impediram administrações anteriores de negociar tais acordos com os Estados Unidos. O caminho adotado pela Argentina de Javier Milei Oferece um precedente útil que o comentador está comprometido em examinar e buscar.
Vocês lembram que o Paulo Figueiredo disse que a estratégia do Jair era completamente errática, né? Então, tal pai, tal filho. O feeling, a intuição do presidente Bolsonaro, que é algo raríssimo, essa visão de longo alcance, aquele tato de saber como é que se comunica com a população. Puta que pariu, né? Porque tem essa questão da negociação que ele já antecipa o que ele iria fazer, que é uma estratégia péssima de negociação. Qualquer um sabe que você não antecipa o que você vai fazer numa mesa de negociação.
E não precisa ser inteligente para entender isso. Ele já sinaliza com Pix, já sinaliza com o Mercosul. Depois ele tem um super sincericídio na carta quando ele diz que vamos adiar e não vamos acabar. Que ele poderia dizer: tem que acabar com o tarifação, não leva a lugar nenhum para gente, principalmente para vocês. Não, vamos só para depois da eleição, porque senão vai me prejudicar? Pô, se esse pessoal morre de medo dos BRICS e quer acabar com o Mercosul, que alavanca eles teriam numa negociação com os Estados Unidos, pô?
Mas para o final do documento, eles ficam na dúvida se o governo dos Estados Unidos sabe a data da eleição aqui no Brasil. Uma observação factual sobre o momento oportuno. Por outro lado, e tratando-se de uma questão de timing e não de quem se beneficia, o Brasil realizará eleições gerais em outubro de 2026. Não é hora para desespero. E o cenário político que define a viabilidade de qualquer solução negociada será reconfigurado em cerca de 90 dias.
Devo admitir, isso é, eu confesso, é, eu confesso. Adotar uma medida irreversível agora, no auge do impacto mobilizador, representa uma sequência inadequada para qualquer instrumento de pressão. E porra, óbvio, né? Tá todo mundo admirado com a burrice do Flávio. É fascinante. Mas assim, quando é uma dificuldade cognitiva, eu acho que isso é uma dificuldade cognitiva do candidato e de sua assessoria. Porra, bicho, é tudo tão absurdo que tinha muita gente hoje em Brasília fazendo uma ironia se a carta não tinha sido produzida pelo adversário, que é a campanha do presidente Lula à reeleição.
Eu votaria no Lula. Voto no segundo turno. Eu votei no segundo turno no Lula. E vocês sabem qual é a nossa sorte, né? Responda, responda. A nossa sorte é que eles são muito burros, incompetentes, sabe? Dão muita bandeira. Hoje o candidato do governo, Lula, o presidente Lula, se ele não fizer mais nada, não falar mais nada e tal, ele tá eleito. Porque eles, os maiores cabos eleitorais dele são os adversários, é a turma do Bolsonaro.
Olha, a merda é que a gente ainda tem dificuldade. Quase metade do eleitorado votou no Flávio. Imagina se fossem gênios. Seria o mais terrível filme de terror, Cristiano. Estaríamos Fodidos! E a campanha do Flávio é um troço inédito, né? Ele tá fazendo esse papel sabujo, toda hora vai para Estados Unidos, já foi 5 ou 6 vezes esse ano, vai a semana que vem de novo, que é outra coisa absurda, né? Ele vai participar de uma audiência pública em que o Brasil será discutido nos Estados Unidos, dia 6 de julho, agora semana que vem.
Eu nunca vi isso, a campanha brasileira tá sendo discutida abertamente nos Estados Unidos. O Flávio Bolsonaro não esconde, ele quer entregar tudo antes de ganhar a eleição. Pois é, e trata-se de os Estados Unidos na sua fase mais descaralhada. Propôs até criar uma equipe de transição, imagina, do governo brasileiro, ele ganhando, um governo americano para estabelecer as relações comerciais, as tarifas e tal. É completamente xarope, sabe?
Não sabe o que fala. Como é que é uma vergonha que tá acontecendo? Eu nunca vi isso numa eleição brasileira, um candidato fazer campanha nos Estados Unidos. Nós já tivemos intervenção americana aqui no Golpe de 64, em outras tentativas, mas eu nunca vi um candidato brasileiro ir lá pedir arrego, pedir, sabe, entregar o ouro. Uma coisa vergonhosa. Cada dia a gente fica sabendo demais. Essa troca de cartas dele com o Marco Rubio vai para a história brasileira como uma das coisas mais infames que já aconteceram na política brasileira e nas relações com os Estados Unidos.
Eu não sei onde ele quer chegar, o que que ele ganha com isso. Não consigo entender. Pois é, sabe quem consegue entender? Paulinho Gogó. Não, porra, sabe quem consegue entender? Ninguém. A ideologia do Trump, aliás, quer entender como ele foi eleito? É America First, first of all. Não é América depois do Brasil para ajudar os brasileiros porque eu amo muito os Bolsonaro. Não, é America First. America First. Bom, só não vale para Israel, aí é Israel First.
Então assim, não existe parceria quando alguém entra com o pé e você entra com a bunda. Desculpa, desculpa. E os aliados estão perdidinhos. Inclusive, André, nessa conversa com aliados de Flávio Bolsonaro, que eles me disseram Olha, primeiro, não teve uma discussão interna com todos os integrantes da campanha se essa carta era bem-vinda ou não, se ela deveria ser realmente enviada ou não, já que ele vai lá na audiência pública.
Primeiro, se não foi discutido na campanha, foi discutido onde? Estados Unidos da América. Estados Unidos. Segundo, se era para divulgar uma carta, tinha de ser uma carta em tom de defesa do Brasil. É óbvio, ficar usando a carta para fazer ataques a Lula, na avaliação deles, é uma peça que dá munição para Lula e não agrega dividendos políticos para Flávio Bolsonaro. Até porque deveria ser uma investigação comercial e não um ataque político ao Lula, como na primeira onda de tarifas.
E por isso, eu já falei, vou repetir, tem muita gente com grande receio sobre o que pode acontecer lá nas audiências públicas. Vai ter uma pessoa que do lado deles, que é o Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, que é totalmente incontrolável. Acabou de repetir com palavrão horrível questão de que mulher vota mal. Mulher em geral vota muito mal. Essa pessoa, o que que ele vai falar nessa reunião?
E misturando com o que Flávio possa falar, vai ser terrível. Gente, o Flávio tem que falar do Brasil, defender criação de emprego, defender economia, programas sociais, não ficar fazendo uma batalha ideia, e num campo em que Lula se dá melhor do que o campo bolsonarista. E o Lula fez a festa, tirar a camisa, ir para o boteco pedir uma cerveja gelada e ficar conversando. Olha, o Flávio Bolsonaro levantou a bola, o presidente Lula foi lá e cortou.
Ele foi às redes sociais para responder essa carta do Flávio Bolsonaro, acusando Flávio e a família Bolsonaro de entreguismo. E é isso mesmo que você tá me ouvindo, tô usando as palavras do presidente Lula aqui, dizendo que ele submete o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. Tá certíssimo. Vocês estão vendo aí a publicação. Lula diz que Flávio tomou uma atitude de traidor da pátria ao pedir o adiamento do tarifação. Diz que o senador atacou os interesses do povo brasileiro ao defender o fim do Mercosul, como a gente acabou de ouvir aqui da Thaísa Medeiros.
E o presidente finaliza dizendo que o Flávio não vai conseguir entregar vender o Pix a interesses estrangeiros e diz que o Brasil não está à venda. Aí as audiências lá nos Estados Unidos começaram e na terça o Flávio foi lá com o Eduardo. Bora para Miriam Leitão no Globo no dia 7. Segundo uma fonte que está participando da audiência, os assessores não atenderam às instruções sobre o uso do celular no recinto. Apesar das advertências, continuam tirando fotos e fazendo vídeos, produzindo conteúdo para Flávio Bolsonaro, o que é proibido.
Que deselegante! E teve isso aqui, ó. A verdade é que a campanha do Flávio tá tentando distanciar aí um pouco o Eduardo, a imagem do Eduardo. Numa foto divulgada pela equipe da campanha para imprensa, o filho 03 aparece cortado da imagem. Que delícia, cara! Mas adivinha quem não foi? Posso pegar UOL, posso pegar o Globo, Estadão. Paulo Figueiredo desiste. Tem, tem essa aí para botar na tela? Começa aqui: Paulo Figueiredo desiste de falar contra tarifação em audiência nos Estados Unidos.
Poxa, por quê? Por quê? Bom, eu sei, eu reconheço que eu estou debaixo de uma campanha coordenada de difamação. Eu não sou idiota. Muito astuto, Paulo. Eu sei o que é um apito de cachorro. Então enfia no cu, porra. No programa seguinte eu expliquei com dados e estudos científicos o meu ponto. Mas também não tem comprovação científica que não tem, que não tem comprovação eficaz, nem que não tem nem que tem. Não tem o que o Paulo possa falar.
O caso aqui é que na média as mulheres não votam como o Paulo gostaria que elas votassem, e aí ele fica puto. Mas não se enganem, nesse caso eu não vou me envaidecer porque eu sei que eu não sou o alvo principal. O alvo principal chama-se Flávio Bolsonaro, e o objetivo dessas pessoas com isso é não só desgastar a imagem do Flávio, mas também castrar quimicamente a campanha. Essa campanha que já é meio insoça é bem insoça. Eles querem castrar quimicamente.
Quem são eles na frase que vai seguir? Eles querem afastar os radicais para transformar o Flávio em um candidato dócil ao sistema. E tem gente dentro da campanha feliz com isso, os hipertensos, os santinhos. É claro que essas pessoas querem Eduardo e eu e quem quer que seja longe. Aí ficam duas perguntas, né? E por que será, né, Paulo? Então eu entendi que nesse momento, se eu tivesse em Washington, o foco da discussão e o agendamento— eu falo sempre aqui agenda setting, eu falo aqui o agendamento da discussão— seria deslocado.
Em vez de ser a luta do Flávio contra as tarifas e a ausência vergonhosa do Lula, acabaria sendo a relação do Flávio comigo. E eles acharam nisso um ponto vulnerável. Se eu tivesse lá com o Flávio, eu ia acabar desviando o foco. Eu sempre falei para vocês, eu não ligo para o protagonismo, não ligo para os louros. Caralho, um abnegado patriota! E aí decidi não ir para Washington, decidi nem ir. Se fosse para ficar lá, ah, tendo que evitar ver Flávio— eu não roubei, não matei, não tenho nada a esconder, não vou evitar ser visto com ninguém.
Então, se é para favorecer, não desviar o foco, eu preferi nem ir. Lembra que Flávio se colocava como comentador, né? Os comentários estão escritos, os comentários estão escritos, o trabalho dos bastidores continua. Aí, ó, eu inclusive estarei em Washington nos próximos dias por mais uma rodada de encontros e reuniões para tratar das pautas nos Estados Unidos. Então não, não tem rompimento, não tem briga com Flávio, não tem absolutamente nada disso.
As coisas que eu digo a vocês, vocês podem ter certeza que eu digo a ele. Ainda não tive tempo de falar desse desastre de comunicação. O Paulo critica uma campanha que se afasta do bolsonarismo raiz, do bolsonarismo radical. E Olha do que que ele tem saudade. E o que que é bolsonarismo? É o meu pau no seu fascismo. Imaginem se o Bolsonaro teria tido qualquer pudor em falar sobre o viés óbvio do voto feminino e do problema que isso representa.
Ah, que saudade daquele que falava que não queria ter filho viado, não queria mesmo. Que saudade desse bolsonarismo. Puta que pariu, Marquinho, vai tomar no cu! Essa aí vale repercutir na imprensa também, hein? Mas bora falar da tal audiência. Pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro participou do segundo dia de audiências públicas nos Estados Unidos sobre o tarifação americano a produtos brasileiros. Pois é, a reunião não era pública, mas logo depois o Flávio gravou um vídeo com aquele carisma de câncer cerebral.
Calma, filho da puta, calma. Acabei de fazer aqui a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também. Fizemos aqui uma defesa técnica, técnica, técnica, técnica. Fizemos aqui uma defesa técnica. Pois é, era para ele ter parado aí, era para ter desmaiado, sei lá, mas não. Com a defesa técnica, mas também política. Porra, meu irmão, me ajuda a te ajudar. Você tem que me ajudar a te ajudar. Gente, é impressionante como é que tinha todo mundo lá, os defensores das empresas, dos produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhumzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal, que é quem vai sugerir ou não que as tarifas sejam aplicadas ao presidente dos Estados Unidos, ele é que vai tomar a decisão dele política no final.
Então fiz ali a minha parte. Tá se sentindo culpado, né, Flávio? E olha a parte do Flávio, olha a duração da fala de cada um que participou na audiência. Elas duram 5 minutos com quem se inscreveu para participar. 5 minutinhos, 5 minutinhos, 5 minutinhos de alegria. Tá passando mal. E adivinha como o Flávio começou? Falando do Supremo Tribunal Federal, nas palavras de Flávio Bolsonaro, ele quis começar primeiro com o que ele chamou de censura no Brasil.
Liberdade para os presos políticos, fim da censura! Tá tudo invertido Brasil. Diz aí, Bia Kicis. Pai, afasta de mim esse cálice! Caralho! Além disso, Flávio Bolsonaro também puxou a palavra para dizer que durante o governo Bolsonaro o Brasil viveu uma experiência de 4 anos sem escândalos de corrupção. Não tem mais corrupção no governo. Cara de pau! Cara de pau! Ele afirma que os escândalos no Brasil estão ligados ao PT, partido do presidente Lula, e à esquerda.
Eles mentem, mentem na cara dura, mentem sem ter vergonha de mentir. Não só isso é mentira, como imagina que ele tá dizendo isso pro governo mais corrupto que o mundo já testemunhou. Talvez tenha tido algum ditador em algum lugar aí que tenha roubado mais, mas em coisa de um ano, como o Trump fez, não, aí não. Só os filhos dele receberam 1,4 bilhão de dólares. Dólares do Catar para vender 49% da sua empresa de criptoativos. Aí o mesmo Catar presenteou o Trump com um novo Air Force One, um avião muito maior.
O retrofit ficou a cargo, claro, do governo dos Estados Unidos. Mas olha só, ao sair da presidência, o Trump vai ficar com o avião. Ou seja, foi uma propina, porra. Quer dizer, não, propina não, presente para o Donald. Aí não é America First não. Pô, e aí vem o Flávio Rachadinha falar em corrupção, isso depois do que aconteceu com o Banco Mastercard. Caralho, jogaram ácido na água do Flávio, porra, só pode. E o Flávio fecha falando das tarifas.
E aí, nas palavras de Flávio Bolsonaro, o povo brasileiro não deveria ser punido por isso. Nesse cenário, Andréia, nesse contexto, Flávio Bolsonaro disse ao governo dos Estados Unidos que em cerca de 90 dias o Brasil vai passar por um novo processo eleitoral de forma discreta. E aí, nas palavras dele, a política brasileira vai ser inteiramente diferente. Sabe que você é muito petulante? E que, portanto, impor agora tarifas contra produtos brasileiros vai acabar prejudicando aquelas pessoas que não são responsáveis pelos atos questionados pelo governo americano.
Pois é, não é que ele é contra as tarifas, ele é contra as tarifas agora. Agorinha. Não é que ele é contra intervenções estrangeiras no Brasil. Tudo bem se for a favor dele. Tudo bem. E o Flávio confessou os seus crimes de lesa-pátria em carta, em audiência oficial nos Estados Estados Unidos. Tá, mas aí no dia seguinte o Flávio gravou um novo vídeo e uma pessoa ingênua poderia achar que ele já estaria no Brasil. Sabe como é que é, né?
Ele é senador dessa república aqui, não daquela mais ao norte. São 9:20 da manhã, uma hora a menos que no Brasil. Deu errado. Resolvi ficar mais um dia aqui nos Estados Unidos. Pô, caralho. Exatamente para fazer algumas conversas que vão ser importantes para tentar mais uma vez influenciar aqui o governo americano para que as empresas, os produtos brasileiros não sejam tarifados. Que ele tá dizendo na verdade é que ele vai ficar mais um dia conspirando lá nos Estados Unidos.
Pois é, amigos, tá muito difícil dar conta dessa quadra miserável da história. Lembrando, alô Curitiba, dia 29 de agosto lançamento do livro Juízo Final e festa do Medo e Delírio. Garanta seu ingresso, menos para o lançamento do livro, que aí é aberto para todo mundo. Tchau para vocês, vem pianinho! E hoje a gente fica por aqui, gente. Episódio saindo na quinta-feira, que ontem eu fiz uma merda, já paguei horas de trabalho que eu já tinha feito.
Nossa, que ódio! Então muito Muito obrigado a todas as fontes. E é isso aí, se quiser e puder, pinga um lá pra gente no apoia.se/medodelirio, no patreon.com/medodelirioembrasilha, na Orelo ou no Pix medodelirioembrasilha@gmail.com. Porra, doação é o caralho, porra! Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, moro, cara? Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medodelirioembrasilha.com.br.
Eu sou Cristiano Botafogo. O Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro D'Altro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, @guifrodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não, mas bora passar menos raiva? Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a parte, porque o Alan dos Santos tem credibilidade, é o ofício dele, ele é jornalista. Eu vou explicar com detalhes o que é o processo de dissonância cognitiva, sem o qual não existiria a extrema-direita no poder.
Dissonância cognitiva nada mais do que a indisposição a analisar a verdade a partir das evidências. Então são pessoas— e aí você pega aquele padrão médio dos mais sectários, dos mais radicais dentro da extrema-direita— geralmente são pessoas frustradas, ou frustradas religiosamente, ou sexualmente, ou intelectualmente, ou profissionalmente. Tem uma determinada frustração. E o movimento bolsonarista transformou essas pessoas que eram pessoas frustradas, vistas pelos seus pares de modo em patriotas, em defensores do Brasil.
Tem um trecho interessante da série The Boys, que agora tá na última temporada, que faz uma caricatura da extrema-direita lá nos Estados Unidos e se pergunta, uma das líderes da extrema-direita, o que que ela vende? Aí ela diz, eu vendo liberdade, eu vendo o patriotismo, eu vendo a defesa do nosso povo. Aí, de tanto ser questionada, ela diz, eu vendo propósito. Então essas pessoas tiveram no bolsonarismo um propósito para vida.
Elas não precisam, por exemplo, mais fazer uma faculdade para entender sobre direito, sobre Constituição, porque elas veem na corrente de Zap, colocam no grupo e não precisam ser validadas por professores de universidade, porque eles próprios se validam. Então chega um momento que a identidade, atuação do grupo fundamenta a identidade das pessoas. E quando as pessoas veem uma verdade factual, como por exemplo, que elas podem estar colocando pessoas em risco, cristãos colocando pessoas em risco apenas para fazer politicagem, e ainda assim elas dizem use É porque se elas forem pela verdade factual e perceber que isso é absurdo, elas se descaracterizam, porque o sentido da vida delas passou a ser essa afirmação política desse grupo.
Então elas não— eles rejeitam a verdade, porque se eles aderirem à verdade, eles perceberão que eles não são defensores da pátria, eles são pessoas frustradas. Acabou assim, acabou, acabou, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu períneo. A boca é o ânus da fada. Varanda do Povo. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha? Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo.
O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo. Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura, mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma 200 baseados? Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso coça mais.
Pega sua Toyota, empurra dentro do seu cu. Um Opalão, um Chevette, um Gol Bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você? Lixo, arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau! Eu sou especialista É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma piroca. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis pistolão bonito, né?
Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Ânus! Os galinachos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa, desculpe, desculpe, desculpe, desculpe, desculpe. Pera um pouco, querido, pera só um minuto, só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma, relaxe. Pronto, tá bom, era isso. Acorda, vagabundo! Acorda, acorda!
Obrigado, minha gente! Deus proteja a todos, sejam felizes! Um abraço! Tá gravado!