II - 2026.42 - A carta do Rubio
Inscreva-se na aula aberta do Ailton Krenak (08 de julho às 20h)
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Festa do Medo e Delírio em Florianópolis 04/07 - 22h30
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No Bugio Centro! Discotecagem cremosa da Clandestino Fiesta Latina, La Cumbia Artificial com seu som dançante e psicodélico e de quebra trazem a Mixtape do Medo e Delírio lotada de memes e referências ao momento “foi mal tava doidão” da política mundial!
Lançamento de “Juízo Final” 05/07 - 14h (GRATUITO 0800)
No Bugio Centro também! A incrível fotógrafa Gabriela Biló vem lançar seu livro “JUÍZO FINAL”, sobre o julgamento da trama golpista que rolou no Brasil. O livro é um quase manual que descreve o processo em detalhes. Ganhadora do Prêmio Jabuti com “A verdade vos libertará”, Biló vai trazer seu lançamento mais recente, produzido em parceria com o Medo e Delírio e Pedro Inoue e que conta com prefácio de Marcelo Rubens Paiva e edição de Fernando de Barros e Silva. Para amarrar o rolê, vai rolar uma conversa com Gabriela Biló, Cristiano Botafogo e Pedro Daltro! Logo depois, telão pra ver o jogo!
Melhor forma de ajudar o Medo e Delírio é pix recorrente na chave medoedelirioembrasilia@gmail.com
Quer anunciar no Medo e Delírio? Escreve pro medoedelirioembrasilia@gmail.com!
- Marco Rubio· InternacionalTarifas sobre produtos brasileiros · Donald Trump · Marco Rubio · Flávio Bolsonaro · Comércio exterior Brasil-EUA
- Declarações misóginasVoto feminino · Capacidade de avaliação feminina · Equilíbrio emocional · Paulo Figueiredo · Eduardo Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Michelle Bolsonaro
- Candidatura Flávio BolsonaroSubserviência aos Estados Unidos · Interesses americanos no Brasil · Minerais críticos e terras raras · Flávio Bolsonaro · Marco Rubio
- Substituição do Irã pela Itália na Copa do MundoViolação do direito de defesa · Imparcialidade do Ministro Alexandre de Moraes · Carla Zambelli · Alexandre de Moraes · Supremo Tribunal Federal (STF) · Corte de Cassação de Roma
- Classificação de Organizações Criminosas como TerroristasComando Vermelho · Primeiro Comando da Capital (PCC) · Relações com o crime organizado · Soberania nacional · Marcelo Freixo · Rodrigo Pimentel · Lincoln Gacchia
- Relação com Família BolsonaroRivalidade com Carlos Bolsonaro · Rivalidade com Jair Bolsonaro · Supostas festas com políticos conservadores · Michelle Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Daniel Vorcaro
- Tortura e ViolenciaModelo Bukele em El Salvador · Legitimidade do medo e vingança · Política pública e Constituição · Ailton Krenak · Marcelo Rubens Paiva
- Crise de saúde mental e suicídio entre jovens indígenasDisputas fundiárias · Aculturação · Acesso a tratamento de saúde mental intercultural · Populações indígenas · Larissa Paes
- Juristocracia BrasileiraAuxílio creche para juízes · Verbas retroativas indenizatórias · Desigualdade social · Cássio Nunes Marques
Central 3.
Esse episódio aqui é um oferecimento do Bond. Bond, aprender e mudar as coisas. Agora vamos para abertura, mas calma, um recadinho. Alô Florianópolis, vai ter dois eventos em Florianópolis final de semana que vem, hein? No dia 4, sábado, às 10:30 da noite, Festa do Medo e Delírio em Brasília, no Bugio do Centro. Mas já acabaram os ingressos, então não sei nem porque que eu tô falando isso aqui. Mas aí no domingo, às 2 horas da tarde, antes do jogo, também No Bugio do Centro vai ter o lançamento do Juízo Final.
Eu, Cristiano Botafogo, vou estar lá, Pedro D'Altro também e Gabriela Biló. Vamos falar um pouquinho sobre o processo de confecção do livro e aí assinar os livros para a galera. Vai ter livro à venda lá. Aí depois, lá no Bugio também do Centro, vai ter um telão para a galera ver o jogo. Então aparece um pouco antes, encontra a gente lá. Se você não tiver o livro ainda, pode comprar lá se quiser. Aí a gente assina o livro lá para você e depois fica lá e já assiste o jogo, pô. Olha só que beleza. Agora chega, bora para abertura.
Eu não quero importar o modelo Bukele para o Brasil não, mas eu entendo que naquele momento foi o que salvou El Salvador do caos, tá?
Se esse for o modelo que a população de João Salvador tá aplaudindo, se eu perguntar para a população se ela é favorável à tortura, não sei qual vai ser a resposta. Mas se ela for favorável à tortura, isso não quer dizer que eu tenho que ser, isso não quer dizer que eu tenho que ser, né? Porque a gente tem uma sociedade muito movida pelo medo, e o medo é legítimo. Eu perdi meu irmão assassinado, você acha que não passou por mim desejo de vingança?
Claro que passou, isso é humano, cara, isso é humano. Agora, isso quer dizer que eu posso me vingar? É muito perigoso numa sociedade. A gente vem de um período colonial, escravocrata, desigual. O Império, a mesma coisa. E a República não resolveu muito resolveu problemas coloniais? Não resolveu, não resolveu. Então você não pode pegar um país que tem a história de violência que a gente tem e achar que se a maioria, muito movida pelo justiçamento, pela vingança, pela força, essa maioria pode determinar o que a gente tem que fazer ou não.
A gente tem que ter política pública, e política pública movida por um Estado que tem que ter equilíbrio na sociedade. Eu não posso achar que um cara que furtou alguma coisa, se for linchado porque a maioria acha que tem que linchar, ele tem que ser linchado. Não, eu não posso achar que se a maioria achar que tem que torturar, a tortura passa a ser válida. Não, A gente tem que ter um pacto, a gente tem uma Constituição. Qualquer medida de segurança pública tem que estar dentro da Constituição.
Tem que estar dentro da Constituição, porque... Ou então vamos discutir a Constituição, vamos ampliar a Constituição, vamos fazer uma PEC, beleza. Mas eu não posso achar que o debate da segurança pública pode acontecer fora do que a Constituição prevê, porque senão a gente vai pra barbárie.
De novo, de novo, eu concordo contigo.
Se a gente for pra barbárie, não tem vencedor.
Tem funcionado? Porque uma coisa que eu costumo dizer é: se matar esse tanto de gente funcionava, o Brasil era Suíça, já teria funcionado.
Medo e delírio em Brasília.
Vocês percebem a loucura?
Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília, com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra, por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo.
Botafogo é bairro, viu, meu filho?
Você viu a Fernanda Torres?
Cristiano, seu lixo!
Cristiano, seu lixo!
Calma, Cristiano, aquele verme maldito!
E aí, Brasília, depressão, como é que chama, gente? Eu podcast dos caras. E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Brasília.
Beijo para eles.
Medo e Delírio, hein?
O programa aqui, pô, mano, meio duvidoso, né, mano?
Eu não ouço Medo e Delírio.
É escrito por Pedro Dautra.
Um abraço, Dautra, meu queridíssimo Pedro Dautra.
Um beijo para o Pedro Dautra.
Todo mundo sabe quem é.
Parabéns a toda equipe de roteiro.
E um beijo para o Pedro Dautra.
Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 42 de 2026. Bora passar pano? Não, tá, mas bora tentar passar um um pouquinho menos de raiva.
Bora, bora, bora, bora!
A carta do Rubio. Estamos de volta, senhoras e senhores, e vai aí um beijo do tamanho do mundo e o nosso muitíssimo obrigado para todo mundo de Porto Alegre, que foi no lançamento do Juízo Final e a festa do Meu Delírio. Lançamento tava cheíssimo, a festa acabou os ingressos e foi incrivelmente do caralho, foi tria fuder. Obrigado a todos vocês pelo carinho, vocês são fodas para caralho, hein. Sábado agora, dia 4, dia 5, estamos em Florianópolis, você já sabe, né, da festa, os ingressos já acabaram.
Então se você não comprou, deu errado. Não, não deu errado não, porque você ainda pode ir no lançamento do Juízo Final no domingo, lá no Bugio do Centro, assistir o jogo de Depor logo depois, pô. Olha só que beleza, vai ser às 2, hein, 2 da tarde. Mas agora vamos seguir, vamos seguir, porque a gente precisa fazer uma errata. Começou mal, a gente tá bastante chateado com a gente mesmo.
Caralho, eu sou um merda mesmo.
O Pedro não tá se perdoando porque alguns áudios sobre o Ciro Gomes entraram muito antes da hora que devia entrar no roteiro. Michele tava falando da eleição de 2024 e entrou um áudio sobre o Ciro. Que é sobre a eleição de 2026. Aí de quebra eu misturei um negócio lá das eleições de 2024 e 2026, como se o André Fernandes em 2024 tivesse aberto mão da vaga para o Ciro. Não, brother, não foi nada disso que aconteceu. Enfim, a gente pede, e é isso.
Aliás, vale a pena dizer que se você percebeu alguma coisa esquisita, algum erro, alguma infactualidade que a gente tenha cometido aqui, escreve para gente, hein, pelo amor de Deus, por favor. Vamos lá, vamos seguir, bora para o tema desse episódio.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, "Insuportável", respondeu uma carta enviada pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro.
"Toda hora essa discussão, cara." "Valeu, carinho, valeu a cartinha." É importante relembrar o que motivou a carta do Flávio.
Essa carta de Flávio foi enviada no mesmo dia em que o representante comercial da Casa Branca divulgou a sua recomendação ao presidente Donald Trump—
"Bing, bing, bing, Mr. Launch, Mr.
Launch, bing, kkk, bum." —para que volte a tarifar o Brasil em 25%, uma tarifa global aí em relação aos produtos brasileiros, para além de uma outra tarifa de 12,5%, a qual o Brasil também deve sofrer, ser impactado. Portanto, globalmente poderia chegar a 37,5% de tarifa sobre produtos brasileiros. Uma decisão que cabe a Donald Trump, que ele pode vir a tomar em 15 de julho.
Olha a merda aí, ó!
Vale lembrar, né, que o anúncio do novo tarifácio o Brasil veio uma semana depois da visita de Flávio a Donald Trump. Suspeito.
A partir de janeiro de 2027, o Brasil terá um presidente da república que vai sentar pra negociar de igual pra igual. Ridículo, ridículo.
E a carta do Rubio deixa claro que deu tudo errado pro Flávio. Na carta Rubio, Marcos Rubio, Marcos Rubio, presta atenção que isso aqui é importante.
Não atendeu ao pedido para que o governo americano Desista de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Tem alguém passando mal ali?
Tá passando mal. Flávio queria posar de herói da nação, como a pessoa que impediu a tarifa do Trump, mas tomou no cu. Imagina a festa que ele faria se o Rubio dissesse que não haveria mais tarifas porque o Flávio pediu. Mas tudo virá como em um novo replay. A carta do Marco Rubio, chanceler do Trump.
Marcos Rubio. Excelentissimo senhor Flávio Bolsonaro.
Não, não é. Ei, fodendo! Senador da República Republika Federativa do Brasil. Puta que vergonha, velho! Não tá escrevendo pro Lula não, o Flávio já é tratado como chefe de estado sem selo. Esse rapaz aí que falou aí, não vamos nem dar o trabalho de dizer o nome, mas é um dos jornalistas da extrema direita. Mas tchau! Agora com opinião de qualidade, Jamil Chad. Jamil Chad, opinião de qualidade. É uma merda.
Não é comum que o ministro das relações exteriores de um país escreva uma carta para um senador de outro país.
Não, não é.
Mesmo que ele tenha recebido aquela carta. Por quê? Não sei.
Responda!
Porque ele não é o O senador não é um interlocutor. O interlocutor do chanceler dos Estados Unidos é o chanceler do Brasil. É óbvio! É assim que funciona. Ah, ele pode conversar com outras pessoas? Claro que ele pode conversar com outras pessoas, mas existe um protocolo, existe uma praxe diplomática que não é brasileira, é mundial. Chanceler conversa com chanceler, presidente com presidente.
Porra, sabe como é que é, né? Lá se foi a boa e velha diplomacia, mas hoje em dia é dedo no cu e gritaria. Um senador se dirigir a um chanceler, um senador de oposição ao governo de ocasião ainda por cima, já é um atropelo. Em vias oficiais e coisa e tal, mas vai lá.
Agora o chanceler não responder?
É pior ainda. Volta para carta do Marcos Rubio.
"Presado senador Bolsonaro, agradeço por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua convicção de que a duradoura amizade entre os Estados Unidos e o Brasil deve permanecer alicerçada em valores compartilhados." Teu cu isso aí, teu cu.
Bom, prosperidade do hemisfério significa prosperidade dos Estados Unidos, pros Estados Unidos, sabe como é que é?
America first.
Isso não tem a ver só com o Trump não, vale para todos os governos dos Estados Unidos. A diferença é que o Trump torna o óbvio num slogan.
Aprecio profundamente seu apoio à nossa decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como terroristas globais especialmente designados e organizações terroristas estrangeiras. Chato pra caralho. Nos termos da legislação dos Estados Unidos. Muito chato! Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções Representam uma ameaça à segurança dos cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério.
Antes era uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, o que não faz sentido. Mas agora eles mudaram pra segurança do hemisfério. Mas vamos interromper a carta porque rolou um maravilhoso diálogo entre o Marcelo Freixo e o Rodrigo Pimentel, ex-policial do BOPE, sobre o tema. O Mandemil é terrorista, irmão.
Vamos fazer esse debate. Esse debate é bom.
Não deveria nem precisar de debate, né? Mas tudo bem. O crime organizado é o terror.
Teve uma época no Fonseca, Eu vivi dos 3 aos 40 anos, devia estar aos 40 anos na periferia, era barulho de fuzil, tiro de fuzil toda noite. A gente até estranhava quando não tinha. Isso é o terror. Agora, se você diz que é terrorista, você tem um outro debate para fazer. Eu vou te dar um exemplo de perigo da gente achar que isso é terrorismo. Se eu entender que Comando Vermelho é terrorista, todo terrorismo tem células de desdobramento de poder. Concorda comigo? Concordo. O T.H. Jorge foi preso por causa de quê?
Ele tinha relações com Comando Vermelho, Terceiro Comando, até com milícias ele teve, teve relação com todo mundo, o T.H. Jorge.
E com a família Bolsonaro e toda direita carioca.
TH Joes então vem desse grupo organizado? Lógico, lógico. O presidente da Assembleia Legislativa foi preso por causa de quê? Vazando informação para quem? Bom, então o presidente da Assembleia Legislativa também tem relação com ele. O presidente da Assembleia Legislativa é do União Brasil. Perfeito. O TH Joes era do MDB. Então os dois têm vínculo com o Comando Vermelho, Terceiro Comando, milícia, é isso? Sim. Então eu posso considerar que a União Brasil e o MDB são células terroristas?
Tá, boa provocação. Boa provocação, é isso, provocação, caralho, pô, é óbvio, caceta. Até a maior autoridade no combate ao PCC nas últimas décadas, que é o promotor Lincoln Gacchia, que nada tem a ver com PT ou a esquerda, já falou: essa classificação que o Departamento de Estado norte-americano deu ao PCC, o Comando Vermelho, como terroristas, ele tem várias implicações.
Claro que a gente tem que aguardar os efeitos, mas são implicações de ordem financeira, econômica, nas próprias investigações, e principalmente também na questão da soberania nacional. A gente precisa ter muito cuidado Nessas análises, acho que tá, o tema tá infelizmente muito politizado, né? Nós não estamos aqui defendendo criminosos, pelo contrário. Tenho, acho que o histórico de vida de combate a organizações criminosas, eu até hoje sofro com isso.
Mas aqui nós não estamos tratando de organizações terroristas, nós estamos tratando de organizações criminosas cujo objetivo é apenas econômico, né? É o caso do PCC e do Comando Vermelho. Eu até vou além, nós estamos tratando de organizações criminosas mafiosas e não terroristas.
Ao atingir suas— de tráfico de drogas e de armas. Estamos adotando medidas decisivas para proteger tanto o povo brasileiro quanto o povo americano desse crime organizado transnational.
Pois é, como Caio Almendra falou num dos últimos episódios nossos aí, a verdade é que na América Latina as intervenções dos Estados Unidos e os governos apoiados por eles têm relações históricas com tráfico de drogas. Recentemente o Trump perdoou José Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras e o maior traficante de maior traficante de drogas da história dos Estados Unidos já preso, após cumprir apenas 10% da pena. Historicamente, os Estados Unidos são o maior narcoestado do mundo.
E aqui tudo começa a dar errado pro Flávio.
Volta pra carta. Como o senhor observa, o Ambassador Jamie Sungrier, representante de comércio dos Estados Unidos, anunciou sua determinação de que determinados atos, políticas e práticas do Brasil são injustificáveis ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos.
Me! Me!
Me! And em decorrência disso propôs medidas de resposta para consulta pública. Essa determinação e as medidas propostas decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 por determinação expressa do President Trump.
Gente que tá no contexto da investigação da Seção 301, Brasil pode ser taxado em 25% por, no entendimento dos Estados Unidos, praticar ações ilegais e desleais no comércio, e em 12,5% por não coibir o trabalho forçado e trabalhar com países ou importar produtos de países que não inibem o trabalho forçado.
O Ambassador Greer deixou claro que ainda persistem divergências substanciais quanto à resolução das questões identificadas nessa investigation. Essas questões dizem respeito ao comércio digital, aos serviços de pagamentos eletrônicos, seu cu, a tarifas preferenciais consideradas injustas, a aplicação das leis anti-corruption, a proteção da propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao desmatamento ilegal. And the home of the escroto.
Tomara o cu, rapá. Porra, escroto pra caralho. Porra, e o governo Trump reclamando de derrubar Cuidado de floresta é hilário, né? Certamente a família Bolsonaro vai ajudar muito nessa questão. E quando Marcos Rubio fala em serviços de pagamentos eletrônicos, obviamente ele tá falando do Pix, que na opinião dele seria, diz aí, Zé, um terrível e injusto sistema que vai sangrar empresas queridas como a Visa e a Mastercard. Um horror absoluto, eles não cobram taxas dos usuários.
Mas aí ele diz o seguinte, que não compete a Rubio a decisão sobre as tarifas, que isso é um trabalho feito pelo Jameson Grier, que é o chefe do USTR, a representação comercial dos Estados Unidos, e que o Grier já deixou muito claro que existem diferenças substantivas em relação ao entendimento comercial dos dois países e que o que tá valendo é o relatório do Grier. Então, basicamente, o Rubio diz o seguinte: olha, agradeço muito a proximidade, agradeço o fato de ter nos apoiado na política que a gente queria impor, mas eu mesmo não posso te ajudar em nada nesse momento aí na a sua demanda específica sobre a tarifa.
Volta pra carta: Qualquer parte interessada no Brasil poderá participar no período de consulta pública sobre as medidas de respostas propostas, bem como da audiência pública que será realizada pelo escritório do representante de comércio dos Estados Unidos em 6 de julho de 2026.
Ou seja, a carta do Flávio não mudou é porra nenhuma. Volta com ele. Jamil Chad, opinião de qualidade.
O primeiro dela é basicamente muito o recado de volta dizendo: olha, America First, que quer dizer, nós cuidamos dos nossos negócios. Se em algum lugar nós nos cruzarmos com interesse de vocês, ótimo, mas se não, gente, só para deixar muito claro, a gente continua a defender os nossos interesses. Então ali fica muito claro, Marco Rubio dizendo isso basicamente para Flávio Bolsonaro.
Volta para a carta: Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero prospero, seguro e economicamente estável. Não parece.
A última coisa que os Estados Unidos quer é um Brasil próspero, porra. Os Estados Unidos quer um Brasil submisso. Diz aí, Bolsonaro.
Eu gosto dele, eu sou apaixonado por ele, eu sou apaixonado pelo povo americano, pela política americana, pro país que é os Estados Unidos. Eu nunca neguei isso desde meu tempo de garoto.
O Trump sempre soube disso, ele me tratava como um irmão.
Diz aí, Flávio, sugerindo o reedição do Brasil em relação aos Estados Unidos.
O que os Estados Unidos fez com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima para demonstrar força. Qual foi a reação do Japão naquela época? Falou: olha, nós aqui somos patriotas, isso é interferência dos Estados Unidos aqui no nosso país, vamos resistir, fora Yankees. Qual foi a consequência? 3 dias depois, uma segunda bomba atômica em Nagasaki, para aí depois sim haver uma rendição formal por parte do Japão.
E a última coisa que os Estados Unidos quer é uma América Latina próspera e estável. E aqui vem a parte mais espantosa da Carta e absolutamente inédita. Isso nunca se viu.
Nunca antes. Isso nunca se viu. É inédito. Foi isso que eu disse.
Volta pra carta. Registramos seu optimismo em relação às próximas eleições de outubro e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito.
Ele disse isso mesmo?
Colocar deixar uma equipe de transição à nossa disposição.
Porra, caralho, porra! Pois é, senhoras e senhores, o Rubio, Marcos Rubio, simplesmente caguetou o Flávio. Rubio nos inove da cabeça ao pé. O Flávio, ele mesmo, não tinha falado sobre isso. Por que será? Ele não tinha falado porque é escandaloso. Isso é um escândalo. Volta com ele já. Jamil Shadi.
Isso é uma das coisas mais graves que eu já vi na diplomacia brasileira, na política externa brasileira. Um candidato que diz que se ele vencer a eleição, ele vai construir uma equipe de transição para ir oferecer essa equipe ao governo americano.
Um grande escândalo.
É isso, isso mesmo que nós estamos lendo.
Jamil, não, ia só lembrar aqui que no passado, na época da União Soviética, algumas pessoas diziam o Partido Comunista Brasileiro, o que não era verdade, mas diziam Partido Comunista Brasileiro tem mais relação com a União Soviética do que com o Brasil, é uma quase uma sucursal soviética no Brasil. Aliás, foi a justificativa para se caçar o registro do parte do comunista. Não chegava nem perto disso que os bolsonaristas fazem.
Aí sim, é uma sucursal da Casa Branca. O bolsonarismo é uma sucursal da Casa Branca no Brasil. Impressionante. Pois é, e não qualquer Casa Branca, como a gente sempre fala aqui, uma Casa Branca tomada de assalto pelos republicanos da Flórida, aqueles republicanos. Isso não existe.
Equipe de transição de governo não fica à disposição de ninguém. A equipe de transição de governo fica à disposição do governo que foi eleito eleito então, né, que ainda não tomou posse, e claro, tá trabalhando com o governo de turno. Então, digamos que Flávio vença a eleição, essa equipe de transição tem de negociar, tem de conversar, pegar os dados, etc., com o governo que está saindo, né, para articular o governo que tá entrando.
Você imagina se você vai falar assim: agora nós vamos desde já negociar com os Estados Unidos. Isso não existe. Isso é a prova, a evidência da subserviência mais abjeta. Nojenta.
Marco Rubio, Marcos Rubio, dizendo que Flávio Bolsonaro ofereceu para ele um governo de transição. Gente, que porra é essa? Que significa isso? Ele vai responder isso? Responda! Porque o que que ele tá dizendo? Que esse governo de transição então vai preparar um plano de governo que atenda os interesses americanos? Exatamente isso.
O Brasil terá um presidente da república que vai sentar para negociar de igual para igual. "Vai chegar um acordo que seja bom para as duas nações." "Para as duas nações." "America first." É isso?
Claro que é isso, né? Só pode ser. Eu consigo imaginar isso. Mas esses interesses onde? Terras raras?
Senador Flávio Bolsonaro defendeu que o Brasil é a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras.
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Pre-sal, caralho, e vai precisar esclarecer. Que proposta foi essa? Que ele generosa, o Marco Rubio escreveu, a generosa oferta, a generosa oferta que você fez de criar uma equipe de transição, oferecer uma equipe de transição para nós. Olha, eu realmente, eu nunca tinha visto algo tão, eu diria, chocante em termos de política externa como esse final dessa carta, porque ela revela que aquilo lá tudo que a gente vê bater continência para bandeira americana, né, Chico, que a gente sempre achou, está absurdo, fora de lugar. Tem conteúdo, e essa parte é preocupante.
Pois é, e só a família Bolsonaro poderia organizar uma porra dessa. O Jair bate continência, diz que é apaixonado pelo Trump.
Eu sou apaixonado por ele.
Me manda essa asneira aqui. Brasil e Estados Unidos acima de tudo.
Brasil acima de tudo.
Aí um dos filhos fala que vale a pena transformar o Brasil em terra arrasada para vingar o pai.
Se houver o cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado desses ditadores de história. Diz que talvez tenham que queimar a floresta inteira, a floresta sendo o Brasil.
O Flávio já tinha mandado aquela de sugerir rendição, agora tá competindo com o Eduardo pra ver qual patriota é o mais leal à pátria.
Volta pra cá. Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para promover um marco amplo, justo e mutuamente benéfico para o comércio e os investimentos entre nossos países. Aguardo com expectativa a continuidade de o nosso diálogo e o aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações. Que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil.
Atenciosamente, Paulinho Gogó. Não, Marcos Rubio. Caralho, Marquinho!
É muito impressionante que tenhamos chegado a isso. Você sabe que aí eu posso afirmar com clareza, né? O golpe militar de 64 foi um golpe sabujo, foi um golpe de subordinação, sim, do Brasil aos interesses americanos. Foi um golpe dado qual conspiração dos Estados Unidos, havia Operação Brother Sun pronta para intervir no Brasil militarmente caso houvesse resistência.
E nenhum tiro foi disparado. Brasil bagunça. Sabe como é que é, né? As perigosas células comunistas, tão perigosas, não deram um tiro sequer.
Agora, nunca ninguém, nunca ninguém, nem lá, falou essa linguagem, essa linguagem de absoluta subordinação, sabujice, entrega, submissão dos interesses do Brasil aos Estados Unidos. Nunca aconteceu isso. A gente não precisa interpretar nada.
A coisa O inferno astral do Flávio continua de vento em popa, hein? E esse podcast folga em sabê-lo. Tem que manter isso, viu? E vamos de bonde! Aqui eu faço uma pausa estratégica pra trazer novamente a mensagem do nosso anunciante. Olha, no dia 8 de julho, às 20 horas, 8 horas da noite, o bonde vai lançar sua plataforma de formação política numa live na qual vai ter a exibição de uma aula inédita com ninguém menos que Ailton Krenak.
E a gente faz questão, em primeira mão, de dar um gostinho do que vai rolar. Se tem falado muito de adiar o fim do mundo. Quer dizer que este mundo que está aí merece ser adiado?
Eu tenho sido, vez ou outra, interpelado sobre o título desse livrinho Ideias para Adiar o Fim do Mundo, quando as pessoas dizem: "Mas tá bom?
Você quer adiar o fim desse mundo? Você quer que ele continue?" Se você também tá na dúvida entre adiar o fim do mundo pra depois do Hexa ou acabar com tudo pra ontem, se liga no recado do mestre. Fecha comigo nesse bonde, que nas próximas aulas eu te conto como encarar o fim de mundos com coragem e rebeldia. Ó, a live já vai ser na próxima semana, hein? Esse aqui é o penúltimo episódio com link. Então corre e se inscreve lá no bit.ly/aulaaberta-krenak.
O link tá na descrição do episódio aqui. Vai ser dia 8 de julho, às 20 horas. Clica, se inscreve, garante o seu lugar e segue o Vamo de Bonde. Bonde: aprender e mudar as coisas. Paulo e as mulheres. A mulherada, as mulheres. E a imprensa inteira desceu o pau nas falas do Paulo sobre voto feminino.
Mulher em geral vota muito mal. Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Pode arrancar os penteiros das calcinhas, pode Faz o que você quiser, principalmente feministas, que têm mais penteira. As mulheres, elas têm um estereótipo de não se darem bem na política porque elas não têm equilíbrio emocional, porque elas agem de forma emotiva, de forma não racional.
Vai pra puta que pariu! E os ouvintes mais atentos deste podcast ouviram primeiro aqui. Jornalista de alta performance.
Difícil nesse horário repetir o que ele falou.
Ele, Merval, é muito inacreditável. Acho que é, já tá Batido. Isso aqui é, para além de misógino, é nojento.
É nojento, esse cara é nojento.
A Sadia tava falando da frase sobre as feministas arrancarem os pentelhos. Eduardo e Paulo, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, essa dupla tá sendo a nossa salvação, hein? Não fossem esses dois patetas lá nos Estados Unidos, as coisas que já estão difíceis seriam incrivelmente mais difíceis. E a nossa sorte é que o Paulo é tão orgulhoso quanto misógino.
Você achou que tava ruim, ele foi reiterar o que pensa a respeito da capacidade feminina de fazer avaliação. Como? Com um post nas redes sociais.
O Paulo postou um vídeo com um trecho da fala dele e a palavra "reitero". Talvez o segundo pior "reitero" da história do Brasil. Sobre a tortura sofrida pela minha mãe, minha mãe foi colocada com uma jiboia numa sala do Exército Brasileiro e o senhor disse a seguinte frase: "Coitada da cobra".
Sim, falei. O senhor reitera isso? Reitero.
Caralho! Absolutamente tudo o que o Flávio Bolsonaro tenta reconstruir de relação com as mulheres é jogado ralo abaixo, descarga dentro, por pessoas que são muito, muito próximas da família.
Aí depois o Paulo postou uma imagem feita por Iá dele sentado numa mesa com aquela cara de babaca dele e um cartaz que diz isso aqui, ó: Mulher vota mal pra caralho, mude a minha opinião. Vai tomar no cu, vai pro caralho. O Eduardo é o camisa 10 do Lula, Será que sou eu camisa 10 do Lula?
É o camisa 10 do Lula!
Pinho Paulo é o camisa 9!
E ele fez um longo texto atacando inclusive a reportagem que havia registrado a fala dele anteriormente, dizendo que se for mulher solteira e trabalhar pro jornal Folha de São Paulo, é pior ainda. Eu não tenho assim, por onde começar, Sacamoto?
Acho que dá pra começar da seguinte forma: enquanto o senador Flávio Bolsonaro não vier a público público e criticar publicamente o seu aliado, disser: "Eu não concordo com o que o senhor Paulo Figueiredo fala ou faz", então ele tá endossando as declarações de Flávio e de Paulo Figueiredo. Ponto. É simples assim.
Inclusive o Paulo recomendou que o Flávio fizesse isso. Quando é que alguns vão entender que eu não faço parte da campanha do Flávio Bolsonaro? A ingerência dele sobre o que eu falo é zero. Eu até espero e o aconselharia a discordar publicamente de mim se for o caso. Não vai me causar melindre algum, garanto, e continuarei a apoiá-lo. Agora, no dia em que eu tiver que parar de falar a verdade, terei que mudar de profissão. Ah, bate a merda, cara.
Porra, puta que pariu. E a gente já falou aqui do pastor do Pete Hegseth. Pete Hegseth, secretário da merda do Trump. O pastor dele defende que só o homem da casa deveria votar.
Eu quero que o senhor se foda. Vocês são um bando de liso. Eu não sou obrigada a escutar merda.
Essa mensagem do Paulo Figueiredo tá alinhado, sim, a determinados movimentos ultraconservadores dos Estados Unidos, que inclusive, ultraconservadores de homens e de mulheres, que inclusive pedem para que seja feita uma situação lá que é "uma casa, um voto", ou seja, que o marido vote em nome de toda a família, ignorando décadas, séculos de lutas das mulheres por ter a sua própria voz política. Luta essa que inclusive a primeira-dama Michel Bolsonaro externou em todo o processo de insatisfação.
Pois é, o Paulo só fez confirmar o que a Michelle expressou no vídeo: o desprezo da extrema-direita pelas mulheres. Misógino, eu confesso, a primeira vez que falaram, gritaram misógino pra mim, eu não sabia. Pega aí rapidinho a letra inteira, o que que é misógino? Pra eu saber se eu tô sendo xingado ou elogiado, não sei, né?
Você não gosta de mulher, você gosta de homem, então é isso.
Você não gosta de mulher, eu quero só que eu goste de homem. Quem não gosta de mulher gosta de homem, hein?
Graças a D. Vicente.
E tá lá, vagabundo tá lá, todo orgulhoso, dizendo: é isso mesmo! É isso mesmo, é isso mesmo!
O que acontece, esse movimento que acontece nos Estados Unidos não é brincadeira. Ele também tem gente aqui no Brasil que defende um lar, um voto com o marido votando pelo lar. Por quê? Porque as mulheres não saberiam votar.
Principalmente mulher solteira. Mulher solteira aí não sabe pensar direito de jeito nenhum, hein, Josias. Quando tem o marido do lado, né, a coisa melhora um pouco. Mas sem marido aí lascou-se. É isso que esse grupo político pensa sobre as mulheres. Eles querem que as mulheres sejam, não são coadjuvantes, elas sejam humilhadas, domesticadas, submissas, dependentes, completamente subjugadas. Ele trata as mulheres como mulheres de segunda, terceira, quinta categoria. Quem é de quinta categoria são eles.
Tá certíssimo, tá certa a indignação. E é por essas e outras que tem que acabar o homem.
Aí sim, eu não preciso nem citar. Você pode pegar 1 milhão de pesquisas. FGV produz pesquisa, a USP produz pesquisa, a Unicamp produz pesquisa econômica mostrando como, por exemplo, nos lares brasileiros "as mulheres são muito melhores na gestão da economia e os homens destroem..." Quem você acha que tá endividando o homem por bet? Você acha que é lar por bet? Você acha que é a mulher? Não é! São os homens! São os homens que são guiados pela emoção na economia nesse sentido, não são as mulheres!
"Ai, caralho!" Pois é, os homens iniciaram todas as guerras do mundo e as mulheres iniciaram a guerra contra o machismo.
Mas a campanha do Flávio tá perdidinha. "Eu tentei entrar em contato com outras lideranças do PL também e da direita, elas não querem falar, mas deixaram muito claro que estão muito muito desconfortáveis com a participação do Paulo Figueiredo na pré-campanha do Flávio Bolsonaro. Por que será?
O Flávio deve ter ligado aos berros pro Eduardo.
Os irmãos, eu converso até mais com Eduardo do que com Carlos.
E o Eduardo, fiel escudeiro do Paulo, vai se sair provavelmente com o já clássico: "Vai tomar no cu, ingrato do caralho!" Boa!
E aí, pra finalizar, também conversei com uma pessoa de dentro do Partido Liberal.
O que pode provocar danos graves, tanto à saúde física quanto à mental.
É verdade. Que me disse o seguinte: nunca antes foi tão necessário o vídeo da Michelle Bolsonaro. E agora vocês podem entender por quê, por conta aí da fala do Paulo Figueiredo.
Paulo falou o que ele falou na semana passada, a imprensa repercutiu na segunda, e até terça de tarde o Flávio ainda não tinha criticado o aliado.
No estado de São Paulo, quando uma mulher liga para polícia pedir uma pizza e é entendida imediatamente pelo policial como vítima de uma violência, este policial depois é nossa "Veja que sensibilidade, a real é a seguinte: estamos enxugando gelo e toda vez que alguém abre a boca pra fazer esse tipo de pregação e não é combatido pelo próprio campo político, tem uma mulher que muitas vezes paga com a própria vida dentro de casa." Tá certa pra caralho, Daniela Lima.
Não é só discurso, não é só filosofia. Palavras viram ação. "Pelo que eu vi, ninguém foi agredido. Palavras são palavras." Teu cu! O Flávio depois falou e a gente vai abordar aqui.
Mas a resposta do Flávio seria algo nessa linha aqui, ó: dizer que respeita muito as mulheres, citando a mulher e as filhas, que foi o que ele já fez, que não é suficiente.
Demorou, mas o Flávio se manifestou. Eu quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Porra, veementemente, mas demorou para caralho, né?
Paulo Figueiredo, junto com meu irmão, ele trabalha, ajuda. Se for necessário, né, como é que o Paulo Figueiredo fala, né, vai incendiar a floresta inteira.
Vai ser necessário queimar a floresta inteira? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares.
Se for necessário, iremos sacrificar tudo, queimar toda a floresta.—
Não sei se deu pra entender o que ele falou. Ele diz que o Paulo tava em diversos momentos importantes ao lado dele e que aí, em função disso, as pessoas tentam colocar no colo dele uma fala que não é dele. O Paulo tá o tempo inteiro com o irmão do Flávio. Quero ver se fosse o Jax Wagner falando uma abobrinha qualquer por aí se o pessoal não ia colocar no colo do Lula.
Falar mal das mulheres, inclusive da minha esposa. A minha esposa também tá incluída nesse pacote de mulheres que não sabem votar.
E nunca eu poderia dizer que a culpa é das mulheres. Pois é, o Flávio disse isso naquela reunião do PL Mulher que a Michele não foi. Esta família é muito unida. E a Michele saiu do PL Mulher e o Valdemar extinguiu a presidência do PL Mulher, mas a gente vai falar disso melhor num próximo episódio. Bom, mas voltando Flávio usa a própria mulher como escudo, mas vai ser complicado usar a mesma desculpa se um certo vídeo que aparentemente existe sair.
Deputados, senadores, governadores, muitos secretários, homens que defendem a família. Esse aí quem tá falando é o ex-governador do Rio, Antony Garotinho. Bom, reza a lenda de que o Flávio protagoniza um dos vídeos do Vorkaro. Olha, cada um faz o que quiser, o problema não é esse. Relacionamento boca grossa. Não monogamia ética, poliamor, converto. O problema é o caralho da hipocrisia. Vivemos a hipocrisia. E a gente também só vai falar disso aqui porque estamos falando de personagens insuspeitos e de muita fé rezando essa lenda.
Eu espero, tô falando sério, eu espero que não venha nada contra a moral, certo, do Flávio Bolsonaro.
Eu espero que não tenha nada contra a moral dele.
Até agora não teve nada contra a moral dele. O mais bizarro é que o Silas tá falando da moral o quê? Moral pessoal, do moral de família, vai te à merda. Mas infelizmente vamos com uma figura desprezível.
A Michele insinuando que alguém da família teria participado de suruba. Num momento como esse, trabalhando de fato contra a campanha de Flávio Bolsonaro, lutando até o último segundo para tirar o Flávio Bolsonaro, e termina agora em agosto. Possibilidade de arrancar o Flávio, que parece ser o empenho da Michele.
Você chegou a ver essa loucura toda?
Pois é, senhoras e senhores, sua ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, ela voltou a movimentar os bastidores da direita ao lançar um vídeo em que o ex-governador Antony Garotinho faz acusações sobre supostas festas promovidas pelo empresário Daniel Vurcaro com a presença, segundo ele, de políticos que defendem valores conservadores.
E o Alain dos Santos tava com uma convidada que, para nossa surpresa, resumiu bem demais a situação.
Há um padrão na Michelle. Quando houve aquela treta com o nome de Carlos Bolsonaro, isso aí, candidatura dele lá em Santa Catarina, a dona Michelle que não se fez divulgada. E ela iniciou um padrão repetido agora com Flávio Bolsonaro, apoiando todos os detratores de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina, compartilhando Ana Campagnolo, compartilhando o Nicolas Ferreira, a turminha do Nicolas Ferreira. Então foi um evento que nós achávamos que fosse um evento isolado.
Alô, Carlos! O Carlos não se fala há muito tempo, é uma questão antiga. E ele tinha aquela questão por eu ser mais nova, 27 anos mais nova. Eu acho que ele não gostou muito. Eu não desejo nenhum mal para ele, mas ele é uma pessoa que eu não quero eu quero conviver, né?
Eu não tenho nenhum problema com ele.
Problema que nós tivemos no passado eu já perdoei, meu coração tá limpo em relação a isso, mas eu não sou obrigada a conviver.
Mas aí as pesquisas dão o Carlos Bolsonaro num delicioso terceiro lugar na disputa em Santa Catarina. Pô, e dado que os dois candidatos catarinenses muito provavelmente vão ser da extrema direita, a gente tem que rezar pelo menos pro espiridião Amin ficar com a segunda vaga, pra eu, Carlos, ficar sem mandato.
Mas eu acho que agora as pessoas conseguiram entender o significado, o signo do que você falou. Ela tá cagando porque Bolsonaro mandou, ela cagou porque Bolsonaro falou em relação a Carlos, porque ir para Santa Catarina e concorrer ao Senado por Santa Catarina foi uma orientação de Bolsonaro, e o nome Flávio Bolsonaro também foi uma orientação do Jair Bolsonaro. Então agora eu acho que as pessoas entendem melhor o que você falou, entendeu?
Não é que ela não cuida, não é que ela tava largando a saúde de Bolsonaro, não. Ela está cagando para as orientações políticas de Jair Bolsonaro, e ela está mesmo, está numa cruzada contra o sobrenome Bolsonaro. Que delícia, cara!
E é maravilhoso porque a Michele tá fazendo com o Jair o que a Rogéria Bolsonaro mãe do Flávio, do Eduardo e do Carlos, fez também com o Jair. Tem que se fuder, acabou. Em 1992, o Jair elegeu a então esposa vereadora. Ele mesmo já tinha se eleito na eleição anterior. E a Rogéria ignorava as ordens do então marido, ela votava como bem entendia, que tá certo, tá correto. Isso enlouqueceu Jair. Bolsonaro ficou maluco. Reza a lenda, hipóteses, que até rolou um "Deixa daí, seu corno, deixa daí". E aí por isso o colocou o filho de 17 anos pra tirar o mandato da mãe.
Meu gabinete funciona como o braço direito do meu pai. Eu comecei na política graças ao meu pai. Eu estou aqui a mando do deputado federal Jair Bolsonaro e nenhuma atitude minha será feita sozinha.
E a gente desconfia fortemente que esse é um dos grandes motivos pelos quais o Carlos é o Carlos. De Carlos ainda é pouco. Bom, dessa vez a Michele nem precisou se eleger pra infernizar a vida do Jair. Todo castigo pra esse Vamos falar de povo? Vamo! Cai no caralho! Plot twist italiano. E a gente precisa falar do careca. Ministro cabeça de ovo. Que teve uma notícia aí há uns dias atrás que fez a festa da extrema direita. Se você achou que a gente não ia falar disso pelas bandas de cá, achou errado, tá?
A corte de cassação de Roma publicou a motivação da decisão que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli pro Brasil. Carla Zambelli! Juízes, o ministro Alexandre de Moraes acumulou papéis incompatíveis e atuou como de relator do caso e vítima dos crimes da ex-parlamentar. Olha só, no documento que foi obtido pelo UOL, os magistrados dão razão aos advogados italianos da ex-deputada, que embasaram a defesa alegando a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes.
Presidente, só acha que o ministro Moraes ele é parcial para estar presidindo a presidência do parcial, certo?
Totalmente parcial, não tenho dúvida disso. Rapaz!
Na avaliação da corte, o processo penal permitiu uma macroscópica violação do direito de defesa.
Por favor, cuide do vocabulário, é um pedido que eu lhe faço.
Na prática, a justiça italiana realizou, no caso da Zambelli, o sonho do bolsonarismo. Infelizmente. Essa vitimização. A Corte de Cassação de Roma tratou Alexandre de Moraes como um juiz suspeito e o STF como um tribunal de quinta categoria.
Pois é, um tribunal que impediu um golpe da extrema-direita, do Só não dá para não dizer que a Carla Zambelli fazia parte.
Carla Zambelli, deputada federal por São Paulo. Senhores generais 4 estrelas, vocês são os guardiões da nossa Constituição. Na falta de Supremos que alvejam e rasgam a nossa Constituição, os senhores são a garantia da lei e da ordem, e nós contamos com os senhores. Há 29 dias, pessoas, milhares, milhões de pessoas estão nas portas dos quartéis generais pedindo, clamando Mundo, SOS, save our souls, salve as nossas almas, estão pedindo aos senhores.
Salve as nossas almas, Generais 4 Estrelas. E eu peço para que os senhores olhem um pouquinho menos para dentro de si e para o nome dos senhores perante a história, e olhem nessa lâmina do tempo que tá acontecendo hoje, 29 de novembro, perante o mundo e perante os próximos anos. E pergunta aos senhores, dia 1º de janeiro, senhores Generais 4 Estrelas, delas. Vocês vão querer prestar continência a um bandido ou a nação brasileira?
Não é hora de responder com carta de se dizendo apartidário. É hora de se posicionar. De que lado da história vocês vão ficar? Do lado da história que implantar o comunismo e tirar as nossas liberdades, ou do lado da história dos brasileiros que estão clamando: salvem as nossas almas diante dos quartéis generais?
É golpe. Pois é, aqui no Brasil o STF fez o que a Suprema Corte dos Estados Unidos não fez, e trata o Trump destruindo com tudo que ele pode.
Negou o pedido de extradição sob alegação de que houve violação do direito de defesa da condenada e que essa violação foi macroscópica. Chama muita atenção essa palavra macroscópica. I know word. Quer dizer, pode ser vista a olho nu a violação do devido processo legal.
Isso vindo da Itália é ainda mais complicado.
Foi algo bem surpreendente porque a gente falou disso algumas vezes aqui. A Itália costuma ser mais fácil para extraditar brasileiros, e já há casos jurisprudenciais nesse sentido.
Imagina a festa que a extrema-direita fez com isso. E do rapaz que vai falar a seguir, a gente não vai nem mencionar o nome. É o mesmo fundamento da Carla Zambelli, só para mostrar que se o Bolsonaro estivesse na Itália, ele era um cidadão livre. Calma, meu amigo, calma, porque onde se trata o direito com seriedade, saber se ia—
fica um pouco pedante dizer isso, né, que tudo isso é fruto de perseguição. Segredo podia ser a nossa corte Corte para Recursos, né, corte italiana, né? Podia ser a nossa corte para recursos, porque se aqui no Brasil a gente não tem a quem recorrer, quando a gente fala dessa corte em especial, é a Suprema Corte italiana, ok?
Olha o naipe da figura!
Tem um besta útil aqui no chat, que é o @bestlima. Você tem que mudar o teu nickname para worstlima, W-O-R-S-T Lima. Ele é babaca pra caralho.
Mas bora pra decisão.
Esse documento, de 16 páginas, em italiano, acolhe o argumento da defesa da brasileira e fala em violação do direito a um julgamento justo. Em resumo, a justiça da Itália dá um balde de água fria no Supremo Tribunal Federal. O documento lembra, por exemplo, que o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do processo, participou do julgamento de Zambelli mesmo sendo vítima de um dos crimes imputados à brasileira. Mais ou menos.
Vocês lembram? Colocaram no sistema uma data de prisão contra o Alexandre de Moraes. O texto, essa decisão da justiça italiana, fala em uma dupla função assumida por Moraes, o que afetaria a imparcialidade do processo judicial.
E o Maierowicz é um cara bem crítico ao Alexandre de Moraes, e a gente se surpreendeu com o que ele falou. A gente achou que ele ia descer o pau no careca, mas a gente—
o que que a Zambelli fez? Junto com hacker, e assim se decidiu. Se fez ou não fez? Não fez, tá decidido assim. O que que fizeram? Entraram na base de dados de, o quê, um órgão da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, e lá colocaram um mandado, uma ordem de prisão contra o Alexandre de Moraes. Daí a corte ter se focado nisso, contra Alexandre de Moraes, falsificando inclusive a assinatura digital. Bom, esse é o ponto. Quem é a vítima?
E aí é que tá a minha divergência. Quem é a vítima? Evidente que a administração da Justiça, que o Alexandre de Moraes aí é um circunstante. Colocar o nome dele, mas podiam ter focado nele, mas podiam ter colocado o nome de um outro e etc. Então o que que a corte fez? O circunstante, ela entendeu, e aí vem aquela história da mulher do César, o circunstante não poderia ter atuado no processo e se manifestado, ainda que não tenha sido a vítima principal, que é a administração.
Não, no sistema italiano e o brasileiro é um pouco diferente. Aqui tem que ter um sempre um prejuízo para se alegar a nulidade. E qual é o prejuízo que a Zambelli teve? O Alexandre de Moraes era um circunstante, não era a administração da Justiça que foi atingida em cheio. Então acho que aí não estou criticando, muito pelo contrário, tem todo um fundamento da decisão da Itália. Nesse caso deveria o Alexandre de Moraes ser visto ali como Não como uma vítima que deve ser influenciado, tal, até porque a prova era enorme.
Bom, ataque hacker foi um ataque a todo o STF, a todo o sistema jurídico do Brasil, não ao Careca. E quem diz isso é alguém que desceu o pau no Careca.
Agora resta saber se esse sonho vai virar pesadelo no segundo pedido de extradição, que aí é um outro caso. A vítima não foi Alexandre de Moraes, foi aquele jornalista que foi perseguido pela Carla Zambelli de arma em punho pelas ruas de São Paulo. O relator foi Gilmar Mendes, não Alexandre de Moraes. Então fica mais difícil de alegar perseguição política, o cerceamento de defesa. Então deve-se torcer, uma vez que não cabe recurso da primeira decisão, deve-se torcer que neste segundo caso, como as circunstâncias são diferentes, prevaleça o bom senso e a Itália devolva a Carla Zambelli para cumprir aqui as penas pelos crimes pelos quais ela foi condenada.
Carla, ciao, ciao, ciao, ciao, ciao! Isso aqui é importante.
Agora, o documento, ele refuta um dos argumentos centrais da defesa de Carla Zambelli, de que a ex-congressista bolsonarista sofria um risco de desrespeito aos direitos humanos caso cumprisse a pena aqui no Brasil, na penitenciária feminina do Distrito Federal.
Até porque rolou a informação aí de que ela teria apanhado na cadeia na Itália.
O Supremo Tribunal Federal soltou uma nota assinada pelo Edson Fachin, ministro presidente, reafirmando a independência, imparcialidade, dizendo que o julgamento aconteceu dentro das devidas normas do processo legal, transcorreram em estrita observância à Constituição, e manifestando preocupação com um precedente ali que poderia ser usado por outros tribunais. E pode realmente.
Olha a merda aí, ó. E pronto, acabou esse episódio. Obrigado, Deus. Exagerado. Lembrando, domingo, dia 5, Florianópolis, às 2 horas da tarde, lançamento do livro Juízo Final na Bugio do Centro. Logo depois vai ter um telão para o pessoal ver o jogo. 0800 de grátis, só chegar. Vai sim ter livros à venda. Dá uma olhada lá no nosso Instagram, que esse dia todo lá na Bugio tem toda uma programação foda. Então é isso, tchau para vocês.
Vem, pianinho! Show, show, show, show! E hoje a gente fica por aqui. Esse episódio, os áudios de Bonde, Marcelo Freixo, Rádio CBN, Choque de Cultura, Gil Brother, Hermes e Renato, Casimiro, Franciel Cruz, Altas Horas, Fernanda Torres, Galante GloboNews, Ariel Palacios, Rafa Monta, Aís Belen, Kina Tuzaneri, Angude Grilo, Samia Bonfim, Maria Rita, Xadrez Verbal, Bebel da Bebel Books, Elodangelo, Carol Ito, Ana Bonassa, Letícia Sartori, Uol, Não Inviabilize, Alfredo Rolo, Bagaceira Chique, Aviões e Músicas, GloboNews, Porta dos Fundos, História Pública, Estúdio CBN, Meteoro Brasil, Podcast Pauta Pública, Diogo Defante, Ian Neves, Professor Pasquale, Carla Bora, Jovem Pan, TV Senado, DPF Tubes, Os Donos da Bola, Poder 360, Notas Taquegráficas do Senado, Câmara de Goiânia, SBT News, Otoni de Paula, Show da Xuxa, Xuxa, The Tonight Show with Jimmy Fallon, Cara do Engarrafamento da Brasil e CL Notícias, O Assunto, Roni Von, Infomoney, Chinaína, Rádio Globo, Antagonista, Leandro Hassum, Tropa de Elite, TV Câmara, João Carvalho, Midcast, EsporteV, Pânico, Grupo Revelação, Caio Almendra, Harry Manfredini, Metrópolis, NBR, pica-pau, Rede Globo, TV Justiça, Metrópolis, Sidinho e Doca, Roda Viva, CNN Brasil, Telesur English, Flow, Paulo Figueiredo Show, João Carvalho Tá mentindo, Bolsonaro, Rádio BandNews FM, Mateus Leitão, Jorge Benjor, Pode Trash, Emanuela da PC Associação, Jornal da Record, Drauzio Varela, SBT News, Beto Carreiro, Dudu Nobre, Timeline, Magari Lorde, Domingão do Faustão, Alexandre Garcia, Nem, Titãs, Última Parada 147, Meio Norte, Mais Pharrell Williams, Felca, Câmara dos Deputados, The Daily Show, Portal Y, Samuel Mariano, BahiaCast, Mateus Buente, Michael Jackson, TV Quase, TV Câmara Distrital, Guilherme Boulos, Conversa com Bial Podcast, Casetv Inteligência Limitada.
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Porra, doação é o caralho, porra, não tem nem dinheiro pra eu me comprar um jogo de videogame, morô, cara?
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Bora!
Me permite uma parte? Não lhe dou a parte.
Todo mundo que se diz politicamente incorreto é extremamente conservador. Onde é que tá a revolta dessa galera? Pra mim, os termos são em si contraditórios, porque se eu chego no Eu subo no palco e digo, faço a defesa de Erika Hilton, digo que tem que acabar 6 por 1. Eu sou o politicamente correto, sendo que o status quo, né, a sociedade se apropria, não concorda comigo. A sociedade não quer que uma travesti vire vereadora ou vire deputada, né.
A sociedade em geral tá se opondo ao fim da escala 6 por 1, é contra o aumento real, é contra o trabalhador ter folga. Por que que eu, que sou politicamente correto, eu sou incorreto? Imagina, sou eu, pô, por falar as coisas que eu falo, porque ninguém tá falando, né? E de repente o cara, né, fala o que todo mundo sempre falou. O cara chama a mulher de burra, casamento é ruim, não sabe dirigir, piada homofóbica, discurso racista.
Esse cara quer provar pra gente que ele que é o revolucionário, remando contra a maré, contra senso total, o jeito que o termo é aplicado. Por isso que eu parei de usar. Eu não falo mais que eu sou politicamente nada, eu sou politicamente de esquerda. Eu faço uma defesa constante da manutenção de todos os privilégios, da manutenção de todas as opressões. Isso aí é ser politicamente incorreto? Não, isso é ser politicamente correto, pô.
O que a política espera é concordar com a bancada da Bíblia, com a bancada do agro, com a bancada da bala, né? Então eu acho que a gente tem que parar de chamar esses caras de politicamente correto e incorreto, essas paradas. Tem que chamar esses caras de safado.
Acabou? Não. Daê, Pedro, Cristiano, beleza? Meu nome é Larissa Paes, eu sou médica, higienista, sexóloga, sou educadora de saúde indígena no Instituto Igarapé e pesquiso psiquiatria e comportamento humano aqui no Hospital de Clínicas Opa, eu fico baita faceira de poder discutir aqui um tema que o Brasil tem enfrentado de maneira bastante silenciosa, que é o número exorbitante de suicídios dos nossos jovens indígenas. Em algumas regiões os números são realmente indigestos, como por exemplo no Centro-Oeste, onde um jovem indígena tem 7 vezes mais chances de cometer suicídio do que da população em geral.
Já é consolidado na literatura que algumas causas contextuais sociais fazem esse sofrimento ser intensificado, como por exemplo as disputas fundiárias, a aculturação, as vulnerabilidades econômicas e também o difícil acesso a um tratamento em saúde mental de maneira intercultural, que leva em consideração as concepções etnológicas, os conceitos e valores de cada etnia. Eu faço uma comparação bem esdrúxula entre esta epidemia de sofrimento mental outras trazidas por nós, os de fora, como tuberculose e malária.
E entendo que é de responsabilidade nossa resolver também parte do problema, já que, em maioria, ele envolve as nossas atuações e os nossos contextos hostis, como a gente coloca as populações indígenas em contextos não amigáveis. As políticas nacionais de atenção à saúde dos povos indígenas são, sim, super importantes e têm feito um trabalho em levar assistência a todas as populações legislações originárias, porém ainda parece insuficiente perto do grande problema que a gente vem vivendo.
É preciso treinar profissionais, é preciso fazer o acesso ser facilitado e é preciso inclusive dar visibilidade à causa, fortalecer e especializar para que as pessoas sejam tratadas com dignidade e respeito aos seus valores e critérios. Até porque tudo, exatamente tudo nessa terra é indígena, mesmo que a gente finja que não. Eu agradeço muito, fico muito agradecida pela atenção. Obrigada pelo trabalho de vocês e sigamos com muito amor e poesia.
Acabou? Não. Eu trabalho 5 por 2 e aos sábados qualquer mulher que está nesse plenário, que está no centro urbano ou que está numa comunidade vai ao salão de cabeleireiro.
E vai tá fechado aos sábados pra nos atender? Caralho! Vamos sério?
Qualquer mulher que é arrimo de família ou como eu eu sou que sustenta mãe e filha, aos domingos eu abasteço supermercado, eu busco comida para minha família, eu compro remédio para minha mãe. Vai estar tudo fechado aos domingos para mim? É certo isso?
Porra, vai tomar no cu, porra! Acabou? Não.
Aquele julgamento controverso dos chamados penduricalhos, que expõe o abismo entre o benefício, alguns benefícios do Judiciário brasileiro, e a realidade de milhões milhões de brasileiros. Hoje, o ministro do Supremo, Cássio Nunes Marques, deu o quarto voto pela liberação de verbas retroativas indenizatórias que podem ultrapassar o teto de R$46 mil, decidido em março na Corte. Só que o ministro foi além. Esse é o ponto que o J10 entra agora com mais profundidade.
Ele defendeu que juízes com filhos de até 5 anos recebam auxílio creche, com o argumento de que se trata de um direito constitucional. Constitucional, ou seja, garantido a todos pela Constituição. Só que essa garantia não existe na prática, não para todo mundo. No ano passado, quase 4 milhões de bebês estavam fora da creche no Brasil, 28% por falta de vaga. Um benefício que faz falta a milhões de mães e pais obrigados a se desdobrarem com suas redes de apoio, abrindo mão de carreira, de futuros, de oportunidades, e que neste caso, a partir do que está decidido na Suprema Corte brasileira pode ser restituído a juízes que recebem até R$45 mil, valor que pode se multiplicar com os penduricalhos em debate.
Uma reflexão que o Brasil precisa fazer mais uma vez. Com o voto de Cássio Nunes Marques, o placar tá em 5 a 4, dividido entre ministros que querem uma liberação mais restrita e aqueles que defendem uma ampliação dos penduricalhos.
Nunes Marques! Parece um pregão, temos baixo astral. Acabou? Não.
Acabou sim.
Acabou?
Acabou. Porra, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do Silperinho. A boca é um ano da fafa. Varanda do povo. Lexotan não se toma na veia.
Essa porra é maconha?
Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado.
Tô de acordo. Fazer as pessoas passarem fome.
É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui?
É maconha essa porra? Quem fuma? 200 baseados. Muita gente. Muita, mas muita gente.
Conversa de bêbado.
Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista.
Algum delírio.
Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto.
Não é proibido no Brasil transar.
Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso, coça mais. Pega sua "Tem porra aí dentro do seu cu." "Um Opalão, um Chevette, um Gol bolinha." "Vai deixar eles mijarem em cima de você?" "Lixo." "Arrombado." "Vai entrar o grosso." "O grosso chegou!" "Ai, que dor no meu pau." "Eu sou especialista em pau." "É a piroca." "Ela é bastante extensa." Veja a gramatura.
"Ah, você não sabe como eu ficava feliz quando eu via um trabalhador mostrar uma pica." Também entra, também entra.
Cadê os machos?
Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Contém ovos.
Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus.
95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus.
Os galináceos têm pênis.
Tem graça esse final? Não, né?
Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. Espera um pouco, querido. Espera só um minutinho.
Ih, tamo esperando aí.
Calma, calma, calma, relaxe. Pronto, tá bom. Era isso. Acorda, vagabundo! Acorda!
Acorda! Obrigado, minha gente! Deus proteja a todos!
Sejam felizes! Um abraço! Deus proteja a todos!
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