II - 2026.38 - O filme por Eduardo e Mário
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Voz A:Central 3.
Cristiano Botafogo:Esse episódio aqui é um oferecimento do bonde.
Voz C:Thank you!
Voz A:Dia hoje é 13 e o adversário do Brasil usa uma camisa vermelha com estrela.
Voz D:É sério isso?
Cristiano Botafogo:É sério.
Voz A:Começou mal. O juiz foi detido em operação policial. Você sabia?
Voz E:Sabia disso?
Voz D:Você sabia?
Voz F:Não sabia.
Voz A:Tudo isso empata o Brasil fora e hoje também dentro do campo. Foi uma declaração merda. É verdade. O Marrocos abriu o placar, depois o Vini Jr.
Voz G:fez gol, mas não adiantou, ficou em 1x1.
Voz H:Que tristeza.
Voz A:A palavra empate vem da ideia de algo que fica preso, travado, impedido de avançar.
Voz E:Lá vem besteira, lá vem besteira.
Voz G:Imagem exata do Brasil com o PT.
Voz D:Ah, vá te lamber a bunda, cara.
Voz A:É o PT! Porra, puta que pariu.
Voz G:É o país que não decola.
Cristiano Botafogo:Se você conhece alguém viciado em cola, não decola.
Voz A:Não decola.
Cristiano Botafogo:Campanha País Não Decola.
Voz I:País não decola.
Voz A:Porra! Ele sobrevive.
Voz G:Cada ano que passa com o 13 no poder é mais um empate no PIB, na educação, na segurança, na esperança de quem acredita que o Brasil pode ser mais.
Voz A:É a eterna promessa do país do futuro que nunca vira presente. Eles empatam o Brasil.
Cristiano Botafogo:O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas O Brasil virou um gigante, obrigado a comemorar sobrevivência como se fosse vitória.
Voz A:Como é que é tá comendo cocô, maluco?
Voz J:Lembra como é que era o Brasil quando o Brasil foi campeão a última vez na Copa do Mundo, lá em 2002? Primeira coisa, não existia SAMU. SAMU foi criado lá em 2003. O Brasil vivia na miséria, 28% das pessoas estavam em extrema pobreza, hoje é menos de 5%. Naquela época, meus amigos, não existia farmácia popular, foi criado depois pelo governo do presidente Lula. Vagas nas universidades, pouco mais de 100 mil, depois mais que o dobro, 240 mil vagas nas universidades. Moradia, meus amigos, não tinha programa computacional, não. De lá para cá, mais de 10 milhões de brasileiros já tiveram sua casinha própria. Minha Casa Minha Vida, luz para todos, existia também. Luz para todos, 17 milhões de brasileiros beneficiados com luz para todos. Foram mais de 633 unidades criadas dos institutos federais. Salário mínimo com ganho real passou a vigorar a partir de 2013.
Voz A:Aí, ó, aí, ó, vocês percebem a loucura?
Cristiano Botafogo:Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília, com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa Boa noite!
Voz A:Bom dia, porra!
Cristiano Botafogo:Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo.
Voz A:Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torres? Cristiano, seu lixo!
Cristiano Botafogo:Cristiano, seu lixo!
Voz K:Seu lixo! Seu lixo!
Voz A:Seu lixo!
Voz L:Seu lixo!
Voz A:Seu lixo!
Voz E:Calma!
Voz D:Ei, Cristiano!
Voz A:Aquele verme maldito!
Cristiano Botafogo:E aí?
Voz G:Brasília, depressão. Como é que chama, gente, o podcast dos caras?
Cristiano Botafogo:E o medo e delírio em Brasília.
Voz A:Medo e delírio em Brasília. Beijo pra eles.
Cristiano Botafogo:Medo e delírio, hein?
Voz G:Ó o programa aqui, pô, mano.
Voz A:Medo duvidoso, né, mano? Porra, seu medo e delírio em Brasília, pô!
Voz I:Eu não ouço medo e delírio. É escrito por Pedro Dautro.
Voz A:Um abraço, Dalton! Meu queridíssimo Pedro Dalton!
Voz G:Um beijo pro Pedro Dalton!
Voz A:Pedro Dalton!
Voz C:Pedro Dalton!
Cristiano Botafogo:Todo mundo sabe quem é!
Voz A:Parabéns a toda a equipe de roteiro! E um beijo pro Pedro Dalton!
Cristiano Botafogo:Um beijo pro Pedro Dalton!
Voz A:Eu consegui descobrir quem está por trás do Meu Delírio em Brasília!
Voz G:Eu nem conheço os caras!
Cristiano Botafogo:Esse é o episódio 38 de 2026.
Voz C:Ah, é?
Voz F:Foda-se!
Cristiano Botafogo:Bora passar pano? Não! Então, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora!
Voz A:Bora!
Voz E:Bora!
Voz A:Bora!
Cristiano Botafogo:O filme por Eduardo e Mário.
Voz A:Eduardo e Mário!
Cristiano Botafogo:Estamos de volta, senhoras e senhores, e esse é um daqueles episódios É nesse instante que a gente já começa pedindo desculpas. Mas antes é preciso dizer que sábado, dia 20, agora, tem festa no Rio de Janeiro, no Circo Voador. E no dia 27, sábado seguinte, tem lançamento do livro Juízo Final da Gabriela Beló, com a nossa participação. E festa do Medo e Delírio em Porto Alegre. Vai ser muito legal ver vocês por lá. Mas continuando, os ouvintes mais atentos devem lembrar que o primeiro episódio pós-recesso tinha como título "Obrigado, Mário". Era um apanhado do noticiário envolvendo as revelações "O Louvor Caro" e o filme do Jair nas 2 semanas de descanso desse podcast.
Voz I:Merecido!
Cristiano Botafogo:E o encarecido agradecimento ao Mário Frias por tornar possível esse filme.
Voz K:Muito obrigado, Mário!
Cristiano Botafogo:E a gente voltou tão relaxado, gostosão, tranquilo, que 2 entrevistas absolutamente maravilhosas passaram batidas por esse podcast.
Voz A:Eu fatal, eu fatal!
Cristiano Botafogo:Mas a gente não vai se dar por vencido.
Voz M:Sou ousado!
Paulo Figueiredo:Olá e seja bem-vindo ao Paulo Figueiredo Show.
Voz A:Ah, garoto!
Paulo Figueiredo:Especial, bem edição especial direto do Bahrein.
Voz A:Suspeito!
Voz H:Eduardo Bolsonaro esses dias foi para o Bahrein. O Bahrein tem uma relação complicada com a família Bolsonaro. Em 2021, o Bolsonaro fez uma visita ao Bahrein. Isso é uma matéria do UOL de 10 de março de 2023. Ele conta a história da embaixada fantasma no Bahrein, que no final de 2021 o Bolsonaro inaugura em Manama, a capital do Bahrein, o que seria a embaixada do Brasil. Essa embaixada nunca foi instalada direito, muito. Depois que era embaixada, ele não designou embaixador, e o pessoal do Itamaraty começou a achar esquisito. O cargo ficou vago durante todo o governo Bolsonaro. E aí diz o Jamil: o gesto de deixar o posto sem embaixador foi interpretado por alguns dos principais diplomatas brasileiros como uma manobra para impedir que o órgão de Estado ficasse informado sobre a natureza das relações entre o Palácio do Planalto e o país do Gol. Ou seja, tem uma mutreta qualquer do Bolsonaro com o Bahrein, que é o país onde o Eduardo Bolsonaro foi semana passada.
Cristiano Botafogo:Bom, semana passada a gente abriu a semana com a Marcha para Jesus, encerrou com um headset na Normandia.
Voz A:Desculpa, hein?
Cristiano Botafogo:Aí agora é isso?
Voz A:Que porra é essa, batata?
Cristiano Botafogo:Bom, mas vocês bem sabem que existem personagens muito caros a esse podcast.
Voz A:Ah, não gostou?
Cristiano Botafogo:E um deles é, infelizmente, Paulo Figueiredo. Tarifa Paulo Figueiredo. E esse rapaz simplesmente, entre aspas, entrevistou o Eduardo Bolsonaro.
Voz G:Tarifa Eduardo Bolsonaro.
Cristiano Botafogo:Dias após o estouro do escândalo. A entrevista é do dia 17 de maio, ou seja, a gente está um mês atrasado. Ah, confia, confia, pode confiar.
Voz A:Não acredita em mim, essa filha da puta?
Cristiano Botafogo:Vai valer a pena, hein? Será mesmo? Não sei.
Paulo Figueiredo:Eu esperava estar em lua de mel, não com você, só para deixar claro. Paulo Figueiredo, "prazer, tudo bem?" Natália veio comigo, mas a gente está aqui no meio de um turbilhão político, um turbilhão de mentira.
Cristiano Botafogo:Pois é, o Paulo viajou com a esposa para lua de mel para o Bahrein, o que já é esquisito.
Voz C:Estranho, né?
Cristiano Botafogo:Não só isso, lá estava quem? Eduardo Bolsonaro.
Voz A:Drisal não hierárquico.
Cristiano Botafogo:E para tudo ficar ainda mais esquisito para a esposa do Paulo: Olá e seja bem-vindo a essa edição especial do Paulo Figueiredo Show.
Voz A:De novo, cara?
Paulo Figueiredo:Eu tô aqui no Barém com Mário Frias.
Cristiano Botafogo:Puta que pariu! Pois é, o Paulo também entrevistou no dia seguinte o Mário Frias, que assim como o Eduardo também tava no Barém durante a lua de mel dele.
Voz A:As luas de mel mais esquisitas da história, hoje no Barém.
Paulo Figueiredo:Até uma coincidência de estar junto no meio desse pau torando danado. Pau torando danado.
Cristiano Botafogo:Só pode ser provocação, Cristiano, toma no cu. Olha, nos parece que o pau torando danado não era relacionado à lua de mel. Cada um faz o que quiser. Você quer marcar lua de mel e viajar com os amigos juntos? Beleza, é o acordo de cada casal.
Voz G:Não monogamia ética.
Cristiano Botafogo:O seu problema é que os seus amigos são o Eduardo Bolsonaro e o Mário Frias.
Voz A:Porra, é pra ficar puto, né?
Cristiano Botafogo:E olha quem é a inspiração do entrevistador Paulo Figueiredo.
Paulo Figueiredo:Um jornalista que eu admiro demais, assim, talvez o jornalista que eu mais admiro no Brasil.
Cristiano Botafogo:Não tem como vir coisa boa disso aí, né? Não tem.
Paulo Figueiredo:Alexandre Garcia.
Voz A:Pela questão de poder moderador.
Cristiano Botafogo:Não, não é. Carai, Alexandre Garcia, meu xará, fala com a gente. Alexandre tá na ponta dos cascos.
Voz A:Eu vejo que o cinema teve uma decaída. O cinema era a única fonte de diversão audiovisual. Havia um tempo que era só visual, tempo de cinema mudo.
Cristiano Botafogo:Realmente é uma pessoa que se mantém atualizada. Bom, mas esse episódio vai ser mais um dedicado ao filme. "Agora é um negócio entre particulares." Sai daqui que a tua participação já acabou.
Voz A:O idoso precisa estar preparado pra isso.
Cristiano Botafogo:"De Brasília, Alexandre Garcia." Bom, esse episódio vai ser mais um dedicado ao filme do Jair. "E vocês respeitem o filme, hein?" De jeito nenhum!
Voz A:"A gente sustentou um monte de gente, bicho." Ele meteu essa. "Um monte de família recebeu recurso, trabalhou, ganhou dinheiro por causa desse filme." esse filme nós geramos emprego, não é isso que se diz? Ele é babaca pra caralho.
Cristiano Botafogo:Mas dessa vez vai ser na voz dos principais patetas, quer dizer, dos dois principais responsáveis pelo filme. E não é qualquer filme não, vocês me lavem a boca pra falar de Dark Horse.
Paulo Figueiredo:The nation is at stake.
Cristiano Botafogo:Eu sei que é The Nation Is at Stake, mas pô, The Nation is a Steak é legal também, né? A nação é um filé.
Voz A:É um filé! Esse filme, Paulo, com toda humildade, com toda humildade, com toda humildade, você não tem pela interpretação, é show shit, thank you very much, thank you, pela pela fotografia, pela trilha sonora original, pelo que você identificou vendo o que você viu, tem uma estética competitiva para estar em qualquer grande prêmio. Com toda humildade, com toda humildade, você não tem Oscar, Cannes, qualquer um desses. Caralho, totalmente drogado, usa drogas pra caralho.
Cristiano Botafogo:E olha que foi com toda humildade, hein. A entrevista com Eduardo começou assim, ó: muito tranquilo. Ah, a gente duvida. Ou Eduardo tá— ou então no extremo, mas o Paulo não foi lá muito discreto.
Paulo Figueiredo:E sugeri aqui que você separasse um pouco do seu tempo para conversar com a minha audiência, que é uma forma de você conversar direto com o público.
Cristiano Botafogo:A gente tá falando de jornalismo de alta performance.
Paulo Figueiredo:Apesar da nossa amizade, que não é segredo para o público, eu vou buscar aqui vestir o meu chapéu de jornalista e vou ser absolutamente honesto e direto.
Voz A:Eu duvido.
Paulo Figueiredo:Você permitiu que eu fosse talvez até um pouco duro. O que que é duro? Pode achar que eu tô sendo um pouco duro.
Cristiano Botafogo:O que é duro? Não tem a menor chance da audiência achar isso, Paulo.
Paulo Figueiredo:Olha o Paulo na sequência: Mas é porque eu acho que você tá realmente, não tem nada a esconder e quer responder ao público da melhor forma possível.
Cristiano Botafogo:Essa entrevista era uma forma deles tentarem diminuir o estrago. Quando o escândalo veio à tona, o Flávio foi pego na mentira.
Voz A:Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorkaro?
Cristiano Botafogo:Mentira, não é sobre isso.
Voz G:Mentira, não é sobre isso.
Cristiano Botafogo:Mentira, não é sobre isso. Mas o Flávio dizia uma coisa e o Eduardo, o Paulo e o Mário diziam outra completamente diferente.
Voz A:Maravilhoso!
Paulo Figueiredo:Eu acho o máximo. Se você contasse um pouco como é que surgiu essa história de filme sobre o Bolsonaro, qual foi teu papel?
Voz O:Qual papel? Papel?
Voz I:Mas qual papel?
Voz M:O papel.
Voz O:Qual papel?
Cristiano Botafogo:O papel.
Voz G:Primeiro de tudo, era um sonho, né?
Cristiano Botafogo:Um sonho medonho. Esse sonho virou um terrível pesadelo pra família Bolsonaro. E pior, um pesadelo produzido pelo Mário Frias.
Voz E:Ai, que horror!
Voz G:Cinema, ele consegue ter ali, conquistar os corações e mentes.
Voz A:Não conseguiu pela arma?
Voz G:Então vamos agora mudar pela cultura. Marxismo cultural! E a parte decisiva na batalha cultural, eu cito vários exemplos, né? Eu falo assim para audiência, né? Complete a frase: quem quer rir tem que fazer rir. Quem quer rir tem que fazer rir, né? Na cara não para não esculachar o enterro.
Voz J:Errou!
Voz A:Na cara não para não estragar o velório.
Voz G:Então essas frases todas eu falo propositalmente, são do Tropa de Elite, um filme de 2007 ou 2009, mas quem é da época e assistiu até hoje lembra das frases decoradas.
Voz A:Não parece.
Voz G:Tamanho é o impacto, né, na nossa memória. Então a ideia de fazer um filme, ela partiu do Mário Frias.
Voz A:Que merda!
Voz G:Era um sonho nosso.
Voz D:Pesadelo!
Voz G:Pesadelo filme. Não é só uma peça cinematográfica nem de propaganda, mas é uma peça possivelmente de uma investigação criminal. É uma prova. Ele não é só um produto audiovisual.
Voz A:Esse projeto, Paulo, nasceu em 2023 porque eu me dei conta de que não bastaria para o Brasil uma batalha política, porque o que a esquerda faz muito bem tem, e há muitos anos, é uma doutrinação utilizando a cultura.
Cristiano Botafogo:Marxismo cultural, fim das civilizações. E repara no grau de alucinação. Quem de nós não foi da tribo do rock and roll, da tribo do rock pesado, até hoje a tribo do funk, do samba, né?
Voz A:Isso é uma questão cultural aonde eles conseguem implantar, vou falar implantar porque a palavra é quase essa, sabe, na mente e nos corações das pessoas. Carga pesadíssima.
Cristiano Botafogo:Máxima de loucura e conspiração que existe nesse termo aí: o marxismo cultural.
Voz A:Mas ali eu percebi claramente que faltava alguma coisa, faltava uma ação que nos permitisse fazer parte da história. Quem contaria a história de Jair Bolsonaro? Paulinho Gogó.
Cristiano Botafogo:Antes fosse, seria muito melhor. Em vez de Dark Horse dirigido por Mário Frias, o Capitão do Povo dirigido por Paulinho Gogó. Bom, mas aí voltando, o Mário então propôs a ideia para o Eduardo e o Eduardo adorou.
Voz A:Obrigado, Mário.
Voz G:Daqui 10 anos, 20 anos, qual imaginário que as pessoas vão ter sobre o Jair Bolsonaro? O presidente é irresponsável, ele é maluco, ele é genocida, golpista, genocida da pandemia, né, um louco que só falava besteira, pra caralho. Ou será que realmente é um cara que sobreviveu a uma facada, enfrentou um sistema? Não, eu estou lutando contra um sistema, contra o establishment.
Voz A:Eu vou continuar incomodando o sistema de balneário Camboriú.
Voz G:Conseguiu expor as vísceras de Brasília Ele meteu. Eu sempre fui do Centrão. Votaram num cara do Centrão e acordou a população brasileira. Deu o cu. E depois, mesmo sem ter colocado um centavo de dinheiro público no bolso, falando sério, qual o problema comprar com dinheiro vivo algum imóvel?
Voz H:Qual o problema?
Voz G:Foi perseguido e hoje tá injustamente preso. Preso, preso, preso, preso, preso, chega!
Cristiano Botafogo:E aí eles contaram na porra do filme, como você viu aqui, uma enorme mentira, a ficção. Não, uma história inventada que não tem nada a ver com o Jair, em inglês ainda por cima.
Voz A:You know, fire a gun, it draws attention.
Cristiano Botafogo:Você sabe quem deu a ideia do filme ser em inglês, né? A little bit nervous, very nervous.
Voz G:This is rated— Eu acho que vai ser muito importante pra esclarecer não só pros brasileiros, mas também pros estrangeiros. Que muita gente lá fora não sabe quem foi Jair Bolsonaro. Uma bênção de Deus.
Voz I:Um sonho.
Voz A:E a ideia toda central sempre foi: por que em inglês?
Voz G:Faz algum sentido pra você isso?
Voz A:Pois bem. Muita gente vinha nessa: olha, filme em inglês, ninguém vai gostar.
Voz G:Presta atenção que é importante, pessoal.
Voz A:Essa história não é de interesse só do Brasil.
Paulo Figueiredo:Eu acho que essa história vai bombar nos Estados Unidos. Eu acho que essa história vai bombar nos Estados Unidos.
Voz A:Caralho, você é maluco, é? Nem fudendo, eu tenho certeza.
Voz J:Não, não vai.
Cristiano Botafogo:Paulo só pode estar de sacanagem. Como é que o filme do Jair vai bombar nos Estados Unidos, gente?
Voz A:O Jimmy Caviezel disse que foi a melhor interpretação da vida dele. Impossível, impossível. Jesus Cristo. Pois é, para você ver, para você ver que para o cara falar um negócio desse é que ele tá emocionado. Caralho, gente que vive tanto na mentira que faz dela a sua verdade. Gente, vamos combinar aqui, né?
Cristiano Botafogo:Qual é a de um filme produzido por uma dupla de patetas dá certo.
Voz G:Eduardo, ele apesar de ter feito 40 anos de idade agora, né, ele não é tão maduro assim como uma cinezeira.
Cristiano Botafogo:O Mário Frias também não é nenhum gênio.
Voz A:Na mamata acabou.
Paulo Figueiredo:Você não sabe, mas eu sou um jornalista de boas fontes.
Voz A:Ah, foda-se, pá.
Paulo Figueiredo:Eu vi o trailer do filme com exclusividade.
Voz A:Você viu, é? Você é um fela, um tadala fela, você é um tadala fela.
Voz G:É coisa do Cialis.
Cristiano Botafogo:Bom, as expectativas em relação ao Mário Frias eram baixas, mas tadala fela, tadala O que que você vai falar?
Voz G:Tá na fila? Não, tá na fila, já era.
Voz A:Agora é chip. Puta que pariu!
Paulo Figueiredo:Com a qualidade do que eu vi, é o trailer, não diz o filme, não viu o filme, um dia você vai ver.
Voz A:Que danado que você é, hein? Que danado que você é, hein? Safado!
Paulo Figueiredo:Então fala assim: caramba, isso tem que ser aplaudido.
Voz A:Não tem. Não sou.
Cristiano Botafogo:Olha a minha cara.
Paulo Figueiredo:Isso tem que ser aplaudido.
Cristiano Botafogo:Não tem mesmo. Mas vamos para o começo.
Voz G:E quando eu fiz o lançamento de um curso chamado Ação Conservadora, deve ser uma merda, consegui um bom retorno e peguei R$350 mil.
Cristiano Botafogo:Vai tomar no cu!
Voz A:Caralho!
Voz G:Peguei 3,50 mil dólares. Por que 50 mil dólares? Porque era o dor para você conseguir, né, ter um contrato e ter conosco um roteirista de Hollywood, né, um diretor de Hollywood, que é o Cyrus. Assinamos um contrato com ele, mandei o dinheiro para os Estados Unidos, assinamos um contrato com ele. Isso é uma coisa de maluco, porque, porque eu não tinha nenhuma garantia de retorno. 50 mil dólares é muito dinheiro.
Voz A:Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com o Borcari e pediu que enviasse o máximo de recursos para os Estados Unidos.
Voz D:Ele mora em uma casa de luxo de 6 milhões de reais no Texas.
Cristiano Botafogo:Pois é, o Eduardo acreditou tanto na ideia do Mário Frias—
Voz A:tu é burro, cara—
Cristiano Botafogo:que meteu-lhe $50 mil. E o pior é que a gente acha que é bem possível mesmo.
Voz G:Aí, final de 2024, quando tava prestes a vencer o contrato com Cyrus, ele seria liberado para, enfim, assumir outras produções, que ele é uma pessoa altamente requisitada no mercado.
Voz A:Mais ou menos.
Cristiano Botafogo:Ou seja, aparentemente não ia fazer tanta falta assim pro Eduardo. Deixou chegar no finzinho do prazo, porra. Pois é, o prazo tava acabando o diretor ia embolsar os $50 mil do Atari do Eduardo.
Voz G:Acabou que veio, a gente conseguiu um investidor.
Voz L:E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando.
Voz G:E foi muito difícil conseguir investidores, porra, né?
Voz A:Por que será?
Cristiano Botafogo:Diz aí, porra, você investiria na porra do filme do Mário Frias?
Voz A:Eu fiz toda a estrutura de como fazer, aonde fazer, eu supervisionei todas as gravações, eu estava em todas as resoluções de problemas, todas. Isso explica um monte de coisa, né? Do set pra dentro, a parte executiva nunca houve um problema.
Cristiano Botafogo:Mas vamos seguir, né? Eles não conseguiram investidores e quase que eu perdi uns $50 mil.
Voz G:Por isso que eu falo que é um negócio de louco, que era um risco muito alto.
Cristiano Botafogo:Por que será, Eduardo? Que a ideia do filme é uma merda.
Voz A:Porra!
Voz G:E se você perdesse $50 mil?
Voz A:Perdi, acabou.
Cristiano Botafogo:E olha que maravilha de entrevista.
Paulo Figueiredo:Eu vou ser uma das pessoas mais desapegadas a dinheiro, luxo que eu vi na vida. Dos políticos eu já conheci muitos, você sem dúvida é o mais simples que eu já conheci.
Voz G:Tô aqui pra falar um pouquinho das camisetas da Luzinha, é isso aí. Isso aqui é um algodão penteado.
Voz H:Bolsonaro Store, uma loja que vende produtos do ex-presidente.
Voz G:E é para manter vivo na sua memória os bons trabalhos do presidente Jair Bolsonaro é que eu te convido a conhecer o calendário da Bolsonaro Store. Lembrando que o nosso espumante é produzido na região de Farroupilha. Você já imaginou ter nomes como Rafael Nogueira, Nicolas Ferreira, Ana Campagnolo, Gustavo Gaia, com os seus professores reunidos em um treinamento que mais parece uma universidade conservadora. Tô aqui para te convidar a fazer parte da formação conservadora.
Voz A:Com capacetes de grafeno, você garante sua liberdade e segurança.
Voz G:Chegou ao mercado novo perfume promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado de mito.
Voz A:Ponto com.br. Quem bota sandálias e tênis com o nome Bolsonaro? Tênis e botinas Bolsonaro. E aí eles pensaram alguma coisa mais focada no agronegócio que tivesse a parte de tecnologia. Então por que não pensar nos drones, né?
Paulo Figueiredo:Dos políticos eu já conheci muitos, você sem dúvida é o mais simples que eu já conheci.
Cristiano Botafogo:Pois é, na cabeça esquisita do Paulo, o Eduardo é uma espécie de— e a gente pede desculpa pra todo mundo pelo que vai a seguir— uma espécie de Mujica brasileiro.
Paulo Figueiredo:E a inconfidência que eu vou cometer aqui é que eu já estive na sua casa algumas vezes. Sua casa não tinha móveis, Eduardo. Sua casa ainda não tinha móveis.
Cristiano Botafogo:Era uma casa muito reaça, não tinha móveis, não tinha nada.
Voz A:Porra, caralho, porra.
Cristiano Botafogo:E olha como o Eduardo nem se importa com dinheiro.
Paulo Figueiredo:Você recebeu de alguma forma os seus $50 mil, pelo menos investidos, de volta?
Voz G:Já retornou pra mim.
Voz E:Dinguei!
Paulo Figueiredo:Não pelo fundo.
Voz G:Não, não, não. O que eles estão falando aí de Heaven Gate, não tem repasse da Heaven Gate para Eduardo Bolsonaro.
Cristiano Botafogo:Diz aí, Cíntia Chagas.
Voz A:Falar de si na terceira pessoa é extremamente arrogante. Você atribui a si uma importância que provavelmente você não tem.
Voz G:Para Eduardo Bolsonaro, tranquilidade.
Voz I:Falo com tranquilidade.
Cristiano Botafogo:O Paulo podia perguntar quem pagou o Eduardo, mas é claro que não perguntou. Que curioso, como o filme nem saiu e o dinheiro já voltou.
Voz A:Explica essa, galera. Explica essa.
Voz G:Meu Deus, é um arroto lá, que lamento.
Voz A:O Flávio conhece o Thiago Miranda.
Voz G:Thiago, Thiago Miranda é um menino, então, que eu não voltei, posso entrar na tua casa?
Voz E:Entrei.
Voz A:Ele vive de projeto, um cara de negócio. Ele teve o site do Léo Dias, ele teve, enfim, ele é um cara que vive nessa questão de produtos de áudio visual, é um empresário do ramo do showbiz, tá? Então Flávio comentou com ele, cara, eu tenho um projeto.
Cristiano Botafogo:E um sujeito que era sócio do Léo Dias, você peça-chave disso, é maravilhoso demais. Podemos fofocar? Inclusive, corre na boca pequena que o Léo Dias apagou uma, entre aspas, matéria a pedido do Forcaro.
Voz A:"Podemos dar um toque aí, irmão?" Ele falou assim: "Cara, eu tenho um projeto do meu pai, é um filme, a gente já tem até um elenco prospectado, sonhado, temos um diretor fantástico. O que você acha?" "Flávio, vou falar com uns amigos meus." Num desses amigos surge o Daniel Forcaro, que nesta época era a grande estrela financeira do Brasil.
Cristiano Botafogo:Repara, a grande estrela financeira.
Voz A:"Você tem um projeto." contrato com um cara de Hollywood super ambicioso, que é bilateral. Como assim? A produtora é americana. Grandes merdas. Nós fizemos toda a produção americana. Grandes merdas. O elenco americano.
Cristiano Botafogo:Grandes merdas.
Voz A:Técnicos americanos. Grandes merdas. Aproveitamos as equipes brasileiras, rodamos em São Paulo. Não é um projeto fácil, é um projeto inédito, gigantesco, que o Brasil nunca viu. É um projeto inédito, gigantesco, que o Brasil nunca viu.
Voz E:Dona Flor. Que o Brasil nunca viu.
Voz A:É estrangeiro.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Central do Brasil.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Alto da Compadecida.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Bicho de 7 cabeças.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Cidade de Deus.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Mapa de elite.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Que horas ela volta?
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Deus e o diabo.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Rio 40 graus.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Terra em transe.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Madame Satã.
Voz E:O Brasil nunca viu. Estômago. O Brasil nunca viu.
Voz A:Ainda estou aqui.
Voz E:O Brasil nunca viu.
Voz A:Agente secreto.
Voz E:O Brasil nunca viu. O Brasil nunca viu.
Voz A:Mas de qualquer forma, o papel do Flávio nesse processo é de prospecção de um filme em homenagem ao pai dele. Ao pai dele. Entra Borcaro na situação, faz os contatos, ele diz: eu não quero botar meu nome. Eu não quero botar meu nome. Eu não quero botar meu nome.
Voz E:Por que será?
Paulo Figueiredo:Eu não quero botar meu nome.
Cristiano Botafogo:Isso pra mim é sus.
Voz A:Todo mundo estava com medo de botar o nome.
Voz D:Ah, bate a merda, cara.
Voz A:Ah, então o Borcaro não quer botar o nome. Não quer botar o nome. Adorou o projeto, falou: olha, eu vou prospectar, mas eu não quero meu nome.
Cristiano Botafogo:Ah, entendeu? O grande empresário brasileiro não ia pagar, não, não ia financiar o projeto recolhendo, sei lá, ganhos de imagem. Ele ia prospectar. Até o Paulo ficou surpreso com essa nova versão.
Paulo Figueiredo:Para você, então, o Vorcaro era a pessoa que tava trazendo investidores, mas não o próprio investidor.
Cristiano Botafogo:Nem o Paulo, nem o Eduardo e nem o Flávio tinham usado esse caô do Vorcaro como prospector.
Voz A:Ele sempre deixou deixou muito claro que ele não investiria. Ele sempre deixou muito claro que não investiria. Você não pode colocar esse peso sobre o Flávio, porque o Flávio meramente prospectou. Quem lidou com toda a situação fui eu.
Cristiano Botafogo:Ah, coitado do Flávio!
Voz A:Tadinho, tadinho, que barra! Ele falou assim: não, mas eu vou prospectar, eu vou levar para alguns amigos que eu sei que vão gostar. Por quê? Porque, cara, que talvez seja o ponto mais sensível de tudo isso: quem olhou o projeto, da forma com que o projeto foi feito, com as pessoas que estavam envolvidas, atores, a história em si, a polêmica— cinema é polêmico. Super Xuxa contra Baixo Astral, já na sua locadora, um super filme em super videocassete Globo Vídeo. Então, se encaixar um puta negócio, não é? O cara vai querer ganhar dinheiro com seu filho. Ele disse isso mesmo, percebe?
Voz G:Percebe?
Voz A:Ou seja, vocês percebem a loucura que está tomando conta desse país?
Cristiano Botafogo:Assim, o Vôrcaro ia dar 134 milhões para esses caras aí porque achava que esse filme aí era um baita Pensa nesse negócio: 134 milhões de investimento nesse filme que ia dar um puta retorno.
Voz G:Qual era a contrapartida do Vorka?
Voz A:Não sei.
Cristiano Botafogo:De novo, pra esse filme, com esse nível de investimento, é tipo alguém falar pra você: "Meu, tô colocando 4 milhões numa paleteria mexicana." Aí você vai falar: "Cara, meu irmão, não!" E pior, se ele só prospectou, por que ele teria contrapartida de investidor? Dá ideia, porque daqui a pouco eles vão falar: "Ah, mas ele entrou com trabalho." Caralho. Mas enfim, olha que esses caras ensaiaram, hein.
Paulo Figueiredo:Eu faço aqui a pergunta a você: você tem medo de que saia novas coisas em relação a Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro?
Cristiano Botafogo:Eu não tenho medo. Aparentemente é um sentimento que não rola na família.
Voz A:Não tem a palavra medo no meu vocabulário.
Cristiano Botafogo:E olha que essa entrevista foi 4 dias depois do áudio com as primeiras revelações entre o Flávio e o Vorcaro vir à tona.
Voz G:Então eu tô bem tranquilo, né? Eu acho que eu não consigo parejar no meu instinto aqui conhecendo meu irmão qualquer outra coisa que possa ter acontecido.
Cristiano Botafogo:Sério, Eduardo? Bom, dias depois descobriu-se que o Flávio tinha ido encontrar o Vorcaro logo depois do Vorcaro sair da prisão de tornozeleira.
Voz E:Gênio!
Cristiano Botafogo:A nossa sorte é que o Flávio também não é uma das pessoas mais iluminadas do mundo. Bom, aí em determinado momento, o Eduardo fala que os investidores do filme seriam perseguidos no Brasil.
Voz G:Cristofobia.
Cristiano Botafogo:E olha que confissão maravilhosa.
Voz G:Eu já fiz reunião política com gente que chegou pra reunião e se recusou a aparecer na tela do celular. Hoje em dia nós somos tóxicos. Hoje em dia nós somos tóxicos.
Voz A:You're toxic. Sempre foram.
Voz G:Então você tem que tomar algumas precauções com relação a isso.
Cristiano Botafogo:O Paulo deixou claro algumas vezes a grande confusão na qual a família Bolsonaro se enfiou. E ainda fez isso na cara do Eduardo.
Voz A:Well, listen.
Paulo Figueiredo:Isso é importante porque há um descasamento de versões.
Voz G:Tem alguém passando mal ali?
Voz E:Tá passando mal.
Cristiano Botafogo:O Eduardo, o Paulo e o Mário juram que não tinha a grana do VORCARO, mas o Flávio diz que tinha. E olha o vídeo do Otávio Guedes que o próprio Paulo colocou na live.
Voz G:Bactéria em garrafa.
Voz A:Eles estão de crise tão desastrada como essa.
Voz M:Tá passando mal.
Cristiano Botafogo:E o Paulo concordou porque ele concorda com o Otávio Guedes. E o Eduardo também.
Voz G:Eu não vou aqui fazer a meia-culpa com ele, tá? Porque existe um problema de comunicação.
Cristiano Botafogo:Existe. Isso não quer dizer que ela seja só isso, óbvio que não.
Voz G:De fato, tá existindo um problema de comunicação.
Paulo Figueiredo:É, no meu pau.
Voz G:No meu calção.
Voz I:Legal.
Cristiano Botafogo:Obviamente que eles estão chamando de um problema de comunicação algo que é muito mais do que isso. Mas enfim.
Paulo Figueiredo:Sigamos.
Cristiano Botafogo:E o Paulo encontrou várias formas de chamar o Flávio de burro.
Paulo Figueiredo:E você acha que o Flávio reage assim porque sabia que o dinheiro era do Borcaro? Ou você acha que o Flávio reage assim porque ele tá tomando o que a imprensa falou como verdade?
Cristiano Botafogo:Já tá claro, já tá claro.
Voz G:Alternativa A. Ele tá sendo pautado pela imprensa. Porra, mas toma no cu, porra!
Paulo Figueiredo:Quando se diz que ele tá sendo pautado pela imprensa, quer dizer que ele tá tomando as informações da imprensa como verdadeiras.
Voz A:Ele meteu essa?
Voz G:Sim, ele tá respondendo apenas aquilo que é perguntado e às vezes as perguntas já vêm enviesadas. Aí você acaba caindo ali em algumas armadilhas ou fala algumas coisas que ensejam outras interpretações.
Cristiano Botafogo:Ou seja, o Eduardo tá dizendo que o Flávio é burro. E como se o Paulo já não tivesse sido claro o suficiente: Eu fui muito crítico da forma como a comunicação do seu irmão lidou com esse processo.
Voz A:Já deu pra notar.
Cristiano Botafogo:E o Eduardo tá perdidinho.
Paulo Figueiredo:Como vive Eduardo Bolsonaro? Bolsonaro nos Estados Unidos.
Voz D:Vive numa mansão de luxo no Texas, nos Estados Unidos.
Voz G:Eu vivo de renda passiva. O que é público e notório, todo mundo viu, né, foi o Pix que meu pai fez para mim, né, R$2 milhões de reais.
Cristiano Botafogo:Ah, tadinho!
Voz G:Aí, segundos depois, eu não tenho aqui que dar satisfação também, Paulo, sobre dinheiro privado meu. Eu já não sou pessoa pública, eu tô sem receber salário desde março de 2025.
Cristiano Botafogo:Aí a culpa é tua também, né, Eduardo? Se você conspira abertamente contra o seu país, aí não importa se seja uma pessoa pública ou privada, né? E ao que parece, o Eduardo arrumou um green card.
Voz G:Quanto é que você tem que aportar para iniciar hoje em dia um green card desse? Bem, se você for brasileiro, 1 milhão e 100 mil dólares que você tem que aportar.
Voz A:Até parece.
Cristiano Botafogo:Pois é, não é bem assim não.
Paulo Figueiredo:Foi assim que você conseguiu o seu green card?
Voz G:Não, não, não, meu green card é outro departamento.
Paulo Figueiredo:Não foi com dinheiro de investimento?
Voz G:Não, não, não foi green card investidor.
Voz A:Então não fode, porra!
Cristiano Botafogo:E não tem nenhuma notícia falando desse green card aí.
Voz C:Que estranho, hein?
Cristiano Botafogo:E o final da entrevista mostra o pânico que esses caras têm da Michelle.
Paulo Figueiredo:Para terminar, Eduardo, existe alguma chance do seu irmão desistir da candidatura antes da convenção e entrar uma outra pessoa?
Voz G:Olha, tem uma possibilidade, eu não ia até o fim, eu tenho preço para isso, zero, nenhuma.
Voz A:Sei não, ó.
Voz G:O próprio Jair Bolsonaro falou para ele: segue firme lá, garoto, manda ver.
Voz A:Enfia porrada, guerreiro, é isso aí.
Voz G:Porque a gente não tem nada a temer. Não tem a palavra medo no meu vocabulário.
Cristiano Botafogo:Claro que tem. Era para esse tópico acabar aqui.
Voz A:Acaba, pelo amor de Deus!
Cristiano Botafogo:Mas o Paulo agora virou advogado.
Voz A:Grandes merdas ser advogado.
Cristiano Botafogo:Já desse, o Paulo tava defendendo o Ricardo Magro.
Voz A:Um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, o maior devedor deste país.
Cristiano Botafogo:Dizendo que o crime do Ricardo Magro era ter sucesso demais. Mas agora ele resolveu defender o Vôr Caro.
Paulo Figueiredo:Nesse sentido, nós não podemos nos esquecer que o Vôr Caro, como eu disse, está preso há 3 meses sem que haja uma ação penal contra ele. Eu não posso dizer que que eu concordo que alguém fique preso 3 meses sem uma ação penal. Ora, se não há uma ação penal contra você, você sequer pode se defender.
Voz A:Mais de 850 mil pessoas estão encarceradas no Brasil. O país tem a terceira maior população carcerária do mundo, segundo os dados oficiais mais recentes de 2023, e 24% dos detentos ainda não foram julgados.
Voz K:Que beleza!
Cristiano Botafogo:Preso, o direito que ele tem é não ter direito.
Voz G:E as cadeias no Brasil são uma maravilha, que o objetivo da cadeia é tirar o canalha da sociedade.
Cristiano Botafogo:Pois é, essa fala do Paulo aí nem a defesa do Vôr Caro meteu essa, nem os advogados contratados a peso de ouro tão usando essa argumentação aí. É por demais irônico que o neto de um general que comandou o país na ditadura e foi apoiador de Jair Bolsonaro reclame do direito dos presos, pô. Fala aí, Eduardo.
Voz G:Porque o criminoso Hoje ele tem audiência de custódia, tem advogado de graça, ele tem tornozeleira eletrônica, ele tem prisão domiciliar, ele é carcereiro dele próprio, senhor presidente. Você tem que explicar isso no exterior, o gringo não entende como é que isso funciona.
Cristiano Botafogo:Pois é, né? E acabou esse tópico absolutamente lamentável. Mas antes do próximo tópico igualmente lamentável, bora ouvir sobre o Bonde. Pessoal, vocês já estão cansados de saber que a gente fechou uma parceria com o Bonde, né? E um dos motivos para a gente fechar parceria foi essa E a gente deveria nos perguntar por que os humanos acham que podem comer a Terra.
Voz A:E de onde sai essa fantasia de que se a gente comer essa Terra, esse mundo, tem outro pra gente comer como se fosse um panetone?
Cristiano Botafogo:Pois é, senhoras e senhores, esse aí é o Ailton Krenak. E quando a gente falou que tinha muita coisa legal vindo aí, não era brincadeira não, hein? E olha só, anota essa: no dia 8 de julho, 8/7, às 20 horas, 8 horas da noite, o Ailton Krenak lança o curso inédito Encarar o Fim de Mundos com Coragem e Rebeldia no Bonde. Tem uma aula aberta e de graça para todo mundo. E convenhamos, se tem uma audiência que entende de fim do mundo é a desse podcast. Quadra da história. Mas o Ailton Krenak, claro, vai muito além do nosso surto. Ele te provoca a pensar o que que a gente faz com tudo isso. Bom, para participar é só se inscrever no link que tá no descritivo do episódio. Procura lá e anota aí: 8 de julho, 20 horas. Clica, se inscreve, garante seu lugar e segue o no Instagram, também tá no descritivo, Vamo de Bonde. Segue lá que vem mais coisa por aí. O Ailton Grenac já subiu nesse bonde e a gente também.
Voz A:Bora!
Cristiano Botafogo:O primeiro trilionário.
Voz A:Olha o tamanho da merda.
Cristiano Botafogo:No episódio recente a gente disse que o capitalismo tava estrebuchando bem na nossa frente. Aí dias depois acontece isso aqui, ó.
Voz A:E agora Elon Musk, Mr. Elon Musk, Elon Xing, como o pessoal gosta de falar, é o primeiro trilionário do mundo. E mais do que isso, trilionário em dólares.
Voz I:A gente aqui no Brasil pode falar em 5 trilhões, quase 6 trilhões.
Voz G:Cara, como é que tem tanto dinheiro, mano?
Voz A:Não pode, cara.
Cristiano Botafogo:1 trilhão de dólares atualmente é 5 trilhões e 130 bilhões de reais. O PIB do Brasil em 2025 foi de 12,7 trilhões de reais. Só 17 países no mundo tem o PIB acima de 1 trilhão de dólares. Essa é a dimensão da desgraça.
Voz A:Para surpresa de ninguém, o primeiro trilionário é uma pessoa horrível, tão ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa.
Cristiano Botafogo:A meritocracia capitalista não ia nos decepcionar, né?
Voz G:É, hoje a SpaceX, a empresa de foguete do Elon Musk, que abriu capital aqui na bolsa, né, de Nova York, para quem quiser comprar esse chamado movimento de IPO, né, e os números acabaram levando Elon Musk a essa fortuna inacreditável de 1 trilhão de dólares.
Cristiano Botafogo:Pois é, o Elon Musk malandro fez a abertura das ações da empresa dele antes da bolha de inteligência artificial estourar.
Voz A:E malandro é malandro, mané, mané.
Voz I:Mano, 1 trilhão de reais, que que você faria, velho?
Cristiano Botafogo:Enfiaria no cu do Elon Musk.
Voz A:No cu!
Cristiano Botafogo:Bora ouvir o Rafa da Guia, que é cientista de, coordenador de tecnologia do Brasil de Fato e militante do Movimento Brasil Popular.
Voz D:Fala, Cristiano Botafogo, grande Pedro Doutlo, e um abraço forte também para o De Frodo aí. 1 trilhão de dólares é uma abstração tão violenta que a gente nem sabe direito o que sentir. Se você é um trabalhador brasileiro e ganha aquele salário mínimo maroto de R$1.621 e decidir aplicar a tática do economize até o cafezinho, ou seja, não gastar absolutamente gente nenhum centavo com comida, aluguel ou oxigênio, você vai precisar trabalhar por apenas 293 milhões de anos. Uma bagatela. Quando você começou a trabalhar para bater a meta do Elon, a Terra ainda era um supercontinente, a Pangeia, e os ancestrais dos dinossauros estavam recém saindo da água. Mas calma, calma, o capitalismo é generoso. Se você der a sorte de nascer na Alemanha com salário mínimo local, o tempo cai só para 44 milhões milhões de anos.
Voz A:Ficou fácil demais.
Voz D:Aí os dinossauros já até morreram. Desculpa, você só precisa conviver com a megafauna e com os bichos gigantes lá. Valeu, valeu, rapaziada do Medo e Delírio. Sigamos na luta, porque se depender do mercado, a gente vai ter que trabalhar mais algumas eras geológicas.
Voz A:Puta que pariu!
Cristiano Botafogo:E não venham nos dizer que é porque a gente tem inveja desse idiota aí. Não, não é porque a gente não Não tem, não tem. É conhecido pelas suas promessas completamente estapafúrdias, né? Tem uma outra tática que ele adora, uma pela qual a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos, ou a SEC, já o acusou mais de uma vez: manipulação de mercado. Sugerimos isso antes. Elon tem um longo histórico de inflar promessas mirabolantes logo antes de momentos fundamentais para os investidores, com o objetivo de impulsionar o preço das ações. Desde robôs táxis e robôs humanoides isso até o seu infame anúncio de que a Tesla fecharia o capital a $420. E os números da SpaceX realmente são difíceis de justificar. Desde 2019, porém, ela lançou uma rede de satélites chamada Starlink, que fornece internet para 12 milhões de clientes. Isso pode não parecer muito, mas inclui forças militares em zonas de guerra como a Ucrânia, e a empresa é completamente dominante nesse setor. Agora, essas são partes do negócio que são de ponta e bem-sucedidas. Business. No entanto, a SpaceX ainda não deu lucro. A sua receita de 18 bilhões de dólares é uma fração minúscula da sua avaliação de 1,7 trilhão de dólares. Portanto, 18 bilhões de dólares por ano é a receita atual deles, mas ela está avaliada em 1,7 trilhão de dólares. Ora, não é normal ter uma lacuna tão grande entre esses dois números. No último ano, a SpaceX teve receita de 18 bilhões e mesmo assim deixou as contas com prejuízo de 4 bi. Isso por conta dos investimentos enormes em inteligência artificial. Empresas como Amazon, Meta, Apple e Alphabet. O valor total de cada uma dessas empresas está entre 3 e 11 vezes a sua receita anual. Isso parece um valor mais razoável a se pagar por uma empresa. A SpaceX, porém, no topo, tem o seu valor 92 vezes maior do que a sua receita anual atual. Vocês, aonde convir que isso tudo é muito suspeito? Pois é, né? E os bilionários já eram inacreditável bug no sistema.
Voz C:Existir bilionário já é o fruto de um processo de acumulação descontrolada de riqueza. Não existe possibilidade de você construir uma riqueza bilionária no mercado competitivo.
Cristiano Botafogo:Porra, trilionário então?
Voz C:Riqueza é sobretudo poder. Isso aí é poder decidir como aquele dinheiro vai ser usado. Quando você começa a diminuir, a partir dos anos 60 do século 20, o capital público por meio de privatizações e deslocar esse dinheiro para mão de empresários, você tá tirando o poder de realizar coisas. O Estado, ele, com seus limites, ele tem uma série de problemas organizacionais, mas quando ele faz uma atividade, em geral ela tá orientada para o coletivo. Vai vazar de maneira desigual para a sociedade? Sempre vaza, porque depende de como as pessoas vão usar. Mas no geral tá sendo distribuído.
Cristiano Botafogo:Quem falou aí foi o André Roncalia. E essa é a moral da história do episódio sobre o IDH, cuja subida versa, veja você, sobre o sucesso das políticas públicas voltadas para o povo.
Voz C:Quando você põe na mão de um bilionário, ele vai decidir quem vai estudar, ele vai decidir o que vai ser estudado, ele vai querer decidir como que os planos de saúde vão distribuir recursos para a sociedade, quem vai ter direito vai fazer uma operação, né, de um câncer, quem não vai ter, porque o ticket para entrar deixou de ser o CPF e ele passa a ser o quanto dinheiro você tem na carteira.
Voz E:Olha a merda aí, ó.
Cristiano Botafogo:Isso nos Estados Unidos é ainda mais agudo. O país mais rico do mundo, por exemplo, não tem sistema único de saúde. Paradoxo que chama isso aí. Lá a saúde é caríssima porque o objetivo da saúde americana não é fazer saúde, é fazer dinheiro. Aí a bizarrice maior é que a Suprema Corte disse que as empresas têm os mesmos direitos das pessoas. E aí, por isso, agora empresas podem doar loucamente em campanha eleitoral. E o efeito disso foi terrível, com os CPEX despejando bilhões e influenciando eleições em todos os cantos do país. A grande maioria dos bilhões de Elon Musk está atrelada ao mercado de ações, em vez de estar guardado como dinheiro líquido em algum cofre ao estilo Fort Knox, de modo que as ações de suas empresas tiveram um impulso notável, com a SpaceX sustentada por contratos governamentais. Pois é, a doação que o Elon Musk fez de Donald Trump, uns 250 milhões de dólares, teve um ótimo retorno, hein?
Voz A:So much winning!
Cristiano Botafogo:E pra qualquer observador é óbvio, a SpaceX é uma empresa cujos objetivos mudaram radicalmente nos últimos anos. Lembra de todo aquele papo envolvendo Marte?
Voz G:Eu poderia aqui agora deter alguém por ter espancado um marciano? A consciência pacífica com o marciano.
Cristiano Botafogo:Elon Musk desistiu de levar a humanidade pra Marte.
Voz A:Mudei de opinião.
Cristiano Botafogo:E agora diz que vai construir uma cidade na Lua. O Elon Musk tá meio sem dinheiro e precisou fazer uma coisa mais barata. Ou vai ver, as promessas dele eram completamente fora da realidade. Aha! Mas aí, se a SpaceX desistiu de Marte, por que agora a empresa vale tanto? Umas previsões sugerem que apenas nos próximos 3 anos precisaremos de 50 a 100 gigawatts adicionais de energia nova para a capacidade de novos centros de dados somente na América do Norte. Para contextualizar, uma usina nuclear gera cerca de 1 gigawatt. Então estaremos falando de 50 a 100 novos projetos nucleares nos Estados Unidos. Então, o que acontece quando a inteligência artificial ultrapassa a energia e o terreno necessários para sustentá-la? Bom, a resposta é: isso é impossível, a matemática não fecha, vai faltar água e energia para a humanidade. Vamos pensar numa outra coisa, né? Mas não. 3, 2, 1. A resposta pode estar acima da Terra. Em 2025, quando Musk ainda tava pensando em Marte, quando Musk nunca tinha falado em data centers no espaço, uma empresa lançou um satélite orbital com um chip H100 da NVIDIA, uma máquina do tamanho de uma geladeira pequena, apresentando a grande ambição de levar os centros de dados para fora da Terra. Até lançarmos o Starcloud 1, as pessoas pensavam que não era possível operar GPUs ou chips de IA destres de última geração no espaço. Por isso fizemos um grande trabalho de engenharia tanto no sistema térmico quanto na tolerância e blindagem contra radiação, a fim de fazer esses chips funcionarem no espaço. E aí, com isso, o Musk deu um cavalo de pau na SpaceX. E agora a grande aposta da empresa é colocar data centers no espaço. E dado que a SpaceX é a empresa líder na aviação espacial, e a SpaceX está alegando que isso virá de uma divisão na qual a empresa não é dominante, portanto ela é dominante em foguetes, dominante em satélites, mas não é dominante em inteligência artificial. No entanto, um prospecto para investidores chamou atenção ao alegar que a XAI, ou seja, parte de IA da empresa que incluiu Grok, poderia ter a expectativa de aumentar sua receita em 100 vezes entre agora e 2030. Bom, já estamos em 2026, ela tem que aumentar em 100 vezes em 4 anos. Isso seria de 3 bilhões de dólares hoje para $330 bilhões de dólares daqui a 4 anos. Portanto, é muito ambicioso, muito otimista. Bom, para a IA existir como os investidores querem e apostaram muito, muito dinheiro nisso, é preciso uma quantidade de energia descomunal. E eles precisam jurar que isso vai vir de algum lugar, porque ao que parece, do planeta Terra é que não tem como. Blue Origin, SpaceX e NVIDIA vão pegar os centros de dados e colocar no espaço. Todos esses centros de Eles estão bagunçando a nossa rede elétrica e usando água demais. No papel talvez faça sentido, porque o espaço é muito frio, né? Pois é, aquela coisa que à primeira vista faz algum sentido, mas... Só que não é. Toda energia massiva que os centros de dados consomem agora para alimentar todas as GPUs e tudo mais entra como energia e sai como calor. Por isso eles precisam de quantidades enormes de água e outras coisas para resfriar. No espaço não há nada para dissipar o calor. Você precisa de equipamento específico para irradiar essa energia para o espaço. O equipamento necessário para irradiar o calor para fora desses centros de dados espaciais, não sei qual é a estatística exata, mas para um centro de dados do tamanho relativamente modesto você precisaria de 1 quilômetro quadrado de equipamento de radiação para conseguir se livrar do calor que ele gera. Ou seja, uma parada colossal. Uma coisa supostamente boa é que existem órbitas de satélite onde na velocidade certa o satélite fica sempre no sol. Daria para instalar painéis solares e ter energia 24 horas por dia, 7 dias por semana. Pois é, outra coisa que à primeira vista pode fazer sentido, mas não, brother, quem diz isso não entende o quão grande são os centros de dados hoje em dia. Usam gigawatt de energia, e para conseguir 1 gigawatt de energia solar você precisa de uma milha quadrada de painéis solares. Isso é enorme, mas tudo isso vira calor, né? Nunca fica no escuro para esfriar. Isso só faz sentido para quem coloca a coisa no espaço. Se convenceram de que essa é mais uma maneira de usar um foguete. E durante a pesquisa, Pedrinho da Autruci deparou com um vídeo do Ian Bremmer, do GZERO, uma empresa que analisa riscos geopolíticos. E digamos que ele não é lá muito de esquerda não, hein. E essa fala dele que vai seguir foi na mosca. Ele tá falando do sonho americano. Lá nas décadas de 70 e 80, entre todas as economias da OCDE, os Estados Unidos tinham o maior nível de mobilidade econômica. Econômica, a maior oportunidade de que se você nascesse nos Estados Unidos, mesmo que não tivesse dinheiro nenhum, você poderia acabar na classe alta, na classe média alta, ou na classe média ao longo da sua vida. E a propósito, o fato de que isso existia também significava que ainda mais pessoas acreditavam que isso poderia se aplicar a elas, muito mais do que realmente se aplicava. E no entanto, hoje, ao longo de apenas 40 anos, os Estados Unidos passaram a ser um dos países com menor mobilidade. E o fim dessa mobilidade coincide com Thatcher, com Reagan, com o surgimento do neoliberalismo. Mas deve ser só uma coincidência. Os Estados Unidos e a OCDE são agora um dos lugares onde é mais fácil prever a sua riqueza futura quando criança se você conhece a riqueza dos pais. Quando eu tava crescendo, eu diria que isso se aplicava à Grã-Bretanha e que isso se aplicava à França Não se aplicava aos Estados Unidos. Cada vez mais se aplica. Melhor maneira, a maneira mais fácil de ganhar muito dinheiro nos Estados Unidos é nascer com muito dinheiro. Isso é um problema muito sério. E aí o Ian fala sobre como a sociedade dos Estados Unidos reage à concentração de riqueza e dá Epstein na cabeça. O ponto é que são poderosos e têm acesso a outras pessoas poderosas, outras pessoas ricas, e podem agirem com impunidade. Eles podem fazer qualquer coisa, podem roubar, podem estuprar, podem ser pedófilos e não serão condenados, não vão ser sequer acusados. E se forem, certamente serão indultados. Por quê? Porque tem acesso a um nível especial de justiça que não se aplica ao resto dos americanos. Isso é um regime autoritário, isso é uma oligarquia, isso é uma monarquia, é uma democracia não representativa. Representativa. Aí de quebra as ações da SpaceX vão fazer parte das carteiras de aposentadoria de todos os americanos, porque o Musk conseguiu abrir uma exceção para a SpaceX, que teria que esperar 1 ano para que isso acontecesse. Olha só essa merda. E assim encerramos mais um episódio desgraçado.
Voz A:Desgraçado.
Cristiano Botafogo:Não esqueçam, hein, gente, festa no sábado, dia 20, lá no Circo Voador, no Rio de Janeiro. DJ Thaia Pitaya, Bill, Tricúmbia, Combo Fuego, Mixtape do Medo Delírio e Benegão Bota Som, lineup do caralho. E no final de semana seguinte, no dia 27, lançamento do livro Juízo Final da Gabriela Beló, com a participação nossa, e festa do Medo Delírio em Brasília com DJ Matias Pinto, La Cumbia Artificial, Latin Jambu, Mixtape do Medo Delírio e DJ Bruna Machado. Tudo isso na 512. Lançamento do livro é aberto para todo mundo às 5 horas da tarde, a festa depois é fechada às 8. Os ingressos já estão no último lote, hein. As Informações todas estão no descritivo do episódio. Vem, Pianinho!
Voz A:Show, show, show, show! Show me na minha!
Cristiano Botafogo:E hoje a gente fica por aqui. Esse episódio usou áudios de Deltan Dallagnol, Rádio Margarida, Jovem Pan, Vitor Camejo, Drauzio Varella, Rede Globo, Programa Silvio Santos, PodTrash, Aleksandr Ignatov. Clipes do Baile de Cristiano Silveira, Meteoro Brasil, Flo, Alexandre Frota, Choque de Culturas, Gil Brother, Hermes e Renato, Francel Cruz, Altas Horas, Fernanda Torres, Galãs Feios, Ariel Palacios, Rafa Monta, Thaís Milenki, Natuzaneri, Angude Grilo, Samia Bonfim, Maria Rita, Xadrez Verbal, Bebel da Bebel Books, Hello D'Ângelo, Carol Ito, Ana Bonassa, Letícia Sartori, Uol Não Inviabiliza, Alfredo Rolo, Bagaceira Chique, Aviões e Músicas, Globo News, Porta dos Fundos, História Pública, Estúdio CBN, Meteoro Brasil, Podcast Pauta Pública, Diogo Defante, Ian Neves, Professor Pasquale, Carla Bora, Legião Urbana, CNN Brasil Desmentindo Bolsonaro, Padre Reginaldo Manzotti, Nintendo, G1, Vale em Bandeira, João Carvalho, DPF Tubes, O Assunto, Foros Teresina Resenha da Chuteira, Thiago Rodrigo, Macaco Gordo, Magari Lorde, SATV, Metrópolis, TV Senado, Rádio Aure Verde, TV Brasil, Sadia, Furacão 2000, Imagina Samba, Cispen, Matt Gates, Canal Gov, Tatiaia, Intercept Brasil, Erasmo Carlos, Folha de São Paulo, Gato Fedorento, Chico Buarque, Harry Manfredini, Tropa de Elite, TV Justiça, Podcast Ilustríssima, Calma Urgente, Arquivo X, Greg News, Cláudio Couto, Terra Brasil, Banda B, Midcast, Cispen, SBT News, Pedro Pedríssimo, Jona Canalismo TV Cultura, Rádio BandNews FM, Poder 360, O Liberal, Leandro Hassum, Maria Duvini, Chinaína, TV Meio Norte, Pânico, Belo, Dom Juan, Sai de Bamba, Globo Rural, Vinícius de Moraes, Boca Livre, Cartoon Network, Cíntia Chagas, Cleberiano, Jornal O Globo, The Police, Léo Dias, Tony Higge, Pablo, Vai Que Cola, Lua de Cristal, Fala de Cobertura, Britney Spears, Januário de Oliveira, Os Donos da Bola, Cauzinho Ferraz, Programa Alternativa A, Broxada Sinistra, Regina Roca, Bebelzera, Rodriguinho Rede Família, Rede TVT, Marisa Montes, Sargento Faúr, AFP Português, André Perfeito, Chaves, Brasil de Fato, EsporteTV, Bonde, Ailton Krenak, Brasil Urgente, Portal Y, Roda Viva, Bezerra da Silva, Rafa da Guia, Cecília Oliveira, The Infographics Show, Novara Mídia, O Assunto, André Roncalha, Cara do Engarrafamento da Brasil, Igor Guimarães, Um Príncipe em Nova York, Bloomberg Officials, Speedify, GZero Mídia, Bahia Cash, Xadrez Verbal, Duda Salaberti, TV TV Quase, TV Câmara Distrital, ICL Notícias, Guilherme Boulos, Conversa com Bial, Emanuela da PC Associação, Podcast Flip, Kazé TV, Inteligência Limitada, hoje tem Tiago Santinelli, MC Creu e The Office. Thank you! Se quiser e puder, pinga um lá pra gente no apoia.se/medodelirio, no patreon.com/medodelirioembrasilha, na Orelo ou no Pix medodelirioembrasilha@gmail.com.
Voz A:Pô, inflação é o caralho, porra, não tem nem dinheiro pra me comprar um Não é um jogo de videogame, moro, cara?
Cristiano Botafogo:Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medodelirinbrasilia.com.br. Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, @gifrodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva?
Voz A:Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a palavra.
Cristiano Botafogo:Ó gente, isso aí que vai seguir é piada, hein? Ai, feito com IA, é uma piada, só uma piada, hein, não é de verdade.
Voz L:Irmão, eu preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, tô te mandando esse áudio para te convidar para esse sábado, dia 20 de junho, para ir lá no Circo Voador no Rio de Janeiro, 20 horas, para a segunda festa do Medo e Delírio em Brasília. Vai ter DJ Pai Apitaya, vai ter cumbia Combo Fuego, que é o Ninho Garramone, Afro Ribeirinhas e projeto. Vai ter o Biotry também, vai ter a mixtape do Meio Delírio, e vai ter o Benegão Bota Som, que é muito bom. Não sei que é o momento dificílimo aí, né, mas a gente tá com conta para pagar esse mês, mês que vem também. Imagina você não indo no show dessa galera, né, cara? Ia ficar bem chato. A gente dá calote em artista do naipe do Benegão, do Biotry, pessoal do Combo Fuego, só artista renomado., né? O Me Delírio, não, né? Me Delírio, foda-se eles, mas porra, ia ser muito ruim, né? Com todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir aí com essa festa, pode ter um efeito elevado a menos um aí, né, cara? Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, cara, me fala. Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, ficar por Deus, cara.
Voz D:Acabou?
Voz F:Não. E queria fazer um convite aqui, Felipe, para os nossos ouvintes de Porto Alegre, já que teremos a festa do Me Delírio em Brasília na capital gaúcha no sábado, dia 27 de junho, né? Também vai ter o lançamento do livro Juízo Final da Gabriela Biló. E depois festa, né? Comigo abrindo, o meu parceiro Carlos Bolívia e sua cúmbia artificial, a mixtape do Made Delirium, o Latin Jambu, e a Bruna Machado fechando a noite lá no Espaço Cultural 512. Então mais informações, entrem no site Espaço 512, que fica ali na João Alfredo, número 512, evidentemente na Cidade Baixa. Os ingressos já estão à venda, inclusive tá quase acabando o primeiro lote. Então mais informações, entra lá no perfil do Medo e Delírio em Brasília Podcast.
Cristiano Botafogo:Acabou?
Voz I:Não. Você lê a Bíblia em português, e aí eu acho que todo mundo sabe que a Bíblia não foi escrita em português, você vai encontrar ali uns 3 textos que trazem a palavra homossexual. Os homossexuais não herdarão o reino dos céus, os homossexuais homossexuais, não sei o quê, não sei o quê. Só que ninguém parou para pensar. Primeira coisa, a palavra homossexual, ela tem menos de 200 anos, foi inventada recentemente. E como que de repente, num passe de mágica, ela aparece num texto milenar? Boa questão. Então a gente tem que recorrer aos textos originais, né? O Novo Testamento foi escrito no grego, o Antigo Testamento foi escrito em hebraico e algumas partes em aramaico. E nenhuma palavra ali que foi traduzida para homossexual significa homossexualidade. Na verdade, no grego nós temos 3 palavras, né? A porneia, arsenokoitai e malakoi. São 3 palavras diferentes que significam coisas diferentes, mas que no português traduziram como homossexual. Então esse erro de tradução fez com que hoje em dia, não só hoje em dia, mas desde que há muito tempo, a igreja condena os homossexuais por um puro erro de tradução e interpretação do texto. Por que que a gente precisa pensar sobre isso? Porque não é apenas uma interpretação que fica no campo teórico, é uma interpretação que mata pessoas. Eu atendo centenas de homossexuais semanalmente, pessoas com depressão, pessoas que já iam se matar, pessoas que conhecemos, pessoas que cometeram suicídio, pessoas que são espancadas na rua. Enfim, são pessoas que têm a sua vida destruídas por causa de interpretação errada. Por isso É isso que nós precisamos, entrar nessa disputa de narrativa e dizer: não é assim, Cristo não condena. Ponto final.
Cristiano Botafogo:Acabou?
Voz A:Não.
Voz O:É que eu lancei minha candidatura oficialmente ao Senado. O Eduardo Bolsonaro e o Carlos Bolsonaro compartilham a minha candidatura no Instagram deles como deboche, como piada, como se fosse um apito de cachorro para outra direita. Naquele momento, meu Instagram recebe milhares de mensagens de ódio. Foi tanta mensagem de ódio que o Instagram bloqueou a minha conta. Eu faço a campanha ao Senado sem Instagram. A palavra que mais aparecia ali era nojo no comentário. E não satisfeito com isso, esses grupos começaram a avaliar negativamente exatamente a página do Facebook da escola que eu trabalhava. Começaram a mandar e-mails e telefonemas para escola que eu trabalhava pedindo minha demissão e organizaram uma manifestação na porta da escola que eu trabalhava pedindo minha demissão só por eu ser quem eu era. Naquele momento eu tava dando aula, exatamente disso, tava dando aula, eu abri o celular para ler um poema para os alunos, começou a vir a notificação e eu vejo a quantidade de mensagem de ódio que ela colocou de manifestação. Os alunos se rebelam em minha defesa, vão para garagem, os evangélicos me chamam para ir lá, eu desço cercado de alunos evangélicos, eram muitos alunos, eram 35 turmas com 100 alunos, não tinha mais de 300 alunos, 400 alunos evangélicos. Eles fazem uma oração para mim fica no centro, eles fazem uma oração para mim, todos evangélicos. E os alunos evangélicos organizam uma blusa com minha foto estampada, os alunos todos do Ben-Hur compraram e fizeram uma manifestação em minha defesa no colégio. E aí o colégio me mantém como professora.
Voz I:Acabou?
Voz K:Não. O que me incomoda não é nem a CBF, que a CBF é uma entidade que, enfim, não vou falar da CBF, que não vamos não, sabe?
Voz O:Não vamos não.
Voz K:O que me incomoda são pessoas que não gostam do Brasil, têm vergonha do Brasil, falam mal do Brasil, elas passam férias em Miami, elas queriam morar em Miami, se apropriarem dos símbolos nacionais. Isso que me incomoda. A minha bandeira é vermelha como representação da luta histórica da classe trabalhadora e da união dos povos oprimidos do mundo. Só que não tem nenhuma contradição ser vermelho e ser verde e amarelo, não tem nenhuma contradição. A contradição aí não está conosco, está com eles. Nós temos que levar a discussão para o campo da história. O campo da história é muito claro: os defensores da soberania nacional, os defensores dos valores da pátria, os defensores de que o Brasil fosse um país desenvolvido um país industrializado, sempre foi a esquerda, sempre foi a esquerda que defendeu esses valores. A história da Petrobras, da Eletrobras, por exemplo, a história do quê? Daí do Partido Comunista do Brasil fazer um movimento nacional em torno da construção da Petrobras, da campanha do Petróleo é Nosso. E quanto que a direita, que hoje tá com Bolsonaro, era contra Petrobras? Não sei se vocês sabiam disso. Então a contradição não está no vermelho, que é o que eu visto, na bandeira vermelha que eu empunho, que por trás dessa bandeira vermelha tem uma defesa irrestrita da soberania nacional. A contradição é eles Eles estarem dizendo que são nacionalistas, eles estarem dizendo que o Brasil, o meu partido é o Brasil.
Voz D:Acabou?
Voz K:Não.
Voz M:Boa tarde, Cristiano. Boa tarde, Pedro, seus lixos. Sou Luiz Felipe, professor da Rede Municipal de Taubaté. Venho aqui pedir um aparte. Nós servidores da cidade estamos em greve desde o dia 2 de junho reivindicando reposição salarial, né? Fazer um breve preâmbulo aqui, né? Taubaté no início dos anos 2000 chegou a ter um dos maiores salários de professor do Brasil. Relatos, né, dizem que o salário inicial ali para 40 horas chegava a 10 salários mínimos e hoje os professores aposentam aqui com a média de 5 salários mínimos porque ao passar dos anos, né, diversos governos de direita, né, PSDB, MDB, Taubaté é uma cidade muito conservadora, foram destruindo o serviço público da cidade com terceirizações, precarizações, falta de reajuste, né? A gente não fala nem aumento, a gente fala em reposição, né, da inflação, reajuste. E chegou ao ponto de que após a pandemia, a defasagem salarial dos servidores da cidade já passa de 22%. Eis que no ano passado, a atual diretoria do sindicato conseguiu fazer com que a antiga diretoria convocasse eleições, que era algo sempre muito difícil. Sindicato ficava sempre na mão da prefeitura. E elegemos uma chapa de servidores que desde então vem lutando pelas melhorias para categoria. Essa chapa foi aceita e pautou principalmente ali uma campanha salarial. Essa campanha salarial, mesmo diante desses 22%, preocupou-se em solicitar para prefeitura uma reposição de 9,4% referente aos últimos 2 anos em que não houve dissídio, 2025/2026, já sob a atual gestão do prefeito do Partido Novo, Sérgio Vitor. A prefeitura, em 2 reuniões, propôs 0% de reajuste. Então foi deflagrada a greve que ocorre desde o dia 2. Na última sexta-feira, a prefeitura reuniu-se novamente com sindicato e propôs um ridículo reajuste de 1% em janeiro de 2027. Aumento não, reajuste, mais 1,5% em março de 2027. Ou seja, considerando a inflação de 2025, 2026 e uma possível, né, inflação até o ano que vem de aproximadamente 15%, a gente teria uma reposição de 2,5%. E estamos nesse impasse, né, enquanto a prefeitura faz uma narrativa de austeridade com os gastos, de pagamento de dívidas, de culpabilização de prefeitos antigos, a gente vê na prática terceirizações acontecendo a rodo na cidade, aditivos de contratos, gastos desnecessários, e na verdade uma falta de vontade política do Partido Novo em valorizar os servidores, já que é um partido que trabalha ia no sentido contrário, que ia com o desmonte do serviço público. Hoje há uma conciliação na justiça e continuamos aí no aguardo dessa definição. É mais ou menos essa a nossa história. Obrigado, valeu.
Cristiano Botafogo:Acabou? Não, acabou assim, acabou, acabou, acabou, porra, acabou!
Voz O:Beijinho, sigamos com muito amor e poesia.
Cristiano Botafogo:Houve a voz do Silperinho.
Voz A:A boca é um ano da face. Varanda do povo.
Cristiano Botafogo:Lexotan não se toma na veia.
Voz A:Essa porra é maconha? Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado Quer dizer, é seu amigo, o Bolsonaro sendo atropelado.
Voz D:Tô de acordo.
Voz A:Fazer as pessoas passarem fome. É isso.
Voz G:Cenoura, cenoura.
Voz A:Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma? 200 baseados.
Voz G:Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado.
Cristiano Botafogo:Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio.
Voz A:Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda Causava virilha, hoje nem isso, coça mais. Pega sua Toyota, empurra dentro do seu cu. Um Opalão, um Chevette, um Gol bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você? Lixo, arrombado.
Cristiano Botafogo:Vai entrar o grosso.
Voz A:O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau.
Voz G:Eu sou especialista em pau.
Voz D:É a piroca.
Voz A:Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica.
Cristiano Botafogo:Também Também entra?
Voz A:Cadê os machos? Eles têm um pênis pistolão bonito, né? Há controvérsias!
Paulo Figueiredo:Contêm ovos...
Voz K:Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus.
Voz A:95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Ano—
Cristiano Botafogo:Os galináceos têm pênis... Tem graças final não, né?
Voz A:Desculpa. Desculpe.
Voz C:Desculpe.
Voz O:Desculpe.
Voz A:Desculpé. Espera um pouco, querido.
Voz D:Pera só mais um pouquinho.
Voz O:Só um minutinho.
Voz A:Estamos esperando aí.
Cristiano Botafogo:Calma, calma, calma, relaxa.
Voz A:Pronto, tá bom, pronto, era isso.
Cristiano Botafogo:Acorda, vagabundo, acorda, acorda!
Voz A:Obrigado, minha gente, Deus proteja a todos, sejam felizes, um abraço, Deus proteja a todos!
Ailton Krenak
Bonde
Circo Voador
Medo e Delírio a Festa no CircoEspaço 512
Medo e Delírio Festa Porto Alegre