II - 2026.37 (COM TRADUÇÃO) - Sobre imigrantes, nazistas e alienígenas
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- Crítica a Crimes de Guerra IsraelensesUso de mísseis com fragmentos de tungstênio · Fósforo branco · Estados Unidos · Israel · Oriente Médio · Líbano · Gaza
- Governo Trump e ImigrantesRetórica nazista sobre imigrantes · Trump · Alemanha anos 30 · Ku Klux Klan · David Duke
- Plano para Mahmoud Ahmadinejad no IrãMahmoud Ahmadinejad · Ayatollah Khamenei · Irã · Estados Unidos · Israel
- Palantir e o Manifesto da EmpresaPeter Thiel · Alex Karp · Tecnologia militar · Tecnologias de vigilância · Destino Manifesto · Desnazificação da Alemanha
- O Papel do Centrão na Política BrasileiraPolarização afetiva · Comunismo como inimigo artificial · Golpe de 64 · Flávio Bolsonaro · Daniel Porcaro
- Falsificação Histórica e OrientalismoGuerra de 5.000 anos no Levante · Colonialismo · Apartheid · Genocídio · Orientalismo
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- Masculinidades Saudáveis e Ciclos de ViolênciaTrabalho dos Homens: Como Interromper Ciclos de Violência · Caixa do homem · Paul Keevil · Maria da Penha · Sueli Carneiro
Cristiano Botafogo:Central 3. Esse episódio aqui é um oferecimento do bonde. Thank you! Esse é um daqueles episódios com e sem tradução. Essa é a versão com tradução. Se você quiser a outra versão, vai lá no nosso feed. E agora, bora pra abertura.
Voz B:O dado que mais me chamou a atenção foi o de que míseros 12% dos entrevistados disseram que os áudios de Flávio Bolsonaro pedindo R$134 milhões a Daniel Porcaro diminuem sua disposição de votar no senador. Para assombrosos 76%, O duelo entre Flávio e Borcaro não muda a decisão de voto, seja ela de votar nele ou de não votar. Bom, depois disso ainda teve ameaça de novo do Tarifaço e ataque ao Pix, e a diferença dele pro Lula segue na casa dos 6 pontos no segundo turno, apontada pelas pesquisas anteriores, a mesma. Essa imobilidade, essa calcificação das escolhas políticas, é quando nem um evento dessa magnitude, a revelação de uma ligação direta de um dos candidatos com o protagonista da maior fraude financeira do país, quando nem isso altera a intenção de voto nele. Em qualquer outra situação, um escândalo dessa proporção seria fatal para a candidatura, porque o que importa é o apego ao polo. E no caso da polarização afetiva, que é a que a gente está vivendo, o ódio, o desprezo ao polo de lá.
Voz C:Antes da polarização, o que aconteceu foi uma politização da sociedade brasileira. A última vez que houve uma politização dessa dimensão, dessa ordem, foi naqueles anos imediatamente anteriores ao golpe de 64. Uma politização que se dava numa polarização. O que nós temos hoje é uma politização, estou de pleno acordo, nossa sociedade nunca foi tão politizada desde 64, mas uma politização em níveis muito rebaixados, diferentemente do que aconteceu naqueles anos anteriores ao golpe. Porque quando esse cara fala Lacerda, ele tá significando um projeto de nação. Quando ele se insurge contra esse nome, isso tá significando um outro projeto de nação popular democrática. Então a polarização se dava em torno de questões reais, em questões que diziam respeito ao futuro do país. Atualmente não, é em cima de falsas questões. A extrema-direita inventou um inimigo que não existe, que é o comunismo, né? O Lula vai implantar o comunismo. Então, nesse sentido, é uma polarização, não falsa, porque ela é real, mas em cima de uma falsa agenda, de uma agenda artificial, melhor dizendo, do que falsa, né? Então, caberíamos nós repolitizar a política, politizar a política. A política tá muito despolitizada. A sociedade está politizada, mas em níveis muito rebaixados de agenda. Então, claro, porque acho que era requalificar a qualificação na política, Anderson, que nós temos lamentavelmente falhado no que diz respeito a essa urgência.
Voz D:Medo e Delírio em Brasília.
Cristiano Botafogo:Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto eu sou Cristiano Botafogo. Você viu a Fernanda Torres? Cristiano, seu lixo!
Voz E:Cristiano, seu lixo!
Cristiano Botafogo:Calma, verme maldito! E aí, e o Brasília Depressão, como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Brasília, beijo para eles.
Voz E:Medo e Delírio é o programa aqui, pô, mano.
Cristiano Botafogo:Meio duvidoso, né?
Voz E:Eu não ouço Medo e Delírio.
Cristiano Botafogo:É escrito por Pedro Doutro, meu queridíssimo Um beijo pro Pedro D'Alto. Pedro D'Alto?
Voz G:Pedro D'Alto?
Cristiano Botafogo:Todo mundo sabe quem é!
Voz E:Parabéns a toda a equipe de roteiro.
Voz H:E um beijo pro Pedro D'Alto.
Voz D:Pedro, beijo D'Alto.
Cristiano Botafogo:Eu consegui descobrir quem está por trás do medo e delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 37 de 2026. Ah é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva. Bora! Bora! Bora! Sobre imigrantes, nazistas e alienígenas. Caralho, cuzão. Tamo de volta, senhoras e senhores. Tô com a voz um pouquinho prejudicada hoje, mas vamos que vamos. E dois avisos rápidos. Alô, povo do Rio de Janeiro! Dia 20 de junho agora, festa do Medo e Delírio no Circo Voador, com DJ Thaia Pitaya, Biotri, Cumbia Combo Fuego, com Minty Ogarra Mony, Afro Ribeirinhos e Leto. E ainda tem Benegão Bota Som e a mixtape do Medo e Delírio, mas ficou completamente irrelevante no meio dessa galera toda aí. Vá fora, seu Medo e Delírio, em Brasília! Os ingressos estão lá na Eventim. Você pesquisa no Google: festa Medo e Delírio Circo Voador, que vai aparecer. O link também tá no descritivo do episódio aqui. E segundo aviso: alô, galera de Porto Alegre! Dia 26 Dia 7 de junho, agora sábado, no Espaço Cultural 512, vai ter o lançamento do livro Juízo Final, da Gabriela Biló, do qual esse que vos fala participou humildemente. Um evento aberto para todo mundo. Aí, na sequência, lá também no Espaço Cultural 512, só que agora um evento fechado, vai ter a festa do Medo e Delírio em Brasília. E aí vai ter DJ Matias Pinto, pois é, ele mesmo do Xadrez Verbal, La Cumbia Artificial, Latin Jambu e DJ Bruna Machado. Além da, de novo, depois dessa galera toda aí, irrelevante mixtape do Medo e Delírio. Os ingressos estão no site do Espaço Cultural 512, espaço www.tudoemdois.com.br. Navega lá que você acha. Lembrando que o lançamento do livro é aberto pra todo mundo. Mas aí é festa, como a gente ainda não ganhou na Mega-Sena, a gente tem que cobrar ingresso pro rolê se pagar. Mas agora sim, vamos seguir. Bora seguir com mais um episódio gringo, hein. E antes de falar da guerra lá no Oriente Médio, bora falar do remake nazista a cargo do governo dos Estados Unidos. Peter B. Hagseth, secretário de guerra dos Estados Unidos da América, agora fará suas declarações. No, God, please, no!
Voz I:Desculpe.
Cristiano Botafogo:Caralho, a gente tá bem, hein. Num episódio é marcha pra Jesus, no outro é o Pete Hagseth discursando. Dose segura de crack. Obrigado por estarem aqui para comemorarem o 82º aniversário, 82 anos do Dia D. Bom, estamos na Normandia, senhoras e senhores, aniversário do Dia D, e lá tá um ex-apresentador desimportante da Fox News representando os Estados Unidos. Que fase! O nome disso só pode ser declínio do império. Isso não é meramente um local de descanso, é um monumento ao espírito inabalável do guerreiro americano. Um testemunho dos sacrifícios supremos que nossos guerreiros fizeram para libertar um continente inteiro das garras da tirania. Pois aí o Hegseth tem uma tara com a palavra warrior. Guerreiro em português. Guerreiro! Não somos mais defensores, somos guerreiros. Guerreiros! Prontos para lutar contra o inimigo e quebrar a determinação deles. A história está assistindo. Por isso que a Secretaria de Defesa virou uma Secretaria da Guerra! No Departamento de Defesa estamos fazendo 3 coisas críticas sob a direção dele. Número 1, estamos restaurando o ethos do guerreiro. Guerreiro! Aí, o grito que o cara dá atrás é muito bom essa. Estamos voltando aos princípios. Não somos uma faculdade ou uma universidade. Não estamos interessados no seu lixo woke e no seu politicamente correto.
Voz G:Ah, porra!
Cristiano Botafogo:Isso parece maluco, porra! Não existe o politicamente correto. Pois é, uma plateia de militares foi à loucura. Que merda, hein? Bom, e o ethos do guerreiro idealizado pelo Hegseth, tal qual idealizado por ele, deixa de fora negros e mulheres, por exemplo. O Hegseth não pode ver um negro ou uma mulher prestes a ser promovido nas forças armadas que já vai cancelando a promoção. Por que será? Volta pra Normandia. Dark forces had swept across the continent. Forças sombrias haviam se espalhado pela Europa. Hitler vangloriava-se que sua muralha do Atlântico era impenetrável, mas o nosso inimigo cometeu um erro de cálculo fatal. Eles subestimaram a vontade inabalável do combatente americano. Ao lado das bravas forças da Grã-Bretanha, Canadá, França, Noruega e Polônia. Mas quem mais? Quem mais que tinha? Quem mais que pode ser? E nossos outros aliados capazes e firmes. Mano, corra, rapaz! Fará óbvio que o Hegseth não ia mencionar a União Soviética, né? Nem os seus espantosos 24 milhões de soldados mortos na Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos perderam 420 mil pessoas. Nos anos que se passaram desde essas praias, grande parte do Ocidente, em alguns lugares, em alguns setores, em algumas capitais, acomodou-se. Esquecemos que a liberdade não é de graça. Essa eu quero ver. Não, não quero ver, não. Esquecemos que a liberdade não existe por mero desejo. Ela é comprada com propósito, com honra e com força. Os homens que desembarcaram nessas praias sabiam disso. A pergunta que nos fazemos é: nós sabemos? Mais uma vez, o governo Trump ofendendo os anfitriões europeus. De novo, caralho! E se preparem. Infelizmente, hoje, várias praias europeias são invadidas por ideologias perigosas. O Rex está dizendo que há 82 anos teve uma invasão, o início de reocupação, mas agora tá tendo outra invasão, só que de imigrantes. Vocês lembram quando Trump se referiu assim a esse problema, né? Tá envenenando o sangue do nosso país. Estão destruindo o sangue do nosso país. Isso que estão fazendo, destruindo o nosso país. Não gostam quando eu digo isso. E eu nunca li Mein Kampf. Dizem que o Hitler disse isso. Ah, mas de uma forma muito diferente. Pois é, uma retórica incrivelmente nazista, né? Pois é, segundo Hitler, o sangue judeu envenenava a nação ariana. E a retórica do Trump pros imigrantes é igualzinha. As semelhanças são absolutamente espantosas, porra. Tamo falando de um presidente que se recusou a condenar o apoio da Ku Klux Klan a ele, porra. Não sei nada sobre David Duke. Não sei nada sobre o que você tá falando. Supremacia branca ou supremacistas brancos. Eu não sei, eu não sei. Ele me apoiou? O que que aconteceu? Que eu não sei nada sobre David Duke, eu não sei nada sobre supremacistas brancos. Vota para o Brexit. Praias na Espanha, na Itália, na Grécia e na Bulgária, barcos e homens chegam. Quando as capitais europeias vão fazer algo a respeito dessa invasão? Hoje já é tarde demais. Alguém na Alemanha nazista deve ter feito a mesma pergunta 8 décadas atrás. I pray not. I pray not. Rezo para que não e acredito que não. Os homens que lutaram e morreram aqui devolveram a liberdade à Europa. Essa liberdade deve ser mantida por essa geração de líderes e combatentes, ou aquilo por que lutaram terá sido meramente temporário. O Hegseth criticou seus anfitriões e ainda comparou os imigrantes aos nazistas. Imagina, o nazismo foi uma máquina de matar gente em escala industrial. Aí o arrombado do Hegseth compara os nazistas aos imigrantes. Cês têm noção do quão louca que é essa comparação? Porra, é um desrespeito não só aos imigrantes como a todas as vítimas do nazismo. Como nosso grande presidente Ronald Reagan disse: "Acabou, acabou, acabou. Já tá desvirtuando já." A verdade é que seria bastante verossímil que fosse pior, que esse maldito aí citasse o Nixon. "When the president does it, that means that it is not illegal." Teu cu! Mas acabou o Hexer, ninguém aqui vai nem precisa saber que porra de merda o escroto do Reagan falou. Mas infelizmente não acabou esse remake nazista. Bora pro M Guessing no New York Times, no dia 5 de junho. Eles caminham entre nós. As letras verdes brilhantes emergem de forma sinistra contra um fundo escuro. Acima deles flutuam as palavras alienígenas e desclassificados, sugerindo a liberação, a muito esperada em alguns cantos da internet, de arquivos secretos do governo relativo a extraterrestres. E o governo Trump realmente liberou alguns arquivos sobre OVNIs recentemente. Sabe como é que é, né? Tem que distrair o pessoal do caso Epstein. E o Trump tá caprichando, liberou arquivo sobre OVNI, entrou em guerra com o Irã. Lentamente, de forma provocante, mais texto aparece. Por 60 anos, o governo dos Estados Unidos guardou um segredo rigidamente protegido. Então, a grande revelação não é o trailer de um filme de terror, é uma página da internet da Casa Branca postada na última quinta-feira. Caralho! Você olha para barra de endereço e tá lá: whitehouse.gov/aliens. Aí, caralho, cara, porra, a decadência do império tá completamente descaralhada. E as criaturas assustadoras em questão não são extraterrestres, são o outro tipo de aliens, o tipo imigrante, o tipo caçado pelo ICE. Caralho! Abre aspas: Alienígenas têm caminhado entre nós, vivendo em nossos bairros e interagindo conosco em nossas vidas diárias. Fecha aspas. Anuncia a página. Abre aspas: Eles fizeram compras nas mesmas lojas, frequentaram as mesmas salas de aula que nossos filhos e viveram existências humanas aparentemente normais. Fecha aspas. Essa é a piada. Seres humanos são descritos como invasores não humanos. Fascismo mais A conversão troca. Puta que pariu, Marquinho! Parafraseando o governador Jorginho: "O senhor tá apoiando um governo que é fascista e que se demonstrou antidemocrático." Mas de mão limpa, né? Governo Trump é fascista, mas engraçadinho. Bota uma dentadura no cu e ri pro caralho! Grotesco, aterrorizante e juvenil. É como Ernesto Verdeja, um especialista em prevenção de genocídios da Universidade de Notre Dame, descreveu isso pra mim: "É difícil escrever sobre esses gestos. A feiura não é disfarçada. Então, o que há pra dizer?" Então essas declarações passo absurdo em passo absurdo mudam o mundo em que vivemos. Com frases como "Eles não pertencem a esse lugar" e "Deportem todos eles", a página me pareceu um incitamento para que os americanos cometam atos de violência contra imigrantes. Não é eu autorizo, não. É o que eu posso fazer pela minha pátria. Mas Benjamin Valentino, professor de governo no Dartmouth College, pensa que o objetivo da página não é fazer os americanos agirem, é fazer com que eles não façam nada. Enquanto o governo executa sua campanha de crueldade contra milhões de pessoas que estão apenas tô tentando viver em paz. Abre aspas: "Eles querem que a maioria da população vire as costas", fecha aspas, disse ele. Abre aspas: "Isso é tudo o que é necessário", fecha aspas. E ai de você se você tentar impedir ou filmar. E a vileza tá bela com a estupidez. Quando a página entrou no ar, o American Immigration Council, o Conselho Americano de Imigração, uma organização de defesa pró-imigração, por acaso estava realizando um encontro de especialistas em dados. Os participantes acharam que tinham visto algo interessante. Abre aspas: "A página é mal escrita, "Mal desenhada e, no entanto, estranhamente transparente sobre algumas coisas a respeito das quais o governo não tinha sido transparente antes", disse-me Aaron Reichlin Melnick, membro sênior do Conselho. Parecia que o mapa era baseado em dados brutos de prisões do ICE, informações que o governo manteve em segredo em sua maior parte desde o início do atual mandato do presidente Trump. Transparência acima de tudo. Pois é, aí nessa palhaçada fascista, o governo abriu os dados do ICE que ele escondia. Essa porra é sketch, mano. O mapa é possivelmente o melhor documento até o momento sobre a escala da campanha do ICE, a qual, como ele mostra, tem feito estragos não apenas em grandes cidades, mas também em pequenas cidades, onde às vezes é menos visível. Mas, aro tudo, o que eles têm de vileza eles também têm de burrice. Mas antes do próximo tópico, quem é ouvinte do Medo e Delírio já tá ligado no nosso novo parceiro, né? Esse episódio aqui é um oferecimento do Bond. O Bond é uma plataforma que conecta formação política e ação coletiva para aprender a se organizar lutar e agir junto por mudança real. E a luta pelo fim da escala 6x1 não acabou. Infelizmente. Depois da vitória na Câmara, foi para o Senado. E o Alcolumbre já avisou que vai fazer tudo com muita calma. Não pode, cara. E é aqui que entra o Bonde. Em parceria com o movimento VAT, Vida Além do Trabalho, o Bonde já mobilizou centenas de milhares de pessoas nas redes e nas ruas. Teve até projeção no show da Shakira. E a pressão funcionou. E aqui que entra você. Entra aí no site fimdascalas6x1.com, fimdascalas6x1.com 3x1.com para pressionar o Alcolumbre a botar a PEC em pauta. É muito rápido, em 5 segundos você envia um e-mail direto para ele. Ah, e continua acompanhando o Vamo de Bonde no Instagram para ficar atualizado. Eu já deixei minha pressão lá. E você? Sobre terrorismo de Estado. E lá vamos nós para o Oriente Médio para falar da guerra. Vamos começar falando de crimes de guerra, de terrorismo de Estado. E quem fala a seguir é um jornalista do New York Times. E o que fomos capazes de estabelecer com base em imagens de satélite, vídeos, ou seja, todas as mesmas coisas que usamos em nossas investigações, é que os Estados Unidos implantaram 3 novos mísseis que nunca haviam usado em combate antes. E é basicamente um míssel que explode acima do solo e dispara 180 mil fragmentos de tungstênio em todas as direções. Em inglês eles usam a palavra pellets, que são pequenos cilindros de material metal pesado. Nesse caso, tungstênio. Imagina aí, 180 mil pedacinhos de tungstênio voando por aí. 3 mísseis com 180 mil pedacinhos de tungstênio voando por aí. Não é uma arma que você queira usar em cima de uma área residencial, porque você vai perfurar, você vai botar esses fragmentos de tungstênio em tudo que tiver no caminho. Mas 3 desses mísseis explodiram exatamente em cima de uma área residencial, incluindo um ginásio de esportes onde um time de vôlei feminino estava Não só isso, também tinha um time masculino treinando futebol. Fomos capazes de estabelecer que 21 civis morreram. E o que é mais impressionante é que isso recebeu muito menos atenção, mas os Estados Unidos negaram qualquer responsabilidade por isso e fizeram a mesma coisa. Disseram que na verdade o que você está vendo no vídeo não é um míssil americano, é um míssil iraniano. Então eles jogaram a culpa de novo em cima do Irã. E assim como no caso da escola, os Estados Unidos mataram crianças. A culpa, claro, é do Irã. No primeiro dia de guerra, os Estados Unidos mataram 168 meninas. O Trump prometeu investigação e obviamente não tem investigação nenhuma. Sobre Israel, a gente podia dedicar todos os episódios daqui até o final do ano, mas ainda faltaria espaço pra tanta vileza. Bora pro Damian Gale, no Guardian, no dia 25 de março. Quando o projétil de artilharia de 155mm da série M825 explode, expelindo suas cunhas de feltro contendo fósforo branco, ele deixa uma fumaça distinta em formato de articulação de dedos. Foi assim que os pesquisadores da Human Rights Watch disseram que foram capazes de verificar que Israel estava usando novamente a notória arma sobre o sul do Líbano, reacendendo as acusações de que está violando as leis de guerra. Pois é, ao que parece, Israel nunca respeitou as leis de guerra. Dá para falar isso com tranquilidade. São décadas de terrorismo de Estado. O grupo de direitos humanos baseado em Nova York disse que verificou e geolocalizou 8 imagens que mostram munições de fósforo branco explodindo no ar sobre áreas residenciais na cidade de Yomur, no sul do Líbano, nos dias iniciais da ofensiva de Israel durante a guerra em Gaza. É o quê? Vale tudo nessa merda? Pra Estados Unidos e Israel vale qualquer merda? 180 mil pedacinhos de tungstênio, fósforo branco. Desde então, mais vídeos surgiram pretendendo mostrar munições de fósforo branco explodindo sobre o sul do Líbano, e pesquisadores dizem que com 800 mil libaneses deslocados da região após as forças israelenses ordenarem que saíssem, muitos outros usos podem ter ficado sem documentação. E não é um caso ou outro isolado não. Ahmad Beidoun, arquiteto e pesquisador de doutorado da Delft University of Technology, na Holanda, documentou e mapeou quase 250 usos de fósforo branco pelas forças israelenses entre outubro de 2023 e novembro de 2024, a última vez que lançaram um ataque em grande escala contra o sul do Líbano. Beidoun, que disse que sua contagem era uma ativa conservadora descobriu que 39% dos usos foram em áreas residenciais, 17% em terras agrícolas e 44% em terrenos florestais ou abertos. De acordo com um relatório da organização sem fins lucrativos libanesa Public Works Studio, o fósforo branco foi usado para queimar mais de 2.000 hectares no sul do Líbano, abre aspas, incluindo 873 hectares de floresta densa com eucaliptos e vastas áreas cobertas por carvalhos e pinheiros. E o objetivo é óbvio. O fósforo branco também pode permanecer oculto no solo e entrar em combustão espontaneamente quando descoberto por agricultores, representando uma ameaça contínua se a população do sul do Líbano puder retornar para suas casas. E é muito difícil apagar fogo de fósforo branco, hein? E os efeitos também podem ser sistêmicos, alertou o relatório, uma vez que ataques repetidos de fósforo branco saturam o solo com ácido fosfórico, "com metais pesados tóxicos como cádmio, chumbo e zinco". Juntos, informou o relatório, esse acúmulo "pode reduzir a diversidade microbial, esgotar a fertilidade do solo e diminuir a produtividade agrícola". É assim que se mata um povo, é assim que se mata um país. Bora com a Sanjana Varghese, no dia 6, no New York Times. O Times fez perguntas aos militares israelenses sobre o uso de fósforo branco em Nabatiyeh, Qlaia, Qiam e Tiro, em 4 instâncias específicas. Científicas e forneceu as coordenadas para esses incidentes. Os militares israelenses não comentaram sobre esses incidentes. Nós queremos transparência. E sim, eles se deram o trabalho de negar. Um relatório da Human Rights Watch em 2009 descobriu que os militares israelenses haviam usado repetidamente essas munições sobre partes densamente povoadas de Gaza. 4 anos depois, após pressão internacional de organizações de direitos humanos, os militares israelenses anunciaram que reduziriam significativamente o uso de ouro branco. Pois é, e no ataque dessa quarta-feira, os Estados Unidos atingiram um reservatório de água, o que é só mais um crime de guerra para coleção do Trump. Ah, e foi revelado o grande plano de Estados Unidos e Israel lá nos primeiros dias da guerra. Isso só pode ser esquete de comédia. Isto é um esquete. Bora para Mark Mazzeri, Julian E. Barnes, Farnaz Fassihi e Ronan Bergman, no dia 19 de março, no New York Times. Dias após os ataques israelenses matarem o líder supremo do Irã e outras autoridades de alto escalão, nas salvas de abertura na abertura da guerra, o presidente Trump refletiu publicamente que seria melhor se alguém de dentro do Irã assumisse o país. Acontece que os Estados Unidos e Israel entraram no conflito com alguém em particular e muito surpreendente em mente: Mahmoud Ahmadinejad, o ex-presidente iraniano conhecido por suas visões de linha dura anti-Israel e anti-americanas. Rapaz! E olha só como esse podcast é elegante. Graças ao nosso amigo Caio Almendra, a gente teve a generosa participação do jornalista Shamus Jeff Zelly, um dos roteiristas do podcast Superstructure. O plano para instalar Ahmadinejad no poder realmente vem só de uma fonte, a reportagem do New York Times. Mas ela é tão anormalmente detalhada que estou inclinado a acreditar que há algum grau de verdade nisso. Pois é, não só o James, mas também o jornalista Spencer Ackerman inicialmente apontou a mesma dúvida sobre a história e a mesma irresistibilidade Irresistibilidade. Bora pra ele, Spencer Ackerman, no dia 20 de maio, no Forever Wars. O New York Times reportou algo sobre a guerra no Irã que eu simplesmente não consigo acreditar que seja verdade. A ideia de que isso possa de alguma forma ser verdade está fazendo meu cérebro vazar pelas narinas. Estamos falando de uma empreitada tão absurdamente insana, cínica e com uma reviravolta ideológica tão grande que possui uma certa irresistibilidade. E se essa história tiver algum fundo de verdade, Netanyahu e Trump iam transformar aquele cara no próximo líder do Irã. E isso é uma a cada nível, última página de A Revolução dos Bichos. Ó, para ser mais irônico, só se eles ressuscitassem o Khamenei e metessem ele de volta no poder. Volta para o xêmez. Essencialmente, o que ele propunha, pelo menos pelo lado israelense e dos Estados Unidos, era que Ahmadinejad, que estava em Teherã, e tinha um problema meio que de guarda-costas, meio que de vigilância direta com os seus movimentos limitados, pelo menos nos últimos anos. A ideia era de que um ataque aéreo eliminaria esses guardas e Ahmadinejad, por uma série de eventos, seria capaz de liderar uma nova administração iraniana após o assassinato de Khamenei. E aparentemente Ahmadinejad estava ciente desse esse plano. Ele havia sido informado sobre esse plano. No entanto, assim que o ataque aéreo acontece, Ahmadinejad é ferido e deixa de apoiar o plano. E os Estados Unidos não parecem ter nenhuma ideia real de quem mais poderia substituí-lo. E não existe nome mais absurdo do que o Ahmadinejad, né, Caio? Bora ver o Caio aumenta.
Voz D:O Khamenei já tem o currículo típico do regime iraniano, significa que ele participou da Revolução Iraniana em 79 como estudante, depois ele entrou na Guarda Revolucionária para defender o Irã da invasão do Iraque, o Iraque invadiu apoiado pelos Estados Unidos, e depois ele tirou um doutorado, dessa vez no caso dele em engenharia. Em 2005 ele se tornou, depois de ter sido prefeito de Teherã por 2 anos, ele se tornou presidente do Irã. O presidente do Irã ele é quem governa o dia a dia do Irã, o líder supremo tem um poder mais geracional, por assim dizer, Ele tem as decisões maiores. Como no governo do dia a dia, as medidas que ele tomaram foram de desenvolvimentismo, muita preocupação com a questão da pobreza, populismo, em especial diante do impacto das sanções americanas. E outra coisa que ele fez simultaneamente foi: ora, vamos pressionar contra as sanções. E a melhor forma de pressionar contra as sanções é: vamos avançar o programa nuclear iraniano, ameaçando fazer essa arma nuclear. Para colocar os Estados Unidos dentro das mesmas negociações. Isso não deu certo e, pelo contrário, isso fez o Irã, em especial, ser visto como inimigo. Outro problema claro foi que, com a invasão do Iraque, que é um país de maioria xiita, você acabou fazendo muitos xiitas resistirem à presença dos Estados Unidos na região. Isso acabou sendo colocado na conta do Irã. Em parte, o Irã também apoiava esses grupos xiitas, que, como uma forma de projeção do seu poder. E aí, claro, ele também mantinha uma retórica populista bastante autoritária. Ele tinha declarações antissemitas, negacionismo do Holocausto, etc.
Cristiano Botafogo:Ahmadinejad era o líder que mais negava o Holocausto e foi esse cara que Israel escolheu para tocar o Irã, no caso disso tudo aí ser verdade, né?
Voz D:Depois, em 2008, um pouco, 2009 ali, um pouco depois, já no seu segundo mandato, ele rompe com Ayatollah Khamenei, o pai, né, aquele que foi morto no início dessa guerra do Irã, e entra em desgraça. E lá o líder supremo escolhe quem pode se candidatar, quem não pode. Então ele tenta se candidatar todas as eleições seguintes, a presidência, nunca mais é aceito. A sua popularidade, que foi alta em algum momento por conta da relação com os pobres e uma política desenvolvimentista, vai caindo com o tempo, mas ainda existem pessoas que o apoiam por conta dos sucessos econômicos do seu governo, relativos. Então é por isso, provavelmente é por isso, por esse apoio popular, é que os Estados Unidos pensaram na armadilha de jato como alternativa. Mas na época que ele foi governante, há 20 anos atrás, ele era pintado como um dos maiores vilões do mundo pelo próprio Estados Unidos.
Cristiano Botafogo:E continuando essa maldita e outro sketch, nos últimos dias de maio, Trump fez um de seus posts mais inacreditáveis. E tem tudo a ver com o que a gente falou no último episódio sobre essa triste figura. Porque o Trump enfiou na cabeça que é um dos grandes personagens da história mundial. Um Alexandre o Grande do século 21. E aí ele precisa desesperadamente convencer o mundo dessa merda. Bora pra cabeça do Trump?
Voz I:As negociações com a República Islâmica do Irã estão avançando muito bem.
Cristiano Botafogo:Bem, bem, bem. Mr. Launch, Mr. Launch, pink.
Voz I:Boom, boom, boom.
Cristiano Botafogo:Aí o Trump segue falando que discutiu no sábado com os líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein e— Boom, boom, boom.
Voz I:Eu afirmei que depois de todo o trabalho feito pelos Estados Unidos para tentar juntar as peças desse quebra-cabeça cabeça, tão complexo. Deveria ser obrigatório que todos esses países no mínimo assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão.
Cristiano Botafogo:"Cê é maluco, é? Ou você é idiota, ué?" Esse aí é um acordo que o Trump promoveu em 2020, Acordos de Segurança de Israel com Emirados Árabes e Bahrein. O Sudão assinou depois. E curiosamente, Emirados Árabes e Israel tão por trás da brutal guerra civil no Sudão. E o apoio israelense vai além de inteligência, armas e equipamentos, hein? Bora pra uma matéria não assinada no Quds News Network no dia 11 de novembro do ano passado. Observadores dizem que as forças de apoio rápido começaram a espelhar a linguagem e as táticas de Israel usadas em Gaza, enquadrando a violência em massa como necessidade militar. Pois é, muito cruel.
Voz I:Volta para a cabeça do Trump: esses países discutidos são Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e já é um membro. Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein já é um membro. Pode ser possível que um ou dois tenham um motivo para não fazê-lo, e isso vai ser aceito, mais ou menos, mas a maioria deve estar pronta, disposta e capaz de tornar esse acordo com o Irã um evento muito mais histórico do que seria de outra forma.
Cristiano Botafogo:O Trump tá pouco se fodendo pra eleição, vide a guerra se arrastando e a inflação fodendo com os americanos. Ele tá preocupado com os livros de história.
Voz I:Um evento muito mais histórico do que seria de outra forma.
Cristiano Botafogo:E volta pra cabeça do Trump. Isso trará poder, força e paz para o Oriente Médio pela primeira vez em 5 mil anos. Atenção para tudo, para tudo. Para! Peraí, vinhetinha pra gente saber que saiu da cabeça do Trump. Agora sim. Porra, 5 mil anos? Ah, vai te tomar no cu, rapá. Porra, a gente ficou tão puto que a gente pediu outro áudio pro Caio Almendra.
Voz D:Região do Levante vive em guerra há 5.000 anos é uma falsificação histórica, né? E pior, é uma falsificação histórica maliciosa, com objetivo político de defender colonialismo, apartheid, genocídio. Primeiro, assim, dizer que as guerras atuais ocorrem por ódios ancestrais despolitiza o conflito, que é moderno, é colonial, é territorial, tem a ver com as questões atuais e não qualquer coisa que tenha acontecido com uma sociedade muito diferente de 5.000 anos atrás. Depois, ela torna a guerra inevitável. Esse tropo de que tem 5.000 anos de guerra é um tropo antigo fascista, né, que é a guerra não tem alternativa, vai ter guerra, o que resta para a gente é vencer.
Cristiano Botafogo:E basicamente a retórica do Pete Hegseth.
Voz D:E por fim, uma visão muito orientalista, tem um certo chauvinismo ocidental. Tipo, a França e a Alemanha passaram milênios em guerra de um lado para o outro. A boa parte dessas guerras tiveram conteúdo religioso, mas ninguém vira e diz: não, a França e a Alemanha tem que voltar a se matar, é inevitável que uma guerra aconteça daqui a pouco. As pessoas só fazem isso com população de pele marrom. Mas acima de tudo, essa história é uma mentira, a mentira estatística. A região do Levante não é mais violenta que outras com geografia Tem milagre, tem vários povos e por aí vai. A região tem diversas religiões, mas todas as transições demográficas, todas as vezes que uma religião foi suplantada por outra, foram processos lentos que demoraram muitos séculos, tiveram muito mais uma questão de conversão do que de eliminação. A guerra fazia parte, mas nem tanto. Muitas vezes os povos conviveram pacificamente, tirando uma vez. Século 19, a população judaica da região do Levante era de 2,5% e a população islâmica era de 85%, a população cristã era de 8 a 10%. Em menos de um século, a proporção passou a 50% judeus, 50% árabes, que na verdade inclui aí tanto cristãos quanto islâmicos. E esse momento atual é que tá claro que o governo já é uma potência nuclear, quer que a proporção vire 100% judaica, e afirma isso em todas as redes sociais para quem tiver estômago suficiente para apertar traduzir de hebraico. E é por isso que ficam falando de 5.000 anos, para apagar o fato de que não é normal o que está acontecendo lá, é específico do momento atual, dos últimos 100 anos de história do Levante.
Cristiano Botafogo:Um abraço, pessoal. Valeu, Caio, brigadíssimo.
Voz I:De volta para cabeça do Trump: será um documento respeitado como nenhum outro que já tenha sido assinado em qualquer lugar do mundo.
Cristiano Botafogo:Baixa bola para caralho!
Voz I:Seu nível de importância e prestígio será incomparável. Deve começar com assinatura imediata pela Arábia Saudita e pelo Catar, e todos os outros devem seguir o exemplo. Se não fizerem, não deveriam fazer parte desse acordo, pois isso demonstra má intenção. Ao falar com vários dos grandes líderes mencionados acima, eles ficariam honrados assim que o nosso documento for assinado e ter a República Islâmica do Irã como parte dos Acordos de Abraão.
Cristiano Botafogo:Pois é, o cessar-fogo viraria um acordo de paz entre Israel e Irã. Totalmente drogado! E até o Trump sabe o quão insano é essa sugestão.
Voz I:Uau, agora isso sim seria algo especial!
Cristiano Botafogo:Pois é! O Trump espantou o próprio Trump! Uau! Este será um acordo mais importante que qualquer um desses grandes países— Mais países que estão sempre em conflito jamais assinarão nada no passado ou no futuro superará. Aí eu achei exagero...
Voz I:Portanto estou solicitando obrigatoriamente todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão e que se o Irã assinar seu acordo comigo como presidente dos Estados Unidos da América. Seria uma honra tê-los também como parte dessa incomparável coalizão mundial.
Cristiano Botafogo:Pois é, o idoso Trump tá despachando via postagem em rede social.
Voz I:Por meio da cópia dessa verdade, estou pedindo aos meus representantes que iniciem e concluam com sucesso o processo de inclusão desses países nos já históricos Acordos de Abraão.
Cristiano Botafogo:Obrigado pela atenção. Em relação a esse assunto. Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos da América. Pô, gente, vamos combinar que não é possível que tenha havido um declínio de império tão constrangedor quanto esse. Manifesto da Palantír. Esse tópico era pra ter saído antes do recesso, mas deu errado e vai cair como uma luva nesse episódio. Porra, seu medo e delírio em Brasília, pô. A gente já falou da Palantír por aqui, foi num episódio banhado em ácido estragado. Eu votei a favor das drogas. Titulado Medo, Delírio e o Anticristo, protagonizado pelo esquisitíssimo Peter Thiel. Você tem muitos investimentos na Palantir em tecnologia militar, tecnologias de vigilância, tecnologias de guerra e assim por diante, né? E vai aqui um adendo importante.
Voz J:Então a Palantir, ela não age apenas assim para repressão, para polícia, para exércitos, embora ela esteja envolvida, que nem mostraram no VT, todo tipo de abuso humanitário, todo tipo de genocídio que tem, vocês vão ter algum produto deles sendo Volta lá para o episódio banhado em ácido.
Cristiano Botafogo:E me parece que quando você conta uma história sobre o anticristo chegando ao poder e usando o medo da mudança tecnológica para impor ordem no mundo, eu sinto que o anticristo talvez estivesse usando as ferramentas que você, que você estava, que você estava construindo, certo? Que loucura! Tipo, o anticristo não diria: ótimo, sabe, não teremos mais progresso tecnológico. Mas eu realmente gosto diferente do que a Palantír fez até agora? Quer dizer, isso não é uma preocupação? Não seria essa ironia da história: o homem que se preocupa publicamente com Anticristo acidentalmente apressa sua chegada? Toma! Olha, tem todos esses cenários diferentes e obviamente eu não acho que seja isso que estou fazendo. Bom, Peter Thiel fundou a empresa com Alex Karp, e esse Karp aí é tão esquisito quanto o Peter Thiel. É difícil. O Bruno Natal do podcast Resumido generosíssimamente gravou pra gente um perfilzinho do Alex Karp.
Voz E:Oi Pedro, oi Cristiano. Bom, falar do Alex Karp é falar de um dos CEOs mais controversos do Vale do Silício. E o que a Palantir faz é um software de análise de dados pras agências de inteligência, agências militares, polícias. Hoje a empresa tá avaliada em mais de 380 bilhões de dólares. Ele tem doutorado em teoria social pela Universidade de em Frankfurt, ele não tem nenhuma formação técnica em tecnologia e fala barbaridades que nenhum outro CEO do setor fala.
Cristiano Botafogo:Isso é uma proeza difícil de dar conta, hein.
Voz E:Quando o jornalista da Wired perguntou pra ele sobre os competidores, ele falou: "Nossa competição é política. A esquerda woke e a direita woke acordam todo dia tentando descobrir como podem prejudicar a Palantir." Insuportável! E depois ele disse que o pensamento progressista é como se fosse uma religião pagã.
Cristiano Botafogo:Use drogas.
Voz E:Numa outra entrevista, quando o jornalista que ele disse "você acorda para vencer", o Karp corrigiu e falou, abre aspas: "Eu não penso em ganhar ou perder, eu penso em dominação." Que beleza!
Cristiano Botafogo:Gente, ele sabe como é que é, né? Afinal, ele é um guerreiro!
Voz E:Só isso aí já dá uma boa noção da filosofia do Alex Karp. Em março de 2024, depois que as ações da Palantir subiram quase 10% por conta de um contrato com o exército americano, ele falou para CNBC o que que ele achava de quem tava apostando contra "Quase nada deixa um ser humano mais feliz do que tirar as carreiras de cocaína de quem vende apostando na queda." E ele ainda completou dizendo que a melhor coisa que pode acontecer com eles é levar os traficantes deles até a porta de casa quando eles não conseguirem mais pagar as contas.
Cristiano Botafogo:"Bing, bing, bing, missile launch, missile launch, bing, krrr, boom." Numa palestra de lançamento do livro que ele escreveu, A República Tecnológica: Tecnologia, Política e o Futuro do Ocidente, que é a base do manifesto polêmico da Palantir, ele disse: "Adoro a ideia de pegar um drone e borrifar a urina com uma leve dose de fentanil nos analistas que tentam ferrar com a gente." "Procura um psiquiatra, você não tá legal." Devia estar igual o Elon Musk com o cu cheio de ketamina.
Voz E:Sobre o conflito Israel-Palestina, ele falou: "Os ativistas pela paz são ativistas pela guerra." E sobre os ataques militares ao Irã, ele falou: "Se observarmos a Operação Martelo da Meia-Noite, a Operação da Venezuela, Venezuela ou o que tá acontecendo no Irã, vemos uma sociedade totalmente dominadora e essa sociedade é a nossa. Fecha aspas.
Cristiano Botafogo:Caralho!
Voz E:É uma postura de troll de internet, só que com consequências bem mais graves do que um post cheio de ódio.
Cristiano Botafogo:O ataque às escolas no Irã que matou 168 meninas provavelmente usou software da Palantir, provavelmente usou a IA da Palantir. E aí entra o manifesto dessa empresa maldita.
Voz E:O manifesto manifesto de 22 pontos que a Palantir publicou e que acumulou 32 milhões de visualizações, é só um resumo dessas ideias gerais do Alex Karp.
Cristiano Botafogo:E nesse manifesto tem muito da arrogância estadunidense.
Voz J:Isso é uma coisa que tá desde a fundação dos Estados Unidos, eles, a questão do destino manifesto do país.
Cristiano Botafogo:É arrogante e prepotente.
Voz J:Ele é um país que tem essa missão civilizatória. Obtuso. País que tem esses valores sobre o qual ele é fundado. Mas quando o cara diz isso literalmente, tu vê assim, tá, ele não tá preocupado com lei, com ética, com moral, ele só tá preocupado em defender a sua pátria e ganhar muito dinheiro.
Cristiano Botafogo:Pois é, procura aí pelo manifesto. Vamos botar aqui só as maiores insanidades. O terceiro já é inacreditável: a decadência de uma cultura ou civilização, e de fato de sua classe dominante, só será perdoada se essa cultura for capaz de proporcionar crescimento econômico e segurança para o público. Começou mal. E só quem pode garantir isso é a Palantír, claro. Vamos voltar para o artigo do Spencer Ackerman no dia 20 3 de abril na Forever Wars: A integração de conjuntos de dados massivos é exatamente o que a interface de policiamento da Palantir, Gotham, e sua interface militar, Maven, foram projetadas para realizar. A Palantir trata isso como algo indissociável da capacidade das sociedades livres e democráticas de prevalecer. Volta pro manifesto: A capacidade das sociedades livres e democráticas de prevalecer exige algo além do apelo moral. Exige hard power, E o hard power desse século será construído sobre software. De volta de novo pro Forever Wars. Ainda assim, a interpretação do livro apresentada pela Palantir reflete o id da guerra ao terror. A única maneira de proteger os Estados Unidos, às vezes apresentados como o Ocidente, de um pacote misturado de ameaças que variam de ataques violentos à multipolaridade, é afirmar uma dominância militar desenfreada, nesse caso através da superioridade em inteligência artificial. Aqui é útil lembrar que a Palantir começou com um investimento de 2 milhões de dólares da CIA em 2004, quando a guerra ao terror era o princípio organizador do governo dos Estados Unidos. E a moral da história é essa aqui, ó. Bora pro Mike Masnick no TechDirt no dia 20 de abril. Um dos muitos problemas com o fascismo como estratégia de negócios é que ele só funciona se os fascistas permanecerem no poder indefinidamente. É uma posição ideológica lamentavelmente terrivelmente impopular, especialmente nos Estados Unidos, apostar em um cavalo temporariamente ascendente que não tem chance em uma corrida mais longa. Mas Carpe e a Palantír apostaram todas as fichas de que o trumpismo continuará sendo uma força poderosa dentro do governo, ou de que eles estarão tão profundamente enterrados nos sistemas que seria efetivamente impossível arrancá-los de lá quando uma liderança mais sensata entrar em cena. E esse talvez seja o ponto mais esquisito no manifesto: "A neutralização pós-guerra da Alemanha e do Japão precisa ser desfeita. O enfraquecimento da Alemanha foi uma correção exagerada pela qual a Europa agora paga um alto preço. Um compromisso semelhante e altamente teatral com o pacifismo japonês, se mantido, também ameaçará alterar o equilíbrio de poder na Ásia." Volta pro Forever Wars. Eu não esperava que a Palantir tivesse arrependimentos em relação à desnazificação, mas quando a empresa escreve que: desarmamento da Alemanha foi uma correção excessiva pela qual a Europa está pagando um alto preço, suponho que devo confiar em sua sinceridade. E se preparem, volta pro Manifesto da Palantír. Algumas culturas produziram avanços vitais, outras permanecem disfuncionais e regressivas. Hoje todas as culturas são consideradas iguais, críticas e julgamentos de valor são proibidos. No entanto, esse novo dogma ignora o fato de que que certas culturas e subculturas produziram maravilhas, outras se mostraram medianas e pior ainda, regressivas e nocivas. Porra, se isso aí não tem no mínimo um pezinho no nazismo, eu não sei mais de nada. Porra, puta que pariu, hein, Marquinho? Que viagem errada, que quadro miserável e fascistoide da história. Que Deus tenha misericórdia dessa nação. É isso, até semana que vem, tchau para vocês. E ó, não esqueçam, festa do Medo Delírio no no Circo Voador, no Rio de Janeiro. E lançamento do livro Juízo Final, da Gabriela Biló, com participação nossa. E também Festa do Medo e Delírio, em Porto Alegre, no dia 27. Ingressos já à venda e o link tá no descritivo. Vem, Pianinho! Show, show, show, show!
Voz F:Show in the air!
Cristiano Botafogo:E hoje a gente fica por aqui.
Voz G:Esse episódio usou áudios de Flávia Tavares, Faixa Livre, Petit Jornal, Choque de Cultura, Gil Brother, Hermes e Renato Franciel, Cruzal das Horas, Fernanda, Torres Galãs, News, Ariel Palacios, Rafa Montaiz, Bilenki, Natuza Nery, Ango de Grilo, Samia Bonfim, Maria Rita, Chatriz Verbal, Bebel da Bebel Books, Elodangelo, Carol, Ituana Bonassa Letícia, Sarturi, Uau Não Inviabilize, Alfredo Rolo Bagaceira, Chiqui Avises e Músicas Globonails, Porta dos Fundos, História Pública Estúdio CBN, Meteoro Brasil, Podcast Pauta Pública, Diogo Defante e a Neves Professor Pasquale Carlabora, Tiaguinho, Gilberto Gil, Fox Tesoureiros do Jair Sport, Guerreiros Indave Media, Sky News Austrália, Team América World Police, Bande Jornalismo, Programa Cadeia Dom e Juan Antônio Barros, O Pai Mais é de Telegrafo, Cast Week Tonight, CQC Pesadelo na Cozinha, O Gui e Arcanjo Midcast, Rush, Nosferatu Sound Effects, A Hora do Pesadelo Metrópoles, CNN Brasil, João Pimenta, Joy Pass Intercept Brasil, Furcangos do Cara, Planalto Programa do Ratinho, Seamus Malekafzali, Caio Almendra de Tonight Show, Samira Close, Januário de Oliveira, Portal, Uai Rádio Bandnews FM Edmota, Doutor Fio Negrão, 5 Estrelas Jovem Pan Esportes, Samuel Mariano Brasil de Fato MTV, Cortesia TV Brasil, Bruno Natal do Podcast Resumido, Panorama CBN Drauzio, Amarela Gaveta Bahia Cast, Desmascarando Editora Livre Arte, TV Câmara Distrital, ICL Notícias, PodTrash, Conversa com Bial e Manoela, da PC Associação Poder 360, Podia Cast e TV, Senado Cazé TV Inteligência Limitada, Odd, Tem Greg News, Thiago Santinelli, Emma, e se quiser e puder pinga um lá pra gente no apoia.se/medodelirio, no patreon.com/medodelirioembrasilia, na Orelo ou no pix medodelirioembrasilia@gmail.com.
Cristiano Botafogo:Porra, doação é o caralho, porra, não tem nem dinheiro pra mim comprar um jogo de videogame, moro, cara? Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medodelirinbrasilia.com.br. Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, @guifrodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a parte.
Voz H:O Vôr Caro está apostando no tempo, o Vôr Caro está apostando que o sistema vai salvá-lo. Ele fez investimentos em ativos importantes do sistema, dos poderes e ele acha que ainda vai ter o retorno disso. Aí você fala: não é possível, com o avanço dessas negociações. Ora, se ele tá contando com o tempo, ele tá contando com um outro momento, um outro ambiente da política. Que seria isso? Um pós-eleição. E aí passaria mais um tempo na prisão e ele acha que pode ter uma acomodação no pós-eleição por parte desse sistema. Que você fala assim: ah, ninguém sabe o que vai acontecer na eleição. É verdade, não sabemos. Mas vamos supor que o presidente Lula ele seja reeleito. Você tem um Congresso que vai ficar ainda mais forte, pelo que as pesquisas estão dando, para direito, o grupo do centrão. São os grupos onde o O cara atuava com mais, sem cerimônia, Lins, vou botar assim. O horário não permite.
Cristiano Botafogo:Sem cerimônia, mas de volta. É, mais intimidade.
Voz H:Então apostaria nessas conexões. Aí você fala assim, ah, mas isso aí é um terreno à lua. Bom, mas até aqui, que mais que a gente pode imaginar de uma pessoa que tá presa, que já sabe o que, o próprio celular é uma delação premiada e tá na segunda negociação e ainda assim na visão de investigadores não avança. Então, que esse seria o cenário agora, desde sempre na verdade, mas que agora tá ficando ainda mais claro para investigadores que estão envolvidos com essa apuração. Acabou? Não.
Cristiano Botafogo:Name is Eduardo Girão. O que para mim não tá explicado, né, isso dói, é aquela visita no dia depois da prisão. Tem uma analogia que o pessoal faz, inclusive lá no plenário, pessoas inclusive que a gente tem boa convivência, que diz: poxa, com todo respeito, é como se você fosse um marido infiel, fosse num prostíbulo e dissesse: eu vim aqui hoje para dizer que eu não vou mais voltar aqui, estou arrependido, fiz as pazes com a minha mulher e não volto mais. E o próprio presidente do PL depois disse outra coisa: não, foi cobrar o dinheiro, acabou.
Voz F:Olá, pessoal do Medo e Delírio em Brasília, tudo bem com vocês? Aqui quem fala é Edgar William dos Santos, eu sou da LibreArte Editora e hoje eu vim aqui para falar um pouco sobre o livro Trabalho dos Homens: Como Interromper Ciclos de Violência. Esse livro foi escrito pelo Paul Keevil e lançado originalmente em 1992 lá nos Estados Unidos e somente agora a gente passa a ter uma versão em língua portuguesa, uma edição brasileira a partir da tradução do Felipe Requião. Para vocês terem uma ideia da importância dessa obra, a nossa edição brasileira ela foi prefaciada pela Maria da Penha e nos comentários, nas orelhas, está o texto da Sueli Carneiro. A Maria da Penha, aliás, no seu prefácio, ela ressalta a importância da gente trazer essa obra para o Brasil bem no ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Então, e essa obra é essencial nesse tema de masculinidades ou como construir masculinidades mais saudáveis. O Paul Keeville, ele é um educador, ativista, e o que eu acho mais bacana é que ele não parte de um lugar assim de "ah, eu vou agora te ensinar ensinar como ser um bom homem ou qualquer outro tipo de discurso moralista. Não, pelo contrário, ele traz muito o trabalho que ele precisou fazer nele próprio e o trabalho que ele fez junto com outros homens para construir essa masculinidade mais saudável, para interromper esses ciclos de violência. É nesse livro que o Paul Keevil trabalha o conceito de caixa do homem, ou caixa do "aja como um homem", como ele chama, que é toda essa estrutura no qual muitos de nós homens, meninos, fomos e somos treinados manter e que sempre resulta em mais violência, seja sempre contra nós mesmos, contra as mulheres, contra minorias, contra tanta gente. Ah, uma coisa bacana também é que o Paul Keeble, ele traz exercícios ao final de cada capítulo em que cada homem pode se questionar, pode ir para uma reflexão mais profunda, como também pode trabalhar com outros homens. Uma preocupação que a gente teve foi adaptar essa edição além do texto original do Paul Keefer, a gente traz também textos em que a gente adapta a nossa realidade brasileira, adapta aos dias de hoje, né, 2026, apesar de infelizmente não haver tanta diferença do que ele coloca lá, né, nos anos 90 e da nossa realidade hoje, se não for hoje pior, tá? Então é isso, esse livro a gente vai fazer um evento de lançamento para ele em São Paulo, no dia 18 de junho, na Livraria da Vila aula da Pradick Coutinho. A gente espera vocês lá, né? E vamos lá, vamos trabalhar, né, para que a gente possa de fato interromper o ciclo de violência. Um grande abraço.
Cristiano Botafogo:Acabou? Não acabou assim? Acabou? Acabou? Acabou? Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Houve a voz do Silperinho. A boca é um ano da faixa. Varanda do povo.
Voz I:Lexotan não se toma na veia.
Cristiano Botafogo:Essa porra é maconha? Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo.
Voz E:O Bolsonaro sendo cancelado.
Voz G:Tô de acordo.
Voz H:Fazer as pessoas passarem fome.
Cristiano Botafogo:É isso. Cenoura, cenoura.
Voz F:Mais ou menos isso.
Voz D:Que porra é essa aqui?
Cristiano Botafogo:É maconha essa porra? E aí, fuma? 200 baseados? Muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto.
Voz F:Não é proibido no Brasil transar.
Cristiano Botafogo:Antigamente as pessoas ainda coçava virilha, hoje nem isso, coça mais. Pega sua Toyota, empurra dentro do seu cu. Um Opalão, um Chevette, um Gol bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você, lixo arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau.
Voz C:Eu sou especialista em pau.
Voz I:É a piroca.
Voz D:Ela é bastante extensa.
Voz E:Veja a gramatura.
Cristiano Botafogo:Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica.
Voz H:Também entra, também entra.
Voz B:Cadê os O que que eu acho?
Voz G:Eles têm um pênis pistolão bonito, né?
Cristiano Botafogo:Há controvérsias. Contém ovos.
Voz E:Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus.
Voz F:95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus.
Cristiano Botafogo:Os galináceos têm pênis.
Voz D:Tem graça esse final?
Cristiano Botafogo:Não, né?
Voz C:Desculpa.
Cristiano Botafogo:Desculpe.
Voz D:Desculpe.
Cristiano Botafogo:Desculpe. Desculpe.
Voz E:Desculpe.
Voz I:Desculpe.
Cristiano Botafogo:Espera um pouco, querido.
Voz E:Espera só um minuto.
Voz B:Tamo esperando aí.
Cristiano Botafogo:Calma, calma, calma, relaxe.
Voz D:Pronto, tá bom, era isso.
Cristiano Botafogo:Acorda, vagabundo! Acorda, acorda! Obrigado, minha gente! Deus proteja a todos! Sejam felizes! Um abraço! Deus proteja a todos!
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