Episódios de Medo e Delírio em Brasília

II - 2026.61 - O André esqueceu do Mendonça

17 de setembro de 20261h18min
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O sniper virou homem bomba.

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Participantes neste episódio2
C

Cristiano Botafogo

HostJornalista
P

Pedro D'Altro

Co-hostJornalista
Assuntos8
  • A manipulação de informações por André Mendonça e a hipocrisia religiosaAndré Mendonça·Supremo Tribunal Federal·Bolsonarismo·Magistrado terrivelmente evangélico
  • A anarquia judicial no STF e a troca de relatorias de inquéritosSupremo Tribunal Federal·Edson Fachin·André Mendonça·Alexandre de Moraes·Inquérito das fake news
  • O envolvimento de Antônio Rueda e ACM Neto no esquema do Banco MasterAntônio Rueda·ACM Neto·Banco Master·Daniel Vorcaro·União Brasil
  • A investigação sobre o filme Dark Horse e o desvio de emendas parlamentaresDark Horse·Flávio Bolsonaro·Mário Frias·Karina Ferreira da Gama·Emendas parlamentares
  • A atuação de Flávio Bolsonaro e a Rockbridge na exploração de terras rarasFlávio Bolsonaro·Rockbridge·J.D. Vance·Terras raras
  • A relação de Cláudio Castro com Daniel Vorcaro e André MendonçaCláudio Castro·Daniel Vorcaro·André Mendonça·Rio Previdência·Sérgio Cabral
  • A atuação de Cezinha de Madureira e o tráfico de influência no STFCezinha de Madureira·André Mendonça·Nunes Marques·Gilmar Mendes·Tráfico de influência
  • A concentração de riqueza e a captura da democracia no BrasilOxfam Brasil·Desigualdade econômica·Financiamento político·Justiça fiscal
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Central 3. Esse episódio aqui é um oferecimento do BOND. BOND, aprender e mudar as coisas. Agora bora para abertura. Magistrado terrivelmente evangélico. Gente, eles não conhecem Deus. Deus não estala de dedo, ele bagunça o tabuleiro de um jeito que o cara não sabe nem onde ele tá mais. Onde é que eu tô? Onde é que eu tô? Fala, meu Deus, eu tô sem saber onde é que eu estou. Poxa vida, Deus vai me escolher, Deus te escolheu naquelas situações específicas.

Comendo farofa e galinha outro dia para confundir, para confundir as sábias, para confundir, para confundir as fortes, para confundir, para confundir as que são. Eu vim para confundir e não para explicar. Quem acha que domina todas as coisas, que é bom por si mesmo, que é sábio por si mesmo, que tem as regras e é capaz de manipular a história. A dúvida que paira sobre André Mendonça é ele de ter manipulado a divulgação das informações de tal forma a esconder dos brasileiros fatos importantes que influenciariam o voto.

Havia um tempo para as informações que afetavam a esquerda e outro tempo e outros critérios para informações que afetavam a direita. E eu me divirto num bom sentido obtuso, porque essas pessoas que acham que vão dominar as coisas, manipular as pessoas— olha só que legal— fazer movimentos, eu fico pensando, gente, eles não conhecem Deus. Vivemos a hipocrisia. Deus escolheu as coisas loucas. E que a cova que às vezes cavam para nós é a cova que eles mesmos vão cair.

E que todas as vezes que nos desacreditarem é o momento que Deus vai vir para nós e dizer, eu acredito porque eu te escolhi, porque você é vocacionado. Quem você pensa que é? Ele é um escolhido de Deus. Ele é um escolhido de Deus. A nossa vocação é amassar barro. A A nossa vocação é capinar, a nossa vocação é fazer o simples. Hashtag feliz no simples. Esses 55 contratos públicos, 54, o ITER, que é o instituto criado pelo André Mendonça no dia 10 de novembro de 2023, 2 anos depois que ele foi colocado no STF pelo Bolsonaro, 54 são sem licitação.

Que maravilha! A nossa vocação é meu pau em sua mão. A nossa vocação é meu pau na sua mão. A nossa vocação é lidar com As dificuldades, a nossa vocação é entregar. Concordamos. Brasil is America's solution to break independence on China for critical minerals, especially rare earth elements. Telegram. Documento revelado pelo site Amado Mundo reforça suspeitas sobre aproximação da campanha com a Rockbridge. Grupo Rockbridge, fundado pelo vice-presidente americano J.D.

Vance, é um grupo de empresários que financiam a extrema-direita nos Estados Unidos e no mundo com objetivos políticos, mas também empresariais. Material manual de 22 páginas em inglês detalha uma parceria com os Estados Unidos para exploração e processamento de terras raras num eventual governo Flávio Bolsonaro. Na capa tá escrito Flávio Bolsonaro campanha 2026. André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio e aliado de Flávio, confirmou a autoria desse documento.

Ele também admitiu contatos com a Rockbridge e encontros com o J.D. Vance, mas nega que o documento tenha relação com a campanha ou que tenha sido apresentado autoridades americanas. Bom, tá lá o nome do Flávio Bolsonaro, mas não tem relação, gente. A gente apresentou para o vice-presidente, mas não tem relação com autoridade. A nossa vocação é entregar todos os nossos caminhos para ver Deus, que escolheu os humildes, que escolheu os desprezados, que escolheu aqueles que não são para reduzir os que são a nada.

Diz um outro texto, numa outra versão, aniquilar os que são, a reduzir a pó. Muito legal, muito bacana. Gentil ele. Medo e Delírio em Brasília. Vejam vocês, percebe a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo.

Cristiano, seu lixo. Seu lixo, seu lixo, seu lixo, seu lixo, seu lixo. Calma, aquele verme maldito. E aí? E o Brasília Depressão, como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Brasília. Beijo pra eles. Medo e Delírio, hein? É um programa que, pô, mano, meio duvidoso, né, mano? Fora seu Medo e Delírio em Brasília, pô. Eu não ouço Medo e Delírio. É escrito por Pedro Dalton. Um abraço, Dalton.

Meu queridíssimo Pedro Dalton. Um beijo pro Pedro Dalton. Pedro Dalton. Pedro Dalton. Pedro Dalton. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiros. E um beijo pro Pedro Dalton. Pedro, pro beijo Dalton. Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 61 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva?

Bora! Bora! Bora! Bora! O André esqueceu do Mendonça. E aí, tem que traduzir pras pessoas. Que que isso significa? Calma, Ursita. Tamo de volta, senhoras e senhores, e a gente pede perdão pela semana passada, uma semana com um episódio só. Vocês tão vendo o dedo no cu e gritaria que tá por aí, né? Finger in the ass and screaming. O penúltimo episódio teve 1 hora e 40. Aí o último teve 1 hora e 39. E não achem que esse aqui vai ter 1 hora e 38, hein.

É uma questão lógica. Cala a boca! Esses 2 episódios anteriores aí foram 3 horas e 20 minutos de puro jurídico. E o Fachin resolveu levantar o sigilo numa quinta-feira à noite. O material só se tornou público sexta-feira de tarde, porra. Ministro Fachin. Bom, a gente esperou ansiosamente pelo material que seria revelado. E quando enfim a gente conseguiu baixar o arquivo, deu terrivelmente errado. Uma infinidade de documentos, tudo que aconteceu nos processos é juntado como arquivo.

Nada tava indexado. Bagunça. Os episódios que a gente faz sobre documentos jurídicos costumam ser baseados num PDF que tá resumindo a operação, as descobertas e por aí vai. Alguma autoridade resume num documento o que tem de mais importante, e aí fica tudo muito mais fácil, especialmente para uma equipe de roteiros de uma. Eu ajudo o Pedro com alguma coisinha de revisão, insiro uma coisa ou outra, checo uma coisinha ou outra, mas é muito pouco.

Roteiro do Medo e Delírio é quase 100% Pedro D'Altro, gente. Eu tô traumatizado. Uma pessoa só, rapaz, não faz milagre não. Os pervertidos sabem. Normalmente nesse tipo de episódio a gente faz questão de ignorar a cobertura da imprensa e ir direto no documento pra ler a íntegra. Minha querida, eu sou um jornalista de alta performance. Aí só depois a gente vai ver a cobertura da imprensa. Ah, dessa vez deu terrivelmente errado.

Então saibam que falhamos miseravelmente em navegar esses arquivos. Então vamos só passear pela cobertura do que foi descoberto nesses últimos dias. E não espere você retrospectiva, hein? Já é difícil dar conta da cronologia de uma briga generalizada. É cadeirada, garrafa voando, briga de foice, gente riscando faca no chão, trocação desenfreada, tudo acontecendo em velocidade alucinante. Pô, até no final de semana o pessoal da STF tava trocando ofício um atrás do outro.

Calma, filho da puta, calma! Mas vamos voltar de onde a gente parou. Um abraço primeiro a todos os jornalistas que estão se fodendo por aí. Tamo junto! Um abraço para o César Feitosa do UOL. A gente vai usar uns trechos dele a seguir. César Feitosa, né, ele chegou no UOL e já foi, né? É caos, é fogo no parquinho do Supremo Tribunal Federal. Dedo no cu e grita Ministro Edson Fachin. Ministro Fachin. Ele toma conhecimento no início da manhã da decisão do ministro Flávio Dino sobre a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal ao seu cargo.

Flávio Dino não esquece de ninguém. Esse aí foi o final do último episódio. E logo depois ele recebe uma ligação do ministro André Mendonça. Filho da puta! Dele reclamando. Vai chupar a puta da tua mãe! Pedindo providências. Não fala nem recebe chamada, o pessoal uma hora atrás. Dili EX2 disse que foi entendido pelo próprio ministro André Mendonça, uma avaliação compartilhada também pelo ministro Edson Fachin, ministro Fachin, de que houve ali um atropelo.

Só que Fachin vinha também atropelos de André Mendonça, e havia muitas críticas e pedidos para que os inquéritos do caso Master e do caso INSS fossem retirados da mão agora pelo ministro Edson Fachin, ministro Fachin, das mãos de André Mendonça. E foi isso que aconteceu. Fachin arrumou um jeito, e é o único possível. Deixar esse caos na mão do Mendonça não dá, não dá. E se você ainda tem alguma dúvida sobre isso, esse episódio talvez seja didático pra você.

Volta com o Feitosa. Porque na avaliação de muitos ministros do Supremo, inclusive ex-ministros da Suprema Corte que têm conversado com o Fachin, ministro Fachin, André Mendonça vem perdendo a legitimidade e a credibilidade na condução desses casos diante de muitas críticas e suspeitas de direcionamento das investigações. E haja suspeitas de direcionamento. E todas elas têm a ver com isso aqui, ó. Terrivelmente evangélico. Agora, uma coisa é muito importante, além da humildade do André.

Eu sinto nele uma coisa que por vezes escapa pelas mãos de alguns: micropen. Calma, a gratidão. Mas a decisão do ministro Edson Fachin, ministro Fachin, ela é consolidada ali no início da tarde, quando ele decide que pelo regimento é possível, era possível retirar o inquérito das fake news da mão do ministro Alexandre de Moraes e reverter aquela decisão do ministro André Mendonça e, por consequência, a de Flávio Dino sobre a situação de Andrei Rodrigues lá na PF.

No fim das contas, o Andrei continuou no comando da PF. O Fachin derrubou a decisão do Mendonça que afastava o Andrei, e a decisão do Dino pela reintegração perdeu seu valor. Pelo menos foi isso que nós leigos entendemos. E no mais, grandes merdas ser advogado. Então, no início da tarde, Fachin recebe Alexandre de Moraes. Tamo aí, tamo aqui. Tem uma conversa de 1 hora e meia, 2 horas, em seu gabinete. Porra, caralho! Logo depois recebe o ministro Flávio Dino e também por cerca de 1 hora e meia tem essa conversa.

E logo depois o ministro Alexandre de Moraes convoca aqueles ministros mais próximos dele para uma conversa em seu próprio gabinete. Imagina só o que não foi falado nessa reunião. Porra, calado, porra, porra, calado, porra, porra, calado, porra, porra, calado, porra. E a conversa já era também um pouco sobre qual seria essa reação diante dessa decisão do ministro Edson Fachin. Ministro Fachin! Então qual que é a avaliação que se tem ali por parte de Alexandre de Moraes e seus ministros mais próximos.

Edson Fachin, ele pesa muito a mão contra Alexandre de Moraes ao determinar tomada do inquérito das fake news para o seu próprio gabinete. Porra, caralho, porra! E não é tão forte assim, tão incisivo em relação ao ministro André Mendonça. É importante ao manter com ele os relatórios do caso Master e do caso INSS. Porra, e convenhamos que era o mínimo, né? O Fachin não derrubou nenhuma decisão do Moraes nesse mérito. Ele só tá assumindo a relatoria do que ainda não foi julgado.

Se perder relatoria é pesar a mão, qual a punição que esse pessoal estaria propondo para o Careca? Um tapa na mão? Uma reprimenda verbal? Uma notinha de repúdio? Eles dizem que a decisão de reverter a decisão de André Rodrigues, que na prática já estava revertida pelo Ministro Flávio Dino, ela é muito menor do que a decisão tomada contra o Ministro Alexandre de Moraes. E isso pode projetar em alguma medida qual é a posição não só de Fachin, mas de um grupo de ministros mais próximos, que tem uma mentalidade mais próxima do pensamento de Fachin no julgamento da próxima terça-feira.

Próxima terça-feira, essa terça-feira, dia 15. E eles estão falando da Cármen Lúcia. E é sempre bom lembrar que dessa Suprema Corte aí, as únicas duas pessoas que não são vistas nesses eventos pornográficos de lobby são a Cármen Lúcia e o Edson Fachin. Ministro Fachin. E qualquer discussão moral sobre o STF deveria ter essa régua. Mas sabe como é que é, né? Brasil bagunça. Porra, até o Flávio Dino participa dessas merdas. Medo e delírio, não esquece de ninguém.

Mas conversando com alguns auxiliares do ministro Edson Fachin, o que eles dizem é que não há até o momento nenhuma antecipação de juízo por parte do presidente da corte. O que há nesse momento é o que era possível fazer diante do regimento interno do Supremo e diante dessa anarquia judicial que havia sido instaurada ali no Supremo Tribunal Federal. E meio que virou isso mesmo, anarquia judicial. Corre aí, justamente quando a nossa soberania vira alvo da maior potência militar do planeta.

Potência essa governada pelo presidente mais piroca das ideias que o mundo já viu. Então não era possível pelo regimento tirar, defenestrar o ministro André Mendonça, responsável por essas investigações mais sensíveis hoje do Supremo. Mas isso pode ser analisado pelo próprio plenário do Supremo Tribunal Federal mais adiante. Será mesmo? E foi exatamente isso que o Fachin fez no domingo, monocraticamente, monocraticamente, sem o plenário ou colegiado.

Mendonça não é mais o relator do caso do INSS e do Master. Ou seja, Mendonça e Moraes se fuderam. O Mendonça foi explodir o Careca e nessa ele acabou se explodindo junto. Se for para jogar pedra no Careca, é melhor não ter um enorme telhado de vidro, né? O mínimo. Vamos começar pela revelação mais crocante dos últimos dias. Não foi o destaque na imprensa, mas é o destaque desse programa aqui duvidoso. Se o Medo e Delírio em O ex-banqueiro Daniel Vorcaro acusou o candidato ao governo da Bahia, Zé Mineto, e o presidente nacional da União Brasil, Antônio Rueda, de receberem comissões do Márcio.

Eu tô passada, chocada. O Rueda tá em todas, já tinha com liderança do PCC, Vorcaro. O rapaz tava muito ocupado, alta performance. E curiosamente, o pernambucano Rueda vai sair candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. Oi pessoal, sei que já sextou, quem fez fez, quem não fez não faz mais. Engraçadão você, hein? Quero dar um recado a vocês porque agora é oficial, deixei de ser pré-candidato, sou candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Rio, cidade maravilhosa, seu emboto! Do meu lado, meu irmão Canela. Caralho! Pois é, esse Canela aqui, ó, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canela, foi preso em flagrante. Diz aí, Zé Cláudio, o Márcio Canela tem uma relação de longo prazo com o governador, ex-governador, né, Cláudio Castro, que passa por uma estratégia de poder político miliciano, mas muito sofisticado, muito elaborado, muito, digamos assim, percolado na estrutura do Estado.

É um negócio impressionante. Ele, a partir de uma estrutura que foi montada pelo Cláudio Castro junto com, na época ainda era aliado do Mascanela, o Vaguinho, né, o ex-prefeito também, eles montaram uma estrutura de colocar um destacamento da Polícia Militar dentro de uma área chamada complexo do Roseral, aonde o Comando Vermelho tinha um controle há mais de 10 anos. Quando eles colocam esse destacamento lá da Polícia Militar, do 39º Batalhão, eles vão fazer uma matança, matança e desaparecimento forçado de muita gente ligada ao Comando Vermelho.

Esse modelão de controle territorial, violência, é uma lógica de trazer paz para você, mas eu vou matar as pessoas que são os outros grupos armados. Não que você seja contra os grupos armados, mas você está do lado do grupo armado que mata mais, no caso a milícia. E foi assim que ele montou essa estrutura aí, assim que ele obtém a maior votação do estado do Rio de Janeiro para deputado estadual, ele teve 56% dos votos da cidade de Belford Roxo.

Ele então, em 2024, ele vai indicar na Assembleia Legislativa, porque ele era deputado estadual, o chefe da Polícia Civil naquele momento, chamado Marcos Amin, que também tá sendo investigado, também foi preso nesse esquema todo aí de lavagem de dinheiro, posto de gasolina, um esquema pesado. Esse canela aqui, diz aí, Flávio, meu amado Rio de Janeiro. Tô aqui para reafirmar o nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canela.

Que beleza! Pois é, mas voltando para o Rueda, em boa parte das propagandas dele ele aparece do lado do Márcio Canela, que segundo consta tem lá suas muitas relações com a milícia. O Rueda é muito sociável, se dá com todo mundo, ele tem talento para isso. Bora para uma matéria não assinada no Globo no dia 14. O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, é o candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro com o maior patrimônio declarado à Justiça Federal até o momento.

O pernambucano, que consolidou carreira na política mas nunca havia concorrido a um cargo eletivo, declarou ter R$75,6 milhões em bens, com quase todos os imóveis localizados fora das divisas fluminenses. Pois é, o Rueda era dirigente partidário. O irmão dele já foi deputado federal pelo União Brasil e a esposa dele é tesoureira nacional do União Brasil. Isso tá na Wikipédia. Mas ele sempre tinha sido do PSL. O Rueda era vice do PSL, muito próximo do ACM Neto do Democratas.

Ele é considerado um articulador da aliança que resultou no União Brasil, a união do DEM, do Democratas, com o PSL. Aí o Bivá ficou puto com ACM Neto, que era secretário-geral do partido do União Brasil já, né, e xingou o ACM Neto publicamente à torta e à direita. Aí mais tarde também se indispôs com o Rueda, xingou ele de covarde, disse que tinha um monte de coisa contra ele. Aí o Elmar Nascimento disse que o Bivá teria feito uma ameaça de morte forte contra o Rueda.

Aí teve um incêndio na casa de praia do Rueda e ficou um papo de que teria sido o Bivar, mas não foi, segundo conclusão da polícia. Rueda é atualmente presidente nacional do União Brasil, que tá em federação com o Progressistas, o PP do Ciro Nogueira. A federação se chama União Progressista e obviamente de progressista não tem nada. E o presidente da federação é o Rueda. Pois é, mas é esquisito que o cara nunca tenha pedido um voto na vida e comande a maior federação partidária do Brasil.

O Valdemar Costa Neto comanda o velho e sem mandato nenhum atualmente. Mas o cara foi parlamentar por muitos e muitos anos, sem querer defender esse cara, né, pelo amor de Deus, só para apontar o quão atípico que é. Bom, mas voltando, naquele relatório do careca, lembra? Tinha alguns relatórios internos da PF e um deles apontava que curiosamente o Mendonça não se interessou muito não pelos casos do ACM Neto e do Rueda. Por que será?

Em nova tentativa de fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, Federal e a Procuradoria-Geral da República, Daniel Forcado afirmou que Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e a Cemi Neto, vice-presidente do partido, teriam ajudado a captar cerca de R$2 bilhões para o Master. Que beleza! E o finado e nada saudoso Toninho Malvadeza: não podemos viver a anarquia, é melhor que o Congresso se feche. E eu pergunto, as Forças Armadas do Brasil Onde é que são agora?

Elas são obrigadas a velar pela Constituição. Estaria lá ao lado do papai do chão, orgulhoso do neto, o ACM Neto, e teriam aberto portas para o banco junto a institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio, a SEDAE. E aí a gente começa a entender como bilhões e bilhões de dinheiro público foram enterrados no suspeitíssimo Banco Master. Entre 2023 e 2025, a Rio Previdência teria investido quase R$3 bilhões no extinto banco.

A CEDAI, R$200 milhões. A Ampreve do Amapá, R$400 milhões. E Amazon Prev, R$50 milhões. Dinheiro pra caralho. Em quase todos os casos, os investimentos contrariaram pareceres técnicos. O que será? O Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, por exemplo, grande amigo meu, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, meu amigo amigo governador Cláudio Castro. Uma grande honra tá com você, né? De agora que a gente tá junto caminhando na política.

Pois é, ele mesmo ignorou um punhado de pareceres técnicos e enterrou uns bilhãozinho aí no Master. Somados, os investimentos atribuídos às 4 instituições citadas superam os R$3 bilhões. Segundo Forcaro, a CM Neto e Rueda também intermediaram negócios para o Banco Master, como captação de investidores institucionais, e junto ao BRB, mediante o pagamento de vantagens indevidas. A putaria tá aqui, ó. Cristiano, isso aí é mais pornográfico do que qualquer festa do Vorcaro, hein?

E é sempre bom lembrar do que que se trata o dinheiro do Vorcaro. Um estudo feito pelo DIEESE revelou que as perdas associadas a essas aplicações afetam a rentabilidade das reservas previdenciárias, aumentam o déficit previdenciário e atrapalha a capacidade de pagamento dos benefícios nos estados e municípios citados. Cerca de 600 mil aposentados podem ter sido afetados. Olha o tamanho da merda! Uma relação privada é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro?

Porra nenhuma! Pois é, só nesses 4 casos aí, mais de 600 mil aposentados lesados. São servidores vinculados diretamente a esses fundos que já são deficitários por questões estruturais e históricas, né? Mas que obviamente, né, os investimentos que deveriam ajudar a compor uma reserva ou incrementar, né, os aportes desses fundos, uma vez que não há esperança de recuperação desses créditos, né? E muito menos de haver qualquer retorno sobre os investimentos.

Se esses investimentos não são responsáveis pelo déficit, com certeza eles não contribuem para a solução do problema. Pois é, com esses bilhões afanados dos aposentados, o Vorcaro e o Banco Master conseguiam oferecer CDBs com rendimentos pornográficos. E assim o Vorcaro construiu o seu império, que comprou boa parte de Brasília. E alô, eleitores de São Paulo! Na eleição passada, o maior contribuinte individual para campanha do Tarcísio foi foi o Fabiano Zetel, cunhado do Vorkaro.

E sabe quem foi a única pessoa que recusou reunião com o Vorkaro? O Haddad. A quebra dos sigilos do Banco Master já havia identificado pagamentos de R$6.400.000 a escritórios ligados à Rueda entre 2022 e 2025, e R$5.400.000 à empresa de consultoria de ACM Neto entre 2023 e 2025. Em nota, a defesa de ACM Neto disse que as as insinuações do Daniel Vorcaro são absurdas, fantasiosas, mentirosas, e que os serviços e trabalhos de consultoria foram executados mediante contratos formais e recolhimento de impostos.

A defesa do presidente do União Brasil também disse que todos os contratos firmados pelo escritório do qual Antônio Rueda foi sócio são lícitos e que os serviços contratados também foram prestados. Trata-se apenas de dois trabalhadores e compreendidos. Isso é um absurdo. E ao que parece, não só esses contratos eram só uma forma de receber o dinheiro do Vórcaro, como também tinha outros jeitos, hein? Isso confirma aquela informação que foi repassada por Antônio Carlos Freixo Júnior de que alguns parceiros de Daniel Vórcaro recebiam repasses em dinheiro vivo e que ele inclusive teria as notas fiscais das malas que foram compradas para que esses repasses acontecessem.

Em cada mala, de acordo com Antônio Carlos Freixo Júnior, os repasses eram entre R$1 milhão e R$1 milhão e meio de reais. Pois é, mas aí o Mendonça não se interessou muito não e E não é pouca merda não, hein? É muito grave. O União Brasil hoje é o maior partido político brasileiro, maior que o PL, maior que o Progressista. É, tá recebendo isso quando junta federação. O DEM é filho do PFL, que por sua vez é filho da Arena lá da ditadura, se juntou com o PSL e criou o União Brasil.

Aí o União Brasil se uniu com o Progressistas, o antigo PP, para formar a maior federação partidária do Brasil. Isso em termos de deputados e senadores, né, com 101 deputados e 12 senadores. E os cabeças são o Rueda e o ACM Neto. Tá recebendo o maior volume de recursos, inclusive de fundo eleitoral e fundo partidário. E o que a investigação mostra é que o presidente desse partido não é qualquer pessoa, funcionava como um corretor.

O cara conseguia supostamente contratos para o Banco Master em troca de propina. Até que ponto? Até que nível entendeu a política brasileira. É o presidente do partido que tem a maior quantidade de dinheiro para distribuir agora na eleição entre os seus candidatos. Aí é grave. Deve crescer, provavelmente vai manter ou até crescer a sua bancada. E o cara servia como um corretor na maior fraude da história do Brasil. Putaria! Um banqueiro que tá preso e a gente nem sabe ainda o tamanho desse roubo, tá em 70 e poucos bilhões de reais.

Olha, eu consegui aqui um contrato aqui aqui com esses prefeitos, com aqui com esse fundo de previdência aqui dos servidores, vou receber quanto? Me dá quanto? Pois é, esse cara tem como garoto propaganda, digamos assim, da sua campanha, alguém acusado de ser supostamente miliciano, meu amigo Márcio Canela. Mas antes de continuar, vamos com o bonde. É Rueda, é ACM Neto, contrato de consultoria, fundo de previdência, inferninho na Bela Vista, fintech gospel.

Parece que estão abrindo um armário cheio de coisa dentro, e aí de cada porta que abre não para de cair político. E aí tem uma coisa que o Marcos Nobre diz que ajuda a olhar com um pouco menos de surpresa para essa grande broderagem do Centrão com a direita, com a extrema-direita, não que o Centrão não seja direita, mas também com o Supremo e com tudo. Broderagem essa que aliás não foi inventada pelo Vorcaro não. Me diz se isso aqui te lembra de alguma coisa.

Operação Lava Jato, ela faz essa falsa promessa para as pessoas que estão lá lutando contra o sistema, dizendo o seguinte: olha, eu vou ser o seu representante dentro do sistema. Era uma promessa que conseguia agregar esse impulso antissistema, conseguia dar sentido a ele. A Lava Jato que desestabiliza o sistema político, uma das características fundamentais do Centrão, do PMDBismo, é fazer um pacto com o progressismo do seguinte tipo: eu te dou apoio parlamentar, eu participo do seu governo, você me dá recursos, você me dá cargos, você me dá emendas, ministérios, etc., mas também você me protege da justiça.

Nesse momento, o sistema político se sente totalmente fragilizado. Desorganizado, sem nenhuma defesa contra o Judiciário, e entra em modo de autodefesa. Se você quer entender como a gente chegou até aqui, o que pode te ajudar muito é o curso Raio-X da Extrema-Direita do Marcos Nobre lá no Bond. E no Bond também ainda tem encontro ao vivo para comunidade. Na semana que vem é a nossa vez lá no Bond. Eu e Pedro, a gente vai estar ao vivo conversando com o pessoal.

Aí no dia 28 é a vez do Marcos Nobre. Então corre lá no link que tá na descrição do episódio, usa o com medo 10, assina o bonde e entra para comunidade. E aí, vamos de bonde? Bonde, aprender e mudar as coisas. Mas voltando, e o desinteressado Mendonça também se esqueceu disso aqui, ó. Mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal revelam, vejam só, uma conversa entre André Mendonça, ministro do STF, e Cláudio Castro, ex-governador do Rio.

Olha que legal, caralho! O diálogo ocorrido em novembro de 2022 tratava da prisão de Sérgio Cabral. Só gente boa, amém? Só gente boa. Cláudio procurou o magistrado com urgência e enviou documentos relacionados a pedidos de habeas corpus e liberdade. Mendonça respondeu, mencionou o processo e disse que telefonaria meia-dia depois. É o quê? O Mendonça era um despachante de luxo para o Cláudio Castro? Minutos mais tarde, compartilhou uma página do Supremo sobre o caso.

O gabinete do ministro afirmou que a relação com Castro sempre foi institucional. Pois é, o crime do Mendonça é amar demais a institucionalidade. Castro também declarou que os contatos entre ambos ocorreram somente por questões ligadas ao interesse público fluminense. Na época, Mendonça havia pedido vista do processo, posteriormente devolveu os autos, e em dezembro votou pela libertação de Cabral, apontando excesso no período da prisão preventiva.

O STF acabou revogando a detenção por 3 votos a 2. Então o voto de Mendonça foi decisivo. Mendonça não é alvo de investigação por enquanto. E tem mais coisa sobre o Cláudio Castro que o Mendonça parece que tava escondendo, hein? Bora para a matéria não assinada no G1 no dia 12 de setembro. As conversas analisadas também mostram um tratamento informal entre Castro e Vorcaro. Em dezembro de 2024, depois de o banqueiro elogiar o governador por ter cantado em uma missa de Ação de Graças, canta demais, Castro respondeu: você é meu amigo, não conta.

Jesus mudou minha sorte, sou milagre, estou aqui. Em março, Vorkaro convidou Castro para uma feijoada. Fala, meu irmão, tudo bem? Vamos nos ver essa semana algum dia. Amanhã eu vou fazer uma feijoada, se puder ir com a esposa. Castro respondeu no mesmo tom: Fala, irmão, seja bem-vindo, manda o endereço que vou sim, te dou um abraço lá. Em outra ocasião, o ex-governador avisou que passaria no camarote do banqueiro e pediu um contato para evitar ficar esperando autorização na entrada.

Ó, uma coisa, o careca é indefensável, mas o Mendonça também é, porra. Não vem ninguém aqui achar que o Mendonça tá movido por alguma moralidade ou por republicanismo, né? Não dá para achar isso de alguém que tava no governo Bolsonaro e que foi indicado pelo Supremo pelo Bolsonaro. Tem live do Bolsonaro com o André Mendonça do lado falando de evidência observacional para hidroxicloroquina, para outros remédios lá que ele que ele queria promover na pandemia, e o Mendonça referendando do lado.

Bora para Manoel Alcântara no dia 12 de setembro no Metrópoles. O ministro André Mendonça negou em 15 de julho o pedido da Polícia Federal para realizar uma nova busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Por que será? O pedido fazia parte da investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo investimentos do fundo de pensão Rio Previdência banco master. Olha só, será que o Castro mandou mensagem para o Mendonça para perguntar sobre o caso dele, assim como ele fez também em relação ao caso do Cabral?

A PF havia solicitado mandados para uma sala comercial no centro do Rio, um imóvel em Petrópolis e dois veículos supostamente utilizados pelo ex-governador e sua equipe. Entre as suspeitas investigadas estão crimes contra a administração pública, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A PF sustentou que Castro poderia ter utilizado endereços não registrados diretamente em seu nome para ocultar documentos, valores ou outros elementos de prova após uma primeira operação realizada em 26 de maio.

Entre os locais citados estava a sala 2801 de um edifício na Rua da Assembleia, no centro do Rio. E pois é, gente, aparentemente a sala do Cláudio Castro era no prédio do Luiz Pareto, do trote da Telerge. De acordo com a representação policial, imagens teriam registrado pessoas ligadas ao ex-governador transportando caixas e outros volumes para a sala comercial na véspera da operação. Suspeito. E olha só que coisa, a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado favoravelmente ao pedido da PF, mas o Mendonça se saiu com um não.

Vai ver, o Mendonça não quis bagunçar a campanha, né? Grande amigo meu, governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. E esse também deve ser o motivo para mais um esquecimento, e esse envolve o meu amigo Flávio. Amigo não, amigo caralho. Amigo é o caralho. A liberação do sigilo das investigações do caso Master revelou que o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL, é investigado desde julho pela Polícia Federal.

E a Flávia Oliveira fez a única pergunta possível: por que a sociedade brasileira só soube disso hoje, 11 de setembro de novembro e a partir de toda essa escalada de crise no Supremo Tribunal Federal. Por quê? Por quê? Por quê? Digo isso porque é relevante pra caralho pra sociedade brasileira saber que um senador da República, vice-líder nas intenções de voto para o primeiro turno de uma eleição que vai acontecer daqui a 20 dias, é alvo de um inquérito, está sendo investigado pelos possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Do Lulinha, o Mendonça vazou uma porrada de coisas. O gabinete dele é cheio de Antagonista, mas do Flávio Mendonça não vaza nada. Será que Mendonça também tem gratidão a Flávio? Dizer em relação ao senador Flávio Bolsonaro, aproveitar para fazer esse registro público, senador Flávio, de agradecimento em seu nome à figura do presidente da República por honrar-me com a indicação para submeter-me hoje a essa sabatina. Tão relevante quanto saber que o filho que o Fábio Luiz, do presidente da República, é alvo de inquérito, está sendo investigado, tão importante quanto saber que o senador Jacques Wagner, que o senador Ciro Nogueira, que o ex-governador Cláudio Castro e tantos outros.

Senão vou gastar o Estúdio I falando aqui. Não, nem vai ter Estúdio I para um por um. É saber que Flávio Bolsonaro, um senador da República eleito em 2018 pelo Rio de Janeiro com mais de 4 milhões de votos, está sendo investigado pela Polícia Federal por supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Ao que parece, o Flávio não pode ver um esquema que já vai entrando. Sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, eu faço.

Isso é absolutamente fundamental. Eu não entendo por que só hoje, 11 de setembro, essa informação foi tornada pública. E a gente só sabe porque o Fachin quebrou o sigilo. Não tem nada de errado em informar para a sociedade que determinados candidatos, e no caso é um candidato competitivo à presidência da República, é alvo de investigação. Imagina se fosse o Lula, gente. Você acha que o Brasil inteiro não ia saber na primeira hora?

E o PT, hein? E o Lula? Como tantos outros, aliás. A gente tem comentado sobre candidatos a deputado, a deputado estadual, a deputado federal, que são alvos de investigação, que têm mandado de busca, de prisão, por exemplo, não pagamento de pensão alimentícia. Se não fosse o Fachin quebrando o sigilo, o Mendonça ia sentar no inquérito até a eleição, na torcida de que o Flávio se elegesse e ele, o Mendonça, virasse o ministro mais importante da corte.

Mas vamos seguir, infelizmente perdendo mais tempo do que a gente deveria, com o Dark Horse, outro inquérito que o Mendonça não tinha lá muito interesse também. O que houve até aqui do Dark Horse foi vazamento. A gente não tem ciência do que que tem. É um caso específico. Eu vou te responder, porque quase não há diligência do caso Dark Horse. Por que será? De 22 de julho para quase não há diligência do caso Dark Horse. Por que será?

Um caso que começou com um áudio em maio. It's been 84 years. Por que será? Maio. A investigação pedida em julho quase não há. Por que será? Ela tá acontecendo, não dá para dizer que ela não está acontecendo, ela está acontecendo, mas ela está acontecendo a passos lentos. Por que será? E o mais curioso dessa história é o seguinte: o Departamento O departamento onde estão essas investigações, Dark Horse, INSS, emenda parlamentar ontem do caso Dark Horse, tudo isso está dentro de um mesmo terrível lugar, de uma mesma terrível equipe, de uma mesma terrível coordenação, um mesmo terrível maestro tocar a orquestra de forma lenta em alguns casos e celery em outros, mas rapidamente referente à música, aí a coisa levanta ensejo, questionamento.

A Polícia Federal em relação ao ministro André Mendonça, a cúpula da Polícia Federal faz essa crítica ao ministro André Mendonça, principalmente em relação aos procedimentos que envolvem o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, meu amigo governador Cláudio Castro. E o Flávio protagoniza esse inquérito, ele e o irmão dele, Eduardo. A polícia também investiga a participação de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, na administração administração dos recursos do filme.

A gente vai fazer, o povo brasileiro sabendo dessas merdas desistiria da puta. Calma, é alegria. A PGR citou que a polícia levanta a hipótese de que Eduardo Bolsonaro orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro. Na mensagem que a PF atribui a Eduardo Bolsonaro e que teria sido enviada a Tiago Miranda, está escrito: meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como remetente atual e etc.

Será conseguimos. Nos dá amanhã um feedback dessa sua reunião de hoje à noite, por favor. E olha só que beleza, o dinheiro não sai de uma conta do Daniel Vorcaro e vai para conta do filme. Estrategicamente discreta. O dinheiro sai de algum lugar do Daniel Vorcaro, dinheiro de origem fraudulenta, vai para um, vai para as Bahamas, vai para um doleiro aqui no Brasil. Esse doleiro Bolsonaro manda para o exterior. Que beleza! E que manda para os Estados Unidos.

Alô, Eduardo! Eduardo! E a família de um cinismo comovente, hein? Hoje, durante uma agenda de campanha em Manaus, o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a negar irregularidades na produção do filme e defendeu a retirada total do sigilo das investigações. O Fachin quebra o sigilo, tá quebrado. E aí o Flávio defende a retirada do sigilo. Não tem o que fazer, você é contra agora. Não vai pegar mal. Mas eis que entra em cena absolutamente do nada o orçamento municipalista.

Toda hora isso, cara. Tá no bolo ali dos documentos que a gente teve acesso depois da quebra do sigilo de processos relacionados ao Banco Master. E aí tem esse pedido da defesa para tirar então relatoria de um processo que tá com o ministro Flávio Dino relacionado ao filme Dark Horse e também passá-lo para o André Mendonça. Por quê? Porque você deve estar aí pensando, que caralho o Dino tem a ver com a história? E olha que plot twist Existem dois inquéritos, pelo menos ali duas investigações em curso no Supremo Tribunal Federal em relação ao filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais ou menos. Vamos começar falando do que está nas mãos de André Mendonça. André Mendonça tá investigando principalmente a relação entre o banqueiro Daniel Forcaro e o filme Dark Horse. Abração, fica com Deus, cara. E o candidato ao PL, senador Flávio Bolsonaro, está entre os investigados porque Flávio Bolsonaro Vorcaro trocou mensagem, inclusive um áudio também, irmão. Preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma, cobrando repasses de Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que, segundo ele, é usado para bancar, para financiar esse filme da história de Jair Bolsonaro.

Senador, por que que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro? É que a gente tá fazendo, a gente tá fazendo uma reportagem que mostra uma mensagem do senhor pedindo dinheiro para o Vorcaro. Bom trabalho militante. Do outro lado está uma investigação de Flávio Dino que tem apurado irregularidades em dinheiro público, emendas parlamentares. Ah, agora eu entendi! Eu sou e sempre fui um parlamentar municipalista. E há uma suspeita nessa investigação de que emendas parlamentares teriam sido desviadas para então financiar o filme Dark Horse.

Pois é, o orçamento municipalista vai acabar fodendo com o Mendonça e com o Flavinho Desmaio. Jogou o caso na mão do Dino. Foi ele que tornou público uma porrada de coisa sobre o filme. Era para ser o Mendonça, mas precisou o Dino entrar em campo para sanar esse esquecimento muito conveniente do Mendonça. Aproveitar para fazer esse registro público, senador Flávio, de agradecimento. Qual é a suspeita ali? Mário Frias teria repassado emendas parlamentares a institutos que são da Karina Gama, da produtora do filme Dark Horse.

E a suspeita então da Polícia Federal, ela encontrou ali uma coincidência temporal de gastos na produção do filme que coincidiam então com momentos em que os institutos da Karina Gama recebiam dinheiro das emendas de Mário Frias. Ali na média de R$2 milhões de dinheiro público do orçamento teria saído por emenda parlamentar de Mário Frias. O Mário Frias é o ressentido, como quase toda extrema-direita, né? Ele acha que o seu gênio artístico não é devidamente reconhecido.

Ele achou que o roteiro e a produção do Dark Horse ia ser a redenção dele. Se bobear, ia pode arriscar até um Oscar. Pois é, bizarro, mas olha o que disse o advogado da produtora do Dark Horse: o que ficou muito claro pra mim é que é um filme de primeira, de primeiríssima linha, e que o objetivo da produtora era inclusive disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro. Porra! Aí quando viu que tava faltando dinheiro, um desesperado Mário Frias apelou até pra emendas parlamentares por uma pessoa incrivelmente suspeita.

Só isso explica essa união entre o Dark Horse e emenda parlamentar. E que dupla, hein? Mário Frias e essa Karina, hein? A empresária por trás de Dark Horse é Karina Ferreira da Gama. Talvez você tenha ouvido esse nome nos últimos dias. Ela é a única sócia da Go Up Entertainment, a empresa responsável pela produção do filme. Mas o cinema é só uma parte da história. Em 2024, uma ONG que também é presidida pela Karina fez fechou um contrato de R$108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar Wi-Fi gratuito em alguns pontos e comunidades da cidade.

Nós contamos essa história em dezembro de 2025. O detalhe é que o Instituto Conhecer Brasil, essa ONG da Karina, nunca tinha trabalhado com telecomunicações. Mesmo assim, ele venceu competindo sozinho em uma licitação milionária. E olha o tesoureiro desse instituto: ela pediu, ela tava montando a ONG, aí fala de alguém que figurasse como tesoureiro. Né? E aí, daí eu coloquei meu nome lá porque conhecia ela, né? Eu conheço, né?

Mas faz tempo que eu não tenho contato com ela também, né? Mas o senhor chegou a participar de assembleia, de reuniões? Não, não, nunca, nunca participei de nada, não. E como é que foi esse momento que o senhor entrou? Chegou a assinar alguma coisa? Não, é que eu lembro que ela tinha que constituir a ONG, precisava colocar uns nomes, né, para poder, em cada função tinha que ter um nome, né? Aí ela pediu para colocar o meu nome para constar.

Acho que era tesoureiro, se não me engano. Acho que era tesoureiro, se não me engano, tá? Que beleza! Não chegou a atuar como tesoureiro? Não, não, nunca. Que maravilha! Nunca. Até porque eu tenho um outro trabalho, né? Eu sou autônomo, né? Trabalho na área de elétrica e eu não tinha tempo para fazer nada, né? Pois é, realmente não daria para ele ser o tesoureiro porque era muito dinheiro para o tesoureiro contar. No contrato assinado por Karina, a prefeitura pagava muito mais caro do que costumava gastar nesse tipo de serviço.

Por que será? Além disso, o projeto prometia instalar 5 mil pontos de internet gratuita pela cidade. Mas até junho de 2025, só 3.200 pontos tinham sido entregues. Segundo os cálculos do Intercept, pelo menos R$26 milhões correspondem a pagamentos relacionados a pontos que ainda não existiam. Que beleza! Ou seja, o serviço foi pago, mas boa parte não foi entregue. Isso é enganar! A maior parte das instalações aconteceu durante a campanha eleitoral.

De 2024, quando Ricardo Nunes, atual prefeito de São Paulo, tentava reeleição. E malandro é malandro, mané é mané. Antes desse contrato milionário, o histórico dos projetos das ONGs ligadas à Karina era outro: eventos gospel, feiras religiosas e iniciativas financiadas com emendas parlamentares. Em 2024, outra ONG presidida pela Karina recebeu R$2.600.000 em emendas Pix de deputados bolsonaristas. O dinheiro seria usado em uma série documental chamada Heróis internacionais, mas esse projeto ainda não saiu do papel.

Obrigado, meu Deus! E olha a turminha que deu dinheiro de emenda pra Karina: Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Polon. E um nome conecta várias partes dessa história: Mário Frias. O deputado federal é um dos produtores executivos do filme sobre Bolsonaro. Também foi ele que destinou emendas pra ONGs ligadas à Karina. E ele apareceu nos áudios da Vaza Flávio agradecendo o banqueiro Daniel Vorcaro pelo apoio à Alura. Só te agradecer, meu Irmão, vão mexer com o coração de muita gente.

Preciso de vez em quando de falar como as coisas vão andando, tá? Peruca é fake, tá? Por trás da cinebiografia do Jair Bolsonaro não existe só uma produtora. Existe toda uma rede brasileira de empresas, ONGs, contratos públicos, emendas parlamentares e articulações políticas que ajudaram a colocar esse filme de pé. A Karina deu uma entrevista pra CNN e a entrevista foi basicamente isso aqui, ó. Então a gente não enxergava esse, esse período, né?

A entrevista mostra que tudo envolvendo esse filme é incrivelmente errado, né, ô Mário Frias? A mamata acabou. A empresa pagou ao menos 4 faturas de cartão de crédito do deputado federal Mário Frias. Tô falando sério, deputado federal Mário Frias, que também tá sendo investigado pela liberação eventual de emendas para subsidiar a produção desse filme entre agosto e novembro desse, do ano passado, tá, Pedro? E os valores aí que somam mais de R$136 mil.

Tem que investigar, temos um grande escândalo para investigar. Empresa no caso é uma empresa da Karina que recebeu milhões em dinheiro público. É uma relação privada, é um patrocínio privado, é o caralho. Pois é, em média uns 30 contos por mês eram quitados pela Karina. O deputado disse que a operação uma cortina de fumaça, negou irregularidade. Óbvio, gente, não pode ser, não pode ser tão na cara assim. Veja você, o Dino pediu para compartilhar a investigação aqui de São Paulo com a Polícia Federal, porque na investigação aqui de São Paulo está, por exemplo, a destinação de emendas para o Instituto Conhecer Brasil da Karina da Gama.

O Dino é relator da investigação sobre destinação regular, irregular de emendas, que inclusive foram para Karina da Gama, que se suspeita pode ter ido para o Dark Horse ou algo parecido. Eles negam. Vai o Flávio Frias, coprodutor do filme junto com Eduardo, e diz: não, tem que tirar essa investigação da mão do Dino e tem de mandar para o Mendonça. O Mendonça, você me desculpa. E o Mendonça é o cara que é relator do Master, Mendonça, e que ficou com a relatoria do Dark Horse.

Presta atenção que é importante, pessoal. Logo eles admitem a conexão entre as emendas e o Dark Horse. É uma gente que, se vista no detalhe, chega a ser patética. Complicado. Pois é, a própria equipe de defesa do Flávio, Flávio, consegue a de ligar ainda mais o Dark Horse ao escândalo do Master nessa patética tentativa de concentrar tudo na mão do ministro terrivelmente evangélico. A defesa do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro tentou mudar o comando das investigações sobre as emendas parlamentares enviadas para entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foram 4 tentativas de transferir o inquérito do ministro Flávio Dino para André Mendonça. Não se esqueçam de uma coisa para o resto das suas vidas: a gratidão. Agora, uma coisa é muito importante, além da humildade do André, a gratidão. Aí, ó, mas vamos rapidamente com os nossos anunciantes. O relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, divulgado pela Oxfam Brasil, mostra como a concentração de riqueza também se transforma em concentração de poder.

Em 2023, o 1% mais rico concentrou 24,3% de toda a renda do país e deteve 37,3% da riqueza declarada. A renda desse grupo foi 36,2 vezes maior que a dos 40% mais pobres. E essa desigualdade econômica também aparece na política. Embora as mulheres fossem 52,65% do eleitorado brasileiro em 2022, elas representaram apenas 17% das pessoas eleitas. Naquele ano, somente 2 mulheres foram eleitas governadoras. O patrimônio das pessoas eleitas também revela um grande distanciamento da realidade econômica da maioria da população.

Segundo dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral, quase 45% das pessoas eleitas em 2022 tinham um patrimônio superior a R$1 milhão entre os governadores eleitos daquele ano, nenhum declarou patrimônio inferior a R$100 mil, e mais da metade declarou bens entre R$1 e R$10 milhões. Mas a concentração de riqueza não se limita às eleições. Ela também pode se transformar em influência política por meio de mecanismos como a chamada porta giratória entre empresas e o Estado, a atuação sobre órgãos reguladores, a influência sobre o debate público e o controle de plataformas digitais.

Para a Oxfam Brasil, combater as desigualdades também significa fortalecer a democracia. É preciso avançar em justiça fiscal, transparência no financiamento político e mecanismos que impeçam que riqueza e poder econômico se transformem em influência política sem transparência e controle social. Então vão lá no site da Oxfam que tem um mergulho nesses números. E continuando, bora com o Mário Frias. Patrocínio privado por si só não é crime.

Onde é que tá o crime? Não dá para transformar um patrocínio privado em crime. Patrocínio privado não é crime. Pois é, um vídeo de 5 minutos e o cara ficava repetindo essa desgraça com aquela atuação canalha que ele é característica. O que a gente tá vendo nesse caso é a lei Roubanet. Pelo que a Polícia Federal diz, mostra, lei porque você pega dinheiro público, faz em tese ali uma produção, um filme, e não tem que prestar conta.

Porque a Lei Rouanet, como tem dinheiro público, você tem que prestar contas. Pois é, a prestação de contas da Lei Rouanet é muito séria. A Lei Rouanet deve ser responsável por uma fatia considerável dos empregos de contabilidade. Se você quer roubar dinheiro público, uma das formas mais idiotas é de tentar fazer isso via Lei Rouanet. Mas aí entra em em cena um personagem maravilhoso, o bilionário altruísta. Pra existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais, né?

Uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro. E onde é que isso acontece? Em lugar nenhum. Não aparece, não existe, entenderam? O cara não queria nada em troca, o altruísta mais incompreendido do mundo. Hoje nos cinemas do Brasil. Porque não me parece que o filme Dark Horse vai dar muito dinheiro não, gente. Teoricamente, o custo do filme é de quase 3 vezes o do Ainda Estou Aqui. O povo caro investir nisso, quer dizer, ia, né, mas não com o objetivo de ganhar dinheiro.

Quer dizer, com o objetivo de ganhar dinheiro, mas não através do filme, entendeu? Infelizmente lembra o Careca na terça-feira se explicando para o Fachin, conforme solicitado pelo presidente da Suprema Corte dizendo que não fez nada de errado convocar, porque ele afinal não votou em nada sobre o Master. Sabe como é que é? Não tinha nenhum ato de ofício do careca. E porra, é nessas horas que você vê que o careca tá na merda, né?

A desculpa dele é muito parecida com a do Mário Frias, mas infelizmente a gente precisa ir com uma pessoa horrível que volta e meia aparece por aqui falando absurdos bolsonaristas. E ele só tá aqui porque nem esse cara consegue defender o Mário Frias. O deputado Mário Frias, ele ele soltou uma nota oficial nas suas redes sociais. Aspas: na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço: 1, o senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora.

Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte, o que é legítimo, esperado e não configura em si nada além de óbvio. Bom, tudo bem, mas tem um erro aqui do Mário Frias já. Ninguém precisa ceder direito de imagem em filme, documentário ou livro de pessoas de interesse público. A jurisprudência no Brasil já é pacificada quanto a isso há décadas.

Canalha! Desde que se instaurou aquele embrólio do livro do Roberto Carlos, procure saber, se decidiu que biografias de pessoas públicas não precisam ter autorização. Lembram daquele contrato leonino que o Jair assinou com Mário Frias? Cláusulas ali que os advogados chamam de leoninas. Pra mim é draconiano. Aprendeu a palavra ontem, né, Jair? Mas enfim, o Jair abriu mão de qualquer obra artística sobre a sua vida, ganhando quase nada por isso.

Ele nem precisava liberar a biografia, mas foi extorquido por um ex-ator de Malhação. É muito mais físico do que intelectual. Isso passou pelos filhos e ninguém viu nada de errado. Aí tem uma coisa acontecendo na política paulista, hein? Bora para o Kleber Lourenço e para Juliana Dalpiva no ICL no dia 14 de setembro. O Instituto de Criminalística de São Paulo afirma não manter backup de dados extraídos de aparelhos periciados na investigação que alcançou o caso Dark Horse.

Informação consta de laudos da própria perícia e ganha relevância porque equipamentos apreendidos no mesmo inquérito já haviam sido devolvidos à Polícia Civil por problemas nos lacres e precisaram ser novamente acondicionados antes dos exames. Em um dos laudos, o Núcleo de Perícias de Informática diz que não possui estrutura para armazenar o volume de informações retiradas dos dispositivos. Pode ir na ONU. E outro instituto afirma não dispor de uma central de custódia digital e faz um alerta: se for preciso repetir uma extração, será será necessário apresentar novamente o aparelho original e a nova tentativa, dependendo do estado do equipamento, poderá não recuperar os dados.

Na Liga da Justiça, não há quem o parta, que eu não tô nem aí. Mas vamos voltar para o STF, mais precisamente para segunda-feira. Alexandre de Moraes, que tinha marcado um pronunciamento para as 11 horas da manhã, cancelou este pronunciamento e disse que vai marcar numa data oportuna. Teriam dois caminhos para o pronunciamento que não existiu. O primeiro seria uma defesa da sua atuação durante esses 7 anos à frente do inquérito das fake news, com dados, explicações sobre quais foram as principais linhas de investigação e seus desdobramentos.

E uma outra possibilidade também seria ele já começar a fazer a prestação de esclarecimentos sobre a sua relação com Daniel Alvorcada. Bastante complicado. Pois essa segunda possibilidade aí é meio complicada, na nossa opinião, inexistente. Aqui que o careca vai falar sobre o Vôrcaro? Melhor não falar porra nenhuma mesmo. Vocês viram que a gente ignorou a trocação desenfreada de ofícios, né? Mas nessa trocação era Mendonça de um lado, Moraes Dino Izanin do outro, e um perdido faquinho no meio.

E aí, no fim das contas, notícia importante que chega agora: a Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal tenham acesso integral ao conteúdo extraído do celular do Daniel Vôrcaro. A manifestação foi assinada pelo procurador-geral Paulo Gonê, e é uma resposta aos pedidos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Mendonça malandramente só tinha liberado sigilo de alguns processos.

E aqui a gente volta para quinta da semana passada. Bora para Maria Cristina Fernandes, no dia 11 de setembro. No fim da noite dessa quinta, o presidente do Supremo, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça, relator do Master, abrisse o sigilo das investigações, ressalvado aquele que seja imprescindível a diligências em curso. Não era um detalhe e Mendonça nele se fiou. Abriu o sigilo de 14 investigações, mas deixou um caminhão de outras pelo caminho.

Porra, ainda estão resguardadas as investigações sobre o recebimento e a transferência de recursos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Flávio, Flávio! Aquelas sobre o senador Jax Wagner, do PT da Bahia, Ciro Nogueira, do PP do Piauí, as relativas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao ex-governador Cláudio Castro, grande amigo meu, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, quase todos candidatos, e aos fundos de previdência estaduais e municipais.

No gabinete de Mendonça, a informação era de que no curto prazo não foi possível compilar o que dizem ser centenas de milhares de páginas. Há inquéritos e petições das não sabem nem mesmo se há diligências em andamento. Aí o Mendonça deu uma de maluco. O ministro relator, o André Mendonça, já respondeu a esses pedidos por ofício também, e ele disse que não pode dar essas informações, que o celular não está de posse dele, que o celular está com a Polícia Federal e que ele tem uma cópia criptografada e lacrada, e por isso ele não poderia então abrir essas informações.

O ministro decano Gilmar Mendes já apresentou uma resposta a isso que a gente falou agora aqui nessa edição do Jornal da Globo News, em que ele diz o seguinte: que se o André Mendonça não pode apresentar essas informações do celular de Daniel Vorcaro, então que a Polícia Federal apresente então todas as conversas, tudo que foi retirado dessa perícia do celular de Daniel Vorcaro. E assim foi feito. E bora com mais um dos nossos anunciantes.

Eu sou rica! Longíssimo disso, hein? Aliás, inclusive, se você quiser anunciar no Medo e Delírio, é só mandar um email para medodelirioembrasilha@gmail.com. Sessão na Câmara ou no STF dá de cabeça. Mas o que realmente desgraça a vida da pessoa é ficar sem bateria ou com o computador travando bem na hora do vazamento de inquérito e do exposed de certas pessoas. Não dá, né? E pra isso tem solução. A iHeal tá completando 10 anos, hein?

Uma década trazendo o melhor do universo Apple pra você. iPhone, iPad, MacBook, tudo que você precisa, com a garantia de quem tem milhares de clientes que, diferente de muitos eleitores por aí, tão altamente satisfeitos, hein? E o melhor, eles parcelam o seu Apple novo lacrado com nota fiscal em até 12 vezes sem juros. E o frete é frete grátis pro Brasil todo, de norte a sul, sem promessa de campanha furada. Porra! Então para de passar raiva e dá um upgrade no seu Apple com a iHeal.

O Instagram deles é instagram.com/ihealexperts. O link tá no descritivo do episódio. Mas continuando, aí na semana passada o Vorcaro tinha dado um esquisito depoimento só pro Mendonça, sem a presença da PF. E olha que bastidor curioso, Inclusive é estranho porque o Daniel Vorcaro tinha um depoimento marcado para a Polícia Federal para colaborar com o caso. E é verdade. Aí a Polícia Federal liga lá para fazer audiência com o Vorcaro e a Papudinha, que é onde ele tá preso, diz: a gente tá com uma falha técnica.

Mentiram para Polícia Federal porque na verdade ele estava falando com o juiz auxiliar de André Mendonça. Mas isso é enganar, porra! É isso mesmo, STF mentindo para Polícia Federal. E porra, nessa cruzada entre Mendonça e PF, tá fácil escolher lado, hein? Diferentemente do que vimos no governo Bolsonaro, o governo Lula e o governo Dilma liberdade e autonomia para Polícia Federal. Porque a Lava Jato, isso eu que acompanho, você também, Malu, a gente sabe como funciona.

Não teve, eu nunca vi um relato de um investigador dizendo tentativa de interferência como Bolsonaro fez naquela reunião. E dos próprios, do próprio Mor, que me deu várias entrevistas aqui contando aquilo à época, o próprio governo Bolsonaro, se eu não puder trocar o ministro, vou trocar na ponta, troco polícia, troca, eu não vou esperar lascar minha família usando um palavrão. Família toda. Na época, o Mendonça era advogado-geral da União do governo Bolsonaro.

Não é, meu irmão? Ele não tava na reunião ministerial, mas foi citado pelo Sales. Precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID, e passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas, e deixar a AGU— o André não tá aí, né? E deixar a AGU de standby para cada pau que tiver, porque vai ter, nós temos que estar com a artilharia da AGU preparada para cada linha que a gente avança ter uma coisa.

Enfim, tava lá no governo, não via nada de errado. Depois até virou ministro da Justiça, mas agora tá todo escandalizado com a PF do Lula. E olha o Joel sendo discreto na GloboNews. Então tem que ser anulado aquele julgamento, aquele resultado da condenação. Ele tá falando sobre o julgamento do dia 8 de janeiro. Não sei, aí é uma questão, mas essa pergunta é Pelo contrário, não parece. O Joel vivia criticando os inquéritos de ofício que impediram a porra de um golpe da extrema-direita no país.

Agora mete essa, porra. Você vai o quê, defender em abstrato os princípios do Estado Democrático de Direito? De jeito nenhum. Quem defende em abstrato depois engole o Hitler, sério. E teve mais mexidas importantes em meio a uma frenética trocação de ofícios. Bora pra Ana Pompeu e a Luiza Martins na Folha no dia 12. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou nesse sábado, dia 12, uma delas é a troca da relatoria do procedimento que apura a ligação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorkaro.

Ele agora assume o comando do caso no lugar de André Mendonça. Na mesma decisão, determinou o envio das íntegras dos processos das investigações do INSS e do Banco Master. Com isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos e abre caminho para a troca da relatoria das duas investigações. Na decisão, Fachin afirma que a medida se dá diante da possibilidade de o julgamento do caso resultar em situação de impedimento do juiz, ou seja, quando o magistrado não tem condição de julgar um caso.

Pois é, o Gilmar queria julgar o Mendonça junto com o Moraes, mas o Fachin disse não. Mas já marcou data para o Mendonça, dia 23, e mais ministros vão ter que ser julgados. Olha o que que foi vazado horas antes da fatídica sessão do STF, dia 15. Agora bora para Thaís Bilenck e a Daniela Lima, no dia 15, no UOL. Em conversas com o Vó Caro, o então jurídico do Master, Luiz Renaud, menciona pagamentos de R$500 mil por mês ao advogado Kevin Marques, filho de Nunes Marques.

Que beleza! Em outubro de 2024, Renaud enviou uma planilha com o nome e o telefone de Kevin e a legenda dominado aqui. Olha que legal! Em 2025, perguntou se o valor seria mantido e depois cobrou que faltava a consulte entre os pagamentos essenciais. De acordo ali com as mensagens, esses repasses teriam sido feitos pela Consulte Inteligência Tributária, uma empresa do Piauí. Segundo o COAF, a Consulte Inteligência Tributária de Teresina teria recebido R$6.600.000 do Master em um ano.

Kevin nega ter prestado serviços ao banco ou recebido de Vorcar e diz ter recebido R$281.600 da Consulte por serviços tributários sem relação com o STF. O ministro não vai se pronunciar. As conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, vão de maio de 2024 a agosto de 2025. Nelas, o banqueiro pede ajuda num caso não identificado. Os dois combinam encontros em várias cidades e Vorcaro oferece ao advogado e à família convites para um camarote no Carnaval do Rio.

Em março de 2025, Rodrigo orientou Vorcaro a enviar um email à secretaria do pai no STF com assunto desconhecido. A assessoria de Rodrigo diz que a aproximação comercial nunca se concretizou e que ele não recebeu valores. E o Rodrigo Fux aparentemente era muito, digamos, receptivo em relação ao Vorcaro. Segundo ele, para o Vorcaro era tapete vermelho. Aí caíram 3 páginas do último episódio sobre o Cezinha de Madureira. E olha como esse podcast declarado.

Mais um break news, esse chega com o nosso analista de segurança, ele, Jonas Maia, sobre a operação da Polícia Federal que mira tráfico de influência, desvio de emendas parlamentares, já com a confirmação de um dos alvos dessa operação, deputado federal Cezinha Madureira. Pois é, deu errado. E o pastor e deputado Cezinha é, como a gente pode falar, é um empreendedor. A Polícia Federal conseguiu apreender, atenção você que tá acompanhando o Pulse Político, a Polícia Federal Federal conseguiu apreender dados, documentos que registram o lobby de Cezinha da Madureira, deputado do PL, aliado de André Mendonça, aliado de André Mendonça, junto a gabinetes de tribunais superiores.

Que beleza! E os nossos ouvintes mais atentos bem sabem que a gente sempre falou que o Mendonça só foi para o STF porque a bancada evangélica fez uma blitzkrieg. Se dependesse do Jair, tinha desistido do Mendonça. Digamos que ele é um ministro terrivelmente grato. Então, na operação de hoje, foi possível ampliar a já farta documentação que comprovaria a atuação extracurricular de um deputado do PL, que não é advogado, mas que recebia dinheiro de escritório de advocacia para levar os pleitos de pessoas enroladas, enroladas, a gabinetes do Supremo Tribunal Federal, valendo-se ou de sua de sua proximidade pessoal, como é o caso dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, Nunes Marques e André Mendonça, ou de sua posição política, como é o caso do também ministro Gilmar Mendes mencionado ali.

E repito a você, não há, e a PF diz isso no documento que eu vou mostrar daqui 2 minutos, nenhuma suspeita de que os ministros recebiam dinheiro. Não, e não precisa receber dinheiro para eles estarem errados, né? É Cezinha da Madureira quem além de o acesso que tem cultivado, seja pela amizade, seja pelo fato de que você, eleitor do Cezinha da Madureira, deu a ele um mandato e legitimidade para bater nessas portas. Então, recebendo quase R$50 mil como deputado, passou a receber, segundo registram mensagens, uma taxa de sucesso para levar casos de encrencados a tribunais superiores na casa de R$1 milhão, R$2 milhões de reais.

Então, o trabalho mesmo, dinheiro dele não estava estava vindo do mandato parlamentar. E parece, pode ser, que ele cobrasse taxa de sucesso de um certo ministro do Supremo. Qual é a expectativa por trás dessa operação? É que ao investigar o Cezinha de Madureira consiga-se saber se ele cometeu tráfico de influência ao ajudar o André Mendonça a montar o ITER. O ITER, ele é um instituto que o André Mendonça dava cursos, curso de oratória ele dava, e cursos caros.

O Cezinha de Madureira não foi no varejo assim de vender ticket aqui e ali, ele levou André Mendonça para bons clientes. Não se sabe se foi o Cezinha de Madureira que articulou, mas o fato é que o André Mendonça teve contrato, já é público, com o governo do Rio de Janeiro, com o governo de Roraima, com o governo de São Paulo, todos os governos aliados do bolsonarismo, e com empresas também. Pois é, 55 contratos públicos sem licitação e cobrando para esses cursos preços bem mais caros do que o do rival IDP.

Não é casual. Pô, e ainda tem quem dê o benefício da dúvida pro André Mendonça. Não, brother, a gente não deu nem benefício da dúvida pro Careca, que dirá pro Mendonça? De jeito nenhum. Os dois são indefensáveis aí. Aí o Dino pediu investigação sobre o Iter, ou Iter, e a porrada tá lambrando ainda. E a esposa do Cezinha teve dia desses no noticiário. Bora com o Sim Pode Crer, um podcast evangélico. R$510 mil em dinheiro vivo. Valéria Linhares, que na terça-feira teve apreendidos pela Polícia Federal R$510 mil em espécie em sua mala de mão no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto tentava embarcar para Brasília, é mulher de um dos mais importantes articuladores da bancada evangélica do Congresso, o Cezinha de Madureira, do partido PL de São Paulo.

E o podcast evangélico tava no clima de pega ele, dá um R$510 mil na bagagem de mão que passa pelo raio-X, que em qualquer dúvida tá ali mais fácil para ser aberta. E tinha que ser do PL, né, Will? E tinha que ser da igreja do Pastor Samuel Ferreira. Então eu não sei nem, são pessoas desclassificadas assim, são pessoas inclassificáveis. Não sei nem o que falar, Will, mas é muita vergonha porque a gente tá falando de mulher de um dos maiores líderes aí da bancada.

Tá aí, ó, isso, ó, ela aí já foi candidata a deputada no DF. Meio milhão na mala da irmã Valéria, tá bom, gente? Aí, só o nome do marido, né? Cezinha é diminutivo mesmo. Que babado! É para isso que a direita, ou que muitos líderes religiosos conservadores, eles usam a religião para isso, para se locupletar. É, rapaz, e tá de parabéns o pessoal do Sim Pode Crer. O Ministro Mendonça está sentindo na pele a força daquele brocardo jurídico latino que diz: brincardes nunc sabem, tecem pro plei nunca.

Se não sabe brincar, não desce pro plei. Porque ele começou a brincadeira achando que sabia como ia terminar. Ele achou que, como ele tinha o domínio sobre os dois processos judiciais— não deveria ter domínio, deveria ser só supervisão, mas a gente viu que ele tem o domínio sobre dois processos, duas investigações que poderiam trazer problema para a campanha do presidente Lula por essa associação absolutamente maluca que se faz de ministro Alexandre de Moraes e Lula serem a mesma coisa, a mesma pessoa, ou terem o mesmo mesmo lado político, que já por aí já é uma aberração, mas enfim, temos que conviver com ela.

Ele achou que como ele tinha o domínio disso, ele soltando informações vazadas, primeiro lá atrás há 45 dias sobre Fábio Luiz e agora uma semana do 7 de setembro sobre o ministro Alexandre de Moraes, ele ia jogar uma pá de cal em cima da campanha do presidente Lula. Esperemos que isso não aconteça, pois o Mendonça começou como um sniper, mas vai acabar como um homem-bomba. E acabou próximo episódio. Aí, esse episódio aqui é tipo o silêncio que precede o esporro.

O segundo episódio da semana vai ser um enorme e supremo— Senhoras e senhores do Brasil, it's time! Que Deus tenha misericórdia dessa nação. Mas antes, pera aí, um último recado. Vão lá no jinglesdarrepublica.com.br, que é o primeiro campeonato de música política brasileiro. É uma competição cultural dedicada a quem transforma a política brasileira em música. Nessa primeira edição tem duas categorias: música original e paródia política.

Uma iniciativa do Coletivo Zero. As inscrições vão até o dia 27 de setembro, hein? Então se você tem uma música sobre a política brasileira ou uma paródia, inscreve lá, porra. Só não pode ser feita com IA. jinglesdarrepublica.com.br. Tchau pra vocês. Vem, Pianinho! E hoje a gente fica por aqui. Ah não, hoje não. Se quiser e puder, pinga um lá pra gente no apoia.se/medodelirio, no patreon.com/medodelirioembrasilha, na Orelo ou no Pix medodelirioembrasilha@gmail.com.

Porra, inflação é o caralho, porra! Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, moro, cara? Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medodelirioembrasilha.com.br. Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro D'Altro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, @guifrodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não, mas bora passar menos raiva?

Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a palavra. França já vinha retirando suas reservas de ouro do Federal Reserve nos Estados Unidos, e a Holanda fez isso também, retirou as suas reservas de ouro dos Estados Unidos e levou. Ambos, ambos os países levaram para o Banco da Inglaterra em muito triste. O curioso é que assim, durante a Segunda Guerra isso foi feito, mas em sentido contrário, né, por causa da ameaça nazista, né, de confiscar eventualmente essas reservas.

O Reino Unido na época mandou também reservas, acho que para o Canadá, para os Estados Unidos. A Holanda também fez a mesma coisa. E agora a gente vê, né, a falta de confiança no aliado tradicional. Como é que você analisa isso, Eduardo? Veja bem, quando a gente tem o final da Segunda da guerra e é feita a OTAN. A OTAN, ela é feita para diminuir ou suprimir qualquer capacidade armamentista da Alemanha. A OTAN hoje está ajudando a Alemanha a se armar, né, porque ela se expandiu, ela provocou um choque com a Rússia.

Esse choque vem de algumas administrações anteriores, mas é reforçado, por exemplo, no governo do Bush Filho, né, com a própria questão da guerra do Iraque. E o que a gente vê hoje é um rearmamento não só da Alemanha, mas de toda a Europa, um em torno de das receitas do PIB indo para defesa. E há uma securitização, que é um termo muito comum nas relações internacionais, de novas ameaças surgindo desse embate possível entre Rússia e Alemanha.

Mas na frente oeste, trazendo aqui o argumento do Jamil, é, nós temos dois níveis. O primeiro nível é de uma nova era de neoconservadores que estão no governo americano. Isso já vem desde 2000, essa nova era de esses neoconservadores vão ser importantes para a guerra do Iraque, para uma série de outras questões que vão minar o sistema. E tem a personalidade do Trump, que é um outro fator. Diria até que é um fator mais disruptivo, porque começa a se criar uma desconfiança do que fazer, o que que ele quer fazer, né?

Então ele ao mesmo tempo elogia a independência do Fed, mas ele sinaliza e acaba indicando o novo presidente do Fed que vai trabalhar junto com ele, embora seja independente. Já pensamos igual. E tudo isso, um panorama de possibilidade de aumento da inflação dos Estados Unidos e os outros países. Inclusive, a gente pode até colocar Brasil e China, Japão estão reduzindo por diferentes motivos a aplicação em títulos do Tesouro americano, né?

Então, o país que tem mais títulos do Tesouro americano é o Japão, mas devido à oscilação de sua moeda, ele resolveu recomprar. Os casos relacionados aos países europeus, é clara e evidente a desconfiança do que pode acontecer nos Estados Unidos. Acabou? Não. Eu sou Igor Grabois, eu sou sobrinho da Criméia de Almeida, que é irmã da Melinha Teles, né? Portanto, ela é minha tia também, e eu sempre me apresentei como sobrinho e ela como tia.

E Edson e Janaína, que são os filhos dela, sempre meus primos, sempre nos apresentamos como primos, né? A perda de hoje, ela é, ela é muito dura, né? A Melinha tem um legado grande na história da luta política do nosso país, aqui aqui de São Paulo em particular. A Melinha foi torturada pelo ULTRA. Ela, o companheiro dela, o César, a Janaína e o Edson, com 5 e 4 anos, né, foram torturados por esse, por essa figura monstruosa que não à toa é o ídolo do Bolsonaro e o símbolo aí do mito do fascismo brasileiro, não é?

E a Melinha sempre fez dos crimes que ela sofreu na época da ditadura uma bandeira de luta, né? Dentre outras coisas, no legado da Melinha nós temos o dossiê dos desaparecidos políticos, que a Melinha, junto com outras pessoas, mas ela é fundamental nessa construção desse dossiê. E também na Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo, já agora na década de 2010, a Melinha tem, ela é fundamental na identificação, no restabelecimento da verdade histórica das circunstâncias das mortes e movimentos políticos, né, e de denúncia dos perpetradores, né.

A Melinha tá na história da luta do povo brasileiro por memória, verdade e justiça. E também a Melinha é fundamental na luta das mulheres, né. No período da ditadura, é a partir de 75, quando a ONU declarou a Década da Mulher no mundo, né, 75 como Ano Internacional da Mulher e 75 a 85 a Década da Mulher, a Melinha foi pioneira na luta feminista nesse período, a partir da década de 70, que eu digo, né? Ela foi editora de um jornal alternativo, o chamado Brasil Mulher, que é um jornal fundamental na resistência à ditadura e na luta das mulheres, que fazia o cotidiano da— trazia o cotidiano da luta das mulheres trabalhadoras, das mulheres operárias.

E também a Melinha sempre foi uma lutadora das populações, da população LGBT, todas as identidades, né? E o seu legado tá aí. A gente vê o momento, desaparecimento físico dela, não, que o que traz, né? Então nós temos, nós temos levar o legado, nós vamos levar o legado da Melinha, né, na luta pela emancipação da mulher, na emancipação do povo brasileiro, do estabelecimento de uma justiça de transição por memória, verdade e justiça.

A Amelinha fundou e foi presidente da União de Mulheres de São Paulo, e com a atuação da União de Mulheres, a Amelinha trabalhou projetos importantíssimos, como por exemplo dos promotoras legais populares, que trabalhava com as mulheres para que as mulheres tivessem consciência dos seus direitos e utilizando todas as vias de defesa dos seus direitos, inclusive a jurídica. Então isso é uma faceta importante da Amelinha, sempre na defesa dos direitos da mulher.

Mulher. E como o Sérgio Arouca tá para o SUS, a Amelinha está para a Lei Maria da Penha. Amelinha é uma das pessoas fundamentais para a formulação e aprovação da Lei Maria da Penha, né? Isso também não pode ser esquecido. E sempre uma pessoa pronta para visitar todos os lugares que ela era convidada. Ela não recusava convites, ela falava, ela discursava. Ela é importante na formação de diversos profissionais profissionais da área de garantia de direitos, os direitos humanos, da assistência social, da educação, né?

A Melinha tem na formação de profissionais e na formação de ativistas, a Melinha também tem um papel fundamental. Acabou? Não, acabou sim, acabou, acabou, acabou, porra, acabou! Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu períneo, a boca é um ânus da faca. Varanda do Povo, Lexotan não se toma na veia. Essa Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo.

Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma? 200 baseados. Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso, coça mais.

Pessoa Toyota empurre dentro do seu cu. Opalão, Chevette, um Gol bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você, lixo arrombado. Vai entrar o grosso, o grosso chegou! Ai, que dor no meu pau! Eu sou especialista em pau. É a piroca, ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis, pistolão bonito, né?

Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho, estamos esperando aí. Calma, calma, calma, relaxa. Pronto, tá bom, era isso. Acorda, vagabundo! Acorda, acorda!

Obrigado, minha gente! Deus proteja a todos, sejam felizes! Um abraço e Deus proteja a todos! E aí inflama a bunda.

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