Episódios de Medo e Delírio em Brasília

II - 2026.58 (COM TRADUÇÃO) Sabatinas d’uma eleição que não existe

03 de setembro de 20261h1min
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Participantes neste episódio6
C

Cristiano Botafogo

HostJornalista
P

Pedro D'Altro

Co-hostJornalista
A

Alberto Madaloso

ConvidadoDono de bar
E

Eliane Brum

ConvidadoJornalista
M

Márcio Moreto

ConvidadoPresidente da ADUSP
M

Mari Faria

ConvidadoDiretora do Foro de Teresina
Assuntos8
  • A ascensão política de Augusto Cury e a suspeita de manipulação de seguidoresAugusto Cury·Eleições 2026·Pablo Marçal·Crescimento de seguidores·Influenciadores digitais
  • Flávio Bolsonaro e as tarifas impostas por Donald Trump ao BrasilFlávio Bolsonaro·Donald Trump·Tarifas comerciais·Eduardo Bolsonaro·Lei Magnitsky
  • O acordo petrolífero entre Estados Unidos e Venezuela e a doutrina MonroeDonald Trump·Venezuela·Petróleo·Estados Unidos·Delcy Rodríguez·Doutrina Monroe
  • O papel de Seri Medo nas eleições brasileiras e suas atividades ilícitasSeri Medo·Eleições 2022·Fraude eleitoral·Bolívia·Cocaína·Inteligência artificial
  • A cobertura da grande imprensa sobre as eleições e a ameaça estrangeiraEleições brasileiras·Doutrina Monroe·Estados Unidos·Rede Globo·Lula
  • A relação de Flávio Bolsonaro com figuras controversas e o crime organizadoFlávio Bolsonaro·Rodrigo Bacelar·Comando Vermelho·TH Joias·Márcio Canella
  • A ingerência dos Estados Unidos na Argentina e a questão da HuaweiArgentina·Estados Unidos·Huawei·Vaca Muerta·Javier Milei
  • Negacionismo climático de Flávio Bolsonaro e Eduardo BolsonaroFlávio Bolsonaro·Eduardo Bolsonaro·Aquecimento global·Eventos climáticos extremos
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Central 3. Esse episódio aqui é um oferecimento do BOND. BOND, aprender e mudar as coisas. O segundo tópico desse episódio aqui tem áudios em inglês e espanhol, então vai ser um daqueles episódios com duas versões. Checa aí em qual versão você tá, e se você quiser a outra, com e sem tradução, vai lá no nosso feed e vai para outra. A minutagem é sempre igual nas duas, então se, por exemplo, você tá em 25 minutos no episódio, quer trocar de versão, quer mudar de compra sem tradução ou vice-versa, é só você ir para o mesmo ponto na outra versão.

Vamos seguir, vamos seguir. Antes de começar a abertura, vale dizer que se você quer apoiar o Medo e Delírio, a melhor forma é no Pix recorrente na chave medodelirioembrasilha@gmail.com. Desde já, nosso muitíssimo obrigado. E também, se você quer anunciar no Medo e Delírio, é só escrever para medodelirioembrasilha@gmail.com. Agora bora para abertura, bora ouvir o Normose. Augusto Cury tá com um esquema político muito estranho, é verdade, e eu quero dividir isso com você urgente.

Agora, em 5 dias, a conta dele cresceu mais de 2 milhões de seguidores. Caralho, isso é literalmente a personalidade pública que mais ganhou seguidores no mundo. Isso é no mundo inteiro. E tava tudo muito estranho pra caralho. Então eu fui olhar e eu vi que há pelo menos 200 influenciadores do tamanho médio, grande. Escuta isso, povo cristão do Brasil, que começou a declarar voto no culto. Como é que funciona isso? Pois eu não sei, sabe?

Eu vou mostrar como é que faz. Nossa Senhora! Que começou a declarar voto no Cury. Agora sim, minha gente! No Cury, de forma padronizada. Suspeito. Falando exatamente as mesmas coisas. De forma discreta. Como se uma agência tivesse mandado briefing. Estrategicamente discreta. É muito estranho. Pra caralho! Porque os perfis são todos de fitness. Gastronomia. Começar lá é bom, cara. Estilo de vida. Vamos respeitar o maconheiro. Gente que nunca falou de política e começaram todos a falar a mesma coisa do nada.

Do nada, mané! Suspeito. Ainda mais porque a CNN apurou que vários desses nem colocam a foto do Cury. Egoísta. Libera aí. Vários desses nem colocam a foto do Cury. Ah, bom. Só o número pra martelar na cabeça do público. Nossa Senhora. A pesquisa divulgada hoje mostra Cury crescendo de 2 a 11%. Pode isso, Arnaldo? Impossível. 9 pontos em uma rodada. Complicado. Isso não é crescimento de campanha, bicho. Não, não é. Isso porque apesar das propostas serem rasas e precárias— Esquece a questão do drone.

Por favor, não. Ele conseguiu se vender como alguém moderado na forma, mesmo com conteúdo tão superficial. Com mais de 42 milhões de livros vendidos em mais de 70 países, Augusto Cury é um dos autores mais lidos do mundo na área de saúde mental, gestão da emoção. Não, não, pera um pouquinho, não, pera um pouquinho. Gestão da emoção. Augusto Cury não vai participar e vai fazer uma live do lado de fora da Band. Gestão da emoção.

Perguntaram se ele vai participar, ele disse não sei. Gestão Gestão da emoção. O candidato agora falou que vai participar. Porra, vai tomar no cu, porra! Gestão da emoção. Como é que eu vou debater alguém que, alguém, alguém que, alguém que— Fala logo, porra! Viram, parece que eu estou aqui. Laudos que tiveram. Gestão da emoção. Dessa fortuna que eles gastam, quase 1 bilhão para promover a sua eleição. Isso é antidemocracia, isso é antidemocracia, isso é antidemocracia.

Você não tá entendendo? Botão dá para sair? Gestão da emoção e desenvolvimento humano. Suas obras atravessam fronteiras e culturas, impactando milhões de pessoas com uma linguagem acessível, profunda e transformadora. Quando ele é perguntado como é que ele vai fazer para baixar a dívida, né, em relação ao PIB, a dívida pública, ele disse que iria baixar para 2 ou 3%. Para ele reduzir para esse patamar, a máquina pública precisaria parar por 3 anos, o que é possível e transformadora.

Entre seus livros mais conhecidos estão O Vendedor de Sonhos, uma fábula moderna sobre sentido da vida e superação. Que lindo, cara! O Homem Mais Inteligente da História, uma obra que une ficção e reflexão para revelar o impacto emocional de Cristo sob uma perspectiva científica. Complicado. O que que é complicado? Tudo isso aí, né? Nunca Desista de Seus Sonhos, verdadeiro manifesto sobre resiliência e coragem em tempos de crise.

Não me fala no livro de autoajuda que isso me toca. Tu considera teus livros obras de autoajuda? O que que você acha? Eu acho que sim, porque elas autoajudam. Legal. O Futuro da Humanidade, um convite à reflexão sobre a educação, a juventude e o valor da vida. Que lindo, cara! A Turma da Floresta Viva, série infantojuvenil que aborda temas como empatia, amizade e equilíbrio emocional desde a infância. Como é que eu vou debater alguém que— alguém, alguém que— alguém que— tá bom já.

E tudo fica ainda mais estranho quando você vê que Pablo Marçal entrou na campanha de Cury. Arrombado! Entrou na campanha de Cury e os picos de seguidores e mensagens vem da Índia. Como é que pode um troço desse? Ele é o mais rico de todos, 242 milhões. Isso tudo foi nada. Pessoal, por favor, Augusto Cury é o Pablo Marçal com Rivotril. Pensa comigo, eu te peço para você que tá me ouvindo, Cuidado, nessa de fugir de polarização você pode tá caindo numa cilada ainda pior.

E o que vai acontecer daqui pra frente veremos nos próximos dias. Medo e Delírio em Brasília. Vejam vocês, percebe a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto, eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda à toa? Cristiano, seu lixo! Cristiano, seu lixo! Cristiano, seu lixo!

Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Calma, aquele verme maldito! E aí, Brasília Depressão, como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Brasília. Beijo para eles. Medo e Delírio, hein? É um programa que, pô, mano, meio duvidoso, né? Fora seu Medo e Delírio em Brasília, pô! Eu não ouço Medo e Delírio. É escrito por Pedro Daltron. Um abraço, Daltron! Meu queridíssimo Pedro Daltron.

Um beijo pro Pedro Daltron. Pedro Daltron. Pedro Daltron. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiros. E um beijo pro Pedro Daltron. Pedro, pro beijo, Daltron. Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 58 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora! Bora! Bora! Sabatinas de uma eleição que não existe.

Não existe. Estamos de volta, senhoras e senhores, e Quero mandar muitos beijos pra Curitiba. Viva Curitiba! No último sábado, dia 29 de agosto agora, rolou o lançamento do livro da Gabriela Biló lá na Itiban Comic Shop. Tava lotadão, foi muito massa. Pessoal da Itiban também, muito gente boa. E aí, logo depois, teve a festa do Medo e Delírio lá na Sociedade 13 de Maio. E foi muito foda também, gente. Já estamos pensando na próxima já, hein?

Mas vamos seguir. Vamos seguir. Tenham suas respectivas calmas, porque ainda não vai ser nesse episódio que, infelizmente, a gente vai falar dos últimos vazamentos. É isso mesmo. Pois é, revelação não, né? Eu acho que você deveria desenvolver Não é de você que a gente tá falando, cara. Mas vazamento, não revelação, envolvendo o Forcaro e o magistrado careca. É tudo muito inacreditável, hein? E desesperador. O episódio vai ser feito com a devida calma, sem pressa, mas já dá pra dizer que a equipe— Amiga, não tenho como te defender.

Que Deus tenha misericórdia dessa nação. Bom, mas esse episódio aqui versa sobre as sabatinas da Globo. Mas antes a gente precisa falar brevemente de uma outra sabatina, uma das primeiras a serem realizadas. Antagonista. Mas não é só deles não. Bom dia, pessoal, eu sou a Misa Antonini, sou CEO do G4. Um prazer recebê-los aqui hoje em uma das nossas casas. Pois é, a sabatina do antagonista foi no G4, aquele G4. Bom dia, gente! Irmão, bom dia ao caralho, parceiro!

Prazer estar com vocês aqui. Nós precisamos separar a parte que é dele e a parte que é nossa. Ou seja, prazer é o caralho! Prazer estar com vocês aqui. Não, não é. Pois é, gente, é o Thales Gomes, aquele coach que já protagonizou episódio por aqui. Então, os empreendedores, essa rede que hoje na verdade é soma 100 mil empresas, o quê? Que emprega 16 milhões de pessoas. O que que foi? Tô falando sério. Impossível. Porra, é você, Pablo Marçal?

O dia que você tiver a experiência da turbina do helicóptero falhar com você, deve, você vai ver. Eu já tive e fiquei mais normal que o piloto. Ou seja, sentados nessa sala hoje conosco e conectados a essa transmissão estão os responsáveis por 4 de cada 10 empregos formais privados no Brasil. Eu duvido, eu duvido. Há de se desconfiar de números dessa magnitude, né? Com toda certeza. Bom, essa sabatina merecia um episódio para só, mas deu errado.

Não deu um episódio em áudio desse podcast totalmente, mas deu um, entre aspas, episódio com um montão de amontoado de coisa escrita. Tem que suavizar aquilo lá no Substack desse programa meio duvidoso. E Pedrinho Doutro mandou dizer que ele teve a proeza de criar o Substack medoidelirio.substack.com, sem a porra do i depois do l. Mas evitemos críticas por motivo de Inclusive, lá na festa de Curitiba, a casa lotada cantou junto isso aí, hein?

Mas graças à nossa queridíssima Gaia Passarelli, a URL já foi consertada e tá medoedelirioembrasilia.substack.com. Medoedelirioembrasilia.substack.com. Substack escreve S-U-B-S-T-A-C-K. Quando você entra a primeira vez, ele pede pra colocar o seu email lá pra você assinar, é uma newsletter afinal. Caso você queira só ler, é só clicar logo embaixo em não obrigado. Mas agora sim, bora para esse episódio auditivo, esse caos sonoro aqui que você, claramente uma pessoa esquisita, gosta.

Então bora para Sabatina do Flávio. Flávio, Flávio! Olá, boa noite. Boa noite. Pois é, Sabatina da Globo. Mas antes a gente precisa retomar o nosso queridíssimo Celso Rocha de Barros, Celso Rocha de Barros, no nosso penúltimo episódio. Como é que a gente trata uma eleição que tá correndo sob ameaça estrangeira assim? Será que é para a gente tratar do mesmo jeito? Será que todo dia a gente não devia estar tratando do fato de que tem uma superpotência que tomou a economia brasileira como refém para exigir que os brasileiros votem no candidato que ela prefere.

Eu acho muito esquisito e desconfortável a gente falar dessa eleição como eleição normal, como uma eleição que tá transcorrendo sob a mais completa normalidade. Porra, e não precisa ser inteligente para entender que a democracia no Brasil tá em risco. Evidentemente está em risco. E a sabatina da Globo seria o melhor lugar para entender como vai ser a cobertura da grande imprensa. E o resultado não foi melhores. Aparentemente, a gente tá fodido.

Parece que é uma eleição normal. Não é normal, eu falo isso pra todo mundo. Pro Lula foram feitas 39 perguntas e nenhuma delas tinha a ver com o inacreditável ataque estadunidense à soberania brasileira. Nenhuma, zero. É como se o Lula tivesse enfrentando uma eleição normal. Não é normal não, camarada. Nem a palavra tarifas foi mencionada. Tarifa Eduardo Bolsonaro, tarifa Paulo Figueiredo. E olha que essa é a mais tranquila das ameaças, é uma arma econômica.

E dá pra falar com tranquilidade que a doutrina Monroe vai um pouquinho além da coerção econômica pura e simples, né? Na entrevista foram 4 menções a Estados Unidos e uma menção a Trump. E acredite você, todas as menções foram feitas pelo Lula e nenhuma pra falar que o Brasil tá sob ataque estrangeiro. As 4 vezes em que o Lula falou em Estados Unidos era para falar da dívida pública deles, numa resposta sobre a terrível crise fiscal brasileira.

E no caso da menção ao Trump, foi quando ele tava falando de uma proposta enviada para o Trump sobre crime organizado. Não pode ser assim, não pode, não pode governo Trump fazer o que faz. E para imprensa brasileira, nada acontece feijoada, nada acontece feijoada, uma parte da imprensa brasileira, claro. Bom, mas aí no dia seguinte foi a vez do Flávio. Boa noite, arrombado! Boa noite, candidato. Boa noite, Renata. Boa noite, Trário.

Boa tarde. Boa noite a você. Boa noite. Boa tarde. Boa noite. Boa noite. Boa tarde. Boa noite. Bom, foram 37 perguntas pro Flávio, 7 delas versando sobre os Estados Unidos. De novo, versando apenas e tão somente sobre coerção econômica. E é só disso que a gente vai falar aqui. Candidato, tarifaço. Um belo nome pro candidato. Presidente Trump impôs um tarifaço de 50% contra o Brasil. No dia desse anúncio, 9 de julho do ano passado, o seu irmão Eduardo Bolsonaro foi às redes sociais comemorar, pediu que os brasileiros agradecessem a Trump.

Você imagina só, os brasileiros têm que agradecer ao Trump, o meu chefe, o presidente Trump, meu chefe, o presidente Trump. Ele fez questão também de dizer que atuou nos Estados Unidos para obter medidas contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no processo criminal do seu pai Jair Bolsonaro. Então eu pergunto ao senhor, por que nesse episódio ele colocou colocou os interesses da família Bolsonaro à frente dos interesses do Brasil.

Exatamente isso. Ele não precisa ser inteligente para entender isso. Pois é, aquele papo de defendemos a família. Olha, se ele tivesse colocado os seus próprios interesses na frente do Brasil, exatamente isso, ele não teria ficado exilado como está nos Estados Unidos hoje. Hoje em dia nós somos tóxicos. Acertou. Ele faz um trabalho lá de conscientização. O que é o caralho de mostrar ao mundo o que tá acontecendo no Brasil hoje, que tá longe de ser uma democracia plena?

Eduardo tá fazendo não é conscientização, que ele tá fazendo é propaganda. O lobby, ele tá defendendo os interesses dele e da família dele lá nos Estados Unidos. Nunca pediu tarifas de empresa para empresas brasileiras. Se for necessário, iremos sim sacrificar tudo, queimar toda floresta. Inclusive eu, tralha, fiz questão de também no mesmo dia vir a público dizer que era contrário a isso, que não defendia, que ia defender os interesses das empresas brasileiras, ia trabalhar para retirada dessas tarifas junto ao governo americano, como eu fiz.

Pois é, o Flávio só falou isso na segunda onda de tarifa. Tarifas. Na primeira, ele não ousou criticar o Trump. Ele achou que as tarifas seriam uma vitória. Candidato, no dia 9 de julho de 2025, mesmo dia em que o Trump anuncia o tarifaço, o seu irmão Eduardo Bolsonaro vai à rede social X e diz o seguinte: povo brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz. Coloque o seu agradecimento ao presidente Donald Trump abaixo e vamos rumo à Lei Magnitsky.

Obrigado, presidente Trump. O meu chefe, o presidente Trump, Por conta disso, no dia 16 de junho desse ano, seu irmão foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no processo da trama golpista. A 1ª Turma do Supremo entendeu que ele tentou interferir no julgamento do pai. O senhor acha correto misturar interesse pessoal com interesse eleitoral e interesse nacional? Eu não acho correto. Pois é, e nesse ponto aí a Globo vacilou.

Dava pra pegar o Flávio no pulo com essa aqui, ó, matéria do Ranier Bragom no dia 29 no SBT News. Abre aspas: Thank you, President Trump. Make Brazil free again. We want Magnitsky. Peço RT. Fecha aspas. Escreveu Flávio no X. Flávio, Flávio! Na publicação, o senador, que não era ainda pré-candidato à presidência, o que só veio a ocorrer 6 meses depois, compartilhou uma mensagem feita 2 horas antes por Eduardo Bolsonaro, que também agradecia a Trump.

Abre aspas: Povo brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz. Coloque o seu agradecimento ao presidente Donald Trump abaixo. O meu chefe. Vamos rumo à Lei Magnitsky, escreveu Eduardo no post compartilhado pelo irmão. Na sequência, em letras maiúsculas, publicou: Thank you, President Trump! Make Brazil free again! We want Magnitsky! Não grita aqui não, calma, não grita, seja educado. Pois é, e a Globo citou a mensagem do Eduardo, mas não citou o retweet do Flávio.

Alô, pesquisa da Globo! Bom, mas em minutos o tesoureiro estava relembrando isso aí. Muito bom. E esse retweet do Flávio aconteceu 6 horas depois da cartinha do Trump. E adivinha, o SBT News procurou a assessoria do candidato à presidência na manhã desse sábado, dia 29, e aguarda um posicionamento. E vamos combinar que isso deveria caber à Globo, né? Ao vivaço na sabatina. O Eduardo elogiou o Trump no Twitter então. Olha, ele tava trabalhando, ele assumiu que ele tava trabalhando para defender as liberdades do povo brasileiro.

Eu não sou povo desse rapaz. E denunciar aquele que é um violador de direitos humanos internacionais, que é o Alexandre de Moraes. No dia seguinte ao tarifácio, ele agradece. Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas. O trabalho que ele fez lá para conscientizar, e a decisão quem tomou foi o governo americano, não foi Eduardo Bolsonaro. Portanto, ele não tem absolutamente nada a ver com isso. O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que trabalha para que senadores brasileiros que estão nos Estados Unidos para tentar avançar em conversas sobre a questão das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros, não encontrem diálogo nessas negociações.

Bom, na sabatina do Flávio também se falou de Pix, tema de mais uma coerção econômica dos Estados Unidos. E o Pix, candidato? Pix é um— Bolsonaro, teu cu! Parabéns pelo Pix, presidente, novo sistema do Banco Central que vai ajudar a população econômica. Lá no governo Dilma, o Banco Central deu início aos primeiros estudos sobre pagamentos instantâneos. No Temer, foi instituído um grupo de trabalho para estruturar. Aí no governo Bolsonaro, o Pix foi lançado e o Bolsonaro nem sabia do que se tratava.

E o Flávio ainda me mete essa aqui, ó: Bolsonaro, o Pix sem taxa. Pois é, e a única vez em que se falou em taxar o Pix, quem foi que falou? Economia Paulo Guedes pela primeira vez falou na possibilidade de taxação, imposto sobre o Pix. O Pix pode vir a ser taxado. O ministro da Economia Paulo Guedes falou que ele pretende voltar a discutir a taxação da CPMF, que é aquela contribuição provisória por movimentos financeiros, e inclui aí o Pix.

Aí, ó, um dos motivos para o tarifação. E os Estados Unidos acusam o Banco Central Brasileiro de favorecer o Pix em prejuízo de empresas americanas. Seu irmão Eduardo Bolsonaro disse o seguinte depois do anúncio do segundo tarifácio: os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar.

Candidato, se eleito, o senhor considera colocar o Pix em negociação com os Estados Unidos? De forma alguma, tralha. De forma alguma, tralha. O meu irmão é maluco. Ele, apesar de ter feito 40 anos de idade agora, né, ele não é tão maduro assim, vamos assim dizer, talhado para política. Mas por que então não é de uma empresa? Não é de uma— ele não foi mais enfático e disse claramente: o Pix é inegociável. Ele é burro. Não, eu tô sendo aqui— o Pix é inegociável.

E ele não quis dizer isso, que o Pix tava em negociação. Vocês ouviram o que que o Eduardo falando? O que que ele quis dizer então, caralho? A Globo até chegou a entrar num tema que tem a ver com declaração de guerra por parte dos Estados Unidos. Mas não fique muito otimista. O senhor também chegou a apoiar a candidatura do Rodrigo Bacelar para o governo do estado. Ele foi presidente da Assembleia do Rio, ele tá preso. Flávio Bolsonaro reforça nome de Rodrigo Bacelar em corrida ao governo do Rio, é isso?

Exatamente isso. Tá preso e a Polícia Federal disse que ele exercia liderança política do núcleo do Comando Vermelho. Que beleza! Você já viu um presidente da República tratar integrantes de PCC e Comando Vermelho como nossos criminosos? Olha aqui, ó, Rodrigo Bacelar, governador em exercício, e senador Flávio Bolsonaro conversando reservadamente aqui. Pois os dois escolheram um cantinho ali, ó, para conversar. Que será que estão falando?

Não é grave, candidato? Muito grave. Se eu soubesse disso, jamais, né? Se forem comprovadas as acusações contra ele, já que ele também tá respondendo ao processo, né? Se forem comprovadas, é gravíssimo. E olha como Flávio tenta se distanciar. Mas isso ali era uma— na verdade, o nome dele surgiu de uma composição partidária no Rio de Janeiro em que ele tava sendo ali indicado, né, por um partido que tava na nossa coalizão. Igual o Márcio Canela, né?

Um sabido miliciano. Curiosamente, ele era candidato ao Senado e a suplente dele era mãe do Flávio. Aqui para reafirmar o nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella. Mas sabe como é que é, né? Mais uma azarada composição partidária com o crime. Ele tem direito de se defender e de provar a inocência dele ou não na justiça. Nós vamos agora fazer um rápido intervalo. Pois é, aí ingenuamente a gente rezou para que depois dos comerciais eles retomassem o tema com a única pergunta possível.

Estamos de volta com a entrevista com o candidato Flávio Bolsonaro. Candidato, Vamos falar aqui de economia, dívida pública. Não, brother, tinha que ser assim, ó. Estamos de volta com a entrevista com o candidato Flávio Bolsonaro. Candidato, como dissemos, o senhor era aliado próximo do Bacelá, ligado ao Comando Vermelho, isso segundo investigação da PF. O mesmo vale para o TH Joias, esse aí comprovadamente integrante do Comando Vermelho e também seu aliado.

E ao mesmo tempo, o senhor apoiou a designação de CVIPCC como organizações terroristas, incluindo aí sanções do governo dos Estados Unidos. Nossa pergunta é: dada a sua ligação com os dois personagens citados aí, o senhor não tem receio de ser sancionado pelo governo Trump? Essas sanções não são um risco para o seu grupo político? Pô, Globo, não era tão difícil assim, vai. Se falar de Comando Vermelho, tem que falar do Trump, pô.

O lance lá das organizações terroristas, a gente teve uma intervenção americana na Venezuela. Esse papo de CV e PCC terroristas soa demais como um salve para ataques militares em território brasileiro, pô. A gente falou disso aqui recentemente num inacreditável ataque dos Estados Unidos a pescadores equatorianos, e mais provas ainda saíram desse ataque ao Equador aí. E é tudo inacreditável. Aí era para a gente parar por aqui, mas olha parte da resposta do Flávio sobre economia: 14% é o maior juro real do mundo.

E sabe, Tralho, quando é que, quanto é que era a previsão lá em outubro de 2022? A previsão do mercado era que Neste momento a taxa de juros no Brasil, se fosse o governo do presidente Bolsonaro, ia estar em torno de 7%, metade. Bom, previsão de mercado não quer dizer muita coisa, né? Ainda mais uma previsão de mercado feita em 2022 sobre 2026. Pô, esse comentário aí é putaria. Aí, por algum motivo, não sei, tá o pai, tá o filho, hein?

E a maior forma da gente trabalhar o meio ambiente foi o que nós fizemos no governo do presidente Bolsonaro, aprovar o marco legal do saneamento básico para combater, né, o esgoto que passa na porta da sua casa que tá me assistindo. Puta que pariu, Marquinho! Pô, é sério isso? É você, Jair? É só você deixar de comer menos um pouquinho, tá? Quando se fala, por exemplo, poluição ambiental, só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também, tá certo?

Puta que pariu, hein? É uma visão meio infantil de meio ambiente, né? Ah, para resolver o problema do meio ambiente é só não jogar lixo na rua. E essa fala do Bolsonaro termina assim, ó: o mundo, quando eu falei que cresce quase 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar. Não é controle, não. Você vai estar na capa da Folha Amanhã que eu tô dizendo que tem que ter controle natalidade, planejamento familiar.

Sendo que em boa parte da carreira dele de deputado federal ele falava sim em controle de natalidade. Uma rígida política de controle da natalidade. Só que as pessoas que têm mais cultura têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho 5. Caralho, deixa eu só entender então. O senhor acha que não tem aquecimento global? Não existe? Eu acho que tem eventos climáticos extremos, tem épocas do, tem épocas né, cíclicas, né, que fazem mais calor, tem épocas que fazem mais frio, tem épocas que chovem mais.

E eu não acho que isso tem a ver diretamente só com a influência do ser humano. Pois é, gente, ficou claro aí, um negacionista climático igual o Eduardo. Fala, pessoal! Tô num lugar aqui nos Estados Unidos que fica tão distante da linha do Equador quanto Buenos Aires. Muitas pessoas sabem, né, que em Buenos Aires não neva assim. E aqui tá um inverno daqueles, temperatura abaixo de zero comumente. E eu tô aqui para falar um pouquinho de aquecimento global.

Existem muitas teses que confrontam essa do aquecimento global. Que aquecimento global é esse? Não deixe que o discurso, principalmente dos globalistas, matéria em cima de matéria, jogando essa mentira para vocês, que ela reste sedimentada como verdade. Pois é, gente, se o Flávio ganhar, mais um negacionista científico na presidência. Mas agora vamos com o bonde. O banco master voltou ao noticiário e na sabatina da Globo e em outros lugares o Flávio falou que como o dinheiro era privado não tinha nada de errado ali.

Só que a corrupção não muda de nome se muda também quem paga a conta, entende? E o rastro desse dinheiro é bem mais complicado do que privado e público. Fundos de previdência de servidor estadual, os que pagam aposentadoria e pensão de gente que trabalhou a vida inteira pro estado, tinham quase R$1 bilhão aplicado nesse banco aí, no Banco Master. Dinheiro que hoje ninguém sabe se volta. É isso que nos lembra o Marcos Nobre, professor de filosofia política da Unicamp.

Nós não temos ideia do que acontece. Porque como não é um partido registrado, como não tem que prestar contas para justiça eleitoral, no caso, não temos ideia do que corre de dinheiro nesse partido. Não é coincidência que discurso pronto apareça toda vez que dinheiro opaco vem à tona. Marcos Nobre estuda exatamente esse tipo de estrutura, como ela se organiza, como se financia sem prestar conta a ninguém, no curso Raio-X da Extrema-Direita lá no E olha só, porque a live já é semana que vem, terça-feira, dia 8 de setembro.

Não deixa pra depois, hein? Pra você ter acesso ao link e participar desse papo na exibição da aula na íntegra, você precisa estar inscrito na página do BOND. E o link tá na descrição desse episódio aqui. BOND, aprender e mudar as coisas. Então bora pro próximo tópico. Os maiores roubos da história. Hoje no Discovery Channel. Enquanto por aqui uma parte da imprensa afeta uma normalidade que não existe, a doutrina Monroe tá cantando no nosso continente, hein, de uma forma absolutamente inacreditável.

Notícia que chegou há pouco dos Estados Unidos sobre um acordo que garante o acesso do país ao petróleo da Venezuela. Num post na rede Truth Social, Donald Trump classificou esse acordo como o maior da história. O presidente americano afirmou que os Estados Unidos terão controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas e acrescentou que a negociação deve aumentar o fornecimento de petróleo, reduzindo o preço da gasolina para os americanos.

Donald Trump destacou aprovou ainda o fortalecimento das relações entre Estados Unidos e Venezuela. Tá de sacanagem, diz aí, seu esquisito do caralho. Temos uma ótima relação com a Venezuela, é uma equipe em certo sentido, um acordo caracu, que para ser elegante é um acordo em que uma pessoa só se dá bem e a outra só se dá mal. E estamos retirando milhões e milhões de barris de petróleo indo para Houston, indo para Louisiana, indo para para muitos lugares diferentes nos Estados Unidos e no mundo todo.

Estamos fazendo uma fortuna e eles estão fazendo uma fortuna. Pois é, esse infeliz esquisito aí já tinha bombardeado lanchas sem apresentar qualquer prova. Tem até ataque em que os sobreviventes depois do primeiro bombardeamento são bombardeados de novo. Caralho, o famoso morre, diabo! Numa guerra isso já seria crime. Agora Agora você imagina o quão crime que é sem nem guerra ser. Pra caralho! Depois, o pirata Trump resolveu sequestrar vários navios venezuelanos e se gabar disso.

Acabamos de capturar um petroleiro na costa da Venezuela, um petroleiro muito grande, o maior que já se viu, na verdade. Aí, cansado de sequestrar navios, o Trump resolveu simplesmente sequestrar o presidente da Venezuela. E aí agora ele anunciou que roubou uma parte considerável do petróleo venezuelano. Petróleo, a maior riqueza do país. E tem vídeo dele se gabando que os Estados Unidos não pagaram nada por isso. Mas a gente falhou miseravelmente em achar essa fala aí.

Matei essa aqui, ó. Um repórter pergunta pra ele: o que vai acontecer com o petróleo do petroleiro que os Estados Unidos tinham capturado? Aí o Trump fala: a gente vai ficar com ele. Vamos seguir. Repito, são 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano, que representa 21% das reservas provadas totais da Venezuela, que é a principal reserva mundial. 65 bilhões a serem controlados pelos Estados Unidos, um país que tem reservas provadas, ouçam bem, de cerca de 44 bilhões de barris.

Ou seja, são 20 bilhões a mais do que as reservas que os Estados Unidos têm. 20 bilhões a mais que todas as reservas dos Estados Unidos. Vamos parar para pensar isso um minuto. Pois é, aí num inacreditável post na sua inacreditável rede social, o Trump falou em presente do povo venezuelano. Bora ver como a imprensa dos Estados Unidos noticiou o tal presente. O conselho editorial do Wall Street Journal comparou o acordo petrolífero com a famosa cena do Poderoso Chefão Parte 2.

Com muita tranquilidade, com muita abertura, com todo o espaço para o Pois é, esse último vídeo aí que vocês ouviram é mais um vídeo do pessoal do La Base, e os vídeos deles estão ajudando a gente muito a entender a putaria que tá acontecendo no nosso continente. Mas bora primeiro com o editorial do Wall Street Journal do dia 30 de agosto. O presidente Trump há muito diz que é a favor de pegar o petróleo quando os Estados Unidos intervêm no exterior, e agora ele está fazendo isso de maneira extraordinária.

O acordo anunciado por ele no final da sexta-feira com a presidente não eleita Delcy Rodrigues, garantindo os direitos sobre 65 bilhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas parece menos uma transação comercial comum e mais a famosa cena de empresários norte-americanos se reunindo com o homem forte cubano em O Poderoso Chefão Parte 2. Vocês têm noção da distopia necessária para, um, a gente tá aqui concordando com editorial do Wall Street Journal, bizarro, e dois, para o editorial do Wall Street Journal tá fazendo essa comparação Bizarro!

E vamos ouvir essa cena do Poderoso Chefão 2. Ditador cubano recebe empresários dos Estados Unidos num luxuoso jantar em Havana, no seu palácio. Vale dizer que o filme é passado em 1958 e 59. Quero agradecer a esse distinto grupo de industriais norte-americanos por continuar trabalhando com Cuba durante o maior período de prosperidade de toda a sua história. Aí o ditador cubano elogia vários empresários americanos sentados numa grande mesa de jantar, e o último é esse aqui, ó.

E o senhor Michael Corleone de Nevada, representando nossos parceiros em atividades de turismo e lazer. Aí a próxima cena é de mafiosos depois da reunião num terraço com Havana ao fundo, numa comemoração. Aí um dos mafiosos diz: conseguimos conquistar coisas maravilhosas em La Habana. Não há limites para até onde podemos chegar a partir daqui. Esse governo sabe como ajudar os negócios, como incentivá-los. E bora com a Delcy Rodríguez, a vice do Maduro, que agora é presidente.

E agradeço ao presidente Trump, ao secretário Rubio, ao seu governo, pelo esforço realizado por tanto seu governo quanto nosso governo, por toda a equipe venezuelana que dedicou tempo para alcançar esse acordo. Com uma arma na cabeça, a Delcy diria qualquer coisa, né? Estamos presenciando então talvez o primeiro e último episódio da história em que Trump, Rubio e Hegseth se esforçaram aparentemente em benefício de um povo latino-americano.

Todo um gesto, uma alegria. Primeiro te asfixiam com sanções durante anos, bombardeiam a sua capital, sequestram seu presidente, te cercam diplomaticamente, te encurralam economicamente e Depois vem a cenoura, que dizem que trará prosperidade. Que maravilha, que generosidade, que comovente sensibilidade caribenha a de Marco Rubio. Isso aí é sarcasmo! Lembrando que o Rubio é constantemente citado como possível sucessor do Trump, hein?

Isso se o Trump não tentar um terceiro mandato ilegal. O acordo transforma a Venezuela no posto de gasolina oficial do Império durante, no mínimo, mais de duas décadas. E além disso, dá de presente a Trump uma bala a mais para o que ele sabe fazer de melhor: continuar asfixiando os povos que não queiram se subordinar Irã, Palestina, Cuba. Quem poderia imaginar que o suporte material para futuras guerras coloniais poderia vir da faixa do Orinoco?

A faixa petrolífera do Orinoco é um território na faixa sul da bacia do Rio Orinoco, na Venezuela, que se sobrepõe às maiores reservas de petróleo do mundo. E esse episódio precisa perder um tempo com o Hugo Chávez. A possibilidade de uma guerra tá aí então. Você não enxerga isso? Você não enxerga a ameaça que é para nós o Império dos Estados Unidos? Por que você acha que os Estados Unidos querem atacar a Venezuela? A história recente tá aí.

Eu vou te dizer a causa mais importante. Aqui, aqui mesmo está a maior reserva de petróleo desse planeta. Aqui na Venezuela temos petróleo para mais de 100 anos. O petróleo dos Estados Unidos está acabando. A razão de maior peso para que os Estados Unidos queiram colocar aqui um governo subordinado a eles, ao império, como tiveram durante muito tempo, é o petróleo venezuelano. Quero lhe fazer uma pergunta sem que isso incomode: o senhor é paranoico com os Estados Unidos?

Não, de maneira alguma. Eu sou apenas realista. Se você pudesse fazer essa pergunta que fez a mim, o que não vai acontecer porque Porque ele já está morto. Faça essa pergunta a Jacobo Árbenz, que era presidente da Guatemala quando eu estava nascendo. Você não tinha nascido. Só porque quis fazer uma reforma agrária, os Estados Unidos invadiram o país e o derrubaram. Você poderia fazer essa pergunta a João Goulart, o brasileiro.

Os Estados Unidos o derrubaram no início de 1964. Assim era o dia a dia: agitação, desordem, intranquilidade. O povo exigiu o fim da anarquia. O Exército, solidário com as legítimas aspirações do povo, cumpriu sua missão constitucional garantindo a lei e a ordem. Exército, compromisso com a democracia. Pois é, desde 64 que não se fala em reforma agrária por aqui, né? E aqui o MST visto como marginais terroristas. Nós temos que tipificar como terrorismo as ações do MST.

Cartão de visita para o MST é cartucho 7,62. E um salve para o MST, hein? Você poderia fazer essa pergunta a Salvador Allende, o presidente mártir? Você poderia fazer essa pergunta a Juan Bosch, o ex-presidente dominicano derrubado pela invasão dos Estados Unidos? Você poderia fazer essa pergunta ao meu general Omar Torrijos, assassinado pela CIA. Não é paranoia, é a verdade. Estou cumprindo uma responsabilidade de chefe de Estado.

Os paranoicos são outros, os de extrema-direita, os enlouquecidos que acreditam que o mundo não vai mudar, as burguesias entreguistas desse continente que pretendem a ferro e fogo continuar dominando esses povos, e não vão conseguir. E a Delcia, ao defender esse absurdo, citou um acordo lá dos anos 90. E isso é cruel, muito cruel. E reparem que o governo compara o acordo petrolífero alcançado com os Estados Unidos com a época da abertura petrolífera dos anos 90, o que é em si mesmo muito significativo, porque Hugo Chávez veio justamente colocar um fim a essa abertura.

Embora o argumento de Rodríguez seja de que agora os royalties serão maiores e não a preço de banana como nos anos neoliberais. Pois é, e ainda bem que o Chávez morreu para não ver isso, né? Aí o Trump anunciou que o controle do petróleo seria por petroleiras estadunidenses. A Exxon tá entrando, a Chevron tá entrando, temos as nossas grandes petroleiras entrando, todos fazendo seus lances. É mentira dele! Na verdade, nenhuma petroleira topou, né?

Porque vai precisar de muitos e muitos anos e muitos bilhões de dólares para reconstruir a capacidade de extração. É como ninguém é maluco, Trump deu outro jeito. Volta lá para o editorial do Wall Street Journal do 30 de agosto. Os Estados Unidos terão uma participação de 35% em uma empresa privada controlada por Alejandro Betancourt, o empresário venezuelano próximo à senhora Rodrigues. A empresa de Betancourt, North American Blue Energy Partners, poderá explorar esses 65 bilhões em reservas e os Estados Unidos terão direito de preferência sobre 20% do que a empresa produzir a preço de custo.

Investidor norte-americano aqui será o Pentágono. Logo ele que vai estruturar o investimento por meio de bônus de subscrição a preços simbólicos para obter a participação acionária sem gastar o dinheiro dos contribuintes. Pois é, olha, mano, quem entrou no negócio foi o Pentágono, o Pete fucking Hegseth. E procure aí no YouTube por Hegseth Fox X e vejam esse rapaz quase matando uma pessoa ao vivaço na Fox. A autoridade legal para isso está longe de ser clara, já que o Departamento de Defesa está investindo em uma entidade estrangeira.

O gabinete de capital estratégico do Pentágono pode assumir tais participações societárias? Por que o Pentágono está sequer operando nos mercados globais de petróleo quando já tem o bastante a fazer comprando novos armamentos em falta e reformando o seu falho processo de compras governamentais? O Trump causou o maior choque de petróleo da história, drenou perigosamente as reservas de petróleo dos Estados Unidos e agora rouba boa parte do petróleo venezuelano para consertar a sua própria cagada.

E é tudo tão distópico que o Trump foi capaz de enfileirar as seguintes palavras: talvez tenha sido o melhor acordo já feito, quem sabe. São milhões e milhões. Já pagamos pela guerra. O custo da guerra já foi pago muitas e muitas vezes. Onde você já viu isso? Você não ouviu isso com Afeganistão. Você não ouviu isso com Vietnã. E por pessoas que conduziram as coisas de forma muito diferente de como eu conduzo, entenderam? O Trump tá dizendo, tá mentindo, né, claro, mas tá dizendo que quem pagou pagou a conta pela guerra no Irã foi o povo venezuelano.

Sabe aquele míssil que matou mais de uma centena de meninas iranianas numa escola? Pois é, o Trump tá dizendo agora que ele foi bancado, a posteriori, claro, mas que foi bancado pela Venezuela. Espólios de guerra. Isso porque o Trump sonhava em tomar o petróleo do Irã colocando algum ventríloquo americano no comando do Irã. Aí, por falar em Irã, isso tem muito a ver com o que aconteceu no Irã também, né? O Irã também foi conquistado pelos britânicos depois de um golpe de estado que instalou lá o xá extremamente corrupto, né?

Um dos regimes mais corruptos da história da humanidade, em que o petróleo era entregue de bandeja para grandes irmãs do petróleo, né? Vamos dizer assim. E acabou esse tópico, mas antes vamos com nossos anunciantes. Oi, pessoal do Medo e Delírio! Aqui é Mari Faria, diretora do Foro de Teresina, e tô passando para convidar vocês para ouvir O Berro do Boi, o novo podcast da Trovão Mídia com a Revista Piauí. A gente acha que o ouvinte do Medo e Delírio vai querer saber muito sobre a impressionante história de Wesley e Joesley Batista, dois irmãos que saíram do interior de Goiás para erguer uma das maiores empresas do planeta e abalar a política do Brasil e ocasionalmente do mundo.

Toda terça tem episódio novo do Berro do Boi em todos os tocadores, no site da Piauí e no feed do Foro de Teresina. Assinante da Piauí ouve um dia antes no Spotify. Até! Trump, Javier e Seri Vamos mudar de assunto, mas continuar nessa distopia laranja. No episódio recente, a gente falou como Argentina e Chile, com governos de extrema-direita, estão se fodendo na mão dos Estados Unidos. Sabe como é que é, né? E vamos falar mais sobre o caso argentino, porque mostra demais o que vai acontecer pelas bandas de cá num outro governo Bolsonaro.

Bolsonaro reeleito é sacanagem. A história que vamos contar começa com uma estranha mensagem de WhatsApp que dizia o seguinte, abro aspas: prezado Sérgio, espero que esteja bem. O motivo do meu pedido urgente de uma ligação é que o governo norte-americano está implementando uma nova política que restringe ou revoga vistos para os diretores que expandem as operações da Huawei na Argentina. Meus superiores manifestaram preocupação com essa iniciativa da Huawei e me pediram para saber se é possível cancelar a iniciativa ou se a CAF ultrapassou os limites ao impulsionar o avanço estratégico da Huawei na Argentina.

Existe a possibilidade de encerrar essa iniciativa com a Huawei? Fácil assim. E bora para os personagens, começando pela pessoa que recebeu a mensagem. Sérgio é Sérgio Fernández Novoa, gerente de tecnologia de uma cooperativa chamada CALFI, que fornece eletricidade a 110 mil usuários na província argentina de Neuquén. O diabo nos detalhes do outro lado do WhatsApp era Andrew Dills, adido de assuntos econômicos da embaixada norte-americana em Buenos Aires.

Imagina agora diplomacia feita pelo Zap. Vamos passar a limpo o que temos até aqui. Um funcionário da embaixada gringa envia uma mensagem de WhatsApp WhatsApp, quem recebe é o gerente de uma cooperativa elétrica. O conteúdo da mensagem inclui a ameaça de perder o visto de entrada nos Estados Unidos e o nome da Huawei aparece mencionado em 4 ocasiões. O pano de fundo da história é esse: a CALFE é a Cooperativa Provincial de Serviços Públicos e Comunitários de Neuquén, fornece eletricidade e conexão de internet.

A área das suas operações inclui a jazida de hidrocarbonetos convencionais de Vaca Muerta. Vaca Muerta se transformou em um dos pontos geoestratégicos mais importantes do continente para os interesses gringos. A máxima que guia a diplomacia dos Estados Unidos poderia ser: se tem petróleo, é meu, não importa onde esteja. E por que Vaca Muerta é tão importante? Trata-se da segunda maior jazida de gás de xisto do planeta. Porra, é escancarado demais!

Por sua vez, o embaixador Peter Lamelas declarou ao jornal Clarim que não se trata de uma ingerência na soberania Não, não, não, trata-se de uma estrita questão de segurança nacional para os Estados Unidos na zona de influência de Vaca Muerta. Tá, peraí, peraí, Vaca Muerta é Argentina, cooperativa é Argentina, os Estados Unidos pressionam, mas não tem nada a ver com soberania argentina. É o mesmo que você contou sobre o Pix, né, no Brasil.

E é curioso como a segurança nacional dos Estados Unidos alcança Cuba, Ucrânia, Taiwan, Vaca Muerta, Brasil, em qualquer momento, na Via Láctea inteira, né. Depois da ameaça, rolou uma reunião do embaixador com o pessoal da cooperativa e o Ameaçado, Sérgio Fernandes Novoa, logo depois de participar da reunião, declarou que o embaixador confirmou as mensagens intimidatórias. Quem poderia imaginar? E por falar nesse embaixador, perguntem-se por que um dos países mais capitalistas e mais livres do mundo, os Estados Unidos, por que lá não se pode comprar e vender equipamentos da Huawei?

Porque cada uma, cara. Lembrando que os Estados Unidos juram de pé junto que a Huawei fica espionando os seus usuários. Coisa que os Estados Unidos jamais fariam, né? Mas e o Milei nessa história toda? Temos a embaixada cooperativa, o Congresso e a Huawei. Eu me pergunto que papel meu querido governo Argentina desempenhou nisso tudo. Imagino que o governo tenha saído em defesa da soberania do país. Quero pensar que sim. Lamento te decepcionar.

O governo de Javier Milei aproveitou a deixa para dar continuidade a outras guerras que leva adiante, ou seja, contra todas as cooperativas cooperativas do país. O que ele fez? Usou os mercenários que atuam como jornalistas a seu serviço para dizer que as tarifas da cooperativa de Neuquén são elevadas demais. Pois é, o Milei atacou a cooperativa e não saiu em defesa dos argentinos num caso de extorsão numa mensagem de Zap feita por um diplomata.

No Brasil, esse rapaz seria expulso do país. Vão te dizer que mais rasteiro não existe, e é bem isso mesmo. E num governo Bolsonaro, ou num governo de um Bolsonaro, é exatamente isso que aconteceria, sem qualquer resistência dessa família. E a desgraça é que os Estados Unidos está recuando no grande tabuleiro geopolítico, mas vai sobrar para as Américas. No ano passado, os Estados Unidos emitiram o Novo Marco de Segurança Estratégica Nacional, na prática pedindo um recuo dos Estados Unidos de volta ao seu próprio hemisfério.

Agora, nós não sabemos quanto mais os Estados Unidos vai ter que negar, e se os Estados Unidos vão conseguir se curar. É normal que recomendem que não se aposte contra os Estados Unidos, talvez, mas nem os próprios americanos têm certeza. E talvez um recuo salve os Estados Unidos. Quer dizer, quando a Roma Ocidental caiu, a Roma Oriental, Bizâncio, se consolidou e durou mais de 1000 anos. E os Estados Unidos, que tem o Canadá, a Groenlândia, o Golfo da América, a parte norte da América do Sul, Com 3 oceanos e recursos energéticos abundantes, pode ser autossustentável e poderosa por muito, muito tempo.

Aí, obviamente, a gente vai continuar falando do ser e medo. Qual foi o grande foco jurídico-policial no Brasil em cima do PT nos últimos anos? Marqueteiro. Marcos Valério, João Santana, Duda Mendonça. A gente não vai lembrar dos marqueteiros em CPI, em de polícia, algumas apreensão. Esse marqueteiro dos Bolsonaro não interessou para o Jornal Nacional fazer uma pergunta? Uma? Nunca? Pois é, Rede Globo, como é que não se falou em Seri Medo, pô?

Pelo amor de Deus, pô. É sabido que esse cara se meteu em várias eleições no continente e sempre de forma incrivelmente suspeita. E é sempre bom relembrar o que já se sabia dele. O Seri Medo é um picareta, vai, que se vende como consultor eleitoral, que trabalhou na eleição do Bolsonaro em 2022, fez aquela famosa live chamada Brasil Was Stolen Brasil foi roubado. Essa live bateu um pico de audiência gigantesco entre o primeiro e segundo turno de 2022, dizendo que uma parte das urnas brasileiras tinha um problema de identificação XYZ e que, portanto, a eleição tinha sido roubada, obviamente contra o Jair Bolsonaro.

Essa live dele e a argumentação dele foi usada pelo PL, partido do Bolsonaro, para entrar com uma representação no TSE. A mesma argumentação. A Polícia Federal fez uma investigação depois e concluiu que o Serimedo era o homem por trás da representação oficial do PL no TSE para anular a eleição, praticamente queriam anular a eleição. Eles queriam anular 52% de uma série de urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020. Era praticamente anulação da eleição.

O PL foi multado por isso, R$22 milhões, por litigância de má-fé, porque aqueles argumentos do Ser Medo eram completamente absurdos, não são técnicos, não são, não é verdade o que esse cara faz. E esse cara volta para eleição brasileira esse ano numa live com Eduardo Bolsonaro, há pouco mais de um mês, volta falando de fraude eleitoral, volta falando que as urnas não funcionam, a mesma ladainha preparada para caso eles perdessem ou percam a eleição desse ano.

O que acontece depois da live do Eduardo Bolsonaro? Deu muita sorte o Eduardo Bolsonaro para o Seri Medo, viu? Duas semanas depois, Seri Medo foi preso na Bolívia, acusado de mandar matar a ex-companheira, que tomou 3 tiros, tá numa cama de hospital. E a isso aí se soma o que a gente falou no episódio Seri Medo e Delírio na Bolívia. Era para ser Seri Medo e Delírio em Santa Cruz de la Sierra, ficaria até mais elegante. E o paralelo paralelismo seria mais preciso, né?

Porque afinal Las Vegas é cidade, Brasília é cidade, Bolívia é país, porra. Eles são burros. Bom, o Demori entrevistou a Nádia, a ex-mulher do Seri Medo, coisa que quem será que poderia ter feito também? A Rede Globo, porra. Bom, o Demori fala sobre o tal Brad Parscale, um americano que trabalhava com as empresas do Trump e acabou virando marqueteiro das campanhas dele. Segundo ela, o Seri Medo contava que o Brad havia repassado ao estrategista programas programas de IA, de inteligência artificial, para manipular a opinião pública na América Latina.

Ele comentou que estavam fazendo uma IA especial com filtros para censurar mais ou menos a questão palestina, de que com essa IA ia sair somente informação pró-Israel. Ele me fez uma videochamada do lugar onde estavam algumas máquinas. Eu não entendo muito disso. Entendo que é um ex-agente da CIA, que foi uma figura muito importante na campanha de Donald Trump. Trump, e que ficou na casa dele na última viagem aos Estados Unidos.

Ele passa a sair, César, para o Serimedo, para o Serimedo tomar conta da América Latina. É isso que ela fala nessa, nessa história. E nesse momento, nessa reunião dos Estados Unidos, estavam Brad Parscale, esse ex-agente da CIA marqueteiro do Trump e que trabalha para o governo sionista do Netanyahu, Fernando Serimedo e Eduardo Bolsonaro. Olha que legal! Fala aí, Demori. Ex-agente da CIA, né? Ah não, ele é um ex-agente da CIA.

CIA. Não existe isso, né? O cara pode ter trabalhado formalmente para CIA, mas essas ligações nunca se dissolvem. O cara vai ficar sendo um informante possivelmente da CIA a vida toda, porque as conexões políticas dele, elas envolvem também esse artefato de comunicação subterrânea. Esse cara é o cara que passa para o Ser e Medo um software que a gente tinha falado sobre isso na semana passada. Qual que é a diferença da manipulação de opinião pública da eleição de 2022 para essa, Vivi?

E aí, na de 22 não tinha IA com a potência que tem hoje, era muita coisa feita na mão. Hoje tem IA, fazenda de bot. Muito possivelmente hoje fazenda de bot você não precisa de 40 mil celulares conectados, um celularzinho do lado do outro. Você precisa comprar os chips e coloca no software, e aí a IA vai resolver as coisas. E segundo a Nádia, o Ser e Medo tem medo do Careca. Careca que vai ser o protagonista do nosso próximo episódio.

Infelizmente, o que ele comentou comigo de como trabalhavam, e não só lá na Assembleia Constituinte do Chile também, trabalharam em Honduras, trabalharam, entendo, no segundo turno de Keiko Fujimori. Trabalharam na Bolívia, trabalharam na Argentina, tinham intenções de trabalhar na Colômbia. Acho que isso não chegou a se concretizar, suponho. O processo que abriram, entendo que foi muito duro. Foi muito duro lidar com ele. Fernando tinha muito medo de ir aí.

Entendi que não voltou desde aquela vez que teve problemas, porque, por exemplo, Por exemplo, o presidente Rodrigo Paes foi a uma reunião com Lula e ele não o acompanhou. Ele se ocupava muito do Brasil, me dizia que era um país sumamente difícil, sumamente complicado, não somente pela idiossincrasia das pessoas, mas pelo tamanho da população que tinha. Ele disse para mim que achava que era bastante difícil que ganhassem uma eleição agora, por exemplo.

Para ele se lhe fazia bastante difícil que se ganhe, por exemplo, uma eleição agora, porque ele trabalhou lá. Em algum momento comentou comigo que a maioria dos seguidores dele no Twitter são justamente de lá, porque ele trabalhou muito ativamente nessa campanha. Entendo que ele o fez com toda a sua empresa, que se radicou por lá um bom tempo, e entendo que é muito próximo da família Bolsonaro. E olha só, ao que parece, esse esquema do Seri Medo envolve cocaína.

O que a procuradoria se pergunta é se Seri Medo fazia parte de uma estrutura oficial que facilitava voos irregulares, que levavam e traziam cocaína, até 500 kg por dia, e dinheiro vivo. Vamos aprofundar isso. Levavam cocaína e traziam dinheiro. A polícia boliviana achou achou muito dinheiro na casa do Serimedo. Essa é a foto da operação de busca e apreensão na casa de Serimedo em La Paz, onde encontraram em gavetas ocultas maços de dinheiro vivo, e calcula-se que cheguem a 1 milhão de dólares.

Ele negou no manuscrito, claro, mas o dinheiro tava lá. Em relação à cocaína, o que diz o relatório da procuradoria é que se calcula que saem 30 monomotores por dia com 500 quilos de cocaína cada um, cada um dos aviões. Por esse negócio, o chefe da unidade de combate ao narcotráfico cobrava $50 mil por monomotor. E é impressionante, o Hernández, ex-presidente de Honduras, que tocaria uma rede para desestabilizar governos progressistas nas Américas, era o maior traficante já condenado nos Estados Unidos e foi perdoado pelo do Trump.

E agora tem o Seri Medo, que pelo visto movimentava muita cocaína. Que coisa, né? Pois é. E acabou esse episódio. Apertem os cintos aí, porque os próximos anos vão ser agitados nessa azarada América Latina, hein? Antes de fechar, um aviso para você: se você mora no Paraná e não anda lendo O Plural, você tá muito errado, hein? O Plural é o principal jornal progressista de Curitiba e um veículo independente de verdade. Todo dia você encontra notícias de política, novidades e cultura.

E o melhor de tudo, tudo de graça. Mas quem quiser assinar ajuda a manter o jornalismo de qualidade e ainda ganha vários benefícios, hein, como um clube que dá desconto em um monte de lojas, mercados e farmácias. Entra lá no www.plural.jor.br. Aí vale lembrar que a nossa ida recente a Curitiba teve o apoio do Fuga Café e do Sambiquira Bar, que tem uma mensagem. Oi, pessoal, aqui é o Beto Madaloso, falo aqui de Curitiba, sou ouvinte também do Medo e Delírio, claro, e queria convidar vocês, ouvintes, quando passarem por Curitiba, vir conhecer nosso bar chama Sambiquira, é um bar especializado em comida do boteco.

Servimos aqui carne de onça tradicional da cidade, servimos romop, servimos torresmo, polentinha frita, temos uma bela carta de cachaças. Então passando aqui, venham conhecer. Nosso Instagram é Sambiquira Curitiba, sigam a gente e sejam bem-vindos. É um bar que tem a cara desse podcast, venham conhecer. Aí, já que estamos falando de Curitiba, o produtor da nossa festa foi o Fred Ferreira, que fez um trabalho massa com a gente.

O Instagram dele tá no nosso descriutivo. Tá isso, acabou esse episódio. Tchau para vocês! Vem pianinho! E hoje a gente fica por aqui. Esse episódio usou áudios de Fisk, Choque de Cultura, Normose, Drauzio Varella, MC da ICL Notícias, Gaveta, Ed Motta, TV Câmara Distrital, UOL, Doutor Júlio Teodoro, Endurance Cast, CNN Brasil, Cleitinho, O Assunto, TV Justiça, Greg News, Casimiro, Luana Japa, Tiro Lipa, Rede Globo, Porta dos Fundos, O Antagonista, de cobertura: O Globo, Metrópoles, Broxada Sinistra, TV Brasil, Jornal Nacional, G1, Flow, Folha de São Paulo, Gui Arcanjo, TV Assembleia do Paraná, Ravi Shankar, FUP, Atabaque Produções, Galãs Feios, Fernanda Torres, Altas Horas, Ariel Palacios, Rafa Monta, Isbilenk, Natuzaneri, Angu de Grilo, Sami Bonfim, Maria Rita, Xadrez Verbal, Bebel da Bebel Books, Elo D'Angelo, Carol Uito, Não Inviabilize, Alfredo Rolo, Bagaceira Chique, Aviões e Músicas, Globo News, Jogo de Fante, Marcel Cruz, História Pública, Estúdio CBN, Petit Jornal, Meteoro Brasil, Podcast Pauta Pública, Ian Neves, Professor Pasquale, Carla Bora, fantástico!

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Bora passar pano? Não, mas bora passar menos Vamos já, Ivan? Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a parte. Salve Cristiano, salve Pedro, aqui é Eliane Brum de Suma Uma, plataforma de jornalismo baseada no centro do mundo, em Altamira, no Pará, no Rio Xingu. Eu sou uma fã do Medo e Delírio e queria fazer um convite para vocês e todos os ouvintes para quando terminar o episódio buscar a Rádio Suma Uma. A gente acabou de lançar um programa semanal que entra toda sexta-feira às 11 horas horas e pode ser escutado no YouTube, no Spotify, em todos os tocadores.

Ele é apresentado por mim, pela Paulina Chamorro e pelo jornalista Floresta da Lunez do Rio Tapajós. Espero vocês lá, direto do centro do mundo. Acabou? Não. Fala, Pedro. Fala, Cristiano. Aqui é Márcio Moreto, presidente da ADUSP, Associação de Docentes da Universidade de São Paulo. É a seção sindical que representa aí todos os professores da USP, né? Queria falar com vocês brevemente aqui numa parte sobre o financiamento das universidades estaduais paulistas.

A USP, a Unicamp e a Unesp dependem de um repasse do governo do estado, que é uma parte do ICMS, né? É assim que a gente se sustenta. Acontece que com a reforma tributária o ICMS vai ser extinto e a gente tá com certo receio de como vai ficar o financiamento das universidades estaduais depois da reforma tributária. O Fórum das 6, que é o fórum que agrega os sindicatos de docentes e funcionários das 3 universidades estaduais paulistas, tributistas, tem uma proposta de que com a reforma tributária, ao invés do ICMS, que passe a ser usado como base de cálculo a soma de todas as receitas tributárias do estado, é o que a gente chama de receitas tributárias líquidas.

Isso nos daria uma estabilidade, uma previsibilidade aí do que pode acontecer no período de transição. Então estamos com essa campanha de que o próximo governador, enfim, a gente tá tentando sensibilizar conselheiros universitários das 3 universidades, sensibilizar os reitores e principalmente o governador o futuro governador e os deputados estaduais de fazerem essa transição aí para que a gente não saia prejudicado com a reforma tributária.

Se puderem nos ajudar aí a divulgar isso, agradeço muito, principalmente se tiverem estudantes da USP, se tiverem docentes da Universidade de São Paulo ou de qualquer outras das universidades estaduais, da Unicamp, da Unesp, puderem passar a palavra, falarem com representantes de vocês no conselho universitário ou falarem com pessoas ligadas às reitorias ou quem puder falar com parlamentares, isso seria de grandíssima ajuda. Bom, é isso, valeu, gente, abraço.

Acabou? Não, acabou sim, acabou, acabou, acabou, porra, acabou! Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu períneo, a boca é o ânus da fada. Varanda do povo, Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha? Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo. Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura, mais ou menos isso. Que porra é essa aqui?

É maconha essa porra? Ninguém fuma! 200 baseados! Muita gente, muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçava virilha, hoje nem isso coça mais. Pega Tá, ela te empurra dentro do seu cu. Opalão, Chevette, um Gol bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você?

Lixo arrombado. Vai entrar o grosso, o grosso chegou! Ai, que dor no meu pau! Eu sou especialista em pau. É a piroca, ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus.

Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho, estamos esperando aí. Calma, calma, calma, relaxe. Pronto, tá bom, era isso. Acorda, vagabundo! Acorda, acorda! Obrigado, minha gente! Deus proteja a todos, sejam felizes! Um abraço e Deus proteja a todos! E aí inflama a bunda.

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O Berro do Boi

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II - 2026.58 (COM TRADUÇÃO) Sabatinas d’uma eleição que não existe | Castnews Index — Castnews Index