II - 2026.48 - Brasil, a China do Ocidente
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ALÔ, CURITIBA! Dia 29/08!
Lançamento do livro “Juízo Final”, um manual sobre a tentativa e fracasso do golpe no Brasil, da Gabriela Biló em parceria com o designer Pedro Inoue e o Medo e Delírio (Itiban Comic Shop - 16h) Evento gratuito e aberto pra todo mundo!
Festa do Medo e Delírio em Brasília - 20h
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- Tarifas Americanas BrasilDonald Trump e a NASA · Marco Rubio · Investigação de comércio desleal · 25% de sobretaxa · Brasil como China do Ocidente
- Criticas Americanas ao PIXCapitalização do Banco de Brasília · Visa · Inclusão financeira · Soberania brasileira · Zelle
- Desafios econômicos dos EUARetaliação e reciprocidade · Eliminação de tarifas · Limitação da China · Plataformas digitais
- CorrupçãoLegalização da corrupção · Criptomoedas · Fortuna da família Trump · Insider trading
- Campanha de Flávio BolsonaroCríticas a Donald Trump · Eleitorado independente · Rachadinha e lavagem de dinheiro · Elis Regina
- Cinema da Fundação· CulturaImpacto do caso Dark Horse · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Bolsonaro · Atentado à faca
Central 3. Esse episódio aqui é um oferecimento do Bonde. Bonde, aprender e mudar as coisas. Agora bora para abertura. Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo, Paulo Figueiredo. Na GloboNews, os mesmos apresentadores que o chamam para entrevista, quando ligam para mim, dão risada. Tu é um pé no saco, hein? No privado fazem chacota, como: nossa, com cada entrevista do Valdemar é uma gafe, é uma crise dentro PL. Prazer para mim estar aqui presente e tô à disposição de vocês.
Eu digo a vocês, eu já entrevistei o Valdemar nos Pingos nos Is. Felizmente não achamos essa entrevista. Vocês devem lembrar, porque todas as entrevistas que eu fiz na minha vida, já fiz muitas entrevistas. Parabéns para você. Eu acho que a do Valdemar foi a mais constrangedora de todas. Eu nem ia falar de Valdemar, de Gagau Demar, Gagau Demar, Gagau Demar. Engraçadão você, hein? Eu tava quieto no meu canto, cuidando da minha vida, tentando fazer o Flávio ser eleito presidente.
Mas o Gagau Demar, mas o Gagau Demar sabe, sabugosa. Gagau Galgaldemar, Cristina Gargamel, Galgaldemar, Pinícolas Escariote, Galgaldemar, Superman Tecapto do Fio Diabo, Galgaldemar, Princesa Maçom de Orleans, Galgaldemar, Fan Rato. Mas o Galgaldemar, deixa eu ver se eu tenho aqui. Pera aí que vai valer a pena. Nesse momento, o arrombado do Paulo pega o telefone e lê uma conversa. Eu só disse o seguinte: por favor, presidente, por favor, ajude, evite entrevistas.
Cala a boca, eu não te perguntei nada. Já combinamos isso, poxa. Porque ele tinha combinado comigo que não daria mais entrevista. Por favor! A gente numa puta agenda positiva e você sequestra a pauta. A resposta do Valdemar pra mim: vai tomar no meio do seu cu, não sou seu empregado. Que delícia, cara! Que delícia! Caralho! Eu falei: kkk, hahaha, gostei da resposta. Gosto assim, melhor direto do que vaselina. Aproveito pra te mandar tomar no cu também.
Vai tomar no cu! Mas feitas já as mandadas de tomar no cu— eu sei que são bacharéis, diplomatas— que tal parar de atrapalhar a campanha do Flávio e parar de falar merda? Aí ele respondeu para mim: vá se foder, vá se foder. Que maravilha! Eu falei: não vou não, você vai se internar, vai. Esse é o nível de diálogo dessas pessoas. Eis que o Valdemar resolve dar mais uma entrevista. Eu fico pensando, medo e delírio, nunca imaginou que eu chegar nesse ponto.
É muita confusão. Às vezes eu fico pensando que surreal que é isso tudo, a realidade. Não briguem, se matem! Medo e delírio em Brasília. Ou seja, vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto, eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda à toa? Cristiano, seu lixo!
Cristiano, seu lixo! Cristiano, seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Calma, aquele verme maldito! E aí, Brasília, depressão? Como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o Medo e Delírio em Brasília. Medo e Delírio em Beijo pra eles. Medo e Delírio, hein? É um programa que, pô, mano, meio duvidoso, né? Fora seu Medo e Delírio em Brasília, pô! Eu não ouço Medo e Delírio. É escrito por Pedro Daltron. Um abraço, Daltron!
Meu queridíssimo Pedro Daltron. Um beijo pro Pedro Daltron. Pedro Daltron. Pedro Daltron. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiro. E um beijo pro Pedro Daltron. Um beijo pro Pedro Daltron. Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 48 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouco um pouquinho menos de raiva.
Brasil, a China do Ocidente. Estamos de volta, senhoras e senhores, e olha, vocês vão sentir que esse áudio aqui tá um pouquinho diferente. Eu estou sem o meu pop filter, então esse pô aí, por exemplo, dá esse problema aí. Mas vamos que vamos. Essa era uma semana que não era nem para ter episódio, mas vamos fazer um episódio solitário para vocês não esquecerem da gente. Mas antes de entrar nesse solitário episódio da semana, a gente precisa falar brevemente do filme do Jair.
Bora para Rafael Moraes Moura, no dia 17, no Globo. A dor de cabeça que Dark Horse causou à pré-campanha à presidência da República de Flávio Bolsonaro é inversamente proporcional ao espaço que o longa reserva ao senador. Tem alguém passando mal ali? Na produção norte-americana, que recria o atentado à faca contra Jair Bolsonaro e a sua vitória nas eleições de 2018, o personagem de Flávio é secundário. Se fodeu! Com pouquíssimos diálogos, diferentemente do espaço reservado à ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, que tem um papel muito mais relevante na trama.
Que delícia! Bom, por exemplo, a gente sabe como essa galera aí valoriza uma produção internacional, entre aspas, né? Como essa galera acha que o que vem de fora é melhor. Então, nos parâmetros deles, os atores que fazem o Jair e a Michelle são gringos. Já o ator que faz o Flávio e mal aparece é brasileiro. Justamente pela descrição foram no ator brasileiro, porque os principais são todos gringos. Após conferir o filme, uma fonte infinita de perturbação mental.
A avaliação do QG da campanha de Flávio é de que Dark Horse está mais para thriller policial sobre a facada em Jair Bolsonaro em 2018 do que para uma cinebiografia propriamente dita. Ainda bem, a cinebiografia fica uma merda, né? O Jair Bolsonaro daria uma boa biografia? Acho que não. Bolsonaro não é muito pobre. A história de Jair Bolsonaro é, como diria o Nelson Rodrigues, é uma dessas águas que ficam no Pires assim, que uma formiga atravessa a pé.
Pois é, como a cinebiografia dele ia ficar um cocô, cocô, cocô, aí restou uma ficção sobre a facada protagonizada por um personagem que inacreditavelmente foi batizado na trama de Aurélio Barba. Eu sinceramente fico muito puto. E esse Aurélio Barba teria ligação com o magistrado careca. No entorno de Flávio, a leitura é de que as escolhas narrativas do roteiro, coassinado por Mário Frias, e a estreia após as eleições afastariam os argumentos de que o filme pode promover a candidatura do senador à presidência da República.
O roteiro foi feito muito antes do Flávio virar candidato. Até então, ele ia concorrer ao Senado do Rio. As gravações começaram em outubro de 2025 e ele só foi se anunciar candidato em dezembro. Mas eles querem acreditar que é mérito do Mário Frias. E a gente ainda tá admirado com a língua do filme. Os diálogos são em inglês, em uma estratégia para ampliar as chances comerciais do filme no exterior. Bom, vamos ver quantas salas no exterior vão querer esse filme.
Vamos ver quantos gringos são masoquistas o suficiente pra pagar pra assistir essa porra. E eles dizem que o lançamento vai ser só depois da eleição, pra evitar propaganda eleitoral antecipada. Mas o Flávio aparece pouco. Tudo bem que coloca na posição de herói o pai dele, principal padrinho político. E é óbvio que o filme não tá pronto ainda. A equipe deve ter tomado um calote e tão segurando o filme. Aqui no Brasil, a distribuidora Europa Filmes aposta em cópias dubladas.
Pô, imagina aí quem é que vai fazer a voz do Jair. Algum imitador meu aí com voz escrota, porra? Então, pra tornar tudo ainda mais confuso pros idosos bolsonaristas, vai ser uma voz aveludada de galã. É impressionante como poucas coisas fazem sentido nesse filme. Obrigado, meu Deus! Mas vencidas essas deliciosas preliminares, vamos falar de novo de tarifas. Insuportável! Pô, puta que pariu, que distopia a gente tá vivendo, hein?
É pandemia, tá vindo uma histeria, é guerra, onda global de extrema-direita, partido novo. É top, é você. E agora o Brasil na alça de mira do tio Sam. Johnny Pirolia, piloto da OTAN. Bom, a OTAN não faz muito sentido, é verdade, mas foda-se, vocês entenderam, né? E tudo continua dando incrivelmente errado para o Flávio. Como os ouvintes mais atentos desse podcast bem sabem, o Flávio foi para Washington encontrar o Trump no fim de maio.
Em junho mandou cartinha na esperança de convencer o Marco Rubio a suspender as ameaças de tarifa, mas aí o Rubio respondeu dizendo que não era com ele. E que a questão era técnica. E aí restou o Flávio ir naquela audiência ridícula, onde ele falou por 5 minutos, que era o tempo máximo de fala permitido a ele, e ainda perdeu boa parte do tempo falando do careca. Fora censura! E criticando o PT. Digamos assim, uma defesa nada técnica, né, em termos comerciais.
Tá, mas aí dias depois começamos com o anúncio do novo tarifácio de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Diz aí, Paulo. Nós vamos quebrar o espírito das pessoas que estão no establishment do Brasil. O céu é o limite. O céu de tarifas é o limite, você pode cobrar 400% de tarifa, você pode explodir a economia brasileira, vai vender para China, vai lá, boa sorte. Diz aí, Eduardo, outra pergunta que eu queria fazer para você, ainda dentro do pacote de sanções dos Estados Unidos ao Brasil, é a questão do tão falado tarifação, né?
A gente lembra que as sanções não foram apenas a ministros da corte com a perda de visto, não apenas ao ministro Alexandre de Moraes com a perda do visto e a Lei Magnitsky, mas também a questão do tarifação que elevou aí a tributação norte-americana sobre produtos brasileiros. O senhor se arrepende de articulação em solo norte-americano ter também levado ao tarifação? De maneira nenhuma. É claro que não, né? Eduardo, presta atenção aqui no tio.
Sabe o que você é? Burro. Você é burro. O governo americano decidiu impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. Foi o resultado de uma investigação sobre práticas de comércio que o governo Trump considerou desleais. É meu pau nos seus pais. O relatório faz críticas à atuação do governo do Brasil nas negociações entre os dois países. Teu cu! Imagina só o governo Trump reclamando da negociação alheia.
O cara que negocia com base em força bruta, pô, em ameaça, que escolhe as palavras mais inacreditáveis e insulta Deus e o mundo. A medida entrará em vigor na quarta-feira que vem, dia 22 de julho. 25% de sobretaxa a quase 3 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, entre eles etanol, máquinas agrícolas, açúcar, papel, produtos químicos, manufaturados, calçados e vestuário. Vocês lembram dessa aqui do Guedes? Essa confusão toda, todo mundo tá achando que tão distraído, abraçaram a gente, enrolaram com a gente, nós já botamos a granada no bolso do inimigo. 2 anos sem aumento de salário, era a terceira torre que nós pedimos derrubar.
Bom, Trump jogou a granada no bolso da família Bolsonaro, no caso dos homens da família Bolsonaro, né, claro. Eu tô com raiva dele. Mas antes fossem só eles que estão se fodendo, né, porque a gente vai se foder também. Mais de 2 mil produtos ficaram de fora. Sabe como é que é, né? Taxar tudo seria suicídio. Mas repara só na absoluta insanidade. O Brasil vai passar a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China.
Bizarro, bizarro, não é bizarro? Como a gente chegamos a isso? Em que mundo isso aí faz sentido? Assim, o Brasil passa a ser o segundo país com maiores tarifas do governo americano. A China lidera a lista com tarifa média de 27%. Pânico comunista, pânico comunista! Para uma Casa Branca tomada pelos republicanos da Flórida, o Brasil virou a China do Ocidente e meio que só sobrou Calma Urgente desafinando o coro da extrema-direita nas veias abertas da América Latina.
Bora pro Valdo Cruz no Globo no dia 17. Caso a medida fosse adiada, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha o discurso pronto. Teria conseguido evitar o tarifaço depois de conversar com a equipe de Donald Trump e com o próprio presidente norte-americano. O Flávio fez de tudo. Ele tá fazendo esse papel sabujo, toda hora vai para os Estados Unidos, já foi 5 ou 6 vezes esse ano, vai a semana que vem de novo. Conseguiu a bala de prata que ele queria, que era o quê?
Posar de herói da nação ao barrar as tarifas. Sim, as tarifas que a própria família ajudou a impor ao Brasil. Mas ainda assim, principalmente para o campo dele, seria uma vitória do Flávio, em especial se o Rubio dissesse que isso aconteceu graças a ele. Mas tudo deu errado. E adivinha? O Flávio disse que a culpa é do PT. Mas vamos voltar para o anúncio das tarifas. Boa noite, o novo tarifaço de Donald Trump atinge 18 das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
E olha só, isso aí não é o fim do mundo. E não é o fim do mundo nem fodendo, Cristiano, nem fodendo. O ministro Elias, Márcio Elias Rosa, fez uma conta e deve ser essa mesmo. As contas estão variando, mas presta atenção. O ano passado nós exportamos para os Estados Unidos e já teve uma queda por causa das tarifas, mas coisa de perto de 36 bilhões de dólares. Ele tá calculando agora que vai ter uma incidência sobre 7,4 bilhões de dólares, coisa de 18%.
Vai ser um impacto pequeno. No passado, o Brasil Brasil compensou isso aumentando exportação para os outros países e batendo recorde. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que não haja confusão: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé. É meu pau no seu pé. O chanceler do Trump falando em boa-fé na negociação é foda, hein? O chefe dele ameaçou acabar com uma civilização. O chefe dele trata o Canadá como se fosse um estado do país dele e a Groenlândia como se fosse Dia desses, do nada, o Trump disse que ia cortar comércio com a Espanha, até viagens ao país.
Disse que a Espanha seria uma espécie de Coreia do Norte da Europa. Mas aí não, quem não negocia de boa-fé é o Itamaraty com os Estados Unidos. Afirmou que as políticas econômicas brasileiras são ruins para brasileiros e americanos. Teu cu isso aí, teu cu. E que Lula colocou o próprio ego à frente de um acordo pelo povo brasileiro. E que essa tarifa é o preço a se pagar. Porra, caralho, olha só, o subordinado do Trump tá reclamando do ego do Lula.
Pô, o Trump é o maior ególatra da Terra hoje em dia. O maior narcisista no poder que já houve e preside o país mais ególatra do mundo também. Porra, excepcionalidade americana é o caralho. Eu já tinha dito e vou dizer para você, do presidente Trump, esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil. Ele é um latino-americano frustrado. Não sei se ele nasceu em Cuba, me parece que ele nem nasceu em Cuba, parece que ele é filho de pessoas que nasceu em Cuba.
Ele falou ontem no Senado que ele tá muito feliz porque eles estão conseguindo fazer América Latina, com exceção do Brasil, com exceção da Nicarágua, com exceção de Cuba e com exceção Colômbia está fazendo a América Latina muito, mas muito próxima dos Estados Unidos. Ele não sabe que nós já sabemos que antes dessa jogada deles, esse país foi vítima de golpe em 1984, e naquele tempo articulado por embaixadores americanos no Brasil.
Nós sabemos disso. Então é importante que eles saibam que nós conhecemos a história, é importante que eles saibam que nós não queremos guerra, é importante que ele saiba que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos, que portanto é uma relação nova, e que nós queremos fortalecer a nossa relação institucional como os Estados Unidos. Falou muito bem o Lula. E bora com o nosso ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Desde o primeiro momento, o presidente Lula buscou o diálogo e enfatizou sua disposição de negociar qualquer tema. Nesse sentido, as declarações do secretário de Estado Marco Rubio são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Também Rubio ataca de forma grosseira e arrogante para caralho, obtuso, o chefe de Estado de um país amigo. Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações.
Cito como exemplo demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores filhos da economia brasileira sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros. É aquele famoso acordo, o acordo caracu, que para ser elegante é um acordo em que uma pessoa só se dá bem e a outra só se dá mal. Mas disso a gente vai falar mais para frente. Consegui meu pop filter, olha só que maravilha! Aí o pessoal fala: ah, ninguém notou.
Ah, pô. E olha que plot twist, hein, maravilhoso! No ano passado eles venderam 20% a mais do que compraram. Filhos O Brasil exportou 37,7 bilhões de dólares para o mercado americano e importou 45 bilhões e 100 milhões. O resultado foi um déficit de 7 bilhões e meio de dólares para o Brasil. Um déficit, um déficit, um déficit, um déficit. Porra, caralho, porra. É difícil dar conta de tanta maluquice. Porque nos últimos 15 anos os Estados Unidos sustentaram um superávit na balança comercial com o Brasil que chega a 410 bilhões de dólares.
Lá atrás o Trump que anunciou as primeiras tarifas e falou que os Estados Unidos tinham um déficit com o Brasil, o que era uma porra de uma mentira, né? E que não foi desmentida por nenhum membro da família Bolsonaro na época. Só agora o Flávio veio lembrar do superávit brasileiro. Babaca do caralho. O perfil do representante do comércio dos Estados Unidos escreveu nas redes sociais: há décadas, atos, políticas e práticas injustificáveis do Brasil prejudicam o comércio dos Estados Unidos.
Ah, vá te à merda, cara. Cara, porra, puta que pariu! O país mais rico do mundo, o país mais imperialista da atualidade, reclamando de décadas de injustiça. A porra, a porra, vocês parecem maluco, porra! Estados Unidos reclamando de injustiça. Vivemos a hipocrisia! Isso lembra a gente do que o líder of the free world, liberdade acima de tudo, pessoal, fez com os japoneses na década de 80. Já se perguntou como os anos 80 no Japão moldaram os nossos gadgets hoje?
Então vamos viajar no tempo. Durante os anos 80, o Japão era a potência tecnológica do mundo. Pense no Walkman da Sony e no Nintendo Esses aparelhos não eram apenas legais, eles mudaram vidas. E os carros, o Japão era o maior exportador, com gigantes como Toyota e Honda liderando o caminho. E aí vai tomar no cu, no cu, no cu, no cu, no cu, no cu, no cu, no cu, no cu. Os Estados Unidos sempre muda a regra quando lhe convém, né, filhos da puta?
E em 1985 aconteceu o famoso Acordo de Plaza, onde os Estados Unidos obrigou a França, o Reino Unido, Alemanha e o Japão a sobrevalorizarem a sua moeda para que eles não tivessem mais tanta competitividade nas exportações. Desde então, o Japão entrou em estagnação econômica, e as medidas que o governo japonês fez para tentar tirar essa estagnação econômica, a economia japonesa dessa estagnação, propiciou a criação da bolha imobiliária e do mercado de ações em Tóquio, né, no Japão.
Nessas horas, livre mercado é o caralho, né? A competição que vá para casa do caralho. Duas décadas depois de tacar duas bombas nucleares no os Estados Unidos tacou uma bomba econômica e até hoje o Japão não sabe o que fazer. Mas vamos voltar com as desculpas esfarrapadas do governo Trump. Em seguida, listou exemplos sobre desmatamento ilegal. Ele meteu essa, afirmou: as práticas de desmatamento no Brasil dificultam a concorrência justa da indústria madeireira dos Estados Unidos nos mercados globais.
Entenderam? Eles estão cagando se as florestas são derrubadas. O importante mesmo é proteger o mercado americano. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que os argumentos são absolutamente improcedentes e que durante as negociações o Brasil apresentou dados que mostram o contrário. É o contrário, é o contrário. Ele afirmou que toda madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo hoje de uma operação da Polícia Federal que apura ilegalidades na exportação de madeira. Sabe, sabugosa. Sobre comércio digital, o representante do comércio acusou a justiça brasileira de emitir ordens sigilosas determinando que empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo X, Twitter, é Twitter o nome, tá, Meta e Google, removam determinados conteúdos políticos, suspendam contas pertencentes a residentes nos Estados Unidos e se abstenham de informar aos titulares dos perfis sobre a obediência dessas ordens.
É uma referência às decisões do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal de pedir o bloqueio de usuários de redes sociais em inquéritos como os da fake news e das milícias digitais. O Trump tá destruindo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Quem manda no departamento hoje são os advogados pessoais do Trump. Ele usa o DOJ, o Department of Justice, para perseguir os seus inimigos da forma mais indiscreta possível.
Ele critica critica publicamente juízes que decidem contra os seus interesses, chama eles de rogue judges, tipo juízes subversivos, sei lá, alguma coisa assim. Mas o problema é outro, né? O problema é o Careca, um dos grandes responsáveis pelo Brasil ter conseguido impedir o golpe da extrema-direita por aqui. Mas vamos interromper rapidinho pra ir com o bonde. Tem uma tentação enorme de olhar pro tarifaço e achar que tudo se explica na relação Trump-Bolsonaro-STF-Lula.
Mas tem um sujeito muito importante nessa disputa que tá sempre jogando gasolina na Quem é esse sujeito? As Big Techs. E quem explica isso muito bem é a Alessandra Orofino. As Big Techs são adversárias, politicamente adversárias. Eu não tenho a menor dúvida sobre isso. E se havia alguma dúvida, eu acho que essa dúvida se dissipou depois desse novo mandato do Donald Trump e da aproximação das Big Techs com a administração do Donald Trump.
Elas não são um terreno neutro, elas são um ator político, e talvez o ator político mais importante hoje, sem nenhuma dúvida, ou com mais poder político de informação e de formação do próprio campo público. As Big Techs sequestraram a nossa atenção e elas ditam a maneira como a gente ocupa, consome e engaja na internet. Talvez seja a hora da gente entender melhor esse jogo e quem realmente manda nele. No dia 4 de agosto, o Bond vai estar ao vivo lançando o curso exclusivo A Política das Redes com a Alessandra Orofino.
Alessandra é ativista, escritora e diretora. Ela foi showrunner do Greg News, é produtora do Apocalipse nos Trópicos e também uma das apresentadoras do podcast Calma Urgente. A live vai exibir a primeira aula do curso e começa a responder uma pergunta que tá no centro da política hoje: como as plataformas passaram a disputar poder? E o mais importante, como a gente disputa esse espaço de volta? Pra participar, é só se inscrever no link que tá na descrição.
A live é gratuita e vai acontecer no dia 4 de agosto às 20 horas, às 8 horas da noite. BOND, aprender e mudar as coisas. Mas voltando aos Estados Unidos, eles falam muito de liberdade, falam muito de censura, mas bora para Cheyenne M. Daniels e o Emílio Pérez no dia 20, no Politico. A tentativa do governo Trump de pedir judicialmente os registros telefônicos de jornalistas do New York Times em uma investigação sobre o vazamento de informações a respeito da segurança do novo jato Air Force One do presidente Donald Trump foi mais ampla do que o divulgado inicialmente e incluiu familiares dos jornalistas de acordo com documentos judiciais tornados públicos pelos advogados do jornal.
Pois é, o Trump usa o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pra ir atrás de fontes dos jornalistas e ameaça até os familiares dos jornalistas. Mas disso, Paulo Figueiredo não vai reclamar. Outro argumento dos americanos é que o Brasil concede tratamento preferencial para o México e a Índia, com alíquotas inferiores às aplicadas às exportações dos Estados Unidos. Poxa, ficou putinho, vem cá! De fato, o Brasil tem acordos de preferência tarifária com estes dois países.
Se é com os outros, não pode. Só pode dar preferência tarifária para os Estados Unidos. O governo americano também disse que corrupção não é novidade no Brasil e que o país se afastou ainda mais das normas globais de combate ao suborno e à corrupção. Os Estados Unidos registraram uma baixa histórica em um importante ranking global sobre corrupção. Esse resultado marca a pior posição já registrada pelo país desde que foi implementado da metodologia.
O Brasil superou os Estados Unidos no ranking mundial das democracias. Sob o comando de Donald Trump, é a primeira vez em mais de meio século que Washington perde o status de democracia liberal. Porra, Estados Unidos de hoje em dia falando em corrupção alheia? Fode, porra! E bora ouvir o Caio Almendra. O pessoal do Medo e Delírio, aqui é Caio Almendra. Existe uma velha frase sobre os Estados Unidos que nos Estados Unidos a corrupção não existe porque ela foi legalizada.
Então você tem tráfico de influência completamente liberado, gente doando para campanhas políticas, gente doando para Instituto Presidencial e por aí vai. Coisas que no Brasil seriam consideradas corrupção e passariam todo dia na TV. Existe também o caso claro de que criptomoedas são muito opacas. O próprio governo americano, o estado americano, não governo, o próprio estado americano se preocupa com essa opacidade, como ela pode transferir dinheiro do crime organizado para associações ilegais e por aí vai.
Existe o caso claro de políticos americanos, todo deputado, senador, quase todo negociar em ações e ter lucros exorbitantes. Pô, sério que tu achava que nos Estados Unidos não tinha corrupção? Deixa eu te falar uma coisa, você tem quantos anos, menino? Sempre teve e com o Trump tudo ficou ainda mais absurdo. Só que o governo Trump escalou isso a um nível completamente absurdo. No caso do governo Trump, ele criou uma criptomoeda própria, criptomoeda própria Então todo mundo, e que tá sempre desvalorizando.
Então todo mundo que emite, todo mundo que compra essa criptomoeda emitida por ele, está na prática dando dinheiro para ele que está emitindo essa criptomoeda. Para vocês terem uma ideia, a família Trump foi quem mais lucrou com criptomoedas no mundo, estrategicamente discreta, mais do que qualquer corretora ou coisa do tipo. Ou seja, é completamente irreal nesse mercado. Considerando que não há produção de dividendos e por aí vai, que alguém lucre mais do que as corretoras de criptomoeda.
Por que será? Ainda assim, Trump lucrou mais do que qualquer outro agente do mercado. O Trump se diz bilionário. Muita gente boa por aí suspeita de que ele não seja, mas fato é que o ano que ele mais ganhou dinheiro na vida foi 2025. Por que será? O primeiro ano do segundo mandato dele, quando ele ligou todos os fodas possíveis. Um exemplo claro do uso disso foi que quem compra criptomoedas do Trump consegue perdão judicial. Que beleza!
Ele na prática está vendendo a liberdade de pessoas não inocentes. E aí eu fui fazendo uma conta em cima de um dado sobre a evolução patrimonial dele, em especial em cima de transações de ações, porque ele sempre por acaso investe numa ação que vai receber um bonuzinho do governo, investe em ação bélica nas vésperas dele investir arma, tem tido muita acusação de de corrupção com o uso de caixa, polimarketing e demais bets não esportivos, bets de eventos políticos que existe lá fora, que infelizmente no Brasil foi proibido.
Por exemplo, o operador de teleprompter do Trump lucrou $100 mil com essas apostas. E olha só que bizarro, a rede social do Trump, a tal da Truth Social lá, tá vendendo acesso antecipado a investidores. É a venda oficial de insider trading. Mas também tem muito simplesmente compra de ação de uma empresa que vai ganhar uma licitação, porque ele já sabe que vai ganhar uma licitação. E ele teve uma evolução patrimonial nos últimos 2 anos que chegou à seguinte conta: se ele continuar evoluindo o patrimônio dele no mesmo percentual que ele evoluiu desde o início desse segundo governo dele, em 8 anos ele será o homem mais rico do mundo.
Ele terá acumulado 1 trilhão de dólares. É 1 trilhão com T de tapioca. Ninguém no mundo acredita que ele seja tão bom negociante de ações assim. Não, não é. Ele não era antes de ganhar a presidência. Todo mundo sabe que essa evolução patrimonial é fruto direto de uso de informação privilegiada, da insider information dele e dos filhos. Quase qualquer coisa que eles façam, se eles quiserem comprar um caminhão, se eles quiserem comprar um caminhão eficiente em termos de energia, sabe, eles têm informações privilegiadas.
Então é bem difícil nesse sentido. Eu digo aos meus filhos: fiquem longe disso o quanto puderem, fiquem longe. Mas eles têm uma vida, sabe? Pois é, cara, ele disse isso mesmo. Caralho! E esse caso de 1 trilhão, pra mim, evidencia como ele é o político mais corrupto da história do mundo. Porque ninguém nunca cogitou que o homem mais rico do mundo pudesse vir diretamente de corrupção. Mas hoje, quando surgiram homens extremamente ricos, em especial Elo Musk negociando com o governo e sendo um agente político.
Ainda assim, ninguém imaginou que um governante em si conseguiria ser tão rico quanto isso, 1 trilhão de dólares em 8 anos. A gente sabe que esse crescimento patrimonial é fruto direto de uma corrupção desenfreada no governo dos Estados Unidos. Obrigado, Caio! Abraço, saúde, meu filho, Deus lhe proteja. E foi mal, Caio, desculpe. Então olha só, não vem com esse teu papinho, presidente mais corrupto da história do mundo Não vai vir aqui acusar a gente de corrupção não.
Porra, nessa aí a gente vai defender até o Ciro Nogueira e Arthur Lira. Perdi a linha, perdi a linha, perdi a linha. O representante do comércio citou também que o Brasil está num relatório que identifica países que negam proteção adequada e eficaz à propriedade intelectual. Se prepara pra mais hipocrisia estadunidense, hein. Bora pro Paul Wiseman no dia 28 de março de 2019 na Associated Press. Os Estados Unidos, quando eram nação emergente, era um reduto de pirataria intelectual.
Um dos seus principais governantes instou seus compatriotas a roubar e copiar maquinário estrangeiro. Do outro lado do oceano, uma grande potência industrial tentava em vão proteger seus segredos comerciais do jovem e audacioso rival. No final do século 18 e início do século 19, essa nação fora da lei eram os Estados Unidos. O governante que comandava o roubo era o secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, e a principal vítima era a Grã-Bretanha.
Como os tempos mudaram! A matéria fala sobre a disputa com a China, mas vale para gente também. Abre aspas: a mensagem que estamos enviando para a China hoje é faça o que eu digo, não como eu fiz, fecha aspas, disse Peter Andreas, professor no Instituto Watson para Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade Brown. Abre aspas: o fato é que os Estados Unidos foram o canteiro de obras do mundo de roubo de propriedade intelectual.
Apenas após se tornar a potência industrial líder que se tornou um campeão de proteções de propriedade intelectual, fecha aspas, disse Andréas, autor de Nação Contrabandista: Como o Comércio Ilícito Fez os Estados Unidos. Ou seja, o Donald, que moral tu tem para falar de mim? E é sempre assim, eles chegam lá em cima e chutam a escada para ninguém subir. O representante aponta falhas no combate à pirataria, assim como demora na concessão de patentes.
O relatório usa como exemplo novamente a Rua 25 de Março, em São Paulo, apontada por eles como centro de venda de produtos piratas. Pois é, mas é do Paraguai que vem boa parte dos produtos falsificados. Mas o Trump adora o presidente paraguaio, aí não tem problema. Mas agora vem a parte que mais vai sangrar a família Bolsonaro. No final, a publicação cita o Pix. Segundo americanos, o Banco Central brasileiro tem atuado como regulador pra prejudicar prestadores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos e favorecer o Pix, sua campeã nacional.
Vocês estão de sacanagem! Puta que pariu, hein! Dizer que o Pix gera concorrência desleal é como acusar o SUS de atrapalhar os planos de saúde, a educação pública de incomodar os grupos privados, o INSS de concorrer com fundos de previdência e a moeda estatal de ameaçar os negócios das criptomoedas. O ataque ao Pix é, e pelo menos essa é a argumentação oficial dos estadunidenses lá, é para defender a Visa e a Mastercard. Passagem de executiva para Washington, R$18 mil.
Hotel 5 estrelas em Washington, R$9 mil. Ver o Trump colocar a granada no bolso do Flávio e atacar o Pix não tem preço. Para todas as coisas tem Mastercard, mas o Pix é muito melhor, instantâneo e de graça. Porra, diz aí, Paulo Figueiredo, você imagina, o Trump faz algo para nos ajudar e a gente vai lá e reclama Bom, é isso que o Flávio fez ao escrever a carta mais recente, que basicamente é um grande show de críticas ao Trump.
Mas volta pro caô dos Estados Unidos. O Banco Central do Brasil incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços. E daí? O problema é meu, a vida é minha. Ao determinar que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar as tarifas que essas instituições podem cobrar de empresas por transações via Pix. Não, peraí, peraí, volta, porque pros Estados Unidos deve ser isso aqui, ó. Ao determinar que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar as tarifas que essas instituições podem cobrar de empresas por transações via Pix.
Ou seja, a injustiça aí pra eles não é cobrar a tarifa das pessoas não. Eles vivem acusando o PT falsamente. É verdade que Lula vai taxar o Pix? Circula pelas redes sociais uma captura de tela de uma suposta reportagem cujo título diz que o presidente eleito Lula pretende taxar o Pix. Segundo a imagem, O petista precisa de R$200 bilhões para custear suas promessas de campanha. A informação é falsa. De fazer aquilo que o Guedes queria fazer.
Paulo Guedes, pela primeira vez, falou na possibilidade de taxação, imposto sobre o Pix. O Pix pode vir a ser taxado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que ele pretende voltar a discutir a taxação da CPMF, que é aquela contribuição provisória pros movimentos financeiros. E inclui aí o Pix. Portanto, ele pretende fazer essa taxação dos movimentos via internet. E como o Pix é algo virtual, deve ser incluso junto. Vamos ver aí, Joel.
Mas ele já falou, só vai falar disso depois das eleições, porque os candidatos de oposição podem usar isso contra os aliados do governo. É tarde demais! Agora é o Trump que exige a taxação do Pix pra não chatear a Visa e Mastercard. Teu cu! E alguém tem dúvida de que a família Bolsonaro toparia? Agora, os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix. Como por exemplo o Zelle, quem é o Pix dos Estados Unidos aqui é o Zelle.
Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá pra você sentar, dá pra negociar. E nesse quesito aí não tem espaço nenhum pra manobra. O Pix continua como tá e ponto final. Acabou, porra! A gente quer que o Trump exploda. Calma aí, Datena, quer uma cadeira? Cadeira, cadeira, cadeira, cadeira. Não, Datena. O Pix ampliou a inclusão financeira de milhões de brasileiros. Brasileiros que não utilizavam contas bancárias regularmente porque as transferências eram caras ou complexas.
Segundo o Banco Central, 80% da população brasileira já usou o Pix, que registrou recorde de 313 milhões e 300 mil transações num único dia. O Pix é elogiado no mundo inteiro, pô. Um cálculo publicado pelo Banco Mundial projetou que o Pix pode facilitar a geração de quase 50 bilhões de dólares no PIB brasileiro até 2028. O governo brasileiro respondeu que o Pix é infraestrutura pública e não discriminatória, e disse que o serviço é inegociável.
E foi bom para o sistema bancário, diz aí Roberto Campos Neto. Não é verdade que os bancos perdem dinheiro com Pix. Você tem uma perda de receita em transferência, mas por outro lado novas contas são abertas, novos modelos de negócios são gerados, você retira dinheiro de circulação, que é um custo enorme para o banco, aumenta a transação, então o transacional aumenta. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assegurou que o modelo vai continuar público e gratuito.
Ele rebateu o argumento americano de que o Pix prejudicou o mercado de cartões de crédito. Segundo Galípolo, depois do Pix houve um crescimento de 150% no uso dos cartões. E mais uma vez é tudo baseado numa mentira. Eu conversei com diretores da Visa, eles me garantiram que em nenhum momento pediram para Casa Branca reclamar do Pix, até porque os negócios de crédito deles dobraram desde a criação do Pix, porque aumentou a bancarização das pessoas no Brasil, aumentou o acesso ao sistema de pagamentos.
E com isso, uma coisa leva a outra. A pessoa cria uma conta e imediatamente ela vai acabar tendo um cartão de débito. E do cartão de débito ela chega no cartão de crédito, que vai ter uma bandeira ou Visa ou Mastercard, muito provavelmente. Ou seja, o problema não é o lucro da Visa e da Mastercard, é os Estados Unidos perdendo o controle do sistema financeiro global. E é muito legal que o Brasil esteja na linha de frente disso.
Ousadia, alegria! Essa nova lógica tem uma dimensão ideológica, que é basicamente quem acha que o Estado não tem legitimidade para exercer funções sociais como saúde, educação, também não vai achar que o Estado deve gerir um meio de pagamento. Mas também tem uma dimensão geopolítica. A gente tá vivendo uma crise da ordem ordem internacional, onde o direito internacional é progressivamente substituído pela lei do mais forte. E o curioso dessa história, a ironia, é que os Estados Unidos, ele foi quem construiu a ordem do pós-guerra e agora tá destruindo essa ordem, né?
Isso não é necessariamente um sinal de força, de poder, mas também pode ser um sinal de fraqueza, que não tá se sentindo mais beneficiado pela ordem que ele mesmo criou. É nesse contexto que se deve entender o ataque do Pix, né? O Pix é uma concorrência desleal contra quem? Contra as empresas de cartão de crédito que drenam recursos das operações diárias que nós temos? Foda-se, é só as bandeiras de cartão de crédito não cobrar as taxas, porra.
Contra as big techs que em muitos países estão operando com seus próprios meios de pagamento e comercializando dados, os dados das pessoas? É bom lembrar que o WhatsApp Pay é usado em Gana, na Nigéria, na África do Sul, em vários países. Ele é um meio relevante de meios de pagamento. E aqui no Brasil ele foi lançado na terra do Pix, Pelé era o garoto propaganda, mas ele não se fez. Então o que os Estados Unidos faz hoje é defender abertamente, sem disfarce, o interesse dos grandes monopólios e oligopólios americanos.
E o país que era o bastião do livre comércio hoje aplica tarifas para fazer valer o interesse dessas empresas. Então nesse sentido, o Pix é muito mais que um debate sobre meios de pagamento, ele é resultado de uma nova lógica geopolítica e de uma visão ideológica que rejeita a provisão pública de bens e serviços. Não, o Pix é um símbolo de resistência e soberania da inserção do Brasil numa nova ordem ou desordem internacional que a gente está vivendo.
E o Pix também é uma amostra de que as premissas do livre mercado nem sempre valem. E o mundo tá tomando nota. Olha o que o britânico Guardian escreveu. O Guardian dizendo que o Brasil tá sendo punido por Trump não pelo seu protecionismo, mas pela sua autonomia, justamente citando a questão do Pix, que é Um dos motivos alegados pelo GSA, né, que seria uma deslealdade com empresas que fazem pagamentos online, enfim, já que o Pix é gratuito.
Aí o Jamil Chad teve acesso a uma carta na qual o governo Trump diz realmente o que quer do Brasil. E se preparem, a lista de demandas do governo de Donald Trump ao governo brasileiro para abertura incondicional da economia brasileira para os produtos norte-americanos. Eu vou listar só alguns desses pontos. Essa é uma carta que foi mandada em janeiro para o governo brasileiro, quando as investigações contra o Brasil ainda estava acontecendo.
É uma espécie de chantagem. Olha só, eu estou com a arma apontada para tua cabeça, eu posso eventualmente dispará-la, mas nada disso a gente vai precisar se vocês seguirem esse roteiro. E aí, o que pedem os americanos ao governo brasileiro? Em primeiro lugar, retirar todas as tarifas, todas, todas, eliminar as tarifas para os bens industriais norte-americanos, ou seja, uma espécie de livre comércio para os bens americanos entrarem no Brasil sem pagar taxa nenhuma, nenhuma, zero.
Eliminar tarifas, nenhuma, zero, nenhuma, zero. Outro ponto fundamental: limitar a participação da China justamente na questão de minérios e terras raras. Um ponto fundamental para os americanos, ou seja, limitando a autonomia do Brasil de negociar com quem você quiser. O crime de lesa pátria. Não à toa, o Flávio já defendeu abertamente que a gente não faça negócios com nosso maior parceiro comercial. Brasil is going to be the battleground where the future of the hemisphere will be fought, because Brazil is America's solution to break independence on China for critical minerals, especially rare earth elements.
Um outro ponto: eliminar também as tarifas para o etanol, que é algo que a gente inclusive já suspeitava que eles queriam. E uma lista muito grande. Mas entre essas tantas demandas ao Brasil, que é uma espécie de capitulação econômica e comercial, tem uma que também é muito, eu diria, fora da curva, vamos assim, de negociações, Roberto. O governo norte-americano dizia o seguinte: cada vez que o governo brasileiro for falar de plataformas digitais ou serviços digitais, nós exigimos que primeiro, primeiro, as empresas americanas sejam consultadas.
Tá maluco, é? Ou você é idiota? Tem nem que comentar sobre isso. Ou seja, calma aí, calma, meu amigo, calma. É uma política pública brasileira ou uma política pública norte-americana e para atender os interesses americanos? Então, quando a gente ouve de Marco Rubio que o Brasil não estava negociando em boa-fé, quando nós ouvimos, por exemplo, de tantos negociadores americanos de que o Brasil não fez gestos suficientes— O senador Flávio Bolsonaro disse que o Brasil não tem como impor condições aos Estados Unidos em uma eventual negociação sobre a tarifa anunciada por Donald Trump.
Para o parlamentar, o governo precisa aceitar o que foi imposto. Ou pior, quando nós ouvimos da própria elite econômica brasileira que, olha, o Brasil deveria ceder, o Brasil deveria atender os pedidos americanos, eu me pergunto, é isso mesmo? Ceder nisso? Ceder nisso? Caralho! Abrir basicamente a economia brasileira para os americanos de uma forma indiscriminada é uma vergonha. Quem queria isso era o Guedes, que queria abrir a economia brasileira na base da paulada e da granada, né?
Já botamos a granada no bolso do inimigo. Imagine só a quantidade de postos de trabalho que seriam perdidos se, por exemplo, todos os produtos industriais americanos pudessem entrar sem nenhum tipo de tarifa. Imagine só aonde fica a nossa soberania, aonde fica a nossa soberania. Se agora, para falar de plataformas digitais, primeiro Palácio Planalto, Itamaraty, ou qualquer um vai ter que pegar o telefone e ligar para essas empresas: olha, o que que vocês acham?
Tô pensando em fazer isso aqui, o que que vocês acham disso? E para completar, limitar com quem o Brasil pode fazer negócios. Ou seja, é uma tomada basicamente da economia brasileira Era isso que eles queriam. O que nos leva a isso aqui, ó, que marca o governo brasileiro, passa no chão com essa resposta num tom tão assertivo assim: o Brasil não vai virar uma Venezuela. O que foi sempre um bordão da direita é agora o governo do PT tá dizendo Venezuela, porque hoje quem manda na Venezuela é o Marco Rubio.
Diz aí, Malafaia, isso aqui não vai virar uma Argentina nenhuma, Venezuela. E aqui o Marco Rubio não vai comandar o país pelo telefone não, hein, ou nenhuma, como ele faz lá na Venezuela. Inclusive Inclusive tem uma matéria ótima sobre essa supervisão remota do Marco Rubio, mas infelizmente não vai dar pra falar aqui. Calma! Mas vamos imaginar, e se o Brasil atendesse todas as exigências do nosso sequestrador laranja? O que eles ofereciam em troca?
Nada! Que eventualmente aquelas tarifas que não existiam, que seriam criadas, fossem reduzidas. Mas a coisa é tão surreal. A vida pode ser ainda mais surreal. Eles não falam eliminadas. São loucos mesmo. Eles não falam, se vocês fizerem tudo isso aqui, a gente deixa de lado a investigação e vida segue como antes. Tanta feijoada. Não, seria um pouco mais reduzida, só isso. Ou seja, haja desequilíbrio nessa negociação. E tem quem defenda a negociação.
Meu pau em sua mão. O Lula acertadamente falou em usar retaliação, usar reciprocidade, que foi aprovada relativamente recentemente justamente para proteger o Brasil de um certo arrombado. Os Estados Unidos reagiram com o cinismo peculiar deles. Depois que foi oficializada a medida, Washington endureceu o tom. Que que e afirmou que pode rever a estratégia caso o Brasil opte por retaliar. É que nem o Irã, os Estados Unidos atacaram o Irã, isto precisa ficar muito claro, eles atacaram o Irã, e aí entendem a retaliação iraniana como um ataque que justifica autodefesa.
Faz algum sentido para você isso? Pois bem, na cabeça deles os iranianos têm que apanhar calado, porra. Bora aqui com um baita texto da Mônica de Bolle, do Felipe Young, na Folha, no dia 19. O governo brasileiro fala em OMC e em lei de reciprocidade Está certo e é pouco. É pouco, é pouco. O registro na OMC é necessário e inócuo, com o órgão de apelação paralisado por obstrução dos Estados Unidos. Babacas! A esse, a procedidade opera no tempo do direito, com prazos e consultas, enquanto Trump opera no tempo do fato consumado.
Que é um filho da puta! Responder a um método de choque com um método de protocolo é aceitar perder. Infelizmente, nossa proposta é outra: retalhar já e exatamente onde a lista de exceções Ousadia e alegria! Suspender de imediato exportações de café, suco de laranja, carne, ferro gusa e peças de aeronaves para os Estados Unidos. Se foda! Não por rancor nem por prazo indefinido, mas como demonstração calibrada de que o custo da agressão recai sobre quem a pratica.
No cu dele! 30% do café consumido nos Estados Unidos é brasileiro. O suco de laranja depende do Brasil. A carne segura o preço do hambúrguer. As peças da Embraer sustentam frotas e cadeias industriais. Materiais. O aço não tem substituto doméstico para o ferro gusa brasileiro. São os itens que produzem inflação no supermercado, o único idioma que esse governo entende, escroto, o do eleitor irritado. Nióbio e terras raras podem compor uma segunda camada dirigida à defesa e à tecnologia, mas a prioridade é o que dói amanhã de manhã, e o calendário manda agir já.
Com eleições de meio de mandato em novembro, a inflação chegaria às prateleiras no momento de máxima sensibilidade política. É uma boa ideia esperar o protocolo, é desperdiçar o único semestre em que esse custo pode ser cobrado nas urnas. Quando a China respondeu com controle sobre terras raras em outubro de 2025, Washington recuou em semanas. Quem cedeu cedo ficou preso a termos piores. Com este governo, retaliar é pré-requisito para negociar.
E eis um bom resumo: reciprocidade é a linguagem de quem pede para ser tratado como igual. Retaliação imediata é a linguagem de quem se comporta como igual. E como dizia Igor Canário, é tudo nosso e nada deles. Aí, durante as pesquisas, Pedro Doutro chegou num vídeo da CNN e da Itatiaia que o irritou profundamente. Bora começar com o da CNN. Do ponto de vista dos Estados Unidos hoje, isso não tem uma conotação política. É uma questão comercial, né, puramente.
É o Brasil que tá interessado em dar uma conotação. Brasil que eu digo é o governo brasileiro, né, em dar uma conotação política. Na Itatiaia tava assim, ó: nós abandonamos a diplomacia, abandonamos a mesa de negociação em nome de quê? Da defesa da soberania? O que que foi? E eu acho que não é nem ignorância, é cegueira política da diplomacia brasileira. Isso é real, é real. E o canal da Negociação não foi aberto hora nenhuma.
Dá para acreditar nisso? O rapaz tentou levemente contrariar os colegas e o Marcelo: é lógico que tem muitas nuances nessa história, a gente pode abrir o leque aqui para muitas coisas, mas para mim uma coisa ficou clara assim: o governo brasileiro parece que jogou contra para ter benefício eleitoral, não? E na CNN também saiu uma coisa que a gente não viu em nenhum outro lugar em relação ao Pix. A informação que eu tenho é que Estados Unidos poderiam aceitar um compromisso que seria no sentido de retirar do Banco Central a gestão sobre o Pix.
Não, cara, não, cara. Pô, se não for o BC pra gerir o Pix, vai ser quem? A Visa? Mastercard? Meu caralho! Então havia sim bastante margem para negociação. Não havia? Não havia. E o Brasil realmente não quis fazer concessões. Por que será? Porque o governo Lula vê proveito nessa briga, nessa disputa. Ao jogar nas costas da oposição as tarifas dos Estados Unidos. Tá correto. Se fosse o Flávio falando, era igual. Mas vamos fechar esse episódio movimentando os músculos da face.
Bora ouvir a Heloísa Vilela. Eu li uma matéria hoje de manhã na Folha que diz que, como estratégia de campanha— olha como eles são espertos e inteligentes— como estratégia de campanha, o Flávio Bolsonaro vai divulgar várias imagens e momentos em que o Lula critica o Donald Trump, acho que vai dar muito certo, acho que vai funcionar demais. Continua, Flávia. Talvez seja a pessoa— continua, Flávia. O Trump hoje talvez seja a pessoa mais rejeitada do planeta Terra.
Além da rejeição profunda que ele tem dentro dos Estados Unidos, qualquer pesquisa de opinião— e eu vi uma pesquisa essa semana do Pew Research Center mostrando isso, o grau de rejeição que o Trump enfrenta no mundo inteiro. Então eu acho que vai dar muito certo. Tô torcendo para que eles façam o melhor vídeo dos melhores momentos das críticas do Lula ao Trump. E acabou, tchau para vocês! Essa semana é episódio solitário, hein?
Voltamos semana que vem. Lembrando, alô Curitiba! Dia 29 de agosto, lançamento do livro Juízo Final na Itiban, às 4 horas da tarde, aberto para todo mundo. E festa do Medo e Delírio na Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, às 8 horas da noite. Aí a festa sim sim, tem que comprar ingresso. O lote 2 já acabou, já tá no lote 3, é o último lote. Então corre lá e adquira o seu. Tchau para vocês! Vem pianinho! E hoje a gente fica por aqui.
Muito obrigado a todas as fontes, tô absolutamente exausto. É isso, chega! Se quiser e puder, pinga um lá para gente no apoia.se/medodelirio, no patreon.com/medodelirioembrasilia, na Orelo ou no Pix medodelirioembrasília. Brasilia@gmail.com. Porra, doação, ô caralho, porra, não tem nem dinheiro para me comprar um jogo de videogame, morreu, cara. Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medodelirabrasilia.com.br.
Eu sou Cristiano Botafogo, o Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro Daltro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, @guifrodo, nas redes sociais. Bora passar pano? Não, mas bora passar menos raiva? Bora! Me permite uma parte? Não lhe dou a palavra. O Pix indiano, esse sistema de pagamentos instantâneo na Índia é mais antigo inclusive que o nosso, porque foi criado há 10 anos. Ele, assim como o nosso, é gratuito, também desenvolvido por iniciativa do Banco Central deles, e hoje o UPI responde por mais de 80% das transações digitais por lá.
E aí, como a gente tá falando do país mais populoso do mundo, imagina Imagina só a quantidade de gente que usa esse serviço: 500 milhões de indianos. Tá bom para você? Mais de 2 vezes a população brasileira. O Banco da Tailândia, por exemplo, também lançou o Pix deles, o PromptPay, isso em 2016. A transferência também é gratuita para valores relativamente baixos, equivalentes até R$800. Singapura, por exemplo, o sistema de pagamentos instantâneos deles é chamado de PayNow.
Foi lançado em 2014 pelo banco central local. E aí os dois governos, do da Tailândia e de Singapura, eles também usam esses meios para pagamentos de benefícios sociais. Na União Europeia, a solução encontrada foi criar uma moeda digital. É o euro digital, que deve ser ainda lançado de forma experimental no ano que vem pelo Banco Central Europeu. Lá as transferências com essa moeda também vão ser ser gratuitas. A ideia é reduzir a dependência de empresas americanas.
Tá todo mundo correndo para o mesmo lugar, gente. Acabou? Não. O gigante adormecido brasileiro está acordando e os gringos estão começando a olhar. E a bolsa brasileira continua barata. Você compra Brasil, é 9 vezes lucro. Estados Unidos é 25, Europa 14. E tem outra oportunidade, que é uma oportunidade única: China descobriu o Brasil. China, depois do tarifaço, virou nosso maior parceiro comercial. Brasil é fonte de receptor, o maior receptor de investimentos chineses entre todos os países emergentes.
A China tá vindo com tudo para investir no Brasil. E Trump loves Lula. Estados Unidos está acordando que tem um gigante no hemisfério dele que tem tudo para ser um grande sócio dos Estados Unidos. Para mim é uma oportunidade dourada de explorar em paralelo relacionamentos profundos com Estados Unidos e com a China. Se alguém pode fazer dançar com os dois é Brasil. Acabou? Não. Alexandre Prota, olha, não vai ficar bravo comigo e nem emocionado, hein, mas votar no Flávio Bolsonaro vocês sabem que é um retrocesso total.
E olha, eu não sou PT, o Lula nem me conhece, eu nunca tive com a Janja, mas eu preciso falar a verdade. Além desse traidor do Flávio Bolsonaro ter conspirado contra o Brasil recentemente nos Estados Unidos, e vocês sabem disso se juntou aquele irmão covarde e fujão que não me tira da cabeça. Você não pode esquecer que o Flávio se envolveu no maior esquema de rachadinha e lavagem de dinheiro, no caso Queiroz. Aliás, alguém sabe aonde anda o Queiroz?
O Flávio Bolsonaro combate tanto crime que ele deu uma medalha de honra ao mérito ao maior miliciano do Brasil, o falecido Adriano da Nóbrega, dentro da Câmara Federal. E o que Vamos falar do escândalo do Banco Master. O Flávio tá envolvido, o irmão, o pai. O maior escândalo financeiro dos últimos anos, uma vergonha. R$134 milhões para fazer aquele filme. E olha que eles reclamavam dos meus filmes. Na boa, eu vou perguntar para você sem você ficar puto comigo: o que que o Flávio Bolsonaro fez pelo país?
Me listem agora 3 projetos, rápido, 3 projetos que ele tenha feito. Flávio Bolsonaro nunca olhou pelos idosos, nunca olhou para os jovens, nunca olhou pelas crianças desse país, nunca fez um projeto para ajudar as mães atípicas, as crianças autistas. Ou eu tô errado? Na verdade, o Flávio odeia o povo, odeia o pobre. Ele gosta mesmo é de fazer política para si próprio e para família dele. Sempre foi assim, ou é mentira? E quando a gente não concorda com eles, pronto, somos atacados, ameaçados, expulsos, etc. e tal.
Mas ainda bem que o país tá vendo tudo que tá acontecendo agora. Ele é um advogado que não advoga. Ele foi um deputado que não fez projetos nenhum. É um senador que não faz projetos e ainda conspira contra o país. Isso não sou eu que tô falando, hein? Olhe para o atual partido dele e vejam quantas pessoas estão presas, que fugiram do país, envolvidas em escândalos. Aí, um detalhe para você que acha que entende de política e não entende: a fraude do INSS começou no governo do pai dele.
Basta você procurar e pesquisar. Você não precisa gostar de mim, mas votar no PL do Flávio Bolsonaro é votar no retrocesso, na armação, na corrupção. É, eu entendo que falar a verdade incomoda, incomoda muito, mas como eu tô acostumado a ser julgado, criticado, apontado, fica aí mais um fato. Acabou? Não. Flávio veio crescendo as suas intenções de voto até que em março de 26 eles empataram. O Flávio chegou a estar numericamente à frente do Lula.
A Quest mostrou isso. Eles, né, depois oscilaram de novo em maio, e logo depois o Dark Horse de novo. A queda é muito pequena, é uma oscilação, tá, Júlio? 41 para 38, dentro da margem de erro, e agora 37. Mas se a gente olha para o gap, aos poucos vai se consolidando uma vantagem que num país polarizado, com uma disputa tão acirrada quanto a gente imagina que vai acontecer, este, essa, esses 8 pontos de distância e vantagem do Lula já chamam atenção do quê?
Do eleitor que acha que, portanto, Flávio pode estar se enfraquecendo a ponto de não conseguir ganhar do Lula. Adivinha quem é o eleitor que tá fazendo esse movimento? Júlia, acompanha comigo. Eu vou abrir de novo aqui o telão, gente, para a gente acompanhar junto. Olha aqui, não mudou nada no eleitor lulista, absolutamente nada. Não mudou nada na esquerda não lulista. Lá do outro lado, no bolsonarismo, a gente viu um primeiro movimento, ó, 97 para 91, bolsonarismo.
Esse mês deu uma subida, um pouco de dúvida. Mas olha a direita não bolsonarista, Júlia, é o tombo, 90 para 74 em 4 pesquisas. A direita não bolsonarista está sinalizando por meio da pesquisa que passa a ter dúvidas sobre o voto e não vai votar. Tá ali, ó, 10 pontos percentuais de maio a julho. O que que aconteceu? Esse eleitor da direita não bolsonarista então vai votar no Lula? Não é isso que a pesquisa mostra. Há uma estagnação no voto do Lula entre a direita não bolsonarista.
Que que ela tá fazendo? Ela tá se rebelando, dizendo: se for assim, então eu não vou votar em ninguém, tá? Isso obviamente favorece o quê nesse momento? O Lula, que consegue os votos do lulista da esquerda e ainda consegue— eu sempre chamei atenção para esses que vão definir a eleição— os independentes. Independentes, Júlia? Olha comigo, são 30% mais ou menos, aproximadamente 30%, um terço dos brasileiros são se autodenominam.
Quer dizer, a gente vê as 5 linguicinhas, mas tem uma linguicinha que tem um peso maior, tá saindo do meio. Põe aí todas juntas para a gente ver. Olha só, olha essa que tá no meio, gente, é o que tem um peso maior no eleitorado. Exato. Então por que que esse dado é importante, esse do meio, Júlia? Olha aqui comigo, esse independente tá dando um recado bastante claro. Qual é? Lá em março ele dizia: eu prefiro não votar em ninguém se for Lula e Flávio, ou depois votar em Flávio só por último votar em Lula.
Olha como é que o cenário mudou completamente. Hoje a maioria dos independentes, 40%, dizem que preferem votar no Lula, e 27% votar no Flávio, 26% não vai votar. Ou seja, houve uma mobilização dos independentes pró-Lula que tá fazendo a direita não bolsonarista falar, que essa turma que a gente analisou aqui, falei, eu tô achando que o Flávio não vai conseguir levar essa disputa até o fim. Acabou? Não, acabou sim, acabou, acabou, acabou, porra, acabou!
Beijinho, sigamos com muito amor poesia. Ouve a voz do seu períneo. A boca é o ânus da faca. Varanda do Povo. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha? Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo. Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura, mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma 200 baseados? Muita gente.
Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro, mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso, coça mais. Pega sua Toyota, empurra dentro do seu cu. Um Opalão, um Chevette, um Gol Bolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você? Lixo, arrombado. Vai entrar o grosso.
O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau! Eu sou especialista É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Os galinachos têm pênis.
Tem graça Afinal não, né? Desculpa, desculpe, desculpe, desculpe, desculpe, desculpe. Pera um pouco, querido, espera só um minuto, só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma, relaxe. Pronto, tá bom, pronto, era isso. Acorda, vagabundo, acorda, acorda! Obrigado, minha gente, Deus proteja a todos, sejam felizes, abraço! Cara.
Sabor