II - 2026.19 - (SEM TRADUÇÃO) A gueeerrrrra, the waaaarrr
Festa do Medo e Delírio em Belo Horizonte, na Autêntica, no dia 28 de Março!https://www.sympla.com.br/evento/medo-e-delirio-em-bh-a-festa/3311106
Festa do Medo e Delírio em Brasília EM BRASÍLIA, na Infinu, no dia 18 de Abril!https://shotgun.live/pt-br/events/isso-e-jazz-22
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- Conflito Irã-EUAAtaques aéreos a instalações nucleares iranianas · Drones e mísseis iranianos contra Israel · Posicionamento de porta-aviões americanos · Crimes de guerra documentados · Ataque a escola de meninas em Minab
- Guerra religiosa nos EUAFundamentalismo cristão na administração Trump · Secretário de Defesa Pete Hegseth e retórica apocalíptica · Militarismo travestido de doutrina divina · Supremacismo branco nas Forças Armadas · Military Religious Freedom Foundation
- Estrategia Geopolitica EUADois porta-aviões com missões diferentes · Ford como escudo defensivo de Israel · Lincoln como espada ofensiva contra Irã · Impossibilidade política de contenção · Petrodólares e supremacia do dólar ameaçados
- Programa Nuclear IrãOferta iraniana de transformar urânio enriquecido em combustível · Negociações em Genebra fracassadas · Netanyahu recusou última oferta iraniana · Inteligência britânica confirmou viabilidade do acordo · Chanceler do Oman como negociador
- Retaliação iraniana e danos às operações americanasAtaques a campos de petróleo e gás do Golfo · Mísseis contra refinaria em Haifa · Fechamento do Estreito de Hormuz · Restrição de passagem apenas a países neutros · Negociações em Yuan como alternativa ao dólar
- Capacidade Militar IraSimulação Millennium Challenge 2002 · General Van Ripper e barcos pequenos armados · Desativação de internet iraniana · Uso de satélites russos e chineses para geolocalização · Destruição de radares americanos
- Campo de gás South Pars e impacto energético globalMaior reserva de gás natural do mundo · Ataque à infraestrutura de energia iraniana · Divisão Irã-Catar do campo · Aumento do preço do petróleo · Impacto econômico de longo prazo
- Trump e GuerrasMentiras sobre encerramento de guerras · Confissão de crimes de guerra como 'diversão' · Ameaça de destruição do South Pars · Desconhecimento do que Tulsi Gabbard diz · Infantilismo político
- Crimes de GuerraDouble-tapping e triple-tapping em Gaza e Irã · Ataque a profissionais de saúde · Execuções em massa no Hospital Al-Shifa · Convenção de Genebra violada repetidamente · Ausência de consequências legais internacionais
- Conflito EUA-IrãAli Larijani como ponte entre moderados e radicais · Morte de Larijani e radicalização consequente · Impossibilidade de Israel matar estrutura estatal · Liderança Suprema como decisor final · Necessidade de negociação
- Genocidio GazaDouble-tapping em Gaza · Mortes de socorristas e profissionais de saúde · Vales comuns em hospitais · Execuções de massa documentadas · Padrão sistemático
- Doutrina militar americana pós-VietnãMito da derrota por 'ser bonzinho demais' · Regras de engajamento 'woke' como suposta fraqueza · Eliminação de limites humanitários · Transformação de Departamento de Defesa em Departamento de Guerra · Resultados contraditórios e crimes de guerra
- Manipulação de exercícios militaresReescrita de regras da Millennium Challenge 2002 · Influência do orgulho militar em aprendizado · Células brancas comandando time vermelho · Recusa de aprender lições · Consequências em operação real
- Terceira Guerra MundialNenhum país topou ajudar Trump militarmente · Comunicado de 6 países europeus e Japão · Reticências sobre envolvimento militar real · General francês critica convite do Trump · Isolamento diplomático americano
- Impacto EconômicoEleições mid-term republicanas comprometidas · Falta de apoio de base republicana à guerra · Efeito do preço do petróleo na economia · Erosão do apoio político à guerra · Consequências eleitorais
Esse podcast é distribuído pela Central 3. Esse é um daqueles episódios com e sem tradução. Essa aqui é a versão sem tradução. Se você quiser a outra versão, vai lá no nosso feed. Agora, bora pra abertura. Silas Malafaia! Dízimo, dízimo. É óbvio, né? Porque eu fico assim bobo. Tão bobo. Dízimo, dízimo. É claro. O que ele tinha que ser? Porque eu fico assim bobo. Mas eu tenho bobo aqui. De parar pra pensar. Reflita. Pense bem. Reflita. Desculpa eu dizer isso aqui. Não. Desculpa o negócio aí.
Isso não é pra maioria. É pra uma minoria, minoria. Mas eu fico bobo que tem gente que pensa que Deus é trouxa. Desculpa a expressão. Tem gente que pensa que Deus é trouxa. Ele coloca lá no dízimo alguma coisa pra dar satisfação. Como se Deus não estivesse vendo quanto ele ganha. O Bolsonaro tem que baixar impostos.
todo mundo pra esse negócio girar. Porque como é que eu vou dar emprego com uma carga tributária dessa? Essa conversa fiada de que vai tributadíssimo, que vai acabar com a imunidade tributária das religiões. O federal multou uma coisa maluca do código tributário. Maluca! Crente que o nome dele é um real. Toda oferta, desde que entrou o plano real, é um real. Vem cá, não dá pra melhorar essa oferta não, irmãozinho. É aquela história que eu já contei aqui da reunião das três notas. A nota de um, a nota de cinquenta e a nota de cem.
Aí, onde é que você anda, nota de 100? Eu ando nas lojas de joias. Oh, que luxo! E você, nota de 50, onde é que você anda? Pizzarias. Eu ando aí também nos shoppings da classe média. E você, nota de 1, onde é que anda? Sou crente, tô todo dia na igreja. Não dá pra converter as outras, não, irmão? Ele declarou a Receita Federal ter recebido 962 mil reais apenas no ano de 2018. Malafaia atribuiu a renda diretamente à igreja. End of flashback.
pensa que pode enganar Deus. A pior coisa é isso. O cara vai lá e hipoteticamente, o cara tinha que dar um dízimo de cinco mil reais. Aí ele vai lá e bota mil reais pra dizer que tá dando dízimo. Tinha que dar dízimo de dez mil reais. Aí ele bota lá dois mil pra dizer que tá dando dízimo. Olha, pastor vai ver que meu nome tá lá, então eu tô dando dízimo. Não mente não, cara. Olha quem está falando. Tu tá mentindo pra Deus. É uma hipocrisia generalizada.
Tu tá mentindo pra igreja. Tu tá enganando a noiva de Cristo, que é a igreja. Isso é real?
Não faça isso não. Não faça isso não. Seja fiel em tudo que você recebe. Olá, eu gosto de dinheiro. Todo lucro da tua empresa. Quem é que não gosta de dinheiro? Se você vai fazer com o lucro da tua empresa o que você quer, problema é seu. Mas o dízimo não é seu. Tem que baixar impostos pra todo mundo. Se a tua empresa tá dando lucro de um milhão e você quer usar cem mil pra tua vida, ok, é decisão tua. Só que teu dízimo é cem mil pau. Cem mil pau.
Muito pau, muito pau. É uma solicitação do pastor Silas Malafaia. Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao medo e delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo. Cristiano, seu lixo.
Calma!
Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora, bora. Antes de começar, quatro avisos rápidos. Melhor forma de apoiar o Medo Delírio é pixecorrente no medodelirioembrasilia.gmail.com Festa do Medo Delírio em Belo Horizonte, na Autêntica, no dia 28. Festa em Brasília, na Infino, no dia 18 de abril. Você sabia que você pode anunciar no Medo Delírio?
Pronto, era isso. Começando com uma errata. A gente falou que o Pazuello era senador e não, ele é deputado federal. Pronto, era isso. Tamo de volta, senhoras e senhores, e infelizmente a gente precisa falar da guerra. E a guerra religiosa mesmo. Uma guerra do bem contra o mal. E isso não tem a ver só com o governo teocrático de Teheran, não, hein? Essa é uma guerra religiosa.
Espera aí, bicho. E nós estamos em uma batalha do bem contra o mal. Esse aí é o senador Lindsey Graham, uma das grandes lideranças do Partido Republicano nas últimas décadas. E, de longe, o maior entusiasta da guerra. Essa luta não é contra homens e mulheres, é contra potestades e principados.
Secretário de Defesa, o Pete Hegseff. Secretário de Defesa, não. Secretário da Guerra. Mudou o nome dessa merda. Jesus Cristo é o Senhor. Não, eu não lhe admito. Jesus Cristo é o Senhor. Não, Jesus Cristo é o Senhor. Jesus Cristo é o Senhor.
Jesus mandou amar. Jesus não mandou armar. Porra, caralho, porra. E ó, não é só discurso pra imprensa não, é pras tropas também.
E ainda bem que Pedrinho da Altro foi maluco o suficiente para minutar aquela entrevista do Carlinho Truque, o Tucker Carlson, com o pastor barra embaixador dos Estados Unidos e Israel.
macabra banhada em sangue de Cristo. Pois é, em todas as forças. Não é algo isolado e pontual. Não é um dodói das ideias ou outro, não.
Agora você imagina só. O plano divino para a volta de Jesus se daria sob a liderança do Trump. Porra, o Trump. Ela exergia pesada, hein? E comandada por um supremacista que até pouco tempo atrás era apresentador de um programa desimportante da Fox.
próprios colegas. Se você não entendeu, ele falou, eu acho que eu não lavo as minhas mãos há 10 anos. Eu realmente não lavo as mãos. É nojento. Esse cara é nojento. Segundo os denunciantes, os comandantes dele estavam numa alegria danada.
. . . .
Acho que deu uma pesada no clima do programa. É claro que na hora a gente mandou um zap pra tupar guerra. Apocalipse, eu nunca trabalhei com Apocalipse, mas assim, eu acho que ele tá falando de Apocalipse 19, que fala do cavalo que vem dos céus e o cavalo que vem dos céus. Tem uma espada na boca e na coxa dele tá escrito que ele é o senhor. Enfim, basicamente, e daí vários outros cavalos seguem ele. Basicamente tá dizendo que o grande campeão das forças de Deus no fim dos tempos,
que é Jesus, ele volta, ele vem dos céus para comandar os exércitos e com isso vencer os inimigos. E todos os inimigos vão ser vencidos, inclusive o falso profeta e todos aqueles que tem a marca da besta irão arder no rio do inferno, no rio de Chofre. Isso é o Apocalipse 19. No Apocalipse 16, isso acontece antes, então antes dessa parada, rola o momento dos anjos virem dos céus e derramarem taças. E quando eles derramam as taças, o rio vira de sangue. E algumas pessoas vão interpretar que isso é justamente
o sangue daqueles que vão ser mortos durante batalhas. É mais ou menos isso. Faz algum sentido? Faz algum sentido pra você isso? Pois é, um enorme de um... Caralho! Não tem como não dar errado. Vai dar errado. É controverso não, né? Caralho!
Entre aspas. Para se referir a esse cara aí. É um eufemismo, né? A gente já falou brevemente desse pastor em um dos episódios dedicados ao Trump.
Caralho! E o tom desse cara é maravilhoso! Ele é o Mike Weinstein. Que aqui vai ser carinhosamente chamado só de Marquinho.
e o grande marquinho venha a ser o fundador e presidente da Military Religious Freedom Foundation. Puta, mas isso é uma merda. É uma merda. Praticamente um bingo supremacista. Pois é, todos os militares negros,
As mulheres militares se fuderam. Segundo o governo atual, eles só chegaram lá por causa da política woke. E eles não merecem os cargos. Todos entregues a homens brancos, claro. Uma competição de... Para ver quem é mais supremacista.
E o nosso querido Marquinhos enfileirou bem demais as palavras, hein? Repara só. Maravilhoso. Antes de falar da guerra propriamente dita, a gente precisa voltar a falar da porra do acordo que Israel e Estados Unidos jogaram pela janela, junto com as bombas, né? Em algum episódio anterior, a gente usou aqui a fala do chanceler do Oman, um dos negociadores.
antes das bombas começarem a cair, dizia numa entrevista pra um canal dos Estados Unidos que o Irã havia se comprometido a transformar o urânio enriquecido em combustível. E esse combustível não teria como ser enriquecido novamente. E aí o Irã não teria bomba. E o Irã nunca tinha oferecido isso. Nunca, nunca! Bom, agora a gente tem um teoricamente insuspeito britânico confirmando essa história. E repara no cargo. Bora pro Patrick Wintour e o Julian Borger no Guardian no dia 17 de março.
negociações finais entre os Estados Unidos e o Irã e considerou que a oferta feita por Teheran sobre seu programa nuclear era significativa o suficiente para evitar uma escalada para a guerra, revela o Guardian. Powell acreditava que houve progresso em Genebra no final de fevereiro e que o acordo proposto pelo Irã era surpreendente, segundo fontes. Segundo um ex-oficial, abre aspas,
Netanyahu não deu chance à oferta final, claro. E dois dias antes do tal encontro, ele deu início a um ensaio para uma terceira guerra mundial. O Reino Unido não encontrou evidências convincentes de uma ameaça iminente de um ataque com mísseis iranianos contra a Europa ou de que o Irã pudesse obter uma arma nuclear. E sabe quem concorda com os britânicos? Não sei! Fala logo, porra! Calma!
E olha aqui, esse cara aí é maga e flerta com o supremacismo branco, hein? E o Trump falava coisas tipo isso aqui, ó.
E calma que melhora. Os líderes da inteligência e das forças armadas tiveram que se explicar para o Congresso. E olha esse diálogo com a Tulsi Gabbard, que é a chefe da inteligência dos Estados Unidos. Imagina isso.
E se algo é uma ameaça, é o presidente, que não cabe a ela dizer isso. E olha como é o processo decisório do Trump. E vamos relembrar o que o Trump dizia no começo da guerra.
Dramas! Faltou combinar com a sua própria diretora de inteligência, a Tulsi Gabbard. Que é trampista até o último fio de cabelo, hein? O que? O que é isso? Pois é, né? Os Estados Unidos foram lá e destruíram a capacidade nuclear do Irã. Segundo eles próprios. Aí depois eles atacam o Irã, dizendo que eles são uma ameaça nuclear. Que porra é essa?
diretora de inteligência estava com um discurso que desmentiu Trump e ela entregou esse discurso escrito, preparado previamente, para os democratas. Mas isso é enganar. Essa eu quero ver.
Exatamente isso. Enfim, de novo temos os Estados Unidos numa guerra no Oriente Médio com justificativas absolutamente mentirosas, para a surpresa de um total de zero pessoas. Ninguém! Mas vamos a uma pausa para os nossos anunciantes.
E o Ricardo Terto, que é escritor e foi até semifinalista do Jabuti, trocam uma ideia e explicam tudo o que está rolando na economia, na política, nas relações internacionais e como isso impacta na mudança climática.
Esgotismo, mas sem negacionismo. Então, depois de terminar de ouvir esse episódio, dá uma conferida lá. Bom dia, fim do mundo. Tá, volta e a gente precisa... Infelizmente! Voltar com o secretário da... E dessa vez não é com um versículo bíblico. Bizarro!
E em nome de Deus, é claro. E fanáticos religiosos são os iranianos, hein?
Um detalhe. Lembrando que ataque à escola é crime de guerra. O ataque ao navio foi crime de guerra. A explosão lá de uma grande refinaria iraniana é outro crime de guerra. Pra surpresa de ninguém, Estados Unidos e Israel lideram uma grande coleção de crimes de guerra. Aí tem gente que vai dizer, ah, mas o Irã... Ah, que não sei o que que isso é bota, moleque!
Primeira década do século passado, senhoras e senhores.
Pois é, o secretário da guerra confessou um crime que dá prisão perpétua e fez isso na frente das câmeras. Tipo, livre e espontânea vontade. Imagina aí, que país iria apoiar os Estados Unidos nessa guerra se o secretário da guerra fala uma insanidade dessa. Se juntar a essa guerra é reservar uma cadeirinha no Tribunal Penal Internacional. Ou pelo menos deveria ser. Não à toa, um patético Trump pediu ajuda para os outros países,
E ninguém, isso mesmo, nenhum país topou ajudar. Aí o Trump tava parecendo um adolescente de 12 anos, pô. Mano, corra, rapaz. Não dia pede ajuda e quando houve um retumbante não, ele fala, ah, não precisava mesmo. Deixa eu falar uma coisa, você tem quantos anos, menino? Aí, no dia 19, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão emitiram um comunicado conjunto declarando-se prontos pra apoiar os esforços da liberação da rota.
ser essa ajuda ainda não se sabe. O que se sabe é que o preço do petróleo subiu pelo teto. Vejamos o que vai acontecer. Mas vamos seguir. E olha o que um general francês falou sobre o convite do Trump. Pra quem estiver ouvindo sem tradução, é em francês agora. Mas é maravilhoso.
Agora voltar com o Pete Hexeth, porque está gostoso demais.
Trouxe atenção que é importante, pessoal. Hodes absurdas não se cumprem. No primeiro mandato do Trump, até tinha uns reacionários minimamente racionais no entorno do presidente. Nesse segundo mandato, é a nata da vileza e da loucura. E ao que parece, o Trump ainda está completamente senil. E são esses caras,
que tem o maior arsenal militar do mundo, a um botão de distância. O general foi questionado em pleno Congresso dos Estados Unidos sobre o chefe ter inusitadamente confessado um crime de guerra.
A ordem não é legal, a ordem é ilegal, mas ele tem medo do regsa. Aí ele responde. Uma ordem ilegal em nome de Deus, claro.
E para a surpresa de ninguém, Estados Unidos e Israel têm o controle do espaço aéreo iraniano. Fizeram chover muita bomba até em escola de menina. Filho da puta! E em navio desarmado. Puta que pariu, hein? Como a gente falou no episódio recente.
Mais um episódio da sinceridade dilacerante de Donald Trump. Caralho! Ele disse isso mesmo? Porra, vai tomar no pão, porra!
O cara que jurou que não começaria nenhuma guerra e que se gaba de acabar com várias guerras é mentira dele. Fica falando em diversão em relação à guerra do Irã. O cara confessa crimes de guerra usando a palavra diversão. Aparentemente, para o Trump, divertido é matar dezenas e dezenas de marinheiros desarmados.
Os ouvintes mais atentos bem sabem que os Estados Unidos estavam na porra do exercício, inclusive. Eles sabiam do que se tratava.
E como a gente falou num episódio recente... Mas vamos voltar pro saldo da guerra até esse momento. Alguém achava que as forças aéreas dos Estados Unidos e de Israel iam enfrentar algum problema? Alguém achou que os Estados Unidos não afundariam quase toda a marinha iraniana? Mas essa não é uma guerra tecnológica. É uma guerra ideológica. E também uma guerra assimétrica.
E tem um episódio muito didático sobre isso. Diz aí, Caio.
Nesse contexto, os Estados Unidos vão fazer um exercício de guerra, que é uma espécie de laser tag profissional pra você treinar suas tropas e táticas. As forças armadas se dividem em dois times, o time azul simula o próprio país, e o time vermelho pega o papel dos adversários. Além disso, tem os juízes, que são chamados de células brancas. O nome desse exercício, pra quem quiser ler melhor sobre ele, é Millennium Challenge 2002, e foi um dos maiores exercícios militares da história.
Caralho!
Acertava toda essa história. Odeio, odeio, odeio. Achava uma nerdice do caralho. Chato pra caralho. Coisa de consultor engravatado que nunca ia dar certo numa guerra de verdade. Acertou, miserável. Bem, quando o jogo começou, o time azul mandou um ultimato. Renda-se. Chega aí, ô. Qual é? A idol. Não fazia nenhum sentido, porque era a porra de um jogo de guerra. Ninguém ia responder ultimato dizendo, me rendi, para o jogo de guerra aí, vamos pra casa tomar cerveja.
É uma boa ideia. Era só uma tentativa de fazer o time vermelho ligar o rádio e aí localizá-los a partir do rádio e acertar todos.
Ah, agora eu entendi. O Van Ripper percebeu e mandou desligar tudo. Nada de rádio, nada de celular. Comunicação só com mensageiros em moto e sinais de luz. E malandro é malandro, mané, mané. Aqui vale ler uma notícia do dia 2 de março da CNN Brasil. Abre aspas. Milhões do Irã estão sem internet há 48 horas. Fecha aspas. Ou seja, desde o começo da guerra, o Irã fez a mesma coisa. Desligou completamente a internet pra ninguém ser localizado. Sem rádio, sem internet, o time azul ficou no escuro.
Sou zado. Então a frota azul entrou no estreito de Hormuz. E foi surpreendida. Ao invés de usar navios tradicionais, grandes e fáceis de achar, Van Ripper usou centenas de barcos pequenos. Lanchos comuns, jet ski, barco que puxa banana boat, essas coisas. Todos armados com mísseis de curta distância, fazendo ataques quase suicidas, mas às centenas. Enquanto isso, na costa, as tropas atiravam mísseis contra os mesmos navios. Essas táticas eram parecidas com as usadas no Vietnã pelos Vietcongues,
e o Van Ripper só adaptou elas pra um cenário naval. O resultado foi completamente devastador. O sistema de defesa dos navios americanos não conseguiu se defender de tantos mísseis simultâneos e entrou em colapso. Rapaz. 16 navios teriam sido destruídos. Rapaz. Inclusive um porta-aviões. Rapaz. E 4 mil marinheiros teriam sido mortos na simulação, né? Ufa. Ninguém morre de verdade. A derrota foi tão grande que o exercício teve que ser interrompido.
Não dá pra continuar. Tá passando mal. Não fazia sentido continuar simulando nenhuma guerra com os Estados Unidos tendo perdido tudo. Isso deveria ser útil pra caralho.
Orgulho do macho estadunidense não permitiria isso, né? A chamada masculinidade tóxica. Mas é aí que vem a melhor parte. Quando eles foram recomeçar tudo, eles meteram um tapetão. Mas isso é enganar. O jogo recomeçou, mas com novas regras. Mandaram o General Van Ripper parar de usar táticas criativas. Tá de sacanagem. Chegaram pro General Van Ripper e mandaram um... Para! Para! Para! Disseram que o inimigo precisava agir de forma previsível. Vocês são de sacanagem!
táticas tão sofisticadas. Van Ripper ficou puto. Muito puto. E foi embora. A partir daí, os tais células brancas, os juízes do jogo, passaram a comandar o time vermelho. Dizendo, vai pra essa posição aqui e espera ser derrotado. Vai pra aquela posição ali e espera ser destruído. O jogo virou uma espécie de teatrinho pro time azul ganhar. O problema é que o Iran divulgou um vídeo de uma base subterrânea com centenas de lanchinhas pequenas.
Todas armadas com lançadores de mísseis simples, que nem aqueles usados na simulação.
Ou seja, os Estados Unidos pagaram 250 milhões de dólares pelos ensinamentos de General Van Rippen, ignoraram os ensinamentos completamente, se recusaram a aprender, mas deixaram um livrinho ali, Como Defender o Estreito de Hormuz. E o Irã foi lá, leu o livrinho, estudou ele direitinho e se preparou exatamente dessa forma. E não é que o Irã conseguiu essas informações via espionagem, não, hein? Tem um livro, tem um livro publicado sobre esse jogo de guerra aí. Aí de quebra, pela primeira vez,
enfrentando um inimigo que tem capacidade de usar satélites para guiar os seus mísseis e drones. O Talibã não tinha isso, os Vietcongues não tinham isso. Ah, e como o próprio chanceler Marco Rubio deixou claríssimo, os Estados Unidos foram para a guerra por causa de Israel.
O tal do império em declínio. Daqui a pouco a gente fala sobre isso.
E justamente por isso Israel está fazendo
tudo para escalar a guerra. Eles continuam matando as lideranças do Irã e não muda nada. Os mísseis iranianos continuam atingindo alvos em Israel e em países do Golfo e no Estreito de Hormuz. Podem matar os líderes, mas a estrutura continua de pé. Essa é uma guerra existencial para o Irã e eles treinaram bastante tempo para isso. E o assassinato mais recente foi do Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo do Irã e líder de fato do país.
Era ele quem negociava com países do Golfo um fim para a guerra. Israel matou o cara que era a ligação entre os mais radicais e a liderança
política iraniana, o que só favorece os mais radicais. E, recentemente, a guerra escalou bizarramente. Uma instalação de gás natural do Irã, ligada à maior reserva conhecida do mundo, foi alvo de ataques hoje. Terã responsabilizou Israel e os Estados Unidos. É a primeira vez no conflito que a infraestrutura de energia iraniana é alvo de bombardeios. Esse é um campo de gás dividido pelo Irã e pelo Catar. Eles extraem do mesmo campo.
Bombardear a principal fonte de receita de um país com 93 milhões de pessoas não é lá uma boa ideia. Foi a primeira vez que a produção do Irã foi atingida e isso levou a um aumento muito grande do preço do barril do petróleo. Eu tô passada, chocada. So much winning. Por que, Uribe Tainá? Responda, responda, responda, responda. Porque ataques contra a produção direta do petróleo e do gás são ataques de longo prazo. Olha a merda aí.
as instalações para a produção de gás e de petróleo, eles também destroem parte dessa produção e tem um prazo muito longo para que as refinarias voltem a produzir o gás e elas sejam recuperadas. Então, isso é diferente, por exemplo, de você fechar o Estreito de Hormuz, onde você está afetando o transporte do petróleo e do gás. Quando você ataca a produção, especialmente de um país que tem tanto gás e tanto petróleo, como é o caso do Irã,
impactos de muito mais longo prazo. É muito mais difícil, oneroso e demora muito mais tempo pra você reparar essas instalações. O Irã, inclusive, ficou indignado com esse ataque e agora já está avisando vários países do Golfo que pretende fazer ataques similares contra a produção de petróleo e de gás. O governo do Qatar, que como eu disse, divide aí esse campo,
enorme de gás, o maior campo de gás do mundo, o governo do Qatar chamou esses ataques de perigosos e irresponsáveis, justamente porque eles afetam a produção de gás e a produção também de petróleo, se você continuar nessa linha de atacar os campos de produção, isso vai ter um impacto de longo prazo. E, obviamente, o Irã retrucou do lado Qatar e do campo. A instalação de Haslafan, que é o maior complexo de exportação de gás natural liquefeito
E o Netanyahu nem se dá o trabalho de falar alguma coisa.
ainda não se manifestou com relação a esse ataque, que é uma escalada, e uma escalada bastante profunda desse conflito, especialmente pelo lado econômico. E o ataque a esse campo de gás, o maior do mundo, não é pouca merda não, hein? O impacto vai ser sentido por anos no mundo todo. E quem vai se fuder com isso, claro, são os mais pobres. Palavras a seguir do Arnaud Bertrand no Twitter.
O que significa que 90% do gás ainda está lá. Isso significa que, provavelmente, por muitos anos, uma grande parte do gás da maior reserva do mundo simplesmente não poderá ser extraída, já que a infraestrutura em ambos os lados, do Qatar e do Irã, foi destruída. Do ponto de vista do fornecimento global de energia, estamos em pleno território do pior cenário possível. E tudo isso deu num post inacreditável do Trump.
No Oriente Médio, atacou violentamente uma importante instalação conhecida como Campo de Gás de South Pars, no Irã. Uma parte relativamente pequena da instalação foi atingida. Mais ou menos... Os Estados Unidos não tinham conhecimento desse ataque específico. E o Catar não esteve envolvido de forma alguma. Nem tinha ideia de que ele ocorreria. Essa é a forma como Trump acusa Israel, dizendo que, coitados, fizeram isso por raiva. Que barra! Infelizmente, o Irã desconhecia esse fato.
de forma injusta, uma parte das instalações de gás natural liquefeito do Catar. Nenhum outro ataque será realizado por Israel contra esse importantíssimo e valioso campo de gás de South Pars, a menos que o Irã imprudentemente decida atacar um país inocente, nesse caso o Catar. Nessa situação, os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, destruirão completamente o campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã.
Trump, de forma cuidadosa, critica o ataque israelense, mas ameaça algo incrivelmente pior. Não quero autorizar esse nível de violência e destruição devido às implicações de longo prazo que isso terá para o futuro do Irã. Mas se o projeto de gás natural liquefeito do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo. Caralho! Agradeço a atenção dispensada a esse assunto. Presidente Donald J. Trump. Meu sobrinho aí, toca pra caralho, porra.
revide iraniano não foi só no Qatar, não. O Irã também lançou dois mísseis contra o campo de petróleo e gás de Rabshan, nos arredores de Abu Dhabi. Na quinta, o Irã atacou uma refinaria israelense em Haifa. Não é pouca merda, não. A refinaria responde por 60% do combustível de Israel. Essa é uma das duas refinarias em território israelense. Quer dizer, território israelense é complicado. Vou esquecer disso jamais. Bom, periga via aí o maior choque energético da história. O que vai deixar todo mundo muito fudido
durante muito tempo. E a gente volta a dizer, o Trump ter entrado nessa guerra não faz o menor sentido. Nos Estados Unidos tem eleição para o Senado e para a Câmara de lá. As tais mid-term elections. Já estava complicado para os republicanos sem a guerra. Com a guerra que não tem apoio de bases importantes dentro do Partido Republicano e com os efeitos da guerra no preço das coisas, então puta que pariu.
E vamos voltar para o chanceler do Oman. Ele explica como os Estados Unidos e Israel não deixam outra opção para eles. Volta para o Arnaud Bertrand no Twitter. Ele escreve que a retaliação do Irã contra o que alega serem alvos americanos em território de seus vizinhos foi um resultado inevitável do ataque dos Estados Unidos e Israel. Ele o descreve como provavelmente a única opção racional disponível para a liderança iraniana.
Olha que o Oman foi um dos alvos do Irã, hein? E ele tá certo, pô. Queriam que o Irã fizesse o quê? Se rendesse como naquele patético exercício de guerra muito bem explicado pelo Caio Almendra? Alguém achava que o Irã ia devolver os seus campos de petróleo pra British Petroleum? Referência de velho! Procure saber! Aí Israel e países do Oriente Médio estão gastando boa parte do seu estoque de mísseis antiaéreos. O Irã tem uma porrada de drones relativamente baratos.
E ao que parece, muitos dos mísseis iranianos, que os Estados Unidos dizem ter destruído,
e Netanyahu gastarem muita munição e bilhões de dólares. E isso também explicaria os mísseis continuarem a cair em Israel e no Oriente Médio, enquanto Trump e Netanyahu dizem ter destruído quase todos os mísseis e os seus lançadores. Volta para o Arnaud Bertrand. Ele afirma que a guerra põe em risco todo o modelo econômico da região, no qual o esporte global, o turismo, a aviação e a tecnologia desempenhariam um papel importante. Ele acredita que, se isso não foi previsto pelos arquitetos dessa guerra,
O chanceler do Oman diz o óbvio, que Israel arrastou os Estados Unidos para a guerra. Ele afirma que, diante disso, os amigos da América têm a responsabilidade de dizer a verdade, que é a de que há duas partes nessa guerra que não tem nada a ganhar com ela, a saber, o Irã e os Estados Unidos. Exatamente isso. E o Trump se diz surpreso. Mas antes disso, vamos aos nossos anunciantes. A maternidade não precisa significar isolamento, sobrecarga ou perda de autonomia.
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ilegal. Como a gente ia dizendo, e o Trump se diz surpreso. Nunca vi. Tu é burro, cara. E como todo mundo sabe, o Trump fez do Estreito de Hormuz
Muitas embarcações atingidas e por muito tempo não passou nenhum navio. E os pouquíssimos navios que passaram nos últimos dias fizeram uma rota bem próxima à costa iraniana. E o fizeram com autorização iraniana. E o Irã só está autorizando para países que não estão participando de alguma forma dos ataques ao Irã. E reza a lenda que a negociação tem que ser em Yuan. E isso seria um torpedo gigantesco na economia dos Estados Unidos. Eles precisam desesperadamente dos petrodólares.
no qual os Estados Unidos tinham a superioridade de GPS e tecnologias e os caralhos, e que isso seria importante.
O número atual já é de no mínimo 10 radares destruídos em diferentes países do Oriente.
E não tinham muitos radares, não. Isso é um golpe fodido para os Estados Unidos, para Israel e para todos os países do Oriente Médio, que caíram no caô dos Estados Unidos e achavam que iam estar protegidos dos mísseis iranianos. E por falar nisso, bora com um sinceríssimo comentarista do Kuwait.
conta do genro do Trump. Essa conquista é do Trump e ninguém tira dele. Mas vamos voltar para os ataques contra radares dos Estados Unidos.
E, teoricamente, o Irã não teria capacidade para esse tipo de ataque a partir dos poucos satélites
Reza a lenda que o Irã está usando sistemas de geolocalização da Rússia e da China para esses ataques, e não é fácil repor esses equipamentos.
E não é só isso não. O Trump se gaba de ter destruído a marinha iraniana. Mas quem está dando ré são os Estados Unidos.
Bora com o Shanaka Anslem Pereira, um analista independente, no Twitter no dia 27 de fevereiro. O USS Gerald R. Ford não está ancorado perto do Irã. Por que será? Está ancorado na costa de Israel. E ninguém está fazendo a única pergunta que importa. Será que Carlo Ancelotti vai convocar o Neymar? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?
Estados Unidos, avaliada em 13,3 bilhões de dólares, o maior navio de guerra já construído acaba de se posicionar perto de Haifa. Não no Mar Arábico, onde o Lincoln está a 850 quilômetros da costa iraniana, pronto para operações ofensivas. Não no Golfo Pérsico, onde o alcance de ataque é o ideal. Está na costa de Israel, defendendo Israel. Pois é, parafraseando o Trump, Israel first. Isso não é redundância, é arquitetura. Dois porta-aviões, duas missões, duas funções estratégicas,
O Lincoln é a espada, posicionado para lançar ataques aéreos no espaço aéreo iraniano poucas horas após uma ordem. O Ford é o escudo, com seus sistemas de defesa antimíssel Aegis, criando uma proteção sobre as cidades israelenses contra a retaliação que se seguiria ao primeiro míssil Tomahawk. Os Estados Unidos acabaram de dividir sua doutrina de porta-aviões em ofensiva e defensiva simultaneamente. Isso não acontecia desde o Teatro de Operações do Pacífico, em 1945.
a algo mais profundo do que táticas. Quando o Irã retaliar, seus mísseis e drones voarão em direção a Israel. Eles sobrevoarão o mesmo espaço aéreo onde um grupo de ataque de porta-aviões dos Estados Unidos está atualmente estacionado. Cada míssel iraniano direcionado a Tel Aviv ou Haifa terá que atravessar o perímetro defensivo do Ford. Atirar em Israel significa atirar em, ao redor e através de um grupo de porta-aviões americano.
O Irã não pode retaliar contra Israel sem envolver os recursos navais americanos.
A decisão do Ford torna isso fisicamente impossível. O porta-aviões não está defendendo Israel por mera liberalidade. Ele está posicionado de forma que qualquer resposta iraniana aos ataques americanos se torne automaticamente um ataque às forças americanas, desencadeando toda a força irrestrita da resposta militar dos Estados Unidos sem a necessidade de uma única decisão política adicional. Seria o sonho do Netanyahu.
Esse é um seguro contra a escalada, escrito em aço e água do mar. Se a campanha se prolongar além do planejado, se as munições se esgotarem em 7 a 10 dias, se os aliados hesitarem, a posição do Ford garante que a retaliação iraniana realize o trabalho político que Washington não pode fazer sozinha. Transformar um ataque americano limitado em um ato de autodefesa que nenhum aliado pode se recusar a apoiar. Você não posiciona um porta-aviões de 13,3 bilhões de dólares,
fogo do inimigo o atingirá, a menos que queira que o fogo do inimigo o atinja. O Ford não está lá para impedir uma escalada. O Ford está lá para garantir que, se a escalada ocorrer, ela aconteça em termos que tornem a contenção americana politicamente impossível e a participação dos aliados politicamente inevitável. Os Estados Unidos e Israel não entendem que o seu inimigo está numa luta existencial.
O que eles estão lutando por é a existência da república itself.
E bora com o Jeffrey Sachs, porque tudo tem a ver com a Palestina.
É a tática eterna de Israel. Enfraquecer os seus inimigos moderados e fortalecer seus inimigos mais radicais. É um Estado suicida.
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E é isso, uma guerra alucinada empreendida por duas das figuras mais vias dessa quadra da história, Netanyahu e Trump. Com vantagem pro primeiro, hein? E tchau pra vocês, semana que vem tamo de volta. Tchau pra vocês, vem pianinho! E hoje a gente fica por aqui. Muito obrigado a todas as fontes, vocês são demais, amamos vocês, beijo no perílio. Se quiser e puder, pingam lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio,
Porra, doação é o caralho, porra. Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, mora o cara? Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais. E também no loja.medoedelirimbrasilia.com.br Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora.
Me permite uma parte? Não lhe dou uma parte.
com o conceito de double tap. Double tap é quando um país ataca o mesmo lugar duas vezes em um intervalo pequeno. Isso é considerado um crime de guerra pela Convenção de Genebra de 1949. Por quê? Bom, porque após o primeiro ataque, o local atacado fica cheio de socorrista, pessoa comum, inocente, tentando ajudar as pessoas que estão presas nos escombros, os feridos, aparece médico e por aí vai. E é um crime de guerra atacar profissional de saúde, é um crime de guerra atacar civis, é um crime de guerra atacar feridos e por conta disso é um crime
guerra, praticar double ou triple tap. Só que double tap se tornou uma prática muito comum em Israel, em especial muito utilizado no genocídio em Gaza. Um double tap pode ter dois objetivos. Garantir que um alvo muito relevante morra, então Israel usa muito contra alvos de alta relevância do Hezbollah e do Hamas, ou o objetivo pode ser matar os socorristas mesmo. E essa hipótese de que Israel muitas vezes teve como objetivo matar socorristas e profissionais de saúde é muito condizente com alguns casos que aconteceram
onde Israel matou especificamente socorristas e profissionais de saúde. Como o caso das valas comuns no Hospital de Nasser, em abril de 2024, quando foram descobertos corpos de enfermeiros e médicos algemados e com tiros na nuca, provavelmente fruto de uma execução de massa. O caso do ataque ao comboio de ambulâncias do Crescente Vermelho, em março de 2025, quando 15 paramédicos foram mortos a tentar chegar no bairro de Tawaz Sultan. E com a tortura do doutor Mohamed Abu Salmiya, diretor do Hospital de Al-Shifa.
esse triple tapping, foram 3 mísseis com 40 minutos de intervalo total segundo uma investigação da Al Jazeera na matéria chamada Al Jazeera Investigation Iran Girls School Targeting Likely Deliberate de 3 de março, ou seja investigação da Al Jazeera escola iraniana de meninas provavelmente foi um alvo deliberado, a matéria também traz elementos interessantes que nos permitem especular a razão desse ataque, é pouco provável que o double tapping tenha acontecido porque os Estados Unidos
queriam muito que aquelas meninas fossem mortas. Então, o mais provável dos alvos são os socorristas. E aí a gente chega ao porquê. Como é que, como vocês disseram no episódio, a escola era próxima à base militar da Guarda Revolucionária do Irã. E isso não é muito à toa. A escola tinha todo tipo de aluna, mas boa parte delas eram filhas militares dessa base militar. Uma coisa comum no mundo inteiro, vocês até falaram disso num episódio explicando a origem das escolas militares no Brasil, como muitas escolas tinham como público primário os filhos dos militares que tinham que se mudar para algum lugar,
levar sua família e por aí vai. E a cidade de Minab é uma posição muito relevante porque, segundo a Al Jazeera, é essencial para o controle do esteito de Urmuz, por onde passa o petróleo do Golfo. Então, o Triple Tapping poderia ter o objetivo de atrair os pais para socorrer suas meninas, tirar elas dos escombros e por aí vai, e depois acertar um segundo míssil para matar esses pais que estavam socorrendo suas filhas. O que é, em especial, um crime de guerra muito macaco.
É absolutamente bizarro isso ser uma possibilidade. E mesmo que não tenha sido por conta
disso, os 40 minutos de intervalo tem uma relevância muito grande, porque em 40 minutos, dá tempo da informação de que acertaram uma escola, é chegar ao Pentágono, chegar ao porta-aviões que realizou o ataque, ao grupo de porta-aviões que realizou o ataque. 40 minutos é tempo pra caramba, na verdade, você sabe o que você acertou. E aí, pra fechar esse tópico, tem uma fala do Pete Hegset sobre as regras de engajamento, ou seja, quais são as diretrizes militares dos Estados Unidos nessa guerra no Irã. E a fala dele é o
seguinte, não existem mais guerras de engajamento idiotas, não haverá mais guerras politicamente corretas, não haverá mais guerras woke. Isso aí tem a ver com uma lenda dos milicos estadunidenses de que eles perderam a guerra do Vietnã porque foram bonzinhos demais, porque o pessoal dos direitos humanos chegou e por aí vai. E aí em cima dessa lenda, a ideia era de que agora a gente vai deixar de ser um departamento de defesa, passar de ser um departamento de guerra e a gente não mais vai se preocupar com essas diretrizes militares fofinhas e politicamente corretas e por aí
fazem os Estados Unidos perder. Logo depois deles fazerem isso, o que eles fazem? Eles acertam uma escola de meninas pra atacar a moral dos pais, que são militares. É isso, gente. Um abraço. Acabou? Não. Acabou sim. Acabou? Acabou. Acabou. Porra, acabou. Beijinho. Sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu Perínio. A boca é um ano da faixa. Parada do pô. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado.
Estou de acordo. Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma? Duzentos baseados. Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso coça mais. Pegue sua Toyota, empurre dentro do seu cu. O Opalão, o Chevette.
Um golbolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo. Arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus.
35% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxe. Pronto, tá bom. Pronto. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda. Acorda. Obrigado, minha gente. Deus proteja todos. Sejam felizes.
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