II - 2026.18 - A peleja entre Jair e seu destino
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Esse podcast é distribuído pela Central 3. Antes de começar, quatro avisos. Melhor forma de apoiar o Medo e Delírio é Pixie Corrente no Medo e Delírio em Brasília, arroba gmail.com. Festa do Medo e Delírio em Belo Horizonte, na Autêntica, no dia 28. Dia 28 de março, na Autêntica, em BH. Os ingressos já estão no último lote, hein? Festa em Brasília, na Infino, no dia 18 de abril. Ingressos lá na Shotgun. Você sabia que você pode anunciar no Medo e Delírio?
Escreve pra gente no Medo e Delírio em Brasília, arroba gmail.com. Agora, bora pra abertura.
Bora ouvir a Alessandra Orofino no Calma Urgente. Na Noruega e na Suécia, há mais de 200 anos, a declaração de imposto de renda de todas as pessoas físicas é pública. Então você sabe quanto todo mundo ganha, que é um mecanismo de transparência, mas também um mecanismo para aumentar talvez o custo social do privilégio, né? É a babar dos seus filhos saber o quanto você ganha. Então se você estiver pagando ela, uma coisa que é completamente incondizente, muito miserável, sobretudo em comparação ao quanto você mesmo ganha, ela ter essa informação. E isso ser uma coisa acionável, você vai criando um custo social.
para a desigualdade mesmo, e para a desigualdade obscena nesse nível, né? Um pouco de vergonha na cara, que chama, né? Você vai criando vergonha na cara. Isso que você está descrevendo, Greg, é um pouco parecido com você ter acesso ao imposto de renda de alguém obscenamente rico. Porque você infere que se alguém está gastando 200 milhões numa festa de noivado, quanto que deve ser a renda anual dessa pessoa? E aí, o lado moralista é um pouco esse mesmo, que é, não existe jeito muito limpo de se ganhar dinheiro suficiente para ser razoável gastar 200 milhões numa festa de noivado. Não tem.
extrativista de qualquer maneira. Se for por fraude, esquema de pirâmide, obviamente é o extrativismo que é criminoso. Mas existem muitas formas legais de extrativismo que são igualmente obscenas e amorais. E acho que a gente precisa falar disso mesmo socialmente, né? Nem toda forma de ganhar dinheiro é razoável ou válida e isso vai ficando ainda mais evidente quando se trata de muito dinheiro. Até porque as pessoas que ganham muito, mas muito dinheiro também são as que têm mais poder de decisão sobre não ganhar mais um centavo. Elas poderiam hoje falar, não quero mais, já ganhei tudo.
ganhando a mais é realmente por escolha. Não é preciso pagar as contas, preciso alimentar meus filhos. Percebe a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo. Cristiano. Seu lixo. Seu lixo. Seu lixo.
Seu lixo!
Esse episódio, 18 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora. Bora. Bora. A peleja entre o Jair e o seu destino. Tamo de volta, senhoras e senhores. Vocês estão vendo que minha voz tá um lixo. Lixo. Lixo. Lixo. Não sei o que caralho aconteceu, mas tá assim. Por nada, manhã. Porra, eu nem fiz nada. Pelo menos se eu tivesse enchido a cara ontem. Mas não, nem isso.
Nada, nada, nada, nada, nada. Normalmente, o episódio do Medo e Delírio é gravado em dois dias.
À noite, normalmente é gravado terça e quarta. Hoje é terça-feira, por exemplo. E o episódio que sai na sexta-feira, normalmente é gravado quinta e sexta. Então, se amanhã a voz estiver melhor, é capaz de vocês notarem uma diferença aí. No meio do caminho vai mudar do nada. Mas vamos lá. Vamos seguir. Infelizmente, a gente tem que dar conta de mais uma semana desse 2026 miserável. O Jair saiu da prisão, mas saiu de ambulância.
Porra. Vamos direto pra Brasília, vamos direto pra Brasília, vamos direto pra Brasília. Estou indo pra Brasília. Pra falar sobre Jair Bolsonaro. Por que isso?
Segue internado no Death Star. No Death Star. É... Fala logo, porra. Numa situação... Que situação. Ele foi levado pra lá. A gente vai lembrar que ele está preso. Preso, preso, preso, preso, preso. E inicialmente foi tratado dentro da própria Papudim. Pô, estadia lá, valeu? Mas foi levado lá pro Death Star. Que é um hospital de referência. E a seguir palavras de um dos médicos do Jair.
ou dor de cabeça forte e muito calafrio, com forte mal-estar. Horas depois ele foi atendido pela equipe do SAMU, que fica de plantão lá no batalhão onde ele está. E na avaliação inicial da médica clínica, foi suspeitado de um quadro infeccioso. Eu fui imediatamente chamado, cheguei lá rapidamente.
Bem ontem à noite, foi um quadro agudo que se imagina que começou por volta das duas, três horas da manhã. A reação foi muito rápida dessa infecção. Vamos ficar chorando até quando? Pois é, o nome desse médico é Brasil. Brasil! Nosso Brasil! Tem que deixar de ser um país de maricas! E o sobrenome dele é Caiado. Que merda! E sim, é um primo do governador Ronaldo Caiado. Seu obtuso! O outro médico da equipe tem o sobrenome Biroline.
Essa porra é esquete, né? Só pode ser provocação. E bora aqui com mais um texto maravilhoso da Sarah Góes.
Eles são maravilhosos. Devem lembrar de um texto primoroso da Sarah, explicando as agruras médicas do Jair. O fundo disso tudo é a porra da facada. E também tudo gira em torno da... Então bora com ela, Sarah Góes, no cafezinho no dia 14. Na manhã de 13 de março de 2026, Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star. Tava eu de Megastar e esse outro Megastar. Com febre alta e queda súbita da saturação de oxigênio. Podemos até viver sem oxigênio.
Pois é, o Jair não tá conseguindo respirar legal não. Que coisa, né? Essa é a verdade. Logo você, Jair. Quando eu senti falta de ar. Se tá ruim pra você, Jair, com máscara de oxigênio num dos melhores hospitais do Brasil, imagina pra quem morreu afogado a seco na pandemia lá em Manaus, pô. Acabou o oxigênio em todos os hospitais públicos da capital. É morrendo asfixiado. Imagina você morrendo afogado. Sou merda. Sou merda! Ele chegou aqui com dificuldade de respirar. Ele chegou aqui com dificuldade de respirar.
A gente viu que ele tava na ambulância com alguma coisa no nariz. Isso é muito importante. Peça, por favor, faça silêncio aí. Só pra calar a boca atrás, vamos? Quando foi medida a saturação, lá bateu em 80. Tá com perna? Leva. Normal a gente tem 95, 96%. Então essa queda só reverteu com oxigênio nasal. Ele já chegou aqui já com suporte de oxigênio nasal. Mas ele foi feito lá na Papudinha? Foi feito lá. Pois é, olha só. Olha só que legal. O destino é o melhor e mais implacável adversário do Jair.
O merengue é o efeito. O que for daquela forma retorna com a mesma intensidade de modo perfeito. Daquele mesmo jeito. Ação e reação, tipo João Bobô, tipo saco de bota. O famoso e laureado bebê vai voltar. Boletim médico confirmou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa.
Olavão. Até empatia tem limite. A tomografia confirmou a nossa suspeita inicial e mostrando uma broncopneumonia bilateral mais acentuada à esquerda. Mais acentuada à esquerda. Não é uma luta da esquerda contra a direita. Mais acentuada à esquerda. Eu votei no segundo turno Lula. E o que chama atenção? Este quadro, esta pneumonia, a pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Ele falou que era uma gripezinha. Isso requer um cuidado especial.
Tem gente com pena de presidiário, pô. Mas nós sabemos que a pneumonia... Depois da facada não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, não. De pacientes acima de 70 anos... Você tem que pegar o idoso e isolado. Sempre é grave, porque evolui para a sepsemia. Por favor, o que mais? Ele era obeso, era isso, era... Bem, tinha... Como é que é? Comorbidades. Comorbidades. Normalmente a bactéria pode cair na circulação e causar um quadro mais grave ainda. Por isso a emergência médica.
falência progressiva iniciada em 2018 e agravada pelo encarceramento. Em agosto de 2025, a análise sobre o estado de saúde de Bolsonaro já apontava para a instrumentalização da doença como captura emocional. A hipótese não é absurda não, hein? Mas a gente ainda não tinha parado pra pensar nisso. Já imaginou Bolsonaro morrendo em ano eleitoral? As obstruções recorrentes alimentavam a mística do mártir convalescente, sobrevivente de uma suposta conspiração do sistema.
Agora o corpo não sustenta mais a propaganda. E o fluxo intestinal interrompido causa estagnação e decomposição. A distensão abdominal pressiona o diafragma. Provoca soluços incoercíveis e favorece o refluxo de material contaminado pelo esôfago. E o que chamou muita atenção no exame inicial
foi a queda da saturação. Normalmente isso se faz por bloqueio das vias aéreas superiores. E a suspeita inicial foi um quadro de pneumonia. Lamento, quer que faça o quê? Pelo passado de várias comorbidades. Comorbidades. Comorbidades. Várias nós já descrevemos aqui para vocês. E a principal dela, neste caso, nós suspeitamos é a esofagite, a gastrite e o refluxo gastrointestinal.
Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave. A pneumonia aspirativa surge quando esse conteúdo alcança a árvore traqueobrônquica, um processo onde o organismo já não separa o que deveria descer do que passa a subir. Devido ao refluxo, Jair Bolsonaro acabou levando ao pulmão parte do líquido do estômago, o que acabou gerando, portanto, esta infecção. Tá, a gente sabe que a gente está misturando duas coisas aí.
que atrapalharam o fluxo intestinal dele. E aí causa um engarrafamento fecal e o cocô começa a voltar. Em casos extremos, isso pode chegar até o estômago e a pessoa eventualmente vomitar cocô. Tá, isso é uma coisa. Outra coisa é gastrite esofagite causando refluxo gastroesofágico, que é o que parece que o Bolsonaro tem agora. Mas imagina se juntasse as duas coisas. É nojento. Politicamente, essa deterioração física converteu-se no último ativo do clã, operado como peça de guerra informacional. Você quer matar o Bolsonaro, Alexandre de Morada?
da eleição. É tudo que a gente não precisa nesse ano já absolutamente desgraçado. Flávio Bolsonaro trabalha no espaço entre o laudo técnico e a mística popular. Estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais pra achar que isso aqui é algum tipo de frescura. Chega de frescura, de mimimi. Buscando a reabilitação do sobrenome. Sua viabilidade eleitoral sobe com velocidade quase obscena nas pesquisas precoces de intenção de voto.
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados numa das simulações
segundo turno. Porra Brasil! Porra Brasil! Como se fosse parida das entranhas em decomposição do pai. O bom senso aí já ensejaria a que a decisão fosse tomada e diminuísse o risco de morte dele. Que mais uma vez aqui, já sofreu uma queda e bateu com a cabeça, graças a Deus. Que isso, Jorge! Bateu com a cabeça, graças a Deus. Não foi nada grave, já passou mal outras vezes e repito, essa foi a vez que ele chegou aqui no estado mais crítico com relação à quantidade de líquido infectado por bactérias.
Eu espirro, eu cago, eu tosso, eu cago, eu peido, eu cago. Eu cago o dia inteiro. Dentro do pulmão dele. Então, pelo amor de Deus, vamos cumprir a lei. Vamos cumprir a lei. Vamos cumprir a lei. Cumpra-se a lei. Cumpra-se a lei. É uma hipocrisia generalizada. E colocar o Bolsonaro numa domiciliar humanitária. Bom, bem o Bolsonaro não tá. Imagina, politicamente, a merda que seria se o Bolsonaro morresse na cadeia. Ou se saísse da cadeia pra morrer no hospital. Então o careca já tinha que ter dado essa porra dessa domiciliar.
Se a saúde do Jair Bolsonaro piora de um jeito muito mais complicado, essa conta vai acabar sobrando para o Supremo Tribunal Federal, principalmente para o ministro Alexandre de Moraes. Aqui no Congresso, muita gente, tanto os bolsonaristas como governistas, que falam, tudo bem, deixa o Jair preso, só que na casa dele, porque isso ameniza, alivia o ambiente. E todo mundo, principalmente quando a gente fala de parlamentares da base governista, tem que levar em consideração o que? O cálculo político, porque tem uma eleição em outubro.
ganhar uma força e eles vão ficar batendo nessa tecla de que há uma perseguição do Supremo contra o ex-presidente. Agora, a gente não é inocente também de achar que o bolsonarismo, se o Bolsonaro morresse mesmo dentro de casa ou saindo de casa pra morrer no hospital, não ia argumentar que o Bolsonaro piorou na prisão, que ele não teria morrido se não tivesse sido preso, coisa assim. Mas de fato, ele morrer na prisão ou no hospital, saindo da prisão é pior, né?
Drama Clínico foi incorporado à estratégia de reposicionamento dinástico de uma família que sempre tratou o sofrimento como ativo simbólico.
Nesse ambiente, a verdade factual perde terreno para a versão politicamente rentável, e o STF parece vulnerável a campanhas que o retratam como desumano. Se o desfecho for a morte antes do pleito, Flávio terá pouco trabalho para higienizar a memória do pai,
aspecto degradante do colapso em favor de uma estética sacrificial. E ainda vão salpicar uma religiosidade barata nessa desgraça aí. Ele é um escolhido de Deus. É um escolhido. Ele é um escolhido de Deus. Um escolhido. É por isso que Deus te escolheu. Se houver sobrevida, a guerra informacional continua. E a decisão de Moraes de determinar a segurança 24 horas no hospital retira da família o controle absoluto da narrativa clínica.
Muito perigoso.
sufocado por ela. O corpo e o projeto político funcionam do mesmo jeito. Fechados, contaminados pelo próprio excesso. Até que o próprio sistema perde a capacidade de respirar. Mas é muito obrigado destino. O Jair há de morrer, mas não vai ser todo relaxado, gostosão, tranquilo. E um beijo pra Sara Góes, autora do texto. Mas infelizmente, a gente precisa continuar com o Flávio. A gente usou uma
falas dele na frente do hospital, onde o pai tá internado. O Death Star. Aí lá, claro, o Flávio acabou falando sobre outros temas. Olha só, esse pessoal tem que entender que, em primeiro lugar, tem que parar com essa paranoia de que alguém tá vindo aqui pra fazer interferência, fazer algum tipo de, sei lá, qualquer influência, não é nada disso. O Flávio tá falando disso aqui, ó. O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu uma autorização ao Supremo Tribunal Federal pra receber uma visita.
Um mochila de criança. Bolsonaro quer se encontrar com um assessor da Casa Branca. Pega aí,
Não pode, cara. Darren Beery foi nomeado recentemente como assessor encarregado para supervisionar temas relacionados ao território brasileiro. Em agosto do ano passado, em meio a esse julgamento de Bolsonaro no STF, o funcionário norte-americano acabou descrevendo o ministro como o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido ao ex-presidente brasileiro. Totalmente parcial, não tenho dúvida disso. Ele deve viajar para o Brasil na próxima semana para participar de um evento em São Paulo sobre minerais raros.
E nunca é demais ouvir isso aqui. Bolsonaro cumpre essa pena de mais de 27 anos de prisão na Papudinha, em Brasília.
Tem jacaré, tem onça. Ele vai aprender a viver e tem animais. E o careca aceitou. Os advogados pediam, explicaram no pedido feito ao ministro Alexandre de Moraes, que esse assessor da Casa Branca estaria aqui em Brasília por um curto período de tempo. Foda-se! Tem uma agenda diplomática. E aí a defesa de Bolsonaro pedia que a visita acontecesse na semana que vem, na segunda ou na terça-feira da semana que vem, 16 ou 17 de março. Só que a gente lembra, lá na Papudinha, as visitas a Bolsonaro
autorizadas apenas às quartas e sábados. Excessivo. E o ministro Alexandre de Moraes não abriu exceção quanto a isso. Tá certíssimo. Carol, a autorização ficou para quarta-feira, dia 18. Quarta-feira da semana que vem, no período da manhã. De oito da manhã até às dez da manhã. E o Itamaraty, claro, fez tudo para impedir esse absurdo autorizado pelo careca. O ofício assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirma que um funcionário de Estado estrangeiro...
Fazer essa visita a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro. E vamos combinar que não precisava desse, do Itamaraty, pro careca concluir isso aqui. Após a resposta do Itamaraty, Moraes voltou atrás e não autorizou que o funcionário do governo americano visitasse o ex-presidente Bolsonaro, informando que a realização da visita requerida pela defesa de Jair Messias Bolsonaro
no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto. Além de não ter sido comunicada previamente às autoridades diplomáticas brasileiras.
O governo americano decidiu cancelar os vistos da mulher e da filha do ministro da saúde, Alexandre Padilha. Um secretário do ministro da saúde, o Mozart Salles, foi atingido inicialmente por essa medida e também um ex-secretário do Ministério da Saúde. Os dois envolvidos com a criação do programa Mais Médicos. O visto de Padilha venceu no ano passado, então não havia como suspender o visto que ele não tem. Entrave que bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos. E tá certíssimo ele.
E aí, uma mensagem, um base numa mensagem mentirosa do Itamaraty, alegando que isso podia ser uma espécie de interferência em eleições aqui, o que é uma mentira. Será mesmo?
É uma honra fazer isso. É uma honra ter esse poder, de apoiar candidatos até em outros países. E ele falou isso para uma audiência de líderes de direita da América Latina e da América Central. Ah, e ainda tem Paulo e Eduardo. Tarifa. Eduardo Bolsonaro. Tarifa. Paulo Figueiredo. Aprontando das suas, hein? Se houver o cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado desses ditadores de toga. É uma dupla de Neros. Se for necessário, iremos sacrificar tudo e queimar toda a proleta.
Vocês estão achando isso pouco? Tá maluco. O conselheiro de Trump para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Bates, pediu um encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal. Ah, mas qual que pode ser esse ministro daí? Vou dar umas opções pra vocês aí. Só tem duas, né, porra? É o Mendonça ou o Nunes Marques? Quem que será que foi? Cássio Nunes Marques. O objetivo da reunião seria discutir o processo eleitoral brasileiro. Não interessa! E pra quem não sabe...
Agora parece que piorou. Entendeu, né? Não só a porra do Trump vai acabar inventando alguma merda por aqui, como a gente vai ter no TSE o sósia do Praga. Inclusive, vale procurar aí no Google Cássio Nunes Marques e Praga pra você se divertir um pouquinho. Ah, e pra quem é novo pelas bandas de cá, vamos fechar os apates com a música que a gente fez em homenagem a esse rapaz aí. Magistrado. Magistrado. Careca.
O magistrado já havia concordado com o encontro, mas a reunião ainda não tinha sido agendada. O Cássio não ia fazer essa desfeita, né? Considerado um ativista da outra direita, o americano é próximo do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. Bom, só por isso aí já dá pra entender um pouco as intenções do rapaz aqui no Brasil. Uma volta com o irmão do Eduardo.
Os Estados Unidos era o Joe Biden, mandou pra cá o chefe do FBI, né, pra fazer sabe-se lá o que, aí se impressionar aqui o governo brasileiro por alguma coisa. Olha, o que o Flávio tá chamando de interferência é os Estados Unidos, pela primeira vez na história mundial, posando de democrata na América Latina e dizendo pro Jair e pros seus generais que os Estados Unidos não iam chancelar, que não iam apoiar golpe nenhum. Talvez não tenha ajudado, o Bolsonaro sair dizendo por aí que não considerava o Biden um presidente legítimo.
Mas é, o Flávio está acusando os Estados Unidos de interferirem na eleição brasileira. E aí agora, quatro anos depois, sonha com o apoio do Trump.
pra conversar com o presidente Bolsonaro, cria-se essa áurea, áurea, áurea, como se fosse alguma interferência. Ah, bate a merda, cara. Porra, puta que pariu. Uma simples visita, com certeza. Ele trabalha, claro, tá lotado no departamento de estado, lá dos Estados Unidos, conselheiro de Trump. E é uma figura muito ligada nos Estados Unidos, aquele ecossistema da ultradireita norte-americana. Ele, inclusive, tem relação com movimentos supremacistas brancos nos Estados Unidos.
Caralho! Antes de ele virar conselheiro de Trump, ele tinha um site, que era colaborador de um grupo de governo,
um site de ultradireita que vendia teorias da conspiração. Então ele é daquela ala mais radicalizada do chamado MAGA, Make American Great Again. Bastante complicado. Então, no ano passado, ele já gerou uma controvérsia muito grande naquele auge da crise das tarifas aqui no Brasil, porque o Brasil vivia seu pior momento na relação com os Estados Unidos. Veio a decisão de sancionar os ministros do Supremo Tribunal Federal, notadamente ali Alexandre de Moraes. O filho da puta do Alexandre de Moraes. Eduardo.
que as tarifas aplicadas por Donald Trump eram em decorrência da perseguição política do Supremo Tribunal Federal. Vamos falar sobre sincericídio. Na ocasião, o governo brasileiro, a diplomacia, chamou o encarregado de negócios, Gabriel Escobar, para dar declarações. Ou seja, graças a esse assessor, Darren Beattie, o Brasil chegou próximo de um congelamento ou num esfriamento máximo das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Olha o tamanho da merda! Agora, essa visita aqui no Brasil, uma visita relâmpago que ele faz ao Brasil, fez questão de visitar Jair Bolsonaro,
deixa no ar a pergunta, qual é a relação de fato entre a família Bolsonaro e o Donald Trump e a Casa Branca? Certamente não deveria passar por questões de Estado, mas pro Flávio isso tudo aí é normal. Esperou o contato, o contato veio. A pessoa tem que parar de paranoia. Ele evitava tomar água que estava na geladeira. A pessoa tem que parar de paranoia. O carro ficava parado, estacionado por muito tempo. Antes de entrar ele olhava embaixo do carro pra ver se não tinha uma bomba.
A pessoa tem que parar de paranoia. Ele achava que porque o hospital tinha tratado presidentes petistas,
Poderia haver gente lá que iria matá-lo. O pessoal tem que parar de paranoia. Quer que os heterossexuais continuem gerando crianças para que essas crianças se transformem em gays e lésbicas para satisfazê-los sexualmente no futuro. Está aí deixar. Não tem problema nenhum esse cidadão vir aqui conversar com o presidente Bolsonaro ou com outras autoridades que, porventura, ele tenha desejo de conversar. Ele não tratar o quem, então?
Ele viria? Que autoridade que tem que avisar? Desde quando alguém tem que avisar o Itamaratyge que vem aqui para fazer alguma coisa?
que vem aqui para fazer alguma coisa. O Brasil é um país soberano, então não faz sentido nenhum que a gente não possa escolher quem entra ou quem sai do nosso país, como os Estados Unidos também fazem com os brasileiros que pedem visto para lá, querendo saber suas intenções, querendo saber o que vão fazer nos Estados Unidos. Dito isso, é legítimo que o Brasil impeça um secretário estrangeiro, um assessor, um representante de um governo estrangeiro, de visitar
o Bolsonaro na prisão, essa foi a decisão depois do Alexandre de Moraes, mas que também impeça a entrada dele no país, já que Bolsonaro foi condenado por uma tentativa de golpe de Estado e existe suspeita de que os Estados Unidos tentem intervir na eleição do Brasil neste ano. Bolsonaro está preso, está condenado por uma tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, e é possível que ele, ao se reunir com tal representante, fosse continuar cometendo crimes, enfim, continuar planejando intervenções
estrangeiros no Brasil, o que é importante lembrar, o seu filho, o Eduardo Bolsonaro, continua nos Estados Unidos tentando fazer. Então, não faz qualquer sentido que um condenado, que um preso, receba quem ele bem entenda. Ele está impedido de conviver socialmente. Essa é a pena dele, é para isso que serve a pena de prisão. É totalmente legítimo que o Itamaraty impeça ele de entrar no país, já que não está claro o que ele vem fazer aqui. E há suspeitas críveis, há suspeitas legítimas de que ele venha,
a princípio, tentar planejar uma intervenção nas nossas eleições do fim do ano, o que seria bastante complicado. Valeu, um abraço. Valeu, Cortinhas. Sabe qual a chance de um enviado do governo brasileiro se encontrar com um ministro da Suprema Corte americana passando por cima do governo dos Estados Unidos? Nenhuma, certo. Aí isso já tá rolando há alguns dias e o Trump nem tocou nesse assunto, hein? Nenhuma voadora pra cima do Lula.
Aí você pode pensar, porra, o Trump tá no meio de uma guerra? O cara tem mais o que fazer, porra.
E também ele passou longos minutos falando sobre o mármore que ele vai colocar no Kennedy Center, um complexo de artes que tem em Washington. Aí ele mudou o nome do Kennedy Center. Agora se chama Trump Kennedy Center. Já compramos boa parte do mármore e algumas peças difíceis de encontrar. Conseguir mármore de qualidade é muito difícil, leva muito tempo. Ele vem de áreas onde a extração é demorada. Estamos conseguindo algumas das melhores peças que existem. O mármore vai ser incrível.
E bora para as comparações mais estúpidas do mundo hoje no Discovery Channel. Sobre essa situação, é tanto absurdo, eu fiquei tão frustrada quando eu li isso, que chega a ser inimaginável. Porque assim, o Moraes ele tá falando que pode ter interferência nas eleições. E aí quando a gente olha pra trás, a gente observa que esse tipo de ação nunca aconteceu. Então em 2018, por exemplo, ano eleitoral, Lula... O PT! É o PT! Lula estava preso, Lula também sendo um agente, uma liderança política... E o Lula!
Me ajuda aí, Cunha. Vamos lá, o Mujica extorquiu o Brasil com tarifas obscenas, exigindo que o STF absolvesse o Jair. O Mujica saiu interferindo em eleições nas Américas e se gabando disso. O Mujica foi autoritário em que mundo?
deu o tom do que vai ser essa campanha.
E olha o terrível crime do Padilha. Trabalho escravo, gente. Sempre lembrando que essa aberração cognitiva fez com que médicos brasileiros recebessem médicos cubanos do programa Mais Médicos desse jeito aqui. Pois é. Com detalhe de que, nessa situação aí, a enorme maioria, se não todos os médicos que estavam aí, os médicos brasileiros,
E os brasileiros eram brancos e os médicos cubanos eram de maioria negra. E se a premissa dele está certa e os médicos cubanos seriam escravos do terrível governo cubano, os médicos deveriam mostrar alguma solidariedade, né? Tá, tem gente que vai argumentar que os médicos só estavam protegendo o mercado. Uma porra, né? Ah, pelo amor de Deus. Ah, vamos voltar com ele. O quebra-queixo ali na frente do hospital onde o pai está internado descambou para outros temas.
Mas o Flávio não queria falar sobre um específico e determinado assunto. Não dá pra continuar, tá passando mal.
Eu peço desculpa fazer essa pergunta, mas qual é o risco atual em relação à vida do ex-presidente Jair Bolsonaro? Ah, vai se lascar, porra! Nesse momento não tem esse risco, porque ele veio pra cá rápido, foi bem atendido.
Porra, foda-se, cara, cala a boca. Não tem do que reclamar do atendimento ali onde ele tá. Ele é muito bem tratado, tá em condições dignas. Pô, passar por cima da pergunta que a pessoa tava fazendo. Pra fazer essa pergunta duas vezes? Não, né, porra? Mas por que será que o Flavinho Desmaio não quer falar do cunhado do Vorcaro? Ajuda aí, Valdemar. Porque ele deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro, deu diretamente na conta do Bolsonaro.
Obrigado, Valdemar. Prazer pra mim, tô à disposição de vocês. Não, vai, pode ir embora já. Acabou a entrevista do Flávio e ele não falou do Zetel e nem do Vorcaro.
está na frente do hospital e nem em nenhuma outra oportunidade. Por que será? Até que... Tem documentos que foram entregues da CPMI do INSS que revelam que o Flávio Bolsonaro está na lista dos contatos do celular do Daniel Vorcaro. É Flávio Bolsonaro! E também o Nicolas Ferreira. E é inacreditável como eles fazem o manabalismo, né? O manabalismo, o manabalismo, o manabalismo. É que dá blingagem, né? Também foi localizado aí nesse celular. Aí dessa vez o Flávio não se fez de surdo. O Flávio está negando.
com o dono do Banco Master. Ele fala, olha, o número do meu telefone não é propriamente um segredo. E vale um detalhe que os telefones do pessoal da esquerda também não são segredo e não estão no celular do Vorcaro. Mas e o Nicolas, hein? O Nicolas Ferreira admitiu a possibilidade de ter tido um contato com o Vorcaro, mas ele disse que não lembra o que foi conversado. Não me recordo, não me recordo, não me recordo. Quando foi,
Quando foi... Essa porra é maconha. É, não do rei disso aqui. O Nicolas apontou que eles tinham uma pessoa em comum, que era o André Valadão, da Igreja Batista Alagoas. Drag Queens dentro da sala de aula! Que isso, barão? Alô, Valadão, hein? Ó, Bruno C9! E claro, tem uma caralhada de gente no telefone do Vorcaro. E o celular do Vorcaro revelou-se um grande guia de influência e poder no Brasil, a que o Henrique nos conta. Porque ele fala que além da cúpula do PL...
também entrava dinheiro. Na lista também tem Michel Temer. Pastilha. Tem senador Ciro Nogueira. O Ciro é o amigo da vida, né? O Theo Temer tá lá também. Já estão encomendados. Tem o Cláudio Castro do PL. Mochila, Mochila. Do Rio, né? Tem o ACM Neto. Por isso que o Brasil não vai pra frente. 3 milhões, consultoria. Tem o Antonio Moeda no Brasil. Consultoria. ACM Neto, consultoria. Consultoria, hein? Tem até o Luciano Huck.
E isso foi quanto custou a propaganda desse outro banco, do Vorcaro, na Globo. A Flávia disse que tem um hiperfoco no Supremo, e eu acho que tem, eu concordo com a Flávia, que tem.
No hiperfoco no Supremo Tribunal Federal. Por que será? E aqui não é uma avaliação que desconsidera o que o Supremo fez. É uma avaliação que os políticos que se envolveram com o Master, os que a gente sabe e que explicaram ou explicaram mal, e os que a gente ainda não sabe, porque eu conversava com uma fonte com acesso às investigações que disse, vocês estão cobrindo 30% do celular, de um celular do Borcá. De um. São sete, né?
São sete, oito. Caralho! Então tem muita história pela frente. Mas enquanto esse hiperfoco,
está no Supremo, e não que não deva estar no Supremo, mas não deve estar só no Supremo, tem muita gente rindo à toa, achando que está sendo esquecido de lado. Estamos olhando para todos esses personagens? Estamos. Mas talvez pelo fato, o hiperfoco talvez esteja excessivamente no Supremo, porque a função de um juiz é diferente da função do político. De alguma maneira, e aí aqui eu estou pensando alto, se espera tão pouco do político,
quase o que se dá de barato de que o político vai estar lá, mas o juiz não. Eu acho que tem esses dois pontos. Tem o hiperfoco, isso interessa sobre a maneira as figuras da política que estão envolvidas. Estão dando graças a Deus que o Alexandre é tema, dão graças a Deus que o Toffoli é tema, porque aí não vão atrás deles próprios. Então esse é um ponto importante. E erradamente, boa parte da população liga o STF ao governo.
Ou pelo menos como um antagonista do Bolsonaro. Que pega todo mundo? Pega, mas pega de jeitos diferentes. Porque senão vira também uma coisa só. E esse próprio Centrão, que se envolveu com o Borcaro, que abriu as portas da esperança,
para o Vorcaro, é esse mesmo que está dando, graças a Deus, que a crise parece ser a crise do Supremo. Vale abrir um parêntese para ele. Vamos pegar aqui os envolvidos nesse caso. Eu já falei aqui entre os entes federativos que aplicaram dinheiro de aposentado no Banco Master. Mais ou menos 90% são de direito. Com deputados na lista de contatos do Vorcaro. 100% de direito. Deputados que apresentaram ou emenda constitucional ou projeto de lei para aumentar
o limite do FGC e salvar o Master. 100% de direito. Governadores que tentaram salvar o Master com dinheiro público, só tem um, tudo bem, mas é o de direito, é o Ibanez. E o que eu acho mais interessante, pega, por exemplo, o Zettel, o Fabiano Zettel, o cunhado do Vorcaro. O cunhado do Vorcaro deu dinheiro e botou o avião à disposição para várias políticas. Ele é o maior doador individual da campanha do Tarcísio e da campanha do Bolsonaro.
E ele deu o jatinho para o Nicolas viajar pelo Brasil fazendo campanha para o Bolsonaro. Enquanto o Banco Central estava julgando o caso Master, partidos no Congresso Nacional assinaram um requerimento de urgência para um projeto que lhes permitiria demitir
Desculpa, gente. Isso aqui não é uma crise do sistema político brasileiro. Isso aqui é uma crise da direita. Mas agora voltando a Flávia Oliveira, como sempre, foi na mosca. Meu ponto só, Natuza, é que o eleitor está interessado nisso do ponto de vista da sua escolha eleitoral. Foi isso que a pesquisa mostrou. Então é importante que a gente jogue luz pra isso. Olha, 67%, três, dois em cada três eleitores vão prestar atenção. O quanto da política está envolvida
no escândalo do Master para tomar sua decisão de voto. Então a gente precisa derrubar essas cortinas, deixar a Luiz entrar. E o Merval podia ter ficado calado, hein? Eu concordo que o hiperfoco é no Supremo e acho que deve ser no Supremo porque o Supremo tomou pra si essa responsabilidade. Tomou pra si a responsabilidade? Como assim? O cara escutou isso tudo e discorda? Um escândalo completamente da direita e acha o hiperfoco, na palavra já tem essa crítica, no Supremo justo,
E sim, o Toffoli errou muito. O careca finge que não é com ele. Mas não é um escândalo cujo maior peso cai sobre o Supremo ou, muito menos, a esquerda. É um escândalo da direita. E acabou o tópico. Mas antes de seguir, um recadinho da Central 3. No futebol, o meio campo é que dá sentido ao jogo. No seu agregador de podcasts, o sentido do futebol está no meio campo. Procure por meio campo no seu agregador de podcasts favorito ou no site da Central 3.
Continua essa merda aí. Lidem com isso. Foda-se. Era pra gente falar da guerra, mas foda-se. Foda-se. O Brasil, ao que parece, esqueceu ou quer deixar no passado, mas no que depender desse podcast... Vou esquecer disso jamais. Já a gente tá falando da pandemia. De longe, o mais grave dos crimes do governo Verde Oliva do Bolsonaro. Eu fui o único chefe de Estado do mundo que foi na contramão do que se pregava tocante à pandemia.
Talvez eu tenha sido o único chefe de Estado do mundo todo que teve a coragem de se insurgir contra essa política. Não fiquem cá.
100, 200, 300 mil mortos. Escolhe aí um número. Qualquer um que você escolher é alto demais. Porque é uma galera que não precisava ter morrido. E morreu pelas mãos do próprio governo. O povo não consegue mais ficar dentro de casa. E no tocante a esse ponto aí, especificamente, estão impunes. O Jair tá pagando por outros crimes. Assim como o Braga Neto. Mas Pazuello. Eu não sabia nem o que era o SUS. Osmar Terra. Quarentena em loquidão não funciona.
Ernesto Araújo. O senhor ligou pra alguém da Venezuela? Não. O senhor agradeceu ao gesto do governo venezuelano? Não.
galera aí da pandemia que vocês conhecem muito bem, incluindo uma parte da galera do Conselho Federal de Medicina. O Conselho Federal de Medicina publicou hoje no jornal Folha de São Paulo uma coluna absolutamente infeliz defendendo o parecer que eles haviam feito, permitindo que os médicos usem o tratamento precoce, entre aspas, pra Covid-19. Essa galera tá tudo aí, de boa. Pô, o Pazuello virou senador. Socorro médio rapidamente, tá um coquetel Pazuello aqui, tá ok, pessoal?
Pô, tem derrota maior pra um país, pô? Não tem. É daquelas derrotas civilizacionais. Aqui a gente vai usar vários trechos,
Numa entrevista do Atila e Amarino com a Deise Ventura. O que foi a pandemia de Covid-19 no Brasil? Jair! Por que a gente perdeu mais de 700 mil vidas por aqui? Messias! Isso foi por acaso ou foi intencional? Bolsonaro! Se foi intencional, o que as pessoas ganhavam com isso? Até hoje eu não sei. E se as pessoas ganhavam com isso, se foi intencional, como que a gente consegue reconhecer isso? E por que essas pessoas ainda não foram punidas?
Brasil bagunça. Bagunça? A entrevista é do finalzinho do ano passado. Para a última pergunta, a resposta é óbvia.
A gente vai trazer na voz de uma senhora especialista para o assunto com quem eu já conversei aqui no canal, que é a Deise Ventura, que é uma das primeiras juristas brasileiras dedicada à governância de pandemias. Ela é doutora em Direito Internacional e mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1. É professora titular de Ética da Faculdade de Saúde Pública da USP e vice-diretora do Instituto de Relações Internacionais da USP. Ela é foda. Ela é muito foda.
Acompanhando o Diário Oficial da União durante toda a pandemia de Covid-19, quando a gente começou esse estudo, a nossa intenção não era essa, né? A nossa preocupação era que governos conservadores se utilizassem de um regime jurídico excepcional, que é necessário quando a gente está diante de uma crise sanitária imponente, é necessário adotar medidas restritivas. E o nosso temor é de que se aproveitassem dessas medidas restritivas
do regime e o ataque às garantias democráticas. Então a gente começou a estudar o caso brasileiro a partir daí. Olha que legal! Nos primeiros meses da pandemia, pelo menos, o governo federal queria atropelar estados e municípios. E o Bolsonaro brigou pra caralho com governadores e prefeitos. Prefeito fecha, governador fecha, eu sou o responsável. E eu vejo governadores, alguns, me culpando pelo desemprego. Foi o STF deu esse poder pra ele.
Deu esse poder pra ele. Não sei por que fizeram isso. Segundo o Supremo Tribunal Federal, quem decide são os governadores e prefeitos. Mais humildes.
obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda. Todo o trabalho de combate à pandemia coube aos prefeitos e aos governadores. Eu não fechei um botequim no Brasil, porque não adiantava tomar providência, porque prefeitos e governadores tinham mais poder do que eu. Olha, quem fechou tudo, quem tá com a polícia na mão não sou eu. Por isso que eu quero que o povo se arme. Um bosta de um prefeito faz um bosta de um decreto, algema e deixa todo mundo aí de casa. Se ele tivesse armado, ia pra rua.
era de governadores e prefeitos, mas que todo mundo tinha responsabilidade, que a responsabilidade não era só do governo federal. O próprio Bolsonaro disse isso. No Brasil, o Supremo decidiu que somos concorrentes. E isso aí salvou a vida de muita gente. A gente foi observando todo esse comportamento jurídico ao longo dos meses, no início com algumas contradições importantes, porque a gestão do Luiz Henrique Mandetta no início da pandemia se diferencia do que aconteceu depois, a partir da saída dele.
E aí o Mandetta manda para o Congresso Nacional, ainda nos últimos dias de janeiro, muito em razão da necessidade de repatriar os brasileiros que estavam em Wuhan, ele manda esse projeto de lei para o Congresso Nacional. Então, bom, temos uma lei de resposta à Covid-19 e, curiosamente, uma figura que foi importante no parlamento na época, na oposição, é hoje o nosso ministro da Saúde, que é Alexandre Padilha, que discutiu esse projeto de lei, ele tramitou muito rapidamente.
o Brasil teve uma lei, você, tu vai lembrar, o Mandetta e o seu staff faziam conferências de imprensa diárias, tentavam transmitir a informação. Os outros países tiveram primeiro a temporada de gripe deles, de influenza. Quando saíram dessa temporada de influenza, depois tiveram a de corona. É o caso de Nova York. Eles já tinham terminado o inverno, eles já estão na primavera e eles estão tendo corona. O nosso não. O nosso, nós estamos no outono, entrando no inverno e vamos ter a nossa sazonalidade de influenza e vamos tê-la junto sobreposta com a de corona. Então a gente teve um começo, que foi um começo
é só auspicioso. E isso foi se modificando ao longo das semanas, ao mesmo tempo em que o número de casos crescia, inclusive o número de óbitos crescia. E sim, o Mandetta, ele seguindo o que se dizia à época, colocou a orientação. Qual era a orientação? Fique em casa até sentir falta de ar. Sentiu falta de ar, você vai pro hospital. Não foi ideia dele. Seguiu o que tinha na época. Exatamente. Bom, o Mandetta caiu e entrou o Nelson Teich. Assinei, tá pra publicar agora. Se for viajar, já sai. Já foi publicado?
Saúde é vida, tá? Academia, salão de beleza e cabeleireiro também. Isso aí é higiene, é vida. Falou agora. Quem é? Manicure, academia. Barbearia. Barbearia. Não, isso aí não é... Não, não passou. Não é atribuição nossa. Isso aí é uma decisão do presidente. Teich deixou o cargo menos de um mês após assumi-lo e explicou o motivo da saída.
e liderança que imaginava indispensáveis ao exercício do cargo. O nome do outro. O Jorge, o Nelson Teich. É Nelson Teich. Estamos aí, eu sou Celso. Sou o seu novo ministro da saúde. Vamos ao que interessa. O pessoal tá aqui dizendo que tá tudo liberado. Tá tudo liberado. Inclusive os serviços essenciais que são o quê? Basicamente todos, né? Nelson Teich durou 29 dias. Aí, no meio das trocas, entra o ministro militar que fala
era o SUS. Eu não sabia nem o que era o SUS, porque eu passei a minha vida sendo tratado também em instituição pública, mas específica do Exército. Me conhecer o SUS a partir desse momento da vida. Se você tiver como fazer numa esquete, num programa humorístico, os maiores extremos exagerados que você puder, eu não saberia colocar uma coisa que vai mais do que currículo acadêmico exemplar que colocaria essa pessoa em qualquer universidade do Brasil, praticamente qualquer uma, pra alguém que não sabe como funciona o sistema de saúde. Eu não saberia fazer um
Quem também ofereceu um ótimo contraste foi o ministro paralelo da saúde, o Asmar Terra. Também vamos colocar essa música aí no penúltimo a parte. E essa entrevista do Átila traz ótimas lembranças. Quer dizer, ótimas não, né? Lembranças desgraçadas que não podem cair no esquecimento.
criou o marco legal para que os governos desenvolvessem a sua resposta, surgiu a dúvida das autoridades sanitárias sobre como aplicar as infrações que estavam previstas ali. O que é infração? O que é crime? Eu posso aplicar multa? Havia essa dúvida. Liberdade acima de tudo, pessoal. A nossa liberdade vale mais que a nossa própria vida. E na época o ministro Mandetta na saúde e o Sérgio Moro na justiça adotaram uma portaria
interministerial, esclarecendo essas dúvidas. Quando o Mandetta é retirado, quando sai Sérgio Moro e entra André Mendonça. Não há cristianismo, e aqui eu concluo, sem vida comunitária. Não há cristianismo sem a casa de Deus. Não há cristianismo sem o dia do Senhor. É por isso que os verdadeiros cristãos não estão dispostos jamais a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade.
Então, o André Mendoza tem seus compromissos comigo. Isso aqui era uma possibilidade. Sabíamos que não tinha comprovação científica, mas que de forma observacional havia evidências médias. Que hoje é ministro do Supremo Tribunal Federal. Na vida, a Bíblia. No Supremo, a Constituição. A few moments later.
Eles revogam essa portaria. Filhos da puta. Ah, essa portaria que empodera as autoridades sanitárias para aplicar sanções. Aí, nessa revogação, eles falam da liberdade individual. Está cansado de comprometer a sua liberdade pessoal pelo bem dos outros? Você merece tomar no cu!
Liberdade para desrespeitar as recomendações sanitárias. Eu tenho que estar dormindo o povo. Sem máscara. Liberdade para desrespeitar a legislação de uma forma geral. E as recomendações pontuais ali daquele momento. Dos 200 milhões de brasileiros, 140 milhões vão pegar o Covid. Desses 140 milhões, é melhor que os jovens peguem primeiro. Que tem um sistema imunológico maior, maior, maior, mais em dia. Então tem que soltar os jovens na rua para voltar a trabalhar. E como prêmio, o Mendonça ganhou uma cadeira no STF.
Olha a merda aí. Em parte da entrevista, a Deise se mostra contrariada com um pessoal que disse é difícil ver. Presta atenção que é importante, pessoal. Intencionalidade no governo do Jair e dos seus generais. Eu confio na hidroxanoquina. E você? Não. Os caras produziam provas contra si próprios em escala industrial, pô. Então a gente vê um conjunto que não deixa nenhuma dúvida sobre a intencionalidade. O meu tio tava na praia, na dã de máscara? Eu não sabia, a gente curtiu. Uma dã de máscara também.
Essa máscara protege bulhufas. Bulhufas, é outra farsa que tem pela frente. Por causa dessa máscara, pode deixar a alta culpa do poder em Brasília. Máscara 24 horas por dia, dormir com máscara. Pô, pegaram o vírus agora. Não adianta isso aí. Falar que a máscara, a efetividade é pequena. O que você pede com a máscara? Você tá respirando parte de CO2 que você não tinha que respirar mais. Pega, faz um teste. Eu não sei se dá certo não.
Oxímetro. Bota o dedo no oxímetro, se aguarda uma boa, tranquilo. Depois fica cinco minutos com a máscara. Eu acho que vai baixar.
O presidente Bolsonaro provocou aglomeração ao pular. Sem usar máscara de proteção, causou aglomeração. Não usou máscara e provocou aglomeração. Sem máscara, abraçou apoiadores e provocou aglomeração. Uma espécie ali de aglomeração. Em meio a uma aglomeração de apoiadores, tirou a máscara. Voltou a provocar aglomeração hoje. O presidente não usou máscara. Gerou aglomeração de apoiadores e Bolsonaro não usava máscara. Em alguns momentos, o governo federal toma certas providências.
Por exemplo, muda sua posição sobre a vacina quando o Estado de São Paulo começa a vacinar. Querido governo de São Paulo, sabe que sou apaixonado por você, sabe disso? Poxa, ninguém vai tomar tua vacina na marra não, tá ok? Eu, que sou o governo, não vai comprar tua vacina também não. Procura outro pra pagar tua vacina. Calça apertada. Calcinha apertada. Calcinha apertada. Calcinha apertada. Calcinha apertada. Calcinha apertada.
E aqui, senhoras e senhores, é preciso, a gente sabe que é difícil, mas é preciso reconhecer o papel importantíssimo do miserável do João Dório. Derrota atrás de derrota.
Se ele no governo de São Paulo, a vacinação ia atrasar mais ainda e muito mais gente morreria. E o Bolsonaro fez de tudo para que a Coronavac não desse certo. O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que não vai comprar a vacina chinesa a ser produzida pelo Instituto Butantan em São Paulo.
Nada será despendido agora para comprarmos uma vacina chinesa que eu desconheço, mas parece que nenhum país do mundo está interessado nela. Toda e qualquer vacina está descartada. Ele tem um protocolo de intenções, já mandei cancelar, se ele assinou, já mandei cancelar, por exemplo, sou eu, não abro mão da minha autoridade, até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela. Uma salva de palmas também para o Instituto Butantan.
E o que é ótimo também é que poucas pessoas irritaram tanto o Jair quanto o Dori. Para vocês verem como é difícil dar conta do Brasil.
Faz a única campanha de comunicação decente que o governo fez sobre vacinas a partir de uma decisão judicial que obriga o Ministério da Saúde a fazer essa campanha. Pois é, a primeira campanha de comunicação decente em relação à pandemia se deu a partir de um enquadro da justiça. O tempo todo infernizo a minha vida, porra! Então, muitas vezes, essa gestão anterior diz, ah, mas nós fizemos tal e tal coisa.
Messias, Bolsonaro, Magno Malta! Fode, porra! Fizeram por ordem judicial, fizeram porque o Congresso Nacional derrubou um veto, fizeram porque a sociedade denunciou em algum momento, porque algum ator disse, não, chega, isso não vai ser feito. O pouco que foi feito foi feito a partir de uma resistência, né? A Deise diz que a estratégia era clara. Quem falou disso mais claramente foi o Paulo Guedes. Então a ideia de imunidade rebanho foi uma ideia lá, difundida lá, logo no início, dizendo, olha,
Não se falou em barreira sanitária, testagem em massa, vacina, nada disso. O Ricardo Barros também falou algo parecido. Ele queria enfrentar o vírus, alcançar logo o pico da curva para que haja 60% da população infectada com anticorpos e aí acaba a epidemia. Bolsonaro já foi perguntado sobre isso e desconversou. Era nisso que o senhor estava apostando na imunidade de rebanho? A mesma coisa que o Boris Johnson apostou? O Boris Johnson tem uma casa comigo, eu vou falar aqui, tá? Tem uma novidade, né?
Vamos supor, se infectando agora, ela seria uma barreira no futuro para não transmitir o vírus para os mais idosos. Tem que soltar os jovens na rua para voltar a trabalhar, segura os mais idosos. 60% vai ter ou 70%. 60, 70% da população será infectada e só a partir daí nós teremos o país considerado como imunizado. Toda a nação vai ficar livre de pandemias porque 70% foi infectado e conseguiu os anticorpos.
Ou seja, quanto mais pessoas contagiadas nós tivéssemos, mais rápido terminaria o ciclo da doença. E aí eles chutavam 20%, 60%. A partir de 50% da imunização da comunidade, isso gera uma imunidade que geralmente para
a pandemia.
no fim dessa imunidade de rebanho. O primeiro lugar que chegou a ter vírus que não circulou, provavelmente por imunidade de quem já tinha pegado, foi Manaus. Peço de novo a todos os profissionais que trabalham nas unidades básicas de saúde, aos médicos das unidades de pronto atendimento, que prescrevam após diagnosticarem clinicamente os seus pacientes o tratamento precoce, ele pode salvar vidas. Essas orientações já foram dadas pelo Ministério da Saúde desde maio.
O prêmio que eles ganharam de imunidade de rebanho foi uma variante nova que reinfectava quem estava imune de maneira muito mais rápida,
Não estava mais ninguém com máscara, ninguém saindo. Eu vi que o povo em Manaus ignorou o decreto do governador do Amazonas. Eu estou falando a realidade. Então vocês não podiam divulgar isso porque estimulam os outros. Então o prêmio do fim dessa imunidade de rebanho foi faltar oxigênio no hospital de Manaus. Olha o que estava acontecendo em Manaus agora. Mandamos ontem o nosso ministro da saúde para lá. Estava um caos. Não faziam tratamento precoce.
Era isso que era o prêmio que a gente teria se o país tivesse adotado essas medidas. Era Manaus no país inteiro.
Não. Imunidade de rebanho por contágio, tu sabes melhor do que ninguém, é algo que, primeiro, é falso cientificamente. As pessoas se reinfectam, quer dizer, não há nenhuma segurança, ainda mais de um vírus que a gente aprendeu a conhecer enquanto ele graçava mundo afora, quer dizer, a gente, ainda mais naquele momento, não tinha nenhuma, o mínimo de responsabilidade, recomendava dizer o contrário. Ah, não, não vamos correr esse risco.
falsa cientificamente e ela é inaceitável eticamente. Porque no momento em que eu incito alguém ao contágio, dizendo, não, a gente vai superar mais rápido, eu estou aceitando um grande sofrimento de pessoas que vão adoecer e de pessoas que vão morrer. Ah, cara, quem fala de eu não estou com medo, tá vendo? E a contagem macabra continua. O legado, os efeitos que a Covid-19 produz no organismo de quem contraiu a doença, eles são avassaladores.
Nós temos muitos estudos em diversos lugares do Brasil e do mundo, é um grande tema a Covid longa, mas o que a gente tem até o momento é uma média muito conservadora, diga-se de passagem, mas entre as pessoas que não foram hospitalizadas, entre 10% e 30% das pessoas que mantêm efeitos nefastos, que convivem com as consequências da doença, que vão desde problemas neurológicos gravíssimos,
problemas respiratórios, até um déficit cognitivo, a memória atingida, enfim. Tem que deixar de ser um país de maricas. Uma série de consequências que estão sendo estudadas. Mas se a gente for olhar as pessoas hospitalizadas, isso vai para mais de 50%. E se a gente for olhar as pessoas vacinadas, um índice bem menor de Covid longa. A pressa da vacina não se justifica.
caso, deixar milhões de pessoas contraírem a doença é criminoso. Pra caralho! É de uma violência contra os direitos dessa pessoa, a vida, a saúde, pra não falar nas pessoas que estão morrendo, não morreram naquele momento, mas ainda vem a óbito por pendências que ficaram dessa doença contraída na época da pandemia.
Quem fez todas as ações que salvaram vidas ou que perderam vidas nos estados e municípios? O Bolsonaro é o responsável. Explita um segundo sobre o que você está falando. Porque se você fizer isso, eu tenho certeza que você vai mudar de opinião sozinho. Naquela época, a gente estava no auge dessa ideia e aí precisava, para convencer as pessoas a se infectarem, precisava dizer que existia um tratamento precoce. O tratamento precoce está subordinado à ideia mais ampla de imunidade de rebanho. Tratamento precoce. Senhoras e senhores,
Não existe outra saída. Há pouco tempo, éramos o quinto em número de mortes por milhão. Agora somos o vigésimo quarto. Só tem uma explicação. Tratamento precoce. O grande erro disso tudo foi um trabalho forte da grande mídia, entre eles a Globo, desestimulando os médicos a fazerem o tratamento precoce. Oi, pessoal. Amanhã vou fazer uma live sobre tratamento preventivo e precoce da Covid-19. Muitas informações para você e para a sua família.
tratamento precoce, com eficácia científica para a Covid-19. E precisava dizer que a vacina era perigosa ou que ela não funcionava. Eu falei para eles que não havia tomado a vacina, em especial depois que li o que eu chamo de bula da Pfizer. Os totalmente vacinados estão desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto. A Anvisa, lamentavelmente, aprovou a vacina para crianças entre 5 e 11 anos de idade.
opinião quero dar pra você aqui. A minha filha de 11 anos não será vacinada. E você vai vacinar teu filho contra algo que o jovem por si só, uma vez pegando o vírus, a possibilidade dele morrer é quase zero? O que que tá por trás disso? Qual é o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual é o interesse daquelas pessoas paradas por vacina? É pela sua vida? É pela sua saúde? Se fosse, estaria preocupado com outras doenças no Brasil que não estão. Por que, né? As pessoas sempre me perguntam por quê. A ideia ali
essencialmente era a ideia de não fechar o comércio, de não prejudicar a economia, porque ela era percebida. E isso, quem diz mais uma vez não sou eu, é o próprio ex-presidente em diversos discursos que nós transcrevemos. As consequências do fique em casa, que o economia vem depois, vai vir mais coisa ruim por aí. Fique em casa, que a economia vem depois. Isso é para os fracos. E que ele jamais negou. Existe um famoso discurso em que ele diz assim, ninguém vai tirar o presidente da sua cadeira. Só digo uma coisa,
Eles, algo indeterminado, eles estão querendo atacar a nossa economia para tirar o presidente da cadeira. Então ele interpretava que uma recessão econômica devida a uma contenção do vírus, a um esforço de contenção da pandemia, ameaçaria sua reeleição. O Brasil foi um dos cinco países que melhor se comportou na economia por ocasião da pandemia.
muito bem no tratamento, no combate ao vírus. Se Bolsonaro tivesse feito tudo direitinho na pandemia, provavelmente estava aí presidente. É bem provável que o que custou a reeleição a ele tenha sido o tratamento da pandemia. Na pandemia ele errou demais. E quando eu vi o PT, isso não era vantagem nenhuma o PT fazer na televisão. Qualquer criança que fosse fazer uma campanha contra o Bolsonaro ia pôr as manifestações dele da pandemia.
Aquilo foi mortal. O Bolsonaro ganharia a eleição no primeiro turno se não tivesse errado no primeiro turno.
E também uma oportunidade ideológica muito importante, uma oportunidade de dizer que o Estado, e isso também não sou eu que estou dizendo, o ex-presidente e diversas autoridades disseram, o Estado não pode cuidar de todo mundo.
é em primeiro lugar, rapaz. O povo tem que deixar. E deixar tudo nas costas do poder público. O Estado não é responsável. Eu sinto muito, mas o Estado não pode cuidar da saúde de todas as pessoas. Os mais fracos são os que perecerão. Vocês não entraram naquela conversinha mole de fica em casa, economia e te vê depois. Fica em casa, que economia e te vê depois. Isso é para os fracos. Ouvir-nos, eu sempre disse, era uma realidade.
Por falta de conhecimento, meu povo pereceu. Por falta de conhecimento, meu povo pereceu. Então, aqui também uma visão de purificação, de sobrevivência dos melhores. Todos nós, ele morreu um dia. E é chamado... Para qualificar como eugenia. Eugenia, darwinismo social. Coitado do Darwin, né? Não era disso que ele estava falando. Mas as pessoas chamam de darwinismo social no sentido de que nessa competição pela vida subsistiriam, sobreviveriam os melhores, né?
Se a pessoa idosa... Por favor, o que mais? Ele era obeso, era isso... O que morreu aqui em Goiás, na verdade, ele foi com o Micron, ele não foi de Micron. Ele já tinha problemas seríssimos, em especial nos pulmões. Acabou falecendo.
preferiu o exemplo da mãe idosa, né? Que se ela morresse, ah, sinto muito. Então, aqui, o desprezo pelos idosos, o desprezo pelas pessoas obesas, o desprezo por qualquer pessoa que tivesse diabetes ou etc., são fracos. As pessoas que têm doenças crônicas seriam as pessoas fracas. Então, tem toda uma ideia de não intervenção do Estado, de que, de fato, sobrevivam os mais fortes. Então, há um caldo ideológico importante.
E a gente recomenda o texto Como a má biologia matou a economia. O original em inglês, How Bad Biology is Killing the Economy. É de 13 de maio de 2016, do biólogo e primatologista Franz Deval. É um trecho longo, mas vale a pena. Como a evolução avança por eliminação, é de fato um processo implacável. No entanto, seus produtos não precisam ser implacáveis. Muitos animais sobrevivem sendo sociais e permanecendo juntos, o que implica que não podem seguir o princípio do direito do mais forte à risca.
Eles modelam a sociedade humana na luta perpétua que acreditam existir na natureza, mas que na verdade não passa de uma projeção. Como mágicos, primeiro jogam seus preconceitos ideológicos no chapéu da natureza, e depois os puxam pelas orelhas para mostrar o quanto a natureza concorda com eles.
A questão é, senhoras e senhores, que a ganância, na falta de uma palavra melhor, é boa. Ganância é o certo. Ganância funciona.
A ganância esclarece, corta caminho e captura a essência do espírito evolutivo. O que os defensores do livre mercado não perceberam foi a natureza intensamente social da nossa espécie. Eles gostam de apresentar cada indivíduo como uma ilha, mas não fomos feitos para o individualismo puro. Empatia e solidariedade fazem parte da nossa evolução. Não apenas uma parte recente, mas capacidades ancestrais que compartilhamos com outros mamíferos.
Grandes avanços sociais, democracia, igualdade de direitos, previdência social surgiram por meio do que costumava ser chamado de sentimento de solidariedade. Os revolucionários franceses entoavam cânticos de fraternidade. Abraham Lincoln apelava aos laços de simpatia e Theodore Roosevelt falava com entusiasmo sobre o sentimento de camaradagem como, abre aspas, o fator mais importante para produzir uma vida política e social saudável, fecha aspas. A biologia falha exerce uma atração irresistível.
que pensam que a competição é o que define a vida, e que acreditam ser desejável que os fortes sobrevivam à custa dos fracos, adotam avidamente o darwinismo como uma bela ilustração de sua ideologia. Eles retratam a evolução, ou pelo menos sua versão caricata dela, como algo quase celestial. John D. Rockefeller concluiu que o crescimento de uma grande empresa, abre aspas, é meramente o resultado de uma lei da natureza e de uma lei de Deus, fecha aspas. E Lloyd Blankfein, presidente e CEO do Goldman Sachs,
Aparentemente, se descreveu como alguém que simplesmente faz a obra de Deus. Biologia errada. Tendemos a pensar que a economia foi destruída pela tomada de riscos irresponsáveis, pela falta de regulamentação ou por um mercado imobiliário inflado. Mas o problema é mais profundo. A falha crucial foi a sedução da biologia errada, que resultou em uma simplificação grosseira da natureza humana. A confusão entre como a seleção natural opera e que tipo de criaturas ela produziu, levou à negação daquilo que une as pessoas.
A própria sociedade passou a ser vista como uma ilusão. Como disse Margaret Thatcher, não existe sociedade. Existem homens e mulheres individuais. E existem famílias. É o caralho! Pô, a gente se perdeu um pouco nesse texto maravilhoso aí. Mas é, vamos voltar pra entrevista do Atila e da Daisy Ventura. 700 mil mortos foi um número absurdo. Esse ano morreram 780 pessoas no Brasil de H1N1. Provavelmente não vai morrer tanta gente de coronavírus.
não chegar a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus. Pois é, foram setecentos e tantos mil, mas podia ter sido muito pior, hein? O Mandetta tem um relato no livro dele, tem uma resposta para mim no Roda Viva, dizendo que sim, já era sabido desde março, abril de 2020, que o número de mortes estaria no mínimo nas centenas de milhares, que esses eram os números com os quais o Ministério da Saúde trabalhava, então sim, foi dito lá dentro, entre os responsáveis, que esse era um número previsível de óbitos,
Trabalharam pra conseguir esses óbitos. Chega a coisa ali em abril, maio, os resultados científicos, as evidências apontavam pra mais de um milhão de óbitos tranquilamente. Não tô falando da minha fala na live não, tá gente? Tem artigo publicado ano passado dizendo que as vacinas preveniram mais de um milhão e meio de mortes aqui no Brasil. Então não é o Atila falando isso não, apesar de ter falado isso também. Então, com essa intencionalidade toda, você tá me descrevendo uma galera que tava passando leis, passando propostas para conseguir matar mais de um milhão de pessoas no Brasil.
Então não é negligência, não é acidente, era um plano de trabalho. Piorou? Esse era o governo da necropolítica. Então 700 mil foi um número frustrado de mortes. Estavam trabalhando para ser no mínimo dobro. E quem atrapalhou isso são as vacinas que entram ali em janeiro, porque começa a se vacinar em São Paulo, com uma produção paralela de vacina aqui.
E aí alguma coisa tem que ser feita. A galera estava vendo o que estava acontecendo e a opinião popular chegou no ponto de inflexão em que tiveram que finalmente aceitar comprar as vacinas que tinham recusado por seis meses. O Brasil foi salvo pelo SUS. Mas no começo se deu um grande ataque ao SUS. Eu lembro de em agosto a novembro de 2020, quando começam a sair os primeiros resultados de vacinas sendo eficazes lá fora,
de quem já foi ministro da Saúde do Brasil, inclusive, de deputados, de senadores, falando, olha, o sistema público não vai dar conta de distribuir vacina. A gente tem que ter vacina privada. Tem o cu isso aí, tem o cu. A gente vai ter que ter um convênio com as empresas, com a indústria, que vão bancar metade das vacinas e elas vão chegar pra metade do preço pros seus funcionários. Tem reportagem deles dando entrevista falando, vai custar uns 400 reais a dose e o sistema privado vai dar conta de ser mais ágil e distribuir vacina. E isso foi obra da direita, né? Claro.
vacina que depois, via CPI, a gente viu que tava sendo oferecida pro governo a menos de 10 dólares a dose, o que dava 50 reais. Então, só nessa, já tinha toda uma galera que já trabalhou com saúde, que tem empresas de saúde em nome deles, que já foi pega em esquema de corrupção de saúde defendendo que o sistema público não daria conta de distribuir vacina e que ela teria que ser vendida dentro do sistema privado a 10 vezes o que ela custava. Por que será? Suspeito. A margem de lucro aí. Então, aí eu vejo uma outra...
causa plausível para essas pessoas. 10 milhões de pessoas tomando vacina, que fosse 5% dos brasileiros, ou 20 milhões de pessoas tomando vacina, 50 milhões de doses, 50 milhões vezes 350 reais. Essa é a margem de lucro que estavam mirando aí, dezenas de bilhões de reais para se fazer adiando vacina para entrar aqui. E essa parte aqui é cruel, hein? Essa é para machucar. Para pegar um caso, quando você tem um movimento na região norte, por exemplo, de muita gente morrendo sem se vacinar, e quando você vai ver que comunidades indígenas foram particularmente afetadas, e quando você vai ver
que tinha figuras religiosas promovendo isso dentro dessas comunidades, quem está morrendo é justamente o líder do grupo, a pessoa mais experiente e quem estava mais disposto a defender o grupo coeso e não deixar garimpo, não deixar invasão de terra, não deixar outras coisas acontecerem, não deixar a catequização. Então, quando você vê um grupo religioso falando para os indígenas não tomarem vacina, que vão perder a alma, o primeiro a morrer é justamente quem mais atrapalha isso aí.
Por que será? Quando nós fizemos a linha do tempo da Estratégia Federal de Disseminação da Covid-19, que foi publicada primeiro em janeiro de 2021, pela coragem de uma grande jornalista brasileira, que é a Eliane Brum, muita gente não quis publicar essa linha do tempo. Como? Como? A gente publica essa linha do tempo e Eliane divulga, na época ela era jornalista do Eu País, isso sai na edição internacional do Eu País, em inglês, em espanhol, e sai no Brasil.
essa linha do tempo, a dimensão que ela teve. E um beijo pra Eliane Brum. E um esporro. Pra todo mundo que disse não. Pra Desventura. Esporro. E não publicou essa porra. Esporro. Antes da Eliane Brum. Numa parte tem um áudio sobre as decisões de um grupo específico da imprensa. Procure saber! Então, nesse sentido, acho que a Covid, nesse seu legado nefasto, ela deixa a naturalização, a banalização da propaganda contra a saúde pública. A gente tá fudido. A gente tá muito fudido.
O Brasil sempre foi um exemplo em campanha de vacinação. Hoje em dia, grande parte da população entende que o período militar não foi ditadura como a esquerda sempre pregou. Chegou a vez do presidente Geisel, se liga. Mas que cara é essa? Você está com medo? Eu sou enfermeira, mas o papai sim, ele não quer ser vacinado. É isso mesmo, eu não quero tomar espetadas inúteis, afinal não estou doente. Eu não vou tomar vacina, e ponto final.
Se alguém acha que minha vida tem risco, o problema é meu, e ponto final. Eu digo pra vocês, eu não vou tomar, é um direito meu.
vou tomar. Alguém sabe quantos por cento da população vai tomar a vacina? Pelo que eu sei, menos da metade vai tomar a vacina. Quem não quiser tomar a vacina, se porventura ele contra o vírus na frente e na vacina for comprovadamente eficaz lá na frente, que a gente não sabe ainda, a responsabilidade é dele. Quer que faça o quê? E é por causa de atitudes como a sua que muitos brasileiros morrem ou ficam incapazes. Agora, obrigar os cidadãos a tomar a vacina, ou quem não tomar, não vai poder tirar passaporte, não vai poder abrir conta no Banco do Brasil, não pode fazer concurso público.
Não pode viajar de avião. Isso aí é uma ditadura, pô. E quem defende isso é um ditador. Atenção. A partir de 1º de julho, a vacinação é obrigatória no Brasil. Se o seu filho não for vacinado até completar um ano, perderá o direito ao salário família até o momento que o senhor o vacine e apresente o atestado instituído por lei. Isso aí é uma ditadura, pô. No período militar, não foi ditadura. Então, bundão é o Jair.
E talvez o melhor exemplo desse descrédito da saúde pública, dessa propaganda contra a saúde pública, que faz parte do mesmo movimento mundial, é o secretário de saúde americano, o RFK. Não sei se deu pra entender, mas ele começa falando que não tem medo de germes e completa dizendo que cheirava cocaína na privada, no assento da privada. Não ele sentado no assento da privada. A cocaína no assento da privada.
notícias falsas atacam as autoridades sanitárias e isso vai nos custar muito caro, porque o descrédito das autoridades sanitárias, o descrédito dos cientistas, dos sanitaristas, na hora que a gente precisar realmente tentar incidir, convencer as pessoas a terem um outro comportamento, elas já não acreditarão mais em nós, nem quando isso for interesse dessa extrema direita ou de quem quer que seja, porque confiança não é algo que se conquista rápida e facilmente,
perde muito rápido. E as pessoas hoje estão confusas. Não por problema delas, mas por um sistema de desinformação que persiste impune. Eu falei o fake news? Olha, ele tá espalhando fake news. Combater fake news? Se quer combater fake news, até aí. O fake news morre por si só. Não vai pra frente. Mentira! Mas essa que é a desgraça. Se uma outra pandemia explodir, não precisa nem ter um governo de extrema direita no Palácio Presidencial mais não.
E sim, se isso tudo acontecer, em parte, as mortes dessa próxima pandemia ainda vão ser
responsabilidade do Jair e dos seus generais. E bora pra parte mais cara pra esse podcast. Acho muito importante a gente esclarecer que por mais que a gente possa melhorar o nosso ordenamento jurídico, sempre podemos aperfeiçoar aquilo que já existe. As nossas instituições, principalmente. Mas dentro do atual quadro legal, nós já temos elementos suficientes pra responsabilização dessas pessoas. E o fato de ter gente por aí que pensa o contrário, abala o pacifismo desse podcast, hein? Nem discretos os caras eram.
nunca me viu, nunca me viu receitar ou dizer, colocar para as pessoas tomarem este ou aquele remédio. Nunca. Melhores práticas é o tratamento precoce, a conduta precoce do médico. Com os medicamentos, conforme nós orientamos, o paciente toma os medicamentos e vai ficar bom. Brasileiro que for diagnosticado pelo médico, receba a prescrição dos medicamentos e tome os medicamentos e se trate. E com isso não vai ficar agravado.
a tomar hidroxicloroquina, anita e azitomicina na quarta-feira. Logo, kit completo? Kit completo. Volta pra Deise. A CPI da Covid-19... Ô Marcos, Marcos, Marcos Rogério! Aí também vamos botar essa música lá no final. Concluiu pelo indiciamento de dezenas de pessoas por diversos crimes. Seve lembrando uma grande derrota da CPI, hein? O Braga Neto não foi nem chamado pra depor. E achamos aqui que é um velho caso de ameaça verde-oliva. Não sei se você lembra, na CPI,
Essa alta cúpula do ministro da Defesa, Braga Neto, ministro Garnier, era comandante da Marinha Garnier, da Aeronáutica, o Paulo Sérgio, que era ministro do Exército, assinaram uma nota contra mim. Quando eu, num dos depoimentos, que estava lá um oficial do Exército Brasileiro, eu disse, olha, eu tenho certeza que a grande maioria das Forças Armadas está muito envergonhada do que vocês estão fazendo no Brasil nesse momento.
do tempo que traz os documentos que evidenciam a existência de uma estratégia, é um anexo do relatório final da CPI, mas existe ali um parecer de criminalistas, que é um parecer de excelente qualidade técnica, liderado pelo professor Miguel Reale Jr., que interpretou essas conclusões da CPI e apontou o cometimento de uma série de crimes. O que falta aí? A apuração, o processamento desses crimes. Então, eu diria, de forma teatral, existe a célebre peça Esperanto,
o Godot e nós estamos esperando o Gonê. O Paulo Gonê eu conheço há 30 anos. Foi meu colega de UNB, acompanha a carreira dele, um cara seríssimo, conservador raiz. Pois é, a omissão do Gonê não dá pra engolir. Quase tanto quanto a indeglutabilidade do Aras. Você tá inventando palavras. Quando houve a troca do Procurador-Geral da República, isso chegou a ser comentado, anunciado publicamente, que ele tomaria providência em relação aos, digamos assim, de forma genérica, os crimes da Covid-19. Mas isso até o momento não
acontecer. Todo isso foi engavetado, não se deu, continuando, não se encaminhou à Polícia Federal para que se aprofundasse a investigação, que era o papel dele fazer. Ele não fez isso, ele engavetou monocraticamente, ele mandou engavetar tudo. Ali tinha um grupo dentro da Procuradoria Geral da República, comandado por ele, pelo Aras, que fez isso. Essa punição é servir de exemplo para as próximas gerações, se acontecer algo parecido, não volte a se repetir a forma como foi tratada essa pandemia.
Lembrando que em 2019, Bolsonaro tinha que escolher um nome pra sua PGR. E tava em dúvida entre o Aras e esse mesmo Gonê. Sr. Paulo Gonê, quando o senhor foi conduzido, eu votei no senhor a pedido do presidente Bolsonaro. Senador Flávio Bolsonaro. Dr. Paulo, que conheço desde 2019, quando o senhor também já pleiteava essa vaga de Procurador-Geral da República. Aí o Lula... Sabe, sabe. Tem dia que esse cara, anos depois... Essa porra é esquete, né?
Quando nós falamos de autoridades com prerrogativa de foro junto ao Supremo Tribunal Federal, por diversas razões,
que só podem ser processadas criminalmente junto ao Supremo Tribunal Federal. Mas essa iniciativa é exclusiva da Procuradoria-Geral da República, que a gente entendeu bem qual era o papel da Procuradoria-Geral da República durante a pandemia. Confesso, Aras, que foi um amor à primeira vista. Sobre o Augusto Aras, se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali desapareça, mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga.
Mas havendo uma mudança, por que não houve uma pergunta para a qual eu não tenho resposta?
República não dá importância a esse tema. Ou nós estaríamos esperando que esses crimes prescrevessem para que ela se manifestasse, ou ela entende que o que ocorreu não é crime. É impossível. Vamos lá. Prevaricação. Bolsonaro prevaricou ou não prevaricou na pandemia? Prevaricou. Charlatanismo. Ele não fez charlatanismo em relação a remédios que não eram eficientes. Epidemia com resultado de morte. Quantas
ele disse que para a pessoa não usar... Ele chegou a tirar a máscara de uma criança no evento, no Rio Grande do Norte. Infração a medidas sanitárias preventivas. Quantas vezes ele fez motocicletas em plena pandemia e não usava máscara, foi multado em alguns estados. O emprego irregular de verba pública, em relação a isso. Incitação ao crime. Quantas vezes ele citou ao crime? Falsificação de documentos particulares. Aí está a vacina, uma delas. A carteira que ele nunca se vacinou.
Idade, honra e decor do cargo. Crimes contra a humanidade. E não sou eu que estou dizendo isso aí. O Tribunal Penal de Roma já disse que todos esses crimes, nós temos provas e encaminhamos à Procuradoria do que ele cometeu. O que nós pedimos à Procuradoria foi que ela se aprofundasse mais nas investigações para que pudesse ser penalizada a pessoa que cometeu esses crimes. Crimes que levaram à morte de mais de 700 mil pessoas no Brasil.
Não sei o que é mais grave, né? Difícil dizer o que seria mais nefasto para a saúde pública brasileira.
as pessoas com prerrogativa de foro. Não faltaram iniciativas. Nós publicamos, no início do ano que vem, um levantamento das petições criminais que reivindicavam essa responsabilização. Então, não faltou denúncia. Não faltou encaminhamento, inclusive, ao próprio Supremo Tribunal Federal. Mas o Supremo Tribunal Federal depende dessa iniciativa processual da Procuradoria-Geral da República. E bastaria alguns autógrafos do Goni. Ah, então, se ela não existe, esse processo não pode prosperar. Agora, tem todas as outras pessoas que não têm prerrogativa de foro.
isso a gente precisa investigação. E onde é que está? Onde é que está a apuração do que cada funcionário do Ministério da Saúde fez naquela época? Do que cada autoridade que se somou a essa estratégia de disseminação? O que aconteceu, por exemplo, com quem fez teste clínico? Que é a experimentação em humanos de macerar a cloroquina e dar pra inalação pra grávida que morre de problema respiratório. Ou fazer um teste de droga onde quem não estava tomando a terapia sendo testada morreu mais do que quem estava tomando. E mais do que, muito
mais do que o esperado pra pegar alguns casos pontuais. E veja, Atila, isso vai sendo esquecido, não é? Exatamente. E não pode. E chega, acabou esse episódio. Muito obrigado, Atila, muito obrigado, Daisy, por essa baita entrevista, hein? E nunca se esqueçam, um governo de extrema direita matou seu próprio povo em escala inédita. Não foram punidos por isso e estão querendo voltar ao poder, como se o grande problema do Brasil fosse o...
Lula! Ô, Gonê, porra, presta atenção, rapaz. Ah, porra, vocês parecem malucos, porra. Tchau pra vocês. Vem pianinho.
E hoje a gente fica por aqui. Muito obrigado a todas as fontes. Vocês são demais. Amamos vocês. Beijo no Perilho. Se quiser e puder, pingam lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio, no patreon.com barra medo e delírio em Brasília, na Orelo ou no pix medo e delírio em Brasília, arroba gmail.com. Porra, doação é o caralho, porra. Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, morou, cara? Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais.
Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delírio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora. Me permite uma parte? Não, lhe dou uma parte. Há quanto tempo? 15 anos. Cara, você quis sair? O que aconteceu ali? Você fala disso? Você conta isso? Eu fui demitida da Record no meio da pandemia, numa situação bastante traumática para mim, profissional. Eu apresentava o jornal da Record.
Quando uma sequência de omissões e grave, na minha opinião, essa sequência começou a acontecer. Houve um episódio muito marcante no dia 21 de abril de 2020. Era o começo da pandemia. Manaus entrou em colapso. Foi a primeira capital que entrou em colapso. Eu não estou falando daquele colapso da falta de oxigênio. Foi só em 2021. Eu pensei que era esse. Para mim é o mais marcante da pandemia. Não, aquele foi o segundo colapso de Manaus.
O primeiro colapso, a primeira capital a entrar em colapso foi Manaus em 21 de abril de 2020.
as valas para empilhar os corpos, porque os corpos estavam empilhados dentro dos banheiros dos hospitais, ou em caminhão frigorífico na porta dos hospitais. E naquele dia, embora tivéssemos todas as informações e as imagens, eu fui obrigada a sentar na bancada e noticiar uma reportagem sobre reeducação alimentar de macacos, porque eles estavam sofrendo que os turistas não estavam levando comida num parque de Goiânia. E eu saí aos prantos da bancada naquele dia, cumpri o que tinha que ser cumprido, e naquele dia internamente eu me posicionei e falei que achava aquilo criminoso.
E aquilo me provocou um sofrimento muito grande, porque eu tinha ordens a cumprir, mas é muito sofrido. Acabou? Não. Eu não sei se eu não vou desagradar metade da audiência que tá aí hoje, mas tem um cara que tira o meu sono, velho. Tem um cara que eu começo a falar nele e meu coração palpita. Eu odeio esse cara com todas as minhas forças. Eu durmo e acordo pensando no mal que esse cara me fez e fez pra minha família.
A gente perdeu familiares E eu tenho pra mim que A situação podia estar muito diferente Eu não consigo ver uma frase desse cara Sem desejar, e eu nunca desejei o mal pra ninguém Esse cara me faz ter pensamentos inimagináveis Não sei se as pessoas vão concordar ou não Eu juro pra você Juro pra você Que eu respeito quem votou nele em 2018 Existia um outro contexto As pessoas foram levadas aí
isso. Os meus pais votaram nele, mesmo eu não gostando, mas a gente respeita. A gente vive numa democracia. Hoje, quem defende esse cara, eu não respeito. Eu não aceito, eu não respeito e eu não quero contato quem hoje defende esse cara. Acabou? Não.
O mar te convoca e tu não consegue negar. Glosseria? Morrendo de medo ali do Otto Alencar. Você não sabe qual a diferença entre o protoseuário e o vírus? Calheiros te humilha ao vivo pra televisão. Não pergunta o objetivo. Tindaga, refuta, pergunta, capricha, Renan. Vai, capricha, capricha. Nogueira sumido deve estar lá no Piauí. Deixou pro Jorginho a jogada só pra confundir. O senhor tá confundindo. Os negacionistas atrapalhando a comissão.
Só faz atrapalhar. Morra em seus materras, a Anise, a Mair e o Girão. Um montonista pequeno.
Marcos Rogério
Quando começou a CPI tinha mais cabelo. Se a cloroquina afeta o pulmão. Fingindo, mentindo, desconversando no que der. Contando todos os chanceler. Randolph é um bruxo, perguntas fora do normal. Taço Gereissati só no virtual. Os negacionistas atrapalhando a comissão. O Reis, Osmar, Terra, Anis e Amair e o Girão.
Acabou? Não.
Sous-titrage Société Radio-Canada
Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
Um professor perdido Ensinando a enxugar gelo Sente o gabinete paralelo Sente o gabinete paralelo Ignora o e-mail da Pfizer Puxa um zap lá no browser
Sente o gabinete paralelo. Sente o gabinete paralelo.
Eduardo Leite, Guilipec, Jandir Loureiro, Antônio Jordão, Dilma Belfort Moura, Plancar Santos Torres, Maria Dulce Sampaio, Maria Elba Bandeira de Farias, Silen Maria Moraes, Flávia Lenze, Maria Sônia Dalbelo e por aí vai. Agora à noite a notícia que o Cássio Nunes está com o processo do Alexandre Moraes do impeachment. Caiu no Cássio Nunes.
Eu não interfiro em lugar nenhum. Hoje eu tenho 10% de mim dentro do suporte. Quando você fala em falta conservadora, ele já pediu vista de muita coisa. Ele tá empatando esse jogo. Esse cara tem que tomar cerveja com ele ou tomar ele. Eu não vou indicar o cara só pelo burrito. Nunes Marques, por gratidão. Ele tá empatando esse jogo. Nunes Marques pede vista, pessoal. Que bom. Nunes Marques.
Acabou? Não. Acabou, sim. Acabou. Acabou. Porra, acabou. Beijinho. Sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu Perinho. A boca é um ano da face. Varanda do porro. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é uma coisa. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado,
vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Estou de acordo. Mas e as pessoas passarem fome? É isso. Cenoura! Cenoura! Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? E aí, fuma! Duzentos baseados! Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso coça mais.
Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo. Arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testigos.
A virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Espera um pouco, querido. Espera só um minuto. Só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxe. Pronto, tá bom. Pronto. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda. Acorda. Obrigado, minha gente. Deus proteja todos.
Seja feliz! Abraão!
Shotgun
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