II - 2026.17 - “Uma escolha muito difícil”, de novo
Festa do Medo e Delírio em Belo Horizonte dia 28/3 na Autêntica!
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- Violência contra a mulherFeminicídio e estatísticas de morte de mulheres · Assédio sexual e moral no trabalho · Responsabilização de agressores · Sistema judiciário e cumplicidade · Educação masculina e ressentimento · Normalização da violência contra mulheres
- EleiçõesCandidatura de Flávio Bolsonaro · Lula vs extrema-direita · Risco de golpe de Estado · Comportamento moderado vs bolsonarismo · Pesquisas de intenção de voto
- BolsonaroAnistia para Jair Bolsonaro · Indulto a acusados de golpe · Oposição de Flávio ao golpe de 8 de janeiro · Golpe futuro e institucional · Maioridade golpista no Senado
- Documentário Brasil Paralelo sobre Lei Maria da PenhaDenúncia do MP contra produtores · Laudo adulterado e desinformação · Descredibilização de Maria da Penha · Brasil Paralelo como propaganda política · Campanhas redpill contra feminismo
- Indicação Jorge Messias ao STFConflito Lula vs Alcolumbre · Atraso na formalização da indicação · Rodrigo Pacheco como alternativa · Sabatina no Senado retardada · Poder político do presidente do Senado
- Roubo de vaga no Supremo (EUA e Brasil)Caso Scalia e Obama vs McConnell · Ruth Ginsburg e Amy Coney Barrett · Mudança de regras no Senado americano · Paralelo com tática de Alcolumbre · Roe vs Wade revertido
- Consentimento sexual e estupro coletivoConsentimento não é permanente · Culpabilização da vítima · Lei de aumento de pena para estupro coletivo · Responsabilidade do agressor · Educação sobre consentimento
- Agrocristianismo e políticaFusão entre agronegócio e religião · Cristianismo genérico e midiático · Pluralidade religiosa no campo · Apagamento de marcas denominacionais · Disputa pela ideia de Brasil
- Crítica à cobertura da Folha de São PauloFalsa dicotomia esquerda/direita · Imagem de Lula com dentes cerrados · Ultradireita pragmática no Chile · Seleção tendenciosa de comentários · Análise semiótica de narrativas
- Desastre Ambiental MaceióMineradora Braskem e exploração de Salgema · Tremores de terra e instabilidade do solo · Deslocamento de 60 mil pessoas · Danos morais coletivos · Reparação e reconstrução social
- Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)Regulamentação da Lei 14.755 (PNAB) · Populações em risco perto de barragens · Desastres de Mariana e Brumadinho · Dívida histórica com populações atingidas · Responsabilidade de empresas de energia
- Parcerias Científicas Brasil-ChinaInvestigações americanas sobre espionagem chinesa · Bases espaciais e radiotelescópios · Investimento chinês em pesquisa (2,8% do PIB) · Soberania tecnológica brasileira · Colaborações científicas legítimas
Esse podcast é distribuído pela Central 3. Antes de começar, três avisos. Melhor forma de apoiar o Medo e Delírio é Pixie Corrente no Medo e Delírio em Brasília, arroba gmail.com. Festa do Medo e Delírio em Belo Horizonte, na Autêntica, no dia 28. Dia 28 de março, na Autêntica, em BH. Os ingressos já estão no último lote, hein? Você sabia que você pode anunciar no Medo e Delírio? Escreve pra gente no Medo e Delírio em Brasília, arroba gmail.com. Agora, bora pra abertura. Ironia. Esse comentário é uma ironia.
Eu sou mulher, então é claro que eu já fui assediada no trabalho e na rua, mas eles só estavam me elogiando. Eu sou mulher, então é claro que eu não posso sair de roupinha curta na rua, porque se algum lindinho me assediar, a culpa vai ser minha. Eita. Eu sou mulher, então é claro que quando eu fui promovida no trabalho, falaram que eu só fui promovida porque eu estava dando para o meu chefe. Eu sou mulher, então é claro que eu sou burra e totalmente emocional.
Eu sou mulher, então é claro que eu não sei dirigir. Eu sou mulher, então é claro que meu lugar é no fogão e na cozinha, menos nas cozinhas profissionais.
Sou mulher, então é claro que quando eu sou incisiva no trabalho me chamam de machona. Eu sou mulher, então é claro que se eu escolher deixar meu filho pra ir trabalhar, eu sou uma péssima mãe, mas o pai dele é um herói trabalhador. Eu sou mulher, então é claro que se eu tiver arrumada na balada, eu quero chamar a atenção de homem. Eu sou mulher, então não dá pra ser bonita e inteligente ao mesmo tempo. Eu sou mulher, então é claro que sempre vai ter um calvo feio e gordo opinando no meu corpo.
Eu sou mulher, então qualquer coisa que eu falar aqui vão achar que eu tô querendo lacrar. Se o homem nasceu pra ser provedor, por que metade das famílias brasileiras são sustentadas por mãe solo? Se não tivesse homem no mundo, por que a mulher?
precisaria de algum homem pra proteger. Se é o homem que não consegue controlar os seus instintos por causa de uma saia curta, de uma mulher bêbada, do comportamento de uma mulher, de uma mulher gostosa, de uma mulher, por que a gente tranca as mulheres em casa e não os homens? Se o homem só sabe resolver as coisas na porrada, como que a gente vai alcançar a paz mundial? Se o homem é mais racional, por que que eles se matam por causa de jogo de futebol?
O patriarcado é o sistema que coloca vantagens e privilégios para nós homens. O machismo é o sintoma imediato desse sistema.
e violento. E a misoginia é a expressão máxima desse machismo. O horror, o terror, o nojo e o ódio às mulheres. Aqui tem uma ideologia de gênero todos os dias. A socialização masculina, a nossa socialização, nos leva a esse lugar. De tal forma que, por exemplo, diante de uma negativa, de uma decepção, de uma frustração, vem o ressentimento. E esse ressentimento não pode ser reconhecido, porque o homem não pode se sentir assim.
E qual é o efeito disso? A violência. O ressentimento masculino não elaborado tem
como sintoma, a violência sobre o outro e sobre as mulheres. Eu não estou falando isso, Presidenta, num lugar isento. Eu estou falando isso como alguém que todos os dias precisa olhar para dentro emoções, afetos, sentimentos, palavras, práticas e posturas para, com outras pessoas, reinventar a minha própria masculinidade. Tudo que eu estou falando aqui, inclusive, é fruto de acúmulo, pauta, pressão e posição das mulheres. Mas eu fiquei pensando nisso.
Existe ideologia de gênero, sim. É essa que coloca o homem nesse lugar de poder e que está matando mulheres todos os dias.
O que a gente faz com isso? Com a imagem de uma mulher sendo arrastada embaixo de um carro. Quinze facadas no rosto de uma garota que ousou dizer não. O grito de uma mãe, dezoito vezes na frente de uma câmera pedindo por justiça, sendo que ninguém, na verdade, parou pra escutar de verdade. A gente vê e fica indignada, sente raiva, revolta. Aí no dia seguinte, a gente continua. A gente denuncia, pede proteção, o Estado vem, anota. Mas a mulher continua com medo dentro de casa. Aí ele volta, aí ele mata.
se surpreende, como se essa surpresa já não fizesse parte dessa grande cumplicidade. Esse homem não apareceu do nada. Esse homem não apareceu do nada. Não apareceu do nada. Ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Aquele que passou a mão, que forçou e achou que estava tudo bem. Foi aceito por amigos que acharam tudo muito engraçado. Normalizado por todos aqueles que ficaram em silêncio. Educado por uma escola que nunca falou nada sobre isso.
uma empresa, que preferiu não saber, absolvido por uma sociedade que ainda acha que amor e posse são a mesma coisa. E o sistema que julga foi criado na mesma cultura que produziu esse homem. Esse homem que viola, que agride, que mata e que não é um monstro que surgiu do nada. Ele é resultado de tudo que se normalizou. Eu queria muito que a gente pudesse não tratar isso mais como notícia. Que a gente pudesse não compartilhar as coisas e seguir-se em frente apenas.
A gente simplesmente aprendeu a sobreviver no meio disso. E enquanto a gente sobrevive, quatro de nós, por dia, não conseguem. Medo e delírio em Brasília. Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo.
Seu lixo.
o beijo da outra. Eu consegui descobrir quem está por trás do medo e delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 17 de 2026. Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora, bora. Uma escolha muito difícil de novo. De novo. Tamo de volta, senhoras e senhores. E já é eleição, hein? Pois é, chegou. Infelizmente. E a gente precisa aqui de um novo personagem. O terrível leitor da Folha de São Paulo.
Porra! Pois é, senhoras e senhores, um novo personagem. A Folha publica uma sessão com o comentário de alguns leitores, é normal isso, sobre a edição anterior. E olha o comentário que eles resolveram me destacar como título dessa sessão. O Brasil está dividido entre esquerda mais autocrática... Ah, porra! Eu, sinceramente, fico muito puto. E direita... Mais liberal. Pega aí, pega aí, ô! Diz leitor. No título, a Folha cortou o didático finalzinho da frase.
Dividido entre esquerda mais autocrática e direita mais liberal. Não importa o candidato. Qualquer um que enfrente o Lula não importa o candidato. Pode até ser golpista. Vira, na hora, direita liberal. Se o general Mourão... Não é você não, porra. E vai gritar na puta que te pariu. Se o finado general Olimpio Mourão... Arrombado. Que conduziu as tropas golpistas que saíram de Juiz de Fora em direção ao Rio. E deu início ao golpe de 64.
ressuscitasse. E se dissesse fã da escola de Chicago, do Paulo Guedes, da escola austríaca e coisa e tal? Talvez... Um caso hipotético, deixa bem claro. Um caso hipotético. Tivesse editor de jornalão por aí escolhendo comentário de leitor elogioso pra colocar como destaque. É a famosa escolha muito difícil. E aí partindo um pouco pra análise semiótica. E sim, semiótica é do indivíduo. Ilustra a imagem um presidente Lula de dentes cerrados.
Imagem raivosa, portanto em diálogo com texto autocrática. Pô, imagina só o conciliador maior da nação. A gente não quer briga. Lula é bicampeão mundial de conciliação. Perfil conciliador do presidente Lula. O presidente Lula, ele acha que isso pode ser um gesto de confiança, né, junto à cúpula militar. Ele que tá num processo de aproximação, confia muito no Tomás Paiva, no comandante do exército, então quer evitar qualquer tipo de complicação. Tá aí, ó. Tá aí, ó. Não foi o leitor que escolheu a imagem, né?
dia 13, a Folha publica um texto sobre o José Antônio Caste, que é o novo presidente chileno. E o título é Ultradireita Pragmática no Chile. Amiga, não tenho como te defender. Pô, se continuar assim tá foda, hein? Fica difícil, fica muito difícil. Mas bora passar pra ele. Céu, sul, rocha de barros. Céu, sul, rocha de barros. As análises embasadas. As análises embasadas. Na Folha, no dia 28 de fevereiro. O debate de hoje será sobre o tema
com a democracia na última pesquisa Atlas. Caralho! Pois é, porra, o resultado das pesquisas tá foda, hein? O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados numa das simulações de segundo turno na nova pesquisa Genial Quest. Ah, bate a merda, cara. Porra, puta que pariu. E este podcast recentemente fez um episódio intitulado A Derrocada dos Bolsonaro, com o desastre que foi o anúncio da candidatura do Flávio. A Michele não participou, o Centrão ficou puto, o Mercado reprovou.
Até o Malafaia desafinou. E, obviamente, a extrema-direita não versa só sobre os Bolsonaro, né? Ou seja, mesmo que fosse a derrocada dos Bolsonaro, estaria longe de ser a derrocada da extrema-direita. Mas, ainda assim, cabia um título melhor, hein? Podem perguntar, mas isso não é um exagero? Flávio Bolsonaro outro dia fez um post direcionado à comunidade LGBT usando linguagem neutra. Homossexualismo, direito, vai queimar torros quinto quando tu vem perder, porra! Sou homofóbico, sim, com muito orgulho. Não sou homofóbico, não.
Ele não está moderando? Ok, o Flávio não dará golpe de Estado. Dará golpe de Estado. Maravilhoso. Mas será golpe de todo jeito. Que golpe eu estou preparando? Qual é o golpe? Elo já prometeu soltar os membros da quadrilha golpista de que é membre. A anistia é questão humanitária necessária para restabelecer a paz e a harmonia no Brasil. Eduardo disse que, se eleito, Flávio concederá indulto a ele e ao pai. Se eleite, tem boas chances de governar com maioria golpiste no Senado.
Projetaria impechar ministres do STF em um momento em que a imagem do tribunal está fragilizada. Parlamentares da oposição defenderam neste domingo, durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, a eleição de 46 senadores de direita em 2026. A meta tem dois objetivos. Garantir a governabilidade de Jair Bolsonaro, caso ele volte à presidência, e viabilizar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Me dê 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil.
Nenhuma outra instituição, além do STF, atuou contra a última tentativa de golpe.
Celso, até quando a esquerda vai continuar dizendo que ou é Lula ou é ditadura? Depende exclusivamente da direita. Os direitistas brasileiros podiam ter escolhido abandonar o bolsonarismo após o 8 de janeiro e se reconstruir como força democrática. Pois é, mas dada a força da extrema direita e do bolsonarismo no Brasil, essa direita provavelmente concorreria para perder a eleição. E toda essa galera jura que...
Eu acenderei o baseado nas chamas do Brasil! Calma, filho da puta! Calma! Em vez disso, um acórdão até hoje não explicado poupou os políticos bolsonaristas da investigação sobre o golpe. E durante três anos, a estratégia direitista foi conversar com um amigo imaginário chamado bolsonarismo moderado. Nem existe isso, você tá inventando palavras. É paradoxo que chama isso aí. Como resultado, o único oponente viável de Lula no momento é o filho do chefe da organização criminosa bolsonarista,
Enquanto isso, os Bolsonaro clamam por prisão domiciliar humanitária. Mas e a crise do STF? Não mostra que os bolsonaristas tinham alguma razão?
Por ter escutado isso. Filho, preste atenção na voz que disse isso dentro da sua cabeça. Preste atenção que isso aqui é importante. Decore o seu tom, sua modulação, seu sotaque. Aprenda a reconhecê-la. É a voz da sua burrice. Caralho! Ignore-a para sempre e os sucessos se acumularão na sua vida. Pouco papo e só sucesso. A crise atual do STF se deve à promiscuidade de membros da corte com os ricos brasileiros. Exatamente isso. Esse problema existia muito antes.
do inquérito das fake news. O inquérito das fake news foi a solução legal encontrada para combater o golpe em um contexto em que os golpistas já tinham neutralizado a Polícia Federal, segundo Sérgio Moro, no dia em que renunciou ao Ministério da Justiça. Passou a haver uma insistência do presidente da troca do comando da Polícia Federal. Não são tantos essa questão de quem colocar o problema, é por que trocar e permitir que seja feita a interferência política no âmbito da Polícia Federal. O presidente me disse mais de uma vez, expressamente,
que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse escolher informações, que ele pudesse escolher aí relatórios de inteligência, relatórios, relatórios, relatórios, relatórios de inteligência, seja o diretor, seja, seja, seja, seja o superintendente. Os golpistas também já tinham neutralizado a PGR de Augusto Aras. E o Congresso do Orçamento Secreto.
E aí o Joel resolveu responder a coluna do Celso, Joel Pinheiro da Fonseca, no dia 2 de março na Folha. Seu artigo, Celso Rocha de Barros, defende que, caso eleito, Flávio Bolsonaro dará um golpe. Ou seja, mais uma vez, a democracia estaria em risco na eleição presidencial. A esquerda brasileira tem sido pródiga na acusação de golpe desde o impeachment de 2016.
Numa ocasião eu fui chamado pelo general Eduardo Vilas Boas, na época comandante do exército, para uma reunião com ele e alguns generais. E eles me perguntaram deles, estamos preocupados com o Brasil? Fomos pedir uma análise de cenário. Eu não fui vidente, mas eu disse para eles o seguinte, convidem o vice-presidente para conversar. Um ano e meio aí. Que maravilha. Aí depois disso teve outro golpe. O comandante do exército, o general Vilas Boas, fez um comentário em repúdio à impunidade numa rede social.
Cagou-se no governo Bolsonaro. E foi a sucessão de golpes um atrás do outro. Volta para o Joel. Em 2026, Celso também estica seu significado. Pelas evidências que temos, Flávio foi contrário ao golpe tentado por Bolsonaro. Você está falando sério? Com certeza absoluta. Se o Bolsonaro tivesse dado golpe, Flavinho Desmaio certamente viraria oposição. Se o golpe de 8 de janeiro tivesse dado certo, de que lado o senhor estaria? Flavinho Desmaio virá ministro.
Folha de São Paulo. E o Tom não podia ser mais golpista. Isso aqui é um trecho da abertura do episódio 33 de 2025.
Eles continuam golpistas. Isso é ameaça de golpe. Ou seja, ou o Supremo faz o que a gente quer, ou a gente vai lá, invade, depreda, atropela, faz o diabo com o Supremo Tribunal Federal. Eu não tô falando aqui, pelo amor de Deus, eu não tô fazendo um tom de ameaça, eu tô fazendo uma análise de cenário.
É algo real que pode acontecer ou não pode? Quem faria isso? Só nós. O Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição aqui com o Congresso Nacional pra aprovar uma anistia. Dois, três meses, isso tá concretizado. Aí vem o Supremo falando em constitucional, volta todo mundo pra cadeia. Tá certíssimo. Não dá, isso não dá. Certamente o candidato que o presidente Bolsonaro vai apoiar, vai ter que ter esse compromisso sim.
Isso é ilegal. É ilegal. Mas qual seria a alternativa? Vamos supor que isso aconteça.
Quem fez a bagunça? O bolsonarismo. O Supremo faz o que a gente quer. Teu cu! O senhor mencionou antes assim. Há sempre dentro das quatro linhas, né? Comparando. Eu tô falando é fora das quatro linhas. Caralho! Eu tô falando é fora das quatro linhas. Eu tô falando é fora das quatro linhas. Porra, aí chega em 2026 e o cidadão resolve escrever uma coluna dizendo que um político cujo sobrenome é Bolsonaro, um cara que já disse isso aí, não é golpista, pô?
Totalmente drogada. Mauro Cid, em sua delação, colocou Flávio no grupo dos que se opunham ao golpe.
Mas é uma coisa que a gente sempre repete aqui. Tinha golpista que se opunha ao golpe porque sabia que não tinha condições para dar golpe, que o preço ia ser alto demais. É importante que as pessoas compreendam que nós não temos liberdade de manobra para uma ação fora do que prevê a Constituição e que isso redundaria em sanções quanto ao nosso país e, consequentemente, uma desvalorização da nossa moeda, aumento de juros, aumento da inflação e uma economia, uma debacle,
consequentemente, traria maus resultados e uma situação muito difícil para toda a população brasileira. Pois é, não foi por virtuosismo democrático, não. Em especial se essa pessoa tem sobrenome Bolsonaro. Ah, porra! Vocês parecem malucos, porra! Volta pro Joel. Ele aconselhava Jair a mandar os acampados para casa, deixar o poder pacificamente e virar o líder da oposição. Se tivesse sido ouvido, Jair e Eduardo estariam livres. Que lindo, cara!
A minha total solidariedade a esse brilhante profissional que é o Silvino Ivasquez. Uma pessoa exemplar, combatente, de boa índole, disciplinado. Nada, nada, absolutamente nada a falar contra a carreira de Silvino Ivasquez. Prestar apenas a minha solidariedade a esse perseguido político que é o Silvino Ivasquez. Sentar-se com generais para impedir a transição de poder, planos para sequestrar e matar autoridades, isso tudo é golpe.
De Celso, não. Pois é, o Flávio não criticou as blitzes da PRF. Pediu a prisão do Silvinei? A responsabilização do chefe do Silvinei? Não, inclusive defendeu o Silvinei. Alguém ouviu o Flávio dizendo que os resultados das eleições de 18 e 22 foram legítimos? Garantir para o homem médio, como nós dizemos, que tivesse a tranquilidade de saber que o voto dele está indo para a pessoa que ele escolheu. E mais uma vez, enquanto não houver um aprimoramento disso, haverá sempre brasileiros desconfiados disso. O resultado das urnas eletrônicas.
Aqui o voto é impresso, não tem o voto eletrônico não, é no papelzinho. Quando o Trump fez aquele achaque inacreditável ao Brasil, o Flávio estava sugerindo que o Brasil se rendesse. O que os Estados Unidos fez com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima para demonstrar força. Qual foi a reação do Japão naquela época? Falou, olha, nós aqui somos patriotas, isso é uma indiferença dos Estados Unidos, aqui no nosso país, vamos resistir fora de Yankees.
Qual foi a consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica. Para aí depois, sim, haver uma rendição formal por parte do Japão. E o Joel fala em impeachment de ministro do Supremo,
A primeira turma dele era meter 11 ministros novos. Já pensou uma Suprema Corte composta por 21 ministros? Pois é esta uma das propostas do presidenciável Jair Bolsonaro. É uma maneira de você botar 10 isentos lá dentro. Como todos os autocratas, eles querem dominar a Suprema Corte. O verdadeiro projeto da extrema-direita no Brasil para 2026 é a conquista do Senado. É obter maioria no Senado. É a única forma de levar adiante a sujeição do judiciário.
a imposição de um Estado autocrático. E aí veio a tréplica do Celso, no dia 7. Não, Joel. A candidatura Flávio Bolsonaro nunca foi inevitável. A Michele Bolsonaro resistiu mais à candidatura do Flávio Bolsonaro do que o Joel, cujo sobrenome não é Bolsonaro. Até o Flávio, em certo momento, parecia não estar ligando muito. O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, disse neste domingo que poderia abandonar sua incipiente pré-candidatura presidencial por um preço e sugeriu a aprovação de uma anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
atualmente preso. Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço pra isso. A candidatura de Flávio existe porque a estratégia da direita brasileira nos últimos três anos, a moderação do bolsonarismo... Não existe isso. Fracassou. Você a defendeu explicitamente na coluna Precisamos do bolsonarismo moderado. Mais claro do que daí. Impossível. De 29 de abril de 2024. Deu errado. Deu errado. E a moderação que eles queriam era do moderadíssimo Tarcísio. Então, sinceramente, nós temos muita tranquilidade
Vocês queimaram os governadores de direita, que se sujeitaram às piores perversões de Jair para conseguir um apoio que nunca veio. Agora que o bolsonarismo moderado não apareceu, não adianta revisar a dosimetria de quem vocês mesmos reconheciam como golpistas três meses atrás. Afinal, se Flávio for mesmo um democrata...
Você e o pessoal do bolsonarismo moderado lhe devem desculpas. Nunca citaram o nome do senador entre os bolsonaristas moderados. Flávio fazia parte da turma por comparação a quem a suposta moderação de Tarcísio era exaltada. Como você ignorou esse Tancredo Neves de Rio das Pedras, Joel?
E segue o Celso. A Falcatrui em curso é a seguinte. Diluir a fronteira entre as críticas bolsonaristas e as críticas republicanas ao STF. Ao mesmo tempo em que se esconde do público a informação de que quase todos os envolvidos no escândalo do Master são de direita. É a abertura para justificar a adesão da direita tradicional à candidatura de Flávio. Não entre nessa, Joel. Porra, Joel. No último episódio, a gente falou que o Trump vai bagunçar a eleição
daqui. E vai rolar base americana no Paraguai. Certamente vai ser pertinho da nossa fronteira. O sulito deve estar excitadíssimo. É absolutamente assustador as concessões que o Paraguai faz basicamente aos militares americanos. Vou trazer só algumas delas. São inúmeras, mas só algumas delas. Por exemplo, os americanos podem levar o equipamento militar que desejarem ao território paraguaio sem nenhum tipo de inspeção. Então começa por ali.
Outro ponto. Os militares americanos que forem colocados no Paraguai, eles não responderão
E tem isso aqui também.
Ele já chamou o ministro de principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra Bolsonaro, além de ser próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que agradeceu a ele após a imposição das sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes. Está havendo uma interferência já do Donald Trump na eleição presidencial brasileira. Alguns momentos depois... Pois bem, Moraes voltou atrás nessa decisão. Agora o ministro negou o pedido para que essa visita aconteça.
E essa mudança veio depois que o Itamaraty se manifestou sobre esse caso. O Ministério das Relações Exteriores informou ao Supremo que o encontro desse tipo,
poderia configurar uma ingerência indevida em assuntos internos do Estado brasileiro. O Itamaraty também afirmou que não existe, nesse momento, nenhum compromisso diplomático oficial envolvendo Darren Beatty no país. Pois é, apertem os cintos aí, senhoras e senhores. Eu prefiro morrer. Alcolumbre. Alguém lembra da indicação do Messias para o STF? Indicação essa aplaudida por parte considerável da bancada evangélica, hein? Eu conversei com o pastor Silas Balafaia e ele me disse o seguinte, olha, que ele não tem nada contra Jorge Messias. Ele disse... Exatamente.
de braços abertos pra receber Jorge Messias na Suprema Corte é o ministro André Mendonça. No X, o terrivelmente evangélico não poupou elogios ao AGU. Mas enfim, depois de um tempão, o governo anunciou a escolha, lá em 20 de novembro de 2025. Cá estamos em meados de março já e nada. O que aconteceu é que o presidente Lula indicou Jorge Messias para a vaga deixada pelo ministro Luiz Roberto Barroso. Mas ao columbre queria outra pessoa. Rodrigo Pacheco, ex-presidente
Presidente do Senado e amigo muito próximo de Alcolumbre. Vamos ver se é namoro ou amizade, vamos ver. Para esta vaga. O Alcolumbre foi presidente do Senado de fevereiro de 19 a fevereiro de 21. Aí ele ajudou a eleger o seu aliado Rodrigo Pacheco, que entrou em fevereiro de 21, foi reeleito em 23 e ficou até fevereiro de 25. Aí o Pacheco saiu e voltou o Alcolumbre para a presidência do Senado. Já deu! O presidente da República indica o nome e o Senado faz uma sabatina e aprova o não.
Mas porra, do jeito que tá acontecendo, parece que a presidência do Senado acha que a indicação de ministro ao STF cabe à presidência do Senado. Isso não é verdade. O presidente Lula, ele não quer indicar Pacheco para a vaga do Supremo porque... Ele é... Chato pra caralho. Para o senador, ele pretende que haja uma candidatura ao governo do estado de Minas Gerais. Comer banana com casca. É uma estratégia política para que Rodrigo Pacheco seja uma espécie de cabo eleitoral do presidente Lula ali no estado mineiro.
Deixou Rodrigo Pacheco de lado para indicação para a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso e indicou o advogado-geral da União, ministro Jorge Messias. O Messias, junto com o papel... De longe, não nos parece que foi só por isso. Mas o que importa é que o Alcolumbre ficou... Bastante chateado. Chateado! Vamos lembrar que, na época do André Mendonça, que o Alcolumbre ficou postergando, também postergando, por causa de uma insatisfação com o governo Bolsonaro, sabe?
muda a demora da indicação do André Mendonça. Ele escreveu... O presidente do Senado, isso na primeira gestão do Columbre, o presidente do Senado, ele fica revoltado quando não se cumprem as vontades dele ou as ordens dele. Também é difícil, né? Dado que o Legislativo afanou boa parte do Orçamento Federal,
O temperamento de figuras como Lira e Alcolumbre são um incrível obstáculo para o governo. Eu acho que a República não poderia estar submetida a essas regras da irritação deste ou daquele. Mas é como você diz, na prática as coisas funcionam assim. Puta, mas isso é uma merda. Aí o Lula anunciou o Messias em novembro, mas era para ter anunciado umas duas semanas antes. E o motivo do atraso foi um chilique do Alcolumbre. E desde então, desde essa indicação, Alcolumbre está afastado do Palácio do Planalto
mais publicamente as pautas prioritárias do governo federal. E a partir daí, qual é a consequência? Alcolumbre espera a mensagem oficial, ou seja, são documentos que são enviados, documentos em relação a Jorge Messias, enviados ao Senado. Esses documentos são analisados pelos parlamentares. Trata-se, por exemplo, de ficha criminal para saber se ele realmente tem uma reputação ilibada, se ele tem nome sujo na praça. Tudo isso é analisado ali entre os parlamentares.
Os documentos ainda não chegaram. Sabe, sabe, sabe. Portanto, os parlamentares não têm como sabatinar Jorge Messias porque não houve essa oficialização da entrega dos documentos do advogado-geral da União. Pô, é isso mesmo? Ano eleitoral e o governo tá retardando uma indicação pro STF. E por isso, o Columbre disse que ainda aguarda a mensagem. Por que que o Planalto ainda não enviou? Eu quero saber. Eu quero saber. Eu apurei que o Planalto não enviou esses documentos porque Lula... Tá putassa.
Messias ainda tenha muita resistência entre os parlamentares e não consiga os 41 votos necessários para que a indicação dele seja confirmada e de fato Messias se torne um ministro do STF. Essa não aprovação na sabatina do Senado seria inédita. Então ele está esperando melhorar esse relacionamento com Davi Alcolumbre para arquitetar oficialmente essa indicação de Jorge Messias. E o Davi Alcolumbre fala coisas como isso aqui
Também não. Está esperando ser chamado, presidente? Deixe-me falar, a gente espera ser chamado por todas as pessoas que a gente tem respeito e consideração. E naturalmente, da mesma maneira que quando eu desejei muitas oportunidades, conversar com o presidente da República, eu procurei ele. E é legítimo, inclusive, que se ele desejar falar comigo, ele deve procurar, para a gente poder continuar uma relação de pacificação e harmonia entre os poderes. É isso que eu entendo. Que deve ir para a democracia.
Chateado. Nula. Hein? Ela tá dizendo, o governo mandou indicações ao senhor. A gente não entende se é CPI, se é CVM. Não importa. O que importa é que o Alcolumbre tá puto. Muito puto. Quando eu vou fazer? Não sei se deu pra entender, mas ele fala, é uma decisão discricionária do presidente.
Aí, enfim... Na semana passada, Lula telefonou pra Alcolumbre após o senador decidir não anular a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente, e a retaliação de Alcolumbre veio após o presidente da República citar numa entrevista o envolvimento do Instituto de Previdência do Amapá nesse escândalo do Banco Master. Foi nada, foi nada, se jogou, se jogou. Esperou o contato, o contato veio. Agora você imagina como deve ter sido essa ligação, hein?
E depois diz que eu sou grosso. Lembrando que o gênio do Toffoli queria que os documentos do Master ficassem com o Alcolumbre. Diante desse desconforto, então, Lula e Alcolumbre têm pela frente uma reunião que deve acontecer até quinta-feira com diversas pautas, sendo essa justamente, né, Tiago? A principal, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A previsão de ministros e assessores aqui do Palácio do Planalto é que essa conversa abra caminho
até abril ou, no mais tardar, maio. Por outro lado, Alcolumbre tem sinalizado que a sabatina deve ocorrer somente depois das eleições, ou seja, a partir de novembro. Pois é, é isso mesmo que você ouviu. É, é isso mesmo que você ouviu. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, eu apurei. É! Chato pra caralho. Tem dito a pessoas próximas que só pretende votar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias. Messias! Da USTF.
Ou seja, lá pra novembro, dezembro, quem sabe? Ah, bate a merda, cara. Novembro, dezembro, janeiro. Se bobear, os fogos de fim de ano explodem e o Alcolumbre resolve pautar em janeiro de 27. É gol. Conversei com alguns senadores hoje próximos ao Alcolumbre. Eles confirmam essa movimentação. Dizem, inclusive, que a contagem ainda de votos pra Messias é difícil. E daí, gata? Apesar de já ter ouvido, ou seja, já ter recebido o recado vindo do Senado,
sobre esse novo cronograma do Davi Alcolumbre, o presidente Lula... Ficou puto da vida com ele. Dobrou a aposta. Disse a interlocutores nesta semana que... Alcolumbre! Tem um piruzinho pequenininho. Vai enviar a mensagem presidencial formalizando a indicação de Messias. Messias! E não será só em outubro. É bizarro como o Brasil importa as insanidades dos Estados Unidos com alguns anos de atraso. A mais recente é o roubo à mão armada de vaga no Supremo.
Em novembro de 2016, Anthony Scalia, ministro de Veras conservador da Suprema Corte dos Estados Unidos, faleceu e foi ter com o diabo. No mês seguinte, o presidente Barack Obama fez sua indicação. Mas a múmia que atende pelo nome de Mitch McConnell, então líder da maioria republicana no Senado, se recusou a colocar em votação o nome indicado pelo presidente naquele ano eleitoral. Senhor presidente, o próximo ministro poderá alterar fundamentalmente a direção da Suprema Corte e ter um impacto profundo em nosso país.
Portanto, é claro que o povo americano deve ter voz na direção da corte. E, obviamente, essa foi a primeira vez que esse absurdo aconteceu. É possível que o povo americano eleja um presidente que decida indicar o juiz Garland para consideração do Senado. Essa foi a indicação do Obama. O próximo presidente também pode nomear alguém bem indiferente. De qualquer forma, nossa opinião é essa. Dê voz ao povo para preencher essa vaga.
Em 2016, o Trump se elegeu pela primeira vez. E no começo de 2017, ele indicou um sujeito acusado de abuso sexual para a Suprema Corte. Aí, dessa vez, com esse novo nome, o Mitch McConnell colocou o nome para a votação. E a maioria republicana aprovou, mas aprovou de um jeitinho todo especial. A votarmos nossa atenção para o Capitólio, onde os senadores votaram seguindo as linhas partidárias na quinta-feira, por uma mudança histórica nas regras que permitirão a confirmação de juízes da Suprema Corte por uma maioria simples.
encerrou uma obstrução liderada pelos democratas, cujo objetivo era bloquear a confirmação de Neil Gorsuch, abrindo caminho para uma votação no Senado hoje sobre a indicação do presidente Trump para a Suprema Corte. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que a medida era necessária para romper o impasse. E ainda acusou os democratas. No entanto, nossos colegas democratas parecem prontos para bloquear esse incrível candidato com a primeira obstrução partidária bem-sucedida na história americana.
americanos roubaram na mão grande uma indicação dos democratas à Suprema Corte. E parece que é exatamente isso que o Alcolumbre quer fazer por aqui. E para piorar, o governo demorou a tornar pública a sua indicação. E ainda não entregou os papéis para o processo andar. O Alcolumbre agradeceu a deixa e agora, ao que parece que é da uma de Mitch McConnell. Puxa daí, Cecília. A gente está fodido. A gente está muito fodido. Mas calma que tem mais.
E lá vem mais! Em 2020, ano eleitoral, nos Estados Unidos, último ano do primeiro mandato do Trump, faleceu a Ruth Ginsburg, juíza da Suprema Corte. No caso do Obama, a morte do Scalia,
foi em fevereiro, e a eleição seria só em novembro. Mas quis o destino que o escárnio fosse o maior possível. Mas quando a ministra Ruth Bader Ginsburg faleceu, apenas seis semanas antes das eleições de 2020, McConnell forçou a aprovação da indicada do presidente Trump, Amy Coney Barrett, em uma das confirmações para a Suprema Corte mais rápidas da história moderna. Pois é, a Ruth Ginsburg morreu seis semanas antes da eleição na qual o Trump perderia para o Biden. Mas aí, nessa situação,
não era questão de ouvir o povo. O McConnell não viu nada de errado em aprovar o nome da ministra quatro anos depois de inventar que não se pode aprovar nome de ministro em ano eleitoral. Ainda aprovou numa velocidade assombrosa. Sabe como é que é, né? Daqui a pouco o Biden assumir e provavelmente colocar um progressista na Suprema Corte. E piora, porque a confirmação da Amy Coney Barrett foi um momento crucial para que o Roe vs Wade, um julgamento ocorrido na Suprema Corte em 1973, que resumidamente teve como consequência a permissão do aborto nos Estados Unidos, fosse revertido. Olha o tamanho da merda!
Agrocristianismo. O que é isso aí? Que porra é essa? Tem um texto que está há semanas para entrar nos episódios e o mundo não deixa. Não que o mundo esteja deixando muito, mas vai hoje esse baita texto da Renata Nagamini. Foi publicado no Nexo no dia 6 de fevereiro. Falar em bancada do boi e da Bíblia me parece insuficiente para iluminar o fenômeno, por não apontar para o que se produz em nome do agronegócio e do cristianismo fora do legislativo. Também não indica nem se, nem como,
agro e religião se constituem simultaneamente. Para compreender a mudança na produção do cristianismo no Brasil, já identificada pela literatura acadêmica e a sua relação com o agro, usei o termo agro-cristianismo.
O terceiro a respeito é que agrocristianismo não é uma categoria que os agentes usem para falar do mundo ou para se definir. Ninguém se apresenta como agrocristão. O termo agrocristianismo funciona como uma fotografia. Faz ver uma relação, não uma substância ou uma coisa. É o que a literatura acadêmica chama de ícone de um diagrama. Um ícone é um tipo de forma, como um retrato, uma estátua, um mapa, que representa algo para alguém em determinado contexto.
agressiva compartilha da mesma qualidade significativa do seu objeto. No caso do agro-cristianismo, digo que se trata de um ícone porque a forma da palavra repete a operação que nomeia. Ela nomeia uma articulação entre agro e religião, ao mesmo tempo que reproduz, em sua forma lexical, a fusão semiótica e moldurada. Ao associar os termos agro e cristianismo, aponto para um conjunto de mudanças relacionadas com a produção da modernidade brasileira,
da religião no processo. Essa construção das mudanças tensiona o modo como a teoria social pensa a relação entre campo e religião. O que se refere à religião, temos, numa dimensão, a produção de marcas da pluralidade religiosa em espaços tipicamente católicos, como o campo e o interior do país. Pesquisas do Observatório da Religião e Interseccionalidades,
da Receita Federal, CNPJ e do Censo 2022, indicam a presença importante de organizações, associações e sujeitos evangélicos na região centro-oeste, proporcionalmente à população. Noutra dimensão, temos a produção de um cristianismo sem marcas de nome nacionais, ou com marcas atenuadas. Nesse caso, interessam em particular duas operações que observamos nas práticas dos agentes.
Uma espécie de matriz em relação com a qual o religioso historicamente se fez no Brasil. Paradoxalmente, essa sua condição tem por causa a pluralidade religiosa que observamos no Brasil como efeito do funcionamento da doutrina jurídica e política do pluralismo. A segunda operação de interesse é o apagamento de marcas que possibilitem identificar os agentes e suas práticas com denominações ou vertentes religiosas.
Leonardo moldou seu cristianismo a uma audiência que ele mesmo imaginou plural do ponto de vista da religião. Cheio de gente, tentando viver a vontade de Deus, mas com o coração preso no passado. Em resposta a sua ministração, evangélicos erguiam os braços e católicos tornavam a palma da mão para cima. Na mesma arena, já em 2025, Frey Gilson emendou um louvor no outro, falando em família e em inferno.
E com a tristeza, o diabo quer te abater. Ele quer que você viva a vida abatido. Porque quem tá abatido não vai nem pra frente, nem pra trás. Fica empacado. E olha quem introduziu o Frei Gilson ano passado ao público na festa de Barretos. Que mais parece um culto hoje em dia. E agora, apresentar esse espetáculo. E se você não sabe quem é esse cara, você não é um ouvinte atento desse podcast.
Tchau. Sobre. Vamos dar mais uma chance, hein? Pois é, é ele mesmo. Pois é, é o louco todo, desinferno. Que honra, que honra. Vai ser difícil pra mim agora. Pra vocês entenderem o tanto que o poder de Deus é lindo. Na vida de quem é fiel. Quantos fiéis temos aqui? Os homens, mulheres, senhoras, jovens, crianças, idosos, cristãos, atóricos, apostóricos, homens.
Porque até duas horas atrás eu nem sabia, dona Lara, que eu estaria aqui. Recebi um telefonema. Os independentes precisam pedir para que você, Goiabano, viesse apresentar o Frei Gilson. E Barretos recebe o Brasil, porque o Brasil é de Deus, o Brasil é cristão, o Brasil é de Jesus, o nosso coração é essa festa. Gradualmente, os agentes parecem forjar uma espécie de cristianismo genérico, uma cópia sem original.
Scott McLaughlin trabalha com a hipótese de que há agentes religiosos midiáticos, como Dave Leonardo e Frey Gilson, as marcas denominacionais podem comprometer sua capacidade de agregar público. Uma das estratégias do demônio é colocar tristeza no teu coração. Esta percepção aponta a seu turno para o modo como eles percebem o próprio contexto em que atuam. Um contexto que eles reconhecem como sendo de pluralidade religiosa, em que, eles imaginam,
uma condição de circulação. O termo agrocristianismo consiste em uma tentativa de dar forma verbal e visual a um processo em curso. Ao nomeá-lo, a palavra condensa a fusão entre um campo econômico, uma linguagem religiosa e um regime moral, tornando essa fusão visível como imagem. Facilita reconhecer que, entre rodeios, louvores e discursos sobre ordem, está se formando um modo de imaginar e falar que disputa a ideia de Brasil.
E acabou esse tópico. O homem hétero tem que acabar. Esse é um daqueles tópicos inacreditáveis. Estamos aí numa quadra de feminicídio, estupro coletivo, misoginia virando trend e por aí vai.
Recomenda fortemente o novo documentário do Louis Terru, que se chama Por Dentro da Machosfera. Tá no Netflix. Alô, Netflix! Anuncia no Medelírio, pô. Bom, é em meio a tudo isso que aconteceu um episódio inacreditável. O ex-marido da ativista Maria da Penha virou réu por fazer campanha de ódio contra ela e contra a lei que leva o nome dela. E pra surpresa de ninguém, eram homens por trás disso.
feminicídio que deixou Maria da Penha parapléstica. Segundo o Ministério Público, o documento usou um laudo adulterado. Pois é, um laudo forjado. Além do ex-marido de Maria da Penha, três homens envolvidos na produção dos conteúdos também foram denunciados. A denúncia que tramita na nona vara criminal de Fortaleza aponta que os acusados atuaram de forma organizada para atacar a ativista Maria da Penha e sugerir que a narrativa sobre a tentativa de homicídio é uma fraude. O documentário A Investigação Paralela
Paralela. Paralela. O caso Maria da Penha utilizava conteúdo ofensivo, o que, segundo o Ministério Público, configura como crime. Ah, peraí. Não, peraí. A investigação paralela. Paralela. Paralela. Boa. Pois é, a matéria não menciona, mas a gente vai mencionar. Acho que já tá claro pra nossos ouvintes que trata-se de um documentário do Brasil Paralela. Olha esse outro vídeo deixando isso absolutamente claro. Em dado momento chega até na Brasil Paralela. Brasil Paralela grava um documentário sobre o caso.
da Penha virtualmente. Os postes tentavam descredibilizar não apenas a vítima, mas também a lei que leva o nome dela com notícias falsas e inclusive um laudo forjado. Entre os acusados estão o ex-marido da ativista Marco Antônio Heredia Viveiros, o influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva, o produtor do documentário Marcos Vinícius Mantovanelli e o editor e apresentador do documentário Henrique Barros Lesina Zingano. Era esse pessoal que estava por trás do documentário do Brasil Paralelo.
Bora escutar a Caroline Sardar. Então, a gente já fez uma live anteriormente aqui, analisando o texto corrido da Brasil Paralelo no blog deles. E nesse texto, a gente viu diversas estratégias de marketing sendo utilizadas e a gente já tinha pontuado que eles utilizam isso para vender coisas políticas. Eles utilizam o marketing digital bem feito e bem estratégico para políticas. Então, eles são basicamente essa parte por trás da política que faz com que a narrativa
chegue nas pessoas antes mesmo dos políticos fazerem o projeto de lei. Nesse caso, a gente vê o documentário da Lei Maria da Penha, onde eles já no início falam que eles não têm nada contra a Lei Maria da Penha, que eles não têm nada contra a questão de pessoas terem sofrido violência doméstica, mas que eles estão em busca da verdade.
num documentário para que você encontre a verdade. Só que a verdade é manipulada. A verdade não é a verdade que está no processo, nos laudos, nas perícias, nas balísticas. O que eles trazem dentro da investigação paralela, onde está esse episódio, são teorias da conspiração baseadas na versão do agressor da Maria da Penha. Tanto que o nome Brasil Paralelo, investigação paralela, já te faz entender que é uma realidade paralela, que vai ser um assunto paralelo.
Então é importante você ver que a Brasil Paralelo, ela é a propaganda. Ela não é a política em si, mas ela é a propaganda da política. A voz a seguir é do Alexandre Paiva, o tal influenciador digital que teria dado início às pesquisas que levaram ao documentário. Tem que pontuar que tudo isso veio advindo da lei Maria da Penha. Exato. E tudo isso aí, no caso, seria essa incrível repressão que o homem hétero enfrenta.
Vamos rememorar historicamente quem é a senhora Maria da Penha. Ela me ama, ela me ama. E que ninguém tenha dúvida. Não é só a figura dela, né? Não é uma coisa pessoalizada. É em relação a ela e o que ela representa nesse momento atual, né? Onde o Brasil tardiamente tem uma legislação que busca dar proteção ao gênero feminino. É exatamente isso. E olha o tipo de coisa que se encontra no Brasil paralelo. Que virou um grande distribuidor de cultura redpill no Brasil.
Olha só. E, desde já, a gente pede desculpas pelo que vai a seguir. Verdão! As pessoas começaram a ver que, realmente, mulheres mentem. Começou mal. A violência doméstica contra os homens também. Sério? A gente sabe o poder que a gente tem. E a mulher é muito mais emocional. Ela joga muito mais com o emocional. Putaril, hein? A violência psicológica. Tem muito mais mulher que faz violência psicológica com homem do que homem que faz com mulher.
Não tem. Eu não sei o poder que eu tenho de mexer com a mente no meu marido. Óbvio. Agora que eu tô com uma filha, é mais fácil ainda. Caralho! A gente não tá em defesa dos homens.
da verdade. Não mete essa, não. E caráter, pra mim, não tem sexo. Gente, platitude. Simplesmente abriu os olhos pra um movimento que é maléfico às mulheres. Vejo feminismo assim. Caralho! Tá, vamos voltar pra denúncia do Ministério Público. Para o MP, os riscos foram além das redes sociais, pois Alexandre Paiva se deslocou até a antiga residência de Maria da Penha em Fortaleza. Vou lá incomodar em Fortaleza,
e eu vou de novo lá em frente à casa onde aconteceu o crime para incomodar a dona Maria da Penha. Paiva também orientou Marco Heredia a não demonstrar raiva pela ex-esposa para conquistar a empatia do público. Não demonstra rancor, Marco. Entende? Não vamos colocar isso para fora. Você agora tem que deixar as pessoas demonstrarem insatisfação. Entende a estratégia, irmão? A investigação levou à suspensão do perfil de Paiva e à proibição de contato e aproximação com Maria da Penha e suas filhas.
Em 2025, documentos e eletrônicos, incluindo um pendrive com o laudo adulterado, foram apreendidos. A veiculação do documentário também foi suspensa. E tinha gente há sete meses chorando censura. Daí o que acontece? Um Ministério Público identificou que o Brasil Paralelo foi além de mostrar as duas versões. Eles teriam um suposto plano para causar desinformação e modificar a lei.
se isso talvez eles não teriam feito o documentário. E volta com o Diabo do Paiva. A imagem que se tem da senhora Maria da Penha, da lei Maria da Penha, o que você imagina a primeira coisa que vem à sua cabeça? Uma senhorinha de cadeira de roda que foi agredida pelo marido e por conta das agressões que sofria, ela está em cadeira de roda. Ficou aleijada. De tanto que apanhava. Olha só, nem a Maria da Penha nem ninguém disse que ela ficou paraplégica porque apanhava pra caralho repetidamente do marido.
Ninguém nunca disse isso. O argumento cretino deles é que o ex-marido da Maria da Penha
da Penha não deu um tiro na coluna dela. O argumento é que, na verdade, ele tava brigando com quatro assaltantes. E aí a mulher foi baleada. Olha o que o tal Alexandre Paiva fala.
que tivesse tentado tirar a vida dela. Por que que ele ia inventar uma 12, não sei de onde que ele não tinha? Se ele tinha um 38, ia dar um tiro na ela com 38, um tiro nele com 38, falar que o bandido entrou ali, foi embora e acabou. Simples. Claro, pô. Só dar um tiro na esposa com a mesma arma que tá registrada no seu nome. Porra, muito fácil. Essa lei tinha que acabar ontem, porque ela já fez 18 anos. Foi em 2006. O ano que a meia-feira nasceu, inclusive.
O ano que sancionou a lei mais da penha. De lá pra cá, isso é o jornal. Não sei o que fala. Os jornais. A violência contra a mulher só aumenta.
Então, desculpa o português, essa bosta dessa lei não serve pra nada. Olha só, o conceito, legalmente falando, de feminicídio é relativamente recente. A sua aplicação na lei é recente. É óbvio que vai ter um momento grande de subnotificação. Gradualmente, mulheres vão se sentindo mais à vontade pra denunciar. Por exemplo, o sistema de justiça começa a condenar mais. É o caso da Suécia, por exemplo. Bora pegar uma matéria antiga, mas que ilustra esse caso aí.
Ruth Alexander, na BBC, no dia 18 de setembro de 2012. Polícia sueca registrou em 2010,
o maior número de casos de delitos sexuais, 63 por 100 mil habitantes, em relação a qualquer outro país da Europa. Trata-se da segunda maior taxa do mundo. Na primeira vista, portanto, a Suécia pareceria um país mais perigoso de se morar do que outras nações do mundo. Mas, no fim das contas, trata-se de uma visão errada da realidade, segundo Clara Selling, socióloga do Conselho Nacional para a Prevenção de Crime em Estocolmo. Ela afirma que não se pode comparar as estatísticas de cada país, porque os procedimentos policiais e as definições legais dos crimes são muito elásticas. Abre aspas.
de registrar todo o caso de delito sexual separadamente, para torná-los visíveis nas estatísticas, afirmou. Como resultado, o número de estupros relatados tem crescido na Suécia. O número triplicou nos últimos sete anos. Mas, para Selin, as estatísticas não representam uma grande epidemia do crime no país, e sim uma mudança de atitudes. O debate público sobre esse tipo de delito na Suécia nas últimas duas décadas teve como efeito, afirmou Selin, o aumento da conscientização pública,
Pois é, mas voltando, em tempos que desembargadores acham normal uma menina de 12 anos se casar...
homenageada no Senado. Para desespero do Brasil paralelo.
eles precisam se manter vivas. E precisamos diminuir o número de órfãos da violência doméstica, porque uma coisa está diretamente relacionada com a outra. Para cada mulher assassinada, fica em média, pesquisas feitas pelo Instituto da Universidade Federal do Ceará, fica em média três crianças na humanidade. Entendeu? Então, o que é que se sabe sobre essas crianças que durante esses quase 20 anos ficaram órfãos?
fascista não é homofóbica. E se ela conviver numa comunidade que é assim, ela vai ser ensinada a ser assim. Ela vai aprender a ser assim. E se a escola precisa também ser capacitada através da equipe psicopedagógica para desconstruir esse entendimento, porque eu vejo que na minha casa acontece isso, então eu vou repetir, entendeu? É naturalizado. É naturalizado. Então, gente, eu quero antes de morrer ver essas instituições, assim, né? Essas políticas públicas.
fazendo uma diferença, rompendo com essa matança incrível e que a justiça seja mais séria. E outra coisa, essa educação não é só nas escolas, não é só a partir do ensino fundamental, em todos os níveis de ensino, porque em cada nível de ensino existe aquela especularidade da violência machista. Então, o que a gente precisa de pessoas, inclusive no poder judiciário, comprometidos com a justiça,
contra a mulher. E é isso. Tchau pra vocês. Vem pianinho. E hoje a gente fica por aqui. Esse episódio são áudios de Moreira da Silva, Brian McKnight, Luana Zucoloto, Cláudia Campolina, Pastor Henrique Vieira, Paola Oliveira, Choque de Cultura, Gil Brother, Hermes e Renato, Casimiro, Francial Cruz, Altas Horas, Fernanda Torres, Galãs Feios, Ariel Palácios, Rafa Mon, Thaís Bilenk, Natuzaneri, Angu de Grilo, Samia Bonfim, Maria Rita, Xadrez Verbal, Bebeldo Bebel Books, Elô D'Angelo, Carol Ito, Ana Bonassa, Letícia Sarturi, Uol,
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Thank you! Se quiser e puder, pingam lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio, no patreon.com barra medo e delírio em Brasília, na Orelo ou no pix medo e delírio em Brasília arroba gmail.com
redes sociais e também no loja.medoedelirimbrasilia.com.br Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora. Me permite uma parte? Não lhe dou uma parte. Consentimento não é permanente, consentimento não é automático, consentimento não é eterno, não é perpétuo. O fato de uma mulher aceitar sair com alguém, ir ao apartamento de alguém ou até mesmo iniciar uma relação sexual com uma, duas, três, quatro, cinco,
pessoas, não significa que ela consentiu com tudo. Então se em algum momento ela disser não, demonstrar resistência, medo, desconforto, se ela disser que não quer continuar e ainda assim for forçada a isso, é estupro. Tão simples quanto isso. E quando tem a participação de mais uma pessoa, a lei é clara e apresenta lá a causa de aumento de até dois terços para o estupro coletivo. Isso é o estupro coletivo. E o ponto mais importante aqui não é só jurídica, cultural.
Culpar a vítima, questionar o comportamento dela, roupa, escolha ou a presença no local dos fatos só reforça uma lógica muito perigosa de que o não da mulher não importa, mas importa. Importa sempre. Se você é mulher nunca, se sinta
Obrigada a continuar alguma coisa que você não queira. Se você é homem, entenda isso de uma vez por todas, né, irmão? Sem consentimento é crime. Manda pra alguém que precisa entender isso de uma vez por todas. Acabou? Não. Oi, Melo e Delírio. Sou Dilma de Carvalho e falo aqui de Maceió, Alagoas. Desde 2018, no dia 3 de março, quando aconteceu um tremor de terra, todo mundo vive as consequências de um desastre socioambiental provocado por uma mineradora, né, Braskem, que provocou um dano socioambiental para a cidade de Maceió.
Sempre faço questão de explicar. Nem tudo que se passa aqui, as pessoas ficam sabendo fora, né?
tremor foi apenas um alerta para a instabilidade de um solo que já vinha sendo danificado. E isso poderia acontecer a qualquer momento, porque a exploração das minas de Salgema foi instalada dentro de bares residenciais e na Laguna Mundal. Aí as casas e os prédios começaram a rachar. Várias ruas ficaram cheias de buracos, de crateras e foi aquele medo danado. O que estava por baixo da gente, a gente não sabia e não conseguia entender o porquê daquilo estar acontecendo.
E hoje cerca de 60 mil pessoas tiveram que deixar suas casas contra a sua vontade e estão testemunhando
Marros sendo destruídos. Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Farol, são hoje barros fantasmas. Enquanto que o Mutange deixou de existir completamente no mapa. Sem falar as pessoas que permanecem no que nós chamamos de região de borda. Estão completamente isoladas. Por exemplo, os flechais, as tebradas, as marquês de Abrantes. Os danos não são apenas materiais. Eles são também subjetivos. Danos morais coletivos. Que não tem preço, que não são visíveis.
Fala, por exemplo, das relações que os vizinhos tinham entre si. Construída ao longo de anos.
dos templos, dos grupos folclóricos, as manifestações culturais diversas, porque esses grupos todos se dispersaram. Essas pessoas estão em bairros totalmente diferentes e distanciados da cidade. E aí o tecido social rompido e para encabeçar a reparação desses danos invisíveis é que foi criado o Comitê Gestor de Danos Extropatrimoniais, que hoje eu tenho a honra de presidir. O grupo é formado por pessoas atingidas e por representantes de instituições sociais que atuam de forma voluntária, não remunerada,
responsabilizada numa ação do Ministério Público Federal a pagar uma multa de 150 milhões de reais para danos morais coletivos. Cabe a nós agora definir como esses recursos serão aplicados na reparação e no contexto do programa Nosso Chão, Nossa História, a gente executa com a parceria do UNOPES, Instituto da ONU para Desenvolvimento de Projetos. E aí a gente trabalha em parceria com organizações da sociedade civil, muitas delas são daqui de Maceió mesmo.
A gente coloca os projetos nas ruas e eles chegam às pessoas através de apoio na reconstrução.
da vida coletiva, da saúde mental, da cultura, na reconstrução dos vínculos sociais. Nós podemos afirmar que a reparação está acontecendo. E eu digo isso porque pessoas que há poucos meses não conseguiam sequer falar sobre o bairro onde moraram, hoje elas já conseguem passar por esses bairros, por algumas ruas, conseguem contar suas histórias, vai curando as dores, vai sendo ressignificada, a luta é transformada em movimento para seguir adiante. E nesse 3 de março, quando completam oito anos do primeiro tremor,
Maceió lançamos uma campanha para marcar a data e para que nada seja esquecido. Então, para sempre nosso chão, para a memória, a justiça e a reparação. Falar sobre o que aconteceu é fundamental para que o desastre assim, que desastre como esse não aconteça mais. Para que não caia no esquecimento e para que vocês, no medo e delírio, possam nos ajudar a manter essa memória viva, é que nós estamos divulgando. Acho importante também falar que os maceióenses veem a cidade para além de um destino turístico. Aqui, a cultura, a esperança, a vida.
talento. Marcelo é a terra de Djavan, de Marta, da Nise da Silveira, do Kaká Dieg, mas também é de, apesar de tudo isso, de muitas dores, né? E o território continua sendo território de luta em busca da justiça e através de trabalho para a reparação. Acabou? Não. Recentemente tem sido publicado na imprensa nacional extratos do relatório do Congresso americano de que as colaborações científicas com a China têm um caráter dual, encobertando aplicações militares de interesse do Exército de liberação do povo. O relatório é
Saiu um relatório de um comitê da Câmara dos Estados Unidos acusando a China de usar instalações na América Latina, inclusive no Brasil, para vigiar adversários. O relatório fala de uma rede de bases espaciais chinesas na região.
sem um tabuleiro geopolítico de grandes potências. Grande parte das estruturas citadas são instalações científicas legítimas, radiotelescópios, centros de pesquisas e áreas de rastreamento de satélite. Isso é essencial para o desenvolvimento da ciência espacial moderna. Hoje, a China investe cerca de 2,8% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, um dos maiores investimentos em ciência do planeta. E o Brasil tem, sim, parcerias estratégicas com a China, inclusive no setor espacial.
desenvolvem universidades, institutos de pesquisa e projetos que ajudam a desenvolver tecnologias, formação de cientistas e também infraestrutura científica nacional. Eu moro na China há 11 anos e participo de alguns desses projetos e posso garantir que tem mais coisa vindo por aí. O debate aqui não é sobre alimentar teorias conspiratórias contra instituições científicas, é sobre soberania. Queremos participar da ciência global colaborando com diversos países ou iremos aceitar pressões externas que tentam limitar
o nosso desenvolvimento tecnológico. E aí? Acabou? Não. Fala Cristiano, Pedro, Gui e ouvintes do Medo e Delírio. Aqui é Francisco Kelvin do MAB, o Movimento dos Atingidos por Barragens, que essa semana completa 35 anos. Estamos em mobilizações pelo Brasil pela regulamentação da Lei 14.755, a PNAB, Política de Direitos para as Populações Atingidas. Nós conseguimos que o Congresso aprovasse depois de tudo que passamos com Mariana, Brumadinho, e cobramos agora que o presidente Lula regulamente a lei.
que garante reconhecimento, reparação e dá responsabilidade para as empresas que causam esses crimes socioambientais. São mais de um milhão de pessoas morando próximas a essas barragens em risco em todas as regiões do Brasil, segundo os dados do próprio governo. Hoje, apenas os únicos que são contrários a uma regulamentação são as próprias empresas, de energia e mineração principalmente. O Estado brasileiro tem uma dívida histórica com essas populações, pescadores, pequenos agricultores, ribeirinhos, que desde a ditadura militar,
tem sido expulsos para a construção de hidrelétricas e barragens para diferentes usos, em nome de um progresso que nunca chegou. Então é tempo de regulamentar a PNAB. Vamos pressionar o governo Lula para que a política se torne uma realidade, com condições de reparar e garantir um futuro digno para a vida dessas pessoas. E Vida Longa ao MAB, um movimento fundamental para a construção de um país mais justo.
O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma? 200 baseados. Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto parma, vamos lembrar.
Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam virilho, hoje nem isso coça mais. Um opalão, um chevette, um golbolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extenso. Veja a gramatura.
Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxe.
Pronto, tá bom. Era isso. Acorda, vagabundo! Acorda! Acorda! Obrigado, minha gente! Deus proteja todos! Sejam felizes! Abra! Deus proteja todos! Creu!
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