Episódios de Medo e Delírio em Brasília

II - 2026.14 - (COM TRADUÇÃO) Que ano miserável…

06 de março de 20261h9min
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Desgraça!

Festa em BH, na Autêntica, dia 28/03!
Assuntos15
  • Conflito Irã-EUADiscurso de Trump sobre impedir guerras vs ação militar · Argumentos falsos sobre armas nucleares iranianas · Negociações diplomáticas sabotadas · Papel de Israel na escalação · Influência de Netanyahu sobre Trump · Morte de 160 alunas em escola de meninas
  • Entrevista Tucker CarlsonSegurança precária em embaixada americana · Confrontação sobre direito internacional · Crítica a comparação com Amalek · Debate sobre Bíblia literal e legitimidade de Israel · Questionamento sobre genealogia de Netanyahu · Crítica ao financiamento americano de Israel
  • Arquivos Epstein TrumpPromessa de Trump abrir arquivos Epstein · Três pessoas mais mencionadas: Epstein, Maxwell, Trump · Libertação de Ghislaine Maxwell para presídio de menor segurança · Testemunhos desaparecidos no arquivo sobre Trump · Relações de Trump e Epstein em verões passados
  • Sionismo CristãoCristãos evangélicos e apoio a Israel · Promessa divina da terra na Bíblia · Interpretação literal de Gênesis · Comparação com Amalek e genocídio · Fundamentalismo cristão e geopolítica · Posição de Mike Huckabee como embaixador
  • PEC da Escala 6x1Posição de Marcos Pereira sobre jornada de trabalho · Hipocrisia de políticos ricos vs pobres · Ócio como pretexto para criminalizar pobres · Herança da escravidão e lei da vadiagem · Desigualdade no lazer entre classes sociais
  • Epstein como possível agente de inteligência israelenseAlegações sobre conexão com Mossad · Ligações com elite política e acadêmica · Relações com Ehud Barak e empresas tecnológicas israelenses · Coleta de informações comprometedoras sobre figuras poderosas · Documentos recém-divulgados sobre atividades de Epstein
  • Netanyahu IsraelPressão para derrubada de Saddam Hussein em 2003 · Teoria de Netanyahu desde 1995 sobre Hamas e Hezbollah · Obsessão com derrotar Irã · Poder político de Israel nos EUA · Guerra do Iraque como resultado de pressão israelense
  • Tucker Carlson como crítico de Israel e TrumpAproximação com Trump durante segunda administração · Argumentos contra ataque ao Irã · Criação de desconforto para embaixador americano · Questionamento de teologia sionista · Crítica a apoio incondicional dos EUA
  • Roubos nucleares israelenses de material americanoRoubo de urânio da NUMEC na Pensilvânia · Sequestro de carregamento belga no Mediterrâneo em 1968 · Construção da bomba nuclear israelense · Negação de posse nuclear e inspeções · Complicidade governamental americana
  • Jornalistas mortos em GazaNúmero de profissionais de imprensa assassinados · Israel como oitavo inimigo (mídia) · Falta de transparência em números de civis mortos · Comparação com operações militares de outros países
  • Ler a Bíblia de forma literal é impossívelProblema das traduções de textos originais · Contradições entre diferentes livros bíblicos · Impossibilidade de escolher qual versão usar · Textos poéticos não devem ser lidos literalmente · Crítica ao fundamentalismo cristão · Exemplos de Pilatos, escravidão, divórcio
  • Subsídios americanos a Israel e benefícios sociais3,8 bilhões anuais em apoio militar · Manufatura de munição nos EUA · Sistema de defesa Domo de Ferro produzido internamente · Saúde gratuita em Israel · Aborto gratuito em Israel · Questão de por que EUA subsidia país com padrão de vida mais alto
  • Dictatorship e hipocrisia na aplicação de leisImpunidade para filhos de ricaços · Atropelamento sem consequências para herdeiros · Tráfico de cocaína em helicóptero · Morte de animais sem punição · Duplo padrão de justiça
  • Festa Medo e DelírioEvento em 28 de março · Apresentação de DJ Matias Pinto do Xadrez Verbal · Mixtape de uma hora · Ingressos no Simpla em terceiro lote
  • Pix Recorrente para sustentar podcastFinanciamento direto do Medo e Delírio · Contato para doações · Loja online da produção
Transcrição137 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Esse podcast é distribuído pela Central 3. Esse é um daqueles episódios com e sem tradução. Essa versão aqui é a versão sem tradução. Se você quiser a outra versão, procura lá no nosso feed. Mas antes de começar, dois avisos. Ah, porque não sei o quê, porque eu quero ajudar o Medo Delirio e tal. Melhor forma. Pix Recorrente no Medo e Delirio em Brasília, arroba gmail.com. Atenção! Chegou a vez de Minas Gerais sentir a bagunça da festa do Medo e Delirio em Brasília, hein? O Medo e Delirio em Brasília agora pousa em Belo Horizonte. Cê é louco?

E também com as latinidades do DJ Matias Pinto do podcast Xadrez Verbal. E uma hora de doideragem sonora com a mixtape do medo e delírio. Ingressos no Simpla. E vamos que bora que já tá no terceiro lote, hein? Agora bora pra abertura. Nós já temos a fala mais nojenta do ano.

E olha que ainda é fevereiro. Não, não é. Já acabou? Sim. Claro que a pessoa tem que ter lazer, né? Mas olha, lazer demais também. O ócio demais faz mal. A população vai fazer lazer onde? Teu cu! O povo não tem dinheiro. Infelizmente. Sinceridade completa. Aí vai ficar mais exposto a drogas. Filho da puta! A jogos de azar. Assumir o problema do jogo. Ficou bem nenhum. Falo Guedes! Pode ser o contrário. Ao invés de lazer, pode ser o mal. A sua mão é meu pau.

Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou no sertão lá no Nordeste? Porra, vai tomar no cu, porra! Foi assim que o Marcos Pereira... Filha da puta! Calma! ...presidente do Partido Republicanos, aquele mesmo do Tarcísio... Tarcísio, é insuportável. É verdade. Concordamos! Resolveu defender a escala 6 por 1. Sou ousado! O presidente de um partido que tem uma porrada de deputado fazendo uma escala 3 por 4 acha que o pobre precisa trabalhar mais porque o ócio faz mal. Eu odeio o pobre! Os pobres tudo indo pra mais!

Porque o lazer do pobre é ósseo, mas o lazer do rico é descanso merecido. Como traduzir para ficar um pouquinho mais simples? Se você tiver dois dias de folga, automaticamente vira drogado, apostador ou pior, criminoso mesmo. Geralmente são marginais, terroristas, maconheiros. Descansou? Perigoso. Muito perigoso. Terrorista. Viu a sua família? Suspeito. Suspeito. Dormiu oito horas? Delinquente. Maconheiro.

O cara não está preocupado com a sua saúde. Ele está preocupado com o excesso de lazer do pobre. Me acuso de não olhar para o pobre? O problema não é salário baixo. O problema não é a falta de política pública. Muito menos a ausência de acesso à cultura, esporte ou lazer. O problema é você ter mais tempo livre. Democracias sérias e maduras como os Estados Unidos da América, como o Japão. Todas as pessoas trabalham até a exaustão.

Porque se você mora na periferia ou no sertão, você não pode querer descanso. Seu papel é trabalhar e agradecer.

A coisa que você mais odiava é que você teve que fazer. Trabalhava. Isso aqui é a cabeça de uma grande parte da Câmara dos Deputados. Podre! Eu quero revisar aqui com vocês. O Brasil tem 300 anos de escravidão. De chicote. Nós vivemos uma escravidão de 300 anos. Existe um processo que a República não resolveu, que é da escravidão. Que é grave.

Sabe como acabou a escravidão no Brasil? Acabou assim. Uma abolição que não garantiu moradia, dignidade, cidadania,

Em vez de terra e trabalho para os escravos, eles criaram uma lei, que era a lei da vadiagem. Então, os capoeiristas, as pessoas que estavam à procura de trabalho na rua, que fosse tudo isso, entende? Os vadios, como eles falavam, os mendigos, os bêbados, iam para a cadeia.

E tem mais uma ironia bem grande aqui. A ironia de que quem decide manter 44 horas semanais não pega ônibus lotado às 5 da manhã. Nem fodendo! Não enfrenta a escala de shopping. Não trabalha em hospital, telemarketing ou supermercado em pé o dia inteiro. Nem fodendo, Cristiano, nem fodendo.

Então pega no meu pau. Mas não para o filho do herdeiro que atropela e mata a gente. Tem que ser falado. Ele diz que o ócio faz mal. Porra nenhuma. Mas não para o filho do herdeiro que é pego com cocaína num helicóptero. É isso mesmo. O ócio faz mal. Mas não para o filho do herdeiro que mata um cachorro apauladas e vai para a Disney. É uma hipocrisia generalizada. No fundo, o que incomoda não é o lazer. É a ideia de que o trabalhador merece viver e ser feliz.

Para muita gente em Brasília, isso é revolucionário demais. Que Deus tenha misericórdia dessa nação. Você percebe a loucura? Legal.

e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil

Duvidoso, né? Fora seu medo e delírio em Brasília, pô. Eu não ouço medo e delírio. É escrito por Pedro Doutro. Um abraço, Doutro. Meu queridíssimo Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiros. Um beijo pro Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Eu consegui descobrir quem está por trás do medo e delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras.

Esse é o episódio 14 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora. Bora. Que ano miserável, hein? A coisa que você mais odiava é que você teve que fazer. Cabalhado.

miserável esse ano de 2026. E a quadra é tão miserável que, pela primeira vez na história, um chefe de Estado, dá pra dizer isso, foi morto por um ataque aéreo de outro país. O Trump, o presidente vitalício do inacreditável Conselho da Paz, agora tem um sequestro e um assassinato de chefe de Estado pra sua coleção. E tudo isso em pouco mais de um ano da segunda encarnação dele na presidência dos Estados Unidos. E, como de hábito, nada faz sentido.

o Trump estivesse fazendo de tudo para rachar o pessoal do MAGA. Tem duas coisas que são muito caras à base de apoio do Trump. A primeira tem a ver com os arquivos do Epstein, os Epstein Files. Durante a campanha, o Trump, amigão do Epstein, prometeu abrir os arquivos, mas assim que voltou à Casa Branca, fez de tudo para enterrar os mesmos. As três pessoas mais mencionadas no arquivo do Epstein são Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell e Donald Trump.

na prisão, outro morreu na prisão e outro é o presidente dos Estados Unidos. Que trama, hein? E o presidente em questão, muito curiosamente, tirou a Ghislaine, viúva do Epstein, de uma prisão de segurança máxima e mandou ela pra uma prisão de segurança mínima, com condições muito melhores. Por que será? E quem fez esse acordo com a Ghislaine foi um advogado do Departamento de Justiça, que até 2024 era advogado pessoal do Donald Trump. E olha como Trump fala da Ghislaine hoje em dia.

A única chance dela sair da prisão é um indulto seu. O senhor consideraria? De quem estamos falando? Ghislaine Maxwell. Eu não ouço esse nome há muito tempo. O senhor é um canalha, dissimulado. Pô, eu teria que dar uma olhada, eu teria que dar uma olhada. Pô, lembra muito isso aqui, hein? Eu tô falando sobre o David Duke e a Ku Klux Klan, mas...

sobre... Honestamente, eu não conheço o David Duke. Eu acho que eu nunca conhecia ele. Tenho quase certeza que não conhecia, mas o que acontece é que eu não sei nada sobre ele. Mas não corra, rapaz. Ela foi condenada por tráfico sexual de menores. Sim, mas eu vou ter que dar uma olhada nisso. Eu tenho que perguntar pro Departamento de Justiça. A porra! A pessoa tá condenada por tráfico de criança pra exploração sexual. Mas o Trump, não, não.

Melhor dar o benefício da dúvida. Tenho que dar uma olhada pra ser justo, não é verdade? O Trump tem que dar uma olhada nos arquivos com 38 mil citações ao...

Donald Trump. Olha só! E obviamente a base maga está enlouquecida com o Trump. E com a forma como ele lida com os arquivos do Epstein. Mas o Trump não tem muito pra onde correr, né? É o famoso instinto de sobrevivência. Tá, então, mas vamos passar pra segunda coisa que enlouqueceria a base de apoio do Trump. Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. O presidente americano, Donald Trump, confirmou que grandes operações de combate estão em andamento. Nossa, e logo o Trump, né? Olha o discurso da vitória dele em 2024.

Disseram, ele vai começar uma guerra, eu não vou começar a guerra, eu vou impedir guerras. Tá, mas bora para 2011, voltar lá para 2011, diretamente da sala do Trump na Trump Tower. Nosso presidente vai começar uma guerra com o Irã porque ele não tem absolutamente nenhuma capacidade de negociar. Ele é fraco e ineficiente. Então o único jeito que ele descobriu para se reeleger, e pode ter certeza disso, é entrando em guerra com o Irã.

Ele estava falando do Obama aí. Tudo o que a base do Trump não queria era uma guerra no Oriente Médio.

Obviamente, a guerra no Iraque é um grande erro. Gastamos 2 trilhões de dólares, milhares de vidas e nem sequer temos esse dinheiro. Nunca deveríamos ter estado no Iraque. Desestabilizamos o Oriente Médio. Eles mentiram. Disseram que havia armas de destruição em massa, mas não havia. E eles sabiam que não havia. Não havia armas de destruição em massa. E a pergunta é, com todo esse desgaste envolvendo os arquivos do Epstein, por que caralhos o Trump ia começar uma guerra que fraturaria ainda mais a base de apoio dele?

alegando que os Estados Unidos corriam um perigo iminente devido a armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que se provou ser um absurdo. Em seu discurso sobre o Estado da União, Trump disse que o Irã estava trabalhando na construção de mísseis e que em breve chegariam aos Estados Unidos da América. Horas antes desse discurso, o seu enviado especial, Steve Vitkoff, afirmou que o Irã estava há uma semana de ter material para a fabricação de bombas de nível industrial. Compulsão por mentira.

Como você sabe, as instalações deles foram obliteradas. Instalações nucleares do mal. Pois é, aí o Trump está falando dos ataques que Israel fez no Irã em 2025. Israel fez esses ataques, obviamente, em parceria com o Trump. Mas o envolvimento dos Estados Unidos no ano passado foi menor do que o atual. Na época, os Estados Unidos ajudou com inteligência e interceptação de mísseis e, nos últimos dias da Guerra dos Doze Dias, atacou três instalações nucleares iranianas.

que eles vão voltar a usar armas nucleares tão cedo. Mas eles disseram que destruíram a capacidade nuclear do Irã em 2025. Qual seria a ameaça em 2026? Teoricamente seria nenhuma, né, porra? E as negociações estavam andando. Um dos mediadores era o chanceler do Oman. E olha, ele na imprensa americana horas antes do ataque de 2026 começar. Acho que o acordo de paz está ao nosso alcance. O acordo de paz?

o espaço necessário para chegar lá, porque não acho que nenhuma alternativa à diplomacia vai resolver esse problema. Porque se o objetivo final é garantir para sempre que o Irã não vai ter uma bomba nuclear, acho que podemos resolver esse problema por meio dessas negociações, ao concordarmos com um avanço muito importante que nunca havia sido alcançado antes,

E o que é essa coisa com a qual o Irã concordou que nunca havia sido concordado antes? Você pode dar alguma ideia? A conquista mais importante, acredito eu, é o acordo de que o Irã jamais terá material nuclear capaz de produzir uma bomba. Eu acho isso uma grande conquista.

Isso não estava previsto num antigo acordo negociado durante o governo do presidente Obama. É algo completamente novo. Isso torna o argumento do enriquecimento menos relevante, que agora estamos falando de estoque zero. O chanceler diz que o urânio enriquecido que o Irã já tem seria transformado em combustível e que aí não poderia voltar a ser enriquecido.

o coração do acordo, segundo ele. E sem esse urânio enriquecido, não tem bomba. Os iranianos teriam concordado pela primeira vez sobre esse tema. E o chanceler do Oman confirmou que disse tudo isso para o J.D. Vance numa reunião lá nos Estados Unidos. E ainda assim... Olha, o que ele, o chanceler do Oman, escreveu no Twitter no dia 28 depois do ataque? Estou consternado. Negociações ativas e sérias foram mais uma vez minadas. Nem os interesses dos Estados Unidos, nem a causa da paz mundial são bem servidos por isso.

e oro pelos inocentes que sofrerão. Exorta os Estados Unidos a não se deixarem envolver ainda mais. Esta não é a sua guerra. Pois é, essa guerra é de Israel. Quem puxou Trump para a guerra foi Israel. E não vem dizer que é a teoria da conspiração não, hein? Bora com uma matéria no New York Times, no dia 2 de março, escrita por uma galera. Mark Mazzetti, Julian E. Barnes, Tyler Pager, Edward Wong, Eric Schmidt e Ronan Bergman. Havia poucas vozes se manifestando contra uma ação militar. Uma exceção foi Tucker Carlson.

O podcaster de direita e aliado próximo do presidente, que se reuniu com ele no Salão Oval três vezes no último mês para argumentar contra o ataque. Ele descreveu os riscos para o pessoal militar americano, os preços da energia e os parceiros árabes na região, caso os Estados Unidos entrassem em guerra com o Irã. Ele disse ao presidente que ele não deveria se deixar encurralar por Israel, argumentando que o desejo israelense de atacar o Irã era o único motivo pelo qual os Estados Unidos sequer consideravam um ataque.

Ninguém! Ele encorajou o Sr. Trump a conter o Sr. Netanyahu.

Ué, os Estados Unidos não tinham atacado o Irã porque o Irã teria mísseis que podiam atingir os Estados Unidos? É mentira. Mas para quem ainda duvida, já que a notícia envolve o Carlos Truc, bora com o Marco Rubio, secretário de Estado ou ministro das Relações Exteriores, chanceler, sei lá, dos Estados Unidos. Ficou abundantemente claro que se o Irã fosse atacado por qualquer um, pelos Estados Unidos, por Israel ou por qualquer outro, eles iriam responder e responder contra os Estados Unidos.

contra as forças americanas. E sabíamos que, se não os atacássemos preventivamente antes que lançassem esses ataques, sofreríamos mais baixas e talvez até mais mortos. Então estaríamos todos aqui respondendo a perguntas sobre por que sabíamos disso e não fizemos nada. O que o Rubio está dizendo é que os Estados Unidos entrou na guerra por causa de Israel. Isso é fato, mas o motivo... É mentira! Mas é, bastava o Trump falar aos quatro ventos que um ataque israelense seria inaceitável, suspender a inteligência com Israel, ameaçar suspender os repassos de bilhões

que condenavam qualquer chance de guerra. Embora as más línguas digam que o príncipe saudita esquartejador de jornalista em privado fez pressão pela guerra pra cima do Irã. Porra, não é o Trump que impediu não sei lá quantas guerras e é um grande negociador? Se o Trump não quisesse a guerra, ele daria um jeito de impedir o Netanyahu, porra. Mas talvez o Netanyahu tivesse na manga alguma coisa que o Trump quer esconder. Mas aí então a gente precisa voltar pro primeiro ponto. E tudo que vai aqui não é conspiração não, hein?

Novos arquivos de Jeffrey Epstein reacenderam alegações explosivas de que o pedófilo condenado trabalhava secretamente como agente de inteligência estrangeiro. Mensagens do último lote de documentos supostamente incluem referências à agência de espionagem israelense Mossad e a equipamentos secretos de vigilância que teriam sido instalados nas casas de Epstein.

Os documentos parecem pintar um quadro obscuro dos contatos internacionais de Epstein e alimentam especulações de que ele coletava informações comprometedoras sobre figuras poderosas. De acordo com o New York Times, arquivos recém-divulgados incluem alegações de um informante confidencial do FBI de que o bilionário pedófilo era um agente cooptado do Mossad. O relatório do FBI de outubro de 2020 afirma que a fonte se convenceu de que Epstein era um agente cooptado do Mossad e alega que o financista havia sido treinado como espião.

O relatório alegava que Epson tinha ligações com círculos de inteligência dos Estados Unidos e de países aliados através de seu advogado de longa data, Alan Dershowitz, citando conexões com a elite acadêmica e política. Mas Dershowitz rejeitou as alegações. Já se sabia de alguma relação. É sabido que o pai da Ghislaine era um agente da inteligência israelense. O pai dela era um ricaço inglês, dono de jornal, que ajudou o Mossad a enterrar umas fotos que denunciaram as armas nucleares que Israel negava ter lá na década de 80.

O genro do Trump. E isso está nos e-mails também. Na verdade, os seus laços com o sistema político israelense e também com o mundo da inteligência vão muito além disso. Ebsen não era, de forma alguma, um servidor do Estado de Israel no sentido de um funcionário público, mas sim alguém que se via claramente na obrigação de prestar os serviços que lhe eram solicitados às elites israelenses e à sociedade israelense como um todo. E por meio de suas interações com Ehud Barak, não vemos apenas as interações de dois homens poderosos,

vemos empresas israelenses do setor privado ligadas ao sistema de inteligência israelense, a Unidade 8200, a Unidade 81, o setor de tecnologia, sendo utilizadas por eles para obter ganhos financeiros para Ehud Barak, mas também para expandir o setor e obter benefícios financeiros para as pessoas que trabalham nele em Israel. Ele fala Barak, né? É o Ehud Barak que foi primeiro-ministro de Israel e antes tinha chefiado a inteligência israelense. O Epson estava profundamente inserido nas elites israelenses e,

Independente de suas próprias visões políticas e da posição política de Ruth Barak dentro de Israel, eles tinham um compromisso ideológico mais amplo de fazer o que era certo para Israel, na visão deles de canalizar dinheiro para setores tecnológicos e estratégicos israelenses importantes e buscar os interesses geopolíticos do Estado de Israel. Acho que dá pra dizer que o Mossad sabe muito bem o que o Trump fez nos verões passados, na companhia do seu grande amigo Epstein. E a guerra veio justamente num momento delicadíssimo.

Exclusivo, dezenas de depoimentos coletados pelo FBI parecem estar faltando nos arquivos Jeffrey Epstein.

os testemunhos da mulher que acusa o presidente Donald Trump. Estão faltando cerca de 90 documentos com depoimentos de testemunhas de Jeffrey Epstein, testemunhas dos abusos de Jeffrey Epstein, incluindo uma mulher que alega ter sido abusada por Jeffrey Epstein pela primeira vez quando tinha 13 anos de idade. Ela afirma que os abusos continuaram depois e que teria sido assediada sexualmente também por Donald Trump. E os depoimentos relacionados a essa mulher estariam faltando, não estariam no site.

Olha como descobriram o sumiço.

de Jeffrey Epstein e de Donald Trump. Mas antes de continuar, uma mensagem dos nossos anunciantes. Dia 8 de março está chegando e a gente não tem nada para comemorar. O feminicídio só aumenta. A cada seis horas uma mulher é assassinada no Brasil por ser mulher. A maioria delas por uma pessoa próxima. Mas a violência não começa com uma morte, começa pequena. E é para aprender a ler esses sinais que a Bebel Books publicou o livro Boy Dodoy. Histórias reais e ilustradas sobre masculinidade tóxica.

Boy Dodoy é homem doente pelo patriarcado. É o cara que acha que tá fazendo sucesso, mas só tá fazendo merda. São 11 histórias em quadrinhos criadas a partir de mais de 300 relatos recebidos, com exemplos de comportamentos que são bizarros, inaceitáveis, mas de um jeito leve e divertido. É paradoxo que chama isso aí. Editada por Bebel Abreu, Carol Ito e Elodângelo, a coletânea conta com um grande elenco de quadrinistas. Já ganhou prêmio e já foi até traduzida pro alemão. Ai, negrou, se confundiu.

no ensino médio para debater a questão e em reuniões de reflexão e responsabilização por agressores condenados pela lei Maria da Penha. E olha, 20% das vendas vão ser revertidas para o Levante Mulheres Vivas, que em dezembro mobilizou mais de 100 cidades brasileiras, hein? Maravilhoso! E vai estar também na reunião da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU em Nova Iorque por Ações Não Palavras. Caralho, maluco, é brabo! Aí vale lembrar que dia 8 tem manifestações pelo Brasil afora. Procure saber!

São Paulo é uma hora da tarde no MASP. Aí no bebelbooks.com.br também tem muito mais coisa legal. Bom, de volta ao episódio. Vamos falar basicamente das motivações da guerra. O que aconteceu depois do primeiro míssil cair em terra vai ficar fora desse episódio. A gente só vai falar do balde de merda que virou o Oriente Médio. Bora pra Ksenia Svetlova no dia 1º de março no Haaretz. Desde a invasão do Kuwait pelo Iraque, não se viam cenas como essa no Oriente Médio. No sábado, o aeroporto internacional do Kuwait foi atingido.

O hotel Fairmount, na Palm Jumeirah, em Dubai, foi consumido pelas chamas. Manama, capital do Bahrein e sede da 5ª Frota dos Estados Unidos, lutava para se defender de mísseis iranianos. Os sauditas, que também relataram ataques em seu território, metiram uma declaração furiosa, acusando Teherã de um ataque covarde e criminoso, e declarando que Riyadh se reservava o direito de responder. Como maior potência do Golfo, a Arábia Saudita expressa, em grande parte, o pensamento de outros estados da região.

sistema antimísseis do Kuwait derrubou um punhado de jatos americanos sem querer. Nas semanas que antecederam o ataque Estados Unidos e Israel, os países árabes tentaram dissuadir Donald Trump de uma ação militar. Temiam precisamente esse cenário, especialmente porque os próprios iranianos alertaram que, dessa vez, as coisas seriam diferentes. Durante a guerra de 12 dias, em junho passado, o Irã colocou uma barragem simbólica contra a base de Al-Udeid, no Catar, chocando os líderes árabes mesmo na época.

está postando tudo, sinalizando uma mensagem de linha dura. Se o Irã for atacado, seus vizinhos árabes pagarão um preço alto. No primeiro dia da nova guerra, essa estratégia desmoronou completamente. Os líderes árabes assistiram à estrutura de segurança regional que haviam passado anos tentando construir, se despedaçar diante de seus olhos. As forças iranianas enfurecidas estão agora disparando em todas as direções, inclusive no Oman, que emitiu uma declaração de apoio a Teherã

Irã e os Estados Unidos. A mensagem é inequívoca. Enquanto o regime iraniano permanecer no poder, continuará a gerar instabilidade e não hesitará em prejudicar até mesmo aqueles que tentaram se acomodar a ele. Nesse contexto, a aliança entre os Estados Árabes e os Estados Unidos, a potência que ainda move as peças no tabuleiro geopolítico da região, provavelmente se fortalecerá. Enquanto a Rússia, a China e a União Europeia observam em grande parte a margem, Washington está moldando os acontecimentos.

E porra, o mais bizarro e cruel é que logo no começo dos ataques, um míssil caiu numa escola de meninas. Estão se falando em mais de 160 alunas mortas. Bom, é só isso que a gente vai falar dessa guerra, porque esse episódio vai fazer uma curva complicada. Essa guerra no Oriente Médio tem tudo a ver com os cristãos sionistas. E talvez o melhor representante deles seja o atual embaixador dos Estados Unidos em Israel, o pastor Mike Huckabee,

Durante muitos anos, apresentador da Fox. Olha a merda aí. E ele foi entrevistado por um antigo colega seu da Fox. O seu, o meu, o nosso, Carlos Truc. Que ninguém se engane, hein? O Tucker Carlson, o nosso Carlos Truc, é um grandissíssimo filho da puta. Seu filho da puta. Vai levar um tiro nesse curso, filho da puta. Capaz de falar vilezas inimagináveis. Mas, nessa entrevista, ele colocou o embaixador pra bailar, hein? Mas, mesmo assim, tiveram momentos bem esquisitos, claro. Desculpa, tô sendo babaca de novo.

Você tá mesmo. Eu sei, eu sei, eu sei. Eu sou muito babaca. Eu vou escrever isso. Você tá certo, você tá certo. Ele é um babaca. Eu sou babaca, todo mundo sabe. Que beleza. A entrevista tem duas horas e meia. Quase duas horas. Aproximadamente duas horas. Mais de duas horas. Mais de duas horas de conversa. E os primeiros 25 minutos é o Carlos Truque esculachando a embaixada dos Estados Unidos em Israel. Nenhuma segurança foi oferecida ao Tucker Carlson.

entre o aeroporto e a embaixada. E o Tucker Carlson estava preocupado com a segurança dele, porque dias antes o Netanyahu tinha chamado ele de nazista. A entrevista, no fim das contas, foi no aeroporto, no terminal diplomático. E enquanto a entrevista rolava, parte da equipe do Tucker Carlson estava sendo interrogada pelos israelenses. E o pessoal da embaixada só assistindo, sem fazer nada. E isso no terminal diplomático. Aí, depois dessa introdução de 25 minutos, a entrevista, enfim, começa. E já começa assim.

Eu disse que eu odeio sionistas cristãos. Eu perdi o controle. É claro que não odeio. Já me desculpei por isso. Eu tenho um problema com raiva. Então eu quero me desculpar porque você é um sionista cristão. Bom, cristãos sionistas são fundamentalistas cristãos que acham que o Estado de Israel é um direito divino. E é basicamente disso que se trata a entrevista. E não, esse podcast não é sionista. Ah, porra! Algumas pessoas dizem que aqueles que abençoarem Israel serão abençoados. Eu sei que é uma referência ao Gênesis.

Não, brother.

na Precedente Histórico. E o próximo ano de Precedente Histórico que ele cita é 1948, o início da Nakba. Acho que o que estamos dizendo é que quando um país se estabelece e segue o direito internacional, e ele é considerado por vários órgãos como nativo de sua pátria, como Israel é, então é sua pátria e remonta a 3.800 anos, a época de Abraão. Não é que o povo judeu simplesmente

apareceu aqui em 1948 e disse, vamos ficar com um pedaço de terra aqui. O que ele está dizendo é que o povo judeu é o povo originário da Palestina. E olha essa invertida do Carlos Truc. Porra, e é foda ficar elogiando esse cara em puta que pariu. Então o que você está dizendo é que existe uma estrutura moderna legal e que um país que respeita o direito internacional tem o direito de existir. Eu diria que é parte da sua existência.

O inverso também seria verdadeiro, ou seja, um país que não respeita o direito internacional perde o direito de existir? Não necessariamente.

se tiver capacidade de permanecer e fazer o seu caso. Mas a Enem precisa seguir lei internacional. Aí o Carlos Truque dá uma voadora. Então se Israel não cumprisse o direito internacional, seja lá o que isso for, ele seria menos legítimo? E a resposta do Huckby é cretina, claro. Mas vamos seguir. A coisa mais importante que está acontecendo na nossa cultura agora é saber se as pessoas que estão gritando do rio ao mar nas ruas têm ou não um ponto de vista legítimo quando dizem que não deveria haver uma pátria judaica, que não deveria haver um Estado judeu.

Alguns judeus e alguns israelenses adoram reclamar quando os palestinos falam isso. Mas olha de onde vem essa expressão. Segundo o historiador americano Robin Kelly, a frase começou como um eslogan sionista que significava as fronteiras de Eretz Israel. O historiador israelo-americano Omer Bartov observa que a utilização sionista dessa linguagem é anterior à criação do Estado de Israel em 1948 e começou com o movimento revisionista do sionismo,

que defendia o estabelecimento de um Estado judeu em toda a Palestina e tinha uma canção que incluía o Jordão tem duas margens, esta é nossa e a outra também, sugerindo um Estado judaico que se estendesse até além do Rio Jordão. Em 1977, o conceito apareceu em um manifesto eleitoral do partido político israelense Likud, que afirmava que entre o mar e o Jordão só haverá soberania israelense. A ideologia atual do governo israelense em 2024 tem suas raízes no sionismo,

que visava todo o território da Palestina sob mandato britânico. Ah, vamos voltar para a entrevista, que agora é a hora em que o embaixador uniu todos os países árabes, deixando todos chocados com a sua declaração. Estamos falando de sionismo cristão. A ideia é de que, como cristão, eu acredito tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Por que não acreditaria? Eu sou uma pessoa do livro. Existem 80 milhões de cristãos evangélicos nos Estados Unidos.

O que nos define é a nossa adesão às Escrituras. Nossa crença de que a Bíblia é toda ela, não apenas uma parte,

É a palavra de Deus. É aquele desafio, né? Faça tudo que tá na Bíblia e não seja preso. Tem estupro de virgem, obrigação de casamento, divórcio é proibido. Não pode comer camarão, não pode fazer a barba, escravidão por dia, não pode cortar o cabelo. É pela entrevista já dá pra cravar que não faz muito tempo o Huckabee pecou, hein? Quem falou isso? Como sempre, com toda a propriedade do mundo, foi a nossa Tupac Guerra. Tá lá numa parte, escutem ela lá. Então se eu acredito no Antigo e no Novo Testamento,

que tem um chamado muito específico ao povo judeu que começou com Abraão. Deus o chamou de onde ele estava, que hoje é o Iraque, dizendo, vem para onde eu te enviar. Ele foi, e aquela era a terra, Gênesis 12, 3, e ele diz, abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Em Gênesis 17, ele olha para o mundo e diz, olha, esta é a terra que te dou. Eu creio que desde então há pessoas vivendo nessa terra.

conectados àquele momento da história. Portanto, há uma conexão histórica. Não tem, não tem. E o do Carlinho Truque estava preparado. Você recorreu ao Gênesis. O capítulo 15 é antes de Abraão. É Abraão recebendo de Deus a notícia de que seus descendentes vão herdar a terra. E aí você me diga, como teólogo, se estou entendendo errado. Mas do Eufrates ao Nilo. Acho que está certo.

todo o Oriente Médio. Isso incluiria o Levante. Então incluiria Israel, Jordânia, Síria, Líbano. Também em grande parte da Arábia Saudita e do Iraque. Não sei se chegaria tanto. O que é complicado? Seria bastante terra. Mas a questão é a seguinte. Seriam muitos lugares que hoje em dia são países. Essa área específica da qual estamos falando agora, Israel, é uma terra que Deus

por meio de Abraão a um povo que ele escolheu. Era um povo, um lugar e um propósito. Podemos olhar por essa perspectiva. Sionismo cristão. Quero voltar porque foi lá que tudo começou. Não vou te deixar escapar dessa porque você já disse três vezes que Deus deu essa terra para um povo. Porra, e o maldito do Carlinhos Truque estava com a faca nos dentes, hein? Obrigado, meu Deus! Com todo respeito, é perfeitamente justo da minha parte perguntar de que terra você está falando. Vai responder, não, puta!

Eu acabei de ler Gênesis 15, como já fiz muitas vezes. E lá a Craig diz que essa terra vai do Nilo ao Eufrates, que é, mais uma vez, basicamente todo o Oriente Médio. Então Deus deu essa terra ao povo judeu ou não deu? Você está dizendo que sim. Mas o que isso significa? Israel tem direito a essa terra? Porque você está se baseando em Gênesis. Você está dizendo que esse é o documento original. Não seria problema nenhum se pegassem tudo.

Caralho! Essa frase caiu como uma bomba no Oriente Médio. Mas calma. Você acha aceitável o Estado de Israel anexar toda a Jordânia e tudo mais? Eles não querem anexar. Não estão pedindo para anexar. Mas você está dizendo que a razão pela qual Israel é legítimo, que tem esse direito inerente de existir, é em parte porque Deus já deu a seu povo. E eu estou consultando a mesma Bíblia a qual você se refere e notando que se trata de uma enorme extensão de terra. Então se Deus deu a eles a terra, eles têm o direito de tomá-la agora.

segundo a sua definição, a não ser que eu não esteja entendendo alguma coisa. Estamos falando desta terra onde Israel, o Estado de Israel, vive agora, e onde deseja ter paz. Eles não estão tentando tomar a Jordânia, não estão tentando tomar a Síria, eles não estão tentando tomar o Iraque ou qualquer outro lugar, mas eles querem proteger o seu povo. Eles não estão tentando tomar o Líbano. Nos últimos meses, Israel tacou bomba, além de na Palestina e no Irã, também no Líbano,

no Iraque, no Iêmen, no Catar, além de ataques em territórios marítimos da Tunísia, de Malta e da Grécia. Talvez, sei lá, a Bíblia explique isso também. Mas você está dizendo que, como homem religioso, como cristão, como sionista cristão, você concorda com muitas comunidades religiosas aqui de Israel de que a justificativa para esse país é teológica. É um contrato entre Deus e seu povo. E eu estou lhe dizendo que esse contrato inclui uma extensão de terra muito maior do que os atuais estados-nação.

Então você pode ser um sionista ainda mais fervoroso do que os judeus que vivem em Israel. Ah, porra! Vocês parecem malucos, porra! Estou tentando entender as implicações da sua teologia para a geopolítica. Maravilhoso! Porque o senhor está dizendo que o atual governo de Israel tem o direito moral de tomar posse do que agora são países de outros povos. Não disse isso. Então o que disse? Acho que existe um entendimento de que o povo de Israel hoje, se acabar sendo atacado por todos esses lugares e vencer essa guerra e tomar essa terra,

Então tudo bem, mas essa é uma discussão completamente diferente. Rapaz, que entrevista, hein? E foi tudo tão absurdo que o embaixador virou tipo o Norvana do mundo árabe. O cara conseguiu unir todos os países. Países árabes e islâmicos estão condenando os comentários feitos pelo embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee. A crise diplomática vem se desenrolando durante todo o final de semana desde os comentários. Fizeram uma nota e autografaram.

Emirados árabes, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Oman,

Bahrein, Líbano, Síria e o Estado da Palestina, além da Organização de Cooperação Islâmica, a Liga Árabe e o Conselho de Cooperação do Golfo. O Huckab tentou consertar várias falas da sua problemática entrevista, mas não essa parte sobre o versículo que daria aos israelenses uma espécie de direito divino sobre boa parte do Oriente Médio. A segunda pergunta é igualmente urgente. Quem são as pessoas? Os modernos? Sim, quem são os descendentes? Os descendentes de Abraão, né?

certas pessoas têm direito a uma região altamente disputada, que elas a possuem em algum sentido profundo. Então acho justo perguntar, quem são essas pessoas e como podemos saber disso? Os ancestrais do atual primeiro-ministro não eram daqui, segundo registros históricos. Ele não tem a escritura. Bibi Netanyahu, por um lado, tem a família da Polônia. Eles são do leste europeu. Então como sabemos que ele tem alguma ligação com o povo a quem Deus prometeu a terra, os descendentes de Abraão? Como podemos saber disso?

Mas se eles acreditam realmente que a palavra da Bíblia é a palavra de Deus e que a palavra de Deus tem que ser respeitada, então, levando em consideração essas duas premissas, seguindo o texto da Bíblia, o Estado de Israel seria algo divino. Os pais de Netanyahu não falavam hebraico. Eles não moravam nessa região. Os fundadores desse país eram, em sua maioria, seculares. Alguns deles eram ateus, declaradamente. E morava em Israel o povo palestino.

E para ter uma justificativa, tentam vender a história de que Israel é um Estado divino, que isso viria da Bíblia e tal.

de Israel era ateu. Eles não estavam orando pela paz de Jerusalém. Eles não estavam orando de forma alguma porque não acreditavam em Deus. Não há genealogia que ligue suas famílias ao povo dessa terra 3 mil anos atrás. Embora com o Shlomo Sand, no dia 21 de janeiro de 2017, no Haaretz. O sionismo, como movimento nacional que se rebelou contra o judaísmo histórico, era majoritariamente ateu. A maioria de seus líderes e ativistas deixou de acreditar na redenção pela vinda do Messias.

essência tradicional da crença judaica, e tomou o próprio destino em suas mãos. O poder do sujeito humano substituiu o poder do Deus onipotente. Será que os fundadores de Israel seriam execrados pelo atual Estado de Israel, comandado hoje por uns lunáticos fundamentalistas religiosos? Os rabinos sabiam disso e estavam apavorados. Portanto, quase todos se tornaram anti-sionistas declarados. Ortodoxos, reformistas e conservadores, todos viam a ascensão do sionismo como o fim do judaísmo.

Teodor Heltz é o grande ideólogo sionista e era ateu. E o fundador de Israel, Ben Gurion, também era ateu. Esse papo de Israel, enquanto uma demanda divina, é um caô que vem depois da fundação do Estado. Estado esse que não tem nada a ver com Deus. Sabemos que a família do Netanyahu vivia na Europa Oriental. Não há prova de que eles tenham vivido aqui. Ele não é religioso. Mas ancestralmente...

Você tem a árvore genealógica dele? Não temos. Você tem? Ele não tem. Ninguém tem. Esse é o ponto. Então, como sabemos que ele tem alguma ligação com essa terra? Se houve uma prática do judaísmo e uma ligação com a língua, a Bíblia, a terra, os ancestrais dele não tinham. Ele não pratica o judaísmo de forma rigorosa. Seus ancestrais não viveram aqui. Eles não falavam o idioma e não é evidência de que tenham vivido aqui. Então, que direito ele tem de estar aqui?

Pois é, esse é o tipo de coisa que parece que não aparece na mídia ocidental. Infelizmente, vem de um cretino tipo Carlos Truock.

Esse rapaz lembrou da Palestina. Demorou uma hora e meia de entrevista. E isso é significativo porque há muitas pessoas no território que Israel controla hoje, especialmente na Cisjordânia, que, por meio de testes genéticos, podemos saber que suas famílias estão aqui há milhares de anos. Ah, pois é. Pois é, a terra era dos palestinos. Por gerações e gerações e mais gerações. E ponto final, porra. A problemática de como resolver o antissemitismo no pós-guerra vai ser outra discussão completamente diferente.

O Carlos Truc continua insistindo e restou ao embaixador dizer isso aqui. Eu totalmente não estou conseguindo entender o que você está tentando dizer. Tu é burro, cara! O Carlos Truc diz que tem cristãos na Cisjordânia e também em Gaza. E alguns foram mortos. Tinha 5 mil em Gaza? Sim. E duas igrejas foram atingidas pelas forças de defesa de Israel. E o hospital cristão foi atingido sete vezes pelas forças de defesa de Israel. O embaixador diz que um dos mísseis foi do Hamas.

O hospital às igrejas? Sim. Por quê? Acidentalmente. Se desculparam por isso e foi lamentável. A gente falou aqui já das bombas burras israelenses, que não têm muita precisão, e das bombas de 900 quilos disparadas nos primeiros dias do ataque israelense. Quantos civis foram mortos por Israel em Gaza? Não sabemos. E sabe por que não sabemos? Quantos, você acha? Os únicos números que temos vêm dessa entidade duvidosa chamada Ministério de Saúde de Gaza. Sabe de quem é? Do Hamas.

E Jael deve ter uma contagem. E esconde a porra dos números porque eles são macabros. Quantas crianças foram mortas? Não sabemos. Qual o seu palpite? Não sei. Tenho certeza que foram milhares. Milhares de crianças foram mortas. Algumas das crianças que foram mortas haviam sido recrutadas para o exército, de só 14 anos de idade. Eram crianças do terror, então. Você ouve o que está dizendo? Ouve o que está falando? Aí o embaixador, que é pastor também, tenta se explicar e falha miseravelmente.

Aí, o Carlinho retruca. Eu sou contra porque eu sou cristão e acredito que todas as almas são criadas por Deus. Mas antes de continuarmos, uma palavra dos nossos anunciantes. O que você faria se pudesse escrever a sua vida? Elisa Fonseca, uma autora iniciante, apaixonou-se por ser o professor de literatura. Sava Ivanovic, um imigrante sérvio. Mas Elisa se sente feia, fracassada e acima do peso. E Sava é casado.

floresce a partir da troca de correspondências e Elisa decide ir além e criar a sua história, onde ela seja uma autora de sucesso e conquiste seu querido professor Ivanovitch. O livro Querido Professor Ivanovitch, da Insígnia Editorial, é o quarto romance do escritor brasiliense Alessandro Mendonça e está disponível nas livrarias físicas, nas online e no site da Insígnia Editorial. Voltando à entrevista, o embaixador fala que o

arma as crianças, que usa as crianças como escudo, blá blá blá, etc e tal, essas coisas. E diz que quando Israel ataca, eles avisam antes. E aí vem a frase que enlouqueceu o Carlinhos Truque. Vocês sabem o que Israel faz? Eles mandam mensagens de texto para todos os celulares em Gaza, dizendo que vão atingir um determinado alvo. Eles lançam panfletos e anunciam onde vão atacar. Ninguém faz isso. Os Estados Unidos não fazem isso.

Um embaixador do país está criticando o próprio país para defender Israel. Sua alfinetada nos Estados Unidos é muito reveladora. Por que é reveladora? Porque as suas prioridades são muito claras. Não, não, não. São sim e, como americano, me permitam um momento de indignação. Porque eu disse que muitos civis foram mortos. E você disse, bem no meio da sua elaborada defesa do assassinato de civis pelas forças de defesa de Israel, incluindo crianças, que eles fazem um trabalho melhor do que os Estados Unidos.

O que quis dizer com isso? Eu não dei uma alfinetada nos Estados Unidos. Mentiroso, sem vergonha, vai para o inferno. Israel é mais humano que os Estados Unidos, então. Eu fico ofendido com a ideia de que você pensa que eu não sou leal aos Estados Unidos. Você acabou de dizer. Eu não estou dizendo que o senhor não é leal. Só estou observando o que o senhor acabou de dizer. E que as forças de defesa de Israel se esforçam mais do que as dos Estados Unidos no sentido de poupar vidas civis.

ainda comparou com Israel, um Estado que está cometendo genocídio e cujo primeiro-ministro tem mandado de prisão expedido pelo Tribunal Internacional. E, no entanto, Israel acabou com menos mortes de civis em uma guerra urbana do que em outra qualquer guerra urbana registrada. Instituto Tirei do Cu. Os dados que você quer. De onde vêm esses números? Do Ministério de Saúde de Gaza. Que sacanagem. Você disse que esses números não são válidos? Eu acho que são. Eu não acho que sejam precisos.

Eles são imprecisos, mas mostram que Israel está fazendo um ótimo trabalho? Você disse que as forças de defesa de Israel mataram uma proporção menor de civis em guerras urbanas do que em qualquer outro conflito urbano na história moderna. Eu nunca ouvi falar isso e não sei quais são os parâmetros disso. O embaixador ficou completamente perdido. Sabe como é que é, né? Não pegaria bem ele dizer que no Vietnã, os Estados Unidos mataram tipo 2 milhões de civis. Ou lembrar dos estimados 400 mil civis mortos.

Por quê será? Mas aí o Carlinho Truque voltou para a Bíblia. Quero chamar sua atenção especificamente para uma série de discursos que o primeiro-ministro, seu amigo Benjamin Netanyahu, proferiu após o dia 7 de outubro, incluindo um em novembro daquele ano, quando ele se referiu a Amalek. Esse aí é o Netanyahu falando, você tem que se lembrar do que os Amaleks fizeram com você. Nós lembramos e nós estamos lutando.

de um vídeo onde várias lideranças políticas e militares de Israel comparam os palestinos aos Amaleks e fala-se abertamente na destruição total da Palestina. Amalek é uma referência bíblica que deve ser muito familiar para você. Vocês lembram o que o apresentador embaixador pastor disse, né? Ele é um cara da Bíblia que acredita que a Bíblia, ela inteira, é a palavra de Deus.

Amalequitas estão descritas em toda a Bíblia, especialmente no primeiro capítulo de Samuel. Eles teriam obstruído os judeus enquanto fugiam do Egito. Aí Deus diz a Samuel para dar instruções a Saul para matar os Amalequitas. E ele diz, e tenho certeza de que você se lembra disso, isso está no primeiro capítulo de Samuel, versículo 15. Claro que lembra. Eu sei que você sabe. Ele diz, matem os homens, matem as mulheres, matem as crianças, matem os bebês, matem os jumentos, matem os camelos.

Os matem tudo. E aí Saul poupa o rei e poupa os animais. E por isso ele é punido por Deus. A punição incluiu a morte do Saul e dos seus três filhos. Porra, onde já se viu o Saul não matar os animais? Isso é incitar o genocídio. E você sabe disso. Discordo totalmente. Então me diz o que significa. Dizer que Israel está tentando cometer genocídio em primeiro lugar simplesmente.

Isso não é verdade. Oh, pastor, que mentir também é pecado, hein? Está lá na Bíblia. Diz aí, Malafaia. Mentiroso, sem vergonha, vai para o inferno. Então, do que o primeiro-ministro está falando? Por que ele se referiria aos palestinos como Amalek? Teria que perguntar a ele. Eu sei o que Amalek significa. Eu entendo Samuel 1,16. Eu entendo tudo isso. É 15. Samuel 1,15. E é amplamente conhecido. Então, se você diz que o inimigo é um Amalek, que estamos agindo com base nos mandamentos de Deus,

está incitando genocídio. O que eu não estou entendendo? Se Israel quisesse cometer genocídio, teria feito em duas horas e meia. O cara mandou um agente e mata geral. Poderia jogar uma bomba atômica lá e matar todo mundo rapidinho. Mas Israel é muito bondoso. Mais bondoso que os Estados Unidos, inclusive. Estou perguntando por que o líder desse país disse isso. Pergunta para ele. O que você acha? Não sei. Olha só. O trecho da Bíblia fala em matar geral.

Criança, camelo, animal, putudo, foda-se. Matar todos os amaleques. Oi, o Huckabee diz que não entendeu. O Huckabee tá parecendo mais sionista do que cristão. Isso te incomoda de alguma forma? Olha, eu não sei o que ele quis dizer. Não sei se foi uma metáfora ilustrativa. Acho que o que ele tava dizendo é que não vamos deixar nada nos impedir de recuperar nossos reféns. Seus filhos e filhas que estavam sendo violentados, estuprados, torturados e espancados e passaram fome.

Netanyahu preferia ver mortos. E esse nada aí inclui civis, inclusive crianças. Então eu preciso perguntar o que é isso? Esse tipo de pensamento é compatível com os valores ocidentais e com o cristianismo? E o que é o ocidente? Nós cristãos acreditamos que é certo matar os filhos das pessoas? Claro que não. Nem os israelenses, porque eles não foram atrás das crianças. Se eles quisessem matar todas as crianças, Tocão, eles teriam capacidade militar para isso. Porra, vai tomar no cu, porra!

E o Carlos Truc, miserável! Foi bem demais, hein? Quantas vezes colocamos soldados em solo estrangeiro por causa de Israel? Teve a Guerra do Iraque, que foi por Israel. Não foi por Israel. Se foi para nós, como? Foi uma retaliação pelo 11 de setembro. Não sei se foi a melhor ideia. O Iraque estava envolvido no 11 de setembro? Caralho! Nosso governo achou que sim. Mas isso é enganar. Por que a culpa é de Israel? Bom, Benjamin Netanyahu, agora primeiro-ministro, é claro, exerceu muita pressão abertamente sobre o governo dos Estados Unidos.

para derrubar e promover uma mudança de regime no governo de Saddam Hussein. Eu estava lá, foi em Washington, e eles acataram. E não é loucura do Carlos Truc, não, hein? O Jeffrey Sachs, que também recentemente passou por aqui, falou a mesma coisa. Por que os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003? De onde veio essa guerra? Sabe, é bastante surpreendente. A guerra veio do Netanyahu, na verdade. Se você derrubar o Saddam, garanto que isso terá enormes repercussões positivas na região.

Netanyahu tinha desde 1995 a teoria de que a única maneira de nos livrarmos do Hamas e do Hezbollah era derrubando os governos que os apoiavam. Isso inclui o Iraque, a Síria e o Irã. E o cara é no mínimo obsessivo. Ele ainda está tentando nos levar a lutar contra o Irã hoje, essa semana. É um filho da puta profundo e sombrio.

Ele meteu em guerras intermináveis. E por causa do poder de tudo isso na política dos Estados Unidos, ele conseguiu o que queria. Aí a fala do Marco Rubio, dizendo que os Estados Unidos foram arrastados para a guerra por Israel, pegou tão mal na base de apoio do Trump que... Estávamos negociando com esses lunáticos e, na minha opinião, eles iriam atacar primeiro. Eles iriam atacar. Se não fizéssemos nada, eles atacariam primeiro. Eu tinha muita convicção disso.

Uma coisa é eu que forcei a mão de Israel. O Trump tá dizendo que o Netanyahu, o ser humano que mais quer guerra com o Irã, e isso é papo de décadas, nem queria atacar o Irã, coitado. Tá só na guerra porque o Trump forçou a mão. E o desespero do Trump pra tentar consertar a cagada do próprio chanceler é comovente. Ontem o senhor nos disse que Israel iria atacar o Irã, que por isso não precisávamos nos envolver. Hoje o presidente disse que o Irã ia...

Não, a sua declaração é falsa. Não foi o que ele disse. Me perguntaram muito especificamente. Você tava lá? Sim, eu que fiz a pergunta. Na cara, na cara!

Carlinho Truque diz que a mesma coisa aconteceria no Irã. O ataque se deu dias depois da entrevista. E aí o cretino do embaixador faz outra pergunta cretina. Espero que você não queira que eles tenham a bomba. Que eles tenham a bomba? Eu não quero que ninguém tenha a bomba, incluindo Israel. Que maravilha. Não sei porque estamos ok com Israel ter armas nucleares. E aqui a gente entra em outro tema delicioso. As armas nucleares de Israel foram criadas, é claro, com materiais nucleares roubados dos Estados Unidos, de uma usina nuclear na Pensilvânia. Eu sei que você sabe.

não negou. Por que será? No dia 27 de fevereiro de 1976, William Anders, presidente da Comissão Reguladora Nuclear, estava sentado em uma sala de conferência sem graça em Washington, D.C. 15 homens o cercavam. Inspetores nucleares, oficiais de segurança, burocratas do governo. Eles estavam lá para discutir assuntos rotineiros, novas regulamentações de licenciamento, protocolos de segurança, os procedimentos padrão de supervisão nuclear. Então, Anders fez uma pergunta que mudou tudo.

Ducat, vice-diretor de ciência e tecnologia da CIA, e perguntou diretamente. Alguma verdade nos rumores sobre os materiais desaparecidos na NUMEC? Ducat hesitou. Então ele disse algo que silenciou a sala. A CIA acredita que Jael está com o urânio de Apolo e está usando-o para fabricar bombas. Apolo é uma pequena cidade na Pensilvânia, e foi de lá que Jael roubou centenas de quilos de urânio enriquecido de uma empresa chamada NUMEC.

A NUMEC foi criada para processar combustível nuclear, especificamente o urânio altamente enriquecido, material necessário para reatores nucleares e armas nucleares. A empresa recebeu contratos do governo para produzir combustível para o Programa de Submarinos Nucleares da Marinha dos Estados Unidos, trabalho ultra-secreto. Exigiam as mais altas autorizações de segurança, o tipo de instalação que supostamente é impossível de roubar. Mas a NUMEC tinha um problema. Ou melhor, a NUMEC era o problema.

uma empresa comercial de processamento nuclear. A Numec era uma operação de fachada israelense. Olha que legal! E quem a dirigia, Zalman Mordecai Shapiro, trabalhava para Israel. E não foi só esse roubo, não teve outro antes! Israel não tinha urânio para fazer uma bomba nuclear. Nenhum país estava disposto a fornecer urânio para Israel. Então a Mossad, a agência secreta de inteligência de Israel, arquitetou um plano ousado. Em novembro de 1968,

200 toneladas de urânio viajando da Bélgica para a Itália. Quando o navio chegou ao Mediterrâneo, o Mossad o sequestrou, roubando todo o urânio a bordo. Em 1970, Israel havia construído com sucesso sua bomba nuclear. Israel, cheio de bombas nucleares, jura não ter bomba nuclear e não permite que a Agência Internacional Nuclear entre nas instalações nucleares que eles fingem não existir. Mas vamos seguir. Carlinhos Truque reclama que os Estados Unidos gastam bilhões com Israel. E a resposta do embaixador encharca a bandeira dos Estados Unidos de sangue.

Vamos falar sobre isso um minuto. 3,8 bilhões de dólares por ano. Esse dinheiro volta direto para os Estados Unidos para comprar sistemas de armas. Por exemplo, todo cartucho de munição que as forças de defesa de Israel disparam é fabricado nos arredores de onde eu moro, em Little Rock, no Arkansas. Não é possível que toda a produção seja concentrada nos Estados Unidos, mas vamos lá. Vamos comprar o argumento pelo valor de face.

Segundo o mais inacreditável dos embaixadores, toda munição que vara um corpo palestino foi produzida nos Estados Unidos.

os componentes do domo de ferro e do sistema de defesa de mísseis são fabricados perto de Camden, no Arkansas. E o cristão do Arkansas fala isso de forma orgulhosa. E me lembrou isso aqui, hein? Foi Pedro vendo as suas capas. Exatamente.

Jesus mandou amar. Jesus não mandou armar. Mas é tipo, por que a gente está enviando todo esse dinheiro para um país que tem um padrão de vida mais alto que o nosso? Não sei se eles têm um padrão de vida mais alto que o nosso. Tem sim. Presta atenção que isso aqui é importante! Eles têm saúde gratuita. Aborto é de graça também. Tudo bem por você? Que delícia! Eu pessoalmente não gosto disso. Então por que estamos subsidiando isso?

Por que estamos mandando dinheiro? Por que mandar dinheiro para um país que oferece aborto gratuito? Responda! Responda! Responda! Responda!

fé do embaixador. E aqui o Carlinhos Truque foi na mosca, maldito, lembrando de novo aos drogados esquecidos que a entrevista foi feita antes do começo da guerra. O que aconteceria se o Irã destruísse algumas das instalações de energia do Golfo? Nós destruímos várias. O que isso representaria para a economia dos Estados Unidos? Essa eu quero ver. Isso pressupõe que, se houvesse uma mudança de regime, eles seriam mais eficazes no ataque do que nós na defesa.

E foi exatamente isso que aconteceu. E é impressionante como as pessoas vis são indiscretas. O Carlos Truque, como se não soubesse, pergunta quais são as sete guerras que Israel luta atualmente. O embaixador fala em Líbano, Síria, Iêmen, Gaza e Irã, além de Egito e Jordânia por conta da irmandade muçulmana. Quantos são? São sete. São sete, ok. Vou te dar um oitavo. Você sabe qual é o oitavo? A mídia. Puta que pariu, Marquinhos. Uma guerra em oito frentes.

O maldito do Carlin Truque foi bem demais. Nem deixou o pastor falar. Quantos jornalistas Israel matou em Gaza? Não sei. Faltou curiosidade pro pastor que colocou a imprensa como o oitavo inimigo a ser abatido. Mais de 200. Jornalistas de verdade? A entrevista acaba aqui, mas tem um trechinho da primeira hora da entrevista que a gente deixou pro fim do roteiro. Com dó de apagar. E era pra ter deixado de fora. Mas porra, não tem como. Afinal... Eu não li os arquivos do Epstein.

Aparentemente você leu. Estou na internet. O Mike Huckabee é apenas e tão somente o único embaixador do mundo que não leu os arquivos do Epstein. Hoje no Carlos Truque Show. Aí Israel é um paraíso para pedófilos judeus nascidos nos Estados Unidos e condenados por pedofilia nos Estados Unidos. Por que o governo israelense abriga fugitivos da justiça dos Estados Unidos? Não sei disso. São dezenas e dezenas e dezenas.

Tem um grupo judaico-israelense que monitora eles, dedicado a combater o abuso infantil, e mantém uma lista longa. Tudo bem duvidar do Carlin Struck, mas é verdade, matéria de seis anos atrás. Uma investigação da CBS News revelou uma brecha legal que permite que pedófilos americanos acusados ou condenados escapem da justiça mudando-se para Israel. Olha a merda aí! Puta que pariu, hein? Você pode pesquisar. Espero que você não esteja dizendo que acha que os israelenses apoiam o abuso de crianças.

Obviamente não. Estou dizendo que o governo israelense permite que pessoas acusadas de abuso infantil escapem da justiça americana. Eu não sei se isso é algo que foi comprovado. Eu não sei. E aqui a gente encerra mais um episódio inacreditável. Desculpe. Desses que você só ouve pelas bandas de cá. Tchau pra vocês. Vem pianinho. E hoje a gente fica por aqui.

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para a guerra, historiador, especializado em Antigo Testamento, Bíblia e etc. E eu vim aqui conversar um pouquinho com vocês sobre como que essa história de Bíblia literal é um vespeiro que vocês nem imaginam. Primeiro que a briga entre temos que olhar a Bíblia de forma literal, precisamos entender o contexto da Bíblia, é uma treta que existe dentro do cristianismo, desde o que cristianismo é cristianismo, tá gente? Então assim, esse debate vem aí de dois mil anos de conversas. Mas além disso, ler a Bíblia de forma literal,

é impossível, é uma impossibilidade. Por quê? Porque qual manuscrito você está utilizando? Qual a versão você está utilizando? Você está lendo em português? Já não está lendo de forma literal, porque toda tradução tem algum tipo de alteração. Sem contar que a Bíblia é uma composição de textos, é como se fosse uma biblioteca. Então ela vai ter mais de um tipo de texto ali colocado. Vários desses textos são textos poéticos, são textos que não fazem sentido ler de forma literal. Mas vamos dar uns exemplos aqui de como seria estranho procurar ler a Bíblia

de forma literal. Exemplo número 1. Pilatos. Pôncio Pilatos considerava Jesus inocente ou não? De acordo com o livro de João, em 18, 38, 19, 4 e 19, 6, Pôncio Pilatos fala abertamente, Jesus não é culpado, não vejo nele, não acho nele culpa nenhuma. Já no livro de Marcos 15, de 1 a 15, o Pôncio Pilatos está numa posição mais passiva. Ele até fala que ele acha que talvez ali tem uma armação, mas ele não fala claramente que ele considera Jesus inocente. Logo,

dá pra gente saber. Você vai levar a Bíblia literal, mas qual das duas versões você tá usando? Pois é. A gente pode pegar alguns exemplos aqui. Eu tô usando só exemplos do Novo Testamento, gente, porque eu acho que é bem importante a gente desconstruir também essa ideia de que o Novo Testamento é super legal e amorzinho e o Antigo Testamento é maligno. Não. Tem coisas complexas em todos os testamentos. Vamos lá. Em 1 Pedro 2,18, fala assim Vós, servos, sujeitai-vos com todo temor aos senhores, não somente aos bons e aos humanos, mas também aos maus. Por que que essa passagem

é estranha. Falando servos, não parece tão terrível, mas a palavra que a gente tá procurando aqui do grego é escravos, tá, gente? Então, assim, é uma passagem falando que escravos devem se sujeitar. É uma passagem muito utilizada hoje em dia pra dizer que, ah, tem que aguentar seu chefe no emprego e tals, mas o que o texto no grego, na maior parte das versões do grego, tá falando é de escravidão. Então, é um verso falando que, né, não é pra se rebelar se você for escravo. Problema? Sim, claro que é problemático. Já em Lucas 16, 18, fala-se assim,

todo que abandonar sua mulher e casar com outra comete adultério. E quem se casar com a mulher rejeitada comete adultério também. Ou seja, aqui está falando que não pode haver divórcio. Não existe a possibilidade nessa passagem de divórcio. Já em passagens do Antigo Testamento existe a possibilidade de divórcio. Então você vai ler a Bíblia literal, mas vai ler qual? Ou seja, não faz nenhum sentido essa ideia de ler a Bíblia literal. É mais uma forma de se falar que olha só como eu sou incrível, como eu sou pio.

como eu sou, porque eu tô lendo literalmente, mas o fato é que é impossível ler de forma literal. Beijos pra vocês, ouçam lá meu podcast, Matos Pá no Tempo, e... Acabou? Acabou sim. Acabou? Acabou, acabou. Porra, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu Perinho. A boca é um ano da faixa. Parada do porro. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo.

É isso.

mijarem em cima de você. Lixo, arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extenso. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra. Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus.

Faz errado a limpeza do ânus. Os galináceos tem pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho. Estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxe. Pronto, tá bom. Pronto. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda. Acorda. Obrigado, minha gente. Deus protege a todos. Sejam felizes. Abraço.

Oh! Cadê?

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