II - 2026.21 - (COM TRADUÇÃO) Os personagens mais insuspeitos do mundo, hoje, no Medo e Delírio
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Melhor forma de ajudar o Medo e Delírio? Pix recorrente no medoedelirioembrasilia@gmail.com
*AGENDA*
.28 de março, sábado, 21h
BELO HORIZONTE
Festa do Medo e Delírio na Autêntica!
https://www.sympla.com.br/evento/medo-e-delirio-em-bh-a-festa/3311106
.11 de abril, sábado, 16h
SÃO PAULO
Lançamento do livro “Juízo Final”
Megafauna do Copan
.16 de abril, quinta, 19h
BRASÍLIA
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Paradeiro Café
.18 de abril, sábado, 20h
BRASÍLIA
Festa do Medo e Delírio na Infinu!
https://shotgun.live/pt-br/events/isso-e-jazz-22
.25 de abril, sábado, 16h
RIO DE JANEIRO
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Janela, Laranjeiras
.26 de maio, terça, 19h
BELO HORIZONTE
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Jenipapo
Quer anunciar no Medo e Delírio, escreve pra gente no medoedelirioembrasilia@gmail.com
- Guerra no Oriente MédioConflito Irã e EUA · Impactos econômicos da guerra · Estratégias militares do Irã
- PrivatizaçõesPrivatização da BR Distribuidora · Capacidade de refino do Brasil · Consequências da privatização
- Crise do DieselAumento do preço do diesel · Medidas do governo Lula · Operação Vem Diesel
- Política FiscalAprovação da reforma tributária · Impactos fiscais no Brasil · Dívida pública brasileira
- Influência da mídia na políticaCobertura da Globo News · Antipetismo na mídia · Desinformação e manipulação
Esse podcast é distribuído pela Central 3. Antes de qualquer coisa, o segundo tópico desse episódio é daqueles que tem muito material gringo. Então tem com tradução e sem tradução. Essa aqui é a versão com tradução. Se você quer a versão sem tradução, vai lá no nosso feed. Agora vamos continuar. Rapidinho, uns avisos. Melhor forma de apoiar o Medo Delírio é pixercorrente no medodelirioembrasile.com. E bora pra uma agenda do Medo Delírio.
Sábado agora, dia 28, festa na Autêntica em BH. 11 de abril, lançamento do livro O Juízo Final em São Paulo, na megafauna do Copan. Dia 16 de abril, lançamento do livro O Juízo Final em Brasília, no Paradeiro Café. Dia 18 de abril, festa do medo e delírio em Brasília, na Infino. Dia 25 de abril, lançamento do livro no Rio, na Livraria Janela, em Laranjeiras.
E dia 26 de maio, lançamento do livro Juízo Final em BH, na livraria Gene Papo. Tá tudo no descritivo. E pra terminar, quer anunciar no Medo Delírio? Escreve pro medoidelirioembrasile.com. Agora bora pra abertura. A guerra continua lá no Oriente Médio, mas os impactos estão chegando. O preço do diesel está nas alturas. A alta no preço do diesel tem inviabilizado o trabalho de caminhoneiros autônomos. Muitos preferem deixar os veículos parados, alegando prejuízo.
Em todo o país, são cerca de 1 milhão e 400 mil profissionais nessa situação. Com o preço atual do diesel, quase todo o valor do frete vai ficar no posto de combustível. A gente lembra que a causa desse aumento é a guerra no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Hormuz no Oriente Médio, rota onde passa 20% da produção mundial de petróleo.
O presidente Lula anunciou medidas para reduzir o preço do diesel. O pacote zera biscofins sobre o diesel e cria uma subvenção a produtores e importadores. Para compensar a perda de arrecadação, o governo instituiu uma taxa de 12% sobre a exportação de petróleo. Nós tomamos uma decisão. Nós dissemos que a gente não vai permitir que a guerra do Irã traga prejuízo para o povo brasileiro.
Assim como o consumidor não pode ser prejudicado pela guerra, o produtor não pode ser favorecido pela guerra. A Polícia Federal e outros órgãos federais deflagram na manhã de hoje a Operação Vem Diesel para fiscalizar o preço dos combustíveis em todo o país. Por que tem que fazer guerra lá e sobrar pra nós aqui? Por quê? O que você tem que ver com a guerra do Irá, Maxinha?
Não tem nada, tem? Não, tem não. Eu também não tenho. Mas vai sobrar pra nós, porque o Brasil importa 30% de óleo diesel. A gente inventou a Petrobras para que a gente não permita com o aumento checo.
O diesel caro é porque o Brasil não tem capacidade de refino. Porque se a gente conseguisse não só explorar o petróleo que a gente tem, mas refinar nacionalmente, a gente não estaria submetido a essa alta do preço do diesel da mesma maneira. Mas a gente está submetido porque a gente importa diesel. E a gente importa diesel porque a gente não consegue refinar. E a gente não consegue refinar porque o nosso sistema foi sucateado por Jair Bolsonaro.
Quem que tinha que ser? Que foi pago pra isso. Todos os indícios são de que as joias foram uma propina pra que ele basicamente vendesse a capacidade de refino do Brasil a preço de banana. Temos certeza absoluta? Não temos. Isso é um caso hipotético, deixa bem claro. Um caso hipotético. Mas é isso que tá colocado. E o fato é que temos um problema de capacidade de refino que vai precisar ser resolvido em algum momento.
Então isso é também uma questão de soberania mesmo. O que agravou essa situação foi a privatização de duas refinarias, da Bahia e do Amazonas, e a privatização da BR Distribuidora. Ou seja, nós poderíamos hoje ter a Petrobras controlando todo o abastecimento de petróleo do Brasil, minimizando o risco em relação aos preços.
Uma das perdas que mais está sendo sentida pelos brasileiros é a da BR Distribuidora. A empresa foi efetivamente privatizada em julho de 2019. A Petrobras tem feito um corte nos preços, só que ainda não chega no consumidor final. A Petrobras foi construída para ir do poço ao posto.
Petrobras, do poço ao poço. E recentemente, governos anteriores resolveram que a Petrobras não podia mais estar na distribuição e venderam a BR distribuidora. Com o acesso ao consumidor final, a Petrobras conseguia ajudar a formular preço ao consumidor final. Acessivo ao consumidor final. Pois é.
O PT, o partido do presidente Lula, ele defende, por exemplo, reestatizar a BR Distribuidor e outras refinarias. Isso justamente como uma forma de não ficar mais suscetível a isso. Tá certíssimo. Medo e delírio em Brasília. Entenda vocês que percebem a loucura. Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra.
Por enquanto. Eu sou o Cristiano Batafogo. Batafogo é baixo, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo. Cristiano, seu lixo. Cristiano, seu lixo. Seu lixo. Seu lixo. Seu lixo. Seu lixo. Seu lixo. Seu lixo. Calma. Ei, Cristiano. Aquele verme maldito. Cristiano. E aí? E o... Brasília. Depressão. Como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o medo e delírio em Brasília. Medo e delírio em Brasília.
É um programa que, pô, mano, me duvidoso, né? Fora seu medo e delírio em Brasília, pô. Eu não ouço medo e delírio. É escrito por Pedro Doutro. Um abraço, Doutro. Meu queridíssimo Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiros. Um beijo pro Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Eu consegui descobrir quem está por trás do medo e delírio em Brasília.
Eu nem conheço os caras. Esse é o episódio 21 de 2026. Ah, é? Foda-se. Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora. Bora. Bora. Bora.
O terrível PowerPoint da Globo News! Tamo de volta, senhoras e senhores, e, gente, eu fiz uma piadinha, porque o Flávio Bolsonaro disse isso aqui, ó.
TV, PCC, Al-Qaeda. Aí eu falei o quê? Al-Qaeda? Ele é burro! Pois é, e trata-se da O-Qaeda. E por causa da minha ignorância sudestina, eu vou apelar pra Wikipédia. A nova O-Qaeda, O-Qaeda, ou Tropa do Vaqueirinho, é uma organização criminosa da Paraíba. Ela é uma dissidência da antiga O-Qaeda e da O-Qaeda RB e foi criada em 2019. Pronto, mas agora, enfim, vamos falar do...
Irrível Powerpoint da Globo News! Esse foi o primeiro tópico feito nessa semana. Era pra ter saído no último episódio, mas caiu por motivos de...
Sim, o infográfico da Globo News não é bem um PowerPoint. Corrige. Sai daqui, Deltan. É moris. Vai embora, meu irmão. Pessoal, tô indignado. Caralho, bicho. Calma. Meu irmão, sai daqui agora. Essa é a reação do sistema. Não é crua. Sai daqui, vai embora, filha da puta. Pois é, não é um PowerPoint, mas o cretinismo é tamanho. Amiga, não tenho como te defender. Que remeteu ao inacreditável e fatídico PowerPoint do Deltan. Hoje é um dia de chorar.
Caralho, meu irmão, tu tá abusando, hein? Você já deve ter visto isso por aí. O infográfico intitulado Conexões de Daniel Vorcá.
Se você não viu, procure por aí, Powerpoint Globo News e dá uma olhadinha. Bom, aqui a gente vai colocar todo mundo num telão pra vocês de personagens que já apareceram de uma forma ou de outra nessa teia do caso Master e também ligações com o banqueiro Daniel Vorcar. Vou colocar aqui pra gente poder comentar. Roda por gentileza. Quando a imagem entrou no telão, era pra todo mundo no estúdio... Agora ninguém...
Era pra bater o olho e ficar paralisado por um tempo, analisando os absurdos. E mandar todo mundo em uníssono.
E bora pra autópsia do absurdo. No meio tem a foto do Vorcaro, personagem principal. Tá correto. Aí tem várias linhas vermelhas ligando ele a 12 outros personagens. Dessas 12 pessoas, uma tá fisicamente mais próxima do Vorcaro. Adivinha quem é... Paulinho Gorgão. É ele. É Lula. A foto do Lula tá tão próxima que tá tocando na foto do Vorcaro. Certo.
E na metáfora dos círculos concêntricos, dá pra entender semioticamente que proximidade física indicaria proximidade relacional. E a foto do Vorcário tá colada na do Lula. Eu sinceramente fico muito puto. Pode ser interpretado como um círculo, que eu acho que é o mais provável, ou pode se pensar também de cima pra baixo. Aí o Lula estaria acima do Vorcário. E sim, o Lula teve uma reunião no Palácio com o Vorcário e o Galípolo, fora da agenda oficial. O que é errado.
Ah, como a gente já enfatizou aqui mil vezes, o escândalo do Banco Master é um escândalo da direita. Desculpa, gente, isso aqui não é uma crise do sistema político brasileiro, isso aqui é uma crise da direita. Vorcaro morria de amores é pela direita. Bom, mas voltando, além do Lula, tem mais três personagens com fotos bem próximas do Vorcaro. E em comum, essas pessoas têm...
Também acima do Vorcaro, mas do outro lado do Lula e um cadinho mais distante, está o Guido Mantega, ex-ministro do Lula. O Guido que achou uma boa ideia avançar os interesses do Vorcaro e foi caguetado até pelo Jacques Wagner. Interessante. Quando eu me encontrei com o Guga, ele disse que eu estou querendo melhorar o nível do banco. E eu preciso para o conselho de administração um jurista. O Lewandowski tinha acabado de se aposentar do Supremo.
Ele perguntou se o senhor tem algum nome que o senhor conheça, que é um nome... Eu digo, olha, se é um jurista de peso, o Lewandowski acabou de se aposentar do STF. Isso é o Rolando Lerda. Vale, bom...
Não é que foi uma indicação minha que eu não indiquei nada. Eles aqui vieram me perguntar pra eu citar como eu tô no mundo político. E a gente não, cara. E embaixo da foto do Vorcaro, mas bem pertinho deles, tem... O PT da Bahia. Pois é, inclusive tá escrito PT da Bahia. E tá lá, a estrela do PT. E apesar disso aqui ser uma... Cris da direita. O único partido com a marca no PowerPoint da Globo News é... O PT...
E sim, o Jacques Wagner e o Rui Costa têm que assinar esse BO. Não é a gente que vai ficar defendendo esse cara aqui, não. Nem fudendo, nem fudendo. Mas dava pra colocar a foto deles e não usar a estrela do partido. Não nesse ambiente em que o PT não é nada significativo nesse esquema. A crise da direita. Aí, do lado do PT da Bahia tem...
O Galípolo. Você tá falando sério? Tem o presidente do Banco Central que liquidou o Master, mas não tem o Campos Neto. Ele, por exemplo, estava no grupo de WhatsApp de ministros do governo. Ministros do governo Bolsonaro. Mas ele não devia fazer parte dali, sendo o presidente de uma instituição independente. Campos Neto, presidente do BC, que ignorou a ficha corrida do Vorcaro e não só permitiu que ele tivesse um banco, como também fez vista grossa por um crescimento pornográfico e suspeitíssimo. Não fazendo nada. Tá todo mundo louco.
Mantenha sua calma, que piora. Calma, que piora. As fotos seguintes estão mais distantes do Vorcaro. E aí tem o Antônio Rueda. O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, é investigado pela Polícia Federal por suposta ligação com integrantes do PCC.
Alexandre de Moraes e Lewandowski. Lewandowski foi indicado pelo Lula e foi ministro da Justiça do Lula. O Alexandre de Moraes, como foi um grande antagonista do Bolsonaro, é erroneamente associado ao PT. Aí nas fotos mais afastadas do Vorcaro, as mais afastadas tem o Hugo Mota, o Alcolumbre, Ciro Nogueira, Nicolas Ferreira e João Dória.
O Dória tá mais perto do Vorcaro do que Mota, Alcolumbre e Ciro Nogueira. O Ciro é o amigo da vida, né? Meteram o ex-governador João Dória. Calcinha apertada. Calça apertada. Que ganhou 3 milhões em consultoria do Vorcaro. Ué, é, leio. Mas não colocaram o Ibanez. Não dá. Ibanez, o governador que tentou salvar o Master de tudo que é jeito. Foram no mínimo 12 bilhões dados pro Vorcaro. E agora o governo do DF tá com um buraco de muitos bilhões pra cobrir. A crise da direita. Mas quem aparece colado com o Vorcaro... É Lula.
Não tem Cláudio Castro, governador que contrariou todos os pareceres e colocou um bilhão dos aposentados no Master. Não tem Tarcísio e não tem Bolsonaro. Justamente os que mais ganharam dinheiro de campanha do Zetel, que na real é secretário do Vorcaro. E durante a apresentação desse infográfico, não teve qualquer objeção. Não pode, cara. Não tem como defender. E nem durante o restante do programa.
complicado. E aí tudo foi tão absurdo e teve uma reação gigante que o pau comeu na redação dos canais Globo durante o fim de semana. Olha esse título da matéria do Daniel Castro no Notícias da TV no UOL no dia 24. Globo News tem clima de terror e demissões após ligar Lula e PT a avorcaro.
E repara só, não é terror por retaliação do governo não, hein? Muita gente lá dentro ficou puta, claro. Mas aí, no meio da pancadaria corporativa, um óbvio pedido de desculpas... O mínimo! Demorou três dias pra acontecer. Deixa eu registrar aqui pra vocês. Na última sexta, a gente exibiu aqui uma arte com o objetivo de apresentar as conexões do Vorcário com políticos e acessos relevantes.
Como a gente já fez em outras ocasiões. No entanto, o material estava errado e incompleto. E também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações. Esse conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal. Além de outros nomes sob análise da PF.
O pedido de desculpas deveria vir com a exibição de um infográfico que mostrasse as reais relações do Vorcaro de acordo com a importância delas na trama. E isso não aconteceu. Volta para o Daniel Castro no Notícias da TV do UOL no dia 24. O Notícias da TV apurou que a direção da Globo News já tomou a decisão de demitir os profissionais envolvidos na produção da maior gafe jornalística do ano até agora. Os demitidos serão editores, ou seja, os que confeccionaram e aprovaram o material.
Não é bem assim que o telejornalismo funciona, né? Quando um chefe cai é porque tem algo estranho. E pra corroborar isso, reza a lenda, corre a boca pequena que não teve demissão nenhuma. A produção da arte com as conexões de Vorcaro foi pedida pela chefia de manhã, mas só ficou pronta no momento da exibição. Andréa Sadia, apresentadora do Estúdio I, só viu a arte no ar. Ela participou de um evento da Globo durante a manhã e não acompanhou diretamente a produção da edição do programa de sexta.
Pois é, ao vivo é complicado mesmo, mas dava pra ter feito uma crítica a ele ali no ar. No dia estavam lá Sadie, o Valdo Cruz, o Dapiev e o Tomás Trauma. E é muito difícil de acreditar que ninguém lá de cima dos canais Globo sabia disso. E também sabe-se que, normalmente, nas redações de telejornais e jornais, esse antipetismo é coisa lá de cima. Dificilmente esse foi um erro pra baixo da pirâmide. E muito complicado dizer que a direção da Globo jamais faria isso.
É a boa e velha luta de classes. Isso se chama luta de classes. Os grupos de mídia têm interesses. Interesses da elite. Tá falando da elite. E a elite não quer que o Lula vença. Um bom exemplo disso é um texto da Folha avaliando o trabalho do Haddad, que saiu do Ministério para disputar o governo de São Paulo. O título é... Fernando Haddad surfou em crescimento econômico e derrapou no fiscal. O Haddad surfou a onda da economia.
Foi só levado, não tinha nada a ver com aquilo. Passada a indignação inicial, com o título a gente foi ler o texto.
Levantamento feito pela Folha com base em indicadores econômicos mostra que, enquanto seus antecessores lidaram com recessões ou baixo crescimento desde 2014, Haddad conviveu com uma economia que avançou ao ritmo de 3% ao ano, em parte com estímulos fiscais.
É claro que teria que ter um porém, né? Um em parte. Onde já se viu crescer com estímulos fiscais? Estímulos fiscais é pecado. Onde já se viu o governo estimular a economia? Isso é no mundo inteiro. Para as franjas mais liberais da sociedade, esse papel cabe unicamente ao investimento privado. A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados.
O primeiro grande anúncio da gestão foi justamente um pacote de medidas fiscais, em janeiro de 2023, com corte de despesas e medidas para aumentar a arrecadação. Por que será? Paulo Guedes! E acredite você, a matéria não explica o que o Haddad recebeu do Guedes. A gente já mencionou isso aqui no Medelir algumas vezes, mas a gente fala disso depois.
A bolsa subiu cerca de 80% nesse período e bateu recordes, enquanto o dólar está em patamares distantes dos R$ 6,00, verificados no momento de mais estresse da gestão, e antes do início da guerra no Irã, abaixo dos R$ 5,28 no final de 2022.
E pela gente não tinha nem arcabouço, que é um teto de gastos maquiado. Claro, ninguém quer que o governo fique se endividando sem limite. Mas o endividamento, se for feito de forma inteligente e longoprazista, pode ser bom. Governos de esquerda deveriam lutar para acabar com a política que busca diminuir a presença do Estado. Mas sim, claro, a gente entende as vicissitudes políticas.
Mas feita a crítica, o que o Haddad fez até aqui foi bastante coisa. Ou alguém em 2023 achava que a gente ia chegar em 2026 com esses números nessa quadra miserável da história, tendo que lidar com figuras como Lira, Columbre e Mota. E sim, tá tudo muito caro sim. Sim, as famílias estão endividadas e as coisas andam juntas. Infelizmente.
Os indicadores fiscais, no entanto, não seguem a mesma trajetória positiva. A terrível crise fiscal brasileira! A dívida bruta repetiu o forte crescimento visto nas gestões Dilma e Temer entre 2015 e 2018, após uma sucessão de déficits fiscais. Apesar de a carga tributária estar em patamares recordes, a dívida bruta do Brasil fechou 2025 em 78,7% do PIB. No início do governo Lula, estava em 71,58%. Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt Molt
Pois é, terríveis 78,7%. Tem sorte mesmo os espanhóis com 101%, canadenses com 112%, franceses com 116%, estadunidenses com 122% e japoneses com incríveis 234,9%. E volta uma tristeza inacreditável. A boa relação com o Congresso nesse período garantiu ainda a aprovação da reforma tributária, o que levou a agência ESP a elevar a nota de crédito do Brasil no final daquele ano.
Entendeu? O Haddad só surfou na boa relação com o Congresso. Pô, pela primeira vez, o governo criou uma estrutura pra colocar uma proposta em pé. Era o Bernardo Api, o secretário extraordinário da reforma tributária. Pela primeira vez, o governo federal fez isso, mas pelo texto, parece que a vitória é do Congresso. Sabe como é que é, né? Muita tranquilidade, com muita abertura, com todo o espaço para o diálogo. O texto passeia pelos últimos anos, mas bora pra 2025. E bora colocar a trilha adequada pro clima de parte da imprensa com o PT.
No segundo semestre, no entanto, o ministro conseguiu diversas vitórias, com a aprovação da lei do devedor com Tomás, do projeto que corta benefícios fiscais, do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária e da reforma do imposto de renda, promessa de campanha de Lula. Pô!
As conquistas são citadas quase de passagem. E o texto, recheado de gráficos, acaba e não se fala dos precatórios do Guedes. Em 2022, eles estão alegando que teve um superávit primário. A que custo? Vamos lá. O Bolsonaro deu um calote nos governadores. Tomou o ICMS sobre combustíveis dos governadores com a promessa de pagar. Quem pagou foi o governo Luna em março de 2023. 30 bilhões de reais.
para indenizar os governadores da barbeiragem do governo Bolsonaro no ano anterior, que para baixar o preço da gasolina artificialmente tomou esses 30 bi dos 27 governadores do país. Quem teve que pagar foi o governo Lula. O superávit primário de 22 também se deveu ao calote de precatórios, que somado com o calote de 24, porque não estava no orçamento de 24, e nem no de 23, e nem no de 22, foram 92 bilhões a mais.
O superávit de 22 também teve outras duas razões. A barbeiragem da venda da Eletrobras vendeu na Bacia das Almas, uma das empresas mais importantes do Brasil, e depenaram a Petrobras com a distribuição de dividendo que superou 200 bilhões de reais num único ano de distribuição de dividendo. Queridos amigos e amigas, assim qualquer um faz superávit primário.
O Bolsa Família estava fora do orçamento. É como se o Valdemar da Costa Neto tivesse escrito o texto, pô. Infelizmente, não teve alguém para retrucar. Vocês devem lembrar desse trechinho aqui do episódio passado, né? Tinha dinheiro para tudo. Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. O Brasil é um país maravilhoso. Falar para o Fernando Haddad isso aí, ele vai dizer que ele pegou um rombo enorme.
Que loucura. O Paulo Guedes empurrou os precatórios para esse governo. O estouro dos 600 reais, mais o orçamento secreto. E o orçamento secreto, hein, presidente? E as emendas impositivas? Pois é. E está tendo um personagem que está passando relativamente ileso pela cobertura da imprensa em geral. O Campos Neto. E o título de uma notícia ilustra isso um pouco. PF investiga se Campos Neto se omitiu ou foi enganado no caso Master. O diretor de Banco Central mais ingênuo do mundo.
Se a gente tivesse que chutar, a gente acha que o Campos Neto não foi enganado não. Mas se ele fosse mesmo, estaria explicado por que caralhos ele foi votar de camisa amarela da seleção. Está captando o palco do seu pai. Alô! O inquérito tem como foco determinar o grau de conhecimento da autoridade monetária sobre as irregularidades que cercavam a instituição financeira no momento em que as operações receberam o aval oficial.
E os ouvintes mais atentos devem se lembrar que o Campos Neto jura que ele só soube dos problemas do Master quando um banqueiro fofoqueiro avisou a ele. Não foi pelo Banco Central, não. Porque, gente, tudo leva a crer que é uma mentira de dimensões astronômicas, né? E é impressionante como os postos de comando de parte da imprensa continuam achando que a volta da extrema-direita é um cenário aceitável. O pior, que o Flávio é moderado.
E isso enquanto o Trump destrói com a imprensa americana em pouco mais de um ano de governo, hein? Puxa daí!
Que Deus tenha misericórdia dessa nação. Antes de ir para o próximo bloco, um anúncio.
Apesar dessa quadra miserável da história, Brasília continua funcionando. A disputa hoje passa por comunicação direta, base organizada e uso de dados. E por uma escolha. Você vai deixar as big techs falarem por você e correr o risco de ser banido pelos algoritmos? Quem depende disso só terceiriza a própria voz. Quem constrói a própria base de contatos, não. A EVAG desenvolve estratégia digital para mandatos, partidos, entidades e movimentos.
Você com certeza já assinou algo produzido pela EVAG, como, por exemplo, o maior abaixo-assinado da história da Câmara. Ah!
aquele contra o PEC da bandidagem, que reuniu 1,4 milhão de assinaturas e ajudou a derrotar o projeto. Se você não controla a sua comunicação, alguém controla por você. Não dependa apenas das redes sociais. Acesse evag.com.br Os personagens mais insuspeitos do mundo hoje no Medo e Delírio. Vamos, enfim, falar da... Guerra!
E para a surpresa de ninguém, os Estados Unidos estão tomando um pau numa guerra assimétrica. E você pode duvidar desse podcast. Mas esse podcast tem o curioso hábito de trazer pessoas absolutamente insuspeitas para corroborar nossas opiniões. E se prepara que hoje está caprichado, hein? Acho que o que as pessoas estão tendo dificuldade de entender, e eu mesmo também estou, é quem tem a vantagem agora, quem está em posição mais forte à medida que esse processo se desenrola.
O Irã, eu lamento ter chegado a essa conclusão. Presta atenção que isso aqui é importante! Porque, assim como muitos oficiais do MI6 da minha geração, enfrentamos a violência e a brutalidade do IRGC durante a maior parte de nossas carreiras.
Essa é a guarda revolucionária iraniana. O MI6 é o serviço de inteligência britânico. E não é qualquer oficial do MI6 dizendo que o Irã tem a dianteira não, hein? Esse é o Alex Younger. Ele foi o mais longevo chefe do MI6. Ele comandou o serviço de inteligência de 2014 a 2020. E quando ele fala da minha geração, é importante. Ele nasceu em 1963, quando o Irã era governado por um ditador brutal. Colocado lá pelo MI6 e pela CIA.
Depois que essas mesmas agências de inteligência derrubaram em 1953, um presidente, democraticamente eleito, muito popular, que queria que a riqueza do maior produtor de petróleo do mundo ficasse com o seu povo. Aí, em 1979, os aetolais tomaram o poder do ditador, e conseguiram isso pelo absoluto ódio que o povo tinha da brutalidade imposta pelo ditador.
brutalidade essa cujo objetivo era manter o fluxo pornográfico das riquezas do Irã para o Ocidente. Aí, em 1979, a Guarda Revolucionária foi criada e o Alex entra no MI6 em 1991. Não há qualquer amor entre nós. Eu não derramo lágrimas por Ali Khamenei, que foi morto no início dessa guerra. É uma fonte insuspeita ou não é? É! Mas a realidade é que os Estados Unidos subestimaram a tarefa.
E aqui bora para outro personagem suspeito. Inesperadamente, quando essa guerra eclodiu, inesperadamente, começaram a lançar mísseis para os Emirados Árabes Unidos, para o Catar, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e outros lugares. E ninguém pensava que eles fariam isso. Você ficou igualmente surpreso com isso, não é, Pete? Aí o Pete Hegseth, secretário da guerra, responde que muito mais do que imaginávamos.
Mas é, se eles achavam que o Irã jamais atacaria os seus vizinhos, como diz o Trump aí, porque caralho, os países do Oriente Médio gastam bilhões e bilhões em sistemas de defesa antiaérea dos Estados Unidos. A tal suposta ameaça sempre foi o Irã. E os sistemas de defesa estão falhando espetacularmente. Pra fazer especulatização.
um espetáculo. Essa guerra atrasou as economias do Golfo em 10 ou 15 anos. Os impactos em lugares como Dubai, que ao longo de mais de 40 anos criaram milagres econômicos. Quer dizer, você conhece Dubai, né? Muitos ouvintes conhecem Dubai. Não! É talvez o exemplo mais fácil de usar. De certa forma, é de partir o coração. Eles pegaram lugares no deserto e os transformaram em capitais financeiras. Lugares para onde muitos expatriados se mudaram.
Hubs aeroportuários, centros de inovação, e tudo isso está sendo destruído. Está sendo destruído porque os ataques dos Estados Unidos e de Israel estão sendo conduzidos a partir de suas bases. E esses países, os Emirados Árabes Unidos ou Catar, achavam que ter bases americanas lhes garantia segurança. Eles pensavam que essas bases eram sua proteção contra o Irã. O que descobriram é que ter bases americanas, e isso se aplicaria também à Grã-Bretanha ou à Alemanha, faz de você um alvo.
Porque, obviamente, um país que está sendo atacado a partir de uma base vai tentar destruir essa base, e em seguida destruir a infraestrutura ao redor dela. E depois a gente vai falar das bases dos Estados Unidos pelo Oriente Médio. Mas, por enquanto, vamos seguir com o antigo chefe do MI6. Na prática, o regime iraniano tem se mostrado mais resiliente do que eu acho que qualquer pessoa esperaria. Nós com os alemão vamos se divertir.
Pois é, não foram só os patetas fundamentalistas da Casa Branca que subestimaram o Irã. Eles tomaram algumas boas decisões, na verdade, já em junho do ano passado, dispersando sua capacidade militar e delegando autoridade para o uso dessas armas. O que lhes conferiu uma resiliência significativa maior contra essa campanha aérea incrivelmente poderosa.
Não à toa, a estrutura continua de pé. Tentaram decapitar o poder iraniano, mataram dezenas de líderes e o regime continua inabalado. E isso deveria ser óbvio. Nenhuma campanha aérea mudou regime. E bora aqui com o ótimo Robert Papp. Por mais de 100 anos, países têm tentado derrubar regimes apenas com poder aéreo.
Em 100 anos, isso nunca, e eu estou escolhendo minhas palavras com cuidado, nunca funcionou. Mas vamos voltar aos acertos da estratégia iraniana. Segundo o ex-chefe da inteligência britânica, eles embarcaram no que é tecnicamente chamado de escalada horizontal, ou seja, disparar foguetes contra qualquer um que esteja no alcance, o que na época, honestamente, eu achei uma loucura.
Mas, na verdade, foi uma forma muito eficaz de impor um custo indireto aos Estados Unidos. E funcionou de certa maneira. Eles entenderam a importância da guerra energética. Mantiveram os estreitos sob ameaça e globalizaram, na verdade, não internacionalizaram, apenas globalizaram o conflito de uma forma que lhes dá algumas cartas na manga.
Então eles jogaram bem com uma mão fraca. E o Trump jogou uma péssima mão da pior maneira possível. Ah, e ainda perigo, os roots voltarem a atacar navios no Mar Vermelho. Aí fudeu de vez. E ao mesmo tempo, meu segundo ponto é que Donald Trump disse algumas coisas que terão confirmado algo que eles já sabiam.
que é que estão travando, nos seus próprios termos, uma guerra civilizacional, uma guerra de existência, enquanto os Estados Unidos embarcaram numa guerra de escolha. E temos outro insuspeito personagem, o general dos Estados Unidos, Jim Mattis.
Acho que estamos vendo uma situação em que a escolha de alvos nunca compensa a falta de estratégia. E com isso quero dizer que uns 15 mil alvos foram atingidos, houve sucessos militares significativos, mas eles não são acompanhados por resultados estratégicos.
E esse general dos Estados Unidos atende pela alcunha de Mad Dog. Caralho! Pois é, Cachorro Louco. Mas na verdade o apelido dele nas Forças Armadas é outro. Se o apelido realmente é Cachorro Louco? E se sim, como começou essa história? Senhoras e senhores, esse nunca foi meu codinome. Até meus soldados riram disso quando leram no jornal. Acho que não tinha muitas notícias para aquele dia e alguém simplesmente inventou isso.
Meu codinome sempre foi Caos. O caos vem aí. Caos! O apelido não é cachorro louco, o apelido dele é Caos. É realmente impressionante ouvir o ex-general Jim Mattis, um homem que foi o primeiro secretário de defesa de Donald Trump, falar de forma tão direta e honesta sobre a guerra no Irã.
Certamente o Trump escolheu o general pelo apelido. Mas é fascinante que um general que atende pelas alcunhas de cachorro louco e caos pareça alguém razoável nessa quadra da história. Ao longo da discussão de 45 minutos, ele explicou o quanto a administração Trump havia subestimado a guerra, que nunca na história o poder aéreo sozinho mudou o regime, que os objetivos estratégicos americanos e raelenses continuam obscuros,
e que os objetivos originalmente declarados por Trump de rendição incondicional e mudança de regime eram, entre aspas, ilusórios. Não há um vencedor claro, ele diz, e embora não existam boas opções disponíveis, ele também afirmou que os Estados Unidos não podem simplesmente se afastar.
Não à toa, o Trump canta vitória, ao mesmo tempo em que manda milhares de soldados para uma possível invasão terrestre. Um Vietnã do século XXI. O mesmo Vietnã do qual o Trump escapou porque o pai dele descolou um atestado médico. Mas talvez o desdobramento mais dramático seja esse aqui.
A dominância militar dos Estados Unidos no Oriente Médio está sendo levada ao limite, testada de maneiras nunca antes vistas. Fortalezas antes consideradas intocáveis agora estão sob ataque implacável. E a própria ideia de uma linha de frente definida está desmoronando.
Bom, deve ter ouvinte suspeitando desse rapaz aí, mas... De acordo com uma reportagem do New York Times, várias bases militares americanas importantes em todo o Oriente Médio, em grande parte, ficaram inabitáveis. É o declínio do império que chama. Bora com o New York Times. Helen Cooper e Eric Schmidt no dia 25 de março.
Muitas das 13 bases militares na região utilizadas por tropas americanas estão praticamente inabitáveis, sendo que as localizadas no Kuwait, ao lado do Irã, provavelmente tenham sofrido os maiores danos. Seis militares dos Estados Unidos foram mortos em um ataque ao porto de Shuaiba, que destruiu um centro tático de operações do exército.
Imagina só, os Estados Unidos estão numa guerra com o Irã e as bases deles no Oriente Médio estão vazias. É o famoso quem tem cu tem medo. A escala dos danos forçou as tropas dos Estados Unidos a se dispersarem em instalações temporárias. Hotéis, espaços de escritório e abrigos improvisados agora estão sendo usados como centros de operações.
Essa mudança dramática levou partes das forças armadas dos Estados Unidos ao que especialistas descrevem como guerra remota. O pessoal em terra não está mais operando a partir de bases fortificadas. Ao invés disso, estão coordenando missões a partir de locais improvisados e dispersos, enquanto as operações aéreas continuam a partir das poucas instalações funcionais restantes. Está difícil a vida. Os espiões devem estar fazendo uma festa danada. E volta para o New York Times.
Abre aspas, sim, nós temos a capacidade de montar centros de operações improvisados, mas você certamente vai perder a capacidade. Fecha aspas, disse o sargento mestre Wes J. Bryant, especialista aposentado em seleção de alvos de operações especiais da Força Aérea dos Estados Unidos. Abre aspas, você não pode simplesmente colocar todo esse equipamento no topo de um hotel, por exemplo. Parte dele é difícil de manusear. Fecha aspas.
Um oficial militar dos Estados Unidos afirmou que as tropas não estão operando nos telhados de hotéis civis.
E aí acontecem coisas tipo isso aqui, ó. Oficiais iranianos chegaram até a acusar os militares dos Estados Unidos de usarem civis como escudos humanos ao colocarem tropas americanas em hotéis.
Imagina só, você escolhe um destino merda pra sua viagem, aí você tá lá num hotel em Dubai, com o cu na mão, os mísseis voando, não tem voo de volta, e aí do nada, do nadão, você tá na janela do hotel e se liga que tá chegando um bando de militar americano pra se hospedar no seu hotel. Fudeu. Das 13 bases militares dos Estados Unidos espalhadas na região, muitas foram severamente degradadas. Em nenhum lugar o impacto é mais visível do que no Kuwait.
Lá, seis militares morreram nos primeiros dias de guerra. Instalações como Port Shuaiba, a base militar Ali Al-Salem e o acampamento Bwering foram atingidas repetidamente. Centros operacionais foram danificados. A infraestrutura para a aeronave sofreu impactos diretos. Sistemas de combustível foram interrompidos, levantando sérias preocupações sobre sustentabilidade e prontidão. As implicações são enormes.
As cadeias de logística estão sob pressão. A segurança das tropas está cada vez mais incerta e a capacidade de sustentar operações prolongadas a partir dessas bases já agora está em xeque. A ofensiva do Irã não se limita ao Kuwait.
Os ataques se espalham por vários países que abrigam ativos militares nos Estados Unidos. Trata-se de uma campanha coordenada de pressão em múltiplos teatros. Na base aérea Al-Udeid, no Qatar, sede do comando regional do US Central Command,
Um ataque iraniano danificou um sistema crítico de radar de alerta precoce. Esse sistema desempenha um papel vital na detecção de ameaças iminentes. Sua falha gerou alarmes dentro dos circuitos militares. No Bahrein, um ataque de drone atingiu equipamentos de comunicação na sede da 5ª Frota dos Estados Unidos. Isso impacta diretamente a coordenação naval em uma das vias navegáveis mais estratégicas do mundo.
Enquanto isso, na Arábia Saudita, a base aérea Prince Sultan também foi atacada e tanques de reabastecimento e sistemas de comunicação supostamente foram atingidos, complicando ainda mais as capacidades operacionais dos Estados Unidos na região. Volta para o New York Times.
Dois ex-oficiais dos Estados Unidos, informados sobre as operações militares, disseram que não havia telhados reforçados nos centros de comando da base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, onde um militar foi morto e vários outros ficaram feridos em um ataque.
Apesar desses contratempos, Washington insiste que as operações continuam. Muitas bases dos Estados Unidos na região foram construídas durante conflitos anteriores no Iraque e no Afeganistão. Naquela época, os adversários não tinham o tipo de capacidades avançadas de mísseis que o Irã agora possui. Hoje, essas mesmas instalações estão cada vez mais expostas. Estruturas reforçadas já não são suficientes. A distância não é garantia de segurança.
Aí o Irã ainda derrubou um F-18 e atingiu um F-35, que segundo os Estados Unidos conseguiu pousar em segurança. Sabe esse papo de absoluto domínio aéreo? Mais ou menos, mais ou menos. E os porta-aviões dos Estados Unidos estão bem longe do Irã, porque tá todo mundo com o cu na mão de virar alvo dos iranianos.
Os Estados Unidos mandou dois porta-aviões, classe Dubitz, os maiores que existem no mundo, certo? Um foi o Abraham Lincoln e o outro foi o Gerald Ford. Onde eles estão agora, senhor? O Gerald Ford está voltando, mancando para o Chipre. E de lá vai seguir para os Estados Unidos. Eles estão no mar há cerca de 260, 280 dias.
Esses porta-aviões não podem ser usados por muito tempo. Eles precisam parar um tempo para revisão, conserto e tal. Mas o Trump ignorou isso. O cara acha que está jogando war. Eles estavam na Venezuela, agora estão aqui e você sabe, os banheiros estão entupidos. E teve alguns militares entupindo as privadas com roupa, ferramenta. Porra, ninguém é maluco de colocar os pés no Irã para lutar uma guerra pelo Trump e pelo Reg Seth, né?
E houve um incêndio na lavanderia, o Irã diz que atingiu o navio. Os Estados Unidos dizem que foi um incêndio na lavanderia. Eles estavam passando roupas ou algo assim. Mas o porta-aviões está fora de ação. Fora da área de combate. Então 70 caças se foram, eles estão fora.
Tem outro desdobramento com implicações tectônicas e que mostram bem demais a surra que os Estados Unidos estão tomando. Com o controle do Estreito de Hormuz, os iranianos estão pressionando para que o petróleo seja pago em yuan. E esse é um golpe mortal no petrodólar, a base do Império dos Estados Unidos. Isso é realmente fascinante, porque sabemos que a base fundamental da ordem imperial dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial...
tem sido, por um lado, o petróleo e, por outro, o dólar dos Estados Unidos, que os mundos da produção e das finanças globais dependem do petróleo. O dólar dos Estados Unidos continua sendo, e os canais financeiros que os Estados Unidos criaram continuam sendo, um suporte muito significativo para o império. Portanto, o fato de o Irã estar realmente buscando alternativas ao dólar para desafiar o regime do petrodólar, que, como eu disse, é um dos fundamentos do império dos Estados Unidos,
É uma indicação realmente interessante e bastante astuta de como os iranianos esperam influenciar a construção de um mundo posterior a essa guerra, ou uma nova ordem mundial posterior a essa guerra.
E os ataques iranianos a alvos estratégicos dependem de uma tecnologia que eles não têm. E essa tecnologia estaria sendo fornecida pelos chineses. O que só torna essa derrota estadunidense ainda mais saborosa? Tem que ser falado! Bora pro Sam Sutton, a Megan Messerly e Dasha Burns, no dia 26 de março, no Politico.
O que realmente assustou as pessoas é que os países do Golfo alertaram que estão há algumas semanas de ter que repatriar dezenas de bilhões de dólares em investimentos dos Estados Unidos. Fecha aspas, disse uma dessas pessoas. Abre aspas, quando eles fizerem isso, será imensamente desestabilizador e contraditório aos objetivos de investimento do presidente.
Se esses países reterem capital para, entre outras coisas, reconstruir seus sistemas de defesa anti-mísseis esgotados, isso é um problema, disse uma segunda pessoa, uma das três familiarizadas com as conversas da administração sobre as preocupações com os investimentos. Isso quando basicamente todo o mercado financeiro dos Estados Unidos apostou pesadamente em inteligência artificial. E para isso sair do papel, o dinheiro dos países do Oriente Médio é fundamental.
Qualquer recuo dos investimentos por parte de governos do Oriente Médio vai limitar a quantidade de capital disponível para startups de tecnologia, empresas de investimento e grandes empresas sediadas nos Estados Unidos, que passarão a depender dos fundos soberanos da região e de veículos de investimento apoiados pelo governo como uma fonte-chave de recursos. Acabou o dinheiro.
Aí de quebra, o Trump conseguiu duas proezas. Como o Irã abalurrou o mercado de combustíveis, um desesperado Trump tirou sanções do petróleo russo e do iraniano. Olha só! Pois é, ele tirou sanções do país com quem ele tá em guerra. Faz algum sentido pra você isso? Pois bem. Acho que o pior cenário seria fazermos isso e em seguida alguém assumir que seja tão ruim quanto a pessoa anterior, né? Isso poderia acontecer.
Não queremos que isso aconteça, isso provavelmente seria o pior. E adivinha só, foi exatamente isso que aconteceu. Ninguém imaginaria que o filho do Khamenei ia virar líder supremo. O próprio pai não queria o filho como sucessor, pois ia passar a impressão de dinastia, uma coisa que os ayatolajos abominavam. Mas o filho foi eleito, para além de um recado desafiador aos Estados Unidos e a Israel, pela proximidade construída ao longo de décadas com a guarda revolucionária.
Você tem alguém em mente agora? Porque você disse que todas as pessoas que tinham em mente já foram eliminadas. A maioria que tínhamos em mente morreu. Um dos nomes seria o Larinjani, que era o chefe do Conselho Supremo. E aí, no lugar dele, assumiu alguém mais radical do que ele. E ninguém no governo dos Estados Unidos pode se dizer surpreso.
Todos os exercícios militares realizados pelos Estados Unidos nos últimos anos apontaram, de fato, que a Guarda Revolucionária assumiria o poder caso uma mudança de regime fosse tentada. Portanto, uma linha mais dura do que com a qual começamos. Uma linha mais dura porque isso se torna mais focado militarmente do que religiosamente. Quando você estava no Departamento de Estado, essa era a projeção? Era a suposição que, se você tentasse uma mudança de regime do lado de fora, a Guarda Revolucionária provavelmente prevaleceria.
E mesmo assim, foram para a guerra. Mesmo depois do Irã ceder no ponto mais importante. Por que será? Benjamin Netanyahu admitiu isso. Admitiu isso na semana passada em uma gravação. Ele disse, eu ansiava por essa guerra. Eu sonhei com essa guerra por 40 anos. E Donald Trump é o primeiro presidente em concordar a fazê-la. Ele tentou com Bill Clinton, tentou com George W. Bush, tentou com Barack Obama e Joe Biden. Nenhum deles concordou em ir para a guerra.
Nem o próprio Trump, no seu primeiro mandato, topou. Antony Blinken disse recentemente que tentaram mesmo com eles. E bora com o Antony Blinken, outro insuspeito personagem, porque foi conselheiro de segurança nacional do Obama. E o presidente Biden disse, olha, nós estamos com vocês, sempre estaremos com vocês na defesa de Israel. E se vocês forem atacados, estaremos lá, mas não estaremos lá se vocês forem começar algo. Eles não foram tolos o suficiente para fazer isso.
Então o problema de dizer que isso se trata de uma ameaça, uma ameaça iminente de segurança nacional, é que vem dizendo isso há 40 anos.
Você viu todos os clipes de Benjamin Netanyahu ao longo dos anos dizendo que o Irã está duas semanas de uma arma nuclear? O Irã está um mês de uma arma nuclear. Ele mentiu e mentiu sobre a ameaça nuclear iraniana por décadas. Ninguém acredita em uma palavra do que ele diz. A primeira vez que o Netanyahu se tornou primeiro-ministro de Israel foi em 1996. E de lá pra cá, esse miserável... Arrombado! Já foi ministro seis vezes. São mais de 15 anos no poder.
E bora com mais um insuspeito personagem. Jake Sullivan, que é ex-conselheiro de segurança nacional do Biden.
Apenas alguns dias antes de começarmos a bombardear o Irã, os iranianos apresentaram uma proposta em Genebra que avançava bastante na resolução da questão nuclear. E pelo que eu entendo, nosso lado, nossos negociadores, simplesmente não entenderam o que estava sendo oferecido. Eles ignoraram e decidiram prosseguir com o ataque. Nosso pessoal não entendeu aquele papo de transformar o urânio enriquecido em combustível. E aí ele não poderia voltar a ser enriquecido, e aí não teria como virar eventualmente uma bomba nuclear.
Isso que dá colocar o genro para negociar. Ai, meu sobrinho aí, toca pra caralho, pô. O governo Trump disse que o Irã representava uma ameaça quanto sugeriu que possuíam muito urânio enriquecido. E aparentemente os humanitas disseram, não, eles não estavam ameaçando vocês. Estavam apenas dizendo o que tinham, mostrando o que possuíram, e também dizendo que estavam preparados para diluir esse urânio, o que basicamente significa torná-lo inadequado para uso em armas.
E aí, bombas. E o Jake Sullivan é insuspeito porque ele nada fez pra impedir a desgraça israelense em Gaza, assim como todos os governos dos Estados Unidos. E o Jon Stewart não ia deixar isso passar batido. Esse que tá conversando com ele aí é o Jon Stewart do Daily Show. Aliás, quando você estava no cargo, quantas vezes teve que dizer a Netanyahu, tipo, não bombardei isso? Tipo, eles escutavam? Sabe, eu fiquei tão impressionado que isso é um desvio. Ele parece louco, tipo, é coisa de...
Eu lembro quando a Rússia bombardeou a Ucrânia, e vocês fizeram declarações muito fortes. Isso é um crime de guerra. Nós somos contra isso. E aí o Netanyahu bombardeia Gaza e mata milhares e milhares de civis. Aí os Estados Unidos ficam tipo, ei pessoal, calma aí. Para mim é muito estranho que não tomemos uma posição. Por que isso? Por que isso?
E se preparem. Tem algumas coisas. Primeiro, historicamente, os Estados Unidos têm sido mais duros com os nossos inimigos do que com os nossos amigos. Isso acontece de forma geral. Entendeu? Matou dezenas de milhares de civis, mas é amigo nosso. Então, Tudupi. Quem está falando isso é alguém do Partido Democrata, hein? O que deveria surpreender um total de zero pessoas. Mas, em segundo lugar, John, a devastação em Gaza, a morte de civis, o dano, o sofrimento, a dor, eram coisas que tentávamos enfrentar todos os dias para encerrar a guerra. Ah!
E não conseguimos encerrá-la rápido o suficiente. O ex-conselheiro de segurança nacional do Biden disse que eles podiam ter parado a insanidade israelense antes. Mas aqui não fizeram, e hoje ele se arrepende. Bom, tivemos alguém no nosso podcast algumas semanas atrás chamado Danny Citrinowicz, que foi responsável pela inteligência relacionada ao Irã nas forças de defesa de Israel por 15 anos.
E assim, outro personagem pra lá também de insuspeito adentra esse episódio. E o que ele basicamente disse foi que, quando se trata do Irã, o que Israel gostaria de fazer sobre esse governo em particular é simplesmente quebrar o Irã, causar caos. É o caos! A quem interessa o caos? Porque no que diz respeito a eles, um Irã quebrado é uma ameaça menor pra Israel. Isso aí é um ex-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, hein?
Citando um sujeito da inteligência israelense que liderava os esforços contra o Irã.
Agora, os Estados Unidos não podem pensar dessa maneira, porque um Irã quebrado significa uma economia global quebrada, já que eles continuam a ameaçar o Estreito de Hormuz. E a desgraça é que a guerra aumenta o preço dos combustíveis mundo afora, e também de insumos que dependem desses combustíveis na sua produção. Tudo isso atinge o mundo num momento de crise, em que o dinheiro tende a ir para os Estados Unidos, teoricamente o lugar mais seguro para o capital.
A S&M tem um combo de aumento de preços de uma porrada de coisas, enquanto as moedas locais ficam mais fracas.
Isso significa um potencial fluxo de refugiados para a Europa, como vimos depois da Guerra da Síria. E olha que a gente mal falou da desgraça que Israel está fazendo no Líbano, hein? Mais de um milhão fora das suas casas, e eles já avisaram que vão destruir a porra toda e tomar parte do território. Eu realmente acredito que em relação a essa guerra no Irã, tem uma divergência real entre os objetivos finais de Israel e os objetivos finais dos Estados Unidos. E o John Stewart mandou muito bem.
Acho que somos, de modo geral, responsáveis pela guinada populista de direita na Europa. Se não tivéssemos invadido a Líbia e o Iraque e todas aquelas outras coisas, eles não estariam inundados de refugiados. Acho que a Líbia certamente contribuiu para isso, a Síria também. Porra, e eu vi isso de um ex-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos que participou dessa desgraça um tanto desconcertante, hein? A diferença entre a Líbia e a Síria é de que na Líbia nós realmente intervimos militarmente. Na Síria, não.
É mentira deles! Na verdade, intervinhamos sim na Síria. A gente só não falava sobre isso. A gente estava armando à frente ao Lusra e todos aqueles outros. Eles estavam sendo armados. O Irã é criticado por usar proxies em guerras pelo Oriente Médio, mas não são só eles que fazem isso não, hein? Eles têm uma estratégia coerente e clara que estão perseguindo aqui. E no momento, nós temos o oposto disso.
Você realmente acha que ele acredita que ele decifrou o código e agora é invencível? Juro por Deus, eu conheci gente que a cocaína fez isso com ela. Porque é a mesma coisa. É assim que uma pessoa viciada em cocaína age. Uma pessoa viciada em cocaína é tipo, eu sou melhor! Ninguém vai me impedir! É a situação agora.
Eu não diria melhor. E bora para mais um personagem suspeito. O chanceler da Jordânia em 2024, numa cúpula de países do Oriente Médio. O primeiro-ministro israelense veio aqui hoje e disse que Israel está cercado por aqueles que querem destruí-lo. Um inimigo. Estamos aqui membros de um comitê árabe-muçulmano, mandatado por 57 países árabes e muçulmanos. E posso afirmar aqui, de forma inequívoca, que todos nós estamos dispostos a garantir, nesse momento, a segurança de Israel no contexto do fim da ocupação e da criação de um Estado palestino.
Ele está criando esse perigo porque simplesmente não quer a solução de dois estados. E se ele não quer a solução de dois estados, vocês podem perguntar às autoridades israelenses qual é o objetivo final delas, além de guerras e mais guerras. Eu digo a vocês, todos nós do mundo árabe aqui queremos uma paz em que Israel viva em paz e segurança, aceita, normalizada, com todos os países árabes, no contexto do fim da ocupação.
da retirada do território árabe e da criação de um Estado Palestino independente e soberano em 4 de junho de 1967, com Jerusalém ocupada como capital. Essa é a nossa narrativa e garantiremos a segurança de Israel nesse contexto. Você pode perguntar às israelenses qual é a narrativa deles, além de vou continuar indo à guerra, vou matar isso e aquilo, destruir isso e destruir aquilo. A quantidade de danos que o governo israelense causou, 30 anos de esforço para convencer as pessoas de que a paz é possível,
Esse governo israelense destruiu tudo. A quantidade de desumanização, ódio e amargura levará gerações para ser superado. Então, em última análise, a questão é, queremos a paz e elaboramos um plano para a paz. Pergunte a qualquer autoridade israelense qual é o plano deles para a paz. Você não obterá resposta, porque eles estão pensando apenas no primeiro passo. Vamos destruir Gaza, inflamar a Cisjordânia, destruir o Líbano. E depois disso, não tem plano algum.
Nós temos um plano. Não temos um parceiro para a paz em Israel. Existe um parceiro para a paz no mundo árabe. Sabe qual é a chance de Israel reconhecer um Estado palestino? Nenhuma. E nessa quadra da história não dá pra achar que os bonzinhos são Netanyahu e Trump, né? Pelo amor de Deus! E bora com mais um insuspeito personagem, que esteve presente aqui em algum último episódio aí. Ex-negociador israelense Daniel Levi.
O próprio Netanyahu e outros líderes israelenses, embora ele tenha estado no comando por grande parte das últimas três décadas, disseram durante um período muito longo que o Irã está à beira de se tornar uma potência nuclear. Aliás, a gente precisa se lembrar que Israel é o único estado com armas nucleares na região.
Querem mais um insuspeito personagem? Mohamed El Baradei, ex-presidente da Agência Internacional de Energia Atômica. Deixa eu perguntar sobre o elefante na sala. Israel, um país com armas nucleares, está bombardeando o Irã, um país sem armas nucleares, aparentemente para impedir que ele desenvolva armas nucleares. É paradoxo que chama isso aí. Você foi chefe da IEA. Israel nunca cooperou com a agência, não é?
Nunca assinou o tratado, nunca admitiu que possui armas nucleares, mesmo que todos saibamos que possui. Não, isso é outra, você sabe, é uma desigualdade horrível, falta de lógica, falta de qualquer coisa. E já é o que supostamente tem, segundo relatório, os 90 armas nucleares. Merdi está atacando o Irã porque o Irã poderia desenvolver armas nucleares nos próximos 10 ou 20 anos.
E Jael vem dizendo que o Irã está apenas algumas semanas de ter armas nucleares pelos últimos 15 anos. Se você é árabe, se você é muçulmano, se você está em qualquer lugar, como enxergar isso como um sistema lógico e igualitário? Não é sustentável. E a merda, no fim das contas, é que a lição que fica é que é preciso ter uma bomba nuclear. E eu vou terminar com esse ponto. Uma das razões para ir à guerra seria negar ao Irã uma arma nuclear.
O que eu acho é uma das razões mais compreensíveis. Mas eu acho que ao final dessa guerra, muitos países vão sentir que precisam entrar para o clube nuclear para garantir seu futuro. Porque não querem sofrer uma guerra como essa. Eles vão olhar para a Coreia do Norte e perguntar, por que a Coreia do Norte nunca foi invadida e bombardeada? E a resposta dele vai ser, porque ela tem uma arma nuclear.
Esse é provavelmente o aspecto mais assustador desse conflito que ouvi até agora. E vamos encerrar esse desfile de insuspeitos personagens com Abraham Bourget, que foi o primeiro presidente do Knesset, o parlamento israelense, nascido depois de 1948, o ano da Nakba.
Mas preste atenção. A maioria dos generais e oficiais de alta patente de hoje são pessoas que foram criadas, educadas, moldadas e formadas nos tempos anteriores de Israel. Sob Rabin, sobre Peretz, sob Menachem Begin, até mesmo sob Ariel Sharon. É um país muito mais responsável.
As pessoas que agora sobem na hierarquia militar são de um tipo diferente, criadas sob o sistema de valores caótico e problemático de Netanyahu nos assentamentos, educadas com esse tipo de missão messiânica de usar o exército como ferramenta para acelerar a redenção.
e um dia você verá um chefe de Estado maior com esse tipo de agenda. Você já tem o chefe do Shin Bet, nosso serviço secreto vindo desses círculos. Pois é, e chega. Acabou esse episódio. Era para a gente fazer um tópico falando sobre Cuba e Equador, mas ficou para a semana que vem. Tchau para vocês. Vem pianinho.
E hoje a gente fica por aqui. Eu estou exausto, não tenho a mínima chance de eu fazer isso aqui. Sexta noite, 10 horas, viagem amanhã cedo pra BH, tá louco, não faz essa porra nem fuder. Thank you! Se quiser e puder, pinga um lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio, no patreon.com barra medo e delírio em Brasília, na Orelo ou no pix medo e delírio em Brasília, arroba gmail.com.
Regulação é o caralho, porra. Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, mora o cara. Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais. E também no loja.medoedelirimbrasilia.com.br Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora.
Me permite uma parte? Não lhe dou uma parte. Quando a gente assiste uma guerra na televisão, a gente vê uma coisa muito, muito, muito deturpada. Eu posso mostrar um corpo despedaçado? Eu posso mostrar um pedaço de braço que voou e caiu em cima da mesa? Não posso. É uma imagem muito chocante. O que a gente vê é o avião, a explosão, a fumaça. Mas, de fato, o resultado daquilo ali, lá embaixo...
é algo que a gente praticamente não vê. Quando a gente pega o sofrimento, e você visita esses lugares que estão sofrendo guerra, e vê o que é para as famílias das pessoas, para o sofrimento de cada... Porque morre um, sim, mas de todo mundo que gira em torno dessa pessoa, todo mundo que amava essa pessoa, todo mundo que dependia dessa pessoa. E uma coisa que aconteceu, e tem acontecido nos últimos anos, em Gaza foi muito sério, e está acontecendo aqui agora de novo, a sem-cerimônia em se matar crianças e mulheres.
agora mesmo no Irã, teve um ataque a uma escola, que se matou, 150, 160 meninas de 7 a 12 anos de idade. Aparentemente foram um erro dos americanos, numa cidade chamada Minab do Sul. Imagina se fosse ao contrário. Imagina se fosse 150 crianças americanas, menininhas americanas.
ou menininhas israelenses, cara, a gente saberia o nome dessas meninas, a gente teria ouvido as fotos dessas meninas, a gente teria sabido os desenhos dessas meninas, os sonhos dessas meninas, a gente estaria ouvindo as entrevistas das mães e das famílias dessas meninas. Nada disso acontece, porque elas são iranianas. Além disso, quando morre alguém da tua família, você fica arrasado, mas depois você tem que aprender a viver com essa realidade.
Agora, quando, por exemplo, a tua irmã perdeu as pernas, você vai ter que cuidar dela pro resto da vida sem as pernas, aquela raiva, aquele ódio, aquela amargura do que aconteceu com a tua família por causa daquela guerra fica pra sempre. E eu acho importante falar isso porque tem a questão do que a gente, no Ocidente, chama de terrorismo. Ataques na Europa, nos Estados Unidos, no mundo, né? De pessoas revoltadas com a maneira como o Ocidente ataca sem cerimônia.
faz guerras sem cerimônia em países islâmicos e fazem um horror. O Iraque tá aí pra todo mundo ver. Líbia também. Sociedades destruídas. E segue o jogo como se nada tivesse acontecendo. É uma vergonha para um mundo que se diz civilizado. Acabou?
Não. Acabou sim. Acabou? Acabou. Porra, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu períneo. A boca é um ano da faça. Varanda do porro. O Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo.
Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? E aí, fuma! Duzentos baseados! Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido.
no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso coça mais. Pegue sua Toyota, empurre dentro do seu cu. Um opalão, um chevette, um golbolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra.
Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Espera um pouco, querido. Espera só um minuto. Só um minutinho.
E estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxa. Pronto, tá bom. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda. Acorda. Obrigado, minha gente. Deus proteja todos. Sejam felizes. Abraão. Deus proteja todos.
E aí pessoal, tudo bem? Chegou esse presentão aqui do Daniel da Seiva e da Fósforo. Muito obrigado, né? O Juízo Final é um livro que eu tava querendo ver, né? Com fotos da Gabriela, organizada pelo Medo Delírio, Pedro, e que fala sobre essa tentativa aí de golpe, né? Que aconteceu no Brasil, essa presepada, pra dizer o mínimo, né? E eu tô ansioso pra ver o que o pessoal aprontou aqui, né? Senti falta de uma Ema com a caixa de coloroquina aqui atrás.
um patriota do caminhão, mas tudo bem, não vou tecer minhas críticas ainda, não vou fazer minha resenha, mas muito obrigado pessoal, espero que vocês também leiam esse livro, porque é importante registrar essa história recente, essa presepada que foi essa tentativa de golpe de Estado, e a gente nunca esquecer o que foi isso.
E podcast. Gente, vai assistir Medo e Delírio em Brasília. Para de ver isso aqui. Vai ver o outro. Acaba de ver isso aqui. Acaba de ver esse. Vai ver o outro. Vai ver. Podcast de política com meme. Zoeira. Zoeira total. Muito bom, muito bom. Ria. Muito bom.
No final de semana, no sabadão, sábado à noite, o Matias estará em Belo Horizonte, né Matias? Exatamente, meu caro Felipe, porque neste sábado, dia 28, vai rolar a festa do Medo e Delírio em Brasília, só que em Belo Horizonte, né?
Eu estarei lá discotecando ao lado do Cristiano Botafogo, seu lixo, e do Pedro D'Alto. Um abraço para o D'Alto. E também vai ter a participação lá do Carlos Haureg, nosso ouvinte de longa data, com a sua cúmbia orgânica, que em BH ele toca com banda.
Por isso que é orgânica. É orgânica, porque quando ele joga fora de casa, daí ele leva só o computador, notebook com as bases. E também vai ter a presença do Antônio Vieira e seus nascimentos. Lembrando que a festa vai rolar a partir das 21 horas na Autêntica, que fica na rua Álvares Maciel, no bairro Santa Efigênia. E os ingressos estão...
no último lote, né? Então corra pra não ficar de fora dessa. E no mês que vem, no sábado, dia 18, só que a partir das 20 horas, vai rolar a festa do Medo e Delírio, daí sim em Brasília, na Ínfino Comunidade Criativa, lá na Superquadra 506 Sul, no bloco A, Loja 67. E também os ingressos estão esgotando, então corram!