Episódios de Medo e Delírio em Brasília

II - 2026.27 - A pancadaria nossa de cada dia

24 de abril de 20261h7min
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Flávio, porradaria (relatório do Alessandro e proposta do Dino); Os estranho sonhos da direita brasileira (Paraguai e Argentina); Medo, delírio & Donaldo, o retorno; o Processo de Sérgio Silva.

Dona China Sling (https://www.donachicasling.com.br/)


Podcast Vida Palmarina (https://central3.com.br/category/podcasts/vida-palmarina/)


Melhor forma de ajudar o Medo e Delírio?

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AGENDA


.25 de abril, sábado, 16h

RIO DE JANEIRO
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Janela, Laranjeiras 

.26 de maio, terça, 19h

BELO HORIZONTE
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Jenipapo

Quer anunciar no Medo e Delírio, escreve pra gente no medoedelirioembrasilia@gmail.com
Participantes neste episódio3
C

Cristiano Botafogo

HostJornalista
P

Pedro D'Altro

Co-hostJornalista
S

Sérgio Silva

ConvidadoFotógrafo
Assuntos5
  • CPI do Crime OrganizadoAlessandro Vieira · Ministros do STF · PGR
  • Livro Juízo Final
  • Situação Econômica ArgentinaJavier Milei · Banco Mundial
  • Sonhos da direita brasileiraParaguai · Argentina
  • Reforma do JudiciárioFlávio Dino · Código de Conduta
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Central 3 Aquele recadinho de começo, melhor forma de ajudar o Medo e Delírio no Pix Recorrente no medodelirioembrasilia.com Alô, Rio de Janeiro! Dia 25 de abril, no sábado, às 4 horas da tarde, a gente vai estar lançando o livro Juízo Final, da Gabriela Biló, com a nossa participação e do designer Pedro Inouy, na livraria Janela de Laranjeiras.

É aquela ali na General Glicério. Então, 25 de abril, às 16 horas, 4 horas da tarde, na livraria Janela de Laranjeiras. Bora lá, porra! Agora, bora pra abertura. Quem quiser que o Brasil seja governado como tem sido governado o estado do Rio de Janeiro, vote Flávio Bolsonaro.

Quem quiser, quem quiser, quem quiser, quem quiser, do estado do Rio de Janeiro, quem quiser, quem quiser, quem quiser, quem quiser, vote Flávio Bolsonaro. É o que vai acontecer no país se você, se Flávio Bolsonaro for eleito. Vai todo mundo se fuder. Exatamente isso. Vai ser o mesmo tipo de política, a mesma malandragem, a mesma corrupção, entendeu? O mesmo governo miliciano, malandragem, corrupção, miliciano. Olha, a família de corruptos. Malandragem.

Corrupção, miliciano, canibal. Dois votos contrários à abertura da CPI das milícias, Brasão e Flávio Bolsonaro. Que beleza. Domingos Brasão foi condenado a 25 anos pelo homicídio de Marielle Franco, a mais 25 anos pelo homicídio de Anderson Gomes, a 16 anos e 8 meses pelo homicídio tentado da Fernanda, que é a assessora que estava junto no carro e sobreviveu. Não vai ser privilégio só nosso, não. Vai ser para todos. O que você acha?

Isso, mas é isso que vai ser. Imagina. Imagina. Medo e Delírio em Brasília. Entendeu? Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo. BOMISIA!

Cristiano, seu lixo! Cristiano, seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Calma! Ei, Cristiano! Aquele verme maldito! Cristiano, e aí? E o... Brasília, depressão? Como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o medo e delírio em Brasília? Medo e delírio em Brasília.

É um programa que, pô, mano Me duvidoso, né? Eu não ouço Medo e Delírio É escrito por Pedro Doutro Meu queridíssimo Pedro Doutro Um beijo pro Pedro Doutro Todo mundo sabe quem é Parabéns a toda a equipe de roteiros Um beijo pro Pedro Doutro Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília Eu nem conheço os caras Esse é o episódio 27 de 2026 Bora passar pano? Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva Bora Bora

pancadaria nossa de cada dia. Tamo de volta, senhoras e senhores, e primeiro a gente quer agradecer pro povo de Brasília, que teve lá com a gente pra festa do Medelírio, na Infino, no sábado passado, dia 18. E eu particularmente me diverti pra caralho. Foda-se você! Caralho, isso é desnecessário. Mas cá estamos nós pra relatar mais uma pancadaria lá em Brasília. Brasília! Assina desse podcast. Assina! Agora é ficar narrando briga, pô!

Ó, isso aqui virou canal combate? Combate! Então bora! Senhoras e senhores do Brasil, It's time! O PI do Crime Organizado chega ao fim nessa terça-feira com um relatório que pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República. E como diria o analista político amigo do Marquinho... Caralho, Mar...

Porra, que quadra da história, hein? Que quadra da história? Que quadra da história? Relatório de CPI indiciando três ministros do STF e o PGR. E não são quaisquer ministros, não, hein? Vamos fazer uma grande confusão. Porra. Caralho. Porra. Pois é, o Gilmar e o Careca. E tem o Toffoli também. De longe a pior indicação do Lula ao STF, hein? Sabe?

Nessas horas confusas e nubladas É preciso se perguntar o que a extrema-direita achou desses indiciamentos Responde aí, Paulo Guedes Uma festa danada Pois é, a extrema-direita adorou o relatório do Alessandro Vieira CPI do crime organizado, então finaliza os seus trabalhos nesta terça-feira Ela que começou lá em novembro de 2025 Na esteira daquela mega-operação que aconteceu no estado do Rio de Janeiro Que deixou...

de mais de 100 pessoas mortas. Ela foi então instalada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para poder fazer investigações voltadas ao crime organizado, como, por exemplo, investigar as facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC. E bora com o relatório do Alessandro. Com prazo de 120 dias e orçamento limitado a 30 mil reais, esta comissão objetivou identificar soluções para o combate ao crime organizado. Tô ousado!

O plano de trabalho foi apresentado e aprovado na mesma data, detalhando a investigação sobre a atuação e a expansão de organizações criminosas no Brasil. O roteiro de trabalho previa a análise do modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país, buscando entender suas estruturas de tomada de decisão. Pois é, mas não foi isso que aconteceu.

Como se imaginaria que a CPI iria investigar voltada às facções criminosas, mas eles focaram mais no Banco Master.

Isso aconteceu, Neila, por quê? Não sei. Eu esperava que você me falasse. Porque as comissões que estavam tendo seus trabalhos acontecendo dentro do Congresso Nacional acabaram focando aí na volta dos trabalhos no Banco Márcio. Foi o caso da CPMI do INSS, da Comissão de Assuntos Econômicos e agora a CPI do Crime Organizado, que finaliza com indiciamentos voltados para ministros do STF e o PGR. Mas, mas, mas...

Não traz o nome de Daniel Vorcaro e nem de outras pessoas ligadas a ele em relação ao Banco Master. No caso da CPMI do INSS, o Master era um dos bancos que oferecia consignado. E no caso da CPI do crime organizado, tem a lavagem de dinheiro do PCC via Faria Lima. Mas calma, vamos voltar ao começo da CPI.

CPI essa que foi solenemente ignorada por essas bandas de caras. Eles são burros. São meio burros mesmo. Porra, o mundo tá em modo... Pedro no cu e gritaria. E o Pedro tá com hiperfoco no Trump. Tem que ser falado. Pois é, mas algumas pessoas foram ouvidas pela CPI do crime organizado. Tais como o Andrei Rodrigues, diretor da... Duas letras, P.E. O Lincoln Gaquia, promotor paulista. Jornalista e pesquisador Bruno Paes Manso. O Garotinho... Jovem!

Não, pô, não é ele, caralho. É o Antônio Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro. E o ex-governador do Rio de Janeiro, Antônio Garotinho, acaba de sair do hospital Souza Guiá e está a caminho do complexo penitenciário de Bangu. Cenas deliciosas da República. Bom, mas na CPI também teve o infeliz do Jorginho Mello, governador de Santa Catarina. O senhor está apoiando um governo que é fascista e que se demonstrou antidemocrático.

Mas de mão limpa, né? E teve até a nossa querida e maravilhosa Cecília Oliveira. A gente tá fudido. Mas faltou uma pessoa. Volta pro relatório do Alessandro. Por fim, a última oitiva seria a do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Que informou que não poderá comparecer por questões de saúde. Mochila, mochila, mochila. Tá passando mal. E por que será que o Cláudio Mochila fugiu, hein? Por que será que o Cláudio Mochila fugiu, hein?

Nem investigado o Cláudio Mochila era, pô. Era um convite a um governador. Bom, no relatório, o Alessandro sublinha que o Alcolumbre não autorizou a extensão do tempo de trabalho da CPI. E aí fica a pergunta, né? Por que caralhos o Alcolumbre autorizaria uma CPI que se virou pro caso Master, né? Ele não precisa ser inteligente pra entender isso.

E o Alessandro reclamou de mais coisa no relatório dele. E vai aqui um bom resumo. O relator, o senador Alessandro Vieira, sempre se queixa e fala o seguinte, olha... Acabou o... A gente convoca, a gente convida, pede para que as pessoas peçam de prestem depoimento, a gente pede a quebra dos sigilos bancários, a gente pede a quebra do sigilo fiscal, telemático. O que acontece é que as pessoas conseguem na justiça o direito...

de não falar, o direito de não comparecer. E tá aqui pra você alguns dos nomes. Quem são? Daniel Vorcaro, Roberto Campos Neto, que é o ex-presidente do Banco Central. O Campos Neto fugiu três vezes do depoimento. Dá pra pedir música já? O fujão do Campos Neto meio que tá certo, né? Vai falar o quê?

TÃO ELOGIADO EX-PRESIDENTE DO BSC E é o que? ALEGAR A DEMÊNCIA? Não tem como. O Vorcaro, que na época já não era muito flor que se cheire, tentou ter um banco pra chamar de seu durante o governo Temer. Aí o então presidente do BC, o Ilan Goldfein, olhava pra ficha corrida do rapaz e, obviamente, ele negava o banco. Mas aí veio o Campos Neto. Não tem como não dar errado. Vai dar errado. Temos também Ibanez Rocha, ex-governador do Distrito Federal. Porra, e o Ibanez não ter sido obrigado a se explicar em alguma comissão do Congresso...

Um dos maiores escândalos da década. Esse rapaz já era pra ter se fodido logo depois do dia 8 de janeiro. Mas tá aí, ó. Todo pimpão. Pimpão e um tanto esquisito. Tem que ser falado. Fabiano Zeta, o cunhado de Daniel Vorcaro. E tiveram liminares também do ministro André Mendonça. Glórias a Deus por essa vitória.

A Maridit Participações, cujo sócio é o ministro Dias Toffoli. É difícil. E que empentrou o mandado de segurança perante o ministro Gilmar Mendes, obtendo a anulação do requerimento que pedia e a quebra dos sigilos. É, sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridit. E por último, João Carlos Fábio Mansur, fundador da REAG Investimentos, que também conseguiu um habeas corpus, dessa vez com o ministro Flávio Dino.

o Alessandro tava... Chateado. Com o STF. Aí lá pelas tantas, no relatório, os crimes comuns são infrações penais julgadas pelo judiciário, com penas de prisão barra multa. Já os crimes de responsabilidade são infrações político-administrativas julgadas pelo legislativo, resultando em perda do cargo e inabilitação política.

Pois é, no fim das contas, o relatório do Alessandro traz só quatro indiciamentos. Ministros José Antônio de Estófoli e Alexandre de Moraes. Artigo 39, inciso 2 da Lei 1079. Proferir julgamento quando por lei seja suspeito na causa. E artigo 39, inciso 5º da Lei 1079. Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

Ministro Gilmar Ferreira Mendes. Isso é muito grave. Artigo 39, inciso 5º da Lei 1079. Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. Oh, really? Pois é, o STF tá na mira da extrema direita. Não é como se o STF fosse imaculado não, hein, pelo amor de Deus. Mas nesse contexto, com tanto alvo pra mirar, foi justamente no STF que o Alessandro Vieira mirou. Mas calma. Calma, bolseta. E falta o amigão da Bia Kicis. O Paulo Gonier eu conheço há 30 anos. Foi meu colega de UNB, acompanha a carreira dele. Um cara seríssimo, conservador raiz.

EGR Paulo Gustavo Gonê Branco. Artigo 40, inciso 3 da Lei 1079. Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Isso não tem a ver com a pandemia, não. Não tem. Aí até faria sentido. Pela inação quanto a isso, dava pra condenar Aras e Gonê... Com tranquilidade. No caso dos ministros do STF, a apuração de crimes comuns dependeria da atuação do próprio tribunal como julgador de seus pares. Contexto esse insuficiente para segurar a devida accountability.

É aquilo que os franceses chamam de tournement de pouvoir. Legal. E a palavra accountability faz o que com a gente, hein, Bob Jeff? Provoca em mim os instintos mais primitivos. Obrigado, Bob Jeff. Muito!

Não, não dá pra cantar aqui não, não dá pra cantar aqui não, pode chegar! Essa decisão ganha ainda mais relevo histórico e consistência na medida em que se compreende que, numa república, todos devem ser tratados de forma isonômica perante a lei. Mas ao mesmo tempo se constata que ao longo de mais de dois séculos, os integrantes de uma poderosa elite jamais tiveram suas condutas avaliadas com o rigor devido.

O Brasil, ao longo de sua ainda breve jornada democrática, já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras de grande relevo, ocupantes de cargos no executivo e legislativo, mas jamais de integrantes das altas cortes da justiça.

Mas é difícil discordar disso, né? O poder mais avesso à luz do sol é o judiciário mesmo. Mas esses indiciamentos nessa quadra da história, no contexto dessa CPI, só estão servindo à extrema-direita. É muito bom. E o maior risco para a democracia brasileira não é o STF, pelo amor de Deus. Mas, de novo, à extrema-direita.

Caralho! Na prática, esses indiciamentos, Neila, quer dizer o quê? Pedido de impeachment. E isso será julgado aqui pelo Senado Federal e vai caber aí ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, definir se isso deve acontecer ou não. E ninguém estava esperando pelo que veio. Havia uma expectativa, sim, em Brasília, na cobertura política, na imprensa, de que seria um relatório duro, mas não a esse ponto. Não há ponto de pedir indiciamento de ministros do Supremo, inclusive do Procurador-Geral da República, Paulo Gournet.

E como vocês já devem saber, o relatório foi rejeitado. Acaba de sair, inclusive, a votação. Por seis votos a quatro, o relatório do senador Alessandro Vieira foi rejeitado. Rejeitado, portanto, por seis votos a quatro.

o relatório do senador Alessandro Vieira. E sim, o governo se mexeu para isso. Uma manobra liderada pelo governo substituiu três integrantes da CPI para garantir essa rejeição do relatório. Ou seja, a rejeição fez parte também de toda uma manobra, substituição de membros da CPI, para que esse relatório fosse negado, como foi agora por seis votos a quatro.

Bom, a maioria do Senado é teoricamente, bem teoricamente, governista. Algo em torno de 50 de 81 senadores. Mas na comissão, a maioria era da oposição. Aí o Alcolumbre entrou em cena e as mudanças de integrantes foram feitas. Olha, votaram a favor do relatório o próprio relator, Alessandro Vieira. Equivocada por quê? E os senadores Magno Malta. Magno Malta!

Salta! Eduardo Girão. My name is Eduardo Girão. Esperidião Amin. Eu sou eleitor declarado de Flávio Bolsonaro. Votaram contra Otto Alencar, Humberto Costa, Beto Faro, Tereza Leitão, Rogério Carvalho e Soraya Tronik. Essa substituição, essa manobra que substituiu membros da CPI, foi a seguinte manobra. Saíram os senadores Sérgio Moro, Marcos Duval... Tá aqui a bala de prato. ...e Jorge Cajuru. Que isso?

Suca, Juru! É aquele negócio, né? Se o Moro e o Marcos Duval se fuderam, era papo de decretar feriado nacional.

E apesar da derrota, o estrago foi feito. A decisão foi, vamos derrotar esse relatório. Agora, o estrago tá feito e isso amplia-se ali, esse sentimento anti-Supremo Tribunal Federal, não só na política brasileira, como em diversos setores da sociedade. E olha, claro, se fez merda, tem que sofrer as consequências, porra. Tem essa. Mas, de novo, é uma questão de contexto geral e contexto específico. Mas olha essa fala do Alessandro.

Eu disse ao líder do governo, Jacques Wagner, e reafirmo para vocês publicamente, o governo escolheu atravessar a rua para dar um abraço de afogados e ministros. Eu acho que isso vai cobrar um preço significativo depois. Pois é, mas quem está tentando afogar os ministros, para além das imoralidades de vossas excelências, é a extrema-direita. Aí meio que o abraço vira um dever. É preciso deixar claro.

Este tribunal tem demonstrado, ao longo de sua história, inclusive num passado recente, que não abdica da defesa intransigente das instituições republicanas e dos direitos fundamentais, tendo sempre como único norte a Constituição Federal. Esta instituição tem atravessado essas inclemências com serenidade e mesmo diante de maledicências ora lançadas contra integrantes do tribunal.

assim continuará com a mesma tranquilidade, dignidade e firmeza de sempre. Quando vi meu nome inserido nessa tal lista de indiciados por parte do senador, relator deste caso, eu disse, é curioso, ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações. Eu queria fazer esse registro porque reponto.

que a situação é grave e exige um posicionamento. Muito obrigado, senhor juiz. Era para o STF ter se limitado a uma voadora ou outra no Alessandro. O relatório foi derrotado, o governo saiu em defesa da Suprema Corte, e é tanta loucura acontecendo que isso logo ia sair de pauta. Mas não.

Hoje não! Hoje sim! O ministro Gilmar Mendes, do STF, faz uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo que o senador Alessandro Vieira seja investigado por abuso de autoridade. Não, brother. Ô, cara!

E quem vai decidir é um dos indiciados pelo Alessandro. O ministro Gilmar Mendes diz que houve um desvio de finalidade na CPI. É tanto ali fugindo do escopo da CPI, do objeto da CPI, que seria investigar as facções criminosas, a atuação das organizações criminosas. E o fato de, no relatório final, a CPI ter indiciado ministros do Supremo por causa da CPI.

crime de responsabilidade, que é um crime administrativo. Ele disse o seguinte na ocasião, que esse desvio de finalidade não é algo inocente, que é crime. E aí, na sequência, o ministro Dias Toffoli, que também foi alvo desse indiciamento, desse pedido, né, de indiciamento, ele disse que um, se for configurado mesmo que houve um abuso de autoridade, isso pode levar à inelegibilidade do senador Alessandro Vieira. Fico entusiasmado demais! Ah, eu acho exagero. Porra, ameaçar com inelegibilidade? O presidente do STF... Ministro Fachin!

Marxista, lininista. Ontem mesmo, só relembrando, também emitiu uma nota em defesa dos ministros, dizendo que desvio de finalidade nas CPIs enfraquece os pilares democráticos, ameaça também os direitos fundamentais de qualquer cidadão. A reação do STF também é a Suprema Corte se blindando da pior maneira nas últimas semanas. Mas é preciso dizer que as declarações do Alessandro Vieira também foram despropositadas depois do relatório ter sido apresentado.

ator crime de responsabilidade que tem a ver com crime organizado, senador. É uma consequência lógica, basta fazer acompanhamento, o relatório é muito textual sobre isso. Pô, aí não, né? Aí não dá, presidente. Dá pra criticar o STF com tranquilidade. Com tranquilidade. Mas usar esse tipo de retórica só vai acabar de vez com a imagem do STF. E na sequência os jornalistas meio que ficam sem acreditar na resposta, né?

A visão do senhor, o crime organizado está dentro da Suprema Corte? Se conecta na atuação que nós tivemos por parte de pelo menos três ministros e procurador-geral da República. É uma análise técnica. Técnica! Técnica! Técnica! Sem nenhum caráter ideológico. Sem o viés ideológico. Ideológico ou partidário. É simplesmente a constatação de que numa República ninguém pode estar acima da lei.

são duas coisas diferentes. Pois é, como diz o Gilmar, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Aí, nas explicações dele, o Alessandro disse que não teve tempo para fazer mais indiciamentos. Mas o mesmo não valeria para ministros do Supremo? Porque por mais que a gente e nós da imprensa temos criticado bastante o comportamento de ministro do Supremo, mas esse mesmo problema do tempo exíguo não seria, então, insuficiente para chegar nas conclusões a respeito de crimes de responsabilidade apontados pelo relatório?

Para ministro do Supremo? Não, porque no caso deles os fatos foram comprovados. Tá, vamos pegar o caso do Gilmar. Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. Eu não discuto, por exemplo, a decisão do ministro Gilmar. A gente discute o sequestro da relatoria. Essa é a questão.

a prova seria uma decisão judicial? Agora, o ministro Gilmar, por exemplo, ser indiciado por uma decisão judicial, decisão judicial em qualquer democracia conchonal do mundo é intangível. É. O Supremo tem o papel no sistema de ser o último a decidir. Se eu posso julgar o ministro do Supremo por causa da decisão judicial dele, eu tô dizendo que não é ele o último a decidir. Ou seja, o Legislativo estaria invadindo uma competência do Supremo e destruindo a democracia.

Não é pouco isso. Eu sei que é inconveniente para as pessoas, mas eu divirjo dessa interpretação, ele não devia ter feito isso. Isso é a crítica que nós fazemos. Mas querer criminalizar o ministro por ter interpretado o direito, interpretado a condição mesmo que a gente divirja, me parece algo absurdo no plano da democracia. É evidente que se você comprova amanhã que o ministro se corrompeu de alguma forma por causa de uma decisão judicial, ele tem que ser processado pela corrupção e não pelo conteúdo da decisão.

E, pela lógica do Alessandro, os ministros impediram os trabalhos da CPI. Mas o Alcolumbre foi quem executou isso. Não deveria ele, então, ser indiciado? Se o Gilmar Mendes, no entendimento dele, e o Toff tentaram obstruir os trabalhos da CPI, então, qual foi o efeito dessa atitude da cúpula do Congresso, inclusive se recusando a ler o requerimento para prorrogar essa CPI? O efeito é o mesmo.

É um dia triste para a República. Essas atitudes não são republicanas. A atitude do Alessandro Vieira não foi republicana e a atitude das falas agora do STF ameaçando o Alessandro Vieira também não são republicanas. Pau que dá em Chico, também dá em Francisco. Muito obrigado. Mas agora uma rápida mensagem dos nossos patrocinadores.

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Mas vamos continuar com a pancadaria. Sai na porrada é fácil. Mas agora uma outra pancadaria. Dessa vez uma pancadaria intramuros, dentro do STF. Você é uma pessoa horrível. Aquela pancadaria em que todo mundo sai ganhando. No dia 20 de abril, o Dino publicou um texto no ICL defendendo uma reforma no Judiciário.

Nos últimos anos cresceram os debates sobre o poder judiciário, especialmente sobre o Supremo Tribunal Federal. É digno de nota que tal intensificação ocorreu após as decisões do tribunal sobre temas que envolvem grandes interesses, como armamentismo, negacionismo climático, pandemia, fake news e intervenção militar constitucional, entre aspas, big techs, emendas parlamentares e defesa da democracia.

Vale lembrar ainda que o STF foi alvo de retaliações estrangeiras sem, contudo, se curvar em posições, o que provavelmente ampliou os sentimentos vis. De outra face, é inequívoco que, em um mundo marcado por tantas desigualdades, conflitos e precariedades institucionais, reformas são bem-vindas, quando inspiradas pelo interesse público e revestidas de consistência técnica.

Decorridos 22 anos da última reforma, creio ser o caso de realizar um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais, mediante a participação dos órgãos integrantes do sistema de justiça e das entidades representativas dos seus membros. Pois é, os ouvintes mais atentos devem estar se perguntando, cadê a pancadaria? Isso é enganado. Calma, bicho. Calma, meu amigo, calma.

Realço que essa dimensão participativa e dialógica é essencial, pois só o AI-5 da ditadura conseguiu impor de fora para dentro mudanças no judiciário, inclusive com a degola injusta dos cargos de três ministros, Hermes Lima, Vitor Nunes Leal e Evandro Linze Silva.

Já rolou esse papo por aqui. Como se a proposta do Fachin tivesse vindo de fora, e não do presidente da corte. Mas o Dino tá... Bastante chateado. Com o Fachin. Chateado. Nesse trecho aqui, ele vai falar um pouco sobre essa insatisfação dele com esses discursos sem medidas concretas. Com foco ali muito específico nos ministros Flávio Dino e Carmem Lúcia. Agora eu grifo essa próxima parte.

O Brasil precisa de mais justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta autocontenção vista como uma pedra filosofal. Harry Potter? Que não tem Harry Potter? E depois ele disse que é preciso ultrapassar as fronteiras de medidas superficiais ou puramente simbólicas. Novamente, é possível ler esse trecho com esse óculos, com essa lupa de críticas que os ministros do Supremo têm feito ao ministro Edson Fachin.

Pois é, voadora para cima do ministro Fachin. Ministro Fachin! Trotiquista, deninista! O Fachin defende, como todo mundo sabe, um código de ética para ministros de tribunais superiores. Diante de uma série de reflexões que ele vem fazendo ao longo dos últimos anos, não é de hoje que ele tem essa proposta, ele carrega com ele, desde que ele chegou ao Supremo Tribunal Federal, indicado pela Dilma Rousseff em 2015.

Ao chegar à presidência, ele coloca esse como um tema prioritário para a sua gestão. Ele quer deixar como principal marca da gestão dele a implementação de regras de conduta para os ministros de tribunais superiores aqui do Brasil.

uma unanimidade e não há maioria na avaliação da ala contrária ao Edson Fachin para que esse projeto seja de fato colocado em prática. Há uma percepção de que Fachin erra no modo como ele propõe esse tema, como ele propõe essa iniciativa dele. E volta para o artigo do Dino. Mudanças superficiais assentadas em eslogans fáceis ou de caráter puramente retaliatório não fortalecem o Brasil.

E lembrando que o Dino está numa cruzada contra os penduricalhos da magistratura brasileira. Mas bora para algumas das propostas. Tem um último trecho que também me pareceu bem interessante. Legal. A revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a administração da justiça.

inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato, prevaricação, envolvendo juízes, procuradores, etc. A confiabilidade é um atributo fundamental para a legitimação democrática de todos os profissionais do direito, o que justifica um tratamento legal específico, ou seja, o que ele defende aqui é um endurecimento das penas para juízes, procuradores, promotores que estejam envolvidos em crimes de corrupção.

Uma das coisas que a reforma traria é o fim da inacreditável aposentadoria compulsória. Porra, magistrado faz merda e a punição é aposentadoria. Então, tá muito de parabéns, Udino. Então, há aí pontos muito importantes que deveriam ser realmente tratados, segundo muitos juristas, numa reforma do judiciário, mas há também uns recados duríssimos. Há Fachin, há Carmem Lúcia e há diversos outros integrantes do judiciário brasileiro que têm defendido, por exemplo, um código de conduta.

E, obviamente, o Código de Conduta não era uma paracéia. Bala de prata. Era o básico, porque, obviamente, a Lomã, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, não bastava. Ou não estava sendo colocada em prática. Mas o Dino foi bem além disso. Primeiro, César, eu te diria que o ministro Flávio Dino merece todos os incômios, porque, realmente, já vi que uma proposta, eu diria que é não só uma proposta, mas uma proposta robustamente feita, apresentada e já colocada no site do Judiciário para ser lida, para ser escrutinada.

debatida é algo diferente, né? Muitas vezes nós vemos que as críticas são feitas e elas são muito válidas, mas não vêm propostas. Então, ele veio com algo aí que você até colocou os pontos principais. Mais nessa história aí, e o Fachin, hein? Marxista, lininista. Em nota, Fachin disse que a iniciativa de Dino, abre aspas, merece aplauso.

e apoiam, além de trazer uma reflexão oportuna e bem estruturada. Ministro também afirmou que o texto foge de soluções simplistas e encaminha um diagnóstico persistente, consistente ou melhor, de propostas voltadas a recuperar a confiança da sociedade no judiciário. E conforme já sublinhado nesse episódio, nessa briga aí...

Todo mundo sai ganhando. Vai todo mundo ganhando. E alô, Flavio Dino. Tá de parabéns, hein? Parabéns, é você. Mas vamos aproveitar essa reforma do judiciário aí e parar de viajar pra esses eventos de lobby aí na Europa. Pelo amor de Deus, caralho.

Os Estranhos Sonhos da Direita Brasileira. Pois é, esse podcast... Do nada, do nadão! Foi abalurrado por uma matéria da BBC Brasil com o seguinte título. Somos oprimidos no Brasil. A onda de brasileiros rumo ao Paraguai em busca de sonho de direita. Para quê? Paraguai. Muito obrigado. E pra surpresa de...

A direita brasileira tem uns sonhos que são bem esquisitos, hein? Pra caralho. Na minha opinião... É meu pau em sua mão. Salvador é muito inferior à fase do Iguaçu na parte de restaurante e hotelaria. Rapaz. E Assunção nem se fala, né? Bastante complicado. Hein? Hein? Hein? Hein? Tem o cu isso aí, tem o cu. Puxa daí, Cunha. Que Deus tenha misericórdia dessa... Comparação. Nada contra Assunção, mas porra, né? Complicado.

Mas são tantos brasileiros querendo morar no Paraguai Que o governo de lá fez um mutirão Aí pra isso se formou uma fila em Ciudad del Este O Vitor Tavares da BBC Brasil acompanhou essa fila ao longo de três dias E é tudo muito desesperador Tá na BBC Brasil no dia 16 de abril Rimou!

Todos com quem a reportagem conversou disseram estar ali movidos por suas posições políticas e pela busca de uma vida com mais conforto e menos impostos. Os xios e as xias do zap. São pessoas de todas as regiões do Brasil que, em geral, começam a sonhar com a vida no Paraguai navegando nas redes sociais.

Paraguai não tem racismo, não tem discriminação com mulher. Existe uma liberdade de expressão extrema. Em muitos aspectos, é um lugar mais livre que os Estados Unidos. Inclusive, para arma de fogo. Se você construir uma PJ aqui, em 70 dias, você pode comprar arma de fogo aqui, fuzil, azor, toda. Mais barato que nos Estados Unidos. Que maravilha.

E tem muito influenciador falando de Paraguai. Aí uns desavisados, vem um vídeo no Instagram ou no TikTok ou qualquer coisa assim. Aí o algoritmo começa a recomendar mais coisa de Paraguai. E aí começa a ficar irresistível. Cinco motivos por que viver no Paraguai. O primeiro vocês já sabem, né? Dolarizar a sua vida. É uma boa ideia.

O Trump ferindo o dólar de morte enquanto moeda global. É os caras querendo dolarizar a vida. Nem o Trump está apostando no dólar, meu amigo. Boa parte da riqueza do Trump foi investida em Bitcoin. A volta para o Vitor Tavares na BBC. Os vídeos que se proliferam, em geral, enumeram as vantagens econômicas de se mudar para o país. Reforçando a baixa carga tributária do Paraguai e a predominância de governos de direita na sua história. A minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroger. Mas não corra, rapaz.

E o presidente atual é popular aí? É bem popular, e o cara já disse que tem que fazer caça predatória do PCC e do CV aqui, né? Caça predatória é quando você mata o filhote, não é isso ou não? O Santiago, você tem que matar o filhote, os vagabundos, as facções aqui, não é isso? Muito legal, muito bacana, muito gentil ele. E não vamos falar o nome desse rapaz, porque se você não conhece, vai ganhar o prêmio de continuar não conhecendo. Parabéns. Ignorância às vezes é uma bênção, hein? Uma volta pro Vitor Tavares na BBC.

Foi assim que Marcelo Mendes, um arquiteto aposentado de 70 anos de Recife, abandonou o plano de se mudar para Portugal, onde sua filha mora. Abre aspas, na internet a gente teve conhecimento em vários grupos. A gente viu vídeos de pessoas que já vieram contando a situação. Como é que tira os documentos? Fecha aspas, conta ele.

E segundo o cara, só falta convencer a esposa dele. E fica aqui toda a nossa solidariedade pra esposa. Se eu tiver que fugir hoje, eu ficaria entre Portugal, El Salvador e Paraguai. Paraguai também é um lugar muito promissor.

A carioca Zena Xerazi, de 68 anos, percorreu sozinha 1.500 quilômetros de ônibus do Rio de Janeiro à Ciudad del Este, no escuro, sem saber direito se tinha em mãos todos os documentos que precisava. Sou ousado! Abre aspas, é muita propaganda no YouTube. Cada um diz uma coisa, mas vim aqui pra ver, fecha aspas, explica. Professora aposentada e viúva, ela espera conseguir pagar um plano de saúde mais barato no Paraguai.

Porra, muito parecido com a Bahia, né? Tá vendo algum mendigo aqui? Cês vão ver aí, cartão de crédito aqui. A guerra é o dinheiro é pesada, meu irmão. Os caras dando 20, 30% de desconto em gasolina na porra toda, você usando cartão local. Sistema bancário, cê pode ter conta em dólar, conta em Guarani. Paz, não tá atraindo petista não, viu? Não tem mendigo.

Desde três horas da manhã na fila do mutirão, Zena gravava um vídeo para dizer a amigos que, na verdade, não estava só. Havia uma legião de pessoas como ela à espera de um sim do Paraguai. Abre aspas. Nós da direita nos sentimos as pessoas mais oprimidas. A gente não tem liberdade. É um governo que só está nos fazendo mal. Fecha aspas. Os entrevistados louvam os impostos baixos e a legislação trabalhista do Paraguai. Para o quê? Paraguai.

O país, por exemplo, não tem FGTS. E as férias começam em 12 dias úteis por ano, aumentando com o tempo de empresa, podendo chegar a 30 dias. Não há seguro desemprego. Deixa cada um se fuder! O Paraguai vai voar. E nós temos orgulho de viver nesse país maravilhoso, que dolarizou as nossas vidas. No meu caso, é uma honra viver no Paraguai. É uma honra promover o Paraguai para o mundo. Fiquem com Deus. Acreditem no Paraguai. Para o quê? Paraguai.

Mas a carga tributária menor também significa que o Paraguai arrecada menos dinheiro. E tem uma baixa capacidade de estimular a economia e o desenvolvimento, sobretudo com projetos de infraestrutura, saúde e educação. Abre aspas. Então o ponto central é verificar a sustentabilidade desse modelo no médio e longo prazo. Muitos desses brasileiros, por exemplo, vêm procurar o SUS aqui em Foz do Iguaçu quando precisam. Fecha aspas, afirma Costa. Mas isso é...

O sistema público de saúde do Paraguai é bastante fragmentado entre quem tem emprego formal ou não, por exemplo. E apesar de existir uma gratuidade por lei, tem muitas limitações. Quem é atendido muitas vezes precisa pagar por todos os insumos de remédio à seringa usada.

Um lugar que fica com os braços e pernas abertas. Ele disse isso mesmo? Pra quem quer gerar riqueza, pra quem quer investir. Vai atrair esse tipo de gente. A galera que tá vindo pra cá não é ladrão não, véi. As pessoas, as coisas tendem a ir pra onde elas são bem-vindas, né? Vai só ficar dizendo que essa porra aqui vai ser o México da América Latina. Isso aqui vai ser a Suíça da América Latina. Contanto que não entre a esquerda e cague a porra toda, né? E o estorre dos sonhos da direita brasileira? Sexo selvagem. Tão ao sul, quem diria, hein? E do Paraguai a gente vai pra Argentina? Olá!

Mas antes, uma mensagem da galera da Central 3. Você conhece a história do Quilombo dos Palmares? Sabia que durou quase 100 anos e teve aproximadamente 20 mil habitantes? Quer saber mais? Procure por Vida Palmarina no seu agregador de podcast a partir de 6 de abril. Uma produção, Central 3 e Janga.

Mas voltando, a direita brasileira ama o Milley. Presidente! Que abraço. Que prazer ver-te. Um abraço de meu padre, de meu irmão. E muita graça que você me reconheceu. O primeiro asilo político do Brasil. A esperança. Tessa ganada. Tessa ganada. Tessa ganada. Teu cu! Pois é, a direita brasileira ama o Milley. E porra, a gente talvez esteja falando aqui da figura mais bizarra da direita mundial, hein? Viva a liberdade!

Não grite, seja educado. Volta e meia aqui a gente coloca uns textos bizarramente elogiosos ao Milês. Bizarro. Como se o governo dele... Foira, foira, foira, foira, foira... Fosse um grande sucesso. Não, não é. Mas é o grande modelo...

a ser seguido por um presidente de direita no Brasil. Marcelo, o Banco Mundial anunciou que calcula que o PIB da América Latina como um todo vai crescer 2,1% neste ano, quer dizer 0,3% a menos do que no ano passado. Pois é, e numa quadra da história com duas guerras e uma sucessão de choques na logística global, até que não está ruim. O Banco Mundial indica que a Argentina desponta como a exceção positiva na região.

Um aumento de 3,6% para este ano. Pois é, ninguém na Argentina acredita nisso. Ninguém. Mas... E daí? Lamento. O mercado está excitadíssimo com a Argentina, claro. O organismo financeiro sustenta que isso se deve, abre aspas, à estabilização e às reformas, fecha aspas, quer dizer, às medidas implementadas pelo presidente Milley, como as reformas trabalhistas, a reforma fiscal... Presta atenção que isso aqui é importante. Embora elas sejam acompanhadas por um aumento do desemprego e crescente irritação social. Aí, ó.

Quem poderia imaginar que uma política voltada a foder com o povo argentino ia deixar esse mesmo povo irritado? Quem diria? Mais uma vez, como já virou tradição nacional, a Argentina está na malária. Malária não é a doença tropical neste caso. Malária aqui é a palavra para descrever aquele momento em que o bolso entra em modo sobrevivência.

E o Banco Mundial elogiando. Não que a gente esperasse muito, né? Bacas magras. Os dados oficiais confirmam que o desemprego subiu de 6,4% para 7,5%. E pior, quem ainda tem trabalho está no limite, porque quase um entre cada três trabalhadores está sobreocupado. Traduzindo, mais de 45 horas por semana, porque um salário só não fecha a conta. E é o famoso trabalhar muito e continuar apertado.

Ora para a Aielene Oliva, na BBC News, no dia 18 de abril. Para a diretora da área de emprego, distribuição e instituições trabalhistas do Instituto Interdisciplinar de Economia Política da Universidade de Buenos Aires, Roxana Maurício, abre aspas, Ter emprego não é mais um seguro contra a pobreza na Argentina, fecha aspas.

Os institutos públicos e as consultorias privadas chamam esse fenômeno de trabalhadores pobres. São pessoas ocupadas que, mesmo com salário, vivem em situação de pobreza. Abre aspas, o trabalhador pobre é aquele que, mesmo tendo emprego, recebe salário que não permite que ele saia da pobreza. Fecha aspas, explica Maurício.

Ela destaca que o salário mínimo do país atingiu níveis inferiores aos registrados na crise de 2001. Um estudo privado do Instituto de Estudos sobre a Realidade Argentina e Latino-Americana da Fundação Mediterrânea, publicado em outubro passado, registrou que um a cada cinco trabalhadores argentinos é pobre. E segundo o último Panorama do Emprego Informal e da Pobreza Trabalhista, publicado em março pelo Instituto Interdisciplinar de Economia Política, a quantidade de trabalhadores pobres aumenta para um a cada três em...

entre as pessoas com empregos informais. E a seguir, palavras de uma eleitora do Milley. Eu votei nele, votei nele, mas não sei. Você está convencida hoje de que o seu voto foi eficaz? Não. Por quê? Que coisas que não estão boas? Não consigo alugar, quer dizer, eu tenho um bom emprego, mas não consigo alugar.

E tenho um bom emprego. Eu vou me especializar em cirurgia, eu sou técnica ortopédica. E você não consegue alugar num lugar legal, então? Não. Mas o jeito que as coisas estão, as pessoas não estão conseguindo fechar as contas e está tudo muito complicado. Você acha que esses últimos dois anos de governo vão melhorar as coisas nesse sentido?

Não. Tem esperança? Não. Tem esperança? Não. E o Milley foi pior do que a pandemia para a economia argentina. Não é pouca merda não, hein? Desde a chegada de Milley ao poder, mais de 22 mil empresas fecharam as portas. Sim, ouviu? Corretamente. Mais do que durante toda a pandemia, quando fecharam 15 mil empresas na Argentina. E tem mais. A abertura das importações, especialmente no setor têxtil, está colocando pressão total na indústria local. Com a entrada de produtos mais baratos, principalmente.

Da China, os resultados aparecem. Demissões em massa no setor de investimentos. Enquanto isso, a inflação, que parecia que havia dado uma certa trégua no ano passado, voltou a subir. 2,9% só em fevereiro. No acumulado de 12 meses, 33,1%.

Resumo desta opereta em ritmo de tango. Menos empresas, mais desemprego, mais horas de trabalho e o custo de vida continua subindo. A malária, ao que tudo indica, não é só uma fase. Está com cara de temporada. O plano do Milei, que é anarco-capitalista, seja lá que desgraça que esse conceito signifique, jamais ia dar certo. E não era muito difícil prever isso, já que o dono do plano não é exatamente a pessoa mais brilhante do mundo e jurou simplesmente cortar tudo loucamente.

Mas pra acabar de foder com o seu governo, veio mais uma guerra. Dessa vez no Irã. E aí tudo vai aumentar ainda mais de preço. Pois é, uma coisa que o Banco Mundial fala sobre a macroeconomia argentina. Até porque o PIB argentino no ano passado cresceu graças à agricultura, mineração, todo o sistema financeiro, mas são todos setores que empregam pouca mão.

de obra no contexto geral argentino. Na vida real da maioria dos argentinos, a situação está bem complicada. Uma pesquisa da consultoria Subancórdoba indicou que a aprovação de Miley caiu para 33,9% e a desaprovação popular é de 65%. Segundo a Subancórdoba, a desaprovação se tornou dominante, o rechaço cresce

E consolida-se essa tendência. A pesquisa também indica que 55,2% dos entrevistados afirmam que a situação pessoal econômica piorou nos últimos 12 meses. Isso para 19,3% está igualmente ruim. Então, olha só, 52,2% dizem que a situação econômica piorou. 19,3% dizem que está igualmente ruim, como no ano anterior. E apenas 7,6% afirmam que a situação pessoal econômica...

Melhorou. Isso porque, graças ao Trump, o FMI está com uma linha de crédito para os argentinos, hein? Mas, para além da incompetência, tem ainda uma outra questão que é muito cara aos argentinos. O fato, Marcelo, é que o governo Milley está sendo abalado por uma sequência de escândalos de corrupção. Isso afeta o que havia sido a principal commodity que Milley argumentava ter, a luta anticorrupção.

Pelas bandas de cá, a gente fez um episódio sobre a Libra, aquela moeda digital promovida pelo Milley. E ele tava em contato direto com os caras, tá tudo comprovado. Além de maluco, ao que parece é ladrão também. E esse é só um dos casos. Tem outro caso envolvendo compra de remédios pra deficientes. Isso envolvendo a Karina, irmã dele.

E tem áudio. Uma grande confusão. E também está sendo abalado pelo crescimento da inflação, que continua crescendo gradualmente. Ela havia caído no início do governo e depois voltou a subir. E justamente a principal bandeira de Millet era exatamente o fim da inflação, Marcelo. E isso não está acontecendo. E tem muita gente passando fome. A matéria que vai seguir foi feita numa rua onde voluntários cozinham para quem não pode comprar comida. Ultimamente a pobreza foi incrementando demasiado.

Ultimamente a pobreza tem aumentado muito porque cada vez mais pessoas que antes você pensaria que não iriam ao refeitório para comer, agora estão indo buscar uma refeição. E elas ficam. Se você esperar mais quatro horas, elas passam essas quatro horas esperando pela refeição. Segundo dados oficiais do governo, a pobreza na Argentina diminuiu 10% nos últimos meses em comparação com o ano anterior, passando de 38% para 28%. E de novo, ninguém na Argentina confia nesse número.

No entanto, ninguém aqui percebe isso, muito pelo contrário. Observamos um aumento de 300% nos pedidos de alimentos. As pessoas obviamente perderam seus empregos e, envergonhadas, vêm à fila, pegam comida e aceitam o que distribuímos. É algo que nunca nos aconteceu antes.

As duras medidas de austeridade do presidente Javier Millet também aumentaram o desemprego, especialmente entre funcionários públicos. A taxa de desemprego subiu de 6,1% para 7,5%. E muitos continuam dependendo de doações de alimentos para sobreviver. Pois é, a fome está num nível que agora eles estão vendendo carne de burro por lá. Temos carne de burro desde sábado, 11 de abril. O preço por quilo é R$ 7.500.

Na verdade, é a primeira vez que é trazida aqui para o mercado e esperamos vender tudo. E a imprensa Promelei tenta vender isso de forma positiva. A carne de burro é deliciosa, é carne magra, rica em aminoácidos 20,7%, segundo nutricionistas de Ruhui, rica em fósforo, ferro e cálcio. E é realmente espetacular como alimento.

Imagine, eles chegam com toda essa falta de saneamento e incorporam o burro, então temos uma população saudável. E está vendendo bem.

E as pessoas estão bastante curiosas, para ser honesto. Não pensávamos que iríamos vender tanta carne de burro, ou que tantas pessoas viriam, mas a verdade é que muitas pessoas vieram comprar para experimentar pela primeira vez. Temos uma sessão exclusiva só para a carne de burro, uma sala separada também exclusivamente para a carne de burro. A carne de burro não é consumida com frequência em todo o mundo.

É mais comum na China e em alguns países africanos, como Burkina Faso e Níger. Mas em geral é uma prática local e muitas vezes rejeitada culturalmente.

Do ponto de vista nutricional não tem problema nenhum. Quem vai falar a seguir é Babi Echecopar, um jornalista de direita, eleitor do Milley, amicíssimo do Macri. Escuta aí. Pessoal, estamos numa situação complicada. Porque uma coisa é estar na Zâmbia e no Burundi. Você nasceu para provocar o inimigo e comê-lo. Outra coisa é viver na terra da vaca, onde nós estamos comendo carne de burro.

Uma puta que pariu, hein? Burros, mulos e cavalos costumam ser usados para defender a pátria. Agora eu mudei para hambúrgueres. Já estamos comendo carne de burro. Carne de burro e mula era consumida, e carne de cavalo também, durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Porque eles até começaram a sacrificar cachorros para comer. Espero que não, mas o prato especial de hoje era carne de burro.

Pessoal, estamos numa situação complicada. Eu esperava que, depois de dois anos e meio do governo do Milley, pelo menos hoje o país inteiro estivesse comendo o que quisesse. E sem as mentiras de Caputo, sobre como a pobreza foi reduzida pela metade. As pessoas deixaram de ser pobres porque tem mesmo para pagar as contas, comprar remédios para os filhos, comprar um botijão de gás. Ninguém na Argentina tem isso hoje. Eles estão governando terrivelmente.

E quem resumiu bem demais o Milley foi o Rogério Tomás Júnior. Javier Milley nunca teve êxito em nada na vida. Apaiava do pai, só recebia desprezo da mãe, teve um único amigo na vida inteira, o também economista liberal Diego Giacomini, que se afastou de Milley quando este se abraçou à extrema direita.

A primeira namorada só veio aos 47 anos. Fez faculdade particular, paga pelo seu Norberto, que atrasava o pagamento de propósito só para humilhar o filho. Se sentia injustiçado e sofria com a falta de reconhecimento. Aí precisaram de um personagem na televisão para atacar o governo, Macri, e ele era perfeito.

histriônico, eloquente o suficiente, caricato e virtualmente indomável por qualquer adversário em debates cresceu, virou fenômeno midiático, abriu os olhos e viu que poderia ganhar muito dinheiro e quem sabe ainda se tornar poderoso

Esse é o resumo de uma história muito mais complexa que tem como protagonista um ser humano fraturado psicologicamente, que usa fraldão geriátrico aos 50 anos, é movido a rivotril, tem fobia batata frita e ama mais os cachorros do que qualquer ser humano, exceto a irmã.

Javier Milei é sintoma e produto do nosso tempo. E um país com 47 milhões de habitantes está pagando o pato de votar com ódio. É verdade. Enquanto a Argentina derrete, o Milei foi visitar o Netanyahu. E as imagens são constrangedoras. Vídeos mostram o presidente argentino subindo ao palco e cantando a música livre, em espanhol, ao lado dos artistas Lila Malcos e Hananel Edri, sob aplausos de Netanyahu e do público presente.

Em outro trecho da cerimônia, Milley aparece acendendo uma tocha, um dos atos simbólicos do evento. Esta é a terceira viagem de Milley a Israel desde o início de seu mandato. Essa é a trinca que a direita brasileira ama. Trump, Milley e Netanyahu. Três das pessoas mais vis e desprezíveis dessa quadra da história, hein? Olá, mulher puta! Bom, Flávio Bolsonaro estaria do lado dessa trinca maldita aí. Porra, e ainda tem gente falando assim... Ai, porque o Lula... Ai, não sei o que o PT... Ai, não sei o que que você...

Fica na boca, moleque! Porra, gente, pelo amor de Deus! Meu Deus! A gente vai cansando, sabe? Medo, delírio e Donald. O retorno. Pois é. Pô, cara, de novo, cara! Matem a sua calma. A gente ouviu as muitas reclamações, mas também ouvimos elogios. Tem que ser falado. A trilha da cabeça do Trump. Nas inacreditáveis postagens do presidente americano. O pessoal reclamou mais da vinheta que eu usei pra entrar e sair da cabeça do Trump.

Vou mudar! Acho que vai ficar menos irritante. Será? Bom, mas daquele episódio pra cá, óbvio, o Trump já fez um sem número de postagens absurdas. Eu sei palavras, eu tive as melhores palavras. E o Trump tá tão fodido com a guerra que já tá comparando a duração de guerras passadas. Acabei de olhar pra um gráfico, a Primeira Guerra Mundial, 4 anos e 3 meses. Segunda Guerra Mundial, 6 anos. Guerra da Coreia, 3 anos. Vietnã, 19 anos.

Eu tô há cinco meses. Não, porra, a guerra começou em 28 de fevereiro. Não tem nem dois meses, ô caralho. E como a gente já falou, tem muita gente séria apontando pra um possível processo de demência senil do rapaz, hein? Eu teria vencido a guerra do Vietnã muito rapidamente. Eu teria se fosse presidente. Agora sim, vamos pra mais uma postagem dele. Eu estou ganhando a guerra por muito. Não parece. As coisas estão indo muito bem. Não parece.

O rapaz se distrai muito facilmente. Isso aí é real, hein? Já deu no New York Times e muita gente já falou que ele não consegue se concentrar em conversas sobre a guerra. Ou qualquer outra conversa, pra falar a verdade. Logo, logo o cara tá mudando de assunto. E até a mudança do CEO da Apple comove o Trump.

Pra mim tudo começou com o telefonema do Tim no início do meu primeiro semestre. Quando eu recebi a ligação eu pensei, nossa é o Tim Apple Cook. Ligando, que importante. Fiquei muito impressionado comigo mesmo por ter o chefe da Apple ligando para puxar o meu saco. Você é uma pessoa horrível. Pois é, no original ele falou kiss my ass. É puxar meu saco. Para me bajular. E a última vez que ele tinha usado a expressão kiss my ass foi recentemente se referindo ao príncipe da Arábia Saudita.

O Trump humilhou o Tim Cook da mesma forma que o Luciano Huck humilha as pessoas naquelas gincanas com prêmios em dinheiro. Os iranianos se recusam a se curvar aos Estados Unidos na negociação. E aí mais um prazo do Trump ia expirar.

Considerando que o governo do Irã está seriamente fragmentado, o que não surpreende, e a pedido do Marechal de Campo Azim Munir e do Primeiro-Ministro Sheba Asharif do Paquistão, fomos instruídos a suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada. Pois é, agora não tem mais 72 horas, mais duas semanas. Agora é sem prazo.

O Wall Street Journal perdeu o rumo. Um idiota do conselho editorial do Wall Street Journal chamado Elliot Kaufman acabou de escrever um artigo de opinião intitulado Os iranianos acham que Trump é um otário. Sério? É sério. É.

Mas claro, o Trump falou, ah, eu sou fodão e tal, sou bom pra caralho e... Mas apesar de tudo isso, tem um idiota no conselho editorial do The Wall Street Journal escrevendo sobre eu ter sido considerado um otário. O Irã certamente não pensa assim, nem nenhuma outra pessoa. Acho que o Rupert Murdoch mandou ele escrever dessa forma, porque o Wall Street Journal perdeu o rumo.

Mal comparandíssimo, é como se o Bolsonaro reclamasse do Tutinha sobre a cobertura da... Rádio Pan-Americana S.A. Jovem Pan 1. O Irã está em colapso financeiro. Eles querem a abertura imediata do estreito de Hormuz. Estão desesperados por dinheiro. Perdem 500 milhões de dólares por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários. S.O.S. E do nada ele larga umas postagens de uma frase só, em tudo em maiúscula.

Não se pode abrir mão da sanidade e do bom senso. Olha quem está falando. Porra, tudo que falta ao Trump, né? Sanidade e bom senso. O Irã está tendo muita dificuldade para definir quem é o seu líder. Eles simplesmente não sabem. A luta interna entre os Linha Dura, que vem sofrendo derrotas feias no campo de batalha, e os Moderados, que não são nada moderados, mas estão ganhando respeito, é uma loucura.

E é isso, pronto. Essa semana vai ser só esse episódio. Desculpe. Desculpe. A gente tá fazendo muita coisa de produção pra tentar levar o lançamento do livro Juízo Final e a festa do Medelírio para algumas capitais. Principalmente o do Sul pro Norte, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, aí Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Fortaleza também, mas a gente acha que vai mais pro final do ano.

Se enviar uma proposta boa de outras cidades, é nóis. A gente já deu uma boa mapeada em lugares bacanas pra fazer os eventos. Estamos abertos às sugestões também. E agora a gente tá partindo pra tentar financiar essa ida. Se você tem alguma ideia de apoio, patrocínio, doação, sei lá, ou de lugares legais pra fazer o lançamento do livro ou a festa, dá um toque pra gente lá no Instagram ou no e-mail, né? O medo e delinebrasilia.gmail.com

brigadíssimo e semana que vem tamo de volta. Se você tá no Rio, dia 25, sábado agora vai ter o lançamento do livro, na Livraria Janela de Laranjeiras. Às 4 horas da tarde. Dá uma chegada lá que vai ser bacana. Tchau pra vocês. Vem pianinho.

E hoje a gente fica por aqui.

Carol Ito, Ana Bonassa, Letícia Sarturi, Uol, Não Inviabilize, Alfredo Rolo, Bagaceira Chique, Aviões e Músicas, Globo News, Porta dos Fundos, História Pública, Estúdio CBN, Petit Jornal, Meteoro Brasil, Podcast Pauta Pública, Diogo Defante, Ian Neves, Professor Pasquale, Carla Bora, Secos e Molhados, MCBN, Legião Urbana, Djavan, Marília Mendonça, Aldair Playboy, MCWM, Bruce Buffer, Metrópolis, Rádio Band News FM, TV Justiça, TV 247, TV Brasil, Jornalismo, TV Cultura, Jair Me Arrependi, Metallica, Osar,

A CIDADE NO BRASIL

Cortes 3 Oitão, Midcast, Silvio Brito, Esse Menino, Jorge Benjó, Portal Paraguai, Chaves, O Antagonista, Somos Gen, Opaí, Vitor Camejo, Arquivo X, Flow, Pesadelo na Cozinha, VI One, Terra Brasil, Não Adivinho, As Meninas, Marcos Vale, Alexandre Frota, L Destape, L Universal, A24, Daniel Mayakovsky,

E The Office! Tá satisfeito agora ou não? Você tá satisfeito agora?

Se quiser e puder, pinga um lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio, no patreon.com barra medo e delírio em Brasília, na Orelo ou no pix medo e delírio em Brasília, arroba gmail.com. Porra, não é só o caralho, porra. Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, morou, cara?

Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais. E também no loja.medoedelirimbrasilia.com.br Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora!

Me permite uma parte. Não lhe dou uma parte. Meu nome é Sérgio Silva, eu sou fotógrafo. E há 13 anos eu tenho um processo na Justiça Brasileira, onde eu processei o Estado de São Paulo por uma violência que eu sofri no ano de 2013, quando eu realizava a cobertura dos protestos contra o aumento da tarifa no transporte público. Fazer a cobertura como fotógrafo, como exercendo a minha profissão de fotojornalista, que fui atingido pela polícia. Essa bala que me atingiu foi uma bala de borracha, acertou o meu olho. Eu perdi a visão do olho esquerdo.

E até hoje eu aguardo justiça para o meu caso. Então, voltando ao início aqui da minha fala, eu abri um processo em 2013 contra o Estado. E desde então o Estado vem me condenando, em vez de garantir os meus direitos. O Estado se defende me atacando, dizendo que eu fui a única pessoa responsável por estar naquela manifestação, que a culpa e exclusividade dessa situação é minha.

E que eu entrei na linha de tiro entre a polícia e os manifestantes. Isso foi a sentença dada por um juiz em primeira instância em São Paulo, né? Que é uma grande mentira, né? Porque eu não entrei na frente dos manifestantes ou da polícia enquanto a polícia atacava aquela manifestação. Eu, pelo contrário, eu estava me protegendo atrás de uma banca de jornal desde o início da primeira bomba que a polícia jogou. E foram inúmeras, né?

na verdade, mais de centenas, né? Contando com bomba de gás lacrimogênio, bomba de efeito moral, bala de borracha. Foram mais de centenas cápsulas despejadas contra manifestantes naquela noite. Isso não é uma opinião minha, são dados que existem aí pela própria corrigedoria da polícia, pela própria polícia militar informada na época, né? Então...

Em um determinado momento que a polícia parou de despejar essas bombas e atirar, eu saí de trás da banca de jornal, porque eu não aguentava mais, inclusive, respirar tanto gás lacrimogêneo, a quantidade de armamento chamado menos letais que foi disparado naquela noite foi, de fato, absurdo. Então, não havia condições de permanecer ali na Rua da Consolação, onde a polícia começou o ataque contra os manifestantes.

E ao sair de trás dessa banca de jornal, eu como fotógrafo, como fotojornalista, eu efetuei alguns cliques da tropa da polícia militar que estava perfilada na Rua da Consolação. Após realizar alguns cliques, eu baixei a câmera fotográfica do rosto e vi um policial atirando na minha direção. Então essa bala atingiu meu olho, né? E aí é toda a história que eu já contei.

Desde então, é essa a versão real da história, né? Porém, como eu disse no início do áudio, a justiça inverteu os valores, inverteu a história. Então, o meu processo seguiu para a segunda instância em São Paulo, e em segunda instância eu tinha que provar que foi a polícia que me atingiu, ou seja, que foi a polícia que portava uma arma com bala de borracha naquela noite. E, infelizmente, não tem nenhuma fotografia desse policial.

me atirando, não tem um vídeo do policial me atingindo, né? Mas quem estava presente sabe e viu o que a tropa que foi destinada para aquela operação na ocasião fez, né? Então, o Estado em nenhum momento procurou responsabilizar essa tropa ou sequer mesmo fazer uma investigação para se identificar desse policial, né? Ou como foi a conduta da tropa.

Então, em segunda instância, eu também perdi esse processo e hoje, 13 anos depois, ele chegou ao STF. Então, são 13 anos de muita luta, de muita violência, de um processo psicológico muito difícil de lidar, porque você fica acreditando na justiça e aí essas sentenças que ocorreram em primeira e em segunda instância...

tiram todo o crédito, toda a crença que a gente tem ainda na justiça brasileira. Então é um misto, há 13 anos eu vivo esse misto de amar e odiar a justiça brasileira, de acreditar e não acreditar. Hoje, 13 anos depois, o STF tem a oportunidade de desfazer essa injustiça e colocar a história no seu devido trilho, no seu devido lugar, cuidar do cidadão, cuidar desses 13 anos que esse processo vem me violentando e aceitar o meu pedido de indenização.

É a única maneira, infelizmente, de responsabilizar o Estado através da ação. E o valor é o que pouco importa, embora o que foi pedido é o mínimo que o Estado me deve, porque nenhum valor indenizatório trará minha visão de volta e vai fazer eu esquecer a dor e a dor que a minha família também sentiu e meus amigos sentem até hoje por conta dessa violência. Então eu espero que nessa terça-feira, dia 28, a ministra da Justiça do STF, Carmen Lúcia, possa votar a favor desse voto favorável à minha causa, porque...

É uma causa pessoal, mas também é uma causa coletiva. Aquela violência, aquela bala disparada pela polícia em São Paulo não foi somente contra o fotógrafo, foi contra a sociedade, foi contra a imprensa, foi contra o direito de se comunicar a verdade sobre os fatos que acontecem na vida política do nosso país. Acabou? Não! Vou começar dizendo que o trabalho é fruto do pecado. Quando Adão e Eva foram expulsos...

Não sei por que vocês riram. Quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, porque cometeram o pecado original, eles foram condenados a ganhar o pão com suor. Trabalha fruto do pecado. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele veio ao mundo em carne e sofreu o martírio da cruz para nos redimir do pecado.

Querer que as pessoas sofram o trabalho que é fruto do pecado é ser anticristão. Então todas as pessoas que vocês assistirem vídeos na internet que estão contra o fim da escala 6x1, elas estão possuídas pelo demônio, elas estão querendo destruir a fé do brasileiro e da brasileira. Então eu quero dizer para você que está nos escutando que sempre que você passar por um vídeo desse, por uma postagem no Instagram, no Twitter...

que você vai lá e comente. Show satanás. Porque isso é uma mensagem do inimigo. Acabou? Não. Nesse exato momento, o nosso futuro está ameaçado e quase ninguém está falando sobre isso. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. E hoje, terras raras são essenciais para uma série de coisas como baterias de carros elétricos, semicondutores. É o ouro do futuro.

E o Brasil possui 23% das reservas de terras raras do mundo, atrás somente da China. Os Estados Unidos, para fazer frente à predominância da China nessa área, comprou a única empresa brasileira que extrai terras raras, uma empresa chamada Serra Verde. O que os Estados Unidos querem com isso? Que essa empresa seja fornecedora de metade da produção mundial.

mundial de terras raras fora da Ásia. E isso pode? Infelizmente sim, porque uma emenda constitucional de 1995 permitiu capital estrangeiro na mineração. E hoje, terras raras é tratada da mesma maneira que a mineração em geral. Então, essa empresa é dona do produto que ela extrai do nosso solo, que é a propriedade da União. A gente não pode deixar que terras raras, que são tão estratégicas, sejam identificadas a outros minérios, permitindo uma exploração que ameaça a soberania nacional.

Para isso, a gente tem que rever essa legislação. O governo brasileiro já está se mexendo, o próprio ministro das Minas e Energia prometeu criar um conselho de proteção mineral para não deixar que essas operações sobre minerais críticos e terras raras se realizem dessa maneira. Além disso, a gente tem que internalizar as etapas industriais do processamento de terras raras.

Porque, na verdade, terrajárias não é um mineral, são elementos químicos extraídos de uma maneira muito difícil, exige um processo complexo. Mas a gente tem muitas universidades, a gente tem pesquisa de ponta, a gente tem uma área de engenharia muito desenvolvida, a gente tem toda a capacidade de fazer isso.

Então a proposta é a seguinte, contem comigo lá em Brasília para rever essa legislação. Enquanto isso, a gente já tem que evitar a venda dessa empresa para a empresa americana. Vamos nos mobilizar, denunciar. Isso é muito grave. Empartilhe esse vídeo e vamos defender a soberania nacional. O Brasil é dos brasileiros.

Acabou? Não. Na ironia do destino, o Jair Bolsonaro acabou preso, né? Já imaginou se o Flávio tivesse que tirar a roupa e agachar três vezes pra visitar o pai? Eu fui professor nas prisões. Eu tinha 22 anos, cara. Tinha uma coisa que sempre me incomodava muito, que era o sofrimento das mulheres, das mães, das filhas, das mulheres, dos presos. Por quê? Porque essas mulheres, às vezes senhoras de 75 anos, que iam visitar o filho, iam visitar o neto, e elas passavam pela chamada revista vexatória. Elas tinham que ficar peladas.

e agachar três vezes para ver se saiu alguma coisa. Isso era feito com crianças e com mulheres idosas. E eu levei as mulheres lá, eram oito mulheres, se não me engano, eram oito mulheres, para conversar com o Jorge Pissano. Ele recebeu na sala dele. E aí elas falaram, poxa, mas eu estou quase desistindo de ver meu neto, que vai acabar com a minha vida, porque eu não aguento passar por aquilo. E o Jorge Pissano ficou horrorizado com o relato. Ele falou, mas Freixo, o que a gente faz? Eu falei, presidente, eu tenho aqui uma lei. E era um projeto de criar uma revista com um aparelho, como a gente faz para entrar no avião. Alguém pode entrar com droga ou arma no avião?

O que você faz? Você passa no raio-x. Você passa, não é isso? Ou alguém fica pelado e agasta três vezes para entrar no avião. Esse projeto foi aprovado só com um voto contrário, do deputado Flávio Bolsonaro. Todos os outros aprovaram o projeto. Por ironia do destino, o Jair Bolsonaro acabou preso.

Você já imaginou se o Flávio tivesse que tirar a roupa e agachar três vezes para visitar o pai? Porque pela votação dele, para visitar o pai, ele teria que ficar pelado três vezes e agachar para ver se saia alguma coisa de dentro dele. Certamente a opinião dele mudaria sobre o voto que ele teve contra as pessoas pobres que visitam os seus parentes presos. Acabou?

Acabou sim. Acabou? Acabou, acabou. Porra, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu períneo. A boca é um ano da faça. Varanda do porro. Lexotan não se toma na veia. Essa porra é maconha. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo.

Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Quem fuma? Duzentos baseados. Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido.

No Brasil, transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha. Hoje nem isso, coça mais. Pegue sua Toyota, empurre dentro do seu cu. Um opalão, um chevette, um golbolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extenso. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz. Quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra.

Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Pera um pouco, querido. Pera só um minuto. Só um minutinho.

e estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxa. Pronto, tá bom. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda! Acorda! Obrigado, minha gente. Deus proteja todos. Sejam felizes. Abraão! Deus proteja todos!

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