II - 2026.24 - (COM TRADUÇÃO) Medo, Delírio & Donald
Melhor forma de ajudar o Medo e Delírio? Pix recorrente na chave “medoedelirioembrasilia@gmail.com”.
AGENDA
.11 de abril, sábado, 16h
SÃO PAULO
Lançamento do livro “Juízo Final”
Megafauna do Copan
.16 de abril, quinta, 19h
BRASÍLIA
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Paradeiro Café
.18 de abril, sábado, 20h
BRASÍLIA
Festa do Medo e Delírio na Infinu!
https://shotgun.live/pt-br/events/isso-e-jazz-22
INGRESSOS ESGOTADOS
.25 de abril, sábado, 16h
RIO DE JANEIRO
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Janela, Laranjeiras
.26 de maio, terça, 19h
BELO HORIZONTE
Lançamento do livro “Juízo Final”!
Livraria Jenipapo
Quer anunciar no Medo e Delírio, escreve pra gente no medoedelirioembrasilia@gmail.com
- Conflito Azerbaijão-IrãGuerra no Oriente Médio · Donald Trump e a NASA · Política externa dos EUA · Impacto no povo iraniano
- Criticas ao Governo TrumpCrimes de guerra · Relações internacionais · Reação da comunidade internacional
- Consequências econômicas das guerrasProtestos no Irã · Efeitos sobre a população civil · Destruição de infraestrutura
- Relações Israel-EUARelação EUA-Israel · Conflito Israel-Irã
Esse é um daqueles episódios com e sem tradução. Esse é o episódio sem tradução. Se você quer o outro, vai lá no nosso feed. Mas, rapidinho, uns avisos. Melhor forma de apoiar o Medo Delírio é pixecorrente no medodelirioembrasile.com E bora pra agenda do Medo Delírio. Se esse final de semana agora, no sábado, dia 11, você estiver aí por São Paulo, vai estar...
Todo mundo lá no Copan, na livraria Megafauna e na ruazinha ali do lado de fora também, com discotecagem, com cerveja, pro lançamento do livro da Gabriela Biló, no qual a gente participou, juízo final. Vai ter um bate-papo também. Eu, Cristiano Botafogo, vou estar lá, Pedro Doutro, Pedro Inô e Gabriela Biló, com mediação do Fernando de Barros e Silva. Ai, que luxo! Vai ter o livro pra vender lá. E o pau que rola nas redes sociais é de que vai ter camiseta pra vender.
E a cerveja do meio delírio. Será? O resto da agenda tá no descritivo. Agora, bora pra abertura.
48 até 67, um amplo setor da esquerda europeia apoiou a criação de Israel. Por que que em 67 isso mudou? Porque em 67, Israel expandiu e ocupou todo o território da Palestina histórica e a conquista de Jerusalém para o judeu religioso foi algo extremamente simbólico.
E aí Israel vai dizer, a cidade una e indivisível, nós nunca mais vamos devolver Jerusalém. O antisionismo, de fato, em 67, ele tem um impulso. Exato. Porque aí, muitos que de 48 a 67 tinham apoiado o projeto de criação de Israel,
vão dizer, não, não, peraí, foi longe demais, acabou com os territórios palestinos, não sobrou mais nada para os palestinos, claro que um setor da esquerda sempre criticou pelo aspecto colonialista, mas outros que apoiavam começam a se distanciar. Mais importante até do que a esquerda se distanciar é dentro das próprias fileiras do sionismo. E essas fissuras dentro do movimento sionista punham até mais receios e medos na liderança sionista do que crítica externa, porque perder a sua base é muito...
complicado para um projeto tão novo que está ainda buscando se construir tudo. E a resposta foi usar cada vez mais, por parte do sionismo, do Estado de Israel, do establishment, da liderança, usar cada vez mais a memória do holocausto, a memória do antissemitismo instrumentalizado como uma forma de se proteger.
Principalmente no cerne disso daí, está justamente essa confusão que foi elaborada, que foi trabalhada, que foi, portanto, proposital entre o antisionismo e o antisonitismo. Dizendo que o antisionismo é uma forma nova de antisionismo.
semitismo. Então se cria uma equivalência entre o ódio contra o indivíduo e a crítica ao Estado, que vai virar ódio ao Estado, que não é ódio ao Estado, é uma crítica. São eliminadas as linhas entre o indivíduo, o judeu individual, o judeu coletivo e o Estado. E isso acaba inculcando no judeu a ideia de que ele tem que defender o Estado de crítica, porque se aquele Estado é criticado, a crítica é contra ele também. Não, não é. O medo e o perfeito em Brasília Não, não é.
Vocês percebem a loucura? Legal. Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bom dia, porra. Por enquanto. Eu sou o Cristiano Botafogo. Botafogo é bairro, viu, meu filho? Você viu a Fernanda Torre? Cristiano, seu lixo. Cristiano!
Seu lixo! Cristiano, seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Seu lixo! Calma! Ê, Cristiano! Aquele verme maldito! E aí? E o... Brasília, depressão. Como é que chama, gente, o podcast dos caras? E o medo e delírio em Brasília? Medo e delírio em Brasília. Isso. Beijo pra eles. Medo e delírio, hein? É um programa que, pô, mano, meio duvidoso, né? Fora seu medo e delírio em Brasília, pô! Eu não ouço medo e delírio.
É escrito por Pedro Doutro. Um abraço, Doutro. Meu queridíssimo Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Pedro Doutro. Todo mundo sabe quem é. Parabéns a toda a equipe de roteiros. Um beijo pro Pedro Doutro. Um beijo pro Pedro Doutro. Eu consegui descobrir quem está por trás do medo e delírio em Brasília. Eu nem conheço os caras. E esse é o episódio 24 de 2026. Ah, é? Foda-se.
Bora passar pano? Não. Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva? Bora. Bora. Bora. Bora. Medo e delírio na mente de Trump.
Estamos de volta, senhoras e senhores. E esse podcast acordou de sonhos intranquilos e se encontrou aprisionado na cabeça do Trump. Doideira! Ladies and gentlemen, the president of the United States, Donald J. Trump. Bing, bing, bing, bing. Big Mac. The Bible. And Burger King.
Isso aí era pra sear a cabeça do Trump, tá? Mas a guerra começou em 28 de fevereiro com uma operação de nome inacreditável. Estamos tomando medidas decisivas para deter a ameaça representada pelo regime terrorista no Irã com a Operação Fúria Épica.
Caralho, bicho. Bom, o Trump não pediu autorização pro Congresso. Não pode, cara. E nem se deu ao trabalho de fazer um pronunciamento à nação. O Trump dá os recados dele, em especial na rede social que ele criou, porque ele foi expulso do Twitter. Através de postagens... Daquele jeito! Eu sei palavras, eu tenho as melhores palavras. O primeiro post após as bombas caírem foi no dia 28 de fevereiro. E foi logo um obituário. Morreu, desculpa.
Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Se fizer um top 3 de piores pessoas vivas do mundo, só falta decidir quem vai fazer companhia para o Netanyahu e para o Trump. Nessa ordem. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei. Isso é gangue de bandidos sedentos de sangue.
Qual país causou mais guerras e matou mais gente no mundo nas últimas décadas? Vai tomar no cu, bicho!
Estamos ouvindo que muitos dos seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica, das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar. Estão buscando imunidade contra nós. Esperamos que a IRGC e a polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos. E trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece. Vou falar uma coisa, você tem quantos anos?
Segundo o New York Times, essa foi uma promessa do Mossad. O New York Times diz que o chefe do Mossad, David Barnett, teve duas vezes na Casa Branca justamente para convencer o Trump de que o povo iraniano derrubaria o regime. Esse processo deve começar em breve. Não só a morte de Khamenei, mas o país foi, em apenas um dia, muito destruído. E até mesmo obliterado.
Bim, bim, bim. Messolonte, messolonte. Bim, bim. Vai tomar no cu, bicho. Uma bela forma de conquistar o apoio do povo iraniano, hein? Os bombardeios pesados e precisos, no entanto, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para atingirmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo. Agradeço sua atenção a esse assunto. Vocês estão loucos?
Não precisa nem pensar muito profundamente. Como é que o povo iraniano vai para as ruas se os bombardeios continuam? E não é só nos últimos dias de dezembro, hein? Antes mesmo dessa guerra estourar, se lia isso aqui no Jerusalem Post, ó.
Na segunda-feira, o Mossad usou sua conta no Twitter, em farce, para encorajar os iranianos a protestarem contra o regime iraniano, dizendo-lhes que se juntaria a eles durante as manifestações. Abre aspas, saiam juntos às ruas, chegou a hora, fecha aspas, escreveu o Mossad. E continuou, abre aspas, estamos com vocês, não apenas à distância e verbalmente, estamos com vocês em campo, fecha aspas. Olha só!
Isso aí foi durante as manifestações de janeiro de 2026. Mas a mesma coisa deveria acontecer nos primeiros dias de guerra. Quem seria maluco de ir às ruas se o Mossad estaria por trás das manifestações? O pessoal até odeia o regime, mas odeia mais o Mossad.
Se estiverem nas ruas, eles vão ser baleados imediatamente. Eles não têm armas, sabe? Nós enviamos algumas armas, mas o grupo que deveria entregar... Foi o que eu disse que ia acontecer ao meu pessoal, o que aconteceria. Eu previ exatamente isso. Nós enviamos armas, muitas armas. Elas deveriam ir para o povo para que pudessem lutar contra esses bandidos. Mas sabe o que aconteceu? As pessoas para quem as enviamos ficaram com elas porque disseram, Ai, que arma linda.
Acho que vou ficar com ela. Então eu estou muito irritado com um certo grupo de pessoas.
E eles vão pagar um preço alto por isso. Mas o povo iraniano vai lutar se souberem que não serão baleados e se tiverem armas. E... Presta atenção que isso aqui é importante! As postagens do Trump vão na ordem cronológica. Mas esses áudios não, hein? A maior parte desses áudios é recente. Bora pra mais uma postagem do Trump.
O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atacaremos com uma força nunca antes vista. Obrigado pela atenção, presidente Donald J. Trump.
Porra, que quadro da história, hein? É um senhor de idade com sinais de demência senil que sofre cronicamente de incontinência digital. Eu sei palavras, eu tenho as melhores palavras. E às vezes o cara assina como Donald J. Trump e outras como presidente de JT. A partir daqui a gente vai ignorar a assinatura.
Acabei de ser informado de que destruímos e afundamos nove navios da marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes. Vamos atrás dos demais. Em breve eles também estarão boiando no fundo do mar. Em outro ataque, destruímos grande parte do quartel-general da marinha deles. Tirando isso, a marinha deles está indo muito bem. No dia 3 de março, Trump não gostou de notícias sobre o número de mísseis que Estados Unidos e Israel estavam gastando nos primeiros dias de guerra.
Os estoques de munições dos Estados Unidos nos níveis médio e médio superior nunca foram tão altos ou melhores. São rolando levas. Como me foi dito hoje, temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas. São rolando levas. Um estoque praticamente ilimitado de munição. Não existe. As guerras podem ser travadas para sempre com muito sucesso. Os Estados Unidos estão preparados e prontos para vencer. E vencer com muita força.
Obrigado pela sua atenção. Estados Unidos e Israel estão gastando loucamente os seus estoques de mísseis interceptadores. Eles podem gastar quantos bilhões quiserem que não vão conseguir repor todos os seus estoques. Bora para o McDonald Amor, para o Morgan D. Basilian e para o Tenente-Coronel Jahar Matissek no Foreign Policy Research Institute no dia 16 de março.
A matéria-prima representa uma pequena fração do custo unitário de cada munição, geralmente não mais que 3%. O interceptor Patriot PAC-3 MSE de 4,5 milhões de dólares contém aproximadamente entre 5 e 15 mil dólares em minerais brutos, considerando os preços atuais. Mas o valor em dólares dos minerais não é o ponto principal. A restrição é a disponibilidade. O Congresso pode destinar 16 bilhões de dólares da noite para o dia.
Não pode, porém, criar galho, neodímio ou perclorato de amônio do nada. A diferença entre o custo da guerra e a capacidade de produção da base industrial é o que torna isso tão urgente para toda a base industrial de defesa ocidental. Isso porque se trata de um problema de química e geologia.
Some-se a isso o problema do controle da cadeia de suprimentos devido ao controle e a restrição exercidos pela China sobre muitos dos insumos minerais e materiais. E agora não importa se a base industrial de defesa ocidental tem carta branca, porque não há minerais que as empresas chinesas estejam dispostas a vender para as empresas de defesa americanas e aliadas.
É o famoso do-nothing-win. É só não fazer nada que você ganha. Ou nunca interrompa o seu adversário quando ele estiver cometendo um erro. Era para o Trump economizar nos mísseis, mas ele está fazendo exatamente o oposto, para delírio do Xi Jinping.
A China controla 98% da produção global de galho, proibindo exportações para os Estados Unidos em dezembro de 2024, 90% do processamento de neodímio e 99% do disprózio. Essas terras raras e metais especiais estão presentes em todos os sistemas de busca, orientação e módulos de radar do arsenal da coalizão. Eles não podem ser substituídos em larga escala e cadeias de suprimento alternativas ainda estão a anos de distância de fornecer volumes significativos.
Diz aí, Flávio Bolsonaro! O Brasil será o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China em relação aos minerais críticos, especialmente elementos de terras raras. Atualmente, os Estados Unidos ainda dependem da China para cerca de 70% das importações de terras raras.
E a China controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento. A reposição das 5.197 munições utilizadas em 96 horas requer aproximadamente 92 toneladas de cobre, 132 quilos de neodímio, 18 quilos de galho, 37 quilos de tântalo, 7 quilos de disprózio e 600 toneladas de perclorato de amônio.
E a gente está falando só dos quatro primeiros dias. No 36º dia, o Trump estava dizendo isso aqui. Estamos indo muito bem como país. Estamos ensinando as pessoas a viverem em segurança. Lá no Irã, estamos praticamente concluindo isso.
Ainda temos que dar mais alguns golpes. E apesar desse discurso, não só o Irã continua disparando regularmente, como o Hezbollah está muito mais forte que Israel imaginou. Hezbollah, Hezbollah, Hezbollah. E ainda tem os Hutis que nos últimos dias entraram na guerra.
Embora apareçam pequenos em termos de peso, os elementos de terras raras e metais especiais estão se tornando cada vez mais difíceis de obter em quantidades adequadas devido aos controles de exportação chineses, às demandas de data centers comerciais e de inteligência artificial e ou ao número limitado de produtores.
Pois é, por que caralhos os chineses iam vender metais raros pra armar os Estados Unidos? Esse Estados Unidos, com o presidente mais bélico e despirocado que o mundo já viu. Por quê? É por essas e outras que, na China, o Trump é apelidado de Nation Builder, construtor de nações. No caso, é a nação chinesa, né? So much winning! Mas vamos seguir. Vamos voltar ao ponto. Foi ali pelo dia 2 de março que os barcos deixaram de cruzar o Estreito de Hormuz pra valer. Aí, no dia seguinte, o Trump mandou essa aqui, ó.
Para efeito imediato, orderei que os Estados Unidos forneçam a um preço muito razoável, seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, especialmente o de energia que transita pelo Golfo.
Isso deveria ser algo pensado de antemão, né? Oferecido às empresas desde o começo da guerra. Mas, obviamente, os patetas supremacistas não pensaram nisso. E uma consequência dessa guerra é que o preço dos seguros, e não só de navegação comercial, vai ficar incrivelmente mais caro lá pelo Oriente Médio. E isso vai ser pago pelo mundo inteiro. Muito muito ganho! Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar navios tanque através do Estreito de Hormuz assim que possível.
Imagina, isso aí foi dia 3 de março, mais de um mês se passou e a Marinha dos Estados Unidos não protegeu um mísero navio. Na verdade, os porta-aviões dos Estados Unidos estão bem longe do Estreito de Hormuz.
Não importa o que aconteça, os Estados Unidos garantirão o fluxo livre de energia para o mundo. O uso do caps lock pelo Trump realmente é muito peculiar. O poder econômico e militar dos Estados Unidos é o maior da terra. Mais ações virão. Obrigado pela sua atenção a esse assunto.
Com certeza, os Estados Unidos vão garantir o fluxo livre de combustível, com certeza. Essa alta dos combustíveis que a gente acabou de acompanhar na reportagem da Patrícia Vasconcelos tem forçado governos do mundo todo a adotar medidas para conter os efeitos da guerra. Tem até país europeu apelando para o racionamento. E tem umas mensagens do Trump na rede social dele que só um ácido estragado explica.
Pô, nessa olódia, nessa olódia. Essa aqui é de 6 de março. O Irã que está sendo espancado até o inferno. Muito bacana, gentil ele. Pediu desculpas e se rendeu aos seus vizinhos do Oriente Médio. E prometeu que não mais atirará neles. You are fake news. Entendeu? O Irã teria pedido desculpas e se rendido aos países do Golfo onde estão as bases militares americanas. De onde saíram os ataques dos Estados Unidos ao Irã. Não é verdade, não é verdade.
Essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos Estados Unidos de Israel. Eles queriam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio. Eles disseram, obrigado, presidente Trump. E eu respondi, de nada. Ridículo, ridículo.
Mas a verdade é que os países do Golfo estão revoltados com o Trump. Não se pode comprar influência. Olha o Jared Kushner. Sabemos quanto ele recebeu do Golfo. É informação pública de domínio público. E agora os mesmos países que lhe deram todo esse dinheiro, sem nenhum retorno, estão enfrentando ataques e bombas.
Hoje o Irã será duramente atingido. Áreas e grupos de pessoas que até então não eram considerados alvos estão sob séria ameaça de destruição completa e morte certa devido ao mau comportamento do Irã. Então bora pro 7 de março.
O Reino Unido, nosso outrora grande aliado. Caralho! Talvez o maior de todos está finalmente considerando seriamente o envio de dois porta-aviões para o Oriente Médio. Tudo bem, Primeiro Ministro Starmer. Não precisamos mais deles. Olha só! Mas nós lembraremos. Nós não precisamos de pessoas que se envolvam em guerras depois que já as vencemos. Você é maluco, é? O Trump é uma criança birrenta, hein? Deixa eu falar uma coisa, você tem quantos anos, menino?
Os preços do petróleo a curto prazo cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada. São um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos Estados Unidos e do mundo. Só os tolos pensam diferente. Presidente DJT. Only Fools, disse o presidente que não se cansa de se gabar dos seus testes cognitivos. Person, woman, man, camera, TV. Bom, o estreito de Hormuz continuava fechado. Avançamos um pouquinho no tempo agora para o dia 9 de março.
Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz, os Estados Unidos da América o atingirão 20 vezes mais fortemente do que já o atingiram até agora. Além disso, eliminaremos alvos fáceis de destruir e tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação. Morte, fogo e fúria reinarão sobre eles. Muito legal, muito bacana. Confessou crime de guerra. Alguns crimes de guerra.
Mas eu espero e rezo para que isso não aconteça. É tarde demais. O cara ameaça um crime de guerra, mas aí fala que estava rezando para ele não ter que cometer o crime de guerra. Isso é um presente dos Estados Unidos da América para a China e para todas as nações que utilizam intensamente o Estreito de Hormuz. Esperamos que seja um gesto muito apreciado. Obrigado pela atenção dispensada a esse assunto, presidente Donald J. Trump.
O Trump está querendo presentear as nações com a abertura do Estreito de Hormuz, que ele fechou com a sua guerra estúpida. Se o Irã colocou minas no Estreito de Hormuz e nós não temos relatos disso, exigimos a remoção imediata delas. Essa porra é esquete, né? Se por qualquer motivo minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude nunca antes vista. Elas serão tratadas com rapidez e violência. Cuidado!
As sinapses do Trump são capazes de raciocínios fantásticos, hein? Os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo. Então, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro. Vai explicar isso para uma população de um país viciado em carros enormes. Recentemente, essa apoiadora do Trump, puta com a guerra e com o preço da gasolina, disse isso aqui. Se você pudesse dizer alguma coisa para o presidente Trump agora, se ele pudesse ouvi-lo, o que você diria?
Você é um merda sem valor nenhum. Quantas vezes votou nele? Três vezes. Foi erro meu. Aparentemente eu sou uma idiota. Mas continuando, vai ter Copa do Mundo nos Estados Unidos, né? A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo. Mas, sinceramente, não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, pensando na vida e na segurança deles. Caralho! Agradeço a atenção dispensada a esse assunto.
Pois é, a gente já perdeu as contas de quantas vezes o Trump disse que já venceu a guerra. Ele falou nisso desde o primeiro dia. Na primeira hora a guerra já estava ganha. Nós vencemos. Vou falar, hein, nós vencemos. Não é bom dizer que venceu cedo demais, mas nós vencemos. Na primeira hora já tinha acabado. Pois é, foi assim pelos últimos 38 dias. Essa que vai a seguir do dia 13 de março.
A marinha do Irã foi dizimada. Sua força aérea deixou de existir. Mísseis, drones e tudo mais estão sendo destruídos. Seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo. Observem o que acontecerá com esses canalhas desvairados hoje. Canalhas desvairados é muito bom, né? O original é Deranged Scumbags, que é uma ótima definição para a segunda encarnação do Trump, né?
Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos. E agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Ele é forte, é durão, e é mau, e é grosso. Que grande honra é fazer isso.
Nesse mesmo dia 13, o Trump anunciou o primeiro ataque à ilha de Karg. Ataque só aos alvos militares, não à infraestrutura de onde sai 90% do petróleo exportado pelo Irã. Nossas armas são as mais poderosas e sofisticadas que o mundo já conheceu. Mas por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha. O Trump falando em decência é complicado, né? O Trump nunca foi apresentado ao conceito de decência.
Contudo, caso o Irã ou qualquer outro país, na passagem livre e segura de navios pelo Estreito de Hormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão. Durante meu primeiro mandato e atualmente reconstruí nossas forças armadas, tornando-as de longe a força mais letal, poderosa e eficaz do mundo, o Irã não tem capacidade de se defender de nada que desejemos atacar. Não há nada que eles possam fazer a respeito. Não parece...
Faz as contas aí de quantos radares e quantas aeronaves o Irã destruiu nesses 38 dias de guerra. O New York Times fala que as bases dos Estados Unidos pelo Oriente Médio estão inabitáveis. Todo mundo correu para o hotel. Olha o tamanho da merda. E o Trump foi para a guerra sem conversar com ninguém. Era só ele e o Netanyahu. Não necessariamente nessa ordem, né? E aí...
Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Hormuz, enviarão navios de guerra em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro. Yankees de mierda!
E sabe quem combinou isso aí com o Trump? Ninguém! Nem a Marinha de Israel mandou navio pra lá. E essa confissão que vai aqui a seguir é maravilhosa, hein? Já destruímos 100% da capacidade militar do Irã. Mas pra eles é fácil enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance em algum ponto ao longo ou dentro desse estreito. Não importa o quão derrotados estejam. Faz algum sentido pra você isso? Pois bem.
Ou você destruiu 100% da capacidade militar e eles não têm como fazer nada, ou você não destruiu tudo e eles têm como fazer alguma coisa. Mas, ao que parece, o Trump e os seus patetas não previram isso. E também não previram que o Irã atacaria países do Oriente Médio. Inesperadamente. Quando essa guerra eclodiu, inesperadamente, eles começaram a lançar mísseis para os Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e outros lugares.
Você ficou igualmente surpreso com isso, não é, Pete? Muito mais que imaginávamos, presidente. E volta para as mensagens do Trump. Esperamos que a China, a França, o Japão e a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Hormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação totalmente decapitada.
E o desespero foi aumentando. Os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Hormuz devem cuidar dessa passagem. E nós ajudaremos. Muito! Os Estados Unidos também coordenarão com esses países pra que tudo ocorra de forma rápida, tranquila e eficiente. Isso sempre deveria ter sido um esforço conjunto. E agora será. Unirá o mundo em prol da harmonia, da segurança e da paz duradoura. Com certeza. Bom, e aí? Desça daí, seu corno, desça daí.
Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos aliados da OTAN de que eles não desejam se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã no Oriente Médio. Isso ocorre apesar de quase todos os países concordarem veementemente com o que estamos fazendo. E de que o Irã não pode, de forma alguma, ter permissão para possuir armas nucleares.
Por que caralhos você se juntaria a uma guerra pra qual você nem foi convidado? Não faz muito sentido. E por que você se juntaria a criminosos de guerra como o Trump e o Netanyahu? Não faz muito sentido. O Hegseth no começo falou em sem misericórdia, sem prisioneiros, querendo dizer que era pra matar todo mundo. Mata todo mundo! Isso foi demais até pros britânicos. E olha o Trump relatando as conversas dele com o Stormer. Eu disse, vocês têm dois porta-aviões velhos e quebrados, vocês acham que poderiam enviá-los? Ah, tem que perguntar pra minha equipe.
Eu disse, você é o primeiro-ministro, você não tem? Não, não, não. Eu tenho que perguntar para a minha equipe, presidente. Minha equipe precisa se reunir, vamos nos reunir na semana que vem. Mas na semana que vem a guerra já começou. Não é bom, a guerra vai acabar em três dias, segundo minha previsão. Aliás, a gente não tem o melhor exército de todos os tempos, hein? Volta para as mensagens do Trump na Truth Social.
Devido ao sucesso militar que alcançamos, não precisamos nem desejamos mais a ajuda dos países da OTAN. Nunca precisamos! Calma! O mesmo vale para o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul. Aliás, falando como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo... Capona! Não precisamos da ajuda de ninguém! Calma, filho da puta! Calma!
Tanto não precisavam de ajuda que, no dia seguinte, fico pensando o que aconteceria se acabássemos com o que restou do Estado terrorista iraniano. E deixássemos que os países que o utilizam, nós não, fossem responsáveis pelo chamado estreito. Como assim? Isso sim faria algum dos nossos aliados indiferentes se mexerem e rápido.
E não tem ninguém mais corno do que o Trump. Não tem. Essa daí! Pra ser honesto, eu estava perguntando mesmo, porque queria ver o que eles fariam. Nós não precisamos deles. Nós os massacramos, expulsamos eles do Irã. E a última coisa que eu precisava era dar a OTAN se intrometendo no nosso caminho, porque eles não são... eles são um tigre de papel. Nós não precisávamos deles, mas eu perguntei mesmo assim. De que vai a seguir a golpe baixo até pros padrões do Trump.
Aí eu liguei para a França, para o Macron, cuja esposa o trata extremamente mal. Ele ainda está se recuperando daquele soco no queixo. Não foi um soco, né? Não foi nem um tapa. Foi tipo um empurrão na cara. Dá um tapa na minha cara!
E aí eu disse, Emmanuel, a gente adoraria ter alguma ajuda no Golfo, mesmo que a gente esteja batendo recorde de eliminar gente ruim e destruir míssel balístico. A gente adoraria ter alguma ajuda. Se vocês pudessem, poderiam enviar navios imediatamente?
Não, não, não, não posso fazer isso. A gente pode fazer isso depois que a guerra terminar. Aí eu disse, depois que a guerra terminar eu não preciso, Emmanuel. Muitos deles disseram, a gente vai estar lá depois que a guerra terminar. Aí no dia 21 de março, o Robert Mueller, o procurador que liderou um inquérito especial sobre o Trump, faleceu. E aí... Robert Mueller acaba de morrer. Que bom, fico feliz que ele esteja morto. Caralho!
Ele não pode mais prejudicar a gente inocente. Você é bom, Itur. Você é bom. Não, não é.
E como o próprio Trump diz, ele não vai para o céu. E esse mesmo governo perseguiu quem comemorou a morte do Charlie Kirk.
Mas antes de seguir uma mensagem dos nossos anunciantes. A maternidade não precisa significar isolamento, sobrecarga ou perda de autonomia. A Dona Chica Sling faz carregadores ergonômicos que permitem que mães, pais e cuidadores carreguem seus bebês com segurança, conforto e liberdade para seguir vivendo, trabalhando e ocupando todos os espaços. Porque colo é necessidade e autonomia também. Conheça nossos carregadores de bebês em donachicasling.com.br ou no arroba Dona Chica Sling.
Tem 10% de desconto com o cupom medo e delírio. Gente, muita coisa legal lá no Dona Chica Sling. Os slings são lindos, mas não é só sling que tem lá, não. Tem boné, eco bag, camiseta e todos com uma mensagem bem legal. Volta para as postagens do Trump.
Se o Irã não abrir completamente, sem ameaça, o estreito de Hormuz dentro de 48 horas, a partir desse exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas usinas de eletricidade. Começando pela maior de todas. Bombardear usina de energia é um ataque à população civil. O que o Trump tá confessando aí é um desejo de cometer crime de guerra. E Tribunal de AIA!
Senhor presidente, como não seria um crime de guerra atacar as pontes e usinas de energia do Irã? Porque eles mataram 45 mil pessoas no último mês, mais do que isso. Pode ser que seja até 60 mil. Eles matam manifestantes. São animais. E temos que impedi-los e não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear. É muito simples. Eu os impedi acabando com o horrível acordo nuclear feito pelo Obama com o Irã. Eu os impedi de várias maneiras diferentes.
Pois é, chamou eles de animais. Volta para as mensagens do Trump. Agora com a morte do Irã, o maior inimigo dos Estados Unidos é o Partido Democrata, que é de esquerda radical e altamente incompetente. O nosso inimigo não é externo, é interno. E tem umas postagens que são só em caixa alta. Paz através da força, pra dizer o mínimo.
Bom, já estamos na linha do tempo e no dia 23 de março. E o prazo de 48 horas estava para vencer. O trampo é sempre amarelo, né, gente?
Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram nos últimos dois dias conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Não teve nenhuma conversa boa, até porque como alguém vai negociar enquanto um dos lados promete um crime de guerra após o outro?
Instruir o departamento de guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas elétricas e infraestrutura energética iranianas por um período de 5 dias. Que de merda! E segue o corno. Essa daí!
Os países da OTAN não fizeram absolutamente nada para ajudar com aquele país maluco, agora militarmente dizimado, o Irã. Os Estados Unidos não precisam de nada da OTAN. Mas nunca se esqueçam. Mas não se esqueça. Desse momento importantíssimo. Imagina a cena. O Trump aí com o telefone na mão, comendo um McDonald's sem guardanapo. The Big Macs are great. Desculpa aqui que eu tô muito mal. E escrevendo no celular. I know words, I have the best words.
Os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos. Imagina aí uma figura como Donald Trump dizendo que qualquer outra pessoa no mundo é estranha. Lugar de fala. E um dos dois negociadores do Trump é o genro dele. Ai meu sobrinho aí, toca pra caralho, porra.
Eles estão nos implorando pra fazermos um acordo. O que deveriam estar fazendo, já que foram aniquilados militarmente sem nenhuma chance de retorno. E ainda assim declaram publicamente que estão apenas analisando nossa proposta. Errado! Tá errado! É melhor que levem isso a sério logo, antes que seja tarde demais. Porque quando isso acontecer, não haverá volta! Não grita aqui não! E não será nada bom. E o Trump jura que teve mudança de regime.
Não é burro, cara. Mas o Washington Post disse, como assim mudança de regime? Não teve mudança de regime? E eu disse, não, não. Nós derrubamos o primeiro regime, 100%. Era o do Khomeini. E aí eles reuniram 88 pessoas e iam escolher um novo regime. E enquanto eles estavam votando, nós cuidamos deles. Esse foi o segundo. E agora estamos lidando com um terceiro grupo de pessoas, e eles são muito diferentes. Na verdade, eles são muito menos radicais. É um novo regime. Não, não é.
Filho do antigo líder, apontado como o nome da ala mais radical do regime, próximo à guarda revolucionária, associado à repressão no país e apresentado como alguém que deveria ser odiado pelo inimigo. Mojitabak Amaney agora ocupa o posto mais poderoso do Irã. Uma ponte importante entre o núcleo religioso do regime e a guarda revolucionária, a principal base de poder do Irã. Para analistas, a esfolha mostra que a linha dura continua no comando e que, pelo menos por enquanto, a chance de uma liderança mais moderada no Irã ficou ainda menor. E com o Trump, tudo sempre pode ficar ainda mais absurdo.
Tivemos uma mudança de regime por acidente. Na verdade, a gente conseguiu por acidente, porque eu nunca gostei muito da ideia, sabe? A coisa da mudança de regime é muito complexa para colocar numa lista de desejos. Porque se você não conseguir, vão acabar falando, ah, ele não conseguiu. Então, eu nunca disse o que eu queria. Eu nunca falei sobre mudança de regime.
O senhor quer a mudança do regime no Irã? Bom, parece a melhor coisa que poderia acontecer. Aí mais uns dias se passaram e mais um dos muitos prazos estava pra vencer. A gente vai cansando, sabe? Conforme solicitado pelo governo iraniano, essa declaração serve pra indicar que estou suspendendo o período de destruição da usina de energia por 10 dias. E não, os iranianos não tinham pedido nada. Corra nenhuma, rapaz!
As negociações estão em andamento e apesar das declarações erróneas em contrário divulgadas pela mídia de fake news e outros, estão indo muito bem. Obrigado pela atenção a esse assunto. Aí a gente chega no dia 30 de março.
Os Estados Unidos da América estão em negociações sérias com um novo regime mais razoável. Não grite, seja educado. Para encerrar nossas operações militares no Irã. Pois é, não teve mudança porra nenhuma. O regime é o mesmo. E só ficou mais radical. Grandes progressos foram feitos. Mas se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Hormuz não for imediatamente aberto para negócios, concluiremos nossa adorável estadia no Irã. Explodindo e obliterando completamente.
Todas as suas usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a ilha de Kharg. E possivelmente todas as usinas de dessalinização. Nas quais propositalmente ainda não tocamos. Isso é um crime! Pois é, nem água a população iraniana teria. É um ajuntamento de confissões de crime de guerra.
Isso será uma retaliação pelos nossos muitos soldados e outras pessoas que o Irã massacrou e matou durante os 47 anos do... Reinado do Terror. Do antigo regime. Porra, e o Tio Sam criticando o reinado do terror alheio é foda.
A França não permitiu que aviões carregados com suprimentos militares rumo a Israel sobrevoassem o território francês. A França foi muito inútil em relação ao carnicêio do Irã, que foi eliminado com sucesso. Os Estados Unidos não se esquecerão.
E o Trump jura que teve sim mudança de regime. O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e bem mais inteligente que seus antecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América. Só consideraremos a questão quando o estreito de Hormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, vamos bombardear o...
E esse finalzinho aí, o Back to the Stone Age, foi seguido de três exclamações. De forma discreta. Pois é, de volta à Idade da Pedra. Isso implica na destruição de toda a infraestrutura básica. Água, energia, tudo. Idade da Pedra. E o Trump já tinha dito isso num pronunciamento. De volta à Idade da Pedra, que é o lugar deles. Nós vamos trazer eles de volta à Idade da Pedra, onde eles adoram. Aí, radicais fanáticos são os iranianos, né? Claro.
A maior ponte do Irã desabou e nunca mais será usada. E tem muito mais por vir. É hora do Irã fazer um acordo antes que seja tarde demais e não reste nada do que ainda poderia se tornar um grande país. Acho que deu uma pesada no clima do programa aí. Pois é, segundo o Trump não vai sobrar nada. Quebramos tudo. Não sobrou nada.
Nossas forças armadas, as maiores e mais poderosas de longe do mundo, ainda nem começaram a destruir o que restou no Irã. Pontes em seguida, depois usinas elétricas. Eu sou o homem mau. Eu sou o mau. Mal mesmo.
O Trump tenta amedrontar o pessoal, mas está falhando miseravelmente. Iranianos se reuniram hoje para protestar em infraestruturas do país que os Estados Unidos prometem atacar se o Estreito de Hormuz não for reaberto. A agência estatal de notícias, Fars, divulgou imagens de um grupo em frente à usina termoelétrica de Kazerun, no sudoeste do país. Manifestações também foram registradas em pontes e outras usinas de energia iranianas.
Como é que estamos cuidando do povo iraniano se estamos bombardeando ele? Você está com que veículo? Bom, você está com um grupo de lunáticos da esquerda radical. E vou te falar uma coisa, foi uma pergunta muito injusta.
O povo iraniano, quando não ouve bombas explodirem, fica revoltado. Eles querem ouvir bombas porque querem ser livres. E a única razão pela qual eles não estão protestando, você sabe disso, é porque foram informados de que, se protestarem, serão fuzilados imediatamente. E isso é um decreto, está por escrito. Ah, sim, com certeza. O povo iraniano quer ser bombardeado, quer ouvir bomba porque eles querem ser livres.
E esse é o motivo da guerra, com certeza. No caso, foram mais de 15 mil bombas dos Estados Unidos e de Israel. E bora com mais um insuspeito personagem que esse podcast aqui traz pra mostrar o quão filho da puta está sendo o governo dos Estados Unidos. Eu venho do governo de George W. Bush e Richard Bruce Cheney, que cometeu crimes de guerra.
Crimes de guerra sobre os quais Colin Powell, seu advogado Will Taft e eu sofremos muito ao tentar transmitir alguma mensagem ao povo americano a respeito deles. Esse aí que está dizendo que foram crimes de guerra passadas é um coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, Lawrence B. Wilkerson. Ele foi chefe de gabinete do secretário de Estado Colin Powell no governo republicano do Bush filho. E olha como ele descreve esse governo Trump.
Esse governo cometeu mais crimes de guerra nos últimos dias do que qualquer outro país desde Adolf Hitler. E isso é uma condenação incrível de todo esse processo. É muito triste. Bombardeamos civis implacavelmente. Bombardeamos uma escola. Bombardeamos um hospital. Atacamos instalações como as de produção de petróleo de Teherã.
que agora estão espalhando veneno sobre mais de 10 milhões de pessoas. E, essencialmente, não estamos bombardeando locais de mísseis balísticos nem material bélico. Estamos bombardeando pessoas. E se prepara que essa é para machucar. Aprendemos uma lição com as forças de defesa de Israel, por assim dizer.
Estamos bombardeando pessoas, como aliás estão ainda fazendo em Gaza e agora também no Líbano, com bastante eficácia. Pois é, como o Caio Almendra falou aqui em algum episódio, o ataque dos Estados Unidos à escola de meninas se deu em várias etapas. E essa é uma assinatura das Forças Armadas de Israel, digamos assim. E de novo, quem está falando isso é um general aposentado que trabalhou na chancelaria de um governo republicano dos Estados Unidos.
Um governo onde estava o Dick Cheney. E ele está dizendo que as Forças Armadas da maior potência militar...
do planeta, então, emulando as Forças Armadas de Israel e cometendo um sem número de crimes de guerra. Tudo isso é crime de guerra. E temos a esperança de que um dia possamos ser chamados perante o tribunal e ter que prestar contas por esses crimes de guerra. E o que você acabou de falar também é um crime aos olhos das relações internacionais e daqueles que desejam manter relações internacionais decentes no mundo.
E essa análise aí dele se deu antes das ameaças mais grotescas do Trump. Volta pra mais uma postagem dele. Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente... Abrir um estreito de hormônio, pegar o petróleo e fazer uma fortuna. Caralho, cozão! Conteúdo explícito? No dia seguinte a esse, teve uma postagem bastante concisa. Keep the oil, anyone? Ficamos com o petróleo? Alguém? Porra, vai tomar no cu, porra! Pode o seu lado, ó. Eu tenho 5%.
E de novo, pelo uso do Racionais nesse contexto. E os ouvintes mais atentos bem sabem que se trata de uma guerra santa. Uma guerra santa! E não estamos falando dos iranianos não, embora eu vi a Aline Câmara. Esse é Pete Hegset, secretário de defesa dos Estados Unidos, que prefere usar o título secundário que foi dado por Trump de secretário de guerra. Se autodenomina o patriota cristão.
Inclusive, é ele que tem priorizado os serviços de oração cristã lá no Pentágono. Escriturando os livros Guerreiros Modernos e Cruzada Americana, no seu peito ele ostenta a chamada Cruz de Jerusalém, que é o símbolo das cruzadas. Em seu bíceps, ele traz a inscrição em latim, Deus Vult, ou seja, Deus o quer.
que não era só um grito de guerra dos integrantes das cruzadas, mas também é popular em círculos da extrema-direita. Além da sua identificação com as cruzadas, Rex 7 pertence à comunhão de igrejas evangélicas reformadas, o CREC, que é um movimento cujo a ideia do líder é transformar os Estados Unidos numa teocracia cristã. Mas voltando para as mensagens do Trump, até então ele não estava metendo Deus no meio não, hein? Lembram-se de quando Dey ao Irã 10 dias para fazer um acordo.
O inferno vai cair sobre eles e logo depois um... Tem que ver isso aí, hein? Bom, aqui a gente já tá em 5 de abril e as ameaças escalaram de forma bizarra. E olha que antes já tava num nível insano, hein? Na terça-feira no Irã será o dia da usina elétrica e o dia da ponte. Tudo num evento só. Você é babaca pra caralho, hein?
Tá, mas só isso aí já seria loucura. Mas calma que piora. Não haverá nada igual. Abram a porra do estreito, seus malucos. Ou vocês vão viver no inferno. Aguardem. Ficou nervoso.
E vem outra menção a Deus, hein? Louvado seja Allah. Cara, que não é? Allah! Não, brother. Pois é, na tradução a gente botou seus malucos só, mas foi Crazy Bastards. E terminou com Praise Be to Allah. A gente não deveria se surpreender mais com porra nenhuma, né? Mas com o Trump é um eterno... Sua, do caralho! Ontem na sua rede social Truth Social, você chamou os iranianos de bastardos loucos. É verdade. Qual a sua resposta às críticas de que...
Não me importo com as críticas. Qual a sua resposta às críticas de que talvez seja a sua saúde mental que deva ser examinada enquanto essa guerra continua? Nunca ouvi isso. O jornalista aí mandou bem e mandou também aquele clássico. Você é maluco, é? E tem muita gente boa levantando a hipótese de que o Trump está completamente senil. O estado mental do presidente americano virou hoje um fator geopolítico.
Pois é, esse aí é o William Wacken. Desculpe. E não só o Trump Tassenil, como também o apresentador da Fox, que ele escolheu para comandar o Pentágono, está demitindo todos os generais mais graduados. Todos assustados com o Pete Hegseth. E os últimos dias dessa trama se deram bem no meio da Páscoa. Aí rolou uma cerimônia de Páscoa na Casa Branca, com a presença de um coelho, o que torna tudo só mais ainda, e um bando de pastores. Eu quero agradecer a todos que estão nos ajudando a honrar a Semana Santa aqui.
Deixa eu dizer isso, eu detesto dizer isso. Teve mais guerras por religião do que por comércio e tudo mais junto. Acho que deu uma pesada no clima do programa. Ele tá rindo porque eu tava fazendo uma declaração simpática atrás da outra. E aí, você tem razão, foi meio irônico, não foi? Pra caralho!
Mas é verdade, a religião é um assunto fascinante, de paixão. É uma questão de paixão, é por isso. E a plateia é toda espantada com a sinceridade cortante do Trump. Porque essa aí é a mais pura verdade. Historicamente falando, a maioria das guerras tiveram a ver com religião. Agora a seguir, com um grande show de humildade do Trump.
Na quinta-feira, os discípulos se reuniram com Jesus, seu mestre, e ficaram com medo enquanto ele era preso e traído. Ele realmente foi traído. A gente conhece a sensação.
Muita gente aqui conhece esse sentimento. Muita gente aqui passou pelo inferno. Na sexta-feira santa, o Filho de Deus foi pregado na cruz, crucificado e morreu por todos nós. Aí o Trump aproveitou a cerimônia de Páscoa para anunciar que, enfim, ele faria um comunicado à nação. Mais de um mês depois do começo da guerra. Hoje eu vou fazer um pequeno discurso às nove horas da noite.
E basicamente vou dizer a todos o quão ótimo eu sou. Estou falando sério? E que ótimo trabalho eu fiz. Que trabalho fenomenal. Que trabalho fenomenal eu fiz. Mas falando sério, se eu não existisse, se vocês tivessem um presidente diferente, vocês não teriam Israel. Eu sei que vocês são grandes fãs de Israel. Francamente, os evangélicos gostam. E os cristãos... Bom, os cristãos eu acho que eles gostam mais de Israel do que os judeus gostam de Israel, para falar a verdade. É a mais pura verdade.
E teve muita... Guerra! Certa! Pai, tu nos dizes no livro de Esther que os persas, os iranianos, queriam matar todos os judeus, mulheres e crianças e fazer tudo num só dia.
Mas tu levantaste Esther para salvar o povo judeu. Pai, nós te agradecemos. Hoje os iranianos, o regime perverso deste governo, querem matar todos os judeus e destruí-los com fogo atômico. Mas tu levantaste o presidente Trump.
Tu levantaste para um tempo como este. Pai, oramos para que lhe deis a vitória. Pai, oramos pelos nossos militares, para que os protejas e os guardes. Que o bom Deus dos exércitos o abençoe e a sua família. Pai, protege o presidente Trump e oramos em nome de Jesus. Amém. E essa religiosidade toda nos leva a uma das matérias mais inacreditáveis dessa quadra miserável da história. Bora para Ellie Quinlan Howtaling, no The New Republic, no dia 8 de abril.
Dias após o Papa Leão XIV proferir seu discurso sobre o Estado do Mundo, o subsecretário de Defesa para Políticas, Elbridge Colby, convocou o cardeal Christophe Pierre, representante do Vaticano nos Estados Unidos, para uma reunião fechada no Pentágono para uma dura reprimenda. Os Estados Unidos, disse Colby, segundo uma reportagem contundente do The Free Press, têm o poder militar para fazer o que quiser no mundo. A Igreja Católica faria bem em ficar do lado deles.
O secretário de defesa Pete Hegseth e outros altos funcionários do Pentágono ficaram particularmente irritados com trechos do discurso de Leão XIV, de 9 de janeiro, no qual o Papa argumentou que, abre aspas, uma diplomacia que promove o diálogo e busca o consenso entre todas as partes está sendo substituída por uma diplomacia baseada na força, fecha aspas. E que, abre aspas, a guerra está de volta à moda e um apreço pela guerra está se espalhando.
Onde já se viu um Papa criticar uma guerra, né? Bom, não, peraí, se bem que... Um funcionário americano presente na reunião mencionou o papado de Avignon, um período no século XIV em que a monarquia francesa subjugou a Igreja Católica, ordenando um ataque ao Papa Bonifácio VIII, que levou à sua queda e subsequente morte, forçando o papado a se mudar de Roma para Avignon, uma região dentro da França.
E o Caio Almendra... E aí, pessoal do Medo Delírio. ...explicou melhor essa insanidade aí pra gente. Um assessor do Pentágono ameaçou o Papa. Você é louco. Ameaçou o Papa de morte ainda por cima. Caralho. Dizendo que os Estados Unidos é o país mais poderoso militarmente do...
mundo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E citando o caso da bufetada de Avignon, que foi quando o Felipe IV da França, lá no século XIV, resolveu torturar o Papa Bonifácio VII, que acabou sendo solto pela população e morrendo poucos dias depois.
Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso. Pois é, o precedente citado envolve a tortura e a morte de um Papa. Ou seja, não só ameaçaram o Papa, como ameaçaram o Papa de morte, porque ele ficou fazendo declarações contra a postura excessivamente pericosa do governo Trump. Isso não foi destaque na imprensa brasileira, mas não foi esse o único esquecimento. O segundo caso também envolve religião e é engraçado também.
ter sido esquecido, né? Porque é o caso da única sinagoga destruída na guerra do Irã. A sinagoga de Rafania foi destruída, só que ela fica em Teherã, no Irã. Ela foi destruída por um bombardeio israelense e não por Irã destruindo uma sinagoga em Israel. Olha só! E não é disse-me-disse não, hein? Bora pra esse trecho aqui que tava no Times of Israel.
As forças de defesa de Israel admitiram ser responsáveis pelo ataque de terça-feira que danificou uma sinagoga inteira, afirmando que o alvo era um comandante iraniano de alta patente e lamentando os danos colaterais causados ao templo judaico nas proximidades.
Bom, aparentemente, segundo as Forças Armadas de Israel, não é tanto problema assim explodir uma sinagoga. Ah, bate a merda, cara. Porra, puta que pariu. Volta com o Caio Almendra. A comunidade judaica do Irã tem 30 mil pessoas, eles têm deputados próprios, eles são reconhecidos constitucionalmente, religiosamente, têm liberdade de credo. E enquanto o Pê acertava rolando, chamado Páscoa judaica, foi acertado a sinagoga, foi destruído completamente, tem vídeo do Rabino e da comunidade judaica voltando à sinagoga, olhando uma...
Torá destruída nesse bombardeio e chorando. E isso não chegou na imprensa brasileira, o máximo que eu vi foi no Terra. E aí a gente fica com aquela pergunta, né? Que história engraçada, né? A gente tem uma imprensa do maior país católico do mundo que não conta que o presidente dos Estados Unidos ameaçou o Papa de morte. E a gente tem uma imprensa que adora falar sobre antissemitismo, discutir questões de antissemitismo, esquecendo que existem judeus no Irã e que teve uma sinagoga destruída.
Eu queria que vocês se perguntassem o que aconteceria se fosse um presidente de esquerda que tivesse ameaçado o Papa e nem de morte, ou se tivesse sido o Irã que tivesse destruído uma sinagoga no Bombardeio. Um abraço, pessoal. Brigadíssimo, Caio. E vamos com mais um de nossos anunciantes. Bom, gente, hoje eu quero recomendar aqui um novo podcast da Agência Pública. É o A Última Bolacha, uma série escrita e apresentada pelo jornalista pernambucano Ed Vanderlei. O que acontece aqui? Uns dois anos atrás... beijo.
O Ed teve um ataque cardíaco no meio de um show do Paul McCartney em Brasília. O negócio foi feio. O cara estava só com 36 anos de idade e quase morreu. Aí, a partir daí, ele começou uma jornada pessoal e jornalística. Perdeu 58 quilos em um ano e, é que o Ed foi feio.
Nesse processo, ele investigou as indústrias relacionadas à obesidade. Ultraprocessados, açúcar, comida fit e, claro, as canetinhas milagrosas da tropa do Monjaro e do Ozempic. O Ed Vanderlei conta tudo o que ele descobriu no podcast A Última Bolacha, que já está no ar e tem episódio novo toda segunda.
Voltando, vamos voltar para a cerimônia de Páscoa da Casa Branca. Muito obrigado a todos, obrigado a todos, obrigado. O Trump se cercou de cristãos para comemorar a Páscoa. E não adiantou muito. No dia seguinte veio a postagem mais assustadora já produzida pelos seus dedos.
Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais voltar. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer. Agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer.
Quem sabe? Vamos descobrir esta noite. Um dos momentos mais importantes na longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã.
O Trump ameaça matar uma civilização inteira e aí acaba com Deus abençoe o povo do Irã. Não faz sentido isso? Faz algum sentido pra você isso? Pois bem. E o Trump ameaça muita coisa e não faz. O Trump ele sempre é amarelo, né? Mas esse é o tipo de declaração que merece ser levada a sério, porra. O New York Times, por exemplo, classificou como graves ameaças. Agora você imagina se fosse o Irã dizendo que ia destruir a civilização de Israel ou dos Estados Unidos. E é tudo tão absurdo que até o William Wack criticou, porra.
E olha que ele é um daqueles que acreditam no folclórico excepcionalismo dos Estados Unidos. Se o que os Estados Unidos representaram poderia ser chamado de um tipo de conquista civilizatória, isso sim está morrendo. É nesse sentido que Trump está ajudando a acabar com uma civilização. E aqui vamos com a maravilhosa Sumaya Ganoushi. Pedrinho da Outro Numa pesquisa tropeçou num maravilhoso vídeo do Middle East Eye, no qual ela estava. E esse é o...
O vídeo era uma resposta à ameaça do Trump sobre a morte de uma civilização. Uma frase pensada para projetar força, para intimidar. Em vez disso, revela algo muito mais revelador. Não força, mas ignorância. Uma ignorância profunda e impressionante sobre história e geografia.
sobre a própria região que ele ameaça destruir. Esse é um homem brutal, um homem limitado à lógica superficial de negócios e propriedades. Ele não consegue compreender um fato simples. O Irã, historicamente a Pérsia, já moldava civilizações organizadas antes mesmo de o Ocidente Moderno existir de forma significativa. Desde os tempos mais primordiais, antes de os Estados Unidos sequer ser uma ideia. Isso não é retórica, é história.
No século VI a.C., sob Ciro ou o Grande, a Pérsia construiu um dos maiores impérios que o mundo já viu, da Ásia Central ao Mediterrâneo. Desenvolveu sistemas de governança, tributação, infraestrutura e comunicação que mais tarde moldariam outros impérios. O Cilindro de Ciro falava de tolerância religiosa e proteção das comunidades, conceitos que se opõem diretamente à linguagem de aniquilação de Trump.
Isso encontrou nova expressão sob o califato Abássida, dentro da órbita de uma civilização islâmica ascendente e vibrante. Sim, Bagdá era a capital, mas a força vital dessa civilização fluía pelas cidades persas. Nishapur, Rei, Merv, Balkh, Dusse e Isfahan, motores vibrantes da civilização. Elas produziram gigantes como Amar Khayyam, Al-Razi e Ferduci, estudiosos, médicos, poetas e matemáticos que moldaram áreas inteiras do conhecimento.
No coração desse mundo estavam instituições como a Casa da Sabedoria, onde o conhecimento grego, persa e indiano era traduzido, estudado, criticado e expandido, formando mais tarde as bases da Renascença Europeia. Foi ali que Al-Hawarizzi deu ao mundo a álgebra e o algoritmo que usamos hoje, onde Ibn Sina escreveu textos médicos que a Europa estudaria por séculos.
onde Al-Farab e Al-Ghazali dialogaram com Aristóteles e reformularam a própria filosofia. Em uma época em que Bagdá, Nishapur e Merv sustentavam uma vida urbana complexa com sistemas avançados de gestão de água, esgoto, saúde e educação, grande parte da Europa medieval ainda era primitiva. Isso não é polêmica, é um fato histórico. São animais. E, ainda,
Mesmo assim, essa é a civilização que Trump quer reduzir à Idade da Pedra. Mas o perigo não reside na frase em si, e sim na lógica que a segue. Porque essa Idade da Pedra não é uma metáfora, é um método. Já está sendo posto em prática.
Centros de pesquisa em ruínas, universidades bombardeadas, na Universidade Shahid Pechet, laboratórios avançados foram atingidos. Na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, instituições de engenharia foram atingidas. A infraestrutura médica não foi poupada. O Instituto Pasteur do Irã foi alvo de ataques. Essa não é uma destruição acidental, é sistemática.
Uma estratégia não apenas para enfraquecer um Estado, mas para destruir uma nação. E há uma evolução macabra. Por décadas, o Mossad assassinou cientistas iranianos que, segundo eles, desenvolviam armas nucleares. Agora, ao invés de matar cientistas, eles estão destruindo universidades inteiras.
Há estar uma sociedade para o passado, não por acidente, mas de propósito. E nos círculos israelenses, o impensável é cada vez mais discutido com uma facilidade perturbadora. Armas nucleares, armas de nêutrons, repulsa incitada, até mesmo motivo de piada. Essa é a normalização da aniquilação.
E o âncora da Fox News, que o Trump mais gosta, estava propondo publicamente ao presidente o uso de armas nucleares, a tal ponto que o Carlinhos Truque, vulgo Tucker Carlson, falou isso aqui no mais recente programa dele. Se você trabalha na Casa Branca ou nas Forças Armadas dos Estados Unidos, agora é a hora de dizer não, absolutamente não, e dizer diretamente ao presidente não. As pessoas que estão em contato direto com o presidente precisam dizer não.
Eu vou me demitir, vou fazer tudo que puder legalmente para impedir isso, porque isso é insano.
E se receber a ordem, não vou cumpri-la. Descubra você mesmo os códigos da maleta nuclear. Que quadra da história, hein, senhoras e senhores? Uma bosta. Não sabe uma merda. E a maravilhosa Sumaya lembra de uma frase dita lá na cerimônia de Páscoa do Trump. Pai, tu nos dizes no livro de Esther que os persas, os iranianos, queriam matar todos os judeus, mulheres e crianças e fazer tudo num só dia.
Continua com a Sumair. Nessa visão de mundo, Palestina não é exceção, é o modelo. Numa reunião recente de líderes evangélicos na Casa Branca, o livro de Esther foi invocado. Iranianos modernos são vistos como herdeiros de um antigo inimigo, e Deus levantou Donald Trump para esse momento para aniquilar os persas ímpios.
Mas tu levantaste o presidente Trump. Tu levantaste para um tempo como este. Pai, oramos para que lhe deis a vitória. Uma semana após o início da guerra, Trump falou casualmente sobre os iranianos terem genes horríveis diferentes dos nossos. Ele disse isso mesmo? Ressuscitando os capítulos mais sombrios do extermínio racial.
Alguns entraram, não deveriam ter sido permitidos entrar. Outros simplesmente são ruins, eles se tornam ruins, tem algo errado, tem algo errado ali. A genética deles não é exatamente a sua genética. É um desses problemas, Brian. É algo terrível, mas acontece.
É por essas e outras que a gente crava o Trump no top 3, filhos da puta vivos, nessa quadra miserável da história. Para ele, o Oriente Médio não é uma civilização, é um livro caixa, petróleo, energia, trilhões a serem extraídos.
E onde quer que haja centros históricos, eles devem ser demolidos, regredidos à Idade da Pedra. Mas essa lógica não para no Irã, porque destruir a infraestrutura iraniana é destruir todo o Golfo. A própria região, que os Estados Unidos chamam de aliada, a guardiã do seu dólar. Queime o Irã e você queima todo o Golfo. Então, no Oriente Médio, America First é um mito. A lógica vigente é Israel First.
Uma visão de fragmentação, de colapso controlado, uma região dividida em pedaços onde Tel Aviv se levanta enquanto tudo ao seu redor é levado à ruína. Uma única cidade no alto de uma colina, uma nova Jerusalém, monopolizando a prosperidade enquanto todo o resto jaz em ruínas.
Portanto, quando Trump fala em fazer o Irã voltar à Idade da Pedra, entendam o que está sendo dito. Isso não é força, é uma confissão de fracasso político, de falência moral, porque o Irã não está na Idade da Pedra há milhares de anos. O que Trump está fazendo, em vez disso, é arrastar os Estados Unidos para uma era de selvageria, para a lógica da Idade da Pedra.
Bom, aí depois da postagem prometendo acabar com a civilização iraniana, o mundo ficou vivendo em suspenso algumas horas, até o fim do tal prazo. E ao invés do fim da civilização iraniana, o que o mundo viu foi o Trump tomando um enquadro maravilhoso dos iranianos.
Eu passei e tenho certeza que você passou o dia inteiro se perguntando se o presidente dos Estados Unidos estava prestes a ordenar um ataque genocida contra um país de 93 milhões de pessoas. Pense nisso por um momento. Eu sei que ele diz todo tipo de coisa maluca, mas foi isso que ele ameaçou hoje de manhã. Também vimos tentativas de alimentar o teatro desesperado do presidente, tratando tudo isso como se fosse uma espécie de reality show de horário nobre.
O canal Fox Business e pelo menos um veículo de notícias israelenses chegaram a exibir contadores regressivos. Você pode vê-los na sua tela, marcando os segundos até o prazo final do presidente para o massacre indiscriminado que ele havia ameaçado. Ele vai ou não vai? Bom, essa noite, apenas uma hora e meia antes do prazo, como ele próprio estabeleceu, Donald Trump recuou e conseguiu justificar uma espécie de saída honrosa para si mesmo.
O Trump, ele sempre é amarelo, né, gente? E a montagem a seguir não é de nossa autoria, não, hein?
Em uma postagem na sua conta de rede social, Trump disse que concordou em, abre aspas, suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de, você adivinhou, duas semanas. E caso você não saiba, duas semanas tem sido o prazo favorito do presidente para adiar promessas que ele não quer cumprir. Vamos mandar cartas em uma semana e meia ou duas semanas. Não posso dizer, mas aviso em cerca de duas semanas.
Posso responder melhor essa pergunta em duas semanas. Vou fazer isso em algum momento nas próximas duas semanas. Vou anunciar nas próximas duas semanas. Eu conto para vocês daqui a um mês ou daqui a duas semanas. Pois é, tipo às 72 horas do Trump. É uma declaração separada citada pela mídia iraniana do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Eles também afirmaram que forçaram, abre aspas, os Estados Unidos a aceitarem seu plano de 10 pontos.
O qual, novamente, de acordo com essa declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que apareceu na mídia da VAR, como quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando
Os Estados Unidos se comprometeram, em princípio, a, abre aspas, manter o controle iraniano sobre o Estreito de Hormuz, aceitar o enriquecimento de urânio, suspender todas as transações primárias e secundárias e pagar indenização. É muito difícil acreditar que o governo Trump concordaria com algo disso, mesmo sendo o governo Trump. Pois é, realmente é difícil de acreditar. Mas aí a gente precisa voltar aos posts do Trump.
Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã. E acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de divergência anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã. Mais um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído.
Pois é, numa guerra, quem manda os termos do cessar-fogo? Quem tá ganhando ou quem tá perdendo? O Trump prometeu matar uma civilização. E aí, horas depois, ele tomou o maior dos enquadros. E que ninguém tenha dúvida, hein? Os Estados Unidos foram esculachados pelos iranianos. Foi tipo um tapa de mão aberta na cara. Pra desmoralizar completamente a pessoa. Dá um tapa na minha cara!
E bora ouvir o professor Robert Papi, um cientista político dos Estados Unidos. Os Estados Unidos acabam de sofrer sua pior derrota estratégica desde a Guerra do Vietnã. E esta pode ser ainda pior, uma derrota maior do que a Guerra do Vietnã.
Bom, o Irã emergiu em apenas 40 dias como o quarto centro de poder mundial em ascensão. E a guerra fez o dólar enquanto moeda global sangrar de morte.
E esses fatos, esses fatos estratégicos, são representados pelo fato de que os Estados Unidos e o presidente Donald Trump aceitaram, e é verdade como base para a negociação, mas na prática aceitaram, um plano de paz de 10 pontos que é totalmente favorável ao Irã.
E o cessar-fogo, que faz todo mundo respirar aliviado, mas ainda assim com o cu na mão, porque quem tá otimista tá maluco, porque parte do acordo implicava que Israel não ia mais atacar o Líbano. E Israel não só ignorou o cessar-fogo, como também lançou a maior operação no Líbano nessa guerra. Só na quarta-feira foram mais de 250 mortos. E qualquer cessar-fogo que dependa da boa vontade de Trump e Netanyahu é um cessar-fogo fadado ao fracasso. Mas vejamos, né? E infelizmente, vamos com mais uma postagem do Trump.
Se por algum motivo isso não acontecer, o que é altamente improvável, então o tiroteio começa. Maior, melhor e mais forte do que qualquer um jamais viu. Enquanto isso, nossas grandes forças armadas estão se reabastecendo e descansando. Ansiosas, na verdade, por sua próxima conquista. Os Estados Unidos estão de volta.
E deixamos agora já mais pro final, a maior das ironias. Quer dizer, o sequelado do Pedro... E você aí? Como é o seu nome? Meu nome é Pedro. Tinha que ter encaixado o que vai a seguir em algum lugar do roteiro. Mas não conseguiu. Que isso? Então ele tá metendo esse caô aí de que é a maior das ironias. Não consegui colocar no roteiro, mas é sim a maior das ironias. Será? Será? Ó, vocês ouvintes que vão julgar. Darth Vader. Where's Darth Vader? Rush, folks. Where's Darth? Hi, Darth Vader. Que? Confira como não mudou, hein?
Darth Vader, onde está o Darth Vader? Russ Volt. Onde está o Darth? Oi, Darth Vader. Que porra é essa, Matata? É impressionante como a extrema direita se identifica com os vilões. O Russell Volt é o cara que liderou o Projeto 2025. Projeto esse que virou o norte do segundo mandato do Trump. Esse Darth Vader maldito aí é peça-chave do desmonte. E por dentro do governo dos Estados Unidos. Ele comanda o orçamento dos Estados Unidos e é apelidado pelo presidente de Darth Vader.
E essa fala foi naquela cerimônia de Páscoa. Temos um orçamento equilibrado. Esses são os números. E eu disse a eles, eu disse ao Russell, não mande dinheiro nenhum para a creche. Pois é. Acabou o dinheiro. E quando morreu o Trump, ele vai direto para o colo do capeta.
Os Estados Unidos não podem cuidar de creche. Isso tem que ser responsabilidade dos estados. Estados esses que não têm dinheiro. Quem tem dinheiro mesmo é o governo federal. Aliás, Trump diz que os Estados Unidos nunca ganharam tanto dinheiro. Ah, e para completar o escarne, o Trump ainda diz que os estados teriam que aumentar impostos para pagar pelas creches. Não podemos cuidar de creches. Somos um país grande, temos 50 estados, temos todas essas pessoas, estamos em guerra.
Não podemos cuidar de creches. O que nos leva ao atual chanceler dos Estados Unidos, o Marco Rubio.
Imagina se em vez de gastarem bilhões de dólares financiando terroristas ou comprando armas, o Irã tivesse investido esse dinheiro ajudando o povo iraniano. O país seria muito diferente, por isso sempre temos esperança de que isso aconteça por lá. E calma que tem mais suicídio político. Não é possível para nós cuidarmos de creches. Medicaid, Medicare, todas essas coisas individuais, eles podem fazer isso no nível estadual. Não se pode fazer isso em nível federal. Nós temos que cuidar de uma coisa, proteção militar. Temos que proteger o país.
E aí entra o orçamento dos Estados Unidos. Obra do Trump e desse tal de Darth Vader aí. Um trilhão e meio de dólares. 7,7 trilhões de reais. Este é o valor do projeto de orçamento de defesa da Casa Branca para 2027. Os Estados Unidos já eram de longe o maior orçamento militar do mundo. E com muita folga para o segundo lugar.
E ainda assim os gastos iam passar de 1 para 1 trilhão e meio de dólares. De acordo com a imprensa americana, este seria o maior aumento desde a Segunda Guerra Mundial e implicaria um acréscimo de 42% no orçamento global do Pentágono. As despesas não militares diminuíram 10%, quase 73 bilhões de dólares. E adivinha só. Fora, fora, fora, fora, fora, fora, fora.
As despesas não militares diminuíram 10%, quase 73 bilhões de dólares. Pois é, só teve aumento para milico. Se não for milico é corte, e corte pesado. A Agência de Proteção Ambiental teve corte de 31%. As secretarias de Trabalho e Agricultura ficaram com 20% a menos cada. 16% a menos para a saúde, 13% a menos para a educação. Procura aí pelo gráfico do orçamento proposto pela Casa Branca.
É no melhor estilo Milley. É um Milley de farda. O governo destacou a necessidade de repor os estoques de armamentos e outros recursos militares devido à guerra no Irã. E acabou esse episódio. Porra, puta que pariu, hein? A gente foi inventar de fazer uma viagem pela cabeça do Trump e que ideia... Totalmente drogada. Quando alguém é legal comigo, eu amo aquela pessoa. Mesmo que sejam pessoas ruins.
Não tô nem aí, eu vou lutar por elas até o fim. Bom, esperamos que vocês tenham gostado desse episódio esquisitíssimo, embora gostar não seja o verbo mais apropriado, né? Não, não é. Bom, tchau pra vocês e essa semana vai ter um episódio só. Calma, vocês estão de cabeça queixo. Nós já estamos vendo pro primeiro da semana que vem e já saí ali pela terça. Fora seu peda-deleiro em Brasília. Vamos falar provavelmente da pancadaria na extrema direita.
Obrigado, meu bom Deus. Tá gostoso demais de ver, hein? A gente precisa torcer pela briga. Yeah!
Tchau pra vocês. Vem pianinho. Show, show, show, show. Showina minha. E hoje a gente fica por aqui. Muito obrigado a todas as fontes. Vocês moram no nosso coração. São meia-noite. Eu comecei a trabalhar antes das oito da manhã. Então é isso. Piedade. Thank you. Se quiser e puder, pingam lá pra gente no apoia.se barra medo e delírio, no patreon.com barra medo e delírio em Brasília, na Orelo ou no pix medo e delírio em Brasília, arroba gmail.com.
Não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, morô cara. Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito e dá uma olhada nas nossas redes sociais. E também no loja.medoedelirimbrasilia.com.br Eu sou o Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Doutro e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais. Bora passar pano? Não. Mas bora passar menos raiva? Bora.
Me permite uma parte? Não, lhe dou a parte. Bora ouvir o doutor Lucas Ferrante, que é pesquisador da Universidade de São Paulo, a USP, falando sobre a BR-319. A rodovia BR-319 foi planejada na década de 70 e, em 76, ela estava completamente trafegável. Entretanto, devido à sua inviabilidade econômica, em 88 ela já tinha sido abandonada e a floresta voltava a crescer no bloco do interflúvio dos rios purus e madeira.
É importante destacar que para cada real colocado na rodovia, o retorno é de apenas 33 centavos, de acordo com alguns estudos econômicos independentes. E essa é a única obra do Brasil que não tem um estudo de viabilidade econômica. Então a primeira pergunta é, por que reativar essa rodovia que corta mais de 900 quilômetros de floresta amazônica, aumentando o desmatamento e a grilagem de terras no cenário de crise climática?
E o motivo é justamente a exploração de petróleo e gás na região, tanto que no famigerado leilão, conhecido como Leilão do Fim do Mundo, foram anunciados nove blocos para serem ofertados no Interfluvio Puros Madeira na região cortada pela BR-319, inclusive com sobreposições a terras indígenas.
para favorecer grupos privilegiados do agronegócio. É importante ainda destacar que não houve consulta dos povos indígenas. Em 2020, nós realizamos um estudo, inclusive com a participação do Mércio Gomes, ex-presidente da FUNAI, foi publicado na Lend-Is-Polis, mostrando que são mais de 63 comunidades indígenas afetadas, mais de 18 mil indígenas que estão tendo seus direitos violados de consulta prévia, livre e informada, como estabelece a Convenção 69 da OIT, a qual o Brasil é signatário.
Um estudo publicado no ano seguinte pelo nosso grupo de pesquisa também, além de os bólices, mostrou que a grilagem de terras tem aumentado muito, inclusive na região de Vila Realidade, que foi uma pequena vila no município de Humaitá, que se formou em decorrência da rodovia BR 319, com a migração de dois ônibus do MST em 2007, e hoje, de acordo com o relatório do Tribunal de Contas da União, a única atividade econômica envolta em Vila Realidade é o desmatamento ilegal e atividades ligadas ao desmatamento ilegal.
A rodovia tem sido uma verdadeira via para o desmatamento e grilagem de terras. Para a gente ter uma ideia da gravidade, na beirada da rodovia, algumas terras têm sido ofertadas por até 3 mil reais, mas para dentro da malha fundiária, o hectare está em torno de 10 a 15 reais. Agora é importante frisar que as pessoas que migram e adquirem essas terras, elas não ficam com essas terras, porque as mesmas quadrilhas de grileiros que ofertaram essas terras depois expulsam os colonos com pistolagem para reaver essas terras e inserir no mercado de grilagem novamente.
As taxas de desmatamento para a região são galopantes, aumentando muito depois da concessão da licença de manutenção em 2015 e não se reduzindo apesar da redução do desmatamento da Amazônia. Hoje, de ramais ilegais, dados de geoprocessamento já mostram que nós temos mais de 6 mil quilômetros de ramais ilegais. A própria Polícia Federal declarou que não tem contingente para fiscalizar a área. Inicialmente, dentro das condicionantes ambientais propostas pelo Ibama, haviam 18 postos de fiscalização.
Atualmente foram reduzidos para dois. Um em Maitá e outro em Careiro. E é importante falar que esses postos de fiscalização são filhos sem mãe. Ninguém quer assumir justamente pela insegurança de manter as pessoas nessa área. Eu tenho atuado como um pesquisador colaborador junto ao Centro de Gestorio Operacional de Proteção da Amazônia, o SENZIPAN, do Ministério da Defesa. E nós realizamos um estudo junto com o pessoal do SENZIPAN, mostrando que o ideal seriam postos de fiscalização a cada...
15 quilômetros ou nós perderemos esse bloco de floresta para o crime organizado. Então, a pavimentação dessa região sem as condicionantes ambientais ameaça inclusive a segurança nacional, porque nós estaremos perdendo um bloco enorme de floresta amazônica para o crime organizado. Como...
Eu mencionei, esse bloco de floresta é importante também para outras regiões do Brasil, como as regiões sul e sudeste. A Amazônia tem um fenômeno chamado rios voadores, que através da evapotranspiração da floresta, se formam áreas com um aglomerado de pressão de vapor, e esse vapor encontra uma resistência nos...
Andes, sendo direcionado depois para o sul e sudeste do Brasil. Então, parte do abastecimento humano, do sistema cantareira, da região mais densamente povoada do Brasil e da América Latina, é abastecida pelos rios voadores, as chuvas que vêm da Amazônia e nossos estudos mostram que esse bloco de floresta é responsável por grande parte dessas chuvas.
Nós perdemos a floresta desse bloco, nós podemos ter uma redução de chuvas de até 70% para algumas partes do Brasil, como o sul de Minas Gerais, como nós demonstramos num estudo publicado na Conservation Biology em 2023, ou também para o sistema Cantareira, em São Paulo, desabastecendo, inclusive, bairros de São Paulo até por três meses e agravando a crise hídrica. Nós precisamos deixar claro que ainda a crise hídrica do Sudeste, ela deve se pronunciar não apenas sobre pessoas.
mas sobre a agricultura, afetando inclusive a transição energética do país. A maioria das plantações de cana-de-açúcar estão nessa região. Então, vira um ciclo sem fim, desabastecendo as barragens do sul e sudeste, afetando as plantações para cultivo de biocombustível e também para a agricultura de forma geral. Então, o Brasil perde soberania nacional com a pavimentação da rodovia BR-319. Mas não só isso. Nós realizamos um monitoramento.
de DNA ambiental em todo o interfluvo dos rios Purus-Madeira e também nas andas às margens do rio Madeira e do Purus, a fim de monitorar tanto vírus, fungos e bactérias da região. Nós descobrimos que esse é um dos maiores hotspots de zoonoses do mundo, ou seja, é uma das regiões que abrigam mais patógenos em todo o mundo, como uma publicação que eu coordenei na revista Lancet o ano...
É importante deixar claro que essa semana, na revista Science, nós ainda apontamos esses novos resultados, esses patógenos que foram encontrados, que são altamente virulentos, resistentes a antibióticos, com alta toxicidade e ainda têm genes de transferência horizontal de genes. Ou seja, eles podem compartilhar essas características de virulência, toxicidade e resistência a antibióticos.
com outros patógenos já conhecidos. Então, a abertura do Interfluvio Puros Madeira com a pavimentação da rodovia BR-319 desencadeara não uma, mas uma sequência de novas pandemias, como aponta tanto essa publicação na Science, como a nota técnica que foi enviada ao Ministério do Meio Ambiente. A situação é grave, nós precisamos impedir a pavimentação da rodovia.
Muitas pessoas têm argumentado que devido à abertura da rodovia na década de 70, não existiria risco epidemiológico e que isso seria apenas hipotético. E, na verdade, isso não ocorre, porque as ferramentas de degradação ambiental da década de 70 e os fluxos de migração humana são completamente diferentes dos diagnósticos.
Tanto que nós já tivemos uma nova linhagem do vírus Europux vazando do trecho do meio da rodovia BR-319, que tem afetado vários estados brasileiros, principalmente o Espírito Santo, tem vivenciado uma crise com essa nova linhagem do vírus Europux vinda do trecho do meio da BR-319 e essa mesma linhagem já se espalhou para a América Central e para a Europa.
nós também vemos um aumento de mais de 600% dos casos de malária no trecho do meio da rodovia BR-319. Então, esse cenário epidemiológico não é hipotético, ele já é confirmado e doenças estão vazando da região, não só para fora do Brasil, mas para outras partes do mundo. É importante ainda deixar claro que esse lobby a favor da rodovia não beneficia a população do estado do Amazonas. Ele agrava as mazelas sociais, porque nisso tudo aumenta a pressão, principalmente do sistema de saúde da região, que é precário, aumenta o fluxo de migração para a região, sobrecarregando todos os sistemas,
E ainda aumenta a insegurança, já que várias cadeias ilegais, como desmatamento e grilagem de terras, estão atrelados ao crime organizado. Então não existe desenvolvimento econômico para o Amazonas com a rodovia BR-319. E o cenário mais grave? A gente vê, de fato, casos graves, como a crise de oxigênio em Manaus, sendo utilizado para a lobby da rodovia. O DENIT tem atuado de má fé nesse caso, como nós já publicamos na revista Science em 2020.
O DENIT decidiu pavimentar o lote C da rodovia sem os estudos ambientais e sem a consulta dos povos indígenas.
E a maior manipulação cometida pelo órgão foi durante a pandemia de Covid-19, onde eles anunciaram uma rota estratégica, segundo eles, pela rodovia BR-319 para levar oxigênio para Manaus. E omitiram o Rio Madeira, inclusive, que era a melhor rota trafegável para levar esse oxigênio.
A Manaus, caso o oxigênio tivesse sido enviado pelo Rio Madeira, ele teria chegado a Manaus com 66 horas de antecedência e uma economia de 1,5 milhão de reais. Nessa estratégia organizada pelo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, milhares de pessoas morreram em Manaus por falta de oxigênio, o sistema de saúde colapsou, levando ao colapso também do sistema funerário, justamente para promover um cenário de caos e fazer lobby.
a rodovia BR319, como nós demonstramos no artigo publicado no Journal of Racial and Ethical Health Sparrow publicado pelo grupo Springer Nature. A situação é realmente preocupante. Nosso grupo de pesquisa deu alerta de segunda onda de Covid-19 com seis meses de antecedência para Manaus. Todos os
os tomadores de decisão ignoraram nossos alertas, inclusive em uma entrevista que eu dei ao Jornal Nacional alertando que o estado do Amazonas poderia ter pelo menos 6 mil óbitos e quando se concretizou a segunda onda, houve 6.500 óbitos, pois nós sempre trabalhamos com os modelos mais conservadores. Ou seja, a crise de oxigênio poderia ter sido evitada e nada disso tem a ver com a rodovia BR-319. Preocupantemente, esse novo alerta epidemiológico, que é bem mais grave que a segunda onda de Covid-19, está sendo ignorado pelo governo federal.
Nós não teremos apenas uma pandemia. Nós teremos uma sequência de pandemias em proporções muito maiores que a COVID-19 e que irão potencializar outras doenças conhecidas. É fundamental que nós revisemos a pavimentação da Rodovia BR-319, o Ministério Público, a Justiça Brasileira, tem a obrigação de agir impedindo essa pavimentação e resguardando a população do Brasil. Acabou?
Não.
promessa do governo federal de construir 40 caças da mulher brasileira segue longe de se cumprir. Foram apenas 11. Ou seja, enquanto a violência cresce, a rede de proteção não acompanha. E é nesse cenário que surgem as ocupações. No dia 14 de março, o movimento de mulheres ao gabinário realizou uma jornada nacional com 16 ocupações simultâneas em 3 estados brasileiros. A gente ocupa imóveis abandonados para denunciar essa realidade, exigir política pública e construir na prática o que não existe. Espaço de acolhimento, apoio jurídico, psicológico, formação política.
e organização coletiva para mulheres em situação de violência. Em 10 anos, já foram mais de 30 ocupações pelo país. E junto delas, vem os ataques, que não são pontuais, são sistemáticos. Em João Pessoa, fecharam uma ocupação com tijolos. Em Strocava, portaram água e luz de um prédio abandonado há anos. Em Natal, policiais apontaram armas para as militantes.
Fora isso, que faz parte da rotina das casas, a presença de vereadores de direita e grupos como MBL que vão até lá para intimidar e ameaçar as mulheres. Quando mulheres trabalhadoras se organizam para enfrentar a violência e construir a alternativa, isso entra em choque direto com um projeto político que prefere defender propriedade abandonada do que a vida das mulheres. O avanço da extrema-direita também passa por atacar essas experiências, que elas mostram na prática, que é possível transformar o abandono e acolhimento e a violência em luta.
As ocupações do movimento de mulheres órgãos abenários são isso, uma resposta concreta à denúncia e construção de poder popular.
Se você quer apoiar essa luta, venha conhecer uma das nossas ocupações. Fortaleça com doações e divulgue as ações nas redes. Apoiar essas iniciativas é fortalecer a organização coletiva. E uma forma concreta de enfrentar e acabar com esse sistema que adoece e mata mulheres. A luta se constrói na praia. Obrigada, gente. A gente te espera em uma das nossas casas.
Olha só a Hillary Clinton falando em 2016. Não é difícil imaginar Donald Trump nos levando a uma guerra apenas porque alguém feriu seu ego frágil. As ideias de Donald Trump não são apenas diferentes, elas são perigosamente incoerentes. Na verdade, nem são bem ideias, apenas uma série de discursos bizarros, desavenças pessoais e mentiras descaradas.
Não é uma pessoa que deveria ter os códigos nucleares, porque não é difícil imaginar Donald Trump nos levando a uma guerra apenas porque alguém o tirou do sério.
Não podemos colocar a segurança de nossos filhos e netos nas mãos de Donald Trump. Não podemos deixá-los jogar os dados com os Estados Unidos. Esse é um homem que disse que mais países deveriam ter armas nucleares, incluindo a Arábia Saudita. Ele acredita que podemos tratar a economia dos Estados Unidos como um de seus cassinos e dar calote em nossas dívidas com o resto do mundo.
o que causaria uma catástrofe econômica muito pior do que qualquer coisa que vivenciamos em 2008. Ele diz que não precisa ouvir nossos generais ou almirantes, nossos embaixadores e outras altas autoridades, porque ele tem, entre aspas, um cérebro muito bom.
Ele elogia ditadores como Vladimir Putin e arranja brigas com nossos amigos, incluindo o primeiro-ministro britânico, o prefeito de Londres, a chanceler da Alemanha, o presidente do México e o Papa. Ele diz ter experiência em política externa porque organizou o concurso Miss Universo na Rússia.
Acabou? Não. Acabou sim. Acabou? Acabou, acabou. Porra, acabou. Beijinho, sigamos com muito amor e poesia. Ouve a voz do seu Perinho. A boca é um ano da faça. Varanda do porro. O Lexotan não se toma na veia. Essa porra é uma coisa. Quando você é jovem, qualquer pessoa que tem um baseado vira seu amigo. O Bolsonaro sendo atropelado. Tô de acordo.
Fazer as pessoas passarem fome. É isso. Cenoura, cenoura. Mais ou menos isso. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? E aí, fuma! Duzentos baseados! Muita gente. Muita, mas muita gente. Conversa de bêbado. Nem todo artista é maconheiro. Mas todo maconheiro é um artista. Algum delírio. Presunto parma, vamos lembrar, não é qualquer presunto. Não é proibido no Brasil transar. Antigamente as pessoas ainda coçavam virilho. Hoje nem isso, coça mais.
Pegue sua Toyota, empurre dentro do seu cu. Um opalão, um chevette, um golbolinha. Vai deixar eles mijarem em cima de você. Lixo. Arrombado. Vai entrar o grosso. O grosso chegou! Ai, que dor no meu pau. Eu sou especialista em pau. É a piroca. Ela é bastante extensa. Veja a gramatura. Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica. Também entra, também entra.
Cadê os machos? Eles têm um pênis. Pistolão bonito, né? Há controvérsias. Contém ovos. Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o ânus. 95% da população mundial faz errado a limpeza do ânus. Ânus. Os galináceos têm pênis. Tem graça esse final? Não, né? Desculpa. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Espera um pouco, querido. Espera só um minuto. Só um minutinho.
Estamos esperando aí. Calma, calma, calma. Relaxa. Pronto, tá bom. Era isso. Acorda, vagabundo. Acorda. Acorda. Obrigado, minha gente. Deus proteja todos. Sejam felizes. Abraão. Deus proteja todos.
Cadeau!
A Última Bolacha
Podcast da Agência PúblicaDona Chica Sling
Carregadores ergonômicos