Mães como instrumentos nas mãos de Deus - Refletir Online
Mensagem compartilhada durante a celebração na Igreja Batista do Coração.
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Pastor Tcharley Amaral: @tcharleyamaral
- Presença e Governo de DeusAtitudes que demonstram a fé · Exemplo de Jesus Cristo · Renúncia pessoal em prol do próximo · Não terceirizar a educação dos filhos
- A relação com a Palavra e com DeusPermanência da palavra no coração · Repetição como método de ensino · Vivência e testemunho pessoal · Constância no ensino diário
- Propósito e Chamado DivinoTransformação ao se tornar mãe · Sensibilidade e percepção do bebê · Esquecimento de si para o próximo · A importância da palavra de Deus
- Poda DivinaDeus usa imperfeições para Seus propósitos · Transbordar a palavra de Deus · Cumprir a responsabilidade de educar os filhos · Plantar a semente da fé
- Deuteronômio: Repetição da LeiContexto histórico e propósito do livro · Ensinamentos para a nova geração · A importância de lembrar os feitos de Deus
- Testemunho pessoal e religiosoContar histórias de libertação e milagres · Ensinar com base nas experiências pessoais · A importância da fé mesmo sem retorno imediato · Exemplo de Eunice e Lóide, mãe e avó de Timóteo
Boa noite. O tema da mensagem é mães como instrumentos na mão de Deus. Mas ela vale para todos nós, porque todos nós podemos ser instrumentos na mão de Deus. Não é mesmo? Eu gostaria de agradecer o privilégio de poder, mais uma vez, ministrar a palavra de Deus.
E ainda mais sendo hoje um dia mais que especial, o nosso dia, o dia das mães. Desde pequena, minha mãe tá por prova disso, eu sempre quis ser mãe. Pegava os meninos de todo mundo e saia com eles na cola.
E eu cresci ouvindo uma frase que eu não concordo totalmente com ela, não. É que nasce um bebê e nasce uma mãe. Eu acredito que nasce um bebê, mas uma mulher é transformada. Porque a gente não nasce pronta. Cada dia que passa, inclusive a gente começa a transformação quando a gente se percebe grávida. Porque aí vem as transformações físicas, o enjoo, a falta de apetite ou o excesso de apetite.
E eu acredito que Deus age de uma forma especial em nós, porque nós começamos a ser transformadas desde aquele processo. E cientificamente é comprovado que nós temos uma massa cinzenta no cérebro, que ela capta as informações e consegue processar essas informações. Quando a gente se torna mãe ou está no processo,
Essa massa cinzenta, ela acontece uma pequena redução nela. E paralelo a essa redução, acontece uma sensibilidade ao toque, à percepção do bebê. Então, a gente consegue ter mais sabedoria em decifrar se o bebê está sentindo cólica, se ele está chorando porque está com fome ou simplesmente porque quer o nosso carinho, o nosso afago.
Acredito que Deus colocou essa sensibilidade em nós com um propósito. Para a gente tirar um pouco do nosso eu, tirar o nosso ego e se voltar para o próximo. E aí quando nós vemos aquele serzinho pequenininho que Deus nos deu.
A gente imediatamente se esquece completamente de nós. Nós esquecemos que nós existimos e nos voltamos totalmente para aquele serzinho indefeso, que não sabe diferenciar se está com frio, se está com fome, o que ele sente, qual que é as percepções que ele tem e nós nos entregamos totalmente a ele.
E essa transformação continua. A criança vai crescendo. A gente tem, igual eu falei, paralelo a essa transformação, nós perdemos um pouco, não que nós ficamos menos inteligentes, mas nós voltamos o nosso foco para outras prioridades.
E essa transformação gera também um esquecimento. Quem é mãe aqui sabe que a gente esquece, esquece de mandar mensagem, esquece que o filho aconteceu um evento, inclusive esse final de semana. Eu arrumei a casa inteira, arrumei os meninos tudo, fomos correndo para a escola.
Hoje é a apresentação do Caio na escola e a gente tem que estar lá cedinho e tal, arrumamos um desespero, chegamos lá, escola fechada, pronto, passou do horário, né? Não, gente, eu esqueci a data, não era ontem. Era em um outro dia, no mesmo horário, o horário estava certinho, mas eu me esqueci e voei na data e, pô, a gente fez um passeio na escola.
Mas a gente se esquece com muita facilidade, às vezes, do detalhes. Mas a gente não esquece da nossa cria, a gente não esquece de dar comida para eles. Às vezes esquece, às vezes chora e a gente vai lá e alimenta. Mas essa transformação perdura e esse esquecimento é muito perceptível, maior na mãe. Mas isso não quer dizer que nós, seres humanos, não temos essa falha.
Nós nascemos com essa vulnerabilidade, com essa característica. E essa característica de sermos esquecidos, ela acontece porque o nosso cérebro é muito inteligente.
Então, a gente meio que reseta algumas informações que não têm tanta importância e a gente absorve outras. Então, meio que toda vez que a gente alimenta de uma coisa, a gente absorve aquilo e a gente vai vasculhando dentro do nosso cérebro. E a gente vai falar, isso aqui eu não preciso. E a gente meio que reseta aquilo. Então, a importância da gente se alimentar constantemente da palavra de Deus é para ela se tornar prioridade e para o nosso cérebro entender que a palavra de Deus é prioridade da nossa vida.
E isso não quer dizer que há uma falha do ser humano. Isso é uma característica, uma vulnerabilidade. E Deus, em sua infinita sabedoria, sabendo disso, foi que ele escreveu o livro de Deuteronômio por meio de Moisés. E o livro de Deuteronômio, para quem não conhece, não sabe o significado, ele significa a repetição da lei.
É como se Deus já tivesse passado a lei e agora ele vem repetindo a lei para aquela nova geração. Hoje eu vou trazer para os irmãos a Deuteronômio, capítulo 6. E nós vamos ler do versículo 1 ao versículo 25.
Para a gente contextualizar um pouco, o livro de Deuteronômio foi escrito por Moisés e foi aproximadamente em 1406 a.C. Moisés estava prestes a entrar na terra prometida, mas ele não ia entrar, porque ele desobedeceu a ordem de Deus lá atrás, mas Deus não esqueceu.
E por isso ele não ia entrar na terra prometida. Mas quem ia entrar na terra prometida era a nova geração. A geração que não presenciou os feitos de Deus. Não presenciou a Deus livrando o povo da escravidão no Egito. Deus caminhando com o povo no deserto. Deus enviando maná. Deus provendo. Deus sendo fiel. Então essa nova geração, o problema dela agora não era crer nesse Deus que eles até então não conheciam.
Era entrar numa terra desconhecida e esquecer desse Deus que proveu tudo isso para eles.
E aí eu gostaria que os irmãos me acompanhassem. Nós vamos ler tudo, tá? Mas aí eu vou focar nos versículos 6, 7 e do 20 ao 25. Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, teu Deus, se te ensinassem para que os cumprisse na terra a que passas para possuir.
Para que temas ao Senhor teu Deus e guarde todos os teus estatutos e mandamentos que eu te ordeno. Tu e teus filhos e o filho de teus filhos todos os dias da tua vida. E que teus dias sejam prolongados.
Ouve, pois, ó Israel, e atenta em cumprires, para que bem te suceda e muito te multiplique na terra que mana leite e mel. Como te disse o Senhor, Deus de teus pais, ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
Amará, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração.
Tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentados em tua casa e andando pelo caminho e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os olhos e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
Havendo-te, pois, o Senhor, teu Deus, introduzido na terra que, sob juramento, prometeu a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó te daria grandes e boas cidades que tu não edificastes.
E casas cheias de tudo que é bom. Casas que não enches. E poços abertos que não abristes. Vinhas e olivais que não plantastes. E quando comeres e te fartares. Guarda-te. Para que não esqueças o Senhor. Que te tirou da terra do Egito. Da casa da servidão.
O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nem dos deuses dos povos que houver à roda de ti. Porque o Senhor, teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti. Para que a ira do Senhor, teu Deus, se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra.
Não tentarás o Senhor, teu Deus, como o tentastes em Massá. Diligentemente guardarás os mandamentos do Senhor, teu Deus, e os seus testemunhos e os seus estatutos que te ordenou. Farás o que é reto e bom aos olhos do Senhor, para que bem te suceda e entres e possua a boa terra a qual o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais.
lançando todos os teus inimigos de diante de ti, como o Senhor tem dito. Quando teu filho, no futuro, te perguntar, dizendo, que significam os testemunhos e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos adenou? Então dirás a teu filho, éramos servos de Faraó, no Egito, porém o Senhor de lá nos tirou com poderosa mão.
Aos nossos olhos fez o Senhor sinais e maravilhas, grandes e terríveis, contra o Egito e contra a faraó e toda a sua casa. E dali nos tirou para nos levar e nos dar a terra que sob juramento prometeu a nossos pais.
O Senhor nos ordenou cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o Senhor, nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje. Será por nós justiça quando tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o Senhor, nosso Deus, como nos tem ordenado.
Se o mundo está em constante movimento de ensinar, ensinar, ensinar, nós também precisamos repetir essa fé para as pessoas que estão ao nosso redor e para nossos filhos. Eu vou falar direcionado para as mães, mas nós podemos fazer a analogia para as outras pessoas que não têm filhos, mas têm pessoas que convivem ao seu redor.
Antes de qualquer coisa, o ensino e a influência, Moisés, ele vivenciou. Então, antes dele passar todas as leis para essa geração, ele ensinou, ele vivenciou, perdão, ele vivenciou tudo isso, ele vivenciou a retirada do povo da terra do Egito, ele vivenciou...
Cada experiência, cada milagre, as pragas, ele vivenciou tudo isso. Então ele tinha propriedade para passar para aquilo, para a próxima geração. Ele tinha propriedade, ele tinha autoridade para falar com aquela nova geração do que ele viveu.
E ele não passou de forma assim, olha, essa é a lei do Senhor, vocês têm que obedecer. Não, ele passou como vivência, como experiência, como história. E nós, às vezes, podemos fazer isso com nossos filhos, contando o que Deus faz por nós, por meios de histórias, por meios de acontecimentos. Mas para isso, nós precisamos vivenciar. Nós precisamos estar cheios da palavra de Deus. Como até o Márcio falou na última pregação, estar cheios do Espírito Santo.
E aí, o ponto 1 que eu queria ressaltar são mães que carregam a palavra de Deus. No versículo 6, ele fala assim, Então, já vem aí uma palavra de ordenância.
Estarão. Esse estarão aqui, traduzido do hebraico, não é no sentido de estar, mas no sentido de permanecer. É como se fosse, essa palavra deve estar permanente no seu coração. A palavra precisa habitar em algum lugar. Ela não pode simplesmente ir lá, visitar no domingo e ir embora. Não, ela precisa ir e habitar. Então, a palavra de Deus, ela tem que estar...
em permanência nos nossos corações, habitando dia e noite, o tempo inteiro. E isso é uma ordem do Senhor. Porque a partir do momento que você está cheio, que você tem a palavra de Deus dentro de você, você consegue o quê? Transbordar. Você consegue transmitir ela com autoridade. Quando você transmite alguma coisa, alguma experiência para alguém, e a pessoa fala, essa pessoa não viveu por isso, essa pessoa não passou por isso. Mas quando ela vive, você fala, não.
Ela realmente, de fato, me passou segurança de que ela está vivendo aquilo, de que ela passou por determinada situação. Você vê com...
com os olhos vivos da pessoa que realmente ela teve aquele momento. E é mais fácil até de você transmitir isso. Então, se você fala com os seus filhos que você segue a um Deus, mas você não demonstra isso para eles, eles vão ficar meio assim, uai. Vai haver uma incongruência. Não vai estar totalmente claro para o seu filho que você está seguindo os mandamentos do Senhor. Que as palavras deles estão dentro do seu coração.
Então, aqui no 6, ele fala que antes de passar, antes de falar qualquer coisa, antes de falar de guerra, antes de ele falar de qualquer situação, ele fala que a palavra de Deus tem que estar dentro do seu coração. E aí, passando para o versículo 7, tu as encucarás a teus filhos. E aí eu entro num outro ponto, que são mães que ensinam.
Você está cheio da palavra de Deus e aí você consegue transmitir isso com fidelidade, porque você não vai tropeçar, porque você está vivendo a palavra de Deus. E aí, essa palavra inculcar não é de cuca, ela vem do hebraico do sentido de repetição.
É como se você afiasse uma lâmina repetidamente. Você não passa, você vai afiar a faca, você não simplesmente passa ela uma vez no afiador. Você vai o quê? Várias vezes. Vai e volta. E ensinar é assim. Nós, como mães, ou educadores, ou pessoas que tratam com crianças, sabem que a gente ensina repetidamente. Nós falamos, menino para de correr, menino para de correr, menino para de correr. Até a gente já está falando, menino para de correr, menino para de correr. E ele não para de correr.
Eu falo isso com meu filho o dia inteiro. Para de correr, Caio. Para de correr, Caio. E não entra na cabeça, mas uma hora vai entrar. Uma hora ele para, a mamãe falou que não pode fazer isso.
Pela repetição. Eu vi até um vídeo curioso esses dias de um adolescente falando que... Como que é estranho que os pais acham que a palavra de Deus tem que estar no coração da criança. Sendo que a semana inteira você põe patati patatá. Você põe... Eu tô bem desatualizada, tá? Porque meus meninos assistem só tem antigo. É Magaiver. É Ursinhos Gammes.
Fica a semana inteira botando galinha pintadinha, pepa, e aí chega no domingo, você tem que aprender um versículo tal, tal, tal, porque a gente vai na Bíblia. Como que a criança vai administrar esse conhecimento se você aplica só no domingo? Enquanto isso, o influencer está ensinando seu filho a fazer N coisas idiotas.
E você deixa pra pregar pro seu filho só no final de semana. E isso quando lembra de pregar, né? Só no domingo. E aí você se esquece de falar da palavra de Deus. E a gente pode falar a palavra de Deus o tempo inteiro. Às vezes a gente fala, Ah, eu fiquei com... Eu não vou conseguir fazer a prova.
Deus é fiel, Deus cumpriu o que vai fazer, então faz. Ou eu fiz alguma coisa errada, eu falei, pede perdão. É só pedir perdão que Deus perdoa. Então a gente vai ensinando com Ele, com palavras, o dia inteiro. E mostrando pra Ele, na Bíblia, o conhecimento de Deus, que a gente pode passar pra Ele o tempo inteiro.
Não é simplesmente num final de semana ou num evento social que tem falando sobre Deus. A gente tem que ser constante nas coisas. Principalmente com essa herança que Deus nos deu, que é os nossos filhos. E aí o versículo continua. E delas falarás assentado em tua casa.
Quantos momentos que a gente tem com os nossos filhos que a gente não fica no telefone e que a gente olha nos olhos dele e conversa sobre as coisas que Deus tem feito na sua vida, pelas coisas que você passou, contando os seus testemunhos, as suas vivências com Cristo.
E você chega no momento da refeição, você não ora para agradecer. É um ato simples. Mas a gente já vê os sinais nesses pequenos atos. A minha pequena, ela está com um ano e dois meses. O meu menino, ele sempre ora, né? E a gente vai criando o hábito de orar. Ela já fecha o olhinho e já...
Finge que está orando. Ela não sabe o que ela está fazendo. Mas ela está repetindo o que a gente está fazendo. E a gente está ensinando ela inconscientemente. Então ela já está pegando o espírito da coisa. É assim que vai funcionar. E é onde? É na mesa.
Quando eu vou buscar, quando eu vou andar, quando eu vou fazer uma caminhada, quando eu estou vindo para o culto, a gente tem que usar esses momentos para o quê? Para conversar com eles e mostrar a palavra de Deus nesses pequenos detalhes. E aí quando você mostra para ele nesses pequenos detalhes, você está influenciando, porque a gente não vive só de palavra.
A gente fala daquilo que a gente está cheio. Então, se a gente está cheio, lá atrás a gente se encheu da palavra de Deus, a gente está falando dela e a gente está mostrando com atitudes. As nossas atitudes demonstram aquilo que as nossas palavras falaram e aquilo que o nosso coração está cheio. Então, é quando a gente está andando, é quando a gente está sentado na mesa. Hoje em dia é muito difícil até as pessoas terem esse hábito de sentar. Hoje em dia, cada um... Eu ouvi até uma psicóloga falando que...
As pessoas hoje em dia têm uma mesa em cada quarto. E uma televisão em cada quarto. Um celular para cada pessoa, né? E aí na hora da refeição, pede a refeição, que não tem mais esse hábito de fazer a refeição. Pede a refeição, cada um vai para o seu quarto e não tem aquela interação. Não tem aquele agradecimento ao Senhor. Não tem esse momento. E aí as pessoas se desconectam, desconectam do Senhor e não sabem mais para que estão vivendo.
Então, cada minuto do nosso dia conta, ainda mais para nossas crianças, que são o nosso futuro. E aí, ele continua. E delas falarás, assentada em tua casa, andando pelo caminho. E aí, ele chega num ponto que ele fala, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Quer dizer, do pôr do sol a nascer do sol.
Ao deitar, ao levantar. Quer dizer o quê? É o tempo inteiro. No início ao fim do dia, você tem que estar se alimentando e ensinando a palavra de Deus. Não é só em momentos específicos. Não é só no culto. O pastor pode ajudar? Pode. Um coleguinha da escola pode ajudar? Pode. Mas quem é que está em constante convivência diária com nossos filhos? Somos nós.
E nós temos que criar essa influência dentro de casa. Porque senão eles vão ser influenciados pelos influências da internet. E aí o que vai virar? Só Jesus. Aí nós estamos entregando a herança que Deus nos deu para qualquer um. Porque antigamente a gente ficava com medo de deixar os meninos brincar na rua. Hoje em dia os pais não tem medo de deixar os filhos dentro do quarto com a janela escancarada para o mundo.
E aí eles vão estar o quê? Lidando com N coisas. E você está jogando o ensino dos seus filhos na mão de pessoas que vocês nem sabem se o que eles estão falando ali de fato é realidade. Então, a importância da gente conviver o tempo inteiro ensinando nossos filhos com palavras.
Com exemplos, influenciando com exemplos. E agora desde a hora que você deita até a hora que você levanta. Significa o quê? Que é só na hora que você está feliz? É só na hora que você está disposto? Não, é na hora que você está cansado também. Ah, eu tive um dia exaustivo, eu não vou ler a palavra de Deus. Uai, mas não é em todo o tempo? Com constância?
Cadê a nossa constância com a palavra de Deus? Com outras coisas a gente tem todo dia. A gente levanta, a gente toma café, a gente lancha, a gente escova os dentes. Pelo menos a teoria é essa. E a gente faz isso com a palavra de Deus? É um alimento para a gente. Se a gente não se alimentar dela todos os dias com constância, como é que a gente vai passar para as pessoas que estão ao nosso redor? Como é que nós vamos influenciar as pessoas que estão no nosso serviço? Como é que a gente vai dar testemunho?
para as pessoas que estão ao nosso redor e inclusive para nossos filhos. Porque às vezes você acha que não tem ninguém te vendo, mas tem muita gente te observando. E aí, nós ensinamos por meio...
Da palavra. Nós ensinamos por meio da influência. E nós ensinamos. Pela renúncia. Porque quando nós deixamos. O cansaço. E renunciamos para entregar a palavra. Para se entregar àquela pessoa. Nós. Renunciamos a nós mesmos. E é uma renúncia. Ela exige presença. Deus ele fez isso com nós.
Ele, no início, ele enviou as leis, ele nos ensinou por meio das leis, ele nos ensinou por meio dos profetas, ele enviou vários profetas para nos ensinar. E por último, ele falou, esse povo não tem jeito, enviou seu único filho para tentar nos ensinar. Jesus, ele renunciou a sua glória.
o seu lar, para se entregar para nós, para vir até nós, nos ensinar com palavras, com parábolas, para nos ensinar com atitudes, porque ele nos influenciou, ele se tornou homem. Então, ele viveu todas as atitudes de Jesus, foi como de um homem, ele sentia dor, ele chorou, ele lamentou a morte de Lázaro.
Ele vivenciou todas as nossas coisas e foi para quê? Para reforçar o ensinamento de Deus, para reforçar a palavra do Senhor. E por fim, ele se entregou, ele entregou a própria vida por amor de nós, para mesmo assim a gente não entender que ele é o Senhor e que ele entregou a sua vida por nós.
E mesmo Jesus fazendo isso, ainda tem muita gente que não acredita, né? Tem muita gente que ainda não valoriza o ato de Jesus ter largado a sua glória, largar o seu trono e se igualar a nós. Nós, como mães, nós também fazemos isso.
Não tem nem comparação com o que Jesus fez, né? Mas nós renunciamos às vezes a uma refeição, renunciamos a uma noite mal dormida, renunciamos aos nossos prazeres para voltar e cuidar dos nossos filhos. E se nós fazemos isso, quem dirá? O Senhor. O que tem habitado o seu coração?
Porque só a partir do momento de que a palavra habita no seu coração, que você pode conseguir transbordar ela para outras pessoas. E aí você consegue ensinar, influenciar, renunciar. E aí nós conseguiremos ficar prontas para qualquer coisa que vier. Porque lá no versículo 20,
Ele fala assim, quando teu filho no futuro te perguntar dizendo, o que significam os testemunhos e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou? O que significa? O que você vai responder para o seu filho se você mesmo não está vivendo isso? Quando ele te indagava, mas por que a gente tem que fazer isso então? Já que tem que fazer, então por que eu tenho que fazer essas coisas?
E aí você não vai contar porque tem que fazer. Você vai contar porque Deus fez isso e isso e isso na minha vida. Porque é assim que Deus fala pra gente contar. Veja no versículo 21. Então dirás a teu filho, éramos servos de faraó no Egito.
Porém, o Senhor de lá nos tirou com poderosa mão. Ele não veio falando logo de início nas leis. Ele veio falando a bondade que o Senhor fez com eles. Eles nos livrou do povo do Egito. Eles nos tirou da escravidão. E aí ele contou com história. Então, nós como mães, como pessoas, quando alguém vier perguntar para você, por que você fica todo dia, todo domingo na igreja? Por que todo dia você ora assim? Por que todo dia você segue essa Bíblia?
Porque Deus me livrou da escravidão. Porque Deus me libertou. Você tem propriedade para falar porque você viveu aquilo que Deus fez na sua vida.
E aí ele continua. Aos nossos olhos fez o Senhor sinais e maravilhas. Grandes e terríveis contra o Egito e contra a faraó e toda a sua casa. E mostrou os milagres que Deus fez na sua vida. Olha, eu era assim, eu era assado. Eu não era comprometida com as coisas de Deus. E aí Deus me livrou dessas coisas e me fez o que sou agora.
E você conta com o seu testemunho, com as coisas que você vivenciou na palavra de Deus, por meio de Deus.
E aí, no versículo 23, ele fala, E dali nos tirou para nos levar e nos dar a terra que, sob juramento, prometeu a nossos pais. Nós fazemos isso por algo maior que nós estamos esperando, que é a eternidade, em nome de Jesus. Mas nós não fazemos essas coisas para os nossos filhos esperando um retorno imediato.
Porque a gente até fala pra eles. Mas a gente não tem certeza se eles vão continuar no caminho de Deus. Mas a nossa parte a gente tá fazendo. A gente não vai esperar colher fruto. A gente tá fazendo a vontade de Deus. O que Deus vai fazer com eles é do Senhor. É por meio dele. A gente, como diz, entrega pro Senhor. A nossa parte, o nosso testemunho, o nosso ensinamento a gente tá fazendo. Tem a mãe de Timóteo. Não vou lembrar o nome dela direitinho. Eunice Lloyd, se eu não me engano.
É a avó, a mãe e Timóteo. Quando Paulo fala de Timóteo, ele nem... Timóteo foi um grande pregador na época de Paulo. E ele não fala especificamente de Timóteo. Quando ele vai elogiar Timóteo, ele fala Bendita é a tua avó e a tua mãe que te ensinou essas coisas.
Ele enalteceu quem passou todos aqueles ensinamentos para um pregador que se destacou. A avó dele não sabia que ele ia virar um pregador. A mãe dele, muito menos. E ele vivia em um ambiente em que eram duas religiões. O pai era de uma...
De uma denominação pagã e a mãe é que acreditava em Deus. E a mãe dele insistiu nele, mesmo sem saber que ela ia colher o fruto. Ela não, né? A geração ia colher o fruto na vida de Timóteo. Assim temos que ser nós. Nós temos que fazer porque Deus ordenou. E pronto.
E o que ele fez com as nossas vidas, nós queremos que ele faça para os nossos filhos. Mesmo que quando criança ou quando adolescente, que é a idade terrível, né? Eles se esqueçam por um tempo. Quando ele chegar, em algum momento, ele vai lembrar daquelas coisas que você falou com ele. De tanto que você falou. Para de correr, para de correr, para de correr. Uma hora que ele tem, vai bater igual um sininho. Minha mãe falou alguma coisa.
Nesse sentido, tem até uma cena de um filme, daquele Deus não está morto, mas aí o filho, infelizmente, ele vai até a mãe dele, que já está com a memória toda desfalecida, comprometida com uma doença mental, e aí ele fala, o que adiantou a vida inteira você servir esse Deus? Olha como você está. E aí passa um momento de lucidez dela, e ela...
Mas você vive liberto, mas aprisionado nos seus tesouros da terra. E aí ela volta ao normal e a palavra estava no coração dela. E ela conseguiu internalizar isso, mesmo comprometendo a mente dela. Porque a palavra não estava na mente, a palavra estava no coração.
Então, nós temos que estar prontos para quando o nosso filho vier nos perguntar. E aí nós vamos falar com o quê? Com a nossa vivência, com as nossas experiências. E aí eu gostaria de concluir, porque fazendo todas essas coisas, nós viramos um instrumento nas mãos de Deus. O que é um instrumento nas mãos de um músico?
Pode estar desafinado, mas aí o músico vem, ele lapida, mexe nas cordas e aí ele dá vida àquele instrumento. Enquanto ele está parado ali, não está tendo som, não está tendo...
Música não está tendo nada. Mas na hora que vem o músico, que nas nossas vidas é Deus, ele nos toca e aí nós viramos instrumentos capazes de cantar a palavra dele, capazes de fluir nos corações de outras pessoas e transformar a vida de outras pessoas.
A mãe, ela é um instrumento. Deus, ele não escolheu a mãe porque ela é perfeita. Porque ninguém é perfeito. Nós não conseguiríamos cumprir essa lei com as nossas perfeições. Mas Deus escolheu nós mães, escolheu nós, seres humanos, porque ele nos ama. E ele sabe das nossas imperfeições.
E Ele chama nós para ser deixados usados, deixar ser usado por Ele. Que a gente venha abrir o nosso coração e deixar Deus te usar da forma que você precisa ser usado. Como um instrumento nas mãos dEle. Porque só Ele é capaz de tocar e dar vida a esse instrumento. Às vezes você está aí com uma coisa que consome o seu coração querendo passar para frente.
Deixa Deus te usar, deixa Deus te agir na sua vida e transformar outras pessoas. Porque adianta você ficar cheio daquela coisa, cheio da palavra de Deus e não conseguir transbordar para outras pessoas. Você vai morrer com isso dentro de você e não vai fazer a diferença na vida de outras pessoas. Que nesse mundo nós precisamos tanto. Tem tanta gente falando tantas neiras por aí, né? Por que você não se prontifica para falar a vontade de Deus?
Hoje, nesse dia das mães, eu queria fazer um apelo para as mães que estão cansadas, que estão desanimadas de tanto tentar fazer as coisas e não conseguir, mas eu queria fazer um apelo para vocês permanecerem firmes e não terceirizar o serviço que Deus te deu.
Deus deu o filho pra você, não pra escolinha, não pro pastor, não pras tias, não pros avós. A responsabilidade é sua. Nós é que somos responsáveis pelos nossos filhos. Porque lá na frente, quem vai passar pras próximas gerações, se você ensinou bem aos seus filhos. Porque ele vai lembrar.
Não faça o que eu falo e faça o que eu faço, né? Faça o que eu faço e não faça. É isso aí, faça o que eu falo, faça o que eu faço. Mas deixa Deus te usar.
E não terceirize, gente. A criação é, eu vou falar agora, é dos pais. É a responsabilidade dos pais. E às vezes a gente terceiriza ela colocando o filho no telefone, colocando o filho na escolinha. E, ah, mas a escolinha não falou isso? Meu filho fez isso, isso e isso? Não. É você quem dá educação para o seu filho. É você quem ensina o seu filho. Por mais que ele não entre na cabeça dele. Mas a responsabilidade é nossa.
E ensinar a palavra de Deus, ainda mais a palavra de Deus. Que é uma ordenança do Senhor. A gente não vai cumprir uma ordenança de Deus que nos amou tanto. Então mães, se comprometam em cuidar dos seus filhos.
Se comprometam em deixar Deus usar vocês como um instrumento na mão de Deus. Porque aí você educa o seu filho, ele vai estar educando outro coleguinha na sala dele. Olha meu colega, é assim, assim, assado. Por quê? Por conta da mãe dele. Ele vai fazer igual o Timóteo. Por que que Timóteo é assim? Por conta da mãe dele, por conta da avó dele, que disseminou a palavra do Senhor e gerou frutos e frutos e frutos.
A avó de Timóteo nem sabia que ele ia virar o pregador que ele virou. Mas ela plantou. Nós plantamos uma semente e achamos que... Temos certeza que ela vai...
Dar frutos? Nós temos certeza que aquela árvore vai crescer? Não, nós simplesmente cumprimos o dever de plantar. Então, assim que nós possamos ser instrumentos na mão de Deus, plantando a semente, irrigando os nossos filhos, irrigando as pessoas que estão ao nosso redor, com a palavra do Senhor, com os nossos testemunhos, para que outras pessoas se acheguem ao Senhor.
Se você estava distante de Deus, distante das coisas do Senhor, que o Senhor possa tocar o seu coração e que você venha lembrar que Deus chamou o primeiro e Ele enviou o seu Filho por amor a você.
Comprometa-se com ele. Nós cuidamos dos nossos filhos e os nossos filhos, eles fazem as coisas não porque nós criamos um respeito, né? Eles fazem as coisas não porque nós estamos brigando, eles fazem as coisas porque eles criaram temor com o Senhor. Eles criaram um respeito com os pais. E aí a gente faz por quê? Por obediência. E no final...
Será por nós justiça, quando tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o Senhor, nosso Deus, como nos tem ordenado. E aí todas as pessoas vão ver a justiça em nós. Nós seremos testemunhas da palavra do Senhor nas nossas vidas. Nós seremos usados pelo Senhor. Amém? Que você possa deixar Deus te usar. Se você está distante, se você...
Pulou algum percurso na sua vida e esqueceu os ensinamentos do Senhor. Que você possa repetir eles no seu coração. E lembrar que o Senhor fez todas essas coisas por você. Amém? Amém.
poder do testemunho, viver aquilo que você prega, viver aquilo que você, de certa forma, lê. Aí na sua frente você tem um cartão de compromisso para aquelas pessoas que quiserem entender a palavra de Deus nesse momento, a pregação. Se você se sentiu tocado, que Deus possa abençoar a sua vida.
Você possa colocar aí seus pedidos de oração. Você possa também... Olha, olha, Marco, eu queria oração porque eu queria que alguém estudasse comigo. Eu queria entender um pouco mais da palavra. Eu entendi perfeitamente o que foi falado, o que foi dito. Você tem aí o cartão de compromisso na sua frente. Teremos pessoas orando por você durante a semana.
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