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Ceia do Senhor - Culto de Ceia

03 de maio de 202632min
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Mensagem compartilhada durante a celebração na Igreja Batista do Coração.

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Pastor Tcharley Amaral: @tcharleyamaral

Participantes neste episódio2
T

Tcharley Amaral

HostPastor
J

Jorge

ConvidadoTécnico do IDR Paraná
Assuntos5
  • Era VargasA igreja como escola e hospital · A Ceia do Senhor mal compreendida · Distorção do sentido da Ceia pela igreja de Corinto · A Ceia como memorial ativo e atualização espiritual · A Ceia como proclamação da morte e volta de Cristo
  • Participação Digna na CeiaA importância do autoexame e da avaliação contínua · A necessidade de arrependimento, alinhamento com Cristo e restauração de relacionamentos · Não discernir o corpo de Cristo como participação indigna · A Ceia como ato comunitário e não individualista · A Ceia como ato ético que exige coerência de vida
  • Vinhos e EnologiaO pão como representação do corpo de Cristo · O cálice (vinho/suco de uva) como representação do sangue de Cristo e a Nova Aliança · A representação memorial e não literal dos elementos · A substituição do sistema sacrificial do Antigo Testamento · Uso de suco de uva em vez de vinho para evitar tentação de alcoolismo
  • Relocação da Igreja Mercedes-BenzContexto da cidade de Corinto: próspera, diversa e permissiva · Distorções na Ceia: ricos comendo em excesso, pobres sem nada · A Ceia como evento social distorcido · A Ceia como ato sagrado que se tornou comilança e acepção de pessoas
  • A Ceia como Ato Sagrado e EscatológicoA Ceia é centrada em Cristo (cristocêntrica) · A Ceia é comunitária, não individualista · A Ceia é ética, exigindo coerência de vida · A Ceia é escatológica, apontando para a volta de Cristo · A Ceia não é opcional, banal ou individual
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Louvado e engrandecido seja o nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Bom dia, meus queridos. Nós já, Jorge, nós já nos debruçamos sobre o texto sagrado.

hoje pela manhã mais cedo, na Escola Bíblica Dominical, tentando compreender, e é isso, a igreja é também uma escola que tenta fomentar e instigar o aprendizado. A igreja não pode ser encarada como um...

apenas como um lugar que a gente frequenta para, de alguma forma, ouvir poucos minutos de uma pregação e cantar algumas músicas. A igreja é mais do que isso. A igreja é um hospital, a igreja é uma orquestra. Todas essas metáforas. A igreja é o corpo de Cristo. E a igreja também é uma escola. E nela nós nos desenvolvemos.

biblicamente falando, formatamos e forjamos o nosso pensamento bíblico para que a gente, quando a gente for praticar o pensamento, quando o verbo se torna carne, quando o pensamento se torna ação, para que essa ação seja bem fundamentada, para que a gente entenda o que a gente está fazendo. E a ceia do Senhor, meus irmãos, é algo que muitas vezes...

boa parte das vezes mal compreendido, sentido, significado, propósito, intencionalidade de Deus para conosco, responsabilidade da igreja para com esse momento que nós teremos aqui. Muitas e muitas pessoas e muitas e muitas igrejas distorcem o sentido da ceia do Senhor.

E nós não podemos participar da ceia de forma indigna, ou seja, de uma forma que nós estamos distorcendo o sentido original da ceia do Senhor. O apóstolo Paulo percebe essa distorção na igreja de Corinto. E aquele texto, esse texto de primeiros corintios que a gente usa sempre, é um texto que foi escrito para corrigir um erro.

o erro dos irmãos de Corinto. Então, eu queria te convidar para abrir 1 Coríntios, capítulo 11. A gente vai ler alguns versículos aqui, versículo 23 em diante. E depois nós vamos refletir um pouco sobre a tentativa de Paulo já naquela época de corrigir a mente.

a compreensão e também a prática da ceia do Senhor na mente e na prática dos nossos irmãos de Corinto. Versículo 23, em diante, vai dizer assim, porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei.

que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse, Tomai, comei, isto é o meu corpo, que é partido por vós. Fazer isto em memória de mim. Semelhantemente, também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo, este cálice é o novo testamento no meu sangue, a nova aliança no meu sangue.

Fazer isso todas as vezes que beber, dizem memória de mim. Porque todas as vezes que comer de deste pão e beber de deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber este cálice, esse cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para a sua própria condenação, não discernindo o corpo de Cristo. Até aí. Percebam como que há uma intencionalidade de Paulo. Paulo tem uma intenção em deixar claro para os corintios que a coisa não estava funcionando muito bem, eles não estavam entendendo bem e estavam fazendo errado.

O que é comum quando homens deixam de ser moldados por Deus. Então, os irmãos, quando começam a deixar de ser moldados por Deus, pelo ensino doutrinário apostólico, pela palavra de Deus e pela comunhão santa que produz aprendizado mútuo, naturalmente, ocorrem distorções na mente e ocorrem distorções na prática.

Esse contexto aqui, meus irmãos, da igreja de Corinto, favorecia essas distorções, assim como o nosso contexto hoje também favorece. Essa cidade era uma cidade comercialmente próspera, ela era culturalmente diversa e ela era moralmente permissiva.

Percebem? Prosperidade financeira, por causa da questão comercial, a cultura diversa, por causa do porto, do mar, da navegação marítima, e a permissividade moral, por causa da estrutura social, fundamentada no pensamento helênico, no pensamento grego, e aberto a um panteão de deuses.

Inclusive tendo na sua cidade um templo enorme, Afrodite, a deusa do Eros, né? A deusa ali da sexualidade. Uma cidade permissiva. Essa igreja vivia nesse ambiente. Esse ambiente gerava também influências nos irmãos que eram trazidos para dentro da igreja.

Eles viviam um mundo que os influenciava, e ao invés deles serem luz lá, eles traziam aquelas coisas para dentro da igreja. Divisões internas, imoralidades, desordem no culto. E Paulo, no capítulo 11 aqui, vai corrigir estas distorções na ceia.

Os ricos comiam e era uma abundância de comida. Não era como nós fazemos aqui, simbolicamente, com um pedacinho de pão em que todos comem o mesmo pedacinho de pão. Não era assim, não era esse. Os ricos comiam em excesso e os pobres ficavam sem nada.

Ou seja, havia perdido o significado intencional de Cristo. Cristo cria de uma forma, lá na frente, a igreja de Corinto está vivendo de outra forma. Um ato sagrado, um ato espiritual, em que usa elementos, os elementos que estão aqui, o pão e o vinho, eles são elementos simbólicos, se tornou um momento de comilança e de acepção de pessoa.

Porque eu trouxe o pão, então eu vou comer o pão. Mas o Marco não trouxe nada. Então, se o Marco não trouxe nada, o Marco não come. Percebem a diferença? Os ricos comendo e os pobres ficando de fora. Esqueceram o sentido espiritual, o sentido original que Cristo havia criado a ser do Senhor. Esse ato sagrado acaba se tornando um evento social distorcido. Percebam como que isso acontece com o Natal, com a Páscoa.

Natal tem um sentido, vira um ato social distorcido. A Páscoa tem um sentido, vira um ato social distorcido. A ceia do Senhor virou um ato social distorcido dentro do contexto da igreja de Corinto. Os irmãos estavam se celebrando de forma errada. Aí o apóstolo Paulo vai dizer no texto, porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei. Versículo 23.

Paulo inicia o versículo fazendo uma afirmação de autoridade apostólica. Paulo não está falando assim. Ele não está falando assim. Eu estou dando a minha opinião. Eu estou inventando. O negócio é o seguinte. Eu estou dando a minha opinião aqui. Cada um tem sua opinião. A minha é essa. Não, Paulo não está falando. Paulo está deixando claro que ele está transmitindo uma tradição recebida de Cristo.

O que eu recebi do Senhor, eu também vos entreguei. Aqui, meus irmãos, há uma afirmação de autoridade apostólica baseada nos ensinamentos que vêm direto de Cristo, que é onde está a autoridade do pregador. O pregador não tem autoridade em si mesmo. O pregador não vem aqui e inventa uma nova moda.

Jesus disse assim, meus irmãos, eu porém vos digo. Não. O pregador repete o que ouviu de Cristo. A mensagem da igreja repete o que ouviu de Cristo e da doutrina apostólica. Apesar de que os dias atuais são dias difíceis, tenebrosos, em que as mensagens têm sido distorcidas. Paulo transmite o que ele recebe.

E aí ele, na sequência, menciona. Eu recebi do Senhor. Esse Senhor. Aí ele fala, na noite em que foi traído. Olha o contexto. A ceia nasce. A ceia está, e a narrativa paulina aqui, num contexto de traição, de dor, de iminência da cruz. Quando Jesus...

cria esse ritual, vou chamar de ritual, esse momento sagrado, esse momento importante na história da igreja dele, que ele mesmo fala que era um mandamento perpétuo, que ele mesmo fala que era para nós fazermos até que ele venha, nasce num momento de sofrimento. Isso, meus irmãos, define o peso teológico desse momento na vida da igreja.

o Mestre Jesus estava sendo entregue ao madeiro, entregue aos que iriam crucificá-lo. E esse momento, ele é precedido pela ceia. Olha a importância desse momento sagrado criado pelo Mestre. Ele, nesse momento, usa o pão. Isto é o meu corpo.

O apóstolo Paulo menciona essa frase de Jesus. Isto é o meu corpo. Aqui não indica uma transformação literal. O pão que Jesus segurava não era o corpo dele. Assim como o pão que nós seguramos aqui não é o corpo de Jesus. Infelizmente, essa tradição romana acabou pegando na nossa cultura porque o catolicismo interpretou de forma literal lá atrás.

E aí eles acreditam mesmo. O católico que entende o que está fazendo, o praticante, o que é doutrinariamente profundo, aquele que tem o entendimento da sua religião, ele considera aquele elemento de trigo como sendo o corpo de Cristo de verdade. Para ele é. A fé católica, o mistério da fé católica acredita nisso.

porque eles interpretaram literalmente, mas a Bíblia não nos aponta para essa realidade de transubstanciação, como eles creem. Não indica aqui uma transformação literal, mas é uma representação memorial.

É como se eu pegasse aqui uma foto de alguém aqui da minha galeria. Deixa eu abrir aqui minha galeria e pegar a foto de alguém aqui. Vou jogar aqui para baixo aqui. Nossa, Deus. Só tem vídeo aqui nessa galeria? Jesus amado. Aqui, ó. Foto de uma jovem aqui. Achei. Uma jovem. Que jovem é essa? Karina. É a Karina?

Não. É uma representação da Karina. A Karina está sentada ali. É isso. É só isso. Essa imagem, ela não se transformou na Karina. É só uma representação da Karina. Assim como a imagem, assim como o pão que a gente pega, representam o corpo de Cristo.

representam para todo sofrimento, toda entrega, tudo que ele sofreu, por quê? Por causa dos seus pecados. Por causa dos meus pecados. Por causa dos nossos pecados. O cálice. Essa é a nova aliança no meu sangue. Na minha versão que eu li, dizia Novo Testamento no meu sangue. Aliança e Testamento é a mesma coisa. Essa é o pacto, o novo pacto. Aqui há um eco direto.

de Jeremias. Uma nova aliança viria, e essa nova aliança veio, uma conexão direta com os profetas do Antigo Testamento. Deus havia prometido uma nova aliança. O profeta Jeremias, no capítulo 31, traz essa ideia. E essa nova aliança não seria baseada, fundamentada na lei mosaica. Ela seria fundamentada agora no perdão, na transformação interior, em que o sangue de Cristo proporcionaria.

E esta nova aliança se concretiza quando Cristo derrama o seu sangue em nosso favor. Quando o sangue é vertido na cruz por causa dos nossos pecados. E aí o vinho simboliza o sangue de Cristo que nos purifica de todo o pecado. E esse símbolo substitui, meus irmãos, todo o sistema sacrificial do Antigo Testamento.

Até ali a dinâmica de estruturas de rituais, elas eram mais complexas. A gente fazia uso, e se estivéssemos vivendo ali naquele contexto, e se fôssemos aqueles irmãos que estão aguardando a vinda do Messias, e tal, nós teremos que manter toda aquela estrutura de ritos, toda aquela liturgia de sacrifícios de animais, e tal, aquela coisa toda.

E aí Jesus traz agora uma nova aliança. E essa nova aliança é fundamentada no sangue. Esse sangue é representado nesse momento. Nesse momento em que nós estamos aqui reunidos para cear. Esse momento é o vinho. No nosso caso, o suco de uva.

Quando me perguntaram no meu concílio, nem sei há quantos anos atrás, 20 e poucos anos atrás, sei lá quando. Quando me perguntaram no meu concílio, estava lotado de pastor, a igreja cheia de pastor. E o pastor pergunta, quais são os elementos da ceia?

E aí o concílio é o momento em que é a prova da OAB dos pastores. Para você entrar na ordem dos pastores, ser consagrado, você tem que responder as perguntas, sei lá, 40, 50 pastores ali, inquirindo você, fazendo quatro horas de perguntas, você tem que responder tudo só com a Bíblia na mão. Pode consultar a Bíblia. E aí na hora que ele perguntou, eu disse, três. Três? Eu falei, é, o pão que simboliza o corpo,

o vinho que simboliza o sangue e o suco de uva que simboliza o vinho.

Todos eles riram. Porque nós, cristãos contemporâneos, abolimos a prática do álcool dentro da estrutura da ceia. Porque possivelmente poderíamos instigar irmãos nossos que estão lutando contra o alcoolismo. E aí, se a gente celebrar a ceia com o vinho, o que vai acontecer? Esse irmão nosso vai ser tentado e vai acabar voltando. Porque nunca pode dar o primeiro gole. Nunca, nunca, nunca, nunca pode dar o primeiro gole. Sentiu o cheiro da pinga? Já era.

Volta de novo para aquela vida de alcoolismo. Então nós, como igreja, não fazemos isso. Não instigamos nada ruim na vida de ninguém. Instigamos coisas positivas. Coisas que vão elevar a alma e o espírito e o corpo da pessoa. E aí? A expressão que Paulo menciona, que sai da boca de Jesus, é fazer isso em... em memória de mim. Fazer isso em memória de mim. Anamnesis.

Isso aqui, meus irmãos, não é uma lembrança mental. É um memorial ativo, uma atualização espiritual do significado da cruz. Quando você participa da ceia, você está participando de um momento profundo, intenso, espiritual e significativo, criado pelo Mestre Jesus para que nós participássemos. A ceia tem uma dimensão também proclamatória.

Porque todas as vezes que comer-lhes deste pão e beber-lhes deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor. Todas as vezes que essa reunião acontece, você é lembrado.

do que aconteceu. Você é instigado a lembrar que a cruz está vazia porque o sangue de Cristo foi derramado nela, porque o corpo de Cristo foi entregue para ser açoitado e torturado no seu lugar, e porque este mesmo Cristo que foi pendurado no madeiro ressuscitou no terceiro dia.

Você é lembrado. Todas as vezes que o começo desse pão, a ceia tem um caráter retrospectivo, faz a gente olhar para a cruz, faz a gente lembrar desse momento. Quando o pastor prega, o pastor está pregando, ele vai falar sobre esse momento.

A igreja vai ser novamente instigada a lembrar desse momento. Então ela tem um caráter retrospectivo. Ela também tem um caráter presente, porque esse momento de comunhão com a ceia, com a igreja, com a ceia do Senhor, ele traz para nós edificação. E ele anuncia também a morte, ele anuncia também a volta do Mestre Jesus.

Porque o termo usado é até que ele venha. Até que ele venha. Então a ceia é simultaneamente memória, comunhão, memória do passado, comunhão no presente e esperança no futuro, esperança escatológica. Esse é o sentido da ceia do Senhor. O texto continua falando sobre uma outra característica que estava acontecendo nesse contexto de Corinto.

Participação indigna. Quem comer indignamente, quem come e bebe, come para sua própria condenação. Paulo não diz assim. Quem for indigno... Por que ele não fala quem for indigno? E ele fala, quem participar indignamente. Porque se fosse esperar,

que todas as pessoas estivessem 100% santas para participar da ceia, ninguém participaria. Ninguém participaria. Então ele não diz assim, quem for indigno, porque nenhum de nós é digno. Ele diz, quem participar indignamente. O problema aqui não é a condição do pecador.

O problema aqui é a postura irreverente, inquebrantável, impenitente, inconfesso. Aqui que é o problema. No contexto de Corinto, o egoísmo, a falta de amor, desprezo pelos irmãos, isso estava transformando a ceia em uma coisa profana, numa festinha de final de semana, num momentozinho social. Não havia quebrantamento, não havia arrependimento, não havia confissão a Deus, não havia entrega.

Então aqui, Paulo destaca essa participação indigna, em que o inconfesso, o impenitente participa do evento social, do momento social, do momento em que de alguma forma tem isso para fazer, eu vou fazer. É para comer, eu vou comer. É uma festinha, tem um churrasco, beleza, estou aí. Não é isso a ceia do Senhor. A ceia que é...

chamar a sua atenção para a necessidade que você tem de não só compreendê-la, mas também confessar, se entregar, se arrepender, se consagrar. Paulo continua, na sequência, dizendo...

a respeito do autoexame. Examine-se, pois, o homem. Examine-se, pois, o homem. Aqui o verbo indica, meus irmãos, um teste rigoroso, uma avaliação contínua. Não é uma introspecção superficial, é uma confrontação espiritual, que pressupõe que essa confrontação espiritual que você vai fazer de si mesmo, examinando-se a si mesmo, quando você se examina, quando você tenta olhar para dentro de você,

Essa confrontação espiritual vai incluir arrependimento, alinhamento com Cristo e restauração de relacionamentos quebrados. E quando eu digo restauração de relacionamentos quebrados, o principal deles é o relacionamento com Deus. O principal de todos. A gente restaura o nosso relacionamento...

vertical. E depois a gente restaura os nossos relacionamentos horizontais. É possível restaurar relacionamentos horizontais com todos? Não, você não vai conseguir. Vai ter gente muito ruim perto de você, que você vai tentar fazer o bem para elas e restaurar o relacionamento com elas, mas elas não viram as costas para você e não vão querer. Mas o apóstolo Paulo vai nos orientar que você fez a sua parte, que você fez o melhor e que o principal relacionamento que você tem que restaurar é o relacionamento com Deus.

E esse relacionamento restaurado com Deus leva você a comer de forma digna, a beber de forma digna a ceia do Senhor. Porque ele fala no versículo 29, pois quem come e bebe sem discernir o corpo de Cristo, é como se eu falasse assim, quem participa da igreja sem entender o que é a igreja,

Você está participando da ceia, mas você não está entendendo o que é a igreja. Você não está entendendo o que é o corpo de Cristo. Você não está reconhecendo o significado do pão. Você não está reconhecendo o significado do vinho. Não reconhecer os irmãos como o corpo de Cristo, meus irmãos. O contexto aqui, óbvio, era um contexto de divisão.

Era um contexto de muita confusão interna, não externa, mas interna, dentro da própria igreja. Muitos problemas, muitas divisões, muitos Belém-Belém nunca mais ficaram de bem, muita coisa ruim. E aí Paulo vai e fala, olha, irmãos, não é isso, vocês estão fazendo errado. Vocês estão participando da CEA, mas vocês não estão, sabe, vocês estão, está tudo torto aí. É preciso ter um reconhecimento.

É preciso participar da ceia e levar em consideração que a comunhão da igreja é importante. Participar da ceia e ignorar o corpo de Cristo é uma contradição espiritual. É isso que Paulo está dizendo. Então, eu preciso me entregar a Cristo, eu preciso me integrar à comunhão com o corpo de Cristo.

Eu posso me achar a última Coca-Cola do deserto, a última bolacha do pacote, sei lá qual é a gíria que eles falam hoje. Eu não posso me achar um gás nobre, que eu estou aqui e vocês estão... Não, a igreja, todos são iguais. É por isso que o pedacinho pequeno de pão é igual para você que ganha um real, ou para você que ganha dez reais, ou para você que ganha mil reais. É por isso que todo mundo... A dinâmica da ceia, ela é a mesma para todos.

Cada um de nós é diferente, uns mais inteligentes, outros menos inteligentes. Uns mais bonitos, outros menos bonitos, todos são bonitos. Mas um mais bonito, outros são menos bonitos. Porque o povo de Deus é um povo bonito. Né? Então, é para todos. Comunhão. Congregação. Quem não discerne isso, acaba de certa forma tomando de forma indigna.

Então, meus irmãos, para finalizar, este texto revela que a ceia é centrada em Cristo, cristocêntrica. Tudo gira em torno da obra de Cristo. Dois, comunitária. É para todos, é com a comunhão da igreja.

E aí está um adendo. Por isso que nós, os batistas, não levamos a ceia na casa da pessoa, como os nossos irmãos da Assembleia de Deus fazem. Porque nós consideramos a ceia como comunitária. Ceia pressupõe comunhão. A igreja católica leva a hoxa na casa da pessoa, a igreja evangélica pentecostal tradicional leva na casa da pessoa, mas os batistas nunca levaram. Por quê? Porque pressupõe ajuntamento.

pressupõe comunhão, pressupõe participação coletiva, é comunitária, não é um ato individualista. A ceia, ela é ética, porque ela exige coerência de vida, você tem que alinhar. Você tem que ser perfeito? Não, você não será. Mas você tem que ser quebrantável, moldável. Você pode ser menos bonito, não tem problema de você ser menos bonito, contanto que você esteja querendo melhorar um pouco. Cortar o cabelo melhor.

Pegar, malhar um pouquinho, se exercitar, cuidar da alimentação. Estou falando isso espiritualmente, né? Espiritualmente. Espiritualmente falando. Você tem que querer melhorar. Você tem que querer se quebrantar. Você tem que querer confessar e buscar a vontade de Deus para a sua vida. E você tem que ser coerente. Exige coerência de vida.

Exige coerência de vida. Vamos brigar todo mundo aqui, mas agora é a hora da ceia. Todos nós vamos colocar as nossas máscaras e vamos tomar ceia. Era isso que Corinto fazia. Tumulto geralizado, mas na hora da ceia coloca a máscara. Não, isso não é um ritual para apresentarmos um teatro. É um ritual espiritual profundo. E por fim, ela é escatológica.

porque ela aponta para a volta de Cristo. Meus irmãos, reduzir a ceia a um ritual vazio, participar sem arrependimento, ignorar a comunhão com os irmãos, tratar o momento como um momento irreverente, todas essas coisas que Corinto fazia, são alertas para que nós não façamos.

Nós não podemos fazer isso, porque a ceia sempre vai nos chamar, vai nos lembrar que Cristo morreu por nós, vai nos levar a um exame de consciência, como nós estamos vivendo, vai nos levar a tentar discernir de fato o corpo de Cristo, como sendo parte de Cristo, e vai proclamar que Cristo voltará, até que Ele venha. Paulo não está só ensinando aqui sobre um rito.

Ele não está só corrigindo e ensinando sobre um rito. Ele está corrigindo e ensinando sobre uma distorção espiritual. Sobre irmãos que estavam fazendo uma profunda distorção espiritual num momento importante na vida da igreja.

A ceia não é opcional, a ceia não é banal, a ceia não é individual, ela é um ato sagrado e a ceia vai unir a doutrina e a prática da vida comunitária. Participar corretamente da ceia é condição sine qua non, sem o qual não há. Condição sine qua non para honrar a Cristo.

Honrar a cruz, viver em comunhão e caminhar em santidade com a igreja. A pergunta que eu tenho para você que me ouve agora, quer seja aqui, quer seja em casa. Será que você também não está, assim como os irmãos de Corinto, tomando a ceia indignamente? Será que você também não está distorcendo profundamente?

Uma participação espiritual tão importante, criada pelo Mestre Jesus, recebida pelos apóstolos e repassada a nós? Se a resposta for sim, de forma sincera, com exame de consciência, show, você já deu o primeiro passo. Qual que é o segundo? Arrependimento.

Confissão a Cristo. Curvar a sua cabeça, orar pedindo perdão, consagrar a sua vida e sentar à mesa com o Senhor. E eu vou te convidar para fazer isso agora. Feche seu olho, curve sua cabeça, vamos orar juntos e caso você tenha esta mesma resposta,

eu quero encorajar você a dar também a mesma resposta a Deus. A dar também a Deus. A falar com Deus a respeito do que acontece no seu coração agora, nesse momento. Olha ao Senhor, confesse a Ele. Se precisar pedir perdão, peça. Se precisar declarar a Ele uma confissão, declare.

E depois dessa sua oração, nós vamos cantar um cântico de adoração e vamos passar os elementos para que você, no mesmo espírito de quebrantamento e oração, participe da seia do Senhor. Pai, em nome de Jesus, oramos ao Senhor agora, diante da Tua palavra exposta, diante dos ensinamentos dos apostólicos, recebidos diretamente de Cristo, repassados a nós como igreja do Senhor, para sermos guardiões desta tradição.

Guardiões deste ensinamento, conservadores desta preciosidade. Deus, em nome de Jesus, que é essa mensagem. Em nome de Jesus, nos ajude a praticá-la, nos ajude a vivê-la, nos ajude a viver intensamente, Deus. Se porventura, alguns dos meus irmãos aqui...

que já passaram pelo processo de batismo, que já passaram pelo processo de entrega ao Senhor como Senhor e Salvador da vida delas, já estão aptos realmente a participarem desse momento. Se eles estão se sentindo indignos para participar, que, Pai, em nome de Jesus, essa sensação seja curada através do arrependimento e da confissão ao Senhor agora.

restaura essa vida, restaura essa alma, faz dessa pessoa uma pessoa que realmente vai sair daqui, diferente de como ela entrou, consertada, decidida a viver o teu evangelho da forma correta e a participar da ceia do Senhor, da forma que produz, ó Deus, alegria no seu coração, sem ser uma forma indigna. Te agradecemos, ó Deus, pela entrega do teu Filho amado Jesus por nós, te agradecemos, ó Deus, pelo sangue que foi derramado na cruz.

Te agradecemos, Deus, pela oportunidade espiritual que o Senhor nos dá de participar desse momento. E te pedimos que a Tua bênção seja sobre nós agora, com o perdão dos nossos pecados. Em nome de Jesus, é a nossa oração ao Senhor. Amém e amém.

Vamos cantar uma música, para você que nos acompanha pelo vídeo agora, eu vou encerrar com você e te convidar para estar na Avenida Dom José Gaspar, número 185, no bairro Coração Eucarístico, todos os domingos às 18 horas. Que o amor de Deus, o Pai, comunhão, consolação do Santo Espírito e graça de Jesus seja sobre a sua vida.