Ácido Valpróico - Classificação e Formas Farmacêuticas - Parte 02 - Episódio 967
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Isso é uma dúvida muito comum, afinal, existe o ácido valpróico, valproato de sodio, divalproato e por aí vai. Parece confuso, mas existe um motivo e lógica, vamos nessa!!
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- Formas Farmacêuticas Ácido Valpróico· SaudeDepakene·Depakote·Depakote ER·Torval CR·Liberação entérica·Liberação prolongada·Liberação controlada
- Ácido Valpróico· SaudeÁcido valpróico·Valproato de sódio·Divalproato de sódio
Oi, tudo bem? Tudo tranquilo? Comigo tá tudo ótimo. Espero que você esteja bem, todas as famílias estejam bem. Se eu não me engano, estamos falando sobre ácido valproico, não é mesmo? Hoje eu quero continuar esse assunto com você. Meu nome é Lucas e esse é o Conseguem Me Explicar? Antes de mais nada, eu tenho que fazer aqueles convites de sempre. Se você ainda não segue o Consegue Me Explicar aqui no Spotify, no CastBox, por favor curte e segue.
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Afinal, quando a gente pensa em ácido valproico, primeira coisa que vem na nossa cabeça é: putz, é uma medicação que eu vou utilizar para como anticonvulsivante. Perfeito, muito interessante. Mas o nosso raciocínio aqui vai se basear nessa medicação como um estabilizador de humor. E hoje eu vou falar com você um pouquinho mais sobre a classificação e as formas farmacêuticas desse ácido valproico. Vamos lá, o ácido valproico, ele é um ácido gráfico ramificado de cadeia curta, e ele é derivado do ácido valérico.
Então, o ácido valproico é um ácido gráfico de cadeia curta derivado do ácido valérico. Na prática clínica, existem diferentes sais e formulações que, embora contenham o mesmo princípio ativo, vão se diferir na tolerabilidade gástrica e também na sua posologia. Eu vou te falar então a formulação e eu vou te dizer também algumas características principais. Vamos lá, o ácido valproico, o nome comercial dele é o Depakene. O ácido o nome comercial dele é o Depakene e vai ter na quantidade de 250mg, por exemplo.
Esse, a característica principal é que esse ácido valproico tem uma absorção parcial no estômago. Se ele tem uma absorção parcial no estômago, ele vai gerar mais efeitos gastrointestinais. Temos depois uma segunda formulação que é o valproato de sódio. O valproato de sódio é o Depakene, mas nas posologias 300 ou 500mg, e esse tem uma liberação entérica. A sua característica principal é a absorção entérica, tem uma melhor tolerância gastrointestinal.
Enquanto o ácido valproico tem uma absorção parcial no estômago, o valproato de sódio tem uma absorção entérica. Logo, o valproato de sódio vai ter uma melhor tolerância gastrointestinal. Temos também o divalproato de sódio. O divalproato de sódio é o Depakote. Depakote. Depakote. Temos nas apresentações 250 e 500 mg. É uma mistura de 1 para 1. A cada uma molécula de ácido valproico tem uma molécula de valproato. Isso gera uma liberação entérica.
Uma liberação entérica. Que a gente tem que pensar no menor quadro de dispepsia. Então ácido valproico, absorção parcial no estômago mais efeitos gastrointestinais. Valproato de sódio, absorção entérica, é uma absorção entérica, melhor tolerância gastrointestinal. Divalproato de sódio, uma mistura de 1 para 1, um ácido valproico para cada molécula de valproato de sódio. Aqui é uma liberação entérica, ele é liberado lá no seu intestino, enquanto no valproato de sódio ele é absorvido no intestino.
Ele começa a ser liberado no intestino, divalproato de sódio. Logo, ele tem menos dispepsia no meu paciente. Temos também o divalproato ER. Lucas, ER, o que que é ER? ER no remédio significa extended release, extended release, que é liberação prolongada ou estendida. Essa formulação, ela é projetada para liberar o medicamento de forma mais lenta e controlada no organismo, evitando picos sanguíneos. Interessante, né? Porque a gente saber que você evita picos sanguíneos, a gente começa a pensar um pouquinho mais na característica principal.
Porque o divalproato ER, que é Depakote ER, que tem nas apresentações 250 ou 500mg, tem uma liberação entérica, só que mais estendida. Logo, ele tem um menor pico plasmático, gera menos tremores, menos sedação. Temos também o Torval CR. O Torval CR tem nas apresentações 300 e 500mg. Lucas, o que que é CR? CR numa medicação significa Controlled Release, que é liberação controlada. Essa tecnologia libera o princípio ativo gradualmente no organismo, mantendo o efeito terapêutico por mais tempo e reduzindo a necessidade de doses mais frequentes.
O Torval CR é uma mistura também de valproato com ácido valproico, só que numa proporção de 2,3 moléculas de valproato para cada uma de ácido valproico. Então, a cada 2,3 moléculas de valproato vai ter uma de ácido valproico. Isso vai gerar uma liberação mais controlada. Beleza, tranquilo. Uma dica clínica: na prática, a gente vai considerar ácido valproico e valproato de sódio e divalproato com a mesma molécula. A diferença então vai estar na tolerabilidade gastrointestinal e na sua posologia.
As formulações ER e CR permitem uma tomada única muitas vezes e tem menor pico plasmático, gerando menos efeitos adversos e menos efeito dose-dependente. Beleza, tranquilo. Então, em relação a essa classificação e farmacêutica, é isso que você precisa saber. Pensou em ácido valproico? Vou pensar necessariamente que a característica principal é uma absorção parcial no estômago. Gerando mais efeitos gastrointestinais. Pensei em valproato de sódio, eu vou pensar numa absorção entérica, uma melhor tolerância gastrointestinal.
Se eu pensar em divalproato de sódio, eu penso numa mistura 1 para 1, 1 de ácido valproico para 1 de valproato de sódio. Isso vai ter uma liberação, vai gerar uma liberação entérica, menos dispepsia no meu paciente. Se eu pensar em divalproato ER, eu vou pensar numa liberação entérica estendida, um menor pico plasmático que vai gerar menos tremores e menos sedação, menos sedação. Já que ER significa Extended Release, uma liberação prolongada, estendida.
Essa formulação é projetada para liberar o medicamento de forma lenta e controlada no organismo, evitando os picos sanguíneos e permitindo um efeito mais duradouro. Beleza, tranquilo. Então esse é o ER. ER então vai gerar um menor pico plasmático e menor tremor e menor sedação. Já, por exemplo, o Torval CR. O Torval CR, esse CR vem de quê? Vem de Controlled Release. Release, que é uma liberação controlada. Essa tecnologia permite a liberação do princípio ativo gradualmente no organismo, mantendo o efeito terapêutico de forma mais prolongada e reduzindo a necessidade de doses mais prolongadas.
Aqui é uma mistura de 2,3 para 1, 2,3 moléculas de valproato de sódio para 1 de ácido valproico. Isso gera uma liberação mais controlada. Então, na nossa prática clínica, a gente tem que pensar ácido valproico, valproato de sódio, divalproato, como se fosse a mesma molécula. O que vai diferenciar é a tolerabilidade gastrointestinal e na sua dosologia. Formulações ER, CR vão permitir uma tomada única muitas vezes e tem menor pico plasmático, gerando menos efeitos adversos e menos efeitos relacionados à dose dependente.
Beleza, tranquilo. Então, em relação a esse raciocínio sobre as classificações e formas farmacêuticas, era isso que eu queria falar com você. Reforço, se você ainda não consegue me explicar aqui no Spotify, no Cashbox, por favor cogite seguir. Basta clicar no botãozinho seguir para você receber todo domingo 3 novos episódios desse que é o seu, o meu, o nosso podcast. Além disso, gostaria de convidar você também a estar seguindo nosso Instagram, se inscrevendo no nosso canal, é o @consegueexplicar.
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